terça-feira, agosto 11, 2026

Autor: Redação

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Agricultura familiar: governo assina lei que traz R$ 500 mi para financiamentos



O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou, nesta quarta-feira (27), a lei que autoriza o governo a aumentar a participação em até R$ 500 milhões no Fundo Garantidor de Operações (FGO) no âmbito do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf).

O objetivo da lei 2.750/2024 é reforçar as garantias de acesso de financiamento para os agricultores. Uma cerimônia no Palácio do Planalto celebrou a nova legislação que pode beneficiar trabalhadores do campo em todo o país.

Alimentação saudável

Na assinatura da lei, o ministro Paulo Teixeira, do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, enfatizou que o investimento será importante também para incentivar a alimentação saudável ao beneficiar a agricultura ecológica e orgânica por linha de crédito do Pronaf.

Teixeira citou que houve aumento do financiamento para a produção de itens como feijão (176%), cebola (56%), batata (24%), laranja (28%) e o açaí (226%).

Pronaf

O governo defende que agricultura familiar é uma prioridade de investimento. No Plano Safra da Agricultura Familiar 2023/2024, foram destinados R$ 71,6 bilhões ao Pronaf, que foi 34% superior ao ano anterior e o maior da série histórica, conforme foi divulgado em julho.

Na safra 2022/2023, ainda segundo o governo, foram realizados 1,4 milhão de contratos de crédito pelo Pronaf. A quantidade foi maior na safra entre julho 2023 e junho de 2024, com 1,6 milhão de operações (aumento de 16,2%).

Também houve ampliação nos valores contratados por agricultores e produtores rurais familiares. Em 2022/2023, foram R$ 53,2 bilhões. Já em 2023/2024, o montante contratado por meio do Pronaf foi de R$ 59,6 bilhões, 12,1% a mais.

Criado em 1996, o Pronaf tem a finalidade promover o desenvolvimento sustentável do meio rural com ações para implementar o aumento da capacidade produtiva, e a geração de empregos e renda.



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mercado aguarda números da safra brasileira


De acordo com a União Nacional da Bioenergia (Udop), os contratos futuros do açúcar encerraram a terça-feira (26) em alta, impulsionados pela expectativa em torno do balanço de safra da União da Indústria de Cana-de-açúcar e Bioenergia (Unica). O relatório abordará os números da primeira quinzena de novembro no centro-sul do Brasil, maior região produtora de cana do país.

Segundo estimativa da consultoria Datagro, a produção de açúcar no centro-sul deverá alcançar entre 42 e 43,2 milhões de toneladas na safra 2025/26, superando as 39,3 milhões registradas em 2024/25. A moagem de cana também deve crescer, variando de 590 a 620 milhões de toneladas, frente aos 602 milhões previstos para a safra atual, segundo o divulgado pela Udop.

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Na Bolsa de Nova York (ICE Futures), o contrato de açúcar bruto para março/25 subiu 42 pontos, fechando a 21,57 centavos de dólar por libra-peso. O contrato para maio/25 avançou 39 pontos, encerrando a 20,27 cts/lb. Outros contratos registraram altas entre 6 e 35 pontos, com exceção de outubro/26, que recuou 1 ponto.

Em Londres, na ICE Futures Europe, o açúcar branco também teve alta generalizada. O contrato março/25 foi comercializado a US$ 555,20 por tonelada, uma valorização de US$ 9,60 em relação à véspera. Contratos para maio/25 subiram US$ 9,30, chegando a US$ 552,40 por tonelada.

No mercado doméstico, o Indicador Cepea/Esalq, da USP, apontou valorização no açúcar cristal, com a saca de 50 quilos negociada a R$ 166,57, alta de 0,10% em relação à segunda-feira.

Já o etanol hidratado registrou a segunda queda consecutiva. O Indicador Diário Paulínia mostrou o biocombustível negociado a R$ 2.718,50/m³, uma desvalorização de 0,66% em relação aos R$ 2.736,50/m³ praticados na véspera, conforme divulgou a Udop.





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CNA diz que projeto de lei traz segurança jurídica a produtores



A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) avaliou que o projeto de lei sobre a regulação dos bioinsumos (PL 658/2021) vai eliminar a insegurança jurídica sobre o tema, especialmente no que se refere a produção para uso próprio.

O texto sobre o tema foi aprovado nesta quarta (27), pela Câmara dos Deputados e seguirá para análise no Senado. A matéria dispõe sobre classificação, comercialização e uso de bioinsumos, inclusive para uso próprio. O objetivo é ampliar segurança jurídica e fomento ao desenvolvimento de um segmento já em crescimento exponencial no Brasil e no mundo.

Segundo o diretor técnico adjunto da CNA, Maciel Silva, o texto aprovado garante a legalidade dos produtores na produção própria e permite a produção coletiva em associações e cooperativas e mesmo o transporte entre propriedades de mesma titularidade.

“O texto é claro em relação à forma de obtenção de inóculo para a multiplicação. Seja pronto pra uso, toda multiplicação na propriedade ou na aquisição de inóculo registrado para essa finalidade e posterior multiplicação. O texto aprovado na Câmara e trabalhado pela FPA atende todos os pontos críticos. Será um divisor de águas nesse segmento”, disse.



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como a qualidade dos fertilizantes influencia a safra


Segundo o Dr. Paulo Pavinato, docente e pesquisador do departamento de Ciência do Solo, na área de adubos e adubação da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz – ESALQ/USP, e um dos principais especialistas no tema Fósforo na Agricultura Brasileira, o crescimento populacional global traz desafios para atender à crescente demanda por alimentos, fibras e bioenergia. O Brasil, como um dos líderes mundiais na produção de alimentos, enfrenta a missão de equilibrar sustentabilidade e produtividade em um cenário marcado por solos de baixa fertilidade natural. Nesse contexto, o Fósforo (P) emerge como um nutriente crucial, mas também limitado devido às características geológicas dos solos tropicais.

A importância do fósforo para a produtividade

Os solos brasileiros, em especial na região do Cerrado, apresentam baixos teores de fósforo total e praticamente não dispõem do nutriente em formas acessíveis para as plantas. Segundo Pavinato et al. (2020), esses solos demandam aplicações intensivas de fertilizantes fosfatados para viabilizar altos níveis de produtividade e construir a fertilidade ao longo do tempo.

Os fertilizantes acidulados, como fosfato monoamônico (MAP), fosfato diamônico (DAP), superfosfato simples (SFS) e superfosfato triplo (SFT), constituem a principal fonte de fósforo utilizada na agricultura mundial. A qualidade desses produtos é frequentemente avaliada por extratores químicos que medem a solubilidade do P em água (P-água) e em citrato neutro de amônio (P-CNA+H2O). Enquanto o P-água reflete a fração prontamente disponível, o P-CNA+H2O inclui formas de liberação gradativa, influenciadas pela interação com as raízes das plantas.

Impactos da solubilidade e impurezas nos fertilizantes

Estudos apontam que a presença de impurezas, como óxidos de ferro e alumínio, nas rochas fosfáticas reduz a solubilidade em água dos fertilizantes acidulados, afetando diretamente sua eficiência agronômica. Em pesquisa conduzida por Prochnow, Kiehl e Raij (1998), foi observado que fertilizantes com menor proporção de P-água apresentaram menor absorção inicial pelas plantas, mesmo quando aplicados na mesma dosagem.

Um estudo mais recente na cultura da soja em Itiquira-MT (Silva, 2023) revelou que fertilizantes com índice de solubilidade em água (Fi) abaixo de 60% apresentaram eficiência agronômica 38% inferior em relação aos produtos com maior solubilidade. Esses dados reforçam a importância de considerar a composição química e as impurezas dos fertilizantes na escolha do insumo adequado.

Recomendações para a agricultura tropical

No Brasil, a legislação exige que os fertilizantes acidulados garantam teores de P2O5 baseados no extrator P-CNA+H2O, mas também destaca a necessidade de avaliar o índice de solubilidade em água. Fertilizantes com Fi inferior a 60% podem comprometer a disponibilidade de fósforo no curto prazo, reduzindo a produtividade das culturas.

Para o pesquisador Dr. Paulo Pavinato, da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (ESALQ/USP), entender a solubilidade e as impurezas presentes nos fertilizantes é essencial para maximizar a resposta agronômica. “A escolha adequada do fertilizante pode significar a diferença entre uma safra bem-sucedida e perdas significativas”, afirma.





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Senado vai convidar CEO do Carrefour francês e embaixador para audiência



A Comissão de Relações Exteriores do Senado vai convidar o CEO do Carrefour na França, Alexandre Bompard, o diretor presidente do Grupo Carrefour Brasil, Stéphane Maquaire, e o embaixador da França, Emmanuel Lenain, para explicações sobre o posicionamento da França quanto ao acordo entre União Europeia (UE) e Mercosul e as declarações recentes do CEO do Carrefour. Os requerimentos, de autoria dos senadores Wellington Fagundes (PL-MT) e Tereza Cristina (PP-MS), foram aprovados na sessão desta quarta-feira (27). Ainda não há data marcada para a audiência.

Os convites integram a ofensiva do Congresso contra o veto do Carrefour na França às carnes do Mercosul, incluindo a brasileira. O movimento é uma reação à declaração do CEO global do Carrefour, Alexandre Bompard, que há uma semana comunicou em suas redes que a varejista se comprometeria a não comercializar carnes provenientes do Mercosul na França, independentemente dos “preços e quantidades de carne que esses países possam oferecer”, sugerindo ainda que os produtos não atendiam as qualificações do mercado francês.

O governo brasileiro repudiou as falas, com várias declarações contrárias do Ministério da Agricultura e do Itamaraty, e pediu uma retratação pública de Bompard, o que na última terça (26) ontem com o envio de uma carta do executivo francês ao ministro da Agricultura, Carlos Fávaro. Alguns parlamentares, sobretudo da bancada do agronegócio, classificaram a carta de Bompard como fraca e ainda cobram explicações do grupo francês.

A ex-ministra da Agricultura e senadora Tereza Cristina (PP-MS) defendeu que é preciso ouvir o posicionamento da França sobre as declarações que colocam em xeque a qualidade da carne brasileira e o seu atendimento a padrões internacionais para que ele esclareça o posicionamento da República da França.

“Isso é inverdade, porque o Brasil exporta para mais de 160 países no mundo e é signatário de diversos protocolos sanitários. Se a França não quer entrar no acordo entre Mercosul e União Europeia (UE), o Brasil não tem nada com isso. É um problema dos franceses, agora não admitiremos colocar uma imagem falsa sobre produtos brasileiros”, afirmou Tereza Cristina.

Para a senadora, o pedido de desculpas de Bompard foi “pífio” e a crise escalou nos últimos dias com outros supermercadistas franceses aderindo às declarações do CEO da Tereos. “Não podemos admitir essa falta de respeito com o Brasil e com os produtos brasileiros. A medida foi contra o Mercosul, mas o foco é o Brasil, a ponto de ontem ter tido uma reunião no Parlamento francês na qual deputados falaram que os produtos brasileiros são lixo e que os franceses não podem colocar lixo no seu prato. Isso precisa de uma retratação”, afirmou a senadora na audiência.



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Câmara aprova projeto que regulamenta produção de bioinsumos agrícolas



A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (27) projeto de lei que regulamenta a produção, o uso e a comercialização dos bioinsumos na agropecuária, na produção de peixes ou no plantio de florestas. A proposta será enviada ao Senado.

De autoria do deputado Zé Vitor (PL-MG), o projeto de lei 658/21 foi aprovado com texto do relator, deputado Sergio Souza (MDB-PR), que prevê a dispensa de registro para a produção própria, contanto que não seja comercializada. É instituída ainda uma taxa para financiar o trabalho de registro e fiscalização por parte da Secretaria de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura.

Os bioinsumos são produtos ou processos agroindustriais desenvolvidos a partir de enzimas, extratos (de plantas ou de microrganismos), microrganismos, macrorganismos (invertebrados) e outros componentes para o controle biológico de insetos, bactérias e fungos, por exemplo. Esses insumos são também voltados à nutrição, à promoção do crescimento de plantas e à substituição de antibióticos.

O relator, deputado Sergio Souza, afirmou que o Brasil encontra-se em posição privilegiada para consolidar sua soberania agrícola por meio da ampliação do uso de bioinsumos produzidos localmente. “Há um enorme potencial de inovações que podem ser geradas para o controle biológico de pragas e doenças, melhoria da fertilidade dos solos e nutrição de plantas”, disse.

Segundo Souza, os bioinsumos podem mitigar significativamente a dependência externa de insumos químicos. Ele lembrou que, atualmente, 87% dos fertilizantes e 80% dos agrotóxicos usados no Brasil são importados. “É uma questão estratégica para o setor agrícola brasileiro.”

Para o autor do projeto, deputado Zé Vitor, o Brasil está na vanguarda da legislação de bioinsumos. “É uma grande vantagem para o Brasil, que poderá comercializar e exportar tecnologia e garantir que o manejo dos produtores rurais seja incrementado”, afirmou.

Substituição por bioinsumos pode gerar economia

O uso de bioinsumos em substituição a agroquímicos nas plantações de milho, arroz, trigo, cana-de-açúcar e pastagens pode gerar economia de até 5,1 bilhões de dólares anuais e reduzir em 18,5 milhões de toneladas as emissões de CO₂ equivalente por ano, de acordo com o Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA), citado por Souza.

Segundo pesquisa realizada pela CropLife Brasil, associação de empresas da área, os bioinsumos são amplamente utilizados nas principais culturas brasileiras, com a soja liderando o uso (55%), seguida por milho (27%) e cana-de-açúcar (12%).

O coordenador da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), deputado Pedro Lupion (PP-PR), afirmou que a proposta é extremamente necessária. “O produtor rural brasileiro estava esperando por isso. O mundo inteiro está nessa era”, disse.

O coordenador da Frente Parlamentar Ambientalista, deputado Nilto Tatto (PT-SP), elogiou as mudanças no texto pelo tratamento diferenciado à agricultura familiar, ao cooperativismo e outras formas associativas. “Temos uma legislação que vai incentivar um caminho para a gente se livrar da química na agricultura, que faz tão mal para o meio ambiente e para a saúde”, disse.

Segundo o líder do governo, deputado José Guimarães (PT-CE), a substituição do uso de agrotóxicos por bioinsumos é uma questão central para a agropecuária brasileira. “É o início de uma virada no Brasil. Essa forma diferenciada também ajuda muito a agricultura familiar”, afirmou.

Regulamentação

As normas previstas no projeto serão aplicáveis a todos os sistemas de cultivo, incluindo o convencional, o orgânico e o de base agroecológica.

Segundo o texto, situações já existentes serão amparadas pela nova lei, como a autorização para produção de bioinsumo em unidades para consumo próprio, independentemente do volume, contanto que não haja comercialização.

A unidade de produção de bioinsumo não precisará de registro, mas estará sujeita a cadastro simplificado, dispensável a critério da secretaria federal de Defesa Agropecuária. De imediato, o texto já dispensa de cadastro a unidade de bioinsumos da agricultura familiar.

Essa produção própria poderá se dar inclusive por meio de associação de produtores ou cooperativas, produção integrada, consórcio rural, condomínio agrário ou formas similares.

O bioinsumo produzido para uso próprio também estará isento de registro, mas sua produção deverá seguir instruções de boas práticas a serem fixadas em regulamento.

Esse regulamento deverá prever ainda a necessidade ou não de acompanhamento de responsável técnico habilitado pela produção de bioinsumo para uso próprio.

Para todos os usuários, será proibida a importação de bioinsumos para uso próprio.

Agricultura familiar

O regulamento definirá tratamento diferenciado às unidades de produção de bioinsumo da agricultura familiar, de povos indígenas e de povos e comunidades tradicionais que utilizem comunidades de microrganismos, conhecimentos e práticas tradicionais, preservando suas metodologias.

Princípio ativo

Todo bioinsumo depende de um elemento de origem biológica (bactéria, fungo, pequenos animais), o qual não precisará ser cadastrado se for comprado de banco oficial ou privado que conserva e reproduz esses elementos conhecidos como inóculos.

A importação de inóculo de bioinsumo de uso próprio dependerá do registro. A produção própria deve ser identificada com dados sobre a data de fabricação, a quantidade produzida, a identificação e a origem do microrganismo.

Registro obrigatório

Quanto à produção de bioinsumo para comercialização, o PL 658/21 exige o registro das biofábricas, dos importadores, dos exportadores e dos comerciantes, assim como dos inóculos.

No entanto, ficará a critério da secretaria a exigência ou não de relatório técnico científico conclusivo atestando a viabilidade e a eficiência de seu uso, a ser emitido por órgão brasileiro de pesquisa legalmente constituído ou estações experimentais privadas credenciadas.

Caso o registro do bioinsumo seja solicitado pelo mesmo titular, não será exigido o registro prévio do inóculo usado para fabricá-lo.

Por outro lado, o inóculo precisa ser registrado para comercialização, seja como produto ou insumo para uso em unidade de produção própria de bioinsumo ou ainda para uso em instituição de pesquisa.

Se a unidade de produção para consumo próprio produzir o inóculo que utilizará, o registro será dispensado. Igual situação se aplica às unidades de pesquisa.

Para esses produtores de bioinsumo com finalidade comercial, o projeto permite extensão de prazo de validade original, troca de embalagens para substituição de rótulos ou mistura de lotes a vencer com lotes vencidos, conforme procedimento a ser estabelecido pela Secretaria de Defesa Agropecuária.

Na exportação, o registro do bioinsumo será substituído por comunicado prévio de produção para a exportação, com dados sobre o produto, a quantidade e o destino.

Incentivos

Para incentivar o setor, o texto elaborado por Sérgio Souza prevê que os poderes públicos (federal, estaduais e municipais) poderão usar mecanismos fiscais e tributários, com prioridade para microempresas, cooperativas agrícolas e agricultores familiares.

Por meio do Sistema Nacional de Crédito Rural (SNCR) poderão ser adotadas taxas de juros diferenciadas para produtores rurais e suas cooperativas que utilizarem bioinsumos nos sistemas de produção.

Certos tipos de bioinsumos diminuem o uso de fertilizantes, na maior parte importados.

Em relação às práticas corretas de uso, o texto prevê o apoio, por meio de agentes de Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater), inclusive com a descentralização de recursos, por meio de convênios, para fazer chegar o trabalho desses agentes junto a agricultores familiares, assentados da reforma agrária, povos indígenas e comunidades tradicionais.

Taxa

O PL 658/21 cria a a Taxa de Registro de Estabelecimento e Produto da Defesa Agropecuária (Trepda) para o serviço de avaliação dos pedidos de registro, cujo valor varia de R$ 350 a R$ 3,5 mil, corrigidas anualmente pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

O valor a pagar dependerá do porte do estabelecimento e será recolhido na seguinte proporção: 50% para o órgão federal de defesa agropecuária, 25% para o órgão federal de meio ambiente (Ibama) e 25% para o órgão federal de saúde.

Confira outros pontos do projeto:

  • os bioinsumos atualmente em uso e que não tenham regulamentação própria poderão continuar a ser usados até a publicação de norma específica;
  • registros realizados por normas estaduais serão convalidados até a data de sua validade;
  • bioinsumos considerados de baixa toxicidade ou ecotoxicidade serão dispensados de receituário agronômico.



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AgroNewsPolítica & Agro

Nova cultivar de amora-preta une sabor doce e lucro elevado para produtores


A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) lançou a BRS Terena, uma nova cultivar de amora-preta desenvolvida para atender ao mercado de consumo in natura. Com características como alta produtividade, sabor doce e baixa acidez, além de longa conservação pós-colheita, a novidade promete beneficiar tanto os agricultores quanto os consumidores.

A produção média da BRS Terena é de 1,2 kg por planta, podendo alcançar picos de 1,8 kg, com potencial de lucro líquido estimado em R$ 30 mil por hectare. Entre os diferenciais operacionais está a menor densidade de espinhos em comparação à cultivar Tupy, o que facilita o manejo e a colheita, conforme dados da Embrapa.

Segundo a Embrapa, o sabor doce-ácido é um dos atrativos principais da BRS Terena, que possui um teor de sólidos solúveis (Brix) de 10,3º, superior aos 8,9º da Tupy e aos 9,5º da BRS Cainguá. Além disso, testes em laboratório demonstraram que a nova cultivar mantém sua cor, firmeza e sabor durante 10 dias de armazenamento refrigerado, superando outras opções disponíveis no mercado.

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Indicada para as regiões Sul, Sudeste e partes do Nordeste do Brasil, a BRS Terena já mostrou alta produtividade em experimentos conduzidos pela pesquisadora Andrea de Rossi, da Embrapa Uva e Vinho, na região dos Campos de Cima da Serra (RS). As plantas atingiram produções médias de 1,8 kg, superando a cultivar Tupy em algumas condições.

A apresentação oficial da cultivar ocorrerá no Dia de Campo da Estação Experimental de Fruticultura de Clima Temperado, em Vacaria (RS), no próximo dia 27 de novembro. Após o evento, as mudas estarão disponíveis para compra em viveiros licenciados, como o Frutplan Mudas, em Pelotas (RS), e o Guatambu Viveiro de Mudas, em Ipuiúna (MG).

O nome BRS Terena homenageia os povos indígenas brasileiros, representando a tradição do programa de melhoramento genético da Embrapa. A cultivar é fruto da parceria entre os centros de pesquisa Embrapa Clima Temperado e Embrapa Uva e Vinho, ambos localizados no Rio Grande do Sul, conforme o informado pela Embrapa.





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Isenção do IR no Brasil e inflação sob controle nos EUA são destaques no mercado



Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado do Brasil e do mundo, com a análise de economistas.

No morning call de hoje, o economista do PicPay Igor Cadilhac, destaca o dólar recorde em R$ 5,91, após a isenção do IR anunciada por Haddad frustrar expectativas fiscais. Nos Estados Unidos, inflação sob controle e PIB forte aliviam Treasuries, mas reforçam cautela no corte de juros.



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série de tufões compromete armazenamento de arroz



Tufão Man-Yi causa perdas de infraestrutura agrícola nas Filipinas




Foto: Divulgação

Segundo dados com o boletim Weekly Weather and Crop Bulletin, divulgado nesta terça-feira (26) pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), uma sequência de eventos climáticos extremos tem afetado o Sudeste Asiático, com destaque para o tufão Man-Yi, que atingiu o norte das Filipinas, causando danos em uma das principais regiões produtoras de arroz do país. Esse foi o quarto tufão a atingir a área em menos de duas semanas, trazendo ventos de 105 nós e sendo classificado como um tufão violento pelo Centro Meteorológico Regional Especializado no Japão.

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Durante o período, a precipitação semanal na região chegou a 200 mm em alguns locais, acumulando 600 mm de chuva no mês devido à sequência de tempestades. Apesar de a maior parte do arroz da estação principal já ter sido colhida, perdas foram registradas devido aos danos em instalações de armazenamento.

Enquanto o norte das Filipinas enfrentava condições severas, o restante do país teve chuvas mais moderadas, com precipitações de até 50 mm, permitindo a manutenção de condições relativamente normais em outras áreas agrícolas.

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Na Malásia, chuvas torrenciais de até 400 mm na península interromperam a colheita de óleo de palma, embora não tenham causado impactos na produtividade. Já na Indonésia, as chuvas generalizadas em Java, variando de 25 a 300 mm, continuam sustentando o arroz da estação principal. A precipitação sazonal em Java está 115% acima do normal, refletindo uma melhoria significativa em relação ao início ruim da temporada chuvosa no ano passado.





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Carne suína mantém alta nos preços pelo quarto mês consecutivo


De acordo com o Agro em Dados, publicação da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Goiás, a valorização dos preços da carne suína segue pelo quarto mês consecutivo no Brasil, impulsionada pela oferta reduzida de animais para abate e pelo aumento da demanda, tanto no mercado interno quanto externo. Os meses de julho e agosto registraram cotações acima dos últimos quatro anos.

As exportações nacionais de carne suína mantiveram um ritmo acelerado, com agosto sendo o segundo melhor mês, após julho, tanto em volume embarcado quanto em valor arrecadado. Em relação ao mesmo período de 2023, houve crescimento de 4,5% no volume exportado e 9,2% na receita obtida.

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Goiás teve destaque nas exportações, ocupando a terceira posição no ranking nacional em agosto, com alta de 4,4% no volume e 15,9% no valor em comparação a agosto de 2023. Entre os principais destinos das exportações goianas estiveram Filipinas, Chile, China, Hong Kong e Japão.

O aumento da demanda pela proteína suína tem proporcionado melhores margens aos produtores, já que os preços estão mais valorizados em relação aos custos de produção, como milho e farelo de soja.

Segundo estimativas da Conab, a produção nacional de carne suína deve atingir 5,5 milhões de toneladas em 2025, representando um crescimento significativo no setor. A oferta para o mercado interno está projetada em 4,2 milhões de toneladas, um aumento de 1,1%, enquanto as exportações podem chegar a 1,27 milhão de toneladas, uma elevação de 3% em relação a 2024.





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