segunda-feira, agosto 3, 2026

Autor: Redação

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início das vendas da edição 2025 já tem data marcada



A principal feira de tecnologia para o agronegócio da América Latina, a Agrishow, chega em 2025 a sua 30ª edição. A organização já anunciou o início das vendas para os ingressos: a partir de 20 de janeiro no site oficial do evento.

Neste ano, o tema será “O Futuro do Agro de A a Z” e cada dia de visitação custará R$ 70,00 no primeiro lote, que estará disponível até 23 de fevereiro. Como anteriormente, os interessados deverão escolher o dia da semana em que desejam visitar a feira já no ato da compra.

Além da credencial de entrada, que poderá ser utilizada por um dia inteiro, também será possível adquirir antecipadamente o ticket para uso do estacionamento, com valor que varia entre R$ 70,00 e R$ 110,00 por dia a depender do tipo de veículo (motos, carros de passeio, vans ou ônibus).

Também estarão disponíveis pacotes de VIP Valet para os cinco dias de evento com acesso facilitado à feira por R$ 550,00.

Já o segundo lote será disponibilizado a partir de 24 de fevereiro e cada dia custará R$ 80,00. “Importante destacar que as quantidades de ingressos por dia e de tickets de estacionamento são limitadas. Por isso, vale antecipar as compras online. Na bilheteria do evento, que acontecerá entre 28 de abril e 2 de maio, das 8h às 18h, o valor diário da entrada será de R$ 140,00”, reforça a organização da Agrishow, em nota.

Além do estacionamento exclusivo da feira, haverá também uma área dedicada a caravanas.

Em 2024, a 29ª edição da Agrishow se encerrou com R$ 13,608 bilhões em intenções de negócios, um crescimento de 2,4% em relação a 2023. A feira reuniu aproximadamente 195 mil visitantes, entre produtores rurais de pequenas, médias e grandes propriedades, de todas as regiões do país e também do exterior.

Serviço

  • Agrishow 2025 – 30ª Feira Internacional de Tecnologia Agrícola em Ação
  • Data: 28 de abril a 2 de maio de 2025
  • Local: Rodovia Antônio Duarte Nogueira, Km 321 – Ribeirão Preto (SP)
  • Horário: das 8h às 18h



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O que esperar do clima em 2025? Calor extremo e chuvas irregulares estão no radar


Começamos o ano com mais um recorde de temperatura global. Segundo a agência de monitoramento climático Copernicus, 2024 foi o ano mais quente já registrado na história, superando 2023. Foi a primeira que vez na era moderna que experimentamos por 12 meses consecutivos o aquecimento médio global acima de 1,5 ºC, o que joga um “balde de água quente” nas metas do Acordo de Paris.

Diversos eventos extremos ocorreram em todo o globo nos últimso dois anos, e isso gera insegurança no agronégocio. A grande pergunta deste começo de ano é: o que esperar de 2025?

A tendência de aquecimento do planeta permanece, já que as águas de superficie dos oceanos em todo o globo continuam aquecidas e, ano após ano, a emissão de CO2 para atmosfera só aumenta. Assim, já de antemão, sabemos que quando as chuvas cortarem no centro-norte do Brasil, a temperatura máxima irá voltar para a casa de 40 °C a 42 ºC. Deve também haver novo atraso do período chuvoso para implementação da safra de verão no Sudeste, Norte e Nordeste.

Recentemente, a Administração Oceânica e Atmosférica Naciona (NOAA), ligado ao governo dos Estados Unidos, confirmou o retorno da La Niña, com breve duração até março de 2025. Porém, os impactos do fenômeno vão ser breves. Haverá baixo volume de chuva no centro-sul do Rio Grande do Sul e excesso de chuva nas regiões Sudeste e Centro-Oeste neste começo de ano. As condições trazem problemas para o produtor rural dessas áreas, pois atrasarão a colheita da soja e, consequentemente, também o ínicio da semeadura do milho segunda safra.

Por outro lado, o cenário ajuda a levar um bom volume de chuva para o Matopiba, onde a projeção é de uma boa safra.

Problemas de queimadas e seca na país devem se repetir a partir da segunda metade do ano, já que o boletim da agência NOAA apesar indica águas aquecidas no Pacífico Equatorial a partir de primavera, o que possivelmente indica o retorno do El Ninõ para o ultimo trimestre de 2025.

Veja a seguir o que esperar do clima em todas as regiões do Brasil neste ano.

Sul

A tendência indica regularidade nas chuvas no Paraná até a primeira metade do ano, o que também vale para Santa Catarina.

Situação mais crítica deve ser enfrentada pelo sul e oeste do Rio Grande do Sul, que, além do calor neste primeiro trimestre, devem contar com chuvas irregulares e abaixo da média. O que deve ter impactos significativos nas lavouras de verão.

Sudeste

Os estados da região devem enfrentar problemas nos primeiros quatro ou cinco meses do ano com o excesso de chuvas. Dessa forma, as operações em campo devem sofrer atrasos desde o manejo e tratamento fitosanitário até o momento da colheita e implementação da segunda safra.

O café continua sendo prejudicado pelo execesso de umidade, mas para as lavouras de cana-de-açúcar, a tendência é de bom desenvolvimento. Há previsão de problemas durante a moagem, a partir de abril, justamente pelo fato de a chuva cortar mais tarde neste ano.

Centro-Oeste

Até abril ou maio, os três estados da região podem enfrentar excesso de chuva, com atraso nas operações de campo.

As lavouras em Mato Grosso e Goiás devem perder produtividade na safra de verão, devido à falta de luminosidade e da dificuldade em serem realizados os tratos culturais.

Nordeste

Como ocorre no Sudeste e no Centro-Oeste, os primeiros meses de 2025 devem trazer desafios à aplicação dos tratos culturais, em função da chuva em excesso.

Os estados que potencialmente terão mais problemas devido ao volume de água são o Maranhão e o Piauí.

A projeção é de uma safra boa na Bahia e nos demais estados da faixa leste da região.

Norte

O Tocantins é outro estado que deve receber muito volume de chuva até abril ou maio. Já no Pará, a chuva deve se concentrar principalmente na porção centro-sul do estado, ficando mais irregular na porção norte, o que pode impactar diretamente a produção de importantes munícipios produtores, como Paragominas e Santarém.

Em Rondônia, as chuvas regulares vão ajudar tanto a pecuária, com a recuperação das pastagens, quanto as lavouras em desenvolvimento.



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Produção de biodiesel cresce em 20 anos e chega a 77 bilhões de litros


O marco legal do biodiesel no Brasil completa exatos 20 anos nesta segunda-feira (13). A Lei 11.097/2005, sancionada no primeiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, introduziu oficialmente o combustível renovável à matriz energética do país, como uma alternativa ao uso do diesel de origem fóssil – mais poluente e proveniente das reservas limitadas de petróleo.

A norma modificou a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis com a atribuição de regular a produção e comercialização de biocombustíveis no país, pondo em prática o Programa Nacional de Produção e Uso do Biodiesel (PNPB).

A lei foi a primeira a constituir o marco legal do biodiesel e fixou uma mistura obrigatória de 5% do combustível renovável no óleo diesel comercializado no país, criando a mistura chamada de diesel B. Um período transitório de até oito anos previa uma mistura com apenas 2% de biodiesel, inicialmente voluntária e que passaria à obrigatoriedade em três anos.

Em 2009, a mistura obrigatória de 5% foi estabelecida por uma resolução do Conselho Nacional de Política Energética e, desde então, houve uma evolução gradual que levou ao biodiesel B14, com acréscimo de 14% de biodiesel no diesel B, a partir de março de 2024.

Avanços nos últimos 20 anos

Para o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, o principal avanço no período de 20 anos foi a expansão da produção e do uso do biocombustível, com consequente impulsionamento do desenvolvimento sustentável nos aspectos ambiental, social e econômico.

“Nessas duas décadas, produzimos 77 bilhões de litros de biodiesel, economizando 38 bilhões de dólares em importação de diesel”, diz.

Além disso, a trajetória evitou a emissão de 240 milhões de toneladas de gás carbônico, gerando empregos e oportunidades aos agricultores familiares, tornando biodiesel “um grande aliado na transição energética justa e inclusiva do país”, destacou Silveira.

Em 2023, a produção nacional de biodiesel foi de mais de 7,5 bilhões de litros, o que representou uma expansão de 19% em relação ao ano anterior, segundo o Anuário Estatístico Brasileiro do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis 2024, divulgado pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

No mesmo ano, a demanda de óleo diesel rodoviário cresceu 1,7 bilhão de litros. Desse total, 1 bilhão de litros foi suprido pela produção de biodiesel usado na mistura obrigatória de 12%, na época, apontou o Atlas da Eficiência Energética 2024, produzido pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE).

Embora esse crescimento ainda não seja capaz de acompanhar o aumento acelerado da demanda por energia para transporte, o avanço do biodiesel ganha força quando se soma aos resultados de outras políticas como a do etanol, a Política Nacional de Biocombustíveis (RenovaBio), criada em 2017, e a recém-aprovada Lei do Combustível do Futuro (14.993/24).

Nesse cenário, a produção de biocombustíveis no país contou ainda, em 2023, com a produção de 35,4 bilhões de litros de etanol e 74,9 milhões de m³ de biometano, informa a agência.

A nova lei também criou instrumentos de estímulo à produção e uso de novos biocombustíveis, como o Combustível Sustentável de Aviação (SAF) e o diesel verde, produzido a partir de resíduos orgânicos.

Diversificação das fontes energéticas

biodiesel, Abiovebiodiesel, Abiove
Foto: Abiove

A diversificação de fontes energéticas de baixo carbono também revela uma estratégia para enfrentar o desafio da dependência da soja como matéria-prima para a produção de biodiesel. De acordo com a EPE, o óleo de soja representou 69,15% da matéria-prima utilizada na produção de biodiesel em 2023.

“Essa dependência coloca a sociedade em uma posição vulnerável a flutuações nos preços. Por isso, nosso objetivo é fortalecer as estratégias de diversificação das fontes de matéria-prima para bioenergia, ampliando o uso de alternativas de baixo carbono, como óleos de cozinha usados e gorduras animais”, destaca Alexandre Silveira.

Em dezembro de 2024, o Conselho Nacional de Politica Energética aprovou uma resolução para estimular o uso de óleos e gorduras residuais na produção de biodiesel e outros combustíveis. Até junho deste ano, o MME deverá publicar portaria conjunta com o Ministério do Meio Ambiente para estabelecer um percentual mínimo de uso desse material na produção de biocombustíveis.

Segundo o ministro de Minas e Energia o reflexo das políticas públicas demonstra o compromisso do governo brasileiro com a expansão dos biocombustíveis na matriz energética brasileira e “por conta desses avanços, em 2024 alcançamos a marca histórica de 9 bilhões de litros produzidos. Um número que demonstra a importância do biodiesel para o Brasil”, diz.

Biodiesel e desenvolvimento econômico

Para o ministro, esses resultados também representam desenvolvimento econômico, geração de emprego e transformação social, fomentados pela política criada com o Selo Biocombustível Social, que em 2024 passou por uma revisão das normas criadas em 2004.

Com as mudanças, além dos benefícios fiscais e comerciais concedidos aos produtores de biodiesel que usam matéria-prima da agricultura familiar, foram criadas linhas de fomento a projetos de pesquisa, de estruturação de cadeias produtivas e de fortalecimento das organizações da agricultura familiar.

“As políticas públicas adotadas no Brasil para a mobilidade sustentável no transporte contribuem para o desenvolvimento de soluções tecnológicas alinhadas ao reconhecimento de que os biocombustíveis desempenham um papel estratégico crucial em um dos maiores desafios do século 21 que é a transição energética. Esse desafio não envolve apenas a redução das emissões de gases de efeito estufa, mas também a promoção de uma economia mais resiliente e sustentável”, conclui.



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AgroNewsPolítica & Agro

Estudo mostra que pinhão contém prebióticos, compostos benéficos à saúde


Estudo recente realizado pela Embrapa Florestas (PR) em parceria com a Universidade Federal de Viçosa (UFV) e Universidade Federal da Paraíba (UFPB) registrou a presença de dois grupos de prebióticos no pinhão: o amido resistente e o FOS (fructooligossacarídeos). Ambas as substâncias têm capacidade de estimular probióticos, ou seja, microrganismos benéficos presentes em um ecossistema intestinal saudável.

“Os relatos da presença de compostos fenólicos, amido resistente e minerais como fósforo, potássio e magnésio, no pinhão, já eram de domínio da ciência. No entanto, a presença de frutooligossacarídeos (FOS) na semente de Araucária é um novo e importante achado”, explica a pesquisadora da Embrapa Catie Godoy, coordenadora do projeto PINALIM, que deu origem à investigação. Até o momento, segundo ela, esses compostos tinham sido observados em outras fontes vegetais, como o yacon, alcachofras, aspargos, chicória e outros. A cientista acredita que a descoberta pode aumentar o interesse em consumir pinhão com foco em uma dieta saudável.

O estudo foi publicado na revista Food and Nutrition Sciences com o título Evaluation of the potential of araucaria angustifolia seeds as source of oligosaccharides, resistant starch and growth of probiotic bacteria. De acordo com Godoy, os resultados são otimistas e devem ampliar as pesquisas com a semente da Araucária, uma árvore pré-histórica, que se encontra na lista de espécie ameaçadas, limitando-se atualmente às populações remanescentes da Floresta Ombrófila Mista.

Diferença entre prebiótico e probiótico

Probióticos são bactérias e leveduras benéficas à saúde que vivem naturalmente no intestino. Eles ajudam na digestão dos alimentos e também a proteger o organismo contra doenças. Os probióticos também são encontrados em alimentos fermentados que contêm bactérias saudáveis em sua composição, como por exemplo o iogurte, o Kefir, o chucrute e a kombucha. 

Já os prebióticos são um tipo de carboidrato rico em fibras não digeríveis, que servem de alimento para bactérias e leveduras que vivem no intestino. Ou seja, prebióticos são alimentos que o organismo não consegue digerir e que são fermentados pelas bactérias presentes na flora intestinal. Exemplos de alimentos prebióticos são aqueles ricos em fibras como os vegetais, os grãos integrais e as frutas. Em resumo, probiótico é a própria bactéria e prebiótico é o alimento dela. Tanto o prebiótico quanto o probiótico ajudam a manter ou recuperar a saúde da flora intestinal, além de melhorar a digestão.

Amido resistente e FOS

Três variedades diferentes de pinhão foram analisadas, Sancti josephi, Angustifolia e Caiova, colhidas em diferentes épocas do ano, correspondendo a diferentes estágios de maturação. Os resultados do estudo foram obtidos por meio de uma série de métodos experimentais e análises da composição química dos oligossacarídeos e amido resistente. Também foram realizadas: avaliação do crescimento de bactérias para investigar o efeito prebiótico do amido resistente e análise estatística dos dados para determinar as diferenças observadas entre as variedades de pinhão em relação ao conteúdo de oligossacarídeos e ao crescimento bacteriano.

As pesquisas foram conduzidas em parceria com a professora da UFV Célia Lúcia de Luces Fortes Ferreira, que está entre os maiores especialistas do Brasil em estudos com probióticos. “O amido resistente e o FOS são metabolizados pelos probióticos, mantendo a presença constante dessas bactérias benéficas no intestino. Ao crescerem em presença dessas substâncias, as bactérias como, por exemplo, as do gênero Bifidobacterium aqui estudadas, acumulam no ambiente, principalmente ácido butírico, e outras substâncias essenciais para a “renovação” do epitélio intestinal. Um ambiente intestinal saudável diminui risco de diversas doenças locais e sistêmicas”, detalha a professora.

Nesse estudo também foi testado se o amido de pinhão promoveria o crescimento de bactérias benéficas, comparando-o com a dextrose (carboidrado simples e de rápida absorção pelo organismo). Observou-se que, para algumas bactérias, o amido de pinhão promoveu maior crescimento do que o estudo controle, demonstrando ser efetivo na multiplicação de bactérias probióticas, com destaque para os probióticos L. plantarum e B. breve. “Esse efeito se deve à presença de amido resistente no pinhão. Ele contém uma porção que escapa da digestão e da absorção no intestino delgado e é fermentada no intestino grosso, com a produção de ácidos graxos de cadeia curta, promovendo vários benefícios a saúde”, afirma Ferreira.

O impacto do amido resistente no metabolismo dessas bactérias ainda não está completamente elucidado, por isso, mais pesquisas serão necessárias para comprovar esse possível efeito prebiótico, segundo Haíssa Cardarelli, professora do Departamento de Tecnologia de Alimentos do Centro de Tecnologia e Desenvolvimento Regional do Centro de Tecnologia da UFPB.

Cardarelli, juntamente com sua orientanda de mestrado, Fernanda Pereira Santos, darão seguimento aos estudos. “Os resultados preliminares são muito promissores e, vamos utilizar a farinha de pinhão como fonte de crescimento para probióticos, um produto desenvolvido com tecnologia Embrapa e que está em vias de produção industrial”, conta a professora.

Ajuda a preservar a Araucária

Natália Marques, coordenadora do programa de pós-graduação em Nutrição Clínica e Funcional do Instituto Valéria Paschoal, destaca o pioneirismo do estudo na detecção de prebióticos no pinhão. “As contribuições para a saúde humana incluem a prevenção de diversas doenças crônicas. A partir do momento que valorizamos a inclusão do pinhão na alimentação do brasileiro, cria-se um estímulo positivo da manutenção das florestas de Araucária, de desenvolvimento de campanhas que estimulem a sua utilização e desenvolvimento de novos produtos com o pinhão”, enfatiza.

A presença de FOS e seu comportamento prebiótico nas sementes de Araucaria angustifolia abre várias possibilidades, tanto para a pesquisa quanto para a aplicação prática. Essa descoberta pode trazer oportunidades para o desenvolvimento de produtos alimentares inovadores, que visam à saúde digestiva, como snacks, cereais matinais, suplementos e alimentos funcionais, ampliando o mercado para esse alimento tradicional.





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Chuva ou sol? Confira como fica o tempo nas lavouras de soja



A previsão do tempo para as áreas produtoras de soja no Brasil indica cenários variados para os próximos dias, com algumas regiões enfrentando desafios e outras sendo beneficiadas pela chuva. No sul de Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Sul e interior de São Paulo, a falta de chuvas compromete o desenvolvimento das lavouras, enquanto no Centro-Oeste e Minas Gerais, o excesso de umidade atrapalha o trabalho no campo.

Por outro lado, no Nordeste, especialmente no Matopiba, as condições da soja são mais favoráveis, com chuvas previstas para os próximos 5 dias, o que deve beneficiar as lavouras da região, assim como em algumas áreas do Pará. Já no Sul, as expectativas apontam para uma redução nas precipitações, com Piauí e Maranhão recebendo bons volumes de chuva, e a chegada de chuvas também ao norte da Bahia, entre os dias 19 e 23 de janeiro.

Para o Paraná, São Paulo e Mato Grosso do Sul, a previsão é de chuvas mais intensas, com acumulados superiores a 100 mm em 5 dias, o que pode causar alguns problemas no Norte do Paraná. No entanto, essa precipitação ajudará o produtor a acelerar os trabalhos em campo. No Mato Grosso, Goiás e Minas Gerais, a chuva tende a perder força entre os dias 24 e 28 de janeiro, permitindo que o manejo do solo e tratamentos fitossanitários sejam realizados com mais tranquilidade.

Já em relação à soja no Rio Grande do Sul, a chuva deverá retornar com mais força na última semana de janeiro, acumulando até 50 mm em 5 dias. No entanto, para muitas lavouras, essa chuva pode chegar tarde, não sendo suficiente para reverter os impactos da seca prolongada.



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Chuva deve superar os 150 mm em áreas de 3 regiões brasileiras durante a semana


Volume de chuva entre 80 mm em diversas regiões do país marcam a semana. Porém, em áreas do Centro-Oeste, Sudeste e Nordeste (tons em rosa no mapa abaixo), o índice pluviométrico deve ultrapassar os 150 mm.

Confira a previsão do tempo do informativo semanal do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) entre os dias 13 e 20 de janeiro.

Sul

mapa chuva nas 5 regiões do Brasil mapa chuva nas 5 regiões do Brasil
Foto: Reprodução Inmet

A semana começa com tempo firme em quase toda a Região Sul. Porém, chuvas intensas são esperadas a partir do próximo sábado (18) devido às áreas de instabilidade. Os acumulados previstos tendem a ficar entre 30 mm e 50 mm em quase toda a região, com algumas áreas ultrapassando 80 mm.

Sudeste

A convergência de umidade ficará posicionada na porção mais ao norte, proporcionando chuvas com acumulados acima de 50 mm no noroeste de Minas Gerais, podendo ultrapassar 100 mm em algumas localidades. Nas demais áreas do Sudeste, o volume deve variar entre 10 mm e 30 mm.

Centro-Oeste

A convergência de umidade favorecerá a persistência de áreas de instabilidade proporcionando chuvas em toda Região. Estão previstas acumulados acima de 80 mm em áreas de Mato Grosso, centro-norte do Goiás e centro-oeste do Mato Grosso do Sul, podendo atingir 150 mm em algumas localidades (tons de rosa no mapa). No centro-leste de Mato Grosso do Sul e sul de Goiás, as chuvas variarão entre 30 mm e 50 mm.

Nordeste

A previsão indica chuva em quase toda a região, com possibilidade de acumulados acima de 80 mm em áreas da Bahia, oeste de Pernambuco, da Paraíba, do Ceará, Piauí e Tocantins. A partir de sexta-feira (17), a aproximação de um Vórtice Ciclônico de Altos Níveis (VCAN) começa a provocar chuva na Região.

Norte

Áreas de instabilidade associadas ao calor e à alta umidade provocarão pancadas de chuva ao longo da semana, com acumulados acima de 30 mm (tons de verde no mapa) em grande parte da região.

As chuvas podem superar 80 mm em alguns locais (tons de vermelho a rosa) em áreas pontuais do sudeste do Amazonas, sul e leste do Pará e Tocantins. Por outro lado, no noroeste do Pará, sudeste do Amazonas e em grande parte de Roraima, os acumulados deverão ficar abaixo de 20 mm ou com ausência de chuva (áreas em branco).

Temperaturas mínas e máximas

Para os próximos dias, as temperaturas máximas permanecem elevadas em grande parte das Região Norte com valores entre 26°C e 36°C. Na Região Nordeste, as máximas estarão entre 22°C a 36°C.

Já no Centro-Oeste, as os termômetros também estarão elevados e devem variar entre 20°C e 34°C. Enquanto isso, nas Regiões Sudeste e Sul, os valores estarão entre 20°C e 34°C.

As temperaturas mínimas seguirão entre 22°C e 26°C na Região Norte, enquanto no Nordeste, as mínimas devem variar entre 20°C e 26°C.

No Centro-Oeste, espera-se que as mínimas fiquem entre 20°C e 26°C ao longo da semana. Nas Regiões Sudeste e Sul, as mínimas no início da semana estarão entre 14°C e 22°C, com tendência a aumenta e variar entre 18°C e 28°C.



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Como o mercado da soja se comportou? Confira dados atualizados



O mercado de soja passa por um período de ajustes devido à redução nos estoques globais, principalmente nos EUA, com uma queda de 2,58 milhões de toneladas na produção. Segundo a plataforma Grão Direito, o USDA projeta a produção brasileira em 169 milhões de toneladas e a argentina em 52 milhões de toneladas para 2024/25, enquanto a China deve importar 109 milhões de toneladas. Esse cenário de oferta e demanda reflete nas variações dos preços no mercado futuro.

Colheita da soja

A colheita no Brasil já começou em algumas regiões de Mato Grosso, embora com atraso em relação ao ano passado. No entanto, o ritmo da colheita não deve preocupar o mercado. Na Bolsa de Chicago, os contratos futuros de soja apresentaram expressiva valorização, com o contrato de janeiro/2025 subindo 3,37% e o de março/2025 com alta de 3,43%. O dólar, por sua vez, caiu 1,29%, impactando positivamente os preços internos da soja no Brasil.

A Argentina, terceiro maior produtor mundial, projeta uma safra de 52 milhões de toneladas, com aumento na área plantada. No entanto, a seca nas áreas críticas, agravada pelo fenômeno La Niña, e a substituição de milho por soja devido à cigarrinha-do-milho geram incertezas sobre o rendimento da safra. A previsão de chuvas abaixo da média em algumas regiões pode afetar negativamente tanto a soja quanto o milho.

Exportações do grão

As exportações brasileiras de soja em 2024 somaram 97,2 milhões de toneladas, e as projeções para 2025 são otimistas, com a expectativa de superar 100 milhões de toneladas. Contudo, o ritmo de embarques no início de 2025 está mais lento, com estimativas de exportação de 1,71 milhão de toneladas em janeiro, uma queda em relação ao mesmo mês de 2024. A demanda externa e os desafios logísticos podem influenciar os números finais.

Em relação aos preços, a análise gráfica indica que o mercado pode continuar com tendência de alta, caso o preço ultrapasse os US$10,40/bushel, com o alvo técnico podendo chegar aos US$10,75/bushel. Por outro lado, uma retração para a região dos US$10,15/bushel pode indicar uma possível queda para os US$9,90/bushel. O comportamento do dólar e os prêmios internos serão determinantes para a continuidade dessa movimentação no mercado.



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Chuva deixa municípios em estado de emergência na Bahia


Devido às fortes chuvas que atingiram todo o estado nos últimos dias, dois municípios decretaram situação de emergência na Bahia, de acordo com a Superintendência de Proteção e Defesa Civil (Sudec).

Até o momento, Jaguaquara e Maiquinique, ambos na região Sudoeste do estado foram os mais impactados, outros 55 registraram ocorrências.

A prefeitura de Jaguaquara informou que no último fim de semana, nos dias 10 e 11 de janeiro, foram registrados 36 milímetros de chuva em 20 minutos, chegando a cerca de 95 milímetros em 24 horas.

Ao menos 62 pessoas ficaram desabrigadas e 160 desalojadas no município, 1 ferido e 49 imóveis danificados.

Além disso, em Maiquinique, foram regristrados 75 milímetros em 3 horas na tarde de sábado (11), informou o iBahia. Cerca de 2 mil foram afetadas e 6 desalojadas, disse a Seduc.

Outros municípios que registraram ocorrências por causa das chuvas são, Itapebi com 300 pessoas desalojadas, 50 desabrigadas, 1.000 afetadas e Dias D’Ávila com 100 pessoas afetadas, 2 desalojadas .

“As equipes do órgão estão de plantão, em contato direto com os coordenadores de Defesa Civil Municipal, secretários de Assistência Social, prefeitos e demais autoridades locais, fortalecendo, desta forma, as ações de resposta”, declarou o superintendente da Sudec, Heber Santana.

Estado em alerta laranja

De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), Correntina no Oeste do estado foi o município que mais choveu no domingo (11), com acumulados de 61,6 mm em 24 horas.

Nesta segunda-feira (13), o Inmet publicou um alerta de perigo com risco de chuvas intensas em todo o Matopiba e grande parte da região central do Brasil.

Até às 10 da manhã desta terça-feira (14), as chuvas podem atingir entre 30 e 60 mm/h ou 50 e 100 mm/dia, com ventos intensos que variam entre 60 e100 km/h.

Municípios afetados

De acordo com a Defesa Civil, os municípios que registraram ocorrências entre os dias 10 a 12 de janeiro são:

  1. Campo Formoso
  2. Luis Eduardo Magalhães
  3. Macururé
  4. Catu (Alagamento)
  5. Inhambupe (Alagamento)
  6. Ruy Barbosa (Alagamento)
  7. Barreiras
  8. Alagoinhas
  9. Boa Vista do Tupim
  10. Valença
  11. Jaguarari (Alagamento)
  12. Itaquara (queda de muro de escola)
  13. Jiquiriçá (Alagamento)
  14. Pojuca (Alagamento)
  15. Jaguaquara (pessoas desalojadas, desabrigadas e 01 ferido)
  16. Rio Real (vendaval arranca telhado de marcado)
  17. Salvador
  18. Castro Alves (Alagamento)
  19. Santo Amaro (Alagamento)
  20. Camaçari (Alagamento)
  21. Ubatã (Alagamento)
  22. Itajuipe (Alagamento)
  23. Conde (Pontes e vias de acesso cedendo)
  24. Maragogipe
  25. Itabuna
  26. Ipiaú
  27. Maiquinique (Alagamento, pessoas desabrigadas a confirmar)
  28. Teixeira de Freitas
  29. Itatim
  30. Guaratinga
  31. Pindobaçu
  32. Morro do Chapéu
  33. Jacobina
  34. Cansanção
  35. Caém
  36. ⁠Andorinha (transbordamento no leito do Rio)
  37. ⁠Itiúba
  38. Paulo Afonso
  39. Santa Inês
  40. Itapebi (Alagamento, pessoas desabrigadas a confirmar)
  41. Jucuruçu
  42. Ibicuí
  43. Madre de Deus
  44. Itororó
  45. ⁠Itajú do Colônia
  46. Coaraci (Alagamento no Hospital Municipal)
  47. Quijingue
  48. Euclides da Cunha
  49. Poções
  50. ⁠Amargosa
  51. Dias D’Ávila (Alagamento, pessoas desalojadas)
  52. Santa Cruz Cabrália
  53. Itapetinga (Alagamento)
  54. Rafael Jambeiro
  55. Santo Antônio de Jesus

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Após relatório do USDA, como os preços do milho devem se comportar?



O último relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), divulgado na sexta-feira (10), mexeu com o mercado global do milho. Confira a análise da Grão Direto sobre as perspectivas de preço no Brasil e a dinâmica de oferta e demanda no mundo:

  • Relatório de oferta e demanda: os estoques finais de milho nos Estados Unidos foram reduzidos para 39,12 milhões de toneladas, conforme o último relatório do USDA. De acordo com o órgão, a produção está estimada em 377,63 milhões de toneladas, abaixo dos 384,64 milhões projetadas anteriormente. Globalmente, a safra caiu para 1,214 bilhão de toneladas, reduzindo os estoques finais para 293,34 milhões de toneladas.
  • Exportações diminuíram: no Brasil, a Secretaria de Comércio Exterior (Secex) informou que o volume de milho exportado em dezembro de 2024 foi 30% menor que o mesmo período de 2023, totalizando 4,2 milhões de toneladas.
  • Safra da Argentina: o calor e a seca estão começando a causar danos às safras de soja e milho 2024/25 na Argentina, principalmente na região sul do país, trazendo preocupações.

O milho encerrou a semana passada cotado a US$ 4,71 por bushel (+4,43%) em Chicago, para o contrato com vencimento em março de 2025.

No Brasil, na B3, o cereal seguiu no mesmo sentido, com variação de +1,95%, encerrando a R$ 74,17 por saca no contrato de janeiro de 2025. Esse cenário foi refletido no mercado físico brasileiro, provocando valorização em várias regiões.

Agora, veja a projeção da plataforma Grão Direto para esta semana:

O que esperar do mercado do milho?

  • Exportações ameaçadas: o USDA revisou novamente para baixo a projeção de importação de milho pela China, agora estimada em 13 milhões de toneladas (o menor volume desde a safra 2019/20). Esse cenário vem ao encontro de uma oferta abundante dos Estados Unidos e expectativas positivas para a segunda safra brasileira. “Embora o consumo interno no Brasil deva aumentar, as exportações continuam a representar uma parcela significativa na balança comercial, podendo pressionar os preços ao longo do ano”, diz a análise da Grão Direto.
  • Mais milho nos Estados Unidos: nos Estados Unidos, a definição da área de plantio para a safra 2025/26 será influenciada pela relação de preços entre soja e milho, que atualmente está em torno 2,30 sacas de milho por cada saca de soja, favorecendo, assim, o cereal. A previsão de redução nos preços da soja, impulsionada pela grande safra na América do Sul, aliada à alta demanda por milho, pode levar os produtores a expandirem a área destinada ao cultivo do grão.
  • Segunda safra de milho: a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estima que a segunda safra de milho de 2025 terá um aumento de 1% na área plantada e um crescimento de 1,8% na produção, atingindo 92,6 milhões de toneladas. “Com uma janela de plantio favorável e a normalização do ciclo da soja, há otimismo para o próximo ciclo, com expectativas de recuperação após um 2024 desafiador.”
  • Análise gráfica: as cotações do milho em Chicago apresentam uma tendência de alta considerando as movimentações desde setembro de 2024. Na sexta feira, o mercado refletiu o relatório do USDA, elevando o preço da região dos US$ 4,55/bushel para acima dos US$ 4,72/bushel, em poucos minutos, fechando a semana nos US$ 4,70/bushel no contrato de março de 2025.

“O rompimento da região dos US$ 4,60/bushel pode trazer otimismo ao mercado e refletir em continuidade das altas, podendo ocorrer o teste da região dos US$ 4,90 caso o preço consiga romper os US$ 4,80/bushel. Caso a região dos US$ 4,80 seja marcada por uma zona de resistência, impossibilitando a continuação das altas, o preço poderá ter um retorno de teste da região dos US$ 4,60/bushel”, consideram os analistas da Grão Direto.

Com base nas informações acima, a plataforma enxerga que as cotações de milho poderão continuar seu movimento de alta durante a semana, podendo romper a região dos R$ 75,00 na B3, o que deve continuar impactando os preços do mercado físico brasileiro em diversas regiões.



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News

Projeto da maior obra logística do Brasil recebe R$ 400 milhões do Governo



A Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene) autorizou a liberação da primeira parcela de R$ 400 milhões do aditivo de R$ 3,6 bilhões para as obras da ferrovia Transnordestina, que ligará os estados do Ceará e do Piauí.

Considerada o maior projeto nacional de infraestrutura logística, a ferrovia é estratégica para o transporte de alimentos e insumos, atendendo tanto o mercado interno quanto a exportação. Segundo o Ministério dos Transportes, o empreendimento é uma prioridade do Governo Federal.

“As obras da Transnordestina retomaram o ritmo em 2023, com a volta de investimentos federais. O empenho do governo é para que a entrega da Fase 1 da ferrovia ocorra até 2027 e até 2029 a Fase 2”, informou a pasta.

A Transnordestina, quando concluída, cruzará os estados do Piauí, Ceará e Pernambuco. O repasse de recursos será realizado por meio de crédito do Fundo de Desenvolvimento do Nordeste (FDNE).

Retomada no ramal pernambucano

O Ministério dos Transportes também destacou que, em 2021, por inviabilidade financeira, o governo da época excluiu o ramal pernambucano da Transnordestina do contrato de concessão. No estado, as obras haviam avançado até Custódia, no Sertão.

Agora, o governo federal planeja retomar o trecho entre as cidades de Salgueiro e o Porto de Suape como uma obra pública, integrando o projeto ao Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC), com prioridade na destinação de recursos.

A Infra S.A. é a responsável pela elaboração do projeto executivo. Segundo o Ministério dos Transportes, a previsão é de que o planejamento seja concluído até o segundo semestre de 2025. “O Governo Federal destinou inicialmente R$ 450 milhões ao segmento, com possibilidade de ajustes após a finalização do projeto”, informou a nota oficial.



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