domingo, agosto 2, 2026

Autor: Redação

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preços caem no Brasil; confira as cotações



O mercado brasileiro de soja teve pouco movimento nesta terça-feira. Houve registro de negócios nos portos, mas poucos volumes tiveram pagamentos imediatos, pois a colheita está no início. Os vendedores com soja disponível para embarque rápido aproveitaram os preços mais altos. Produtores do Mato Grosso seguem apreensivos quanto à safra no estado e, por isso, estão fora do mercado. O viés dos preços foi de baixa, acompanhando os movimentos de Chicago e do dólar.

Preços da soja

  • Passo Fundo (RS): caiu de R$ 136,00 para R$ 135,00 a saca
  • Região das Missões (RS): recuou de R$ 135,00 para R$ 134,00 a saca
  • Porto de Rio Grande (RS): baixou de R$ 143,00 para R$ 141,50
  • Cascavel (PR): desvalorizou de R$ 133,00 para R$ 131,00
  • Porto de Paranaguá (PR): caiu de R$ 142,00 para R$ 140,00
  • Rondonópolis (MT): estabilizou em R$ 121,00
  • Dourados (MS): caiu de R$ 125,00 para R$ 122,00 a saca
  • Rio Verde (GO): se manteve em R$ 124,00

Chicago

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam com preços mais baixos. Após dois dias de ganhos acentuados, com os contratos atingindo o maior patamar desde outubro, o dia foi de realização de lucros. O relatório do USDA apontou estoques e produção norte-americanos abaixo do esperado, o que deflagrou os ganhos anteriores.

No entanto, o cenário de ampla oferta mundial de soja garantiu a correção dos preços. As atenções seguem voltadas para o desenvolvimento das lavouras sul-americanas, com as perspectivas ainda favoráveis, apesar das preocupações no sul do Brasil e na Argentina.

A produção brasileira de soja deverá totalizar 166,33 milhões de toneladas na temporada 2024/25, com um aumento de 12,6% em relação à temporada anterior. A expectativa para a Argentina é de uma produção de 54,05 milhões de toneladas para a safra 2024/25, com um ajuste de 1 milhão de toneladas em relação à previsão anterior. O USDA anunciou mais uma venda de 198 mil toneladas de soja para a China por parte de exportadores privados.

Câmbio

O dólar comercial encerrou em queda de 0,85%, sendo negociado a R$ 6,0459 para venda e a R$ 6,0439 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 6,0408 e a máxima de R$ 6,0923.



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AgroNewsPolítica & Agro

Importância da adubação na cultura da soja


De acordo com dados do artigo da engenheira agrônoma Gressa Chinelato publicado no Blog da Aegro, a adubação é um dos fatores essenciais para o desenvolvimento saudável da soja, influenciando diretamente a produtividade das lavouras. Para que as plantas cresçam de forma adequada, elas necessitam de diversos nutrientes, muitos dos quais são absorvidos diretamente do solo. No Brasil, principalmente em regiões tropicais, a fertilidade do solo é um desafio, exigindo o uso de técnicas de manejo que incluam a aplicação de adubos químicos.

Os solos tropicais brasileiros, embora favorecidos por altos índices de temperatura e precipitação, sofrem um processo natural conhecido como intemperismo. Esse fenômeno é responsável pela transformação e desgaste das rochas e solos, por meio de processos físicos, químicos e biológicos. Embora a precipitação intensa contribua para a formação do solo, ela também pode levar a uma alta taxa de intemperismo, o que resulta em solos com baixa fertilidade.

Como consequência, muitos solos do Brasil não são capazes de fornecer sozinhos todos os nutrientes necessários para o crescimento das plantas, tornando-se pouco férteis. Para superar essa limitação e garantir a alta produtividade das lavouras de soja, é essencial o manejo adequado do solo. A calagem (processo que aumenta o pH do solo), a gessagem e, principalmente, a adubação, são práticas fundamentais para melhorar as condições de fertilidade.

A escolha do tipo de adubo químico utilizado na cultura da soja é determinante para a absorção eficiente de nutrientes e para a manutenção da fertilidade do solo. Cada tipo de adubo tem uma composição e dinâmica distintas no solo, afetando a disponibilidade de nutrientes de maneira variável. A relação entre a fertilidade do solo e a produtividade da soja é clara: solos bem nutridos resultam em maiores colheitas e melhor qualidade dos grãos.

A adubação deve levar em consideração diversos fatores, como as condições climáticas, especialmente a temperatura e a quantidade de chuva, que influenciam a disponibilidade de nutrientes no solo. Além disso, as diferenças genéticas entre as cultivares de soja, o teor de nutrientes presente no solo e os tratos culturais adotados também afetam as necessidades nutricionais das plantas.

 





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Preço médio da arroba do boi gordo segue em alta; veja cotações



O mercado físico do boi gordo teve menor fluidez nos negócios no decorrer desta terça-feira (14), mas manteve o tom de alta nas cotações, de acordo com a consultoria Safras & Mercado.

Segundo o consultor da empresa Fernando Henrique Iglesias, as escalas de abate no geral permanecem encurtadas, o que sinaliza para a continuidade do movimento de alta no curto prazo.

“A oferta é restrita, e não há sinais de avanços consistentes no curto prazo. Exportações seguem em bom nível neste início de ano, algo compreensível uma vez que o Brasil ainda figura como principal alternativa para o fornecimento de carne bovina”, destaca.

Preços médios da arroba do boi (a prazo)

  • São Paulo: R$ 332,33 (R$ 331,83 ontem)
  • Minas Gerais: R$ 319,71 (R$ 318,82 anteriormente)
  • Goiás: R$ 319,82 (R$ 319,29 na segunda)
  • Mato Grosso do Sul: R$ 324,20, estável
  • Mato Grosso: R$ 316,82 (R$ 316,69 ontem)

Mercado atacadista

O mercado atacadista apresenta acomodação em seus preços no decorrer da semana. Iglesias destaca que a demanda é tipicamente enfraquecida neste período do ano, com a população descapitalizada e priorizando o consumo de proteínas mais acessíveis, a exemplo da carne de frango, embutidos e do ovo.

O quarto dianteiro ainda é precificado a R$ 17,00, por quilo. Quarto traseiro permanece cotado a R$ 26,80, por quilo. Ponta de agulha ainda é precificada a R$ 18,00, por quilo.



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Produção de soja deve aumentar 15,4% em 2025, projeta IBGE



A expectativa de uma nova safra recorde de soja tem ajudado a turbinar a projeção para a produção agrícola brasileira de 2025. A colheita da oleaginosa deve totalizar um ápice de 167,3 milhões de toneladas neste ano, aumento de 15,4% em relação a 2024, 22,348 milhões de toneladas a mais.

Os dados são do terceiro Prognóstico para a Produção Agrícola de 2025, divulgado nesta terça-feira (14), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Além da soja, são esperados aumentos em 2025 para as seguintes culturas:

  • Milho 1ª safra (alta de 9,3% ou 2,124 milhões de toneladas a mais);
  • Milho 2ª safra (alta de 4,1% ou 3,736 milhões de toneladas a mais);
  • Arroz (8,1% ou 856,1 mil toneladas a mais);
  • Trigo (4,8% ou 360,7 mil toneladas a mais); e
  • Feijão 1ª safra (30,9% ou 276, 1 mil toneladas a mais)

Já o algodão herbáceo em caroço deve ter safra praticamente estável em relação à de 2024, apenas 2,354 mil toneladas a mais.

Em contrapartida, está prevista redução para a produção de sorgo, queda de 3,2% ou 127,668 mil toneladas a menos.

Produção agrícola do país

A produção agrícola brasileira deve somar 322,6 milhões de toneladas em 2025, 29,9 milhões de toneladas a mais que o desempenho de 2024, um aumento de 10,2%.

Se confirmada, a safra 2025 marcará novo volume recorde, superando o ápice de 315,386 milhões de toneladas visto em 2023.

“Esse crescimento se deve à recuperação da safra de soja, que passou por muitos problemas em 2024. Isso se soma às condições climáticas favoráveis às lavouras na maior parte do Brasil, mesmo com atraso no início do plantio”, diz o gerente da Coordenação de Agropecuária do IBGE, Carlos Guedes, em nota.

Segundo ele, os produtores conseguiram recuperar este atraso, utilizando-se de alta tecnologia. “Tem chovido de forma satisfatória na maioria das regiões produtoras, o que beneficia as lavouras que estão em campo”.



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Excesso de chuvas paralisa colheita de soja e traz risco de perdas



O excesso de chuvas tem causado transtornos e paralisações nas atividades agrícolas em Mato Grosso, colocando em risco a produtividade da soja neste início de colheita da safra 2024/2025. Os produtores enfrentam desafios com a alta umidade do solo, dificultando a entrada das máquinas e aumentando os custos de operação.

A primeira área colhida pela equipe do gerente de produção no município de Campos de Julho teve uma produtividade média de 76 sacas por hectare. O excesso de chuvas, segundo ele, está comprometendo o andamento da colheita. O grande desafio, de acordo com o gerente, será o clima, especialmente agora, em janeiro e fevereiro, períodos críticos para a colheita. As máquinas precisam estar preparadas para trabalhar com alta performance e na hora certa, para evitar perdas na lavoura.

Em outras propriedades de soja, a umidade excessiva tem gerado dificuldades semelhantes. Naquelas áreas de sequeiro, a constante chuva tem impedido o rendimento esperado das máquinas, dificultando o trabalho de colheita. A situação exige agilidade, já que qualquer janela de sol precisa ser aproveitada ao máximo para evitar a perda de produção.

Nos municípios onde a produção é mais concentrada, como Sorriso, o problema também se repete. Lá, a colheita está sendo escalonada nas áreas irrigadas, com as máquinas funcionando apenas em períodos intercalados para evitar danos. A chuva constante tem feito com que as máquinas fiquem paradas por dias, gerando preocupação entre os produtores.

Além disso, a situação nas áreas de sequeiro, onde a concentração de produção é maior, também é preocupante. A falta de chuva até meados de outubro atrasou o plantio, mas, com o ritmo acelerado de semeadura depois disso, muitas áreas ficaram prontas para a colheita em um curto espaço de tempo. A preocupação com o risco de perdas devido à chuva intensa é crescente, já que a janela para a colheita é estreita e o clima tem dificultado o trabalho no campo.



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Agronegócio representou 23,5% do PIB da Bahia até o terceiro trimestre de 2024



O agronegócio representou 23,5% do PIB total da Bahia até o terceiro trimestre de 2024, de acordo com a base de dados da Secretaria de Comércio Exterior, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

Os dados foram divulgados pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), autarquia vinculada à Secretaria de Planejamento (Seplan), compartilhados também pela Seagri.

Este desempenho é ainda mais notável no terceiro trimestre, onde a participação alcançou 26,5%, a maior já registrada para o período, superando os 19,8% do mesmo trimestre em 2023.

Comparando os números parciais de 2024 com os do ano anterior, observa-se um crescimento expressivo. Em 2023, a participação da agropecuária baiana no PIB nacional foi de 5,5%, enquanto em 2024, até o terceiro trimestre, essa participação subiu para 7,1%.

De acordo com a pasta, esses dados preliminares indicam uma recuperação significativa em 2024, após uma queda observada em 2023.

A estimativa do PIB da Bahia até o terceiro trimestre de 2024 é de R$ 349 bilhões, com o agronegócio contribuindo com aproximadamente R$ 83 bilhões, equivalente a 23,8% do total.

Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP)

O Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) da Bahia em 2024, calculado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), acumulou receitas de R$ 54 milhões.

O segmento de “Lavouras” foi o mais expressivo, contribuindo com 81% do VBP total, seguido pela produção animal com 19%.

Dentro do segmento de “Lavouras”, os grãos lideraram com 57%, seguidos pelo cacau (12%), frutas (11%) e outras lavouras (20%). Na produção animal, os bovinos de corte foram a principal atividade, representando 57%, seguidos por aves (22%), leite (13%) e suínos e ovos (8%).


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Com colheita de soja prevista, Aprosoja-TO busca alternativas



O desabamento da ponte Jucelino Kubitschek, localizada na BR-226, que liga os estados de Tocantins e Maranhão, completa 35 dias sem que as autoridades locais tenham encontrado uma solução para retomar o transporte entre os dois estados. A região, que é um dos maiores polos produtores de soja do Brasil, tem enfrentado grandes desafios logísticos desde o acidente. A Aprosoja TO se posicionou sobre o assunto.

Uma das alternativas em discussão é o uso de balsas para a travessia, mas a solução ainda não está operando, e não há previsão de quando a estrutura estará disponível para atender a demanda. A expectativa é que a nova ponte seja entregue apenas em dezembro do ano que vem, o que deixa os produtores preocupados com os impactos no escoamento da próxima safra.

Em entrevista, a presidente da Aprosoja TO, Caroline Barcelos, explicou que, embora já tenha sido iniciada a movimentação para a construção da estrutura de apoio à balsa, não há uma previsão de quando ela começará a funcionar. Ela ressaltou ainda que, com a falta de alternativas, o custo do frete aumentou consideravelmente, principalmente com a necessidade de percorrer rotas alternativas que podem acrescentar até 100 quilômetros ao trajeto.

A safra de soja está prevista para começar em cerca de 15 dias, e o aumento no custo do transporte já é sentido pelos produtores, que enfrentam o desafio do escoamento da produção e também da chegada de insumos, como fertilizantes e defensivos agrícolas, que se tornaram mais caros e demorados para serem entregues. Além disso, a queda da ponte compromete diretamente o escoamento da produção para o Porto Franco, no Maranhão, que é um dos principais destinos da soja do Tocantins.

A presidente da Aprosoja Tocantins também destacou a preocupação com a possível implementação de um fundo de transporte pelo governo do Maranhão, que cobraria taxas adicionais sobre a produção que passasse por aquele estado. Para os produtores do Tocantins, esse acréscimo nos custos pode tornar ainda mais difícil a competitividade no mercado, especialmente em um cenário de margens apertadas.

Diante desse cenário, Caroline Barcelos pediu que o governo estadual de Tocantins considere medidas para amenizar os custos adicionais, como a isenção de algumas taxas, para que os produtores não sejam sobrecarregados ainda mais.

A situação, que já é crítica para a logística de escoamento da soja e chegada de insumos, exige soluções rápidas e eficazes para garantir que a safra de soja do Tocantins, uma das maiores do país, não seja comprometida por esse imprevisto. O uso da balsa e a busca por novas rotas alternativas são apenas paliativos até a conclusão da nova ponte, que só deverá ser entregue no final de 2026.



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Safra baiana de grãos em 2025 mantém previsão de crescimento de 6,7%



O terceiro prognóstico do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) para a safra de grãos em 2025 (cereais, leguminosas e oleaginosas), prevê que, na Bahia, deverá ocorrer um crescimento de 6,7% nessa produção, frente a 2024.

De acordo com o IBGE, para este ano, a safra de grãos deverá ser de 12.140.464 toneladas, frente às 11.381.095 toneladas estimadas para 2024.

A soja, principal produto agrícola da Bahia, devera ter em 2025, uma produção recorde de 8.333.190 toneladas, 10,6% a mais que em 2024 (mais 801.090 toneladas).

A previsão é que o aumento da produção do grão frente a 2024 se dê pelo aumento de 5,5% na área plantada, que passará a ser 2,144 milhões de hectares, e de 4,9% no rendimento médio do produto, que deverá chegar aos 3.888 kg/hectare.

Esse terceiro prognóstico para a soja na Bahia segue o resultado nacional, que aponta, em todo o país, um aumento de 15,4% na safra do grão em 2025, ficando em 167,3 milhões de toneladas, pouco mais da metade de toda a produção de cereais, leguminosas e oleaginosas do Brasil.

Situação das lavouras de soja

De acordo com boletim divulgado pela Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), nesta terça-feira (14), o estado fisiológico da maioria das lavouras demonstra uma perspectiva de safra recorde, dado ao ótimo desenvolvimento das plantas.

De maneira geral, a safra 2024/25 de soja, está com condições excelentes, em diversos níveis fisiológicos, requerendo atenção e alerta nos monitoramentos, visto que, na região está sendo registrados casos pontuais da presença de D.F.C (Doenças de Final de Ciclo) como Mancha-Alvo (Corynespora cassiicola), Mancha-parda (Septoria glycines), além da presença do MofoBranco (Sclerotinia sclerotiorum).

A operação de colheita das áreas com cultivos antecipados já está sendo realizada de maneira discreta, mas os produtores continuaram a enfrentar dificuldades devido aos altos volumes pluviométricos previstos para o período.

Ainda de acordo com a Aiba, a expectativa para essa semana, é que sejam colhidos por volta de 2.200 hectares.

Nas primeiras áreas irrigadas, as médias parciais de colheita da safra 2024/25 registraram estar na casa dos 72 sc/ha.

No mesmo período do ano passado as médias parciais estavam na casa dos 69 sc/ha.


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PRF apreende mais de 230 m³ de madeira em operações nas rodovias


A Polícia Rodoviária Federal (PRF) apreendeu 230,02 m³ de madeira transportada ilegalmente em operações realizadas em rodovias de diferentes estados. Os flagrantes ocorreram entre os dias 8 e 13 de janeiro de 2025, resultando na autuação de motoristas por crimes ambientais e na apreensão de veículos e cargas.

Apreensões no Pará

Na BR-230, em Marabá (PA), a PRF interceptou duas carretas com madeira ilegal no dia 13 de janeiro. A primeira apreensão ocorreu às 9h40, no km 120, onde foram encontrados 55 m³ de madeira da espécie Acapu, cuja extração é proibida por lei. Mais tarde, às 16h20, outra carreta foi parada no km 102, transportando 55 m³ de madeira serrada e em toras, com divergências entre o volume real e o informado na documentação.

Ainda na região, no dia 9, um bitrem carregado com madeira Acapu foi detido durante fiscalização. Todas as cargas foram encaminhadas à Secretaria Municipal de Agricultura de Marabá (SEAGRI), e os motoristas assinaram Termos Circunstanciados de Ocorrência (TCO), comprometendo-se a responder em juízo.

Madeira AcapuMadeira Acapu

Irregularidades no Nordeste

Na BR-316, em Maribondo (AL), a PRF registrou duas apreensões no dia 8 de janeiro, ambas envolvendo transporte irregular de madeira nativa em estacas.

Por volta das 11h, um caminhão foi parado com 38,04 m³ de madeira e documentação vencida. A Guia Florestal apresentava rota genérica, omitindo rodovias em Ceará, Pernambuco e Alagoas, o que poderia facilitar desvios. Pouco tempo depois, outro veículo foi abordado transportando 29,98 m³ de madeira com irregularidades similares.

ESTACAS DE MADEIRA ALAGOAS ESTACAS DE MADEIRA ALAGOAS

As cargas foram apreendidas e entregues ao IBAMA, enquanto os motoristas assinaram TCOs e responderão pela infração de “transportar, adquirir ou vender madeira sem licença válida”, conforme a legislação ambiental.

Combate ao Crime

A PRF destacou que as operações têm como objetivo coibir o transporte ilegal de madeira, garantindo a proteção ambiental e o cumprimento das leis. As ações reforçam a necessidade de vigilância rigorosa para combater a exploração ilegal de recursos naturais e preservar os ecossistemas brasileiros.



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Produção de cacau recua quase 20% em 2024 e preços atingem alta histórica



A produção brasileira de cacau registrou queda de 18,5% em 2024, com 179.431 toneladas de amêndoas recebidas, frente às 220.303 toneladas em 2023, segundo a Associação Nacional das Indústrias Processadoras de Cacau (AIPC). A redução reflete problemas climáticos e o avanço de pragas como a vassoura-de-bruxa e a podridão-parda.

Apesar da retração, o mercado global de cacau alcançou preços históricos devido à crise produtiva na África, principal região produtora. Em Nova Iorque, os contratos futuros subiram 165% ao longo do ano, refletindo déficits globais consecutivos e baixa liquidez nas bolsas.
Impacto Regional

A Bahia, principal estado produtor, viu uma redução de 21,8% na oferta, enquanto o Pará registrou queda de 11,9%. Outros estados como Espírito Santo e Rondônia também enfrentaram quedas significativas na produção, intensificando os desafios para a indústria nacional.

Moagem e Comércio Exterior

A moagem brasileira caiu 9,5% em 2024, totalizando 229.334 toneladas. Já as exportações de derivados cresceram 6,2%, alcançando 50.257 toneladas, com destaque para mercados na Argentina, Estados Unidos e Países Baixos.

Segundo Anna Paula Losi, presidente-executiva da AIPC, os desafios da oferta nacional reforçam a necessidade de diversificação e políticas de suporte para garantir resiliência ao setor. “O mercado global busca alternativas para superar a crise africana, com esforços na diversificação da produção em outras regiões”, analisa.

Perspectivas para 2025

O mercado de cacau inicia 2025 com incertezas. A relação estoques-demanda global permanece apertada, enquanto os custos elevados e a volatilidade nas bolsas internacionais afetam produtores e investidores. Sinais de desaceleração na moagem e os impactos climáticos na África Ocidental são fatores críticos a serem monitorados.

Os analistas apontam que a resiliência na demanda e a possibilidade de novos déficits na oferta devem manter os preços elevados e o mercado instável no curto prazo.



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