terça-feira, agosto 18, 2026

Autor: Redação

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Você viu? Angola, Coreia, México, Reino Unido e Rússia abrem mercados para o Brasil



A notícia mais lida da semana no site do Canal Rural destaca a nova abertura de mercados para produtos brasileiros. O Brasil poderá exportar erva-mate, DDGs (grãos secos de destilaria, subproduto do etanol de milho) e ração compactada de feno para diferentes destinos, conforme anunciado em nota conjunta pelos Ministérios da Agricultura e das Relações Exteriores.

As aprovações sanitárias foram recebidas pelo governo brasileiro no fim de setembro.

“Essas aberturas de mercado contribuirão para aumentar o fluxo comercial com esses importantes destinos e reafirmam a confiança internacional no sistema de controle sanitário do Brasil”, ressaltaram os ministérios.

Angola e Coreia do Sul autorizaram a importação da erva-mate brasileira, enquanto a Rússia abriu seu mercado para a entrada de embriões ovinos do Brasil. Já o Reino Unido e o México liberaram a importação de DDGs produzidos no Brasil. No caso do México, o país também poderá receber farinha e “pellets” de feno para alimentação animal.

Além dessas aberturas, Angola, Coreia do Sul, México e Reino Unido aprovaram a importação da flor seca de cravo-da-índia e da fibra de coco brasileira, utilizada nas indústrias da construção e manufatura.

Com essas novas conquistas, o Brasil soma 138 aberturas de mercado para produtos agropecuários no ano, atingindo 216 desde 2023.

*com informações do Estadão Conteúdo



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Apicultoras de mel branco conquistam prêmio nacional


As apicultoras Adriana de Bortoli, da Apicultura do Máximo, em Jaquirana, e Liane de Oliveira, do Apiário Cambará, em Cambará do Sul, se destacaram no concurso CNA Brasil Artesanal – Mel 2024, na categoria mel claro, em setembro.

Adriana conquistou o 1º lugar, enquanto Liane ficou em 4º. O concurso contou com a participação de apicultores de todo o país, competindo nas categorias de mel claro e mel escuro.

As apicultoras fazem parte de um projeto piloto, junto com outros 10 produtores da região. O projeto está sendo desenvolvido pelo Departamento de Diagnóstico e Pesquisa Agropecuária (DDPA) da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), a partir de uma demanda dos apicultores da região.

A pesquisadora do DDPA na área de desenvolvimento rural, Larissa Ambrosini, destaca que será feita uma publicação com base nos resultados iniciais das amostras do projeto piloto.

A coleta de dados vai iniciar nesta primavera, e o objetivo geral é disponibilizar informações científicas que permitam subsidiar um pedido de Indicação Geográfica por parte dos apicultores e meliponicultores deste território.

O levantamento inclui a caracterização das condições edáficas e das condições climáticas da região produtora; levantamento florístico e fitossociológico; identificação de abelhas visitantes florais de carne-de-vaca (Clethra scabra); análise polínica de amostras de mel branco e reconstituição da história de produção do mel branco no território. O trabalho deve ser desenvolvido até 2026.

Mel branco

O mel branco é produzido a partir das flores da árvore carne-de-vaca (Clethra scabra) Foto: Fernando Dias/Ascom Seapi

O município de Cambará do Sul destaca-se na produção de mel floral no Rio Grande do Sul. Além do mel floral, Cambará produz o mel de melato, conhecido como “mel preto”, e o “mel branco”. Sobre esse último, pesquisas e registros são muito escassos.

Segundo os produtores locais, ele é obtido a partir do néctar de flores de espécies de plantas nativas, resultando num mel claro, com sabor característico.

O produto é conhecido como “mel branco de Cambará”, mas é produzido igualmente nos municípios de Jaquirana e São José dos Ausentes, tendo boa aceitação e sendo comercializado a preços maiores, comparativamente ao mel floral. Há demanda por pesquisas para subsidiar uma futura Indicação Geográfica para esse mel.

“É muito importante divulgar o nosso mel branco, que é típico aqui da nossa região, e que tem todo um processo na hora da colheita para a classificação. Isso porque, às vezes, em uma melgueira pode ter o mel branco, que é da flor da carne-de-vaca, e o mel silvestre, da nossa Mata Nativa”, afirma a apicultora de Jaquirana, Adriana de Bortoli.

Ela conta que está na apicultura desde 2008, quando foi morar em Jaquirana. Ela e o marido tocavam a propriedade e a produção de mel juntos, mas desde que ele faleceu em 2019, segue à frente do negócio junto com a mãe Evanilda, a filha Juliana, de 16 anos e o namorado Vinícius Ribeiro.

A agroindústria conquistou o Selo de Inspeção Municipal (SIM) em 2019 e Adriana conta que está sempre se atualizando, fazendo cursos, participando das atividades desenvolvidas pela associação de apicultores para aprimorar a produção.

Reconhecimento de 40 anos de trabalho

Foto: divulgação/Apicultura do Máximo

Adriana diz que receber o 1º lugar no prêmio CNA, na categoria mel branco, “foi uma conquista muito grande e um reconhecimento do nosso trabalho de anos, em sempre querer levar um produto de qualidade para a mesa do consumidor”.

“Essa premiação foi fantástica, estamos muito felizes, é o reconhecimento de mais de 40 anos de trabalho e muita dedicação. Mostra que estou no caminho certo, seguirei cada vez mais motivada em poder divulgar nosso mel branco e a nossa cidade. E falar para todos da importância das abelhas e mostrar que existem méis maravilhosos em nosso país”, destaca Liane de Oliveira, do Apiário Cambará, que ficou com o 4º lugar na categoria mel claro.

O Apiário Cambará teve início em maio de 1982 com o pai de Liane, Irineu Castilhos. A agroindústria foi a primeira da cidade a conseguir o SIM, no ano de 2009.

“Em 2018, meu pai teve um problema de saúde bem na safra, tinha na época 420 caixas de abelhas. Ou eu assumia ou assumia”, lembra a apicultora. “Descobri que minha vida são as abelhas e de fato virei apicultora. No final de 2023 realizamos um grande sonho: a conquista do selo Arte”, conta. E neste ano de 2024, a conquista do prêmio da CNA.

*Sob supervisão de Victor Faverin


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AgroNewsPolítica & Agro

EUA iniciam colheita em ritmo acelerado


Segundo as informações do boletim Crop Monitor for AMIS desenvolvido pelo GEOGLAMA publicado na quinta-feira, (3), a colheita de milho já está em andamento em várias regiões do mundo, com condições climáticas contrastantes influenciando os resultados. Nos Estados Unidos, a colheita está começando em ritmo acelerado no Cinturão do Milho, onde as condições são consideradas excepcionais. No entanto, na Costa Leste, uma área de cultivo menor, os rendimentos foram afetados negativamente pelo clima quente e seco anterior.

No Canadá, as condições permanecem favoráveis, e o país espera um aumento nos rendimentos médios nacionais em comparação com o ano anterior, o que pode trazer resultados positivos para os produtores locais.

De acordo com os dados,a União Europeia, a situação é mais preocupante. O clima quente e seco contínuo impacta os países do centro-sul e leste, com destaque negativo para Bulgária e Romênia, onde os rendimentos foram severamente comprometidos.

Na Ucrânia, a colheita também está começando, mas com perspectiva de rendimentos reduzidos. O clima quente e seco que marcou os meses de julho e agosto afetou duramente as regiões sul, central e leste do país. Já na Federação Russa, os primeiros resultados da colheita no sul indicam que o clima adverso também causou prejuízos na produção de milho.

Em contrapartida, na China, a colheita avança para o norte sob condições amplamente favoráveis para a safra de verão. A Índia também apresenta um cenário positivo, com boas condições para o desenvolvimento da safra Kharif.

No México, as chuvas de setembro ajudaram a encerrar a semeadura da safra de primavera-verão, apesar de as condições secas no início da temporada ainda gerarem preocupações. No Brasil, a semeadura da safra de primavera está começando nas regiões produtoras do Sul sob boas condições climáticas. Contudo, uma redução na área total plantada é esperada em comparação ao ano passado, conforme as informações do boletim.





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Bactérias podem ajudar a substituir insumos químicos no setor florestal


Chega a 1.023 a quantidade de bactérias com potencial para geração de bioinsumos apropriados ao setor florestal. Esse resultado é fruto do trabalho da Embrapa Florestas (PR) que, desde 2018, atua na construção da Coleção de Bactérias Multifuncionais de Áreas Florestais.

O acervo conta com exemplares provenientes de diferentes solos e espécies florestais e tem sido determinante para seleção de estirpes aptas para o desenvolvimento de bioinsumos inovadores, na forma de inoculantes.

Os produtos podem reduzir, ou até substituir, insumos químicos em plantios florestais, desde a produção de mudas até o plantio no campo. Além de garantir mais sustentabilidade ao setor, aumenta a eficiência e reduz custos de produção.

Ensaios em viveiros

Após a fase de isolamento e caracterização das bactérias no laboratório, são realizados ensaios em viveiros, com aplicação em mudas. Segundo Krisle da Silva, pesquisadora da Embrapa, responsável pela formação da coleção, vários ensaios vêm sendo realizados em viveiro com essas bactérias, envolvendo parcerias com empresas florestais, para seleção das estirpes com mais potencial para aumentar as taxas de enraizamento e a capacidade de absorção de fósforo.

“A produção de mudas florestais inoculadas com as bactérias que promovem crescimento tem se mostrado algo promissor, diante do efeito positivo no enraizamento, estímulo ao crescimento vegetal das mudas e no controle biológico de pragas principalmente para pínus e eucalipto”, aponta a pesquisadora.

Ela espera que, dentro de dois anos, os estudos resultem na geração de um bioinsumo em forma de inoculante advindo dessas bactérias.

De acordo com a pesquisadora, todos os microrganismos da coleção estão caracterizados morfologicamente em meio de cultura e 229 já foram caracterizados geneticamente. O DNA desses isolados também é armazenado na coleção.

Coleção de bactérias

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Foto: Foto: Manuela Bergamim/Embrapa

A coleção foi iniciada com 42 bactérias endofíticas (que vivem no interior do tecido vegetal sem causar dano à planta), isoladas de uma espécie de jabuticabeira, por possuírem características promotoras de crescimento.

Posteriormente, foram introduzidas na coleção bactérias endofíticas isoladas de folhas, meristemas (tecidos vegetais responsáveis pelo crescimento das plantas) e raízes de pupunheira, que somam, até o momento, 222 bactérias.

O trabalho prosseguiu com pínus, do qual foram isoladas 200 bactérias, além de 90 de eucalipto, 96 de erva-mate e 145 de araucária. Na busca de um possível controle biológico, também foram isoladas 220 bactérias e actinobactérias (bactérias importantes para a agricultura) de formigas cortadeiras (Atta sexdens).

Além dos bioinsumos, a coleção é a base para programas de melhoramento genético e outras ações de pesquisa voltadas ao desenvolvimento de plantas mais adaptadas ao segmento florestal, tais como pupunha, pínus, eucalipto, erva-mate e araucária, entre outras.

*Sob supervisão de Victor Faverin


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AgroNewsPolítica & Agro

Chuvas atrasam colheita de trigo na Rússia, enquanto seca afeta Ucrânia


EUA encerram colheita de primavera com bons resultados





Foto: Canva

De acordo com o boletim Crop Monitor for AMIS desenvolvido pelo GEOGLAMA publicado na quinta-feira, (3), a colheita de trigo de primavera está em andamento em várias partes do mundo, com cenários variados quanto às condições climáticas. Na Federação Russa, a colheita avança sob condições favoráveis, mas chuvas intensas estão desacelerando o processo em algumas áreas da Sibéria. Paralelamente, a semeadura de trigo de inverno começa em solo seco, o que pode comprometer o desenvolvimento das lavouras nas fases iniciais.

Na Ucrânia, a situação é mais crítica. A semeadura de trigo de inverno está atrasada em mais de 50% do país devido à seca prolongada, afetando principalmente as principais regiões produtoras do sul e centro. Isso gera preocupações quanto ao rendimento das futuras safras.

Veja mais informações sobre o clima em Agrotempo

Segundo os dados, na China, o cenário é positivo, com a colheita de trigo de primavera concluída em boas condições. Nos Estados Unidos, a colheita também está finalizada com rendimentos acima da média, enquanto a semeadura de trigo de inverno já começou em várias regiões.

No Canadá, o clima seco anterior nas pradarias ocidentais gerou condições variáveis para a colheita de trigo de primavera, que segue em progresso. Na Austrália, as condições são consideradas excepcionais em Nova Gales do Sul e Queensland, mas algumas áreas da Austrália do Sul e Victoria enfrentaram perdas de rendimento devido à seca.

Na Argentina, as condições são mistas para o trigo de inverno. Enquanto a falta de umidade e altas temperaturas comprometem o desenvolvimento nas regiões norte e oeste, chuvas abundantes nas áreas leste, central e sul têm favorecido o crescimento das lavouras, conforme as informações do boletim.





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‘Trabalhamos para mostrar ao produtor que é possível exportar’



No programa Canal Rural Entrevista, o gerente de Agronegócio da Apex Brasil, André Müller, discutiu a importância da atuação da agência na promoção das exportações do agronegócio brasileiro. Segundo Müller, a Apex Brasil tem desempenhado um papel fundamental na mediação e facilitação de negócios, levando produtores rurais a alcançar mercados internacionais.

“Trabalhamos para mostrar ao produtor que é possível exportar, independentemente do tamanho da produção. O foco é a preparação e a qualidade do produto”, ressaltou.

Expansão do agronegócio brasileiro no mundo

A Apex Brasil apoia diretamente mais de 22 setores do agronegócio, contribuindo com exportações que ultrapassam US$ 90 bilhões. Atualmente, mais de 2.600 empresas, cooperativas e produtores rurais contam com o apoio da agência para entrar no mercado internacional. “Nosso papel é conectar o produtor ou a cooperativa aos compradores internacionais, promovendo rodadas de negócios, participações em feiras e missões comerciais. É um trabalho que ajuda a fomentar o agronegócio no Brasil e a contribuir para a segurança alimentar global”, afirmou Müller.

Promoção de produtos brasileiros

A Apex Brasil tem realizado ações estratégicas em diversos países, com destaque para a China, que importa grande parte do café brasileiro, e o México, que ampliou significativamente suas importações de carne e grãos do Brasil nos últimos anos. Müller destaca que o sucesso nas exportações não depende do volume, mas da qualidade e da história dos produtos brasileiros. Ele ressaltou exemplos de sucesso, como a produção de café no cerrado brasileiro e o crescimento da exportação de algodão rastreado e de alta qualidade.

Sustentabilidade e rastreabilidade

Outro ponto enfatizado por Müller foi a rastreabilidade dos produtos brasileiros. A Apex Brasil trabalha para desmistificar a origem dos produtos, garantindo transparência e conquistando a confiança dos consumidores internacionais. Segundo ele, a rastreabilidade gera “encantamento” nos compradores estrangeiros ao revelar a história e os processos sustentáveis de produção do agronegócio brasileiro.

Entrada em novos mercados e desafios

A agência tem investido na abertura de novos mercados, como Indonésia, Vietnã e República Dominicana, mostrando a capacidade do Brasil de exportar para países que antes eram considerados mercados fechados. Müller destacou que, apesar dos desafios, o trabalho articulado entre o governo, setor privado e a Apex Brasil tem gerado resultados positivos para o agronegócio nacional.

“A contribuição que o Brasil dá para a segurança alimentar e para a transição energética é resultado de um esforço conjunto. O agronegócio brasileiro tem um enorme potencial pela frente”, concluiu.



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Veja como pesquisar local de votação nas eleições municipais


Neste domingo (6), 155,9 milhões de pessoas, em 5.569 municípios, devem comparecer às urnas para eleger prefeitos e vereadores. A Justiça Eleitoral orienta os cidadãos a confirmar com antecedência o local de votação para evitar deslocamentos desnecessários no dia do pleito.

Se você ainda não sabe onde vai votar, siga as dicas abaixo e veja como consultar sua seção eleitoral:

No site do TSE

A consulta do local de votação é simples: pode ser feita no site do Tribunal Superior Eleitoral. Na página de Atendimento Eleitoral, clicar em Onde Votar. Para fazer autenticação, basta fornecer o nome, número do título ou CPF do eleitor. Nos três casos, é preciso fornecer a data de nascimento e o nome da mãe. 

Autoatendimento eleitoral

As páginas dos 26 tribunais regionais eleitorais (TREs) também dispõem de espaço para pesquisar essas informações. Preenchidos os dados, a página vai informar o número da inscrição, a zona eleitoral e o local de votação.

E-Título

O aplicativo e-Título informa o local de votação logo na tela de início, abaixo do nome do eleitor. Além disso, por meio de ferramentas de geolocalização, o app guia a pessoa até a seção eleitoral.  

O aplicativo pode ser baixado gratuitamente nas lojas virtuais de aplicativos para smartphones que operam os sistemas Android e IOS até sábado, dia 5 de outubro, um dia antes do pleito.

O que levar

No dia da eleição, não é obrigatório levar o título, que pode ser substituído pela versão digital, o e-Título.

O documento deve estar em situação regular. Quem estiver com a inscrição eleitoral cancelada ou suspensa, não terá o título na lista da seção eleitoral.

Na seção, será exigida somente a apresentação de documento oficial com foto, entre os quais, o e-Título, a carteira de identidade, o passaporte, a carteira profissional reconhecida por lei, o certificado de reservista, a carteira de trabalho ou a carteira nacional de habilitação (CNH).

A Justiça Eleitoral afirma que os documentos serão aceitos mesmo com a data de validade expirada, desde que seja possível comprovar a identidade do eleitor.



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AgroNewsPolítica & Agro

Decisões agrícolas baseadas em dados avançados


Entre os principais benefícios do Cropwise AI estão as recomendações de sementes




O sistema se baseia em uma vasta biblioteca de modelos agronômicos da plataforma Cropwise
O sistema se baseia em uma vasta biblioteca de modelos agronômicos da plataforma Cropwise – Foto: Divulgação

A Syngenta, líder global em inovação agrícola, apresentou o Cropwise AI durante a Cúpula Mundial de Inovação AgriTech em Londres. Trata-se de um sistema de Inteligência Artificial Generativa (GenAI) desenvolvido para aumentar a eficiência de consultores agronômicos e produtores, oferecendo recomendações baseadas em dados para melhorar o manejo de culturas. Utilizando algoritmos de aprendizado de máquina e análise de dados, o Cropwise AI fornece insights que ajudam a otimizar o rendimento das lavouras, promover a sustentabilidade e aumentar a lucratividade dos produtores.

O sistema se baseia em uma vasta biblioteca de modelos agronômicos da plataforma Cropwise, integrando mais de 20 anos de dados climáticos, condições do solo e informações sobre o crescimento das culturas. Esses dados são combinados com o conhecimento especializado da Syngenta, proporcionando recomendações personalizadas sobre o uso de insumos, controle de pragas e posicionamento de produtos. A tecnologia, que utiliza um modelo de linguagem conversacional multilíngue, facilita a comunicação com os produtores, garantindo uma compreensão clara das orientações fornecidas.

Entre os principais benefícios do Cropwise AI estão as recomendações de sementes, que podem aumentar o rendimento das culturas em até 5%, e a modelagem preditiva, que ajuda a prever o crescimento das plantas e o potencial de produtividade. Além disso, a ferramenta apoia a agricultura de precisão, otimizando a aplicação de insumos e minimizando desperdícios.

Com planos de expansão para novos recursos, como reconhecimento de pragas via visão computacional e análise de sustentabilidade, a Syngenta busca revolucionar ainda mais o setor agrícola. O Cropwise AI está disponível inicialmente nos Estados Unidos e no Brasil, com expansão para a Europa em breve.
 





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cooperativas firmam parceria com startup para avaliar grãos com uso de IA



A produção de café no Brasil começa a incorporar a inteligência artificial (IA) como ferramenta para aprimorar a qualidade e a rastreabilidade do grão, em uma iniciativa liderada pelas cooperativas Minasul e Cooxupé, em parceria com a startup de Cingapura ProfilePrint. A tecnologia busca substituir os métodos tradicionais de avaliação sensorial, oferecendo análises rápidas e precisas sobre a composição e a qualidade dos grãos.

O CEO da ProfilePrint, Alan Lai, afirma que a tecnologia captura mais de 10 mil características do grão em segundos, fornecendo uma análise digital detalhada da amostra. “É como transformar o café em uma impressão digital, capturando o perfil de sabor e outros atributos importantes”, afirmou.

A tecnologia detecta defeitos visuais e não visuais, como mofo e fermentação indesejada, que são difíceis de identificar, evitando rejeições no mercado internacional. “A identificação desses defeitos não visuais evita prejuízos para produtores e exportadores”, acrescentou.

A mesma tecnologia utiliza um scanner que, em segundos, coleta dados moleculares do café e os processa por IA, resultando em um relatório detalhado sobre a composição e características do grão.

O gerente da ProfilePrint no Brasil, Nicholas Yamada, destacou que a simplicidade da operação democratiza o acesso à tecnologia. “Qualquer pessoa pode operar a máquina, o que permite que produtores de todos os tamanhos façam suas próprias avaliações”, disse.

A portabilidade do equipamento é outro ponto ressaltado pela empresa. Com o tamanho de uma cafeteira portátil, a máquina permite testes em campo, reduzindo a necessidade de envio de grãos a laboratórios especializados e acelerando o processo de avaliação.

“A máquina pode ser facilmente transportada e usada em fazendas, laboratórios ou escritórios, proporcionando flexibilidade na avaliação”, ressaltou Yamada.

O avanço da IA ocorre em um momento crítico para o setor cafeeiro brasileiro, que enfrenta a entrada em vigor de regulamentações mais rigorosas sobre rastreabilidade, especialmente a Lei Antidesmatamento da União Europeia, prevista para começar a valer em 30 de dezembro de 2024. A nova legislação exige que os produtores de café forneçam informações detalhadas sobre a origem do produto e garantam que ele não esteja associado a áreas desmatadas.

Lai destacou que, embora a tecnologia não tenha sido desenvolvida especificamente para cumprir a legislação, ela pode contribuir para o processo de rastreabilidade. “Nossa tecnologia oferece uma visão detalhada da composição do grão, o que ajuda a verificar a qualidade e a origem do produto. Ainda não podemos emitir certificações de sustentabilidade”, afirmou o CEO da startup.

Embora a ProfilePrint já esteja presente em cerca de 60 locais, em países como Colômbia e Guatemala, o Brasil se destaca como um mercado estratégico para a empresa.

“Sendo o maior exportador de café do mundo, o Brasil oferece um cenário ideal, e as parcerias com cooperativas como a Cooxupé e a Minasul representam apenas o começo de uma transformação no setor”, afirmou o CEO.

Esta não é a primeira vez que a empresa asiática estabelece parcerias no Brasil. Em fevereiro, acordos também foram fechados com grandes nomes do agronegócio, como a Louis Dreyfus Company Brasil, a Olam Agrícola e a Sucafina Brasil.

Segundo o CEO, a tecnologia da ProfilePrint também tem potencial para ser aplicada em outras culturas agrícolas, incluindo ingredientes alimentícios processados e commodities.



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geadas e umidade afetam produção de pêssego


Sanidade dos pomares de pêssego é mantida no estado





Foto: Pixabay

De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (03) pela Emater/RS, na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Caxias do Sul, as condições climáticas foram favoráveis ao desenvolvimento e à sanidade dos pomares de pêssego. As práticas culturais também estão sendo bem implementadas. Variedades precoces já apresentam frutos em desenvolvimento, e alguns agricultores iniciaram a colheita da cultivar PS do cedo. Estão sendo realizadas a poda verde e, de forma tardia, o raleio da variedade Kampai, que possui boa quantidade de frutos, ao contrário de outras variedades precoces que têm baixa expectativa de produtividade.

Veja mais informações sobre o clima em Agrotempo

Segundo os dados do informativo, as variedades intermediárias seguem com bom desenvolvimento e pegamento de frutos, enquanto as tardias começam o processo de frutificação. Adubações em cobertura e aplicação de defensivos preventivos foram concluídas, e o estado fitossanitário das lavouras é considerado satisfatório.

Na região de Pelotas, a cultura continua em frutificação, com os produtores realizando tratos culturais, principalmente fungicidas e raleio em alguns pomares. No entanto, alguns agricultores relatam perdas devido a geadas e frio excessivo durante a floração, além de alta umidade e baixa insolação, fatores que aumentam o risco de doenças. Em Cerrito, houve registros de prejuízos causados por granizo.

Já na região de Soledade, as variedades precoces de pêssego estão na fase de formação e maturação dos frutos. O controle da mosca-das-frutas está sendo recomendado, mas a pressão da praga é baixa devido às geadas recentes. Há registros de crespeira verdadeira, uma doença fúngica comum em climas frios e úmidos.





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