A exportação de carne angus certificada registrou crescimento de 9,2% em 2024, totalizando 3.137 toneladas comercializadas. A China permanece como grande destaque entre os destinos, com quase 50% do total comprado. Oriente Médio e Chile completam a lista dos três primeiros.
O balanço foi divulgado pela Associação Brasileira de Angus e Ultrablack, que também apontou novo recorde no volume de abates. Ao longo do ano passado, 510 mil animais foram terminados, crescimento de 1,5% em relação a 2023.
Além disso, houve um aumento de 19,9% no índice de aproveitamento de produtos finais retirados das carcaças aprovadas.
O presidente da Associação Brasileira de Angus e Ultrablack, José Paulo Cairoli, enfatiza que os números positivos demonstram o sucesso que o programa alcançou e a consolidação da raça.
“Temos batido recordes e metas ano após ano. Inclusive, teremos um 2025 superior em todos os aspectos, justamente porque os grandes frigoríficos vêm se conscientizando cada vez mais da necessidade de terem certificação Angus. O mercado pede isso. A pecuária evoluiu muito, e esse cenário nos dá a garantia de que o programa está no rumo certo. O sucesso da raça é o sucesso da carne”, avalia.
Já o diretor do Programa Carne Angus Certificada, engenheiro agrônomo Wilson Brochmann, considera que o maior aproveitamento das carcaças deve-se à procura internacional por novos cortes específicos.
“Muitos mercados que não costumavam consumir passaram a procurar a carne angus certificada, gerando uma demanda que impactou diretamente no índice de aproveitamento, chegando a esses quase 20%”, aponta.
Um acidente envolvendo duas carretas na manhã desta segunda-feira (3), deixou uma pessoa morta e interditou a BR-020, na serra do distrito de Roda Velha, município de São Desidério, no Oeste da Bahia.
Após a batida, as duas carretas ficaram atravessadas na pista e interromperam o trânsito na rodovia por quase 8 horas. O congestionamento chegou a 8 quilômetros em um dos sentidos da rodovia.
As imagens do acidente revelam a força da colisão, já que a cabine do caminhão-tanque foi arrancada do chassi. A Polícia Rodoviária Federal (PRF) informou que o tráfego no local só foi liberado às 15h40.
Foto: Blog Braga
O 17º Batalhão de Bombeiros Militar também foi acionado para a ocorrência e informou que o Serviço de Atendimento Móvel e Urgência (Samu), comunicou às 08h32, que recebeu informações da PRF a respeito do acidente.
Segundo a PRF, o motorista do caminhão-tanque ficou preso às ferragens, não resistiu aos ferimentos e morreu no local.
De acordo com o Blog Braga, o motorista da carreta Scania/Bitrem saiu ileso e relatou que transitava pela BR-020 em direção a Brasília-DF e chovia no momento do acidente.
Foto: Blog Braga
Ele teria perdido o controle do caminhão bitrem na descida da serra e invadido a pista contrária e só parou após colidir com o caminhão-tanque que seguia no sentido oposto.
O Departamento de Polícia Técnica (DPT) realizou perícia no local e removeu o corpo da vítima para o Instituto Médico Legal (IML) de Barreiras para exame de necropsia.
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No mercado da soja do estado do Rio Grande do Sul, as incertezas climáticas continuam causando problemas, segundo informações divulgadas pela TF Agroeconômica. “Preços no porto: R$ 142,00 para entrega em novembro e pagamento em 24/01. No interior, os preços seguem o balizamento de cada praça: R$ 134,00 em Cruz Alta (pagamento em 17/02 – para fábrica), R$ 132,00 em Passo Fundo (pagamento no fim de fevereiro), R$ 132,00 em Ijuí (pagamento em 17/02 – para fábrica), e R$ 133,00 em Santa Rosa/São Luiz (pagamento no fim de fevereiro). Os preços de pedra em Panambi mantiveram-se em R$ 126,00 por saca para o produtor”, comenta.
Em Santa Catarina, as mesmas preocupações com a produção seguem presentes. “O mercado global de soja continua pressionado por uma oferta elevada e pela volatilidade dos preços, e o principal desafio para Santa Catarina será manter a competitividade das exportações nesse cenário. As indicações de preços no porto de São Francisco estão em 132,29 para entrega em fevereiro e pagamento em 28/03 até 141,00 para entrega em junho com pagamento em 30/07”, completa.
A volatilidade global e a oferta abundante desafiam a competitividade da soja paranaense. “Para entregas no Porto de Paranaguá, os compradores indicavam ideia de R$ 132,66 para entrega em janeiro 31/01 e pagamento 28/02. No spot da soja em Ponta Grossa, os preços foram a 124,42 por saca CIF, mas a liquidez foi baixa, com compradores afastados e vendedores sem grãos. Em Maringá, no disponível, as indicações chegaram a R$ 123,66 por saca FOB, para retirada imediata e pagamento em janeiro, mas sem negócios reportados”, indica.
Sem mudanças de panorama no mercado do Mato Grosso do Sul, a situação segue complicada. “Enquanto as regiões do norte, que não sofreram danos expressivos, estão em uma situação mais favorável, é importante ressaltar que a maior parte da produção está concentrada no sul do estado. A colheita já está em andamento neste momento”, informa.
Em um estudo realizado pela Percent, em parceria com a TV Cuiabá e o Portal O Documento, foi revelada uma sondagem significativa sobre as preferências eleitorais para as eleições de 2026 no estado de Mato Grosso. A pesquisa, que abrangeu os dias 22 a 30 de janeiro, concentrou-se em identificar quais candidatos estão ganhando apoio popular e qual é o perfil do eleitorado neste período inicial das atividades políticas.
Em um estudo realizado pela Percent, em parceria com a TV Cuiabá e o Portal O Documento, foi revelada uma sondagem significativa sobre as preferências eleitorais para as eleições de 2026 no estado de Mato Grosso. A pesquisa, que abrangeu os dias 22 a 30 de janeiro, concentrou-se em identificar quais candidatos estão ganhando apoio popular e qual é o perfil do eleitorado neste período inicial das atividades políticas.
Os resultados mais recentes mostram que o vice-governador Otaviano Pivetta, do partido Republicanos, se destaca com 19,2% das intenções de voto, enquanto seu colega Wellington Fagundes, do PL (Partido Liberal), segue em segundo lugar com 15%. Esses números indicam um forte início para as eleições e reforçam a importância da liderança republicana no cenário político.
A seguir ao líder republicano, o senador Jayme Campos do União Brasil completa o quadro com 9% das respostas, mantendo sua posição de destaque na direita brasileira. O empresário Odílio Balbinotti, ainda sem partido, apresenta um desempenho sólido com 7,3%, sugerindo que os eleitores estão dispostos a considerar candidatos independentes e não vinculados a partidos políticos convencionais.
Nesta semana, a previsão do tempo para as áreas produtoras de soja no Brasil indica um cenário favorável para os trabalhos em campo em várias regiões do país. A situação é positiva nas áreas que vinham enfrentando excesso de chuvas. Nessas regiões, o tempo mais firme a partir de amanhã vai permitir que o trabalho avance sem maiores dificuldades.
A melhoria do tempo também chega a Minas Gerais, São Paulo, Goiás e Mato Grosso do Sul após a passagem das áreas de instabilidade, o que facilita as operações. Porém, na porção oeste de Mato Grosso, a chuva continua e pode prejudicar os trabalhos. No Rio Grande do Sul, o clima também deve ser mais chuvoso, com a chegada de uma nova frente fria a partir de quarta-feira, mas essa chuva não atingirá todas as regiões produtoras.
Na região do Matopiba, a concentração de chuvas será mais forte no norte, o que não deve dificultar o avanço das atividades. O estado do Pará, por outro lado, merece atenção, pois há previsão de chuvas, com acumulados podendo ultrapassar os 100 mm em 5 dias, afetando as operações.
No Sudeste, a chuva começa a dar trégua, com Minas Gerais e boa parte de São Paulo experimentando tempo mais seco, o que permitirá a retomada das atividades. No sul, o Oeste do Paraná e de Santa Catarina recebem boas chuvas, o que ajuda a recuperar as lavouras que estavam sofrendo com déficit hídrico. No entanto, a chuva que chega ao Rio Grande do Sul não deve ser suficiente para beneficiar significativamente as lavouras em desenvolvimento.
Por fim, a próxima semana deverá ser de tempo seco no Centro-Sul, o que beneficia as colheitas em andamento. Já no estado de Mato Grosso seguirá enfrentando problemas com o excesso de umidade, com mais chuvas previstas para fevereiro, março e até meados de abril, impactando as operações na região.
O preço do café torrado e moído teve alta de 39,6% para o consumidor em 12 meses, conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Assim, o produto encerrou 2024, em média, a R$ 48,90 o quilo. Agora, início de fevereiro, já ultrapassa os R$ 50.
Tal elevação tende a reduzir o consumo da bebida queridinha dos brasileiros, mas, a exemplo do que já ocorreu com outros itens, como o leite condensado (opção mistura láctea), fabricantes encontram formas de oferecer materiais similares a valores mais baixos, informando na embalagem os dizeres “sabor café”.
Com isso, nasceu o café fake, ou “cafake”, como vem sendo chamado na indústria. Trata-se de pó com aromatizante produzido a partir de cascas, folhas, palha, paus ou qualquer outra parte da planta, exceto a semente, que é a matéria-prima do café original.
Em entrevista recente à agência Reuters, o presidente da Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic), Celírio Inácio da Silva, ressaltou que o produto é uma “clara e evidente tentativa de burlar e enganar o consumidor”.
A entidade identificou, por meio de denúncias, a venda do produto em Bauru, município da região centro-oeste do estado de São Paulo. Um produto chamado Oficial do Brasil foi encontrado nas prateleiras e traz em sua embalagem os dizeres “bebida sabor café tradicional”.
De acordo com Silva, mesmo que haja a indicação de que o produto não é o café torrado e moído, existe o risco de o consumidor ser enganado. Isso porque a embalagem é semelhante e o custo ser menor. Na internet é possível encontrar pacotes de 500g entre R$ 12 e R$ 14, enquanto o pó de café original é visto em prateleiras a cerca de R$ 30.
Resposta da fabricante
A Master Blends, a empresa fabricante do Oficial do Brasil, afirmou à Reuters que criou um “subproduto” do café, deixando claro isso na embalagem. A companhia, com sede em Salto de Pirapora, interior paulista, afirmou não aceitar que digam que a companhia está enganando os consumidores.
“Em momento algum falamos que é café, criamos apenas um subproduto para atender uma classe que está sofrendo a cada dia que passa. Este produto é composto de café e polpa de café torrado e moído; está escrito ‘bebida à base de café’ na frente e também atrás da embalagem”, afirmou a Master Blends, em nota. “Somos uma empresa que está no mercado há 32 anos, jamais enganamos o consumidor.”
Na resposta, a Master Blends citou casos semelhantes de opções de compra aos consumidores. “O que foi feito é o mesmo já feito por outras empresas conhecidas e grandes no mercado: o que era leite condensado virou mistura láctea, antes havia bombom com cobertura de chocolate e agora está com cobertura sabor chocolate”.
A Abic, por outro lado, se diz preocupada com aqueles que podem “surfar nesta onda [do cafake] e dizer: ‘vou inventar um produto’”. A Associação destacou que o caso já foi denunciado ao Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e também à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
Segundo Silva, apreensão com a saúde dos consumidores e a questão mercadológica motivaram o reporte às autoridades competentes.
“É preciso ter autorização da Anvisa, tem que comprovar a segurança alimentar”, afirmou o presidente da Abic. A Master Blends, por sua vez, respondeu que possui esse aval para a comercialização do seu produto.
Café ‘fake’ já existia
Foto: Divulgação
A Abic já identificou o produto “sabor café” anteriormente. Os levantamentos da entidade registram a oferta do item desde 2022. A marca Pingo Preto, por exemplo, já o vendia a preços inferiores pela internet. O site da Amazon, agora, informa que o produto está indisponível.
Ainda em pronunciamento à Reuters, o presidente da entidade ressaltou que tal comercialização vai na direção contrária de iniciativas da entidade, que no passado lançou um selo de pureza para evitar a venda de grãos moídos misturados com milho torrado e outras matérias estranhas.
“O Brasil mostrou que café não é tudo igual, tirando esse ranço de que nós não bebemos bons cafés. Se não combatermos isso, as pessoas vão começar a beber este ‘café’ e dizer que não gostam, elas podem diminuir o consumo”, afirmou.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse a repórteres nesta segunda-feira (3) que espera conversar com a China nas próximas 24 horas para tratar das tarifas a importações, segundo relatado por veículos da imprensa estrangeira.
De acordo com a CNBC, Trump comentou que, se não houver acordo entre as duas maiores economias do planeta, os norte-americanos poderão aumentar as tarifas aplicadas aos produtos chineses.
O republicano afirmou também que não descarta tarifas a nenhum país.
Já a CNN revelou que Trump assinou um decreto executivo que prevê a criação de um fundo soberano dos EUA.
Resposta da China
O enviado da China na Organização das Nações Unidas (ONU), Fu Cong, afirmou que Pequim “pode ser forçada” a adotar medidas de retaliação contra os Estados Unidos caso as tarifas prometidas por Donald Trump sejam aplicadas.
“A China se opõe firmemente ao aumento injustificado de tarifas pela administração Trump”, declarou Cong em coletiva de imprensa realizada nesta segunda-feira.
O diplomata enfatizou que “não existem vencedores em uma guerra comercial” e informou que a China deve apresentar, em breve, uma reclamação contra os Estados Unidos na Organização Mundial do Comércio (OMC).
Trump justificou a imposição das tarifas como uma resposta ao tráfico de fentanil, mas Cong rebateu a acusação: “Os EUA deveriam olhar para seus próprios problemas com o fentanil em vez de transferir a culpa para os outros.”
Apesar das tensões, Fu Cong defendeu o diálogo entre os dois países e destacou que China e Estados Unidos “têm muito em comum” e podem “trabalhar juntos em várias questões”. “Espero que, apesar da retórica dos políticos americanos, os EUA e a China possam adotar uma abordagem construtiva e profissional no trabalho da ONU, pois há muito em jogo”, acrescentou.
Ele também abordou o impacto da inteligência artificial (IA) e alertou que a falta de cooperação pode trazer riscos. Segundo ele, a fragmentação tecnológica apenas aumenta ameaças e reduz os benefícios da inovação.
A Embrapa participará do Show Rural Coopavel, que acontecerá em Cascavel (PR), entre os dias 10 a 14 de fevereiro, com soluções inovadoras para a produção agrícola sustentável. A principal atração da empresa para o evento são os lançamentos de novas cultivares e tecnologias para otimizar a produção de soja, feijão e outras culturas, além de iniciativas para o aprimoramento da gestão da propriedade rural.
Lançamentos para a soja
Entre os principais lançamentos destacam-se as novas cultivares de soja BRS 2361 I2X e BRS 2058 I2X, desenvolvidas com a tecnologia Intacta2 Xtend® (I2X), que oferece maior tolerância aos herbicidas glifosato e dicamba, além de resistência a várias pragas.
A cultivar BRS 2361 I2X, indicada para regiões de altitudes superiores a 600m nos estados do Paraná e São Paulo, apresenta um ciclo de 125 dias, enquanto a BRS 2058 I2X, com ciclo de 119 dias, se adapta melhor a estados como Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná.
A parceria da Embrapa com a Coopavel também será um ponto alto do evento, com a apresentação de um inoculante inovador para a cultura do milho. Desenvolvido com estirpes de Azospirillum brasilense, o produto visa aumentar o potencial produtivo do milho e reduzir o uso de nitrogênio químico, promovendo a sustentabilidade e contribuindo para a mitigação de gases de efeito estufa.
Manejo
Na Casa da Embrapa, os visitantes poderão conferir tecnologias voltadas para a sustentabilidade na produção agrícola, incluindo o uso de bioinsumos, manejo integrado de pragas, genética avançada e aplicativos inovadores para o manejo de pragas e restauração ambiental.
A autoridade sanitária do Quênia aprovou o modelo de Certificado Sanitário Internacional (CSI) para a exportação de carne bovina, produtos cárneos e miúdos do Brasil.
Em 2024, o Brasil exportou mais de US$ 41 milhões em bens agrícolas para o país africano. Segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), a abertura de mercado deve impulsionar o comércio bilateral. “Para o Brasil, trata-se de uma oportunidade de diversificar parcerias comerciais e fortalecer o setor produtivo nacional”, destacou a pasta.
O Quênia, localizado na África Oriental, tem uma população de 55 milhões de habitantes e uma das economias mais relevantes do continente. Com o novo acordo, o país passará a importar carne brasileira, reconhecida internacionalmente por sua qualidade, para atender à crescente demanda por proteína animal.
Para que as exportações comecem, os importadores quenianos deverão realizar uma avaliação de risco para cada estabelecimento brasileiro interessado em vender ao país. Após essa etapa, será necessário obter licenças de importação.
O Mapa ressalta que, desde 2023, o agronegócio brasileiro conquistou 321 novas oportunidades de negócios, resultado da cooperação com o Ministério das Relações Exteriores (MRE).
*Com informações do Ministério da Agricultura e Pecuária
O mercado da soja segue em um cenário de pressão, com diversos fatores impactando as cotações e as expectativas para os próximos meses. Conforme dados da plataforma Grão Direto, a safra argentina, que enfrentava sérios prejuízos devido à falta de chuvas, recebeu uma melhora nas previsões climáticas, o que trouxe um alívio parcial para a produtividade, mas não foi suficiente para conter a baixa nos preços registrados em Chicago.
Nos Estados Unidos, as tensões comerciais com a China voltaram a crescer após a imposição de tarifas de 25% sobre as importações chinesas a partir de 1º de fevereiro, o que pode redirecionar a demanda para a soja brasileira, beneficiando as exportações do país.
A economia brasileira também vive momentos de incerteza, com o Copom elevando a taxa de juros para 13,25% ao ano, buscando controlar a inflação, enquanto o dólar sofreu uma retração de 1,35%, encerrando a semana cotado a R$ 5,84.
No mercado físico, a soja continua pressionada, com as regiões apresentando novas quedas, sem força para registrar altas consistentes. Em Chicago, o contrato de soja para março de 2025 fechou a US$ 10,44 por bushel, uma queda de 1,04% na semana, enquanto o contrato para maio de 2025 também registrou recuo, encerrando a US$ 10,60 por bushel.
O que esperar do mercado da soja?
Para os próximos dias, as previsões indicam chuvas persistentes no Sudeste e Sul do Brasil, o que deve dificultar a secagem da soja e atrasar o início da colheita. No Centro-Oeste, algumas áreas já iniciaram a dessecação, mas a alta umidade e a continuidade das chuvas impedem avanço. Este atraso deve resultar em uma grande oferta de soja na segunda quinzena de fevereiro, o que pode pressionar os prêmios de exportação para baixo.
A logística também é um ponto de atenção. O volume elevado de soja a ser colhido na segunda quinzena de fevereiro pode gerar gargalos no transporte e na armazenagem. O aumento nos custos de armazenagem, devido à umidade elevada dos grãos, e o reajuste nos preços do diesel devem impactar ainda mais a estrutura logística.
No cenário cambial, o dólar deve continuar forte devido às tensões entre China e Estados Unidos, o que pode redefinir dinâmicas de comércio global. No Brasil, a manutenção da taxa de juros elevada e o cenário fiscal instável também contribuem para um ambiente de incertezas, o que pode gerar volatilidade nos preços da soja.