terça-feira, agosto 11, 2026

Autor: Redação

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Soja em Chicago cai na reabertura; confira detalhes do grão



Os contratos da soja em grão na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) registram preços mais baixos na sessão eletrônica de hoje, com o mercado apresentando volatilidade após a reabertura das atividades, que haviam sido suspensas devido ao feriado de Ação de Graças nos Estados Unidos.

Logo após a retomada dos negócios, os contratos subiram inicialmente, impulsionados por sinais de forte demanda pela soja americana. A venda semanal superou as expectativas do mercado e novas vendas foram anunciadas por exportadores privados. No entanto, esse movimento foi seguido por uma realização de lucros, que pressionou os preços para baixo.

As exportações líquidas de soja dos Estados Unidos, relativas à temporada 2024/25, que começou em 1º de setembro, totalizaram 2.490.500 toneladas na semana encerrada em 21 de novembro. A China foi o principal destino, com 1.087.000 toneladas importadas. Para a temporada 2025/26, mais 18.000 toneladas foram exportadas, com analistas prevendo exportações totais entre 1,6 milhão e 2,4 milhões de toneladas quando somadas as duas temporadas.

Além disso, os exportadores privados dos EUA informaram ao Departamento de Agricultura norte-americano (USDA) a venda de 151.700 toneladas de soja, destinadas a mercados não revelados para a temporada 2024/25. Também foi reportada uma venda adicional de 840.000 toneladas para destinos não divulgados, com entrega prevista para a mesma temporada.

Os contratos com entrega em janeiro de 2025 estão cotados a US$ 9,86 3/4 por bushel, uma queda de 2,00 centavos de dólar (ou 0,2%) em relação ao fechamento anterior. Já os contratos com vencimento em março de 2025 operam com recuo de 3,50 centavos de dólar (ou 0,35%), sendo negociados a US$ 9,93 1/2 por bushel.



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Plantio da soja na Argentina ultrapassa 40%



Segundo o levantamento semanal divulgado pelo Ministério da Economia da Argentina, por meio da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Pesca, o plantio da soja da safra 2024/25 alcançou 47% da área total projetada para a temporada no país, que soma 17,914 milhões de hectares. O avanço no processo de semeadura representa uma aceleração em relação à semana anterior, quando o índice estava em 36%.

O crescimento na atividade de plantio de soja para a safra 2024/25 é visto como um bom indicativo para o setor agrícola da Argentina. O avanço atual no processo de semeadura sugere uma recuperação nas condições agrícolas da região, com perspectivas mais otimistas para a produção de soja neste ciclo.

A diferença entre o ritmo de plantio atual e o do mesmo período da safra passada também chama atenção. Na temporada 2023/24, o plantio atingia 46% da área prevista, que era de 16,564 milhões de hectares. Já para a safra 2024/25, a área destinada ao cultivo é maior, totalizando 17,914 milhões de hectares, mas o progresso nas lavouras já superou o ritmo registrado no ano anterior. O avanço, embora ligeiro, é um sinal de que as condições de clima e solo, além das estratégias adotadas pelos produtores.



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Região do Brasil que mais cresceu em 2023 teve desempenho puxado pelo agro; veja qual foi



A atividade econômica do Centro-Oeste cresceu 5,9% em 2023, a maior alta entre as cinco regiões do Brasil, segundo o Boletim Regional do Banco Central (BC). Na sequência, aparecem Norte (4,2%), Sul (3,6%), Sudeste (2,6%) e Nordeste (2,4%).

Segundo o BC, as diferenças em estruturas produtivas entre as regiões explicam 18% da dispersão nas taxas de crescimento entre estados. “As diferenças de estrutura produtiva ajudam a explicar o maior crescimento do Centro-Oeste e do Norte, e o menor crescimento do Sudeste”, diz o relatório.

O maior peso relativo e a forte expansão da agropecuária justificam o desempenho do Centro-Oeste em 2023, segundo o BC. A autoridade monetária também cita positivamente a continuidade do crescimento da indústria de transformação na região, que teve o melhor desempenho regional pelo segundo ano consecutivo.

Na região Norte, o destaque foi a recuperação da indústria extrativa da retração vista em 2022, quando houve um arrefecimento da demanda internacional por minério de ferro. O Sul foi puxado pela agropecuária, que se recuperou da queda de 2022, e pela aceleração do setor de serviços.

O Nordeste desacelerou em relação ao ano anterior, puxado pela indústria e serviços. A desaceleração da atividade no Sudeste, em contrapartida, foi puxada exclusivamente por São Paulo, com o segundo pior desempenho entre dos os estados brasileiros. Rio, Espírito Santo e Minas Gerais tiveram o quarto, quinto e sexto melhores desempenhos, respectivamente.



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Embrapa realiza sorteio público para prenchimento de vagas de concurso



Nesta terça-feira (3), às 11h, a Embrapa realiza uma sessão pública, com transmissão on-line, para sorteio de vagas reservadas a pessoas negras e pardas (PNPs) e pessoas com deficiência (PCDs). O certame visa o preenchimento de vagas e formação de cadastro reserva para o concurso público 1/2024 da Embrapa.

Após o sorteio público, as informações serão encaminhadas para composição do edital.

Assim que finalizadas as tramitações necessárias, o edital será publicado no Diário Oficial da União e no site do Centro Brasileiro de Pesquisa em Avaliação e Seleção e de Promoção de Eventos (Cebraspe), banca organizadora do certame.

Sorteio público – concurso Embrapa 1/2024

  • Data: 3/12/2024
  • Horário: 11h
  • Local: Sede da Embrapa – Sala Paule Jeanne, Parque Estação Biológica s/n, Asa Norte, Brasília – DF
  • Acompanhe on-line aqui
  • Divulgação da ata: após a realização do sorteio e redação da ata, com disponibilização em www.embrapa.br/concurso-2024



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AgroNewsPolítica & Agro

Nova cultivar de amora-preta promete sabor mais doce



Nova cultivar de amora-preta desenvolvida para o consumo in natura




Foto: Silvio Alves

A Embrapa apresentou a BRS Terena, uma nova cultivar de amora-preta desenvolvida para o consumo in natura. Com sabor mais doce, baixa acidez e alta capacidade de conservação pós-colheita, a BRS Terena é uma aposta para agricultores das regiões Sul, Sudeste e algumas áreas do Nordeste. A nova variedade pode produzir até 1,8 kg de frutas por planta, com um potencial de lucro líquido de até R$ 30 mil por hectare.

De acordo com a pesquisadora Maria do Carmo Bassols Raseira, da Embrapa Clima Temperado, o sabor da BRS Terena é um diferencial: “A proporção de açúcar em relação à acidez é quase o dobro da cultivar Tupy, resultando em uma fruta ideal para o consumo in natura”. Além disso, testes de conservação indicam que a nova cultivar mantém sua qualidade por até 10 dias em armazenamento refrigerado, superando outras variedades.

Destaque para o manejo e lançamento

A cultivar também oferece benefícios operacionais, como menor densidade de espinhos, facilitando o manejo. A BRS Terena será lançada oficialmente em 27 de novembro, durante o Dia de Campo na Estação Experimental de Fruticultura de Clima Temperado, em Vacaria (RS).

Com um nome que homenageia o povo indígena Terena, a nova variedade é resultado de décadas de pesquisa e colaboração entre os centros da Embrapa Clima Temperado e Embrapa Uva e Vinho.





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Pecuária tem alta em todos os segmentos no mês; boi já subiu 10% e bezerro, 14%



Pesquisas do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) mostram que todos os segmentos da cadeia pecuária acumulam alta de preços em novembro, refletindo o cenário de oferta inferior à demanda.

Até a última terça-feira (26), o indicador do boi gordo Cepea/B3 subiu 10,5%, chegando à média de R$ 352 nessa data.

No mesmo período, o bezerro e o boi magro no estado de São Paulo se valorizaram 14,4%, passando para respectivos R$ 2.608,14 e R$ 4.166,85.

Também até o dia 26, o preço da carcaça casada bovina acumulava aumento de 9,2%, fechando em R$ 23,92 nessa terça.

Segundo pesquisadores do Cepea, nesta semana, agentes ligados à comercialização da carne com osso demostraram alguma dificuldade para continuidade dos repasses dos aumentos da arroba. Até o momento, porém, esse fator não teve força para pressionar nem as cotações no atacado, nem o mercado de animais para abate.



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Cooperativa se antecipa e vai distribuir em dezembro R$ 185,8 milhões a associados



A Coamo, cooperativa com atuação no Paraná, Santa Catarina e em Mato Grosso do Sul, anunciou que distribuirá R$ 185,8 milhões em sobras.

“A antecipação será paga a partir de 10 de dezembro conforme a movimentação de cada associado na comercialização de soja, trigo, milho e insumos. Estão sendo antecipados R$ 0,70 para a soja, R$ 0,20 para o milho, R$ 0,20 para o trigo e 1,5% para os insumos”, disse a Coamo em nota.

O restante das sobras será distribuído aos mais de 32,8 mil cooperados após a realização da Assembleia Geral Ordinária (AGO), em fevereiro de 2025.

A Credicoamo também anunciou R$ 45 milhões que serão antecipados no dia 12 de dezembro.



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proposta de reestruturação do ministério foi fechada com secretários



O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, disse que a proposta de reestruturação da pasta foi fechada com os secretários nesta quinta-feira (28). Há algumas semanas, Fávaro havia comunicado que a estrutura técnica da pasta iria passar por mudanças para melhorar a eficiência e diminuir a complexidade de algumas áreas. “Essa proposta será levada ao Ministério da Gestão e Inovação. Um decreto presidencial deve regulamentar essa nova estrutura”, disse Fávaro a jornalistas após um evento na sede da pasta.

Na sexta-feira passada (22), o ministro se reuniu por mais de 11 horas com os titulares das secretarias para avaliar a proposta de reestruturação apresentada pela Secretaria Executiva. A reunião foi concluída sem decisões, com o pedido do ministro para os secretários apresentarem contraproposta.

Pirincipais mudanças no ministério

Entre as principais mudanças, o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet, hoje com status de autarquia vinculada à pasta) vai se tornar uma secretaria da pasta. “Isso não trará grandes mudanças na estrutura. É uma mudança para mostrar a relevância do Inmet devido à importância que tem diante das mudanças climáticas. As mudanças climáticas afetam muito o produtor rural e isso requer uma ferramenta como uma secretaria dentro do ministério”, explicou Fávaro.

Já o departamento de Promoção Comercial, para o qual cogitava-se uma nova secretaria, será mantido dentro da estrutura da Secretaria de Comércio e Relações Internacionais, segundo o ministro.

“Essa já era uma atribuição da Secretaria de Relações Internacionais e agora serão reforçados o quadro de colaboradores e o quadro orçamentário”, observou Fávaro. Segundo o ministro, o fortalecimento da promoção comercial deve-se à necessidade de efetivar e ampliar o acesso de produtos agropecuários brasileiros em mercados já abertos.

“Temos 282 novos mercados abertos neste ano, mas muitas vezes são grandes oportunidades pouco ainda aproveitadas ou demorando para serem aproveitadas pelo empresariado brasileiro. Então, temos que abrir o mercado e mostrar as oportunidades de compra dos produtos brasileiros aos traders dos outros países”, apontou.

Cooperativismo

Outra mudança será na área de cooperativismo, que deixará de ser uma atribuição da Secretaria de Inovação, Desenvolvimento Sustentável, Irrigação e Cooperativismo (SDI) e irá juntamente com a área de promoção comercial para Secretaria de Comércio e Relações Internacionais.

“O apoio a cooperativas no mercado interno já flui muito bem. Agora temos que fazer as cooperativas serem grandes empresas exportadoras e aproveitarem as oportunidades no mercado internacional”, observou o ministro.

A divisão das atribuições da Secretaria de Defesa Agropecuária, por sua vez, com as Superintendências Federais de Agricultura (SFAs) será em modelo híbrido, anunciou o ministro. “Iremos potencializar as demandas nas 27 unidades da federação por meio das superintendências, mas sem desmobilizar os 11 Serviços de Inspeção Municipal de Produtos de Origem Animal (Sipoas). Chegamos a um bom termo, de um modelo híbrido onde terá a conexão das superintendências com os Sipoas e a sede do ministério”, detalhou Fávaro. Dessa forma, disse o ministro, a inspeção seguirá com os Sipoas subordinados à SDA. Já demandas regionais de frigoríficos, a exemplo autorização para fiscal adicional para abate extra, serão coletadas pelas superintendências estaduais para tornar o processo mais célere.

A revisão das atividades da SDA, na chamada desverticalização da defesa sanitária, era considerada pelo setor produtivo o ponto mais sensível da reestruturação da pasta. A preocupação da indústria das carnes era com a hipótese de as inspeções de frigoríficos saírem da alçada da SDA para as SFAs, porque, segundo fontes, esse era o modelo adotado na época da Operação Carne Fraca e da Operação Trapaça, quando foram revelados esquemas de corrupção e irregularidades na liberação de carne adulterada. Por outro lado, frigoríficos se queixavam ao ministério de demora nos processos mais simples como a autorização para a operação de um veterinário ou fiscal extra nas plantas produtivas.



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Comissão aprova criação de delegacias especializadas em conflitos agrários



A Comissão de Segurança Pública da Câmara aprovou um projeto de lei que propõe a criação de delegacias especializadas para lidar com conflitos agrários. Essas delegacias terão como objetivo reprimir e exercer a atividade de polícia judiciária em casos de crimes patrimoniais e crimes associados a conflitos agrários, especialmente aqueles envolvendo violência ou grave ameaça.

De autoria do deputado Delegado Fábio Costa (PP-AL) e de outros 40 parlamentares, o projeto define conflito agrário como as disputas entre pessoas físicas ou jurídicas proprietárias de imóveis e trabalhadores rurais sem terra.

O texto também prevê que os estados poderão utilizar recursos do Fundo Nacional de Segurança Pública para implantar essas delegacias especializadas. Essa iniciativa segue modelo semelhante ao da lei que regulamentou a criação e o funcionamento contínuo das Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher, sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em abril de 2023.

A relatora do projeto, deputada Magda Mofatto (PRD-GO), apresentou parecer favorável à proposta. “Com a criação das Delegacias Especializadas em Conflitos Agrários, será possível agir de maneira rápida e eficiente, coibindo invasões e garantindo que a lei seja aplicada de forma rigorosa, assegurando a integridade das terras e a segurança dos trabalhadores do campo”, acrescentou.

Já aprovado pela Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural, o projeto ainda precisa ser analisado pelas comissões de Finanças e Tributação, além da Comissão de Constituição e Justiça. Como tramita em caráter conclusivo, pode ser aprovado sem a necessidade de passar pelo plenário.

Caso aprovado na Câmara, o projeto vai para as comissões temáticas do Senado, que, se mantiver o mesmo modelo de tramitação e aprovar a proposta em todas as comissões, seguirá direto para a sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).



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Região do Brasil que mais cresceu em 2023 teve desempenho puxado pelo agro; veja qual foi



A atividade econômica do Centro-Oeste cresceu 5,9% em 2023, a maior alta entre as cinco regiões do Brasil, segundo o Boletim Regional do Banco Central (BC). Na sequência, aparecem Norte (4,2%), Sul (3,6%), Sudeste (2,6%) e Nordeste (2,4%).

Segundo o BC, as diferenças em estruturas produtivas entre as regiões explicam 18% da dispersão nas taxas de crescimento entre estados. “As diferenças de estrutura produtiva ajudam a explicar o maior crescimento do Centro-Oeste e do Norte, e o menor crescimento do Sudeste”, diz o relatório.

O maior peso relativo e a forte expansão da agropecuária justificam o desempenho do Centro-Oeste em 2023, segundo o BC. A autoridade monetária também cita positivamente a continuidade do crescimento da indústria de transformação na região, que teve o melhor desempenho regional pelo segundo ano consecutivo.

Na região Norte, o destaque foi a recuperação da indústria extrativa da retração vista em 2022, quando houve um arrefecimento da demanda internacional por minério de ferro. O Sul foi puxado pela agropecuária, que se recuperou da queda de 2022, e pela aceleração do setor de serviços.

O Nordeste desacelerou em relação ao ano anterior, puxado pela indústria e serviços. A desaceleração da atividade no Sudeste, em contrapartida, foi puxada exclusivamente por São Paulo, com o segundo pior desempenho entre dos os estados brasileiros. Rio, Espírito Santo e Minas Gerais tiveram o quarto, quinto e sexto melhores desempenhos, respectivamente.



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