terça-feira, agosto 18, 2026

Autor: Redação

AgroNewsPolítica & Agro

Negócios da soja foram raros


No mercado da soja do estado do Rio Grande do Sul, mesmo com bons preços, os negócios foram raros ao longo da semana, segundo informações da TF Agroeconômica. “Poucos negócios reportados, apesar de ainda haver bons preços aos produtores e comerciantes. R$ 142,50 para entrega em outubro, e pagamento 30/10, no Porto. No interior os preços seguiram o balizamento de cada praça. R$ 134,50 Cruz Alta – Pagamento em 30/10. R$ 134,50 Passo Fundo – Pagamento em 30/10”, comenta.

Os preços sobem em Santa Catarina, mas os negócios ainda são pontuais. “As cotações voltaram a subir no estado. No entanto as negociações são pontuais, visto a dificuldade de achar soja na mão de agricultores dispostos a venderem. O preço no porto foi de R$ 140,00, Chapecó a R$ 120,00”, completa.

Com melhores preços no Paraná, o volume negociado aumentou no estado. “Na região de Campos Gerais, os preços da soja subiram R$ 4 ao longo da semana, impulsionados pelo câmbio, com indicações de R$ 133 por saca FOB, com entrega imediata e pagamento em 30 dias; e entre R$ 142 e R$ 144 por saca CIF para entrega imediata, com pagamentos escalonados até dezembro. Foram realizados alguns contratos”, indica.

No Mato Grosso do Sul não registramos muitos negócios. “Os negócios ainda são pontuais no estado, com vendedor e comprador com preços distintos. Preços do dia: Dourados R$ 135,00. Campo Grande: R$ 135,00. Maracaju: R$ 135,00. Chapadão do Sul: R$ 132,50. Sidrolândia: R$ 129,00”, informa.

Em Sorriso, no Mato Grosso, os preços da soja spot ficaram em R$ 132 por saca FOB, com embarque em outubro e pagamento em novembro, levemente acima do início da semana. “Negócios pontuais foram fechados para atender fábricas da região. Preços praticados: Campo Verde: R$ 129,00, Lucas do Rio Verde: R$ 127,00. Nova Mutum: R$ 127,20. Primavera do Leste: R$ 129,00. Rondonópolis: R$ 129,00. Sorriso: R$ 126,80”, conclui.
 





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PF desarticula esquema milionário de fraude na regularização de terras públicas



A Polícia Federal (PF) deflagrou na última semana a Operação Declínio, cumprindo 11 mandados de busca e apreensão. A ação tem como alvo um esquema envolvendo a abertura de matrículas de terras em nome de terceiros, conhecidas como “laranjas”, que posteriormente transferiam as propriedades para um grupo criminoso.

As investigações apontam que o grupo, já investigado na Operação Julius Caesar, usava esses laranjas para fracionar glebas federais e falsificar títulos de propriedade em benefício próprio.

O esquema contava com a participação de servidores do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), que emitiam documentos falsos para o cadastro irregular das áreas, possibilitando a emissão dos Certificados de Cadastro de Imóvel Rural (CCIR) fraudulentos.

Também foi autorizado o sequestro de mais de R$ 82 milhões e a indisponibilidade de áreas griladas avaliadas em cerca de R$ 143 milhões. O esquema de fraudes ocorreu entre os anos de 2017 e 2019, e tinha como objetivo a regularização ilícita de terras públicas federais.

Na operação, foram identificados 11 lotes fraudulentos nas Glebas Baixo Candeias e Igarapé Três Casas, além de ocupações irregulares nas Fazendas Ipê e Mustang. Os envolvidos poderão ser indiciados por diversos crimes, incluindo estelionato majorado, associação criminosa, falsidade ideológica, corrupção passiva e ativa, invasão de terra pública e lavagem de capitais.

A Operação Declínio continua em andamento, com o objetivo de identificar outros participantes do esquema e recuperar as áreas que foram apropriadas de forma irregular.

*sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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Frente fria traz temporais e granizo ao Sul; confira a previsão



Saiba como o clima irá se comportar nesta terça-feira (8) em todas as regiões do Brasil:

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Sul

O avanço de uma nova frente fria forma nuvens de temporais sobre os estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e extremo sul do Paraná. Há condição favorável para temporais e queda isolada de granizo onde ocorrer chuva. Nas demais regiões do Paraná, o dia será ensolarado, com temperaturas elevadas, principalmente no norte paranaense.

Sudeste

No Sudeste, as temperaturas sobem devido ao efeito pré-frontal, que é a intensificação dos ventos quentes do interior do país. O dia será ensolarado e quente, sem previsão de chuva. O alerta é para a baixa umidade do ar, que pode atingir índices abaixo de 20% em todo o interior da região.

Centro-oeste

No norte de Mato Grosso, há condição favorável para pancadas isoladas de chuva por conta da combinação do calor com a umidade da região. Nas demais áreas, o dia será ensolarado, com alerta para baixa umidade do ar e temperaturas bastante altas.

Nordeste

Há condição de chuva isolada e passageira na região de Salvador. Nas demais áreas, o dia será ensolarado e quente. A umidade pode atingir níveis inferiores a 20% no interior nordestino.

Norte

Pancadas de chuva isoladas ocorrem a partir da manhã nas regiões norte e leste do Amazonas, sul do Pará, norte de Rondônia, Roraima e interior do Acre. Nas demais áreas, o dia será de sol e sensação de abafado.



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Brasil possui mais de 1,5 mil barragens com alto risco de rompimento, aponta pesquisa



A situação das barragens brasileiras continua preocupante, mesmo após os desastres em Mariana e Brumadinho. De acordo com o Relatório de Segurança de Barragens (RSB 2023), divulgado pela Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) em junho deste ano, 1.591 estruturas no país apresentam alto risco e potencial de dano em caso de rompimento, representando 6% do total estudado. A pesquisa avaliou 25.943 barragens em 2023, sendo que apenas 5.916 estão enquadradas na Política Nacional de Segurança de Barragens (PNSB).

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Rogério Neves, CEO da CPE Tecnologia, uma empresa que atua no mercado de geotecnologia, ressalta a gravidade do cenário. “Se desse total, mais de 1,5 mil estão em grau de alto risco, significa que o poder público e a iniciativa privada devem agir rapidamente para prevenir novas catástrofes, como as que ocorreram em Mariana e Brumadinho”, alerta o executivo. Ele destaca ainda que os dois desastres já deveriam ter sido suficientes para que as áreas em risco fossem desativadas e para que outras passassem a ser monitoradas com mais rigor e tecnologias avançadas.

Necessidade de investimento em monitoramento

Neves sugere que uma solução seria incluir investimentos em tecnologias no Novo PAC do governo federal. “É essencial que os aportes contemplem não apenas a construção, mas também o monitoramento frequente e a modernização das estruturas existentes em todo o país”, aponta. Segundo ele, esses recursos devem incluir ferramentas tecnológicas capazes de auxiliar os profissionais na tomada de decisões, por meio do mapeamento e concepção de cenários precisos.

Dados alarmantes

O relatório da ANA também revela que, em 2023, ocorreram 50 acidentes ou incidentes em barragens, principalmente devido a chuvas intensas e acúmulo de água. Além disso, 229 estruturas foram classificadas como prioritárias para revisão de segurança, das quais 170 já apresentavam os mesmos problemas em anos anteriores. “Praticamente todos os números desse levantamento nos revelam um cenário alarmante. Precisamos de ação urgente, tanto do poder público quanto das empresas. Temos tecnologia e expertise para isso, então é hora de agir”, conclui Neves.



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confira outras votações do último domingo


Os eleitores de cinco municípios do país também foram às urnas neste domingo (6) para participar de consultas populares sobre assuntos que envolvem suas localidades.

As consultas populares foram realizadas em duas capitais, Belo Horizonte e São Luís, e nos municípios de Dois Lajeados (RS), Governador Edison Lobão (MA) e São Luiz (RR).

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Na capital mineira, por 84,3% dos votos, a maioria dos eleitores não aprovou a alteração da bandeira de Belo Horizonte. Foi registrado cerca de 1 milhão de votos contra a medida, que tinha sido aprovada pelo Legislativo municipal. 

Em São Luís, os eleitores da capital maranhense se manifestaram a favor do passe livre estudantil no transporte público. A proposta saiu vencedora com 89,9% dos votos (523,7 mil votos). 

Com 83,8% dos votos (11 mil), o eleitorado de Governador Edison Lobão aprovou a mudança do nome da cidade para Ribeirãozinho do Maranhão. 

São Luiz (RR) passará a se chamar São Luiz do Anauá. A aprovação ocorreu por 83,4% dos votos (4 mil). 

Os eleitores de Dois Lajeados (RS) não aprovaram a construção do novo centro administrativo do município na área do Parque Municipal de Eventos João de Pizzo. A negativa se deu pela manifestação contrária de 81,4% do eleitorado (2,2 mil votos). 

O segundo turno da disputa para prefeito será realizado em 27 de outubro em 50 municípios com mais de 200 mil eleitores. 

Nessas cidades, nenhum dos candidatos à prefeitura atingiu mais da metade dos votos válidos, excluídos os brancos e nulos, no primeiro turno.

Não há segundo turno para a disputa à Câmara de Vereadores. 

Referendo x Plebiscito

A capital maranhense e os municípios de Governador Edison Lobão (MA), São Luiz (RR) e Dois Lajeados (RS) realizaram plebiscitos. Em Belo Horizonte ocorreu um referendo.

Os referendos e os plebiscitos são dois tipos de consultas populares. No plebiscito, a população é consultada antes da implementação de uma lei sobre o tema que está em discussão. Com o referendo, o eleitorado pode confirmar ou rejeitar uma lei aprovada pelo Legislativo.



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AgroNewsPolítica & Agro

Preços do milho podem cair


O aumento dos preços das carnes contribuiu para sustentar o valor do milho




A atenção ao câmbio e às condições climáticas será essencial
A atenção ao câmbio e às condições climáticas será essencial – Foto: Agrolink

Conforme análise da TF Agroeconômica, o câmbio é um fator fundamental para as exportações de milho no Brasil. Caso as 36 milhões de toneladas (MT) previstas não sejam escoadas, os preços podem cair. Até o fim de agosto, as exportações foram 29% menores comparadas ao mesmo período do ano anterior, o que exige atenção ao impacto nos preços e ao mercado interno como um todo.

Entre os fatores de alta para o preço do cereal, segundo a TF Agroeconômica, destaca-se a safra brasileira de milho, que foi 12,3% menor em 2023/24 (115,72 MT) em relação ao ciclo anterior (131,89 MT), segundo a Conab. Essa redução aumentou a disputa entre as indústrias de carnes e exportadores, elevando os preços no segundo semestre. Além disso, o aumento dos preços das carnes contribuiu para sustentar o valor do milho, com prêmios de exportação subindo de $60 para $115 por bushel/tonelada. O atraso no plantio da Safrinha de milho, devido ao clima seco e à falta de sementes de ciclo curto, também deve influenciar o mercado.

Por outro lado, a TF Agroeconômica aponta fatores de baixa, como a entrada da safra americana, que compete diretamente com a segunda safra brasileira, e a entrada do milho Safrinha no circuito comercial. Nos últimos meses, a consultoria percorreu 3.750 km pelos principais estados produtores (MT, GO, BA e MG) e verificou que toda a colheita já foi realizada, com o milho sendo comercializado. A atenção ao câmbio e às condições climáticas será essencial para os próximos meses, já que esses elementos podem definir a direção dos preços do milho no mercado interno e nas exportações.
 





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Oferta elevada de ovos menores e baixa demanda mantêm preços em queda



As cotações dos ovos comerciais iniciaram outubro em queda na maioria das regiões acompanhadas pelo Cepea.

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Segundo este Centro de Pesquisas, a pressão vem da oferta volumosa de ovos, principalmente de tamanhos menores, e da demanda retraída. Apesar do período tipicamente de maior poder de compra (recebimento de salários), o ritmo de vendas no atacado seguiu lento na última semana, não sendo suficiente para alavancar os valores.

Agentes do setor consultados pelo Cepea informam que a proteína está sendo vendida nas redes de supermercados e varejistas a preços abaixo dos custos, limitando o valor pago aos produtores.



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Plantio da soja avança pelo Brasil de forma lenta; veja os números


O plantio da safra de soja 2024/25 do Brasil alcançou 4,1% da área total esperada até 4 de outubro, de acordo com o último levantamento da consultoria Safras & Mercado. Na semana anterior, esse número era de 1,9%.

O início da semeadura está atrasado em comparação ao ano passado, quando 7,8% da área já estava plantada, e também em relação aos últimos cinco anos, que registraram 5,5%.

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Avanços por estado

No Paraná, o plantio avançou para 24% da área, superando os 23% do ano passado e acima da média estadual de 14%.

No Mato Grosso, apenas 2% da área foi semeada, em comparação aos 14% registrados no mesmo período da temporada anterior e da média de 10%.

Foto: Safras & Mercado

Em Mato Grosso do Sul, 4% da área foi plantada, abaixo dos 6% do ano passado e da média de 4,2% dos últimos cinco anos.

O plantio começou nesta semana em Goiás, cobrindo 1% da área prevista, inferior aos 4% do ano passado e à média de 2,9%. Em São Paulo, 3% da área foi semeada, ligeiramente abaixo dos 4% de 2023 e da média de 3,6%.



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Óleo de soja atinge maior média mensal desde fevereiro de 2023



Levantamento do Cepea mostra que, em setembro, a cotação média do óleo de soja, posto na região de São Paulo, com 12% de ICMS incluso, foi de R$ 6.413,71/tonelada, a maior desde fevereiro/23, em termos reais (deflacionamento pelo IGP-DI de agosto/24).

Em relação a agosto/24, o avanço foi de 1,5%. Segundo pesquisadores do Cepea, o impulso está atrelado à valorização do derivado no mercado externo e à maior demanda brasileira por parte de indústrias de biodiesel e de alimentos.

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Na última semana, o avanço no preço do óleo ainda foi reforçado pela significativa alta nos prêmios de exportação no país. Com base no porto de Paranaguá (PR) e no embarque em outubro/24, o prêmio de exportação de óleo de soja foi ofertado pelo comprador a 4 centavos de US$/libra-peso e pelo vendedor a 6,5 centavos de US$/libra-peso nessa quinta-feira (3).

Considerando-se períodos equivalentes de anos anteriores, as atuais ofertas são as maiores desde 2020.



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Mercado da soja deve iniciar a semana em ritmo lento; confira as projeções



Com Chicago e o dólar em baixa, o mercado brasileiro da soja deve iniciar a semana de forma lenta, com tendência de queda nos preços. Dados da consultoria Safras & Mercado detalham que, nesse cenário, os produtores atualmente focam no plantio da nova safra.

Até 4 de outubro, o plantio da safra 2024/25 alcançou 4,1% da área total esperada, segundo a consultoria. Na semana anterior, apenas 1,9% havia sido semeado, o que representa um atraso em relação ao mesmo período do ano passado (7,8%) e à média dos últimos cinco anos (5,5%).

Na última sexta-feira (4), o mercado apresentou preços mistos, distantes da paridade de exportação devido à necessidade da soja disponível. As melhores ofertas foram para pagamentos alongados, mas muitos produtores aguardam propostas com pagamentos mais curtos. Algumas negociações pontuais ocorreram para entrega imediata com pagamento previsto para abril

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Preços do grão no país

  • Passo Fundo (RS): R$ 135,00
  • Região das Missões (RS): R$ 134,00 (anteriormente R$ 133,00)
  • Porto de Rio Grande (RS): R$ 142,00 (anteriormente R$ 141,00)
  • Cascavel (PR): R$ 140,00 (anteriormente R$ 139,00)
  • Porto de Paranaguá (PR): R$ 143,00
  • Rondonópolis (MT): R$ 134,00
  • Dourados (MS): R$ 135,00 (anteriormente R$ 134,00)
  • Rio Verde (GO): R$ 133,00

Chicago

Os contratos com entrega em novembro estão cotados a US$ 10,32 1/4 por bushel, uma desvalorização de 0,52% em relação ao dia anterior.

O mercado está em queda pelo quarto pregão consecutivo, pressionado por expectativas de clima favorável e estoques recordes nos Estados Unidos. O USDA publicará um relatório sobre as condições das lavouras, que pode impactar as movimentações futuras no mercado.

Esse cenário destaca a importância do monitoramento das condições climáticas e de mercado para decisões informadas sobre plantio e comercialização.



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