Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado do Brasil e do mundo, com a análise de economistas.
No morning call de hoje, o economista do PicPay, Igor Cadilhac, traz um resumo do amargo mês de outubro para os mercados locais, com o dólar fechando a R$ 5,78, refletindo as incertezas fiscais no Brasil e a ausência de um pacote de cortes. Nos EUA, a queda das bolsas e o avanço dos Treasuries marcam o cenário. Para hoje, foco nos dados da indústria no Brasil e no relatório de empregos americano.
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Embora a demanda seja monitorada, a oferta é o fator que pode trazer movimentações significativas – Foto: Pixabay
Conforme informações da StoneX, as cotações da soja em Chicago encerraram a última semana com ganhos, com o contrato para novembro fechando a sexta-feira, dia 25, a 987,75 cents por bushel, registrando uma alta de 1,8%. Esse avanço foi impulsionado pela proximidade do vencimento do contrato de novembro e pelas negociações do spread SXSF. O mercado segue atento à colheita nos Estados Unidos e ao avanço do plantio no Brasil, agora favorecido pelo retorno das chuvas, o que limita as altas de preços por não haver novas informações relevantes nos fundamentos.
Embora a demanda seja monitorada, a oferta é o fator que pode trazer movimentações significativas, pois variações climáticas afetam diretamente a produção. Recentes preocupações com o clima seco no Brasil geraram um movimento de cobertura de posições vendidas por fundos especulativos, elevando os preços temporariamente. No entanto, esse efeito já se dissipou, e os agentes voltaram a adotar uma postura de baixa, dado o cenário atual.
No mercado de milho, os futuros valorizaram 2,6%, encerrando a semana a US¢415,25 por bushel, influenciados por fortes exportações dos EUA, com destaque para as compras do México. A produção de etanol americana também se manteve firme, conforme dados da EIA, contribuindo para o suporte dos preços. Há previsão de chuvas para estados produtores a partir do dia 30 de novembro, o que pode reduzir o ritmo acelerado da colheita e é um ponto de atenção.
Na B3, os preços de milho para o vencimento de novembro/24 também tiveram alta, fechando a semana a R$72,55 por saca. Embora o mercado interno não traga grandes novidades, as commodities brasileiras têm ganhado suporte com a valorização do dólar, que subiu 4,8% na semana passada. Essa alta no câmbio tende a melhorar a competitividade dos produtos brasileiros no mercado externo, trazendo um suporte adicional aos preços domésticos.
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Foto: Pixabay
Segundo o Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (31) pela Emater/RS, no Rio Grande do Sul, o cultivo de feijão 1ª safra apresenta bom desenvolvimento graças às condições climáticas favoráveis. A combinação de solo com níveis adequados de umidade e alta incidência de radiação solar tem impulsionado a semeadura e o desenvolvimento das lavouras, favorecendo a formação de ramos laterais e o fechamento de entrelinhas, o que indica um alto potencial produtivo para a safra 2024/2025.
Para a atual safra, a Emater/RS-Ascar projeta o cultivo de 28.896 hectares, com produtividade média estimada de 1.864 kg/ha. Na região de Ijuí, cerca de 87% das lavouras estão em fase de desenvolvimento vegetativo, enquanto 10% estão em florescimento e 3% em enchimento de grãos. A área plantada até o momento superou as expectativas e está sendo avaliada pelos técnicos da Emater. Na região de Pelotas, a semeadura atingiu 40% do total, e na de Santa Maria, 93% das áreas foram plantadas, com parte das lavouras em fase de maturação e algumas já colhidas.
De acordo com a Emater/RS, na região de Soledade, 95% da área de cultivo foi semeada, e 15% das lavouras já estão em fase de florescimento. A antracnose está sendo monitorada e controlada quando identificada, e as adubações nitrogenadas estão em andamento, aproveitando o clima favorável.
Apesar das boas condições de cultivo, o preço do feijão registrou queda de 7,76% em relação à semana anterior, com a saca de 60 kg passando de R$ 332,00 para R$ 306,25, segundo o levantamento da Emater/RS-Ascar.
Esta sexta-feira marca o início do 11º mês do ano e, em algumas regiões brasileiras, o dia será marcado por tempo severo, com chances de temporais, raios e trovões. Veja como o clima dará às boas-vindas a novembro:
Sul
Novembro começa com um pouco mais de umidade no litoral de Santa Catarina e no leste e litoral do Paraná, com pancadas mais irregulares em Curitiba. Já a maior parte do Rio Grande do Sul segue sem previsão de chuva. Contudo, é possível que ocorram pancadas mais isoladas no oeste e na Serra do território gaúcho devido à circulação de ventos. A capital, Porto Alegre, segue com tempo firme e calor à tarde.
Sudeste
Muita chuva, especialmente no Espírito Santo e em Minas Gerais. Assim, muitas nuvens ocasionam condição de temporais nas duas capitais, Belo Horizonte e Vitória. Já no centro-leste de São Paulo e no Rio de Janeiro, o sol aparece entre nuvens e pode chover em forma de pancadas moderadas a forte com raios e ventos fortes. O interior paulista continua com risco para temporais isolados.
Centro-Oeste
A umidade continua alta no Centro-Oeste com risco de temporais no norte de Mato Grosso do Sul, em Goiás, no Distrito Federal e no estado de Mato Grosso. A chuva pode acontecer a qualquer momento com força e com risco de rajadas de ventos fortes. Muita variação de nuvens e pancadas mais irregulares no centro-sul e sudoeste de Mato Grosso do Sul.
Nordeste
A chuva aumenta no oeste e sul da Bahia, podendo acontecer em forma de pancadas mais irregulares com moderada até forte intensidade. Muitas nuvens de manhã, mas tempo firme no centro-leste do Piauí, no centro-norte do Maranhão e no Ceará. Ar seco no interior cearense, na Paraíba, em Pernambuco e nordeste baiano. Chove à tarde no sul do manhense e piauiense.
Norte
Predomínio de muitas nuvens e pancadas fortes de chuva no Acre, em Rondônia, no sul do Amazonas, do Pará e do Tocantins. Nessas áreas, chove a qualquer momento do dia com risco de temporais. Há condições de pancadas mais irregulares em Manaus. Por outro lado, em Boa Vista, Belém e Macapá, tempo firme.
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De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (31) pela Emater/RS, O cultivo de tabaco avança com boas condições climáticas no Rio Grande do Sul, impulsionando a produção em diversas regiões do estado. Na região de Pelotas, os transplantes de mudas para as lavouras definitivas estão em andamento, com 92% da área da safra de verão já coberta. Chuvas recentes no estado causaram erosão e exigiram a readubação de alguns cultivos, aumentando os custos de produção.
Segundo a Emater, em Santa Rosa, as plantações mostram bom desenvolvimento, com foco no controle de invasoras e pragas. No município de São Paulo das Missões, a cultura segue em boas condições, com expectativa de produtividade elevada, atingindo cerca de 2.300 kg/ha após secagem. Em Soledade, a colheita do terço inferior das folhas já iniciou e segue com boa qualidade. Já em Frederico Westphalen, o plantio foi encerrado, e as atividades de controle de pragas e desponte do tabaco prosseguem, com previsão de uma boa safra.
Apesar do progresso nas lavouras, a instabilidade climática causou alguns problemas. Fortes ventos e granizo, por exemplo, afetaram pequenas áreas em São Francisco de Assis e Jaguari, com tombamento de plantas. Em Santa Maria, o prognóstico de produtividade é promissor, mas o excesso de umidade trouxe incidências de podridão olho-de-boi em lavouras situadas em áreas mais baixas, comprometendo a qualidade das folhas. Além disso, a indefinição das normas de comercialização preocupa produtores, que enfrentam uma conjuntura de aumento de custos, conforme os dados do Informativo Conjuntural.
Segundo a Unión de Pequeños Agricultores y Ganaderos de Andalucía (UPA Andalucía), a recente depressão isolada em altos níveis (DANA) causou estragos significativos na agricultura da Espanha, especialmente em Andaluzia. Esse fenômeno resultou em danos consideráveis nos cultivos e nas infraestruturas rurais, como estradas e sistemas de irrigação. As províncias mais afetadas foram Almería, Málaga, Granada e Cádiz. Enquanto algumas áreas, como os olivares de Jaén e Córdoba, receberam importantes volumes de água, a região oriental de Almería enfrenta uma seca extrema, sem chuvas registradas.
Na parte ocidental da Andaluzia, as chuvas intensas geraram grandes prejuízos. Em Jerez de la Frontera, na província de Cádiz, foram registrados até 120 litros de água em 12 horas, resultando em inundações em diversas propriedades. Em Málaga, muitos cultivos e infraestruturas agrárias sofreram danos significativos, principalmente no Vale do Guadalhorce, Antequera e Axarquía. O cultivo mais afetado foi o de cítricos, o que complicou a colheita da azeitona que havia começado recentemente. Por outro lado, regiões como a Sierra Norte de Sevilha e partes de Córdoba, Jaén, Huelva e Granada tiveram chuvas benéficas.
A situação em Almería é alarmante. A tempestade de granizo, acompanhada de chuvas intensas e ventos fortes, causou danos devastadores, especialmente em estufas e cultivos. A avaliação inicial indica que os agricultores sofreram perdas superiores a 30 milhões de euros, principalmente em El Ejido, onde o granizo, com até 8 centímetros de diâmetro, destruiu completamente os plásticos das estufas. Isso resultou na perda de 11.300 hectares de cultivos, incluindo tomates, pimentões, abobrinhas e pepinos.
As enchentes repentinas severas resultaram na morte de pelo menos 158 pessoas, com equipes de emergência ainda em busca de dezenas de desaparecidos. Várias localidades no sul e leste da Espanha foram atingidas por até 300 mm de chuva em poucas horas na terça-feira (30), a pior precipitação em Valência em 28 anos, segundo a AEMET.
Com um produto interno bruto de US$ 3,8 trilhões, a Associação das Nações do Sudeste Asiático (Asean) cresce, há décadas, como nenhuma outra região do mundo. O grupo compra mais produtos do Brasil do que o próprio Mercosul.
E é lá que estão concentrados, esta semana, representantes do governo brasileiro e adidos agrícolas, em uma série de reuniões realizadas pela Apex Brasil.
A região conta com 682 milhões de habitantes, o que já correspondem à metade da população da China. Por isso, desperta a atenção de diferentes países produtores, como o Brasil, que está de olho nesse bloco.
A Asean se transformou no terceiro principal destino das exportações brasileiras, sendo, por sua vez, o sexto maior fornecedor. No último ano, os embarques para o sudeste asiático ultrapassaram a marca dos 24 bilhões de dólares. Esse ano, as vendas entre os meses de janeiro a setembro aumentaram em 8,8% em relação ao mesmo período do ano passado.
Exportações ao Sudeste Asiático
O gerente de Inteligência de Mercado da Apex Brasil Igor Celeste detalha os campos de expansão da parceria do país com o bloco. “Tem oportunidades para ingredientes alimentícios, por exemplo, também para frutas brasileiras, que são produtos altamente intensivos em mão de obra e que geram muito emprego no Brasil”
De acordo com ele, foram identificados uma série de segmentos nacionais que podem se beneficiar com a intensificação das exportações. “O segmento de saúde, até mesmo para a saúde animal, que também compõe o agro, a alimentação para animais, couro, ou seja, processos manufaturados e que podem se inserir aqui no mercado [asiático]. Temos visto, por exemplo, demanda para máquinas e equipamentos, inclusive no segmento agrícola, então a gente sabe que as potencialidades vão muito além do que a gente vende hoje”.
Conquistas e barreiras
Outro trabalho dos adidos agrícolas e dos 128 escritórios dos setores de promoção comercial espalhados pelo mundo é o de mapear e contornar possíveis barreiras comerciais aos produtos brasileiros. De acordo com o Ministério das Relações Exteriores (MRE), as conquistas importantes mais recentes na região envolvem:
Estabelecimento do sistema de pre-listing nas Filipinas e Cingapura (quando o importador aceita as definições de habilitações do país exportador)
Abertura de mercado carne de aves e seus produtos para o Butão
Abertura de Dry Distillers Grains (DDG) de milho para o Vietnã
Abertura de mercado de bovinos vivos para a Indonésia
Abertura de gelatina bovina para a Malásia
Por outro lado, existem barreiras importantes a serem contornadas na região:
O mercado físico do boi gordo continua apresentando alta em seus preços. Segundo o analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias, o ambiente de negócios ainda sugere pela continuidade deste movimento no curto prazo, ainda que de forma mais comedida.
“As escalas de abate permanecem na pior posição da atual temporada, entre quatro e seis dias úteis, de acordo com o estado. Da mesma maneira, as exportações seguem agressivas, enxugando o mercado doméstico e aumentando a propensão a reajustes ao longo da cadeia produtiva”, diz.
Preços da arroba do boi
São Paulo: R$ 320,33
Goiás: R$ 314,64
Minas Gerais: R$ 318,53
Mato Grosso do Sul: R$ 317,73
Mato Grosso: R$ 307,77
Mercado atacadista
Foto: Wenderson Araujo/CNA
O mercado atacadista se depara com preços firmes. O viés ainda é de alta dos preços no curto prazo, em linha com a entrada dos salários na economia durante a primeira quinzena de do mês, período pautado por maior apelo ao consumo.
“Por questões que envolvem o poder de compra da população em um momento de agressiva alta dos preços da carne bovina o mais provável é que haja um amplo processo de migração para proteínas mais acessíveis, a começar pela carne de frango”, assinalou Iglesias.
O quarto traseiro ainda é precificado a R$ 23,40 por quilo. Já o quarto dianteiro segue cotado a R$ 18,25 por quilo. A ponta de agulha, por outro lado, segue no patamar de R$ 17,50, por quilo.
Câmbio
O dólar comercial encerrou em alta de 0,03%, sendo negociado a R$ 5,7640 para venda e a R$ 5,7620 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,7545 e a máxima de R$ 5,7926.
A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) sugere a realização de testes de desempenho para mistura de etanol na gasolina para até 37%.
A lei do combustível do futuro permite a elevação do teor máximo de etanol anidro na gasolina tipo C dos atuais 27,5% para 35% (E35) e do percentual mínimo obrigatório de 22% para 27%.
Testes de desempenho
De acordo com Medeiros, a proposta da ANP é pela realização de testes de desempenho aos moldes feitos pela agência em 2014, na época para regulamentar o percentual máximo a 27,5%. Os testes de desempenho incluem avaliação da gasolina com maior teor de etanol na gasolina em motores seguindo os critérios de dirigibilidade, partida a frio e retomada de velocidade.
“A sugestão é seguirmos testes em modelos de rampa para mistura de 27%, 30%, 35% e 37%, porque, na prática, a especificação prevista na lei vai de uma faixa de E34a E36 e, em virtude do que pode ocorrer é recomendável avançar nos testes para E37 para a garantia das medidas”, observou o representante da ANP.
A ANP sugeriu que os testes de viabilidade técnica considerem também o perfil de gasolina e questões de armazenamento pós mistura do etanol à gasolina, além de monitoramento dos parâmetros.
O aumento do teor de etanol na gasolina, previsto na lei 14.993/2024, é condicionado à regulamentação técnica da mistura, à aferição de viabilidade técnica e à definição da mota pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE).
Em setembro, houve alta de 0,95% em relação a igual mês de 2023
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Foto: Pixabay
O consumo dos brasileiros nos supermercados acumula alta de 2,52% nos nove primeiros meses de 2024 em comparação a igual período do ano passado. Os dados, divulgados nesta quinta-feira (31), são da Associação Brasileira de Supermercados (Abras).
Em setembro de 2024, o consumo teve elevação de 0,95% em relação ao mesmo mês do ano passado. Já em comparação a agosto de 2024, o consumo teve queda de 1,3%, influenciado pelo “efeito calendário”: agosto teve um dia a mais de final de semana e o Dia dos Pais, o que eleva o consumo.
De acordo com a Abras, em setembro, o consumo foi impulsionado pelos repasses do governo federal para o programa Bolsa Família (montante de R$ 14,14 bilhões para 20,71 milhões de beneficiários); a restituição do Imposto de Renda para Pessoa Física (R$ 1,03 bilhão para mais de 511 mil de contribuintes); e a liberação de R$ 2,7 bilhões de Requisições de Pequeno Valor (RPVs) para aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
Segundo a Abras, nos próximos meses, devem impulsionar o consumo o pagamento do décimo terceiro salário dos trabalhadores formais; os lotes residuais de restituição do Imposto de Renda; parcelas mensais do calendário do Bolsa Família e bimensais do Auxílio-Gás; e o resgate do montante de R$ 228,6 milhões em abono salarial referente ao PIS /Pasep para mais de 247 mil trabalhadores que ainda não sacaram o benefício.