quarta-feira, agosto 19, 2026

Autor: Redação

News

como avaliar o custo-benefício de forma eficiente?


Quando falamos de preços de suplementos minerais, insumo essencial para a nutrição de bovinos a pasto, as discussões são sempre acaloradas. Mas será que estamos realmente fazendo comparações justas? Será que estamos olhando para diferentes prismas sobre esse assunto ou estamos comprando “gato por lebre”?

A expressão significa receber algo com qualidade inferior ao esperado. O cliente, quase sempre por fruto da sua inexperiência em identificar o que está adquirindo ou má assessoria, pode ser levado a cometer equívocos.

Dessa forma, a escolha dos suplementos exige conhecimento global, levando em consideração a composição do produto, a formulação equilibrada, os níveis de garantia, os custos da ingestão diária e aspectos fundamentais, como biodisponibilidade da matéria-prima utilizada para a fabricação da mistura mineral, garantindo assim o desempenho desejado: saúde do rebanho e melhor rentabilidade das operações pecuárias. Discorreremos neste texto sobre os principais tópicos a serem considerados para comparar “maçãs com maçãs”.

A base da nutrição bovina e a suplementação mineral

O rebanho brasileiro, estimado em 197,2 milhões de animais, é o maior rebanho comercial do mundo. Mais de 90% da atividade pecuária baseia-se no sistema de produção a pasto, que é amplamente favorecida pelo clima tropical predominante no país. Contudo, na sua imensa maioria, nossos solos são pobres em minerais como fósforo, zinco e cobre.

Os desequilíbrios minerais ou a submineralização dos rebanhos são responsáveis pela baixa produtividade pecuária, seja no âmbito produtivo e reprodutivo, como ganho médio diário, baixa produção de leite, baixa fertilidade; seja no âmbito da saúde propriamente dita, com impacto no crescimento e na formação óssea, fraturas, abortos e queda da resistência imunológica.

Dessa forma, a suplementação mineral de boa qualidade é primordial, mesmo em pastagens bem manejadas ou na época das águas, pois, normalmente, a alimentação fornecida não é suficiente para atender a todas as exigências dos animais, e as deficiências dessa categoria causam anormalidades fisiológicas e/ou estruturais.

Dentre os minerais que devem ser suplementados, o fósforo é essencial pela importância das funções que desempenha no organismo animal. É o mineral com maior número de funções descritas. Imprescindível para a formação dos ossos e dentes, ele atua no controle da ingestão da matéria seca, na multiplicação das bactérias do rúmen, além de ser fundamental para a reprodução dos bovinos.

A suplementação via fosfatos de boa procedência na mistura mineral é indispensável por ser importantíssimo na nutrição animal, além de ter relevância na composição do preço dos suplementos mais utilizados no Brasil, como os da linha branca. Quando consideramos um sal com 8% de fósforo em sua composição (sal 80), essa matéria-prima pode representar acima de 70% do custo do produto. Por esse aspecto citado, é possível perceber que não há milagres. Quando na comparação entre dois suplementos com mesmo percentual de fósforo, um deles apresenta-se 20%, 30% mais barato, deve-se investigar a procedência e atentar para a qualidade do produto.

Como separar o joio do trigo?

As empresas idôneas do mercado, responsáveis pela fabricação de suplementos minerais para bovinos, seguem rigorosos padrões de legislações específicas, adotam boas práticas, são criteriosas na qualificação de fornecedores e na seleção das matérias-primas, considerando padrões mínimos que assegurem a qualidade, conformidade, inocuidade dos ingredientes e a segurança dos alimentos ao longo da cadeia.

Essa boa prática envolve a escolha de fontes minerais de alta pureza e biodisponibilidade, levando em consideração a origem da rocha fosfática, o processo de fabricação, a forma química em que o elemento está presente, a solubilidade em ácido cítrico 2% e o teor de elementos indesejáveis.

O fosfato bicálcico é obtido através da reação de uma fonte de cálcio (cal ou calcário) com o ácido ortofosfórico. Dos três tipos de rochas possíveis de se extrair o concentrado fosfático – ígneas, metamórficas e sedimentares -, as primeiras são as que apresentam maior pureza em sua formação: são rochas provenientes da solidificação do magma, massa incandescente que existe no interior dos vulcões e que são lançadas para fora. As rochas magmáticas são muito duras, formam grandes blocos e não contêm fósseis (restos de animais e vegetais). Por essas características, elas possuem os menores teores de flúor e outros metais indesejáveis (cádmio, arsênio, chumbo, mercúrio).

Os produtos da Linha Foscálcio são formulados a partir de ácido fosfórico feed grade e carbonato de cálcio, oriundos de rochas ígneas, que contêm os menores teores de elementos indesejáveis.

Representação esquemática do processo de produção dos produtos Foscálcio.

Fontes de fósforo de origem duvidosa, que possam conter altos teores de flúor, elementos indesejáveis e contaminantes, dioxinas e furanos têm seu uso proibido na nutrição animal.

A portaria 359, de 9 de julho de 2021 (Mapa), estabelece a relação fósforo/flúor mínima de 100/1, ou seja, as fontes de fósforo devem ter no máximo 1% de flúor em sua composição. O excesso pode ocasionar fluorose, que pode causar problemas, como a má mineralização óssea, fraturas, anomalias dentárias, manqueiras e a diminuição do apetite. Já os suplementos de pronto uso devem atender o limite máximo de dois mil miligramas de flúor por quilograma de produto (IN 12 /2004, Mapa).

Os produtos da Linha Foscálcio, melhor e mais pura fonte de fósforo (P) e cálcio (Ca) para a nutrição animal, contribuem para os melhores índices produtivos e reprodutivos do rebanho. A produção é verticalizada, ou seja, todas as matérias-primas necessárias para a produção são oriundas da mina, o que assegura a qualidade em todas as fases do processo, atendendo aos mais rigorosos requisitos de controle de qualidade, nacionais e internacionais. Os produtos são diariamente analisados para determinar seus níveis de garantia e assegurar um ingrediente seguro para o mercado consumidor.

Teores de cádmio, arsênio, chumbo e mercúrio são constantemente monitorados, considerando parâmetros de normativas internacionais da União Europeia, que estabeleceu os níveis máximos para as substâncias indesejáveis por meio dos regulamentos 1275/2013 de 6/12/2013 e 2019/1869 de 7/11/2019 sobre os ingredientes e produtos acabados para animais, visando manter uma fisiologia animal saudável e sem risco de contaminação de seus produtos para consumo humano.

Biodisponibilidade

Mais importante que o percentual do nutriente presente no alimento ou o preço por kg da fonte de fósforo, é considerar sua biodisponibilidade, pois de nada adianta termos o elemento presente se o mesmo não refletirá em melhores índices produtivos, correndo-se o risco de “o barato custar caro”.

As fontes minerais de fósforo podem apresentar de 30% a 90% de biodisponibilidade, dependendo da sua origem (ígneas, metamórficas e sedimentares), do processamento industrial (controle de temperatura, uso de diferentes fontes de cálcio) e da forma molecular (monocálcico, bicálcico ou tricálcico).

Quando falamos em contaminação das fontes de P pelos elementos indesejáveis, temos que o alumínio e o ferro podem complexar o fósforo, reduzindo sua disponibilidade. O excesso de chumbo e cádmio nos fosfatos podem levar a uma menor absorção do fósforo por serem antagônicos ao mesmo, diminuindo sua absorção e podendo causar alterações no sistema reprodutivo dos bovinos, como o abortamento e baixa absorção de cálcio. Além de menor desempenho, os contaminantes também representam um risco à saúde animal e humana, uma vez que essas substâncias podem se propagar na cadeia alimentar via contaminação de carne, miúdos e leite dos animais que, consequentemente, serão consumidos por todos nós.

No processo de fabricação de fosfatos, temperaturas acima das recomendadas podem levar à formação de pirofosfato (resultado de aquecimento brando) e metafosfato (resultado de aquecimento forte). Essas duas formas apresentam biodisponibilidade inferior ao fosfato bicálcico e, por isso, a avaliação dos fosfatos pelo método da solubilidade em ácido cítrico 2% é tão importante e essencial para avaliarmos a qualidade da matéria-prima utilizada. Nesses dois casos, a solubilidade fica abaixo de 80%.

Os produtos da Linha Foscálcio são produzidos com calcário, ou seja, são estáveis e seguros. O uso dessa fonte de cálcio inibe a formação de fósforo insolúvel, o que aumenta a absorção dos minerais e, consequentemente, a performance dos animais.

Outro ponto a ser considerado na avaliação da biodisponibilidade das fontes inorgânicas de fósforo é a solubilidade em água. Essa análise realizada em laboratório fornece informações sobre as proporções da composição molecular dos fosfatos, seja ela monocálcica, bicálcica ou tricálcica. Quanto maior o valor de solubilidade em água encontrado, maior a proporção monocálcica, o que se traduz em maior digestibilidade do nutriente.

Contudo, é preciso lembrar que a forma monocálcica contém em sua composição a maior quantidade de fontes de hidrogênio e, apesar de ser altamente biodisponível, é muito pouco estável, não sendo recomendada para uso em linha branca. A forma bicálcica é a mais utilizada no Brasil, por possuir estabilidade nas misturas minerais com teor de biodisponibilidade de 75% a 90%, dependendo das matérias-primas utilizadas e do processamento. Na forma tricálcica, não há nenhuma fonte de hidrogênio e, dessa forma, é muito estável e não causa empedramento, porém tem baixa biodisponibilidade (30% a 60%). Um exemplo dessa fonte de fósforo são as farinhas de ossos calcinadas.

Isso posto, a Linha Foscálcio possui o perfeito equilíbrio entre fosfatos mono e bicálcico, proporcionando maior estabilidade e biodisponibilidade para a linha de nutrição animal. Em um estudo conduzido pelo professor Fernando Leonel em São João Del Rey (MG), comparou-se diferentes fosfatos disponíveis no mercado para a suplementação de bovinos de corte e sua correlação com o consumo da matéria seca (CMS) e digestibilidade da matéria seca ingerida (DMS).

Dentre os quatro produtos testados, os animais que receberam Foscálcio 19® Microgranulado apresentaram um CMS quase 10% superior aos demais tratamentos. O valor encontrado para a DMS, quando do uso de Foscálcio 19® Microgranulado foi de 53%, valor superior aos 48% ou menos dos demais produtos testados.

Esses resultados podem ser explicados pela proporção de fosfato monocálcico presente no Foscálcio 19® Microgranulado, que é mais disponível no rúmen. Dessa forma, a multiplicação de microrganismos celulolíticos é maximizada.

Por serem responsáveis pela fermentação e absorção da fibra do pasto, microrganismos em maior número tendem a aumentar o consumo de pastagem pelo aumento da taxa de passagem do alimento.

Com um maior ataque à fibra ingerida, otimiza-se o uso e a absorção dos nutrientes, impactando diretamente a digestibilidade da matéria seca da dieta e favorecendo o maior desempenho animal.

Escolha consciente

Em um setor cada vez mais competitivo e tecnológico, a informação é uma ferramenta poderosa.

Apesar de não haver “receita de bolo” para a nutrição animal, ao entender a importância da qualidade da matéria-prima nos suplementos minerais para bovinos, os produtores estão não apenas investindo na saúde de seu rebanho, como também na sustentabilidade e na rentabilidade de suas operações pecuárias a longo prazo.

Optar por fornecedores que valorizam a transparência, a rastreabilidade e a excelência desde a origem dos minerais até o produto final é essencial ao considerar adquirir um suplemento mineral. Lembre-se: nem sempre o menor preço é o melhor preço!

A Mosaic é considerada a maior produtora de fosfato bicálcico da América Latina e opera em uma linha de produção verticalizada. Possui unidades em Cajati (SP) e Uberaba (MG), ambas com certificação ISO 9001 e selo IBD para produção orgânica. Os produtos para nutrição animal da Mosaic são elaborados seguindo os mais rigorosos padrões de uma empresa reconhecida mundialmente pela sua excelência, que contribui para o crescimento da pecuária brasileira, fortalecendo o seu compromisso com o desenvolvimento sustentável e com a missão de ajudar o mundo a produzir os alimentos de que precisa.

*especialista em desenvolvimento de mercado da Mosaic



Source link

News

Nova frente fria deve trazer alívio ao calorão; veja quando e onde



O ciclo de dias quentes, com ondas de calor intensas que algumas regiões têm enfrentado, terá uma pausa, ainda que breve. Isso porque, nesta quinta-feira (26), uma nova frente fria avançará sobre o Brasil.

O sistema deve atingir o Mato Grosso, trazendo instabilidades significativas para grande parte do país, especialmente nas regiões Centro-Oeste e Sul.

De acordo com a Climatempo, a chegada dessa frente fria trará mudanças bruscas no clima e intensas condições meteorológicas.

Encontro de massas gera frente fria

A maior preocupação com a frente fria está no forte contraste entre a massa de ar fria e a massa de ar quente que domina a região central do Brasil.

Assim, o ar quente, mais leve, quando encontra o frio, que é mais denso, é empurrado rapidamente para cima, gerando intensas instabilidades atmosféricas. Esse processo resulta na formação de nuvens carregadas e tempestades severas, com possibilidade de ventos fortes, granizo e raios.

Esse fenômeno é conhecido como frente fria e a diferença de temperatura e pressão entre as massas de ar amplifica o risco de eventos meteorológicos extremos.

Alerta para temporais

O alerta para tempestades intensas se estende do sul de Mato Grosso do Sul até o norte do Rio Grande do Sul. Em território gaúcho, há o risco de temporais com volumes elevados de chuva e potencial para granizo nas áreas centrais.

Em outras regiões, como o oeste de Mato Grosso e o centro do Paraná, a previsão é de chuvas moderadas a fortes ao longo do dia.

Ventos intensos

Além da chuva, os ventos seguirão fortes devido às diferenças de temperatura e pressão geradas pela frente fria. Quando a pressão atmosférica varia abruptamente entre duas áreas, os ventos se intensificam.

Para esta quinta-feira, as rajadas de vento devem variar entre 50 e 70 km/h no sul de Mato Grosso e em boa parte da região Sul, o que aumenta os riscos de danos causados pelos temporais.

O calor vai terminar?

Embora a frente fria traga um alívio temporário para o calor, a onda de calor que afeta amplas áreas do Brasil não se restringe a uma única região.

O enfraquecimento das altas temperaturas será mais evidente nos estados da faixa centro-sul do país ao longo do final de semana, mas os modelos meteorológicos indicam que o calor pode retornar na próxima semana, afetando novamente diversas regiões.



Source link

News

Inmet emite alerta de onda severa de calor para 10 estados



O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu alerta laranja de perigo para onda de calor para dez estados e o Distrito Federal. Nesses locais, a temperatura registrada está 5°C acima da média.

Assim, serão afetados pelo forte calor, além do Distrito Federal, as seguintes unidades da federação:

  • Norte do Rio Grande do Sul

Calor e baixa umidade

O Inmet também divulgou alerta laranja para baixa umidade. Estão incluídas no alerta as regiões Centro-Oeste, parte dos estados do Nordeste (com exceção de Alagoas e Sergipe), nos municípios mais afastados do litoral, além de Minas Gerais, São Paulo e Paraná.

Nesses locais, a umidade relativa do ar deve variar de 20% e 12%. Há risco de incêndios florestais e à saúde da população, com ressecamento da pele, desconforto nos olhos, boca e nariz.

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), o limite ideal da umidade relativa do ar é em torno de 60%.

O Instituto orienta a população a beber mais líquido e evitar tanto atividades físicas quanto a exposição ao sol nas horas mais quentes do dia. Também é importante que as pessoas intensifiquem o uso de hidratante de pele e umidifiquem os ambientes.



Source link

News

Soja: Chicago fecha em forte alta, com clima no Brasil e EUA no foco



Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam esta quarta-feira (25) com preços mais altos. Após uma fase de realização de lucros durante a manhã, o mercado conseguiu reverter para o território positivo.

Embora chuvas benéficas tenham sido registradas no Sul do Brasil, a região central ainda enfrenta precipitações escassas, o que está atrasando o plantio da soja. Além disso, persistem dúvidas sobre o potencial produtivo nos Estados Unidos.

Conforme agências internacionais, a tempestade tropical Helene pode trazer chuvas para a parte leste do cinturão produtor dos Estados Unidos na próxima semana, o que poderá atrasar a colheita da soja. Ademais, as exportações semanais norte-americanas devem apresentar uma boa demanda pelo produto, com estimativas de analistas variando entre 900 mil e 2,05 milhões de toneladas.

Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp!

Soja em grão

Os contratos da soja em grão com entrega em novembro de 2024 fecharam com alta de 11,00 centavos de dólar por bushel, ou 1,05%, a US$ 10,53 1/4 por bushel. A posição de janeiro de 2025 teve cotação de US$ 10,71 3/4 por bushel, com avanço de 11,25 centavos ou 1,06%.

Nos subprodutos, a posição de dezembro de 2024 do farelo fechou com um ganho de US$ 2,30, ou 0,70%, a US$ 328,50 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro de 2024 fecharam a 44,15 centavos de dólar por libra-peso, com uma elevação de 0,81 centavo, ou 1,86%.



Source link

News

Chuvas volumosas em breve? Saiba como o clima impacta o início do plantio da soja no Piauí



A carência de chuvas no Piauí, que faz parte do Matopiba, tem gerado incertezas em relação ao início do plantio da soja na região. O Soja Brasil conversou com o presidente da Aprosoja-PI, Alzir Pimentel Aguiar, que explica que os municípios de Baixa Grande do Ribeiro, Uruçui e Ibeiro Gonçalves, parte da microrregião de Santa Filomena, devem iniciar o plantio em meados de outubro, dependendo da colaboração das chuvas.

De acordo com o presidente, a janela de plantio do Piauí é mais deslocada para o final de outubro, apesar do vazio sanitário se encerrar no próximo dia 29. “O encerramento do vazio sanitário não significa iniciar o plantio. Algumas horas de irrigação ou outras perspectivas podem ser consideradas e, normalmente, os produtores do estado aguardam chuvas de no mínimo 80 a 100 milímetros para dar início ao plantio”, comenta Aguiar.

Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp!

Positividade para a semeadura

O presidente comenta que tudo indica que o nível de precipitação necessário será alcançado. Assim, os produtores devem estar preparados para iniciar as atividades assim que as condições climáticas melhorarem.

”As práticas na região, incluindo o plantio direto, fazem com que os produtores adotem uma abordagem cautelosa, garantindo um plantio seguro. As chuvas tendem a se intensificar em novembro, momento em que o ritmo do plantio realmente acelera” afirma Alzir Aguiar.

Ele ressalta que as previsões de produtividade para o Piauí são bastante otimistas, com médias já superiores a 60 sacas por hectare. Essa expectativa positiva é um reflexo das condições climáticas favoráveis em breve e das boas práticas agronômicas adotadas pelos produtores..



Source link

AgroNewsPolítica & Agro

produção de milho sofre impacto com seca prolongada


Precipitações desiguais e calor extremo ameaçam safra de milho na Rússia





Foto: Sempre

De acordo com os dados da edição de setembro do boletim de monitoramento de colheitas na Europa, JRC MARS Bulletin, publicado pelo Serviço de Publicações da União Europeia, a produção de milho em grãos na Rússia Europeia enfrenta uma perspectiva desafiadora devido às condições climáticas extremas registradas em agosto. Após um início de mês frio, as regiões produtoras do sul e oeste do país foram impactadas por um clima excepcionalmente quente e seco a partir de 21 de agosto, resultando em um déficit severo de chuvas que prejudicou as safras.

Veja mais informações sobre o clima em Agrotempo

Nas duas primeiras semanas de agosto, as temperaturas nas principais áreas de cultivo estiveram entre 1°C e 3°C abaixo da média, com chuvas abundantes, entre 40 e 140 mm, atingindo os distritos de Volga e Central. Por outro lado, as regiões ocidentais e o sul da Rússia, próximas à fronteira com a Ucrânia, sofreram com precipitações extremamente baixas, variando de 1 a 20 mm. Após o dia 21, praticamente nenhuma chuva foi registrada, e as temperaturas subiram entre 1°C e 6°C acima do normal, exceto no sudeste do distrito de Volga, onde os níveis permaneceram dentro da média, conforme dados do boletim.

As chuvas excessivas até 21 de agosto prejudicaram a colheita de cereais de primavera, afetando a qualidade e causando perdas. No entanto, a expectativa de rendimento para esses cereais na Rússia europeia se mantém próxima da média de cinco anos. Já no sul e oeste, as condições secas e quentes resultaram em rápida deterioração das plantações de verão, reduzindo consideravelmente o rendimento esperado.

Segundo os dados do bolteim, a colheita de milho começou mais cedo no sul do país devido à aceleração do desenvolvimento das plantas, mas a expectativa de rendimento permanece abaixo da média de cinco anos. Enquanto isso, a semeadura de cereais de inverno começou no fim de agosto e está progredindo bem, apesar da seca que afeta o solo e a necessidade urgente de mais chuvas para garantir o desenvolvimento inicial.





Source link

News

La Niña levará chuva para as lavouras, mas traz alerta na colheita



A primavera começa com um La Niña no horizonte, o que pode significar mais demora para a chegada de chuvas regulares em importantes regiões produtoras do país.

Segundo a meteorologista Desirée Brandt, o fenômeno climático ainda está para se firmar, o que deve se concretizar no decorrer dos próximos meses.

Ela lembra que o último relatório da Administração Oceânica e Atmosférica Nacional dos Estados Unidos (NOAA, na sigla em inglês) aponta que o La Niña será de fraca intensidade. “Vamos começar a sentir os efeitos desse fenômeno apenas no início de 2025, então temos alguns alertas para o início do próximo ano”.

De acordo com ela, até lá as expectativas são boas. “Só pelo fato de a gente não ter o El Niño, não temos o risco da irregularidade [de chuvas]”, lembra.

A profissional afirma que o setembro deve terminar com instabilidades despertando entre o Sudeste e o Centro-Oeste do país. “A umidade da Amazônia vai começar a se espalhar um pouco mais, fazendo a conexão com os sistemas que avançarem pelo Sudeste e o Centro-Oeste do Brasil e a gente precisa dessa umidade para que chova no interior do país”.

Segundo Desirée, ao longo de outubro, a umidade vai avançar gradualmente para importantes áreas produtoras do país. “Não vejo nenhuma quebra nessa evolução, só vejo evoluir tanto o volume de chuva quanto a abrangência dessa chuva nestas áreas que foram tão afetadas pelo fenômeno El Niño na última safra”.

La Niña traz um alerta

Para o início de safra, as expectativas são positivas. A meteorologista destaca que a chuva pode não vir de uma hora para outra, mas, a partir de outubro, ganham volume.

Contudo, há uma importante ressalva: “Com o La Niña, existe um risco que não podemos deixar de mencionar, que é o de invernada, o que pode atrapalhar no momento de colheita da safra, na logística, ou seja, atenção ao início de 2025, especialmente para o centro do país

De acordo com Desirée, o próximo La Niña deve ser de baixa intensidade e, também, durabilidade. “O fenômeno se consolida especialmente no último trimestre de 2024 e pode durar até o final do primeiro trimestre de 2025, depois, aos pouquinhos, começa a perder intensidade”.

Uma das dificuldades para a formação do La Niña é que as águas de grande parte do planeta estão muito aquecidas, inibindo o fenômeno, fato que está diretamente ligado às mudanças climáticas.

“Não dá para comparar o La Niña de agora com o de anos atrás. Temos outro cenário de forma global, visto que os oceanos de uma forma geral estão mais quentes do que o normal, o que acaba interferindo na evolução dos fenômenos climáticos”, considera a meteorologista.



Source link

News

Chuvas e alagamentos atingem parte do Rio Grande do Sul



A Defesa Civil do Rio Grande do Sul fez um alerta de fortes chuvas à população do estado na manhã desta quarta-feira (25). Várias regiões estão sofrendo com tempestades isoladas, chuvas persistentes, rajadas de vento intensas e alagamentos pontuais.

Em algumas áreas, como a região metropolitana de Porto Alegre, parte do litoral médio e norte, também foram registradas chuvas com vento forte, raios e granizo.

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) já havia divulgado um alerta de perigo nessa terça-feira (24). As áreas mais afetadas são, principalmente, o sudoeste, sudeste e o centro do estado, incluindo a região metropolitana de Porto Alegre.

A Defesa Civil orienta a população a buscar abrigo caso seja surpreendida pelo temporal severo. “Se estiver em casa, feche bem portas e janelas. Durante os temporais, retire da tomada os eletroeletrônicos. Abrigue animais e mantenha-os em segurança. Não atravesse áreas inundadas ou alagadas a pé ou de carro. A água pode esconder riscos como buracos, bueiros abertos e correnteza”.

“Procure informações junto à Defesa Civil da sua cidade, conheça os planos de contingência municipais para saber quais os riscos e como agir em caso de desastre no seu município”, acrescentou o órgão.



Source link

News

Cade aprova operação Marfrig-Minerva, mas impõe restrições



O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) deu aval nesta quarta-feira (25) à venda de ativos da Marfrig para a Minerva condicionada a restrições, como a alienação de uma planta em Goiás.

O “remédio” foi imposto pelo órgão antitruste diante da preocupação com a “concentração excessiva” que a operação geraria no estado.

Por isso, a planta produtiva no município de Pirenópolis (GO) que hoje é da Marfrig terá de ser vendida pela Minerva. Embora esteja inativa, a reativação da unidade geraria uma concentração danosa após a operação, disse o relator.

O órgão também decidiu declarar sem efeitos a cláusula que previa um limite de expansão da capacidade própria da Marfrig em abate e desossa na planta produtiva de Várzea Grande, em Mato Grosso – embora a empresa não possa iniciar novas plantas no estado por cinco anos.

As restrições impostas pelo órgão antitruste foram apontadas pelo relator do processo, o conselheiro Carlos Jacques, como “cruciais” para o prosseguimento do aval do Cade à venda.

Todos os integrantes do tribunal seguiram o voto de Jacques. O presidente do Cade, Alexandre Cordeiro, não votou por impedimento.

O negócio, anunciado em agosto de 2023, envolve 16 ativos pelo valor de R$ 7,5 bilhões. São 11 plantas de bovinos no Brasil, uma unidade industrial na Argentina e outras três no Uruguai, além de uma planta de cordeiros no Chile e um centro de distribuição no Brasil. Segundo o relator, a operação entre a Marfrig e a Minerva ainda precisa ser analisada pelos órgãos antitruste da Argentina e Uruguai.

O conselheiro ressaltou que buscou ser célere na análise do caso, que chegou ao seu gabinete há pouco mais de 40 dias. Desde então, o maior foco das discussões foram os efeitos da operação nos mercados de Goiás e Mato Grosso.

Inicialmente, Jacques buscou a assinatura de um Acordo em Controle de Concentração (ACC) com as requerentes, como sugerido pela Superintendência Geral (SG), mas “resistências” das empresas emperraram o ACC, o que foi lamentando pelo relator, embora elas tenham concordado em vender a unidade em Pirenópolis.

A alienação da unidade na cidade de Goiás deve obedecer uma série de regras. A Minerva deverá alienar a planta em até seis meses do trânsito em julgado do ato de concentração no Cade. Esse prazo pode ser prorrogado por seis meses, mediante petição ao órgão. Após esse período, se a venda não for feita, a companhia deverá promover um leilão aberto em até seis meses, com fixação de preço mínimo. Mas se o leilão for frustrado, a obrigação de alienação será dada como satisfeita.

Já o ajuste sugerido pela SG em agosto – acatado pelo relator e já incorporado pelas companhias – visou a revisão de uma cláusula de não competição no mercado de carne bovina prevista no contrato de compra e venda.

De acordo com a SG, diante das preocupações do Cade, “foi negociada a redução do escopo geográfico e de produto da cláusula de não competição inicialmente planejado” pela Marfrig e Minerva.



Source link

News

Confira a projeção da área cultivada da soja na safra 2024/25 em Uberlândia (MG)



A forte estiagem que atinge a região de Uberlândia, no Triângulo Mineiro, favoreceu a ocorrência de queimadas nas palhadas, o que representa um desafio adicional para o plantio da safra da soja 2024/25.

Segundo a Emater local, embora tenham sido registrados alguns episódios de chuvas em determinadas áreas, o clima seco continua predominando na região. Neste momento, a expectativa é que a área cultivada mantenha os 62 mil hectares registrados na safra anterior.

Caso as chuvas se normalizem, o cultivo poderá iniciar dentro de 30 dias. Se as condições climáticas forem favoráveis, espera-se que o rendimento médio das lavouras alcance 4.300 quilos por hectare.

Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp!

Plantio da soja

Além disso, um levantamento realizado pela Safras & Mercado indica que o plantio da soja em Minas Gerais deve ocupar 2,35 milhões de hectares na temporada 2024/25, um aumento de 4,4% em relação aos 2,25 milhões de hectares cultivados na safra passada.

A produção no estado está projetada para atingir 8,979 milhões de toneladas em 2024/25, o que representa um crescimento de 7,8% em comparação com as 8,328 milhões de toneladas obtidas na safra 2023/24. O rendimento médio esperado é de 3.840 quilos por hectare, superando os 3.720 quilos por hectare registrados na temporada anterior.



Source link