quarta-feira, agosto 19, 2026

Autor: Redação

AgroNewsPolítica & Agro

Milho sobe na B3 e em Chicago


Segundo a TF Agroeconômica, os principais contratos de milho na Bolsa de Mercadorias de São Paulo (B3)  registraram alta nesta segunda-feira (30), impulsionados pelo relatório do USDA, que apresentou estoques trimestrais de milho abaixo do esperado. O relatório indicou 44,7 milhões de toneladas em estoques, abaixo da expectativa de até 51,2 milhões, o que surpreendeu os traders. Além disso, as preocupações climáticas no Brasil, especialmente o cenário de secas previsto para outubro, aumentam a apreensão quanto ao possível atraso no plantio da soja, o que impactaria a safrinha de 2025.

Os contratos futuros fecharam o dia em alta: o vencimento para novembro/24 foi de R$ 68,93, com alta de R$ 0,29 no dia e R$ 0,80 na semana; janeiro/25 fechou a R$ 71,26, subindo R$ 0,07 no dia e R$ 0,90 na semana; e o vencimento para março/25 atingiu R$ 72,04, com acréscimo de R$ 0,18 no dia e R$ 0,23 na semana.

Na Bolsa de Chicago (CBOT), os preços do milho também subiram após o relatório do USDA, que apontou estoques finais de 44,70 milhões de toneladas nos EUA em 1º de setembro. Apesar de um aumento em relação ao ano anterior (34,54 milhões de toneladas), o número ficou abaixo da estimativa de 47,07 milhões de toneladas prevista por analistas. O contrato de dezembro/24 fechou em alta de 1,61%, a $ 424,75/bushel, enquanto o de março/25 subiu 1,44%, para $ 441,25/bushel.

“O milho negociado em Chicago fechou em alta nesta segunda-feira. As cotações subiram após dados terem mostrado estoques finais abaixo do esperado nos Estados Unidos. Em relatório trimestral, o USDA informou que as reservas em 1º de setembro deste ano somavam 44,70 milhões de toneladas”, conclui.
 





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Plantio de soja da safra 2024/25 avança para 2,4%, diz Conab



O plantio de soja da safra 2024/25 no Brasil atingiu 2,4% da área total até o domingo (29) conforme dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O índice representa um avanço em relação aos 0,2% da semana anterior, mas ainda está abaixo dos 4,1% registrados em igual período de 2023. Em Mato Grosso, o plantio da soja chegou a 2,6%, enquanto no Paraná atingiu 10%.

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No caso do milho primeira safra, o plantio avançou para 21,6% da área prevista, crescimento de 5,4 pontos porcentuais ante os 16,2% da semana anterior, porém ainda inferior aos 22,6% de 2023. O Paraná lidera a semeadura, com 60%, seguido pelo Rio Grande do Sul, que registrou 62%. Santa Catarina também apresentou crescimento, saindo de 22% na semana anterior para 46%.

A colheita de algodão da safra 2023/24 foi concluída nos sete principais estados produtores, alcançando 100% da área cultivada, conforme a Conab. A Bahia, que estava em 99% na semana anterior, completou os trabalhos, assim como Goiás, que avançou de 98% para 100%.

Já a colheita do trigo progrediu para 30,9% da área total até o domingo, superando os 25,1% da semana anterior, mas permanecendo abaixo dos 35% verificados em igual período do ano passado. O Paraná, principal produtor, avançou de 35% para 48%, enquanto São Paulo passou de 42% para 65%.



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‘Transição energética de forma lenta, gradual e inevitável’



“De forma lenta e gradual, é inevitável a transição energética à redução na utilização de combustíveis fósseis”. A fala é do diretor-presidente brasileiro da Itaipu Binacional, Enio Verri, em coletiva de imprensa que nesta segunda-feira (30) deu o tom das discussões das reuniões ministeriais do grupo de trabalho de transições energéticas do G20, que reúne 19 das maiores economias do planeta e é presidido pelo Brasil. Organizado pelo Ministério das Minas e Energias (MME), os debates seguem até sexta-feira (04), em Foz do Iguaçu, sede da Itaipu, anfitriã do evento.

Entre as diretrizes do grupo de trabalho, a busca pelos negociadores é por um consenso sobre a transição energética, em especial no que diz respeito ao acesso global de energia limpa e renovável a todos os países, processo que passa pela redução no uso das energias fósseis consideradas mais poluentes, como o petróleo e o carvão. O objetivo é elaborar documentos para induzir e formular políticas públicas e acordos de cooperação que serão trabalhadas pelos chefes de estado durante a cúpula de líderes do G20, que acontece em novembro no Rio de Janeiro.

Verri reconhece que o mundo ainda precisa do petróleo. Mas coloca como condição das nações do G20 o compromisso de como se manter a utilização do petróleo e, de maneira simultânea, começar a entrar com outras alternativas. Ele lembra que “o Brasil tem expertise nesse assunto desde os anos 70, com o proálcool, depois avançamos com a hidrelétrica e, agora, com solar”. Segundo o diretor-presidente da Itaipu, graças às caraterísticas do país, a e energia solar responde por 30% da geração. Quase 40% da energia diária do Brasil é fotovoltaica e eólica, disse.

“Graças às caraterísticas do país, a e energia solar responde por 30% da geração. Quase 40% da energia diária do brasil é fotovoltaica e eólica.

Enio Verri, diretor-presidente da Itaipu Binacional

Além do benefício ambiental, o executivo pontuou ainda o lado econômico e social dessa transição: “energia limpa, barata e que permite que o preço médio caia e não comprometa o mundo com a poluição como o petróleo compromete”. Uma transição, reforça, “lenta, gradual e assertiva é inevitável”. Segundo Verri, essa é uma discussão que a Itaipu levou para COP28 em Dubai em 2023, que estará na pauta da COP29 este ano no Azerbaijão e vai marcar a COP30, que acontece em 2025 aqui no Brasil, no Pará.

A cobertura completa do G20 de transições energéticas, direto de Foz do Iguaçu, você acompanha na multiplataforma do Canal Rural.



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Conta de energia elétrica fica mais cara a partir de hoje


A conta de energia elétrica fica mais cara a partir desta terça-feira (1º), com o acionamento da bandeira vermelha patamar 2, o estágio tarifário mais alto do sistema da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Com a medida, o preço para cada 100 quilowatts-hora consumidos passa de R$ 4,463 para R$ 7,877.

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A decisão foi anunciada na última sexta-feira (27) em nota da Aneel, em consequência do risco hidrológico, com reservatórios baixos, e a elevação do preço da energia no mercado, impactada pelo custo do que foi produzido e não contratado.

O sistema de bandeiras tarifárias é composto pelas cores verde, amarelo e vermelho, em patamares 1 e 2. A cor verde patamar 1 significa tarifa sem custo extra.

A bandeira vermelha patamar 1 estava em vigor desde setembro, após um período em que a bandeira verde patamar 1, a mais barata do sistema, prevaleceu por vários meses do ano.

De acordo com a agência, o sistema de bandeiras tarifárias é uma forma de tornar a cobrança complementar mais transparente aos consumidores de energia elétrica conectados ao Sistema Interligado Nacional (SIN). Criado em 2015, ele indica os custos da geração de energia no Brasil e possibilita adaptações no consumo para redução no valor da conta de luz.



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Plantio de soja da safra 2024/25 avança para 2,4%, diz Conab



O plantio de soja da safra 2024/25 no Brasil atingiu 2,4% da área total até o domingo (29), conforme dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O índice representa um avanço em relação aos 0,2% da semana anterior, mas ainda está abaixo dos 4,1% registrados em igual período de 2023. Em Mato Grosso, o plantio chegou a 2,6%, enquanto no Paraná atingiu 10%.

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No caso do milho primeira safra, o plantio avançou para 21,6% da área prevista, crescimento de 5,4 pontos porcentuais ante os 16,2% da semana anterior, porém ainda inferior aos 22,6% de 2023. O Paraná lidera a semeadura, com 60%, seguido pelo Rio Grande do Sul, que registrou 62%. Santa Catarina também apresentou crescimento, saindo de 22% na semana anterior para 46%.

A colheita de algodão da safra 2023/24 foi concluída nos sete principais Estados produtores, alcançando 100% da área cultivada, conforme a Conab. A Bahia, que estava em 99% na semana anterior, completou os trabalhos, assim como Goiás, que avançou de 98% para 100%.

Já a colheita do trigo progrediu para 30,9% da área total até o domingo, superando os 25,1% da semana anterior, mas permanecendo abaixo dos 35% verificados em igual período do ano passado. O Paraná, principal produtor, avançou de 35% para 48%, enquanto São Paulo passou de 42% para 65%.



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Milho inicia semana em ritmo lento


No mercado de milho, a segunda-feira iniciou em ritmo lento no estado do Rio Grande do Sul, com produtores aumentando pedidas, de acordo com informações divulgadas pela TF Agroeconômica. “Mercado lento. Nas indicações, manutenção: Santa Rosa a R$ 65,00; Não-Me-Toque a R$ 66,00; Marau e Gaurama R$ 67;00 Arroio do Meio, Lajeado e Frederico Westphalen a R$ 68,00 e Montenegro a R$ 69,00. Vendedores a partir de R$ 70,00 no FOB interior. Não ouvimos sobre negócios neste início de semana”, comenta.

Em Santa Catarina o plantio avança bem, mas a comercialização inicia a semana em ritmo lento. “Produtores com pedidas ao menos R$ 2,00 acima, em que compradores hoje indicam a partir de R$ 65,00 no interior e R$ 67,00/68,00 CIF fábricas. Rumores de negócios a R$ 66,00/67,00 no CIF meio oeste. Nas indicações, Chapecó a R$ 64,00; Campos Novos R$ 66,00; Rio do Sul a R$ 67,00; Videira R$ 68,00. Não ouvimos sobre negócios realizados no dia de hoje”, completa.

No Paraná, os exportadores praticamente desistem da briga por lotes e o interior faz negócios pontuais. “Mercado com negócios pontuais reportados. No porto, indicações a R$ 63,00 set/65,00 nov/64,00 dez. No norte, indicações a R$ 62,00 (+1,00); Cascavel a R$ 60,00; Campos Gerais R$ 67,00 (-2,00); Guarapuava a R$ 66,00; Londrina R$ 63,00. Negócios próximos a Guarapuava, onde segundo rumores 1000 tons rodaram a 66,50 a saca, com retirada imediata”, indica.

O Mato Grosso do Sul segue sem negócios importantes. “Em Maracaju, indicações de R$ 53,00 (+1,00); Dourados a R$ 54,00 (+R$ 1,00); Naviraí R$ 54,00 (-R$ 1,00) e São Gabriel a R$ 49,00. Produtores iniciam ofertas FOB a R$ 52,00 com maior parte das pedidas concentradas em R$ 55,00, base interior”, conclui.
 





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Brasil precisava fazer valer lei e a vida continuou



A presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Cármen Lúcia, disse que o Brasil fez o que precisava ser feito em relação à suspensão da rede social X, anteriormente chamada de Twitter. A afirmação foi feita na noite da segunda-feira (30), durante o programa Roda Viva, da TV Cultura.

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Em um estado soberano, todos nós cidadãos, empresas e plataformas têm que cumprir a lei do país. O Brasil não é quintal de ninguém e é Estado soberano, por que aqui seria diferente?”, questionou a ministra. “Portanto o Brasil precisa de fazer valer porque o descumprimento era de ordem judicial e fez valer, a vida continuou e continua sempre.”

Ainda de acordo com Lúcia, no geral, as plataformas vêm cumprindo acordos sobre desinformação e sugerido aperfeiçoamentos. “Houve diminuição da desinformação em relação a 2022”, acrescentou.



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ouça análise de especialista sobre o que impacta o mercado hoje



Ouça o Diário Econômico, o podcast que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado do Brasil e do mundo, com a análise do time de economistas do PicPay.

No morning call de hoje, o economista do PicPay, Igor Cadilhac, destaca o discurso do presidente do Fed, que passou uma mensagem de cautela, enfatizando que a autoridade não está com pressa para cortar as taxas de juros. Em resumo, Jerome Powell afirmou que se a economia evoluir como esperado, o cenário base é de mais dois cortes de 0,25 neste ano.



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Exportação de milho: Alta nos prêmios


Segundo a TF Agroeconômica, o cenário de exportação de milho no Brasil segue com os compradores aumentando os prêmios, mas sem conseguir atrair os vendedores. Em Paranaguá, os prêmios de exportação de milho fecharam o dia com algumas variações. Para outubro, a compra registrou um aumento, subindo para 110 (+2), enquanto as ofertas de venda permanecem sem valor (sV), com base em Z4. 

Já para novembro, a compra subiu levemente para 115 (+1), mantendo as vendas também sem valor. Em dezembro, o prêmio de compra subiu mais significativamente, atingindo 118 (+2), ainda sem ofertas de venda disponíveis. Para janeiro de 2025, os vendedores pedem 135, mas não há compradores dispostos a pagar o valor (sC). Para os meses de julho e agosto de 2025, não há ofertas de venda (s/Vend), mas o prêmio de compra subiu para 60 (+5), com base U5.

Enquanto isso, no mercado chinês, as cotações do milho voltaram a fechar em alta. Para o contrato de novembro, houve um aumento de 54 CNY/t, enquanto para janeiro o avanço foi de 55 CNY/t. A cotação do amido de milho também subiu, com acréscimos de 52 CNY/t para novembro e 48 CNY/t para janeiro. Por outro lado, as cotações dos ovos registraram quedas, com uma redução de 17 CNY/500kg para o contrato de setembro e 7 CNY/500kg para o de outubro. As cotações do suíno, no entanto, mostraram forte alta, com um acréscimo de 180 CNY/t para setembro e 350 CNY/t para novembro.

No mercado argentino, o panorama foi de estabilidade, com ajustes positivos nos preços do milho. O cereal com entrega para outubro foi negociado a A$ 175 mil/t, registrando um aumento de A$ 2 mil/t em relação à semana anterior. Para novembro, o preço ajustou-se para A$ 176 mil/t, e em dezembro, subiu para A$ 177 mil/t, mantendo o mesmo ritmo de alta. No mercado futuro MATBA, os preços do milho para entrega em abril registraram leve alta, fechando a US$ 187,00 por tonelada, em comparação aos US$ 185,00 anteriormente. No mercado de Chicago, as cotações fecharam a US$ 167,22 por tonelada.





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Grupo do G20 debate soluções energéticas em Foz do Iguaçu



Com 40 anos de operação, Usina Hidrelétrica Itaipu Binacional é protagonista quando o assunto é transição energética, e referência em produção de energia limpa e renovável. Estes são os temas principais que devem ser debatidos durante as reuniões preparatórias para o G20, quem acontecem em Foz do Iguaçu nesta semana.

Responsável por produzir  10% da energia consumida no Brasil e 88% do Paraguai, a usina já preservou mais de 100 mil hectares de mata atlântica. Só nos últimos 30 anos, estima-se que o local ajudou a recuperar cerca de 30% do bioma em áreas florestais do Paraná. O território de uma das maiores hidrelétricas do mundo abrange 434 municípios sendo 399 deles no Paraná e 35 municípios no Mato Grosso do Sul.

E para a produção agrícola dos municípios que cercam Itaipu, a usina é parceira quando o assunto é sustentabilidade. Enio Verri, diretor geral brasileiro da Itaipu, dá destaque a isso: “a unsina criou no ano passado uma política chamada “Itaipu mais que energia” e com investimentos bastante altos em políticas de sustentabilidade em nosso território”.

Os principais temas que serão debatidos nesta fase de reuniões ministeriais de transição energética do G20 são: a transição energética justa e inclusiva, as perspectivas de inovação de combustíveis sustentáveis e ainda como acelerar os processos de financiamento dessas mudanças estruturais.  

Rodrigo Meneguette, superintendente de energias renováveis da Itaipu Binacional, explica que a usina tem buscado sempre a inovação e que sempre é um desafio: “Muitas empresas não estão dispostas a correr este risco de assumir um projeto piloto, que por vezes não tem a viabilidade econômica num primeiro momento. Mas e aí? Se ninguém der este passo, quem dará? E a Itaipu, dado todo esse histórico de ações de meio ambiente, entende que é papel dela dentro do governo federal, dar estes primeiros passos com os projetos”.

O Parquetec da Itaipu por exemplo, conta com instituições científicas de tecnologia e inovação. Uma delas trabalha com o biogás, gerado a partir de dejetos das atividades agropecuárias, além de iniciativas para transformá-lo em petróleo sintético renovável e a geração de biometano, a partir de resíduos orgânicos da própria hidrelétrica.

“Tem o Cibiogás por exemplo, que a Itaipu ajudou a fundar e hoje caminha com suas próprias pernas”, ressalta a chefe do escritório de Brasília da Itaipu, Lígia Leite Soares.



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