domingo, agosto 16, 2026

Autor: Redação

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setor agrícola ainda dependente de rodovias



A oferta ferroviária no Brasil não tem acompanhado o crescimento acelerado da produção agrícola, mantendo o setor dependente principalmente do transporte rodoviário. Em 2023, apenas 18,5% dos produtos movimentados pelas ferrovias foram de origem agrícola, destacando a urgência de investimentos e modernização da malha ferroviária no país.

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Essa realidade foi tema de discussão recente no Senado, com foco na necessidade de expansão e modernização das ferrovias para atender à crescente demanda do agronegócio. A assessora técnica da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Elisângela Pereira Lopes, ressaltou que, apesar do crescimento da produção agrícola, a participação do setor nas ferrovias permanece estagnada. “Desde 2010, a movimentação de produtos agropecuários nas linhas férreas representa apenas 19% do total transportado”, afirmou.

Uma das grandes esperanças para melhorar essa logística está no Centro-Oeste, onde a Ferrovia de Integração Centro-Oeste (Fico) e a Ferrovia Norte-Sul prometem facilitar o escoamento da produção de grãos até os portos. Outro destaque é a Ferrogrão, com 933 km de extensão, que conectará o Mato Grosso aos terminais de Santarém, no Pará. Segundo especialistas, essa nova ferrovia pode reduzir o custo do frete em até 40%, otimizando o transporte de grãos em uma das regiões mais produtivas do país.

A expectativa é que, até 2034, o Mato Grosso atinja uma produção de 149 milhões de toneladas de grãos, tornando inviável a dependência exclusiva do transporte rodoviário. “Precisamos de um transporte de grande capacidade, e a Ferrogrão se apresenta como uma solução promissora”, destacou Elisângela.



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Tomate industrial deve recuperar 10% da produção após perdas por chuvas e pragas


Com a fase de colheita do tomate industrial praticamente concluída, a Tomate BR divulga novo balanço da safra esperada para 2024.

De acordo com a entidade, a produção do alimento deve se recuperar em 10% neste ano, retomando os patamares registrados em 2022.

Isso acontece após as adversidades climáticas vividas pelo setor no início deste ano, como chuvas intensas durante a etapa de transplante das mudas e a proliferação de pragas, acelerada pelas altas temperaturas.

Área de tomate em 2024

Com uma área cultivada de 18,7 mil hectares, a safra de 2024 pode totalizar quase 1,7 milhão de toneladas, de acordo com o levantamento realizado pela associação em outubro.

O diretor da Tomate BR, Vlamir Breternitz, já considera o período como mais um ano desafiador aos produtores, embora tenha sido um pouco melhor que 2023.

“O ano passado representou um cenário sem precedentes, por isso, quando falamos que a safra de 2024 vai se recuperar em 10%, não podemos afirmar como algo tão positivo. É na verdade um pequeno fôlego a este mercado”.

Segundo ele, assim como em outros tipos de lavoura, as mudanças climáticas se tornaram um complicador à produtividade.

“No início do ano tivemos chuvas intensas que interferiram no transplante das mudas, atrasando o cronograma e reduzindo algumas áreas. Junto a isso, a proliferação de pragas, como a mosca branca, ganhou força em virtude das altas temperaturas e algumas lavouras tiveram que ser erradicadas”, conta.

Impacto dos incêndios florestais

MPF aciona justiça para contratação de brigadistas contra incêndiosMPF aciona justiça para contratação de brigadistas contra incêndios
Foto: Valter Campanato

Embora os incêndios florestais não tenham afetado diretamente as áreas de cultivo do tomate industrial, Breternitz aponta uma preocupação de como essas ocorrências podem impactar a produtividade da safra prevista para 2025.

“Sem dúvida é um cenário alarmante, mas pensando no tomate industrial, o maior impacto ainda pode estar por vir. As secas e o calor já estão interferindo nas lavouras e as maiores preocupações são referentes ao armazenamento de água, à preservação da mata ciliar e ao abastecimento dos lençóis freáticos”.

De acordo com o diretor, se as chuvas não vierem em quantidade significativa nos próximos meses, o suficiente para repor os reservatórios, pode não ser possível cultivar em certas áreas e as pragas podem vir de forma ainda mais intensa do que o registrado no início deste ano.



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Chuvas no estado do Piauí: o plantio da soja já começou?



O plantio da safra da soja 2024/25 já começou em diversas áreas do sul e sudoeste do Piauí, impulsionado pelas primeiras chuvas na região, que ocorreram entre terça (15) e quarta-feira (16). As informações são da Safras & Mercado.

Embora a maioria dos produtores tenha aguardado um aumento nas precipitações antes de iniciar o plantio, a situação se mostra favorável, com chuvas previstas para continuar ao longo da semana.

O presidente da Aprosoja Piauí, Alzir Aguiar, afirmou que tudo indica que o nível de precipitação necessário está sendo alcançado, permitindo que os produtores sigam com suas atividades.

“Na região, as práticas como o plantio direto levam os produtores a adotar uma abordagem cautelosa, garantindo um plantio seguro. As chuvas tendem a se intensificar em novembro, momento em que o ritmo do plantio realmente acelera”, destaca Alzir Aguiar.

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Quais as projeções da Aprosoja-PI?

A Aprosoja Piauí projeta um crescimento na área destinada à soja entre 2% e 4% em relação aos 1,087 milhão de hectares plantados na temporada 2023/24. Na safra anterior, o rendimento médio foi de 3.848 quilos por hectare. Para este ano, embora exista a possibilidade de redução nos investimentos, as condições climáticas favoráveis podem levar a uma colheita de cerca de 3.600 quilos por hectare.

Conforme levantamento da Safras & Mercado, a área dedicada ao cultivo de soja no Piauí deve atingir 1,15 milhão de hectares, representando um aumento de 5,5% em relação aos 1,090 milhão de hectares da safra 2023/24. A produção estimada para 2024/25 é de 4,257 milhões de toneladas, o que significa um crescimento de 9% em relação à safra anterior, que foi de 3,904 milhões de toneladas. O rendimento médio previsto é de 3.720 quilos por hectare, superando os 3.600 quilos obtidos na temporada passada.



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Das passarelas para o agro: Gisele Bündchen investe em rancho na Flórida


A supermodelo Gisele Bündchen, mundialmente conhecida por sua carreira nas passarelas, está agora ampliando seus horizontes no setor agrícola. A top model brasileira adquiriu recentemente um rancho na Flórida, reforçando a tendência de celebridades que buscam investimentos no agronegócio e em propriedades rurais nos Estados Unidos.

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A propriedade rural de Gisele está localizada na região de Southwest Ranches, uma área conhecida por atrair investidores do agro devido à sua proximidade com centros urbanos, clima favorável e infraestrutura robusta. Além de ser um refúgio para quem busca uma vida mais próxima à natureza, a área oferece oportunidades para diversas atividades agrícolas, como cultivo e criação de animais.

A Flórida tem se destacado como um destino atrativo para investidores no setor agropecuário, especialmente devido à sua posição como maior produtora de laranjas dos Estados Unidos e segunda maior do mundo, atrás apenas de São Paulo, no Brasil. A produção de açúcar também é significativa, com o estado representando 22% da produção nacional. Outros cultivos importantes na região incluem algodão, tomate, batata e cana-de-açúcar, além da pecuária.

A propriedade rural de Gisele está localizada na região de Southwest Ranches. (Foto: Divulgação)A propriedade rural de Gisele está localizada na região de Southwest Ranches. (Foto: Divulgação)

O clima subtropical da Flórida, com mais de 300 dias de sol por ano, cria condições propícias para a agricultura. Este ambiente torna o estado uma opção para aqueles que desejam investir em um negócio rural de sucesso, como Gisele, que parece estar abraçando essa nova fase de sua vida, buscando o equilíbrio entre a vida no campo e a proximidade com centros urbanos.



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Conheça o Porteira Aberta Empreender



Organização dos serviços, controle de estoque, gestão administrativa, financeira, tributária e contábil. Esses são apenas alguns dos itens da grande lista diária de um micro ou pequeno produtor rural. Tarefa árdua para quem empreende e que, por vezes, pode não ser compreendida na sua totalidade, diminuindo a rentabilidade e gerando até mesmo mais burocracia. Para auxiliar e levar conhecimento descomplicado a micro e pequenos empreendedores brasileiros que realizam tarefas como estas, o Canal Rural, em parceria com o Sebrae, lança o projeto Porteira Aberta Empreender.

A iniciativa tem como objetivo incentivar empreendedores do campo a atuarem de  forma consciente na tomada de decisão, gerar mudanças propositivas que garantam mais organização, produtividade e rentabilidade, enquanto aprendem, se atualizam e encontram novas soluções de acordo com as necessidades diárias. Tudo isso feito por meio de histórias reais, soluções de dúvidas, dicas práticas e exemplos mostrados de produtor para produtor.  Para isso, técnicos do Sebrae e especialistas de áreas diversas estarão presentes nos canais multiplataforma compostos pela editoria Empreendedorismo, neste site, nas redes sociais, programas de Youtube e na TV.

O Porteira Aberta Empreender rodará por todas as regiões do Brasil para acompanhar os desafios e oportunidades dos micro e pequenos empreendedores rurais em todos os momentos das suas jornadas. Desta forma, além de impulsionar esses negócios e suas capacidades produtivas, indiretamente também ajuda a alavancar as economias locais e desenvolvê-las socialmente. 

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Com conteúdos inéditos, mas conectados entre si, o projeto atuará para que o micro e pequeno produtor rural entenda por completo os temas abordados, opine sobre os assuntos que quer aprender e tire suas dúvidas. Semanalmente as plataformas trarão ideias, dicas, informações e curiosidades sobre o mundo do empreendedorismo rural de forma complementar para que o tema abordado seja compreendido em sua totalidade. 

Confira:

  • Vídeos com curiosidades e dicas práticas para Tv e Redes Sociais: com linguagem fácil e informações rápidas com foco no produtor que está sempre no campo, mas não deixa de estar conectado.
  • Site do Canal Rural: a editoria Empreendedorismo será composta por análises e opiniões mais aprofundadas, além de histórias e exemplos inspiradores para trazer mais detalhes e conhecimento sobre o mundo do empreendedorismo. 
  • Programa na TV: programa com os principais temas para ajudar na gestão, organização e rentabilidade do micro e pequeno produtor. 
  • Programa no YouTube: conversas, histórias, análises e dicas mais aprofundadas sobre o mundo do empreendedorismo. 
  • Você na Porteira: o canal direto para interagir via WhatsApp, sugerir assuntos, enviar perguntas e contar sua história pelo (11) 93279-6720.

Porteira Aberta Empreender. Abra as porteiras do seu negócio e venha empreender com a gente!



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Dupla é presa no Porto de Santos após cocaína ser encontrada em carga de café



Dois homens foram presos em flagrante na segunda-feira (14) no Porto de Santos, São Paulo, após a Polícia Federal, junto com a Polícia Militar Rodoviária e a Receita Federal, localizar cerca de 800 kg de cocaína escondidos em um contêiner de café. A carga, que tinha como destino a Turquia, foi interceptada em um terminal da área retroportuária, localizado na marginal da Via Anchieta.

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As prisões ocorreram após uma investigação que levou os agentes a um dos suspeitos, que foi flagrado dirigindo o caminhão que transportava o contêiner. Durante a abordagem, foram encontradas 20 sacas contendo cocaína, totalizando 792 kg. Outro envolvido no esquema também foi detido, embora a Polícia Federal não tenha detalhado as circunstâncias de sua captura.

Ambos os suspeitos foram encaminhados à Delegacia de Polícia Federal de Santos, onde foi aberto um inquérito para investigar o caso. A droga apreendida será submetida a perícia.



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AgroNewsPolítica & Agro

Bioinsumo com vespa parasitoide pode controlar percevejo da soja


A cultura da soja vem expandido ao longo dos anos, e a projeção é de que a área plantada deve  crescer 3%, para históricos 47,4 milhões de hectares, de acordo com os dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Assim como a cultura, a utilização de defensivos biológicos acompanha a evolução, hoje o Brasil possui 36% de áreas cultivadas com algum tipo de insumo biológico, que além de suustentável são aliados no combate a  doenças foliares e pragas, como os percevejos. 

Os percevejos podem causar danos severos na cultura da soja. O estrago pode ser direto ou indireto e tudo depende do período Da fase vegetativa à maturação, o percevejo afeta a qualidade das sementes, além do rendimento. O sugador consegue reduzir o potencial germinativo e de vigor. A época mais crítica e que precisa da atenção do sojicultor é a reprodutiva. Como os percevejos atacam as vagens, os insetos podem comprometer todo o resultado da safra Há perda de produtividade por conta do abortamento dos grãos, que perdem massa e teor de óleo. Os danos na lavoura podem ser severos e podem reduzir de 30 a 40% a produtividade da soja em grão e, se o plantio for para multiplicação da semente (sementeiras) esse número aumenta para a queda de até 50% da produção.

A utilização de insumos biológicos podem minimizar os impactos, como reduzir as perdas em até 30% na produtividade, além de trazer benefícios como o controle dos ovos, manejo da população resistente, perda de vagem e redução da quantidade de adultos da praga no final do ciclo da soja, como explica a CEO da Life Biological Control, Cristiane Tibola. 

“As microvespas parasitam os ovos dos percevejos no campo, sendo um dos únicos produtos que controlam os ovos, isso é um diferencial muito importante, pois não deixa que esses novos percevejos eclodam e causem danos, evitando assim que a praga se instale nas plantas, ou seja, ao invés de nascer percevejo, nasce uma microvespa que vai continuar o ciclo de controle biológico na lavoura”, afirma a especialista em controle biológico de pragas.

No Brasil, apenas 0,3% do controle de percevejos é realizado com ferramenta biológica, o que causa resistência a inseticida químico e aumenta o custo de controle, pois traz a necessidade de mais aplicações no ciclo. Para auxiliar no controle desta praga de fácil propagação e muito resistente aos inseticidas químicos, a Life Biological Control acaba de lançar no mercado o Defender Soy, produzido a base da vespa parasitoide (Telenomus podisi).

A aplicação de insumos biológicos com o Defender Soy, pode reduzir as perdas em até 30% na produtividade, além de trazer benefícios como o controle dos ovos, manejo da população resistente, perda de vagem e redução da quantidade de adultos da praga no final do ciclo da soja, como explica a CEO da Life Biological Control, Cristiane Tibola

“As microvespas parasitam os ovos dos percevejos no campo, sendo um dos únicos produtos que controlam os ovos, isso é um diferencial muito importante, pois não deixa que esses novos percevejos eclodam e causem danos, evitando assim que a praga se instale nas plantas, ou seja, ao invés de nascer percevejo, nasce uma microvespa que vai continuar o ciclo de controle biológico na lavoura”, afirma a especialista em controle biológico de pragas.

Segundo pesquisa feita pela Embrapa Soja, as espécies de percevejos encontradas com mais frequência na cultura da soja são o percevejo-marrom e o percevejo-verde-pequeno, sendo o principal alvo na aplicação de inseticida químico. Estima-se que para o controle do percevejo na soja sejam realizadas, em média, de quatro a oito pulverizações de inseticidas por ciclo da cultura. Porém, o uso frequente de inseticidas tem favorecido a seleção de indivíduos resistentes, e falhas de controle no campo têm sido reportadas com frequência. Diante desse cenário, o uso da microvespa Telenomus podisi como um defensivo biológico tem se mostrado, cada vez mais, uma estratégia eficaz no controle de pragas, especialmente do percevejos-marrom, ressalta a pesquisadora.

“O Defender Soy apresenta controle acima dos 95% na cultura da soja. É o único produto no mercado que elimina o ovo do percevejo. O resultado é um grão com melhor qualidade e peso, melhorando muito o vigor da semente”, enfatiza Cristiane. Apresentado ao mercado para a safra 2024/2025, o Defender Soy possui registro no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) e está à disposição dos agricultores nos estados de São Paulo, Minas Gerais, Paraná e Mato Grosso do Sul, num raio próximo à fábrica que fica no município de Piracicaba, interior paulista.





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confira as notícias que afetam o mercado hoje



Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado do Brasil e do mundo, com a análise de economistas.

No morning call de hoje, o economista do PicPay, Igor Cadilhac, destaca o impacto positivo da reunião entre Lula e os banqueiros, que trouxe alívio momentâneo ao mercado. Real oscila e fecha em leve desvalorização, refletindo a valorização global do dólar. No cenário internacional, expectativa de corte de juros pelo BCE e bons resultados das empresas nos EUA dão suporte aos mercados. Na China, PIB do terceiro trimestre deve crescer mais de 4,5%.



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Intensa seca compromete plantio de soja no MT


O ano de 2024 tem sido difícil para os produtores




“Temos uma perspectiva de 1,5 milhão de hectares para a cultura de algodão"
“Temos uma perspectiva de 1,5 milhão de hectares para a cultura de algodão” – Foto: USDA

Nesta semana, Mato Grosso completa 150 dias sem chuva, resultando em uma seca severa que impacta o plantio da soja (1ª safra) e a futura cultura de algodão. A viabilidade produtiva destes cultivos está ligada ao período de semeadura, que é afetado pela colheita da soja, programada para se encerrar até o fim de janeiro. Essa situação preocupa os produtores locais, que temem não apenas os efeitos imediatos sobre a soja, mas também as consequências na segunda safra.

Rodrigo Pasqualli, diretor executivo da Fundação Rio Verde e do evento Show Safra, afirma: “Temos uma perspectiva de 1,5 milhão de hectares para a cultura de algodão. A falta de chuva para a soja promete influenciar a implantação dessa área, com riscos de viabilidade de cultivo.” A área agricultável do estado para o plantio de soja é de cerca de 12,4 milhões de hectares, mas o progresso do cultivo não se compara a anos anteriores.

Pasqualli ressalta que, apesar das particularidades do solo e clima, essa seca é inédita e está tornando o momento desafiador para os agricultores, que ainda enfrentaram queimadas recentemente. “Estamos mobilizando nossa equipe de pesquisa para entender estratégias que podem ser adotadas para reduzir o impacto da seca.”

O ano de 2024 tem sido difícil para os produtores, que já lidaram com rendimentos baixos na safra anterior. A Fundação Rio Verde investe em soluções inovadoras para mitigar esses problemas. “Ansiamos colher resultados antes do início da segunda safra”, conclui Pasqualli. A situação destaca a necessidade de estratégias eficazes para enfrentar os desafios climáticos em Mato Grosso.
 





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AgroNewsPolítica & Agro

Aeroporto Salgado Filho retoma operações na segunda (21)


Voos ocorrerão entre 8h e 22h





Foto: Nadia Borges

Após as enchentes ocorridas em maio em Porto Alegre-RS, o Aeroporto Salgado Filho retomará suas operações na próxima segunda-feira, dia 21 de outubro. O retorno será gradual, com 1.800 metros de pista reabertos inicialmente, permitindo a realização de 128 voos diários e 900 voos semanais. O volume representa cerca de 70% dos voos que ocorriam antes da enchente que forçou o fechamento do terminal em maio. Apesar da reabertura, os voos que vinham sendo operados temporariamente pela Base Aérea de Canoas não serão interrompidos de imediato. A transição completa para o Salgado Filho ocorrerá de forma gradual nos próximos três meses.

Durante as Reuniões Extraordinárias da Comissão de Segurança Operacional da Fraport Brasil, realizadas no último dia 8, foram discutidos os protocolos de segurança e operação para garantir a reabertura segura. “O compromisso com a Segurança Operacional de todos os elos da comunidade aeroportuária é fundamental para a retomada segura”, afirmou José Carlos Saraiva, coordenador de segurança operacional do aeroporto.

As operações domésticas ocorrerão entre 8h e 22h, com funcionamento parcial da infraestrutura até o dia 16 de dezembro, quando a pista será ampliada para 1.500 metros adicionais. O comandante do Destacamento de Controle do Espaço Aéreo de Canoas (DTCEA-CO), Capitão Aviador Carlos Emilião Pinto, destacou a importância da retomada para a população gaúcha e assegurou que o foco na segurança está garantido.

 





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