quarta-feira, abril 1, 2026

Autor: Redação

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Lula diz que vai telefonar para Trump caso negociações sobre o fim do tarifaço não avancem



O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta terça-feira (4) que voltará a telefonar para o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, caso não haja avanços nas negociações comerciais entre os dois países até o encerramento da Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), realizada em Belém (PA).

“Eu saí da reunião com o presidente Trump certo de que a gente vai estabelecer um acordo. Disse a ele que era muito importante que nossos negociadores começassem a negociar logo”, afirmou Lula, na capital paraense, em entrevista a repórteres da imprensa internacional.

“Quando terminar a COP, se não tiver marcada a reunião entre os meus negociadores e os dele, eu vou ligar para Trump outra vez”, acrescentou o presidente, de acordo com informações da Reuters.

Malásia

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva se reuniu no dia 26 de outubro com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em Kuala Lumpur, na Malásia. O encontro durou cerca de 50 minutos e ocorreu durante a realização da 47ª Cúpula da Associação de Nações do Sudeste Asiático (Asean).

Durante a reunião, Lula disse que não há razão para desavenças com os Estados Unidos e pediu a Trump a suspensão imediata do tarifaço contra as exportações brasileiras, enquanto os dois países estiverem em negociação.

Em julho deste ano, Trump anunciou um tarifaço de 50% sobre todos os produtos brasileiros que são exportados para os Estados Unidos. Em seguida, ministros do governo brasileiro e do Supremo Tribunal Federal (STF) também foram alvo da revogação de vistos de viagem e outras sanções pela administração norte-americana.

“O Brasil tem interesse de ter uma relação extraordinária com os Estados Unidos. Não há nenhuma razão para que haja qualquer desavença entre Brasil e Estados Unidos, porque nós temos certeza que, na hora em que dois presidentes sentam em uma mesa, cada um coloca seu ponto de vista, cada um coloca seus problemas, a tendencia natural é encaminhar para um acordo”, afirmou o presidente.

Além dos presidentes, também participaram do encontro o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, e o secretario de Estado norte-americano, Marco Rubio.



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mais duas pessoas morrem em função da doença em SP



Duas pessoas morreram, na cidade de Leme (interior de São Paulo), na semana passada, devido à febre maculosa. A informação foi confirmada pela Secretaria de Saúde do município. Não foram divulgados os nomes, gênero ou idade das vítimas.

Segundo a secretaria, equipes técnicas da prefeitura adotaram todas as medidas de controle e vigilância assim que os casos foram notificados. As ações de contenção têm sido realizadas pelo Setor de Vigilância Epidemiológica e Zoonoses.

O interior do estado de São Paulo vem sofrendo com casos da doença, que é transmitida pelo carrapato. A cidade de Salto, distante cerca de 90 quilômetros de Leme, registrou três mortes por febre maculosa em 2025. Um parque local foi interditado pela prefeitura, já que duas dessas vítimas frequentaram o local.

Neste ano, 36 casos da doença haviam sido registrados em todo o estado, com 18 óbitos contabilizados até outubro. Agora, já são 20. Em todo o ano passado, foram 72 casos, com 26 mortes.

Febre maculosa

A febre maculosa, também conhecida como doença do carrapato, é uma infecção febril de gravidade variável, com elevada taxa de letalidade. Causada por uma bactéria do gênero Rickettsia, a doença é transmitida pela picada de carrapato encontrado em ambientes com animais domésticos, como cães e gatos, gado e áreas de vegetação alta.

Segundo a Secretaria de Estado de Saúde (SES) de São Paulo, menos de 1% dos carrapatos-estrela estão contaminados com a bactéria que causa a doença, portanto, apenas o contato com carrapato não significa uma infecção no indivíduo.

Sintomas

Os principais sintomas da febre maculosa são: febre súbita, dores de cabeça e nas articulações, fraqueza extrema, cansaço ou falta de energia. Entre o terceiro e o quinto dia de infecção, aparecem erupções cutâneas nos punhos e tornozelos, eventualmente espalhando-se por todo o corpo.

Prevenção

A prevenção é essencial e inclui evitar áreas infestadas por carrapatos, usar calças compridas e botas ao circular em regiões de risco. Se for encontrado algum carrapato na pele, é preciso removê-lo imediatamente, sem esmagá-lo com as unhas.



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Line-up projeta embarques de 3,772 milhões de toneladas de soja pelo Brasil



O line-up, programação de embarques nos portos brasileiros, projeta a exportação de 6,398 milhões de toneladas de soja em grão para outubro, segundo levantamento da consultoria Safras & Mercado. No mesmo período de 2024, os embarques totalizaram 4,443 milhões de toneladas.

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Em setembro, os portos brasileiros registraram 6,964 milhões de toneladas embarcadas. Para novembro, a previsão é de 3,772 milhões de toneladas.

Janeiro a novembro

No acumulado de janeiro a novembro de 2025, o line-up estima 105,404 milhões de toneladas exportadas, ante 95,590 milhões de toneladas no mesmo período de 2024, refletindo o crescimento contínuo das exportações brasileiras de soja.



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Pecuária regenerativa ganha força como solução climática e social, afirma CEO da JBS



A pecuária regenerativa pode ser uma peça central na solução climática global. A agropecuária tropical brasileira, com seu potencial de capturar mais carbono do que emite, pode contribuir de forma decisiva para o combate às mudanças climáticas e à insegurança alimentar. Essa foi a mensagem de Gilberto Tomazoni, CEO global da JBS, durante painel no evento Bloomberg Green, realizado nesta terça-feira (4), em São Paulo.

O papel da pecuária sustentável estará entre os destaques que o setor privado levará à COP30, em Belém (PA). Casos de sucesso do Brasil fazem parte das propostas da SB COP, aliança coordenada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) que articula a presença empresarial na conferência.

Tomazoni lidera o grupo global de sistemas alimentares, responsável por reunir iniciativas que conciliam produção e conservação.

Segundo o executivo, o encontro em Belém será uma oportunidade para o Brasil mostrar que a agricultura tropical e a pecuária regenerativa são parte essencial da solução climática.

“Estamos levando sugestões da iniciativa privada para avançar em uma produção que captura carbono, com mecanismos de mensuração adequados, aumento de produtividade focado em pequenos e médios produtores e o destravamento de financiamentos de longo prazo para uma transição justa”, afirmou.

ILPF e o potencial da agricultura tropical

Tomazoni destacou a integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF) como modelo capaz de gerar benefícios ambientais e econômicos. Estudos mostram que propriedades bem manejadas capturam mais carbono do que emitem, e que o setor agrícola pode absorver até 26% das emissões globais.

No Brasil, a adoção de boas práticas tem recuperado solos degradados e aumentado a produtividade. “Há grandes fazendas que já capturam mais carbono do que emitem. Agora precisamos replicar essas boas práticas entre os pequenos produtores, oferecendo assistência técnica e linhas acessíveis de financiamento”, destacou.

Rastreabilidade e inclusão produtiva

O CEO lembrou também que a JBS integra a coalizão pelo Programa Pecuária Sustentável do Pará, ao lado do governo do estado, do Carrefour, da The Nature Conservancy (TNC) e de outros frigoríficos. O programa prevê rastreabilidade individual do rebanho e visa ampliar a transparência da cadeia.

Nesta segunda (3), lojas do Atacadão no Pará começaram a vender o primeiro lote de carne 100% rastreada, proveniente de fazendas monitoradas pela JBS no estado.

Apoio aos pequenos produtores

Tomazoni destacou que o maior desafio da sustentabilidade está nos pequenos produtores rurais. Desde 2021, os Escritórios Verdes da JBS já atenderam mais de 20 mil propriedades, oferecendo assistência técnica gratuita, regularização ambiental e apoio tecnológico.

“Precisamos ajudar os pequenos e médios produtores para que toda a cadeia esteja organizada no sentido de aumentar a produtividade com sequestro de carbono e conservação da biodiversidade”, disse.

Com a COP30 se aproximando, o executivo reforçou que o mundo tem olhado para o Brasil não apenas como um produtor de alimentos, mas como um exemplo de agricultura regenerativa e inclusiva, capaz de unir eficiência, inovação e conservação.



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Novo regulamento moderniza fiscalização de produtos de origem vegetal; entenda



O governo federal publicou no Diário Oficial da União (DOU) o Decreto nº 12.709, que define o novo regulamento para a fiscalização de produtos de origem vegetal no país.

A medida, conduzida pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), consolida e harmoniza normas antes distribuídas em diferentes instrumentos legais.

O regulamento foi elaborado pela equipe do Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal (Dipov), da Secretaria de Defesa Agropecuária (SDA), com base na Lei nº 14.515/2022, que instituiu o autocontrole como eixo central da modernização da defesa agropecuária. O novo texto revoga dez decretos anteriores, reunindo as regras em um único marco regulatório.

Autocontrole e rastreabilidade

O novo regulamento incorpora conceitos de rastreabilidade, recolhimento de produtos, análise de risco e programas de autocontrole. Também adota referências internacionais, como as diretrizes do Codex Alimentarius, quando não houver regulamentação nacional específica.

O Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal (Sisbi-POV) foi fortalecido, estimulando a adesão voluntária de estados e municípios ao sistema. O decreto também cria o Programa de Incentivo à Conformidade, voltado à promoção de boas práticas e à regularização preventiva de não conformidades.

A norma se aplica a toda a cadeia produtiva vegetal — alimentos, bebidas, ingredientes e subprodutos — incluindo produtos nacionais, exportados e importados. A fiscalização passa a ser orientada por critérios de risco, com foco na qualidade, inocuidade e conformidade dos produtos disponíveis ao consumidor.

Entre as mudanças, o regulamento atualiza as regras de rotulagem e marcação, com o objetivo de aprimorar a comunicação com o consumidor e garantir informações claras sobre os produtos comercializados.

Com o novo decreto, o Mapa reforça o compromisso com a segurança dos alimentos e a competitividade do agronegócio brasileiro, alinhando a regulamentação nacional às melhores práticas internacionais de fiscalização e controle.



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AgroNewsPolítica & Agro

Brasil conquista recorde de premiações no Canadá


O vinho brasileiro segue conquistando o mundo. Na 32ª edição do Sélections Mondiales des Vins, realizada de 8 a 11 de outubro em Montréal, Québec (Canadá), o Brasil alcançou o maior número de premiações de sua história no evento: foram 17 medalhas conquistadas por nove vinícolas, marcando o melhor desempenho do país no concurso. Reconhecido como o mais importante do Canadá e um dos principais da América do Norte, o certame contou com a patronagem da Organização Internacional da Vinha e do Vinho (OIV) e da Federação Mundial dos Grandes Concursos de Vinhos e Espirituosos (Vinofed).

O Brasil esteve representado pelo enólogo e diretor da Associação Brasileira de Enologia (ABE), Vagner de Vargas Marchi, que integrou o painel de degustação composto por 65 especialistas de 15 países. O concurso avaliou 1.550 amostras de 26 nações, sendo cerca de dois terços provenientes da Europa, o que torna o desempenho brasileiro ainda mais expressivo diante de mercados com longa tradição vitivinícola.

“O Sélections Mondiales des Vins é um concurso extremamente bem estruturado, que se destaca pela organização, rigor técnico e seriedade dos processos. A preservação e a codificação das amostras seguem protocolos muito criteriosos, e todo o sistema de avaliação é informatizado, garantindo precisão e transparência nos resultados. Outro ponto notável é a diversidade do painel de jurados – realmente cosmopolita –, o que favorece uma troca muito rica entre diferentes culturas e estilos de degustação. Os vinhos brasileiros tiveram excelente desempenho e despertaram grande curiosidade entre os avaliadores”, relata o enólogo.

Além da participação no júri, o Brasil também foi protagonista em uma ação estratégica de promoção: nove vinhos brasileiros foram apresentados em um almoço especial oferecido aos degustadores internacionais, reforçando o posicionamento do país como produtor de vinhos de qualidade, diversidade e identidade própria. Cada amostra — seis garrafas por rótulo — foi enviada com o apoio das vinícolas e da ABE, permitindo uma imersão sensorial na produção nacional.

Vagner destacou, ainda, a abertura do concurso para novas categorias, acompanhando as tendências do mercado mundial. “O Sélections vem diversificando o aceite de outros estilos de bebidas, com júris especializados para cada tipo de produto. Hoje há espaço para cidras, saquês, bebidas de menor teor alcoólico e até desalcoolizados, mostrando como a organização está atenta à inovação e à pluralidade da indústria”, complementa.

Com mais de três décadas de história, o Sélections Mondiales des Vins é referência mundial pela seriedade, rigor técnico e diversidade de amostras. Para a Associação Brasileira de Enologia, o resultado simboliza o amadurecimento do setor e o fortalecimento da imagem do país como produtor de vinhos de excelência, fruto do trabalho conjunto de enólogos e vinícolas que acreditam no potencial do vinho brasileiro.

PREMIAÇÕES

Medalha Grand Ouro

Miolo Lote 43 2022 – Miolo Wine Group

Medalha de Ouro

Aurora Pinto Bandeira 2024 – Cooperativa Vinícola Aurora

Aurora Varietal Rebo 2023 Cooperativa Vinícola Aurora

Garibaldi Espumante Moscatel – Cooperativa Vinícola Garibaldi

Garibaldi Espumante Prosecco – Cooperativa Vinícola Garibaldi

Jolimont Cave Corte Bordalês – Vitivinícola Jolimont

Jolimont Chardonnay Reserva 2023 – Vitivinícola Jolimont

Jolimont Merlot 2020 – Vitivinícola Jolimont

Jolimont Querências Arinarnoa 2022 – Vitivinícola Jolimont

Jolimont Querencias Chardonnay 2023 – Vitivinícola Jolimont

Jolimont Querências Marselan 2022 – Vitivinícola Jolimont

Kaipu Chardonnay – Futura Comercial Trading | Vinícola Entre Dois Mundos

Maison Forestier Chardonnay 2023 – Maison Forestier Vinhos e Espumantes

Maison Forestier Espumante Blanc – Maison Forestier Vinhos e Espumantes

Monte Sant’Ana Sympatheia 2020 – Vinícola Monte Sant’Ana

Medalha de Prata

Garibaldi Florata Espumante Moscatel – Cooperativa Vinícola Garibaldi

Salton Espumante Moscatel – Vinícola Salton





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BRDE oferece linha de crédito a produtores e empresas impactados pelas chuvas



O Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) disponibilizou uma linha de crédito para ajudar as empresas e produtores rurais afetados pelos temporais que atingiram o Paraná neste fim de semana.

A nova linha faz parte do pacote de medidas anunciado nesta segunda-feira (3) pelo governador Carlos Massa Ratinho Junior, com o objetivo de apoiar a retomada dos municípios afetados.

A linha de crédito é voltada a empresas, cooperativas e produtores rurais que tiveram prejuízos com eventos climáticos. O programa conta com juros reduzidos, prazo de pagamento de até 10 anos e carência de dois anos.

O BRDE vai atender a demanda dos empreendimentos localizados em cidades que decretaram situação de emergência ou calamidade pública. Cada cliente pode solicitar um empréstimo de até R$ 10 milhões. 

Tempestades, vendavais e chuvas de granizo

Até o início da tarde desta terça-feira (4), 36 municípios registraram ocorrências no sistema da Coordenadoria Estadual da Defesa Civil, mas as tempestades, vendavais e chuvas de granizo atingiram cerca de 40 cidades do estado. Foram registrados danos em residências, prédios públicos, estradas rurais, empresas e barracões industriais.

Para mitigar os estragos, além da linha de crédito, o governo do estado vai destinar R$ 50 milhões do Tesouro Estadual ao Fundo Estadual para Calamidades Públicas (Fecap), para auxiliar os municípios nas ações de reconstrução e auxílio às famílias. 

O estado vai enviar maquinários e recursos para a reconstrução de estradas e pontes, e a Defesa Civil está auxiliando diretamente as famílias afetadas com a entrega de telhas, cestas básicas e kits de higiene, limpeza e dormitório.

Serviços

As empresas interessadas podem entrar em contato pelos canais de atendimento do BRDE: telefone (41) 3219-8000, WhatsApp (41) 99234-4575 ou e-mail [email protected]



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Produção de uva no RS deve ser 50 milhões de quilos acima que a da safra passada


Os produtores gaúchos de uva estão otimistas com a safra 2025/26. Produtividade satisfatória e expectativa de sanidade da fruta fazem com que o Instituto de Gestão, Planejamento e Desenvolvimento da Vitivinicultura do Estado do Rio Grande do Sul (Consevitis-RS) projete um aumento de 50 milhões de quilos na colheita em relação à temporada anterior.

Assim, de acordo com o presidente da entidade, Luciano Rebellato, estima-se que o atual ciclo, referente a 2024/25, gere 750 milhões de quilos de uva. Com isso, em 2026, a estimativa é que os números sejam mais altos, com rendimento de cerca de 800 milhões de quilos.

“Em termos de planejamento, acredito que o setor irá se organizar para elaborar maior quantidade de vinhos, especialmente os mais leves, brancos e jovens, os quais se mostram como uma tendência para os novos consumidores”, destaca.

A ocorrência de um inverno rigoroso é a principal razão da previsão positiva, segundo o chefe de Pesquisa e Desenvolvimento da Embrapa Uva e Vinho, Henrique Pessoa dos Santos.

“Tivemos um inverno muito bom, com o somatório do frio dentro da normalidade climática, que gira em torno de 390 horas de frio, quando a temperatura está abaixo ou igual a 7.2ºC. No total, no inverno deste ano, foram registradas 395 horas de frio. A partir disso, as videiras respondem em potencial de brotação, com uniformidade e gemas férteis. A partir desta etapa de brotação, estamos agora vivendo o período de florescimento das cultivares”, relata.

Com isso, nesta primavera, época da brotação, as videiras apresentam boa fertilidade e bastantes cachos, detalha o pesquisador.

Pouca chuva não deve interferir

videiras RS - produção de uvavideiras RS - produção de uva
Foto: Viviane-Zanella/ Embrapa Uva e Vinho

O pesquisador ressalta que a previsão de baixa quantidade de chuva para os meses de dezembro e de janeiro também é um sinal positivo porque, neste período, a uva não precisa de grande quantidade de água, mas de tempo seco.

Segundo Santos, o que pode vir a prejudicar a fertilidade, reduzindo o número de bagas por cacho, é a grande oscilação térmica entre o dia e a noite, com a atual condição de clima seco, imposto pelo fenômeno La Niña.

Como ainda há alguns meses para o início da colheita, é importante ressaltar que os números podem sofrer alterações.

“Dentro do setor, porém, não há maiores temores em relação a fatores que possam influenciar negativamente questões como o preço do quilo de uva, por exemplo, com a expectativa da safra ser completamente absorvida e transformada em produtos: nossos sucos, vinhos e espumantes”, salienta Rebellatto.



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Crise no seguro rural é resultado de custos elevados e falta de recursos públicos



Com a chegada do final do ano, muitos produtores se debruçam sobre os gastos da atividade e aproveitam para colocar as contas em ordem. A maioria dos custos já estavam previstos no planejamento, mas nem todos. Um exemplo disso é o seguro rural, que embora seja de extrema importância, chega ao pior patamar de cobertura em quase dez anos.

O coordenador executivo do Observatório do Seguro Rural da FGV Agro, Pedro Loyola, explica que um dos principais fatores que contribuem para esse cenário é a margem reduzida do produtor rural. Na avaliação dele, quem tem uma percepção maior de risco, ou seja, que já teve perdas no passado, é o perfil que mais aciona o seguro rural.

“Já o produtor com percepção menor pensa: ‘a margem já está pequena, vou gastar com isso?’ Ele vai investir em tecnologia, porque o risco é mais baixo que o geral”, ressalta.

O mesmo raciocínio vale para quem ainda aguarda os recursos subsidiados, com parte custeada pelo governo, serem liberados. O programa de subvenção ao prêmio de seguro rural (PSR) conta atualmente com R$ 548 milhões, mas cerca de R$ 300 milhões ainda estão contingenciados. Caso o valor não seja liberado, o especialista alerta que muitos produtores podem cancelar as apólices.

“O ideal é que o produtor mantenha o seguro, mesmo que precise negociar uma redução da cobertura. Cancelar pode trazer um grande prejuízo se houver perda climática”, afirma.

Mercado em desequilíbrio

Com isso, a redução das contratações tende a gerar o que o mercado chama de seleção adversa: apenas os produtores com maior risco, e histórico de perdas, buscam seguro, o que encarece o prêmio para todo o setor.

“Com menos produtores contratando, o risco não se dispersa. As indenizações ficam concentradas e o seguro se torna mais caro”, diz Loyola. O especialista estima que o pagamento de sinistros representa de 65% a 70% do valor dos prêmios. Com a concentração em regiões mais suscetíveis a perdas, o custo tende a subir.

Outro ponto sensível é o recuo na subvenção das áreas, que passou de 14 milhões de hectares para apenas 2,5 milhões. Isso deve encolher o mercado e provocar saída de seguradoras, corretores e peritos, o que compromete uma estrutura que levou duas décadas para ser construída.

“É um problema estrutural. Leva anos para montar um mercado, e o próprio governo está enfraquecendo o programa”, destaca.

Em um balanço divulgado nesta terça-feira (4), a Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg) confirmou a queda nas operações de seguro rural em 2025, com foco na redução dos recursos públicos disponíveis. Os dados apontam recuo de 2,7% no volume arrecadado com a modalidade este ano e a menor taxa de cobertura já registrada, com apenas 2,3% da área plantada.

Sem política de gestão de riscos

Diante de todos esses fatores, Loyola defende que o Brasil precisa adotar uma política permanente de gestão de riscos, e não apenas medidas pontuais de crédito ou renegociação de dívidas.

“O produtor renegocia, resolve o problema de um ano, mas dois anos depois enfrenta a mesma situação. É uma bola de neve”, diz. Para ele, o crédito rural só é efetivo se vier acompanhado de seguro, especialmente diante das mudanças climáticas.

“O crédito é importante para plantar, mas sem seguro o planejamento desmorona. Renegociar dívida é paliativo”, alerta.

Futuro incerto

Com a atual safra de soja instalada em quase metade do país, as atenções se voltam para o céu e a chuva (ou a falta dela) nas lavouras. De acordo com o meteorologista do Canal Rural, Arthur Müller, o clima não deve prejudicar a produção do grão neste ano mesmo com a atuação do La Niña, conhecido por provocar chuvas acima da média em diversas regiões e seca em outras.

Neste sentido, Loyola reafirma que é essencial que o produtor rural faça a contratação do seguro rural para as lavouras. “Hoje, praticamente não há apólices no país com apoio de subvenção para soja e a gente está com o La Niña instalado. Só não sabemos a severidade”, alerta.

Mesmo assim, o consultor conclui que o maior problema se concentra nos recursos travados pelo governo federal. “Os produtores estão totalmente desamparados. Quando o risco climático é conhecido, o seguro deveria ser prioridade, mas não é o que acontece”, complementa.

A recomendação imediata, de acordo com um material elaborado pelo Observatório do Seguro Rural da FGV Agro, é que haja a recomposição do orçamento do PSR ainda em 2025, além do aumento dos valores ofertados em 2026. Segundo o documento, isso garantiria a execução dos recursos sem contingenciamentos.



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