domingo, agosto 16, 2026

Autor: Redação

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Vale propõe acordo para indenização do desastre de Mariana



A mineradora Vale está propondo acordo definitivo no valor de R$ 170 bilhões para as demandas relativas ao rompimento da barragem de Fundão, na cidade de Mariana, em Minas Gerais, ocorrido no dia 5 de novembro de 2015, deixando 19 mortos.

Em comunicado publicado na última sexta-feira (18), a empresa informa que o acordo em discussão visa termos justos e eficazes para uma resolução mutuamente benéfica para todas as partes, especialmente para as famílias, as comunidades e o meio ambiente impactado, ao mesmo tempo que criam definição e segurança jurídica para as companhias.

“A proposta reforça o compromisso da Vale com a reparação integral do rompimento da barragem de Fundão, da Samarco”, diz a nota.

Divisão dos valores

O documento prevê R$ 38 bilhões em valores já investidos em medidas de remediação e compensação. Outros R$ 100 bilhões serão pagos em parcelas ao longo de 20 anos ao governo federal, aos estados de Minas Gerais e Espírito Santo e aos municípios, para financiar programas e ações compensatórias vinculadas a políticas públicas.

O texto inclui ainda o pagamento de R$ 32 bilhões em obrigações de execução da Samarco, incluindo iniciativas de indenização individual, reassentamento e recuperação ambiental.

O processo de mediação com o Tribunal Regional Federal (TRF) da 6ª Região e o engajamento das instituições públicas brasileiras, desempenhando seu papel constitucional como autênticos representantes das pessoas afetadas, garantiram transparência e legitimidade ao processo de resolução.

Os termos gerais em discussão podem abrir caminho para a solução definitiva de todas as controvérsias constantes das ações civis públicas e demais processos movidos pelos poderes públicos brasileiros signatários, relativos ao rompimento da barragem de Fundão, da Samarco, ao mesmo tempo em que definem medidas para reparar integralmente todos os danos socioambientais e todos os danos socioeconômicos coletivos e difusos decorrentes da ruptura.

Segundo a mineradora, espera-se também que o acordo definitivo traga alternativas de caráter voluntário para indenizações individuais.

Expectativa de saída de caixa da Vale

O documento publicado pela Vale reafirma o compromisso de apoio à Samarco na reparação dos danos causados pelo rompimento da barragem de Fundão e com a obrigação previamente acordada pelos acionistas de financiar, até uma parcela de 50%, os valores que a Samarco eventualmente deixar de financiar como devedor principal.

O texto diz que, considerando o valor financeiro em questão, e com base nas expectativas preliminares de saída de caixa, a Vale estima que R$ 5,3 bilhões (US$ 956 milhões) serão adicionados aos passivos associados à reparação de Mariana nos resultados do 3º trimestre de 2024. O cronograma estimado para desembolso será atualizado oportunamente.

As negociações entre as partes estão em curso. O acordo definitivo está sujeito à celebração de termos e condições de um acordo final e da documentação definitiva, com aprovações e assinatura pelas partes, incluindo o Conselho de Administração da Vale.



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nova plataforma da Embrapa facilita acesso a tecnologias para o setor



A Embrapa lançou uma nova plataforma digital voltada para o setor de caprinos e ovinos, o Hub Virtual de Caprinos e Ovinos, que busca integrar produtores rurais, técnicos de assistência técnica e extensão rural e pesquisadores.

A ferramenta oferece uma série de funcionalidades, como acesso gratuito a publicações, áudios, vídeos, indicadores de mercado, além de cursos e eventos focados no manejo e criação desses animais. O objetivo principal é promover o desenvolvimento da agricultura familiar e facilitar a conectividade entre campo e pesquisa.

O Hub Virtual permite que informações científicas sejam traduzidas em conteúdo acessível e aplicável pelos agricultores. Durante o evento de lançamento, Clenio Pillon, diretor-executivo de Pesquisa & Desenvolvimento da Embrapa, destacou que a assistência técnica digital, embora não substitua o trabalho presencial no campo, é um complemento essencial para fortalecer a inclusão socioprodutiva e digital dos agricultores.

“Essa plataforma é uma ponte entre as instituições de pesquisa e os agricultores, ajudando a Embrapa a responder aos desafios da agricultura familiar, promovendo segurança alimentar e práticas sustentáveis”, afirmou Pillon.

A plataforma surge em um momento em que o Brasil precisa revisar seus sistemas agroalimentares, especialmente diante das mudanças climáticas. Regilane Fernandes, representante do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), reforçou a importância do Hub Virtual para facilitar o acesso a pesquisas científicas contextualizadas.

“Nosso objetivo é oferecer serviços de assistência técnica e extensão mais eficientes e ágeis para os agricultores familiares”, disse Fuad Nogueira, representante da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Ceará (Ematerce)

Cícero Lucena, chefe-adjunto de Transferência de Tecnologia da Embrapa Caprinos e Ovinos, afirmou que o Hub Virtual contribui diretamente para a transformação digital da agricultura familiar, conectando produtores e técnicos a informações e tecnologias de forma prática. Ele também anunciou uma parceria com a Ematerce para a criação de um plano de trabalho integrado que ampliará a divulgação da plataforma e facilitará seu acesso para técnicos e agricultores.

A iniciativa da Embrapa visa, além de aumentar a produtividade e a eficiência no manejo de caprinos e ovinos, promover sistemas agrícolas mais resilientes e sustentáveis, contribuindo para a preservação dos biomas e o uso responsável dos recursos naturais.



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AgroNewsPolítica & AgroSafra

Wall St abre estável antes de ata do Fed


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(Reuters) – Os principais índices de Wall Street tinham estabilidade na abertura desta quarta-feira, com os investidores aguardando a ata da última reunião do Federal Reserve para obter mais pistas sobre a trajetória da taxa de juros.

O Dow Jones perdia 0,02% na abertura, para 42.070,32 pontos. O S&P 500 recuava 0,01%, a 5.751,8 pontos, enquanto o Nasdaq Composite tinha variação negativa de 0,02%, para 18.179,22 pontos.

(Reportagem de Lisa Mattackal em Bengaluru)

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AgroNewsPolítica & Agro

Chuvas beneficiam arroz no Sudeste Asiático, mas afetam óleo de palma


O relatório Weekly Weather and Crop Bulletin, divulgado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) na quarta-feira (16) traz uma análise detalhada das condições climáticas e seus impactos nas safras da Ásia. A influência do recuo da monção, sistemas de baixa pressão e chuvas tropicais estão moldando as atividades agrícolas em várias regiões do continente.

No sul da Ásia, amonção do sudoeste recuou em um ritmo mais lento que o esperado, resultando em chuvas leves, especialmente na metade sul da Índia. A precipitação variou de mais de 50 mm nos estados ao sul e ao longo da costa oeste a menos de 25 mm nas áreas do interior e no leste do país. No norte, onde a monção já recuou, o clima seco prevaleceu. A persistência das chuvas tem sido favorável para as safras kharif plantadas mais tarde, que estão em fase de amadurecimento. Além disso, a umidade acumulada é crucial para a safra rabi, cuja semeadura deve começar em novembro, conforme o USDA.

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No leste da Ásia, na China, Coreia do Sul e Japão, um conjunto de sistemas de baixa pressão trouxe instabilidade climática, com totais de chuva superando 25 mm em diversas áreas, chegando a 50 mm em algumas localidades. Essas precipitações aumentaram os níveis de umidade do solo e reforçaram os suprimentos de irrigação para o início da temporada de cultivo de inverno. No entanto, o clima úmido atrasou os trabalhos no campo. As temperaturas, que ficaram até 3°C acima da média, também influenciaram o avanço do clima congelante nas províncias mais ao norte da China.

De acordo com o relatório, no Sudeste Asiático, chuvas tropicais atingiram as Filipinas e o sul da Indochina, com algumas regiões registrando mais de 100 mm de precipitação. Enquanto essas chuvas beneficiaram o arroz plantado mais tarde, em alguns trechos, a umidade foi prematura para o arroz em fase de amadurecimento, impactando a colheita. Em outras áreas, como na porção norte da Indochina, o clima mais seco favoreceu o amadurecimento do arroz e o progresso das atividades de campo. Na Malásia e Indonésia, as fortes chuvas desaceleraram a colheita de óleo de palma, embora em Java, Indonésia, tenha havido pouca chuva, apesar do início antecipado da estação chuvosa em distritos ocidentais.





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Tempestade que acertaria São Paulo em cheio é deslocada para outros dois estados



Após alertas de tempo severo em regiões de São Paulo emitidos pela Defesa Civil, a situação meteorológica em todo o estado foi atualizada. Durante a noite de sexta-feira e a madrugada deste sábado (19), a chuva perdeu força, levando a tempestade a se locomover para Minas Gerais e Rio de Janeiro.

Contudo, o território paulista ainda deve sofrer com pancadas de chuva a qualquer momento do dia, mas com volumes moderados.

De acordo com a Defesa Civil do estado, recomenda-se atenção em áreas mais vulneráveis, em especial as que fazem divisa com Minas Gerais, onde há previsão de chuvas mais intensas. O sábado será marcado pela nebulosidade, o que não deixará as temperaturas subirem.

Nas últimas 12 horas, o maior índice de chuvas foi registrado no município de Itapirapuã Paulista, na região de Itapeva (divisa com o Paraná), com 32 mm. Assim, não foram registradas ocorrências graves provocadas por vento e chuva no Estado de São Paulo nas últimas horas.

Para evitar transtornos como os do dia 11 de outubro, quando uma tempestade e ventania atingiu a Região Metropolitana de São Paulo deixando centenas de milhares de imóveis sem energia elétrica por dias, o governo do estado montou um gabinete de crise, que continua montado no Palácio dos Bandeirantes. A iniciativa conta com um representante de cada empresa de energia elétrica que atua no estado.



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Você viu? Criança de 9 anos mata 23 animais em fazendinha no Paraná



Um menino de 9 anos invadiu uma fazendinha em Nova Fátima, no Paraná, e matou 23 animais no último domingo (13). Essa notícia, originalmente escrita por Henrique Almeida, ficou entre as mais lidas do Canal Rural nesta última semana.

O incidente ocorreu em um espaço próximo a uma clínica veterinária e foi registrado pelas câmeras de segurança do local.

Nas imagens, o garoto aparece pulando uma pequena cerca. Ele estava acompanhado por um cachorro e ficou cerca de 40 minutos no local. Entre as vítimas, 20 coelhos e três porquinhos-da-índia que foram arremessados contra a parede, esquartejados e mutilados.

Conforme relatos de uma das sócias da fazendinha, Brenda Almeida, a criança já havia causado maus-tratos a animais anteriormente. “Ele confessou o que fez, detalhou como matou os animais e não mostrou arrependimento”, relatou.

Criança não será responsabilizada

A Polícia Civil informou que, devido à idade do menino, ele não pode ser responsabilizado criminalmente, mas o caso foi encaminhado ao Conselho Tutelar para as devidas providências.

Conforme o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), apenas a partir dos 12 anos menores infratores podem sofrer medidas socioeducativas, caso cometam ato infracional, que não é um crime propriamente dito, mas uma ação análoga.

A ação causou comoção na cidade de Nova Fátima, que possui menos de 10 mil habitantes. Outro proprietário da fazendinha, Lúcio Barreto, lamentou o ocorrido, afirmando que o menino havia participado da inauguração do espaço no dia anterior e que, inicialmente, pensaram que ele havia voltado apenas para brincar com os animais.



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‘Estação de monta exige suplementação e manejo sanitário rigorosos’, alerta veterinário



O período das águas, que ocorre no Brasil entre outubro e março, marca uma fase crucial para os pecuaristas: o planejamento da estação de monta. Essa fase é estratégica para concentrar as atividades reprodutivas do rebanho em momentos que otimizam a produção, visando melhores resultados no manejo e na produtividade.

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Em entrevista ao programa Raio-X da Pecuária, o médico veterinário Octaviano Neto explicou como a estação de monta pode ser impactada por fatores climáticos, como a estiagem prolongada, e destacou a importância do planejamento e dos cuidados sanitários durante esse período. “Vacas com menor condição corporal, causadas por pastagens prejudicadas pela seca, têm menos capacidade reprodutiva. Isso afeta diretamente as taxas de prenhez e os resultados subsequentes”, afirmou.

Fatores que interferem na eficiência reprodutiva

Além das condições climáticas, o veterinário destacou que a nutrição é um dos principais fatores que influenciam na eficiência reprodutiva. Uma alimentação adequada, principalmente durante o período das águas, quando as pastagens melhoram, aumenta a fertilidade das vacas. A sanidade também é outro ponto essencial, já que doenças reprodutivas, verminoses e carrapatos, que tendem a aumentar com o retorno das chuvas, podem prejudicar os índices de prenhez.

Octaviano ressaltou ainda a importância do exame andrológico nos touros, que deve ser realizado entre 30 a 60 dias antes do início da estação de monta, para garantir que o macho esteja apto a fecundar as fêmeas e alcançar os resultados desejados.

Monitoramento e avaliação de resultados

O veterinário explicou que, para avaliar se a estação de monta foi bem-sucedida, é fundamental realizar o diagnóstico de gestação cerca de 35 a 40 dias após a exposição das fêmeas ao macho. A taxa de prenhez é um dos principais indicadores da eficiência do processo. Além disso, o pecuarista deve acompanhar a desmama dos bezerros e calcular a quantidade de quilos de bezerro desmamado por vaca exposta à reprodução, o que, segundo Neto, é a melhor métrica de sucesso na estação de monta.

O planejamento cuidadoso e a atenção aos fatores que impactam a eficiência reprodutiva são essenciais para garantir o sucesso da pecuária de corte, resultando em maior produtividade e rentabilidade para os pecuaristas.



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AgroNewsPolítica & Agro

Infecções urinárias em porcas: impacto e prevenção


A detecção precoce permite tratamentos mais eficazes




A detecção precoce permite tratamentos mais eficazes
A detecção precoce permite tratamentos mais eficazes – Foto: Pixabay

Problemas genito-urinários em fêmeas suínas são um desafio crescente nas granjas quando o manejo não é adequado. Segundo Andréa Silvestrim, gerente técnico comercial Latam da Trouw Nutrition, as infecções urinárias em porcas têm causado significativos problemas reprodutivos, especialmente com o aumento da prolificidade e do número de leitões nascidos vivos. Esses fatores, somados ao manejo inadequado, elevam as taxas de descarte, perdas reprodutivas e mortalidade, gerando custos adicionais de reposição e tratamentos.

Silvestrim alerta que infecções no trato genito-urinário podem levar a cistite severa, resultando em abortos e menor número de leitões nascidos. Uma das causas principais é o baixo consumo de água e sua baixa qualidade. Conforme a Embrapa, porcas devem consumir água de boa qualidade com temperatura abaixo de 20°C, variando entre 18 e 20 litros diários na gestação e até 42 litros no pico de lactação. No entanto, visitas a propriedades revelaram que porcas em lactação consumiam apenas 15 a 18 litros, volume insuficiente para fêmeas com 15 leitões, contribuindo para o problema.

Para identificar e monitorar infecções, Silvestrim recomenda a urinálise, avaliando visualmente a urina e enviando amostras para análise laboratorial quando necessário. A detecção precoce permite tratamentos mais eficazes, reduzindo o uso de antibióticos. A Trouw Nutrition também sugere o uso de ácido orgânico Selko® AlpHa na água para estimular o consumo e prevenir infecções. Além disso, a associação de ácidos orgânicos na ração ajuda a modular a microbiota, melhorando a saúde geral das fêmeas.

Silvestrim reforça a importância de cuidados como garantir ambientes limpos, secos e uma nutrição adequada para as porcas. A análise da água e o monitoramento contínuo são essenciais para prevenir problemas e assegurar a saúde e produtividade do plantel, minimizando perdas e melhorando o bem-estar animal.
 





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saiba as diferenças de cores e sabores da hortaliça



A Embrapa Hortaliças lançou o folder Hortaliça não é só salada – Batata-doce: escolha a sua cor, trazendo questões e abordagens sobre as diferentes colorações de polpa, além das cores branca e creme, mais conhecidas

A publicação faz parte do projeto “Incremento tecnológico e ações de comunicação para o fortalecimento da cadeia produtiva de batata-doce no Distrito Federal”, do Fundo de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF).

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Produzido pelas pesquisadoras Milza Lana, Larissa Vendrame e Lucimeire Pilon, a linha seguida pelas autoras tem como ponto de partida a diversidade de cores, explicada pelos diversos pigmentos naturalmente presentes na planta: a polpa pode ser branca, creme, laranja ou roxa e até mesmo apresentar uma combinação dessas cores, por exemplo, polpas laranja ou branca com manchas roxas.

Nessa paleta de cores, a branca reflete a maior presença do amido, encontrado em todas as variedades, independentemente da cor da polpa; a laranja expõe a presença de carotenoides, pouco expressivos nas de polpa creme; e a cor roxa pela presença de antocianinas, compostos bioativos que também dão o tom da berinjela, amora e açaí, por exemplo.

Já com relação ao preparo dos pratos, levando em consideração o diferencial das cores, todas podem ser consumidas assadas, cozidas ou fritas, ou usadas como ingredientes em receitas. Conforme as autoras, independentemente da cor da polpa, além do amido, todas as variedades são ricas em fibras e fornecem quantidades variáveis de sais minerais, de vitaminas e de compostos bioativos, a depender da sua composição química.

O texto também destaca que consumir somente a batata-doce de polpa laranja porque ela tem mais provitamina A do que as demais, por exemplo, é abrir mão de outros nutrientes e compostos bioativos importantes para a saúde e que estão presentes em maior quantidade nas demais batatas-doces.

Batata-doce: cores e sabores

A publicação também traz informações relevantes sobre as características envolvendo a relação cor e sabor de diferentes cultivares de batata-doce. Assim, algumas cultivares trazem características que influenciam o sabor, o que resulta em variedades mais ou menos doces; com polpa mais enxuta ou mais “aguada”; mais ou menos fibrosa; mais macia ou mais firme depois de cozidas.

A diversidade apontada pelas autoras envolve variedades com polpas de cores diferentes quando comparadas com as da mesma cor. A batata-doce Coquinho de polpa branca, por exemplo, tem o sabor mais doce do que a batata-doce Canadense de polpa creme.

Já as variedades Beauregard, desenvolvida nos EUA, e CIP BRS Nuti, desenvolvida no Brasil, ambas de polpa laranja, diferem quanto à textura, tendo a Nuti a polpa mais enxuta enquanto a Beauregard apresenta a polpa mais aguada.

Para a pesquisadora Milza Lana, idealizadora do programa Hortaliça não é só Salada, o objetivo do folder é informar o público geral sobre a disponibilidade de batata-doce com polpa de diferentes cores; o fato de essas cores serem devidas a presença de pigmentos naturais, próprios da batata-doce; e a possibilidade de utilizar a batata-doce em diferentes tipos de preparo.



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AgroNewsPolítica & Agro

Temporais e granizo podem afetar o trigo na Região Sul


Preços do trigo estabilizam no Brasil





Foto: Canva

A colheita de trigo continua a pressionar os preços do cereal no Brasil. Apesar dessa pressão, houve certa estabilização nos valores ao longo da semana, com as cotações variando entre R$ 67,00 e R$ 68,00 por saca no Rio Grande do Sul e atingindo R$ 77,00 por saca no Paraná, conforme aponta a análise semanal da Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (Ceema).

Segundo a análise, no Paraná, a colheita do trigo já alcança 79% da área semeada, embora 17% das áreas restantes ainda estejam em condições consideradas ruins. No Rio Grande do Sul, até 10 de outubro, cerca de 2% da área havia sido colhida, um índice abaixo da média histórica de 8% para o período. Mesmo com o atraso, o estado ainda espera colher cerca de 4 milhões de toneladas. No entanto, o clima chuvoso, com temporais e granizo em outubro, pode reduzir esse volume, além de comprometer a qualidade de parte das lavouras.

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De acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a estimativa oficial para a safra de trigo no Rio Grande do Sul é de 8,26 milhões de toneladas. No entanto, cálculos de analistas privados, considerando perdas já consolidadas no Paraná e em outros estados produtores, sugerem que o volume final pode ficar próximo de 7,5 milhões de toneladas. Esses números não levam em conta a quebra na qualidade do grão que ainda será colhido, conforme a análise do Ceema.





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