quinta-feira, agosto 6, 2026

Autor: Redação

AgroNewsPolítica & Agro

Pastagens avançam com chuvas e insolação favoráveis


Segundo o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS na quinta-feira (26), as chuvas regulares e a intensa radiação solar registradas nas últimas semanas estão impulsionando o crescimento das pastagens de verão no Rio Grande do Sul. As condições climáticas também favoreceram a recuperação dos campos nativos, ampliando a oferta de forragem de qualidade para os rebanhos.

Na região administrativa de Bagé, em São Gabriel, o crescimento das forrageiras nativas foi limitado pela baixa pluviosidade em dezembro, que acumulou apenas 60 mm. Em contrapartida, na região de Caxias do Sul, as áreas de campo nativo atenderam plenamente às necessidades dos animais, refletindo em bons ganhos de peso.

Na região de Ijuí, a escassez de estoques de forragem conservada levou alguns produtores a anteciparem o corte do milho para silagem, mesmo antes do ponto ideal de maturação dos grãos. Já em Passo Fundo, as chuvas recentes mantiveram a umidade do solo em níveis adequados para o crescimento das pastagens. No entanto, a menor incidência de luz solar, devido aos dias encobertos, limitou o pleno desenvolvimento vegetativo.

Nas regiões de Pelotas, incluindo Arroio do Padre, Canguçu e Capão do Leão, as pastagens e forrageiras apresentaram bom desenvolvimento. Entretanto, em Cerrito e Jaguarão, a baixa radiação solar trouxe desafios para a implantação de novas áreas de pastagens de verão. Em Santa Vitória do Palmar, o campo nativo registrou crescimento adequado, beneficiando tanto bovinos quanto ovinos.

Na região de Santa Maria, as pastagens de verão apresentaram condição excelente, garantindo boa oferta de forragem. Em Santa Rosa, as chuvas recentes, combinadas com temperaturas amenas e boa insolção, impulsionaram a produção de matéria verde nas pastagens perenes e anuais, conforme dados da Emater/RS.





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Para 61% dos brasileiros, economia está no rumo errado, mostra pesquisa



Pesquisa divulgada pelo Datafolha mostra que para 61% dos brasileiros a economia do país está no rumo errado. Apenas 32% dos entrevistados acreditam que ela está no caminho certo.

Essa percepção é majoritária em todas as faixas etárias da pesquisa: entre os mais jovens, com idade entre 16 e 24 anos, 71% têm a percepção que a trajetória econômica está equivocada, e 23% acham que está no caminho correto.

Na faixa entre 25 e 34 anos, 68% acreditam que está errada, e outros 27% veem como correta; dos 35 a 59 anos, 64% acreditam que a economia está no caminho errado, enquanto 33% creem que está no rumo certo.

Já na faixa acima de 60 anos, 55% disseram que está em trajetória errada, e 36% que está correta.

Por faixa de renda

No recorte por faixa de renda, 67% dos que ganham acima de cinco salários-mínimos acham que o rumo está equivocado, e 30% aprovam o caminho da economia.

Entre os mais pobres, com renda de até dois salários, 55% têm uma visão negativa sobre a questão e 37% acham que o caminho está correto.

Expectativa para a economia em 2025

O Datafolha mostrou também que o otimismo do brasileiro com o ano novo é o menor desde 2020. Pela primeira vez em cinco anos, menos da metade dos entrevistados afirmou que a população terá uma situação melhor em 2025.

Para 25% a situação será pior, e outros 25% apontaram que será igual. Outros 3% não souberam responder.



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Primeira empresa independente de petróleo e gás natural do país começa a operar



A Brava Energia obteve autorização da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) para iniciar a produção por meio do navio-plataforma (FPSO, da sigla em inglês) Atlanta, que tem capacidade para produzir até 50 mil barris óleo por dia, tratar 140 mil barris de água por dia e estocar até 1,6 milhão de barris de óleo.

Segundo a empresa, na terça-feira (31), foi extraído o primeiro óleo a partir do sistema definitivo na Bacia de Santos. Após a conexão e partida dos dois primeiros poços, a produção estabilizou em cerca de 20 mil barris por dia (bpd), informou nesta quarta (1).

Com isso, a Brava se tornou a primeira empresa independente de petróleo e gás natural do país a desenvolver um sistema de produção em águas profundas desde sua fase inicial, dentro do orçamento previsto e dos prazos estabelecidos para perfuração dos poços, instalação de equipamentos iniciais e obras do FPSO.

Em fato relevante encaminhado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a produção se inicia a partir dos poços 6H e 7H, que estão em estabilização, enquanto a companhia prossegue com a companhia em conexão dos quatro poços remanescentes 2H, 3H, 4H, 5H.

A previsão de término é o segundo trimestre de 2025.



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Produção de açúcar cai 63% em dezembro


Segundo dados divulgados pela União da Indústria de Cana-de-açúcar e Bioenergia (UNICA), a produção de açúcar no Centro-Sul do Brasil registrou queda expressiva na primeira quinzena de dezembro. O volume produzido foi de 347,82 mil toneladas, representando uma redução de 63,07% em comparação com o mesmo período da safra 2023/2024, quando foram fabricadas 941,73 mil toneladas.

No acumulado desde o início da safra até 16 de dezembro, a fabricação de açúcar alcançou 39,71 milhões de toneladas, número 5,05% inferior ao ciclo anterior, que totalizou 41,82 milhões de toneladas. No mesmo período, a produção de etanol pelas unidades do Centro-Sul atingiu 764,53 milhões de litros. Desse total, 498,56 milhões de litros foram de etanol hidratado, representando uma queda de 28,18%, e 265,97 milhões de litros foram de etanol anidro, com retração de 24,30%.

No acumulado do ciclo agrícola, a produção de etanol, no entanto, mostrou crescimento de 3,26%, totalizando 31,93 bilhões de litros. O etanol hidratado avançou 10,29%, somando 20,34 bilhões de litros, enquanto o anidro apresentou recuo de 7,13%, alcançando 11,59 bilhões de litros.

Um dos destaques do setor foi o crescimento expressivo na produção de etanol a partir do milho. Na primeira metade de dezembro, 50% do biocombustível produzido teve como matéria-prima o cereal. Foram fabricados 379,16 milhões de litros de etanol de milho, um aumento de 34,89% em relação ao mesmo período da safra passada, quando o volume atingiu 281,09 milhões de litros.

Desde o início da safra, o etanol de milho já acumula produção de 5,63 bilhões de litros, o que representa um avanço de 30,01% na comparação com o mesmo intervalo do ciclo anterior.





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chuvas beneficiam algodão e sorgo



Chuvas espalhadas beneficiam cultivos de verão na Austrália




Foto: Canva

O boletim semanal Weekly Weather and Crop Bulletin, divulgado nesta terça-feira (30) pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), chuvas esparsas, com volumes localizados próximos a 10 mm, foram registradas no sul de Queensland e no norte e centro de Nova Gales do Sul, proporcionando impulso ao desenvolvimento de culturas de verão, como algodão e sorgo. Enquanto áreas mais secas elevaram a demanda por irrigação em algumas localidades, essas condições também permitiram a continuidade dos trabalhos de campo, incluindo o plantio adicional de sorgo.

Nas demais regiões do cinturão de trigo, o clima predominantemente seco em Nova Gales do Sul (sul), Victoria, Austrália do Sul e Austrália Ocidental favoreceu a conclusão das colheitas das culturas de inverno.

As temperaturas ficaram, em média, de 2 a 3 °C abaixo do normal em partes do sudeste, enquanto no oeste e nordeste permaneceram próximas da média histórica. As máximas atingiram valores entre 30 e 35 °C na maior parte das áreas produtoras de trigo, mantendo o ritmo adequado para a finalização da colheita e preparando o solo para a próxima safra.





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Turismo rural deve ser a aposta para 2025



Fruta colhida direto do pomar, passeio a cavalo, trilhas, boa gastronomia e quartos confortáveis. Tudo isso em meio à uma experiência com a natureza unida à rotina agropecuária. Essa é a preferência de 74% das pessoas que buscam o turismo rural.

Os dados são da última pesquisa sobre Demanda do Turismo Rural divulgada pelo Ministério do Turismo (MTur), em parceria com a Sprint Dados e a Rede Turismo Rural Consciente.

O estudo ainda apontou que 60% dos participantes preferem as trilhas. Destaque para lista apresentada com mais de 40 atividades disponíveis no meio rural.

Com demanda crescente, as oportunidades para pequenos empreendedores rurais ficam evidentes. Momento propício para ampliar os negócios, associando o agroturismo às atividades da propriedade.

Vivências que permitem conhecer lugares e suas histórias, fauna e flora, cultivos e criações, além  dos processos produtivos da propriedade.

De acordo com o MTur, turismo rural ou agroturismo é o conjunto das atividades turísticas desenvolvidas no meio rural. 

Abrangente, são inúmeras as atividades que podem ser exercidas, em sua maioria, comprometidas com a produção agropecuária e agregando valor aos produtos e serviços feitos na propriedade. 

Na vanguarda

O Sítio São João, em Caçapava, no Vale do Paraíba (SP), conhecido na região pela produção de cana-de-açúcar, cachaças puras, envelhecidas e uma variedade de licores, já passa por adequações para expandir os negócios e receber entusiastas do agroturismo.  

A pequena propriedade é administrada pelo casal Jô Rocha e João Carlos Silva que recebem o eficaz auxílio do filho, João Paulo Rocha Silva.

Recentemente Jô Rocha finalizou o curso de turismo rural e, com o apoio e ajuda da família,  planeja impulsionar a atividade no sítio, a partir dos aprendizados. 

“Eu não sabia que eu já fornecia o turismo rural quando vinham parentes, amigos ou vinham conhecer a propriedade, buscar minha cachaça. Quando eu mostrava uma determinada árvore, um determinado pássaro, uma determinada fruta, eu já estava exercendo”, afirmou a produtora rural. 

De olho no futuro, mas sempre em busca de conhecimento, a pequena empreendedora rural anseia que, em breve, seus visitantes possam ter a experiência completa, passando por cada etapa do seu dia a dia rural.

“Eu estou só engatinhando, eu ainda tenho que aprender muito. Mas algumas coisas eu já tenho em mente. Eu gostaria que as pessoas tivessem uma vivência maior, que pudessem ver a cana sendo cortada, moída, fermentada… Esse é o plano”, disse Jô Rocha. 

Entre no mercado

De acordo com o Sebrae, para empreender no turismo rural é importante adaptar as ações para o objetivo e a realidade do produtor. Trabalhar com o que já tem é uma das dicas da instituição. Confira o passo a passo criado pelo Sebrae para quem, assim como a Jô Rocha, quer começar a investir no mercado de turismo rural.

  • Ter vontade: não tem como investir em agroturismo se você não gostar da área rural de verdade.
  • Ser um bom anfitrião: faça os seus clientes sentirem-se realmente em casa. É compreender quem são os seus clientes, suas necessidades e expectativas, para poder atendê-los da melhor maneira.
  • Atrativos da região: além das coisas que estão dentro da sua propriedade, o que mais existe na sua região e pode servir de atrativo para os seus clientes? 
  • Faça o planejamento: se o seu interesse é realmente ganhar dinheiro com turismo rural, não dá para pular a parte do planejamento. Nenhum negócio consegue sobreviver muito tempo sem planejar.
  • Espaço para turismo rural: saiba que, primeiramente, será necessário definir o que você realmente tem de interessante para oferecer aos seus clientes. Quais são as áreas da sua fazenda que poderão ser utilizadas para isso?
  • Requisitos técnicos: antes de você começar a colocar qualquer dinheiro para mexer na estrutura da sua fazenda, é fundamental que você conheça as exigências técnicas do Instituto de Desenvolvimento do Turismo Rural (Idestur). 
  • Serviços: o que oferecer em sua fazenda para os turistas? Quem está pretendendo começar agora no turismo rural, poderá sentir dificuldades em definir as atividades que irá oferecer no local, mas, a verdade é que dá para proporcionar muitas coisas agradáveis e consolidar o seu negócio no mercado.
  • Consciência ambiental: tudo precisa ser feito com responsabilidade ecológica, com respeito e amor à natureza. Não existe turismo rural sem esse tipo de cuidado.
  • Invista na divulgação: Uma das melhores formas de conseguir clientes para quem vai investir no turismo rural é por meio do marketing em sua região, bem como do marketing digital.

Além disso, a instituição também disponibilizou um e-book que mostra formas de como lucrar com o turismo rural.



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novos preços mínimos garantidos para a safra 2025


Segundo dados divulgadas pela Conab, os extrativistas brasileiros devem ficar atentos aos novos preços mínimos para a safra 2025 dos produtos extrativos contemplados pela Política de Garantia de Preços Mínimos para os Produtos da Sociobiodiversidade (PGPMBio). Os valores, estabelecidos pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) e divulgados na Portaria Mapa nº 750, foram publicados no Diário Oficial da União pelo Ministério da Agricultura e Pecuária.

Entre os reajustes, o pequi se destacou com alta de 30,19%, passando de R$ 0,53 para R$ 0,69 por quilo. O umbu também teve elevação significativa de 23,85%, subindo de R$ 1,09 para R$ 1,35 por quilo. A amêndoa de andiroba registrou aumento de 20,68%, indo de R$ 2,37 para R$ 2,86 por quilo. O cacau extrativo teve alta de 18,56%, com preço ajustado de R$ 9,75 para R$ 11,56 por quilo. A piaçava apresentou valorização de 14,77%, enquanto a mangaba subiu 7,61% em algumas regiões.

Por outro lado, produtos como babaçu e açaí mantiveram os preços inalterados. O pinhão, no entanto, sofreu redução de 22,43% em áreas de Minas Gerais e São Paulo. Já itens como baru, borracha natural, castanha-do-brasil, juçara, macaúba, murumuru e pirarucu não tiveram mudanças nos valores.

A PGPMBio tem como objetivo garantir uma remuneração justa aos extrativistas, promovendo também a conservação ambiental. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) apoia a comercialização desses produtos e fortalece as comunidades por meio do pagamento da Subvenção Direta ao Produtor Extrativista (SDPE). Essa subvenção concede um bônus aos produtores que comprovarem vendas abaixo do preço mínimo estabelecido, garantindo competitividade no mercado.

A medida reforça o compromisso do Governo Federal com a sustentabilidade e incentiva a economia verde, promovendo inclusão social e proteção ambiental nas atividades extrativistas.





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Ano inicia com pancadas de chuva e tempo abafado em quase todo o país



Primeiro dia de 2025 vem com a cara do verão: tempo abafado e pancada de chuva. No entanto, em algumas áreas, as precipitações chegam com mais intensidade. Confira a previsão do tempo para todo o Brasil:

Sul

Primeiro dia do ano novo com a chuva ganhando força no Rio Grande do Sul e no oeste do Paraná. Há chances de que as precipitações venham com moderada intensidade, principalmente a partir da tarde, devido à circulação de ventos em níveis mais elevados da atmosfera. Nas demais áreas do centro-sul paranaense e em Santa Catarina, pancadas de chuva isolada.

Sudeste

Primeiro dia do ano com tempo nublado e chuva a qualquer hora no Espírito Santo, centro-norte de Minas Gerais e norte do Rio de Janeiro. Nas demais áreas da Região, pancadas de chuva isolada, mas que podem vir acompanhadas por trovoadas no interior paulista, centro-sul e Triângulo mineiro e no sul fluminense.

Centro-Oeste

O primeiro dia de 2025 será de chuva a qualquer momento no norte de Goiás e centro-norte de Mato Grosso. Nas demais áreas da Região, previsão de pancadas de chuva que podem vir acompanhadas por trovoadas, especialmente entre a tarde e à noite. As temperaturas vão seguir elevadas em todo o Centro-Oeste.

Nordeste

Primeiro de janeiro com chuva isolada em Natal, Rio Grande do Norte; João Pessoa, na Paraíba; Aracaju, no Sergipe; em Salvador, na Bahia; e em Fortaleza, no Ceará. Em São Luís, no Maranhão, pancadas de chuva com trovoadas, enquanto no interior nordestino o predomínio é de sol.

Norte

O ano começa com muita instabilidade espalhada pelo Norte do país. Pode chover forte em todos os estados, intercalados com períodos de melhoria. O tempo vai seguir abafado em toda a região.



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Golpes cibernéticos: Como proteger o agronegócio



Os produtores precisam estar atentos a diversos golpes



Os produtores precisam estar atentos a diversos golpes
Os produtores precisam estar atentos a diversos golpes – Foto: Pixabay

O Brasil é um dos países mais afetados por golpes digitais, com 24% da população acima de 16 anos sendo vítima de fraudes cibernéticas entre junho de 2023 e junho de 2024. Nesse período, mais de 40,85 milhões de brasileiros perderam dinheiro com crimes digitais. No agronegócio, pequenos e médios produtores também têm sido alvos de golpistas, especialmente devido à crescente demanda por crédito. 

Sâmela Moraes, gerente de middle office da Nagro Crédito Agro, alerta que as propostas com benefícios irreais, como taxas de juros muito abaixo do mercado, são indícios de golpes. Golpistas veem o crédito rural como uma oportunidade para explorar a urgência dos produtores. Apesar disso, a tecnologia pode ser aliada na prevenção, já que empresas sérias investem em segurança para transações financeiras, além de reduzir a burocracia nos processos de financiamento. Dados do Congresso Nacional de Crédito no Agronegócio indicam otimismo no setor em relação ao futuro do crédito agro, com maior confiança e eficiência. 

Contudo, os produtores precisam estar atentos a diversos golpes. Entre eles, o de falsos intermediários, em que golpistas criam sites fraudulentos para coletar dados pessoais. É importante verificar a reputação da instituição financeira antes de fornecer informações. Também são comuns os golpes via WhatsApp ou SMS, onde criminosos se passam por representantes de bancos e pressionam o produtor a fornecer dados bancários. Além disso, os golpistas pedem pagamentos antecipados, como taxas falsas, para liberar financiamentos. Nenhuma instituição séria faz esse tipo de exigência. Por fim, o golpe de boletos falsos, onde os golpistas enviam boletos fraudulentos, também é frequente. É essencial que o produtor sempre verifique a autenticidade do boleto antes de efetuar o pagamento.

 





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Setor de feijão fecha 2024 com exportações recordes



Oscilações marcam preços do feijão em 2024




Foto: Canva

Segundo dados da retrospectiva de feijão do Cepea, o ano de 2024 será lembrado como um marco para o setor de feijão no Brasil, consolidando avanços na transparência de preços regionais e na parceria entre produtores e pesquisadores. Desde abril, o setor passou a colaborar com os levantamentos conduzidos pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) e pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). As pesquisas permitiram a padronização dos cálculos de preços médios regionais e, a partir de outubro, começaram a divulgar os resultados ao público.

De acordo com os pesquisadores, o mercado de feijão opera majoritariamente no modelo spot, com negociações logo após as colheitas e conforme a demanda dos compradores. Esse formato explica a variação regional nos dados semanais divulgados ao longo do ano. Em 2024, o feijão carioca, principal variedade consumida no Brasil, registrou oscilações nos preços. De setembro para outubro, houve queda nos valores médios devido à entrada da safra do Cerrado. Em novembro, no entanto, as chuvas prejudicaram a colheita, comprometendo a qualidade do grão e sustentando os preços. A decisão de muitos produtores de estocar o produto em câmaras frias também ajudou a evitar novas quedas.

Já em dezembro, o mercado voltou a registrar pressão sobre os preços, resultado do aumento na oferta de feijão oriundo do Paraná e de São Paulo, além do descarte de estoques acumulados ao longo do ano.

No campo, a produção nacional de feijão atingiu 3,24 milhões de toneladas na safra 2023/24, de acordo com dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O volume representa um crescimento de 6,8% em comparação com o ciclo anterior, consolidando o Brasil como um dos maiores produtores mundiais. No mercado externo, o desempenho também foi expressivo. Entre janeiro e novembro, as exportações brasileiras de feijão somaram 304,95 mil toneladas, o maior volume já registrado. Por outro lado, as importações totalizaram 21,95 mil toneladas no mesmo período, mantendo o saldo positivo na balança comercial, conforme com o Cepea.





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