quinta-feira, agosto 20, 2026

Autor: Redação

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exportações do Brasil somam 4,398 milhões de t em setembro


De acordo com a Secretaria do Comércio Exterior (Secex), as exportações da soja em grão do Brasil renderam US$ 1,879 bilhão em setembro (15 dias úteis), com média diária de US$ 125,271 milhões. A quantidade total exportada pelo país no período chegou a 4,398 milhões de toneladas, com média diária de 291,919 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 429,10.

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Foto: Faesp

Na comparação com setembro de 2023, houve uma redução de 24,1% na receita média diária e de 8,7% no volume. O preço caiu 16,9%. Os dados são do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio e foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior.



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AgroNewsPolítica & Agro

Queda dos juros na China: Um alerta


A atenção às políticas monetárias e suas implicações será crucial




Essa estratégia pode ser interpretada como um movimento de Pequim para desvalorizar a própria moeda
Essa estratégia pode ser interpretada como um movimento de Pequim para desvalorizar a própria moeda – Foto: Pixabay

De acordo com José Carlos de Lima Júnior, Sócio do MARKESTRAT GROUP e Cofundador da HARVEN AGRIBUSINESS SCHOOL, os juros longos na China estão em queda, com os rendimentos dos títulos soberanos com vencimento em 50 anos próximos de 2,2%. Este é um marco significativo, pois é a primeira vez que os rendimentos dos títulos chineses caem abaixo dos do Japão. Para se ter uma ideia do impacto dessa mudança, em 2022, o governo chinês oferecia uma remuneração de 3,5% para esses mesmos títulos.

Essa estratégia pode ser interpretada como um movimento de Pequim para desvalorizar a própria moeda, o yuan. A medida parece ter como objetivo redirecionar o capital disponível para o refinanciamento da dívida imobiliária interna, buscando estabilizar um setor que enfrenta desafios significativos. A redução dos juros é um sinal de que o governo chinês está tentando estimular a economia em meio a um cenário econômico incerto.

A conclusão que se pode tirar é que, assim como em Brasília, há sinais de fumaça no horizonte econômico da China. Essa situação deve ser monitorada de perto, pois pode indicar movimentos mais amplos no mercado financeiro global, refletindo preocupações sobre a saúde econômica da segunda maior economia do mundo. A atenção às políticas monetárias e suas implicações será crucial para investidores e analistas nos próximos meses.

“Os rendimentos dos títulos soberanos, com vencimento em 50 anos, se encontram próximos de 2,2%. É a primeira vez que os rendimentos dos títulos da China caem abaixo dos títulos do Japão. Relevante destacar que, em 2022, o governo chinês remunerava em 3,5% (ou ~+35%) os portadores desses mesmos tutulos. Aparentemente, Pequim utiliza da estratégia de desvalorizar a própria moeda (yuan), fazendo com que os bancos redirecionem o capital disponível no refinanciamento da dívida imobiliária interna”, conclui.
 





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‘Até hoje não encontramos um biológico ‘on farm’ sem problemas’, diz pesquisadora da Embrapa


Reconhecida como uma das maiores autoridades mundiais em microbiologia, a pesquisadora da Embrapa Soja Mariangela Hungria faz um alerta quanto à produção indiscriminada “on farm”.

De acordo com a especialista, a multiplicação de organismos vivos para uso como bioinsumos não é tão simples como parece.

“Temos feito análise de vários produtos ‘on farm’ há quatro anos, entrando no quinto. Eu posso falar que até hoje a gente não encontrou sequer um produto ‘on farm’ que não tivesse um problema, seja de contaminação, de baixa concentração de células etc.”, disse, em consulta da Associação Brasileira das Indústrias de Bioinsumos (Abinbio).

A pesquisadora, que atua há mais de 40 anos e se tornou referência no setor, afirma que a microbiologia “é uma coisa muito específica, não é a mesma coisa que você misturar químicos, ou você fazer uma compostagem, ou algo assim”.

De acordo com Mariangela, esse campo da pesquisa exige pureza. “Os inoculantes com registro podem ser montados no comércio se eles tiverem contaminante. É muito difícil, você precisa ter um ambiente totalmente asséptico, conhecer microbiologia, saber que aquela estirpe que você está usando é realmente aquela que a pesquisa deu”.

Aplicação pelo produtor

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Foto: Fundação MT/Divulgação

Mariangela acredita que o agricultor brasileiro não possui tempo hábil para conduzir todos os processos necessários à fabricação de bioinsumos seguros e produtivos.

“O pequeno, médio ou grande agricultor até pode montar uma biofábrica, contratar profissionais, e talvez isso abaixe os custos. Por exemplo, no caso dos inoculantes, o Brasil é o mais barato do mundo, então realmente ele tem que fazer as contas na ponta do lápis para ver se ele realmente está economizando em montar toda uma infraestrutura para produzir os biológicos”.

Problemas de qualidade nos biológicos

Em suas décadas de pesquisa em microbiologia, Mariangela destaca que é importante estar atento não apenas ao custo e segurança, mas também à qualidade e eficiência dos produtos biológicos.

“O mais importante é garantir que os biológicos são aquilo que o agricultor precisa e espera que sejam”, alerta ela.

“Vemos muitos problemas de contaminações graves de patógenos, de doenças de plantas, doenças de animais, doenças ao homem – isso é uma coisa que temos que cuidar. Além disso, para os insumos biológicos, há também a preocupação com as doses”, ressalta a pesquisadora da Embrapa Soja.

Exemplo disso é o Azospirillum, usado na coinoculação da soja. “É preciso uma dose na semente (dessa média que tem no mercado hoje de concentração) e duas no sulco. Não pode passar disso, porque a quantidade de fito hormônios produzido é tão grande que pode, em vez de estimular, inibir o crescimento das raízes”.

De olho na contaminação

A pesquisadora destaca que o agricultor brasileiro tem o direito de produzir, mas também tem “o dever de produzir coisas de qualidade”.

Nesse sentido, ela aponta o problema da contaminação. “Os microorganismos não conhecem cerca, então se você espalhar um patógeno em sua propriedade, ela vai para propriedade do vizinho”.

Mariangela ressalta que há, também, o risco de exportar commodities agrícolas com contaminação. “Sabemos que está sendo muito aplicado [bioinsumos] em frutas do Vale São Francisco, que estão carregando patógenos. Isso pode ser detectado lá no exterior e dar problema em nossas exportações. Por isso, precisamos de regulamentação”, conclui.



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Capacidade de processamento de oleaginosas atinge 72,3 milhões de t em 2024



A Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (ABIOVE) divulgou a edição 2024 da Pesquisa de Capacidade Instalada. Os dados revelam que a capacidade total de processamento de oleaginosas atingiu 72,3 milhões de toneladas, com um aumento de 4,5% em relação aos 69,2 milhões de toneladas de 2023.

O número de empresas processadoras subiu de 63 para 67, e as unidades industriais aumentaram de 129 para 132. O total de plantas ativas passou de 106 para 113, enquanto as plantas paradas reduziram de 22 para 19. A capacidade diária de processamento alcançou 219.067 toneladas, com média de 1.597 t/dia.

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Na região Centro-Oeste, a capacidade de processamento cresceu de 92.790 t/dia em 2023 para 95.964 t/dia em 2024, representando quase 44% do total nacional. O estado do Mato Grosso se destaca com 47.774 t/dia, equivalente a 22% do processamento do país.

No setor de refino e envase, o número de empresas subiu para 33, enquanto as unidades industriais caíram de 59 para 57. O total de plantas ativas ficou em 47, com capacidade de refino subindo 5,5% para 20.912 t/dia. A capacidade em plantas paradas caiu 4,7% para 2.431 t/dia, totalizando 23.343 t/dia de refino (+4,3%). Já a capacidade de envase atingiu 13.673 t/dia.

A ABIOVE estima que os investimentos na indústria de óleos vegetais podem chegar a R$ 5,76 bilhões nos próximos 12 meses, resultando em um incremento total de capacidade estimado em 19.350 t/dia.



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AgroNewsPolítica & Agro

Plantio de milho avança no sul, enquanto preços oscilam com demanda fraca


12% da área nacional destinada ao cultivo de milho foi plantada





Foto: USDA

A semeadura da safra de verão 2024/25 de milho está ganhando ritmo nas principais regiões produtoras do Brasil, apesar das adversidades climáticas que afetaram parte do país nas últimas semanas. Segundo dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), até o dia 15 de setembro, 12% da área nacional destinada ao cultivo de milho havia sido plantada, um avanço em relação aos 9,7% registrados na semana anterior. No entanto, esse número ainda está abaixo dos 15% alcançados no mesmo período em 2023. A maior parte das atividades de plantio se concentra nos três estados do Sul do país, que impulsionam o progresso da safra.

Segundo informações do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), o cenário de preços tem mostrado variações significativas entre as regiões. Com a demanda externa desaquecida, muitos vendedores têm se mostrado mais flexíveis nas negociações, o que resultou em quedas nos preços em algumas regiões consumidoras.

Ao mesmo tempo, em outras praças monitoradas pelo Cepea, os valores seguem firmes, sustentados por condições locais de oferta e demanda. Essa diferença reflete as dinâmicas regionais e a expectativa dos produtores em relação ao andamento da safra e à evolução da demanda no mercado interno e externo.

 





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Funrural volta à pauta do STF nesta semana



O Supremo Tribunal Federal (STF) pode retomar nesta semana a discussão sobre a contribuição ao Fundo de Assistência ao Trabalhador Rural (Funrural) do empregador rural pessoa física, que tem impacto de R$ 20,9 bilhões para a União.

A Corte pode proclamar o resultado do julgamento que validou a incidência do Funrural sobre a receita bruta de agropecuaristas. Antes, o valor incidia sobre a folha de salário.

A ação foi apresentada pela Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo). Apesar da maioria favorável ao Funrural sobre receita bruta, o julgamento foi suspenso porque não houve maioria em todos os aspectos discutidos na ação – como a sub-rogação, que é a retenção do tributo na venda.

A discussão gira em torno da obrigação do recolhimento do tributo: se é exclusiva dos produtores ou pode ser repassada para os frigoríficos, por exemplo.

Se a sub-rogação cair, como quer a Abrafrigo, a responsabilidade do pagamento da contribuição do produtor rural pessoa física não poderá mais ser transferida à empresa consumidora. Nessa hipótese, o produtor teria de arcar com o Funrural.



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MP facilita repasses financeiros a estados



A Medida Provisória (MP) 1259/24 flexibiliza as regras para repasses financeiros a estados para ações de prevenção e combate aos incêndios. A MP foi publicada na sexta-feira (20) e agora vai ser analisada pela Câmara dos Deputados e pelo Senado. O reforço no repasse de recursos era uma providência pedida pelos deputados.

Segundo a medida provisória, os estados e o Distrito Federal poderão receber recursos de empréstimos ou doações de agentes financeiros de crédito mesmo em situações de irregularidade ou pendência fiscal, trabalhista ou previdenciária.

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Para isso, é necessário que o estado de calamidade pública ou situação de emergência seja reconhecido pelo governo federal. A medida valerá enquanto o estado de calamidade ou a situação de emergência estiver em vigor.

Os estados também poderão importar equipamentos, softwares ou serviços com similar nacional equivalente, desde que o fornecedor nacional não consiga atender ao pedido.

Punições

Além da medida provisória, o governo publicou o Decreto 12.189/24, que aumenta as punições por incêndios florestais no país. A iniciativa cria novas multas e endurece penalidades já existentes.

O início de incêndios em áreas de vegetação nativa terá penalidade de R$ 10 mil por hectare (ha) ou fração. Em florestas cultivadas, a multa será de R$ 5 mil/ha ou fração.

Mudança climática e incêndios florestais

Os incêndios florestais no Brasil e em outros países da América do Sul são intensificados pela mudança do clima, que causa estiagens prolongadas em biomas como o Pantanal e Amazônia. Em 2024, 58% do território nacional está sendo afetado pela seca. Em cerca de 1/3 do país, o cenário é de seca severa.

O uso de fogo está proibido na maior parte do território nacional e é crime, com pena de 2 a 4 anos de prisão. A origem dos incêndios está sendo investigada pela Polícia Federal.



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como as startups voltadas ao agronegócio cresceram no Brasil


Atualmente, a tecnologia tem se mostrado uma aliada dos produtores que buscam resultados eficientes e sustentáveis no campo. O programa Soja Brasil acompanhou de perto o crescimento de startups voltadas ao agronegócio no Brasil. Entre 2022 e 2023, o número de startups voltadas para o agronegócio no país cresceu em 15%.

Atualmente, o Brasil conta com quase 2.000 startups que oferecem serviços variados para o agronegócio. Conforme a pesquisa Radar Agtech Brasil 2023, a maior concentração está nas regiões Sudeste e Sul. Destaca-se a cidade de São Paulo, que abriga 43,2% do total nacional e mais startups do que as seis próximas cidades do ranking.

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Operação de startups

A pesquisa indica que, pela primeira vez, em 2023, o número de startups operando “dentro da fazenda” superou aquelas atuando “depois da fazenda”. Essa mudança pode ser atribuída à complexidade e à dificuldade que muitas startups enfrentam para se estabelecer no setor. Entre as categorias em destaque, estão as startups focadas em análise laboratorial, que requerem talentos e recursos específicos que nem sempre estão disponíveis.

Um exemplo de inovação é uma startup que desenvolveu uma plataforma capaz de desburocratizar o financiamento agrícola. Essa plataforma utiliza imagens de satélite e inteligência artificial para analisar as safras e o histórico de cada produtor, facilitando o acesso ao crédito e aprimorando a gestão agrícola.

Confira o episódio completo.



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Alckmin afirma que governo cumprirá ‘rigorosamente’ o arcabouço fiscal



O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, que ocupa interinamente a Presidência da República enquanto Luiz Inácio Lula da Silva está fora do Brasil, disse nesta segunda-feira (23) que o governo cumprirá “rigorosamente” o arcabouço fiscal.

Ele afirmou que a recente reversão parcial da contenção de despesas foi porque a economia cresceu, o que deixou o governo com mais recursos.

“O governo tem compromisso com o arcabouço fiscal. Vai cumpri-lo, vai cumpri-lo rigorosamente”, disse Alckmin, nesta segunda-feira na Fiesp, em São Paulo. Além de vice-presidente, ele também é ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.

“Teve um pequeno descontingenciamento porque, como cresceu a economia, nós podemos passar o ano passado, chegar 3% ou mais de crescimento do PIB, cresceu a arrecadação. Por isso houve um pequeno descontingenciamento, mas mantido rigorosamente o arcabouço fiscal”, declarou o vice-presidente da República.

Em julho, o governo anunciou a contenção de R$ 15 bilhões em despesas. Na semana passada, R$ 1,7 bilhão desse total foram liberados.

Ele mencionou a queda de cerca de 0,6 ponto percentual na carga tributária de 2022 para 2023.

“Quando abre os três níveis de governo, os municípios aumentaram a carga tributária. Aumentaram. Quem reduziu a carga tributária um pouquinho foram os estados, e muito foi o federal. Reduziu a carga tributária de 2022 para 2023 e vamos cumprir o arcabouço fiscal”, disse ele.



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previsão para IGP-M de 2024 no Focus do BC sobe para 3,75%



A mediana das previsões do mercado financeiro no relatório Focus do Banco Central para a inflação medida pelo Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) de 2024 subiu de 3,70% para 3,75%, pouco abaixo do nível de um mês atrás, de 3,77%. A projeção para 2025 ficou estável, em 4%, mesmo nível de quatro semanas antes.

Os índices gerais de preços, da Fundação Getulio Vargas (FGV), medem um agregado da inflação para três grupos: produtores (atacado, com impacto do câmbio e da variação e commodities), com peso de 60%; consumidores, com peso de 30%; e construção, com peso de 10%.



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