quinta-feira, julho 30, 2026

Autor: Redação

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Agricultores atingidos pelo rompimento da Barragem do Fundão devem fazer novo acordo



O governo federal implementará o Programa de Transferência de Renda Rural (PTR-Rural) para agricultores familiares impactados pelo rompimento da Barragem do Fundão, em 2015. A iniciativa faz parte do Novo Acordo de Mariana (MG) e visa reparar os danos causados à Bacia do Rio Doce em Minas Gerais e no Espírito Santo.

O programa beneficiará agricultores familiares e assentados da reforma agrária nos dois estados, auxiliando na retomada das atividades produtivas. O PTR-Rural prevê um auxílio mensal de 1,5 salário mínimo por 36 meses, seguido de 1 salário mínimo por mais 12 meses.

Quem pode receber o benefício?

Para acessar o recurso, é necessário estar inscrito no Cadastro Nacional da Agricultura Familiar (CAF) ou ter DAP ativa até 6 de março de 2025 e possuir propriedades nas seguintes áreas:

  • Até 5 km da calha do Rio Gualaxo do Norte, do Rio Carmo ou do Rio Doce (MG)
  • Até 5 km da calha do Rio Doce, entre Baixo Guandu e o distrito de Farias, em Linhares (ES)
  • Na mancha de inundação, do distrito de Farias até a foz do Rio Doce (ES)

Os agricultores que ainda não possuem inscrição no CAF devem procurar uma instituição cadastradora em seu município para se regularizar o quanto antes. As dúvidas e orientações sobre o PTR-Rural podem ser esclarecidas pelo telefone 0800-000-7110.

Acordo de Mariana

Em outubro de 2024, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) assinou o Novo Acordo do Rio Doce, que destinará R$ 132 bilhões para ações de recuperação ambiental e apoio à população local. Desse valor, R$ 100 bilhões serão repassados ao poder público pelas empresas responsáveis, enquanto R$ 32 bilhões permanecerão sob responsabilidade das mineradoras.

*Com informações do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar



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tarifas contra Canadá e México elevariam preços nos EUA



Embora a China tenha anunciado tarifas sobre equipamentos agrícolas fabricados nos Estados Unidos, os fabricantes Deere, CNH Industrial e AGCO enfrentam uma ameaça maior com uma possível guerra comercial na América do Norte. As vendas, cadeias de suprimentos e unidades de produção dessas empresas estão fortemente integradas nos EUA, Canadá e México.

Na segunda-feira (3), o governo dos EUA suspendeu por 30 dias a imposição de tarifas de 25% sobre produtos do México e do Canadá, após abrir negociações com os dois países sobre o controle das fronteiras.

A CNH, que tem as marcas Case IH e New Holland, informou nesta terça-feira (4) que cerca de US$ 400 milhões de suas importações estariam sujeitas às tarifas de 25% sobre produtos do Canadá e do México. “Qualquer aumento nos custos será repassado aos nossos clientes”, disse o CEO da CNH, Gerrit Marx, durante teleconferência com analistas.

Segundo ele, a empresa está avaliando opções para realocar parte da produção, a fim de reduzir a exposição às tarifas. Essas mudanças poderiam levar até 18 meses para serem concluídas, e não serão realizadas se as tarifas forem de curto prazo, acrescentou Marx.

Já a tarifa retaliatória de 10% imposta pela China a tratores, colheitadeiras e outros equipamentos agrícolas fabricados nos EUA provavelmente terá impacto mínimo sobre os fabricantes americanos, segundo analistas. De acordo com uma análise do banco de investimento Jefferies, baseada em dados do Census Bureau, as exportações americanas de equipamentos agrícolas para a China somam cerca de US$ 500 milhões por ano. Para efeito de comparação, as vendas totais de equipamentos da Deere no ano passado foram de quase US$ 45 bilhões.



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AgroNewsPolítica & Agro

Preço do algodão recua em janeiro após dois meses de alta



Preço do algodão em pluma perdeu força




Foto: Canva

Após dois meses de valorização, o preço do algodão em pluma perdeu força em janeiro, conforme levantamento do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada). No acumulado do mês, o Indicador CEPEA/ESALQ, com pagamento em oito dias, registrou queda de 1,92%, encerrando janeiro a R$ 4,1143/lp.

A média mensal foi de R$ 4,1567/lp, valor 0,26% superior ao de dezembro de 2024, mas ainda 2,45% inferior ao de janeiro de 2024, considerando a correção pelo IGP-DI de dezembro de 2024.

Segundo pesquisadores do Cepea, embora alguns vendedores tenham se mantido ativos no mercado spot ao longo do mês, a demanda enfraquecida influenciou a retração nos preços. As novas aquisições ocorreram de forma pontual, concentradas especialmente nas últimas semanas de janeiro.

Além disso, agentes do setor focaram na formalização de novos contratos, tanto para a entrega da safra 2023/24 nos próximos meses quanto para as próximas temporadas, incluindo a 2024/25 e a 2025/26.





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CEOs do agro estão otimistas com economia, entretanto veem desafios futuros



Mais de três quartos (76%) dos CEOs do agronegócio brasileiro estão otimistas com o crescimento da economia nos próximos 12 meses, segundo a 28ª edição da Pesquisa Global com CEOs da PwC. Em 2023, esse índice era de 69%. Outros 16% preveem estabilidade, enquanto 8% veem risco de desaceleração.

A confiança do agro supera a média nacional, que registra 73% de otimismo entre os executivos de diversos setores. No cenário global, apenas 57% dos líderes empresariais esperam crescimento econômico.

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O sócio da PwC Brasil e líder do setor agropecuário, Maurício Moraes, atribui esse otimismo à expectativa de retomada do setor após um 2024 desafiador. “O agro deve se recuperar a partir do segundo semestre, impulsionado por um cenário global favorável e pelas disputas comerciais entre EUA e China, que podem beneficiar o Brasil”, avalia.

Apesar da confiança, 44% dos CEOs do agro temem que seus negócios não sejam viáveis em 10 anos sem mudanças estratégicas. Esse número era de 31% no ano passado, refletindo a necessidade urgente de inovação e adaptação. “O setor tem buscado novas bases de clientes, parcerias estratégicas e diversificação para garantir competitividade”, destaca Moraes.

Outro desafio é a expansão do quadro de funcionários. Apenas 38% das empresas do agro planejam aumentar suas equipes, abaixo da média nacional de 53%. Ainda assim, 66% dos CEOs do setor projetam crescimento da receita nos próximos três anos, sinalizando um ambiente de negócios mais favorável no longo prazo.



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média mensal é a menor desde agosto



Em janeiro, o indicador do arroz em casca Cepea/Irga-RS (58% grãos inteiros, com pagamento à vista) teve média de R$ 99,72 por saca, sendo o menor valor desde agosto de 2023. No comparativo com janeiro de 2024, a desvalorização é de 21,63%. 

Segundo pesquisadores do Cepea, desde novembro do ano passado, a comercialização do produto tem se mostrado enfraquecida, refletindo a ‘queda de braço’ entre vendedores e compradores. Além disso, a pressão do atacado e varejo, que busca cotações menores para o arroz beneficiado, vem limitando as compras de matéria-prima pelas unidades de beneficiamento, que comentam dificuldade no repasse de preços. 

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Do lado dos produtores, pesquisadores do Cepea explicam que muitos, descontentes com os patamares atuais, preferem adiar as negociações, aguardando uma possível valorização. Assim, parte desses orizicultores se mantém focada no manejo das lavouras, buscando melhorar a produtividade, enquanto outros seguem colhendo soja

Historicamente, nesta época do ano, os preços do arroz costumam subir, impulsionados pela oferta mais restrita, com o término da safra, e pela maior demanda especialmente por parte das indústrias, ainda conforme o Centro de Pesquisas.



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indicador do arábica atinge recorde real diário



Depois de atingir a maior média mensal da série histórica do Cepea em janeiro, o Indicador Cepea/Esalq do café arábica tipo 6, bebida dura para melhor, posto na capital paulista, inicia fevereiro com máximas reais também diárias. 

Na última segunda-feira (3), o indicador fechou a R$ 2.565,86/saca de 60 kg, recorde da série histórica do Cepea, iniciada em setembro de 1996 para a variedade (os valores foram deflacionados pelo IGP-DI).

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Pesquisadores do Cepea explicam que o impulso segue vindo da oferta limitada de cafés para negociação dos estoques apertados por conta da menor produção no Brasil e no Vietnã, tendo em vista o alto volume já vendido. Outros fatores são a demanda internacional firme e projeções indicando safra 2025/26 de café ainda pequena.



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Cooperativa Copagril fatura R$ 2,5 bi em 2024 e anuncia expansão em MS



A Cooperativa Agroindustrial Copagril, de Marechal Cândido Rondon (PR), registrou faturamento bruto de R$ 2,5 bilhões em 2024, queda de 10,7% em relação ao ano anterior. Os números foram apresentados durante a Assembleia Geral Ordinária (AGO), realizada na sexta-feira (31).

O quadro de associados cresceu 16,6%, alcançando 7.500 cooperados, frente aos 6.430 de 2023. A distribuição de sobras somou R$ 11,2 milhões, avanço de 30,2% ante os R$ 8,6 milhões do exercício anterior.

“Encerramos o exercício com a certeza de que estamos no caminho certo. As mudanças implementadas e os resultados alcançados fortalecem nossa visão de futuro, com foco em sustentabilidade, inovação e rentabilidade para todos os associados”, afirmou a diretoria da Copagril, em nota.

A cooperativa ampliou sua atuação no setor de pellets de madeira e créditos de carbono. Também anunciou a abertura de cinco novas filiais em Mato Grosso do Sul, nos municípios de Dourados, Jardim, Maracaju, Rio Brilhante e Sidrolândia, dobrando sua presença no Estado, que agora conta com 10 unidades.

“Vamos expandir nossa presença em regiões estratégicas, fortalecendo nossa atuação em um dos Estados mais dinâmicos do agronegócio”, disse o diretor-presidente da Copagril, Eloi Darci Podkowa, em nota.

O plano de crescimento prevê a inauguração de mais 14 filiais até 2027. “Essa iniciativa consolida a cooperativa como protagonista no agronegócio brasileiro”, afirmou o CEO da Copagril, Daniel Engels Rodrigues, em nota. Atualmente, a cooperativa opera 40 unidades de negócios distribuídas entre Paraná e Mato Grosso do Sul.

Além de aprovar o resultado fiscal do ano, os cooperados aprovaram a negociação para aquisição de 45% das quotas societárias da NetWord Agro, empresa de tecnologia agrícola com sede em Palotina (PR).

A companhia desenvolve sensores para monitoramento digital de solos, lavouras e confinamento animal, além da mensuração de carbono em propriedades rurais. Com a parceria, a Copagril será a primeira cooperativa do País apta a atuar no mercado regulado de créditos de carbono.

Trajetória

Com mais de 50 anos de história, a Coapgril é uma das principais cooperativas agroindustriais do Brasil, tendo como foco principal a produção, armazenagem e comercialização de grãos, como soja, milho, trigo e sorgo, além da produção e comercialização de insumos para alimentação animal, máquinas e implementos agrícolas.



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Aquicultores podem aumentar rentabilidade com tecnologia



Piscicultores e carcinicultores do norte e do nordeste ganham oportunidade para melhorar produtividade e competitividade por meio da tecnologia e da capacitação. A iniciativa provém da parceria entre Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), Secretaria Nacional de Aquicultura (SNA) do Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA)  e Sebrae.

O projeto Inovação Organizacional e Tecnológica da Aquicultura de Pequena Escala no Norte e Nordeste do Brasil quer ainda fortalecer a governança setorial para consolidar a aquicultura como um segmento estratégico para o desenvolvimento econômico.

As primeiras visitas técnicas acontecem em Alagoas (AL) entre os dias 5 e 7 de fevereiro, com a parceria do Sebrae local. A parceria entre instituições prevê alcançar e capacitar cem aquicultores no período de três meses.

“Sem o acesso a tecnologias, assistência técnica de qualidade e a redes cooperativas estruturadas, os pequenos produtores aquícolas encontram dificuldades para aumentar a produtividade e manter-se na atividade”, afirmou  Giselle Duarte, coordenadora do projeto na FAO .

De acordo com a FAO, um dos pilares do projeto é a democratização da digitalização no setor. Para isso, a plataforma Check Fish será usada para facilitar o monitoramento e a gestão da produção, permitindo a coleta de dados em tempo real.

Conhecimento multiplicado

O projeto inclui a formação de extensionistas e técnicos governamentais, que serão multiplicadores de conhecimento. A ideia é difundir as práticas produtivas e promover organização dos pequenos produtores aquícolas em associações e cooperativas. 

O Inovação Organizacional e Tecnológica da Aquicultura de Pequena Escala também deve impulsionar a inclusão socioeconômica de grupos vulneráveis, como jovens, mulheres, povos indígenas e comunidades negras.

 As entidades pretendem contribuir para geração de emprego, segurança alimentar e desenvolvimento sustentável da região de Alagoas. Além de aumentar a produtividade e a rentabilidade dos produtores.



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BNDES corta crédito rural no valor de R$ 728 milhões a desmatadores ilegais



O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) evitou a concessão de cerca de R$ 728 milhões em financiamentos a produtores rurais que tenham propriedades desmatadas ilegalmente. Isso é possível por causa da parceria firmada entre o Banco e a plataforma MapBiomas que monitora os biomas brasileiros via satélite.

Segundo o BNDES, o valor corresponde a 0,92% dos R$ 79,5 bilhões de crédito rural solicitados ao Banco desde fevereiro de 2023, quando a ferramenta foi adotada, até dezembro do ano passado.

Os 3.461 alertas ativos de desmatamento equivalem a 1,12% das quase 309 mil solicitações de crédito rural encaminhadas ao BNDES nesse período.

São consideradas de crédito rural as operações dos programas agropecuários do Governo Federal, com juros equalizados; da linha BNDES Crédito Rural e aquelas que tenham marcação de crédito agrícola pelo Banco Central (BC).

Regiões mais afetadas

A região Norte teve o maior percentual de financiamentos impedidos (2,1% dos R$ 3,9 bilhões solicitados), com alertas ativos de desmatamento em 2,5% das 6,6 mil solicitações. O Nordeste foi a região que registrou a maior taxa de alertas ativos de desmatamento (2,76% das mais de 8,4 mil solicitações), tendo sido bloqueados 1,7% dos R$ 5,5 bilhões solicitados.

A região Sudeste, por sua vez, apresentou os menores indicadores, com bloqueio de 0,4% dos R$ 13,9 bilhões solicitados e alertas de desmatamento em 0,3% das 42,1 mil solicitações. O Centro-Oeste registrou bloqueio de 0,8% dos R$ 18,1 bilhões solicitados e alertas de desmatamento em 1% das 20,2 mil solicitações, enquanto a região Sul teve evitados 0,9% dos R$ 37,6 bilhões solicitados e apresentou 1,2% das 231,5 mil solicitações com alertas de desmatamento.

O Estado do Amazonas teve os maiores percentuais, com 6,38% de alertas de desmatamento em 47 solicitações de crédito rural e 12,67% de financiamentos evitados dos quase R$ 13 milhões solicitados. Entre todos os entes federativos, o Distrito Federal e o Amapá foram os únicos que não tiveram alertas.

Em 2024 os financiamentos evitados somaram R$ 393 milhões, o que representa 0,9% dos R$ 43,6 bilhões de crédito rural solicitados ao Banco. Os 2.090 alertas ativos de desmatamento correspondem a 1,21% das mais de 173 mil solicitações encaminhadas ao BNDES no ano passado.

Ferramenta tecnológica

A plataforma MapBiomas, através de imagens de alta resolução, valida alertas de desmatamento e gera laudos de desmatamentos recentes. Essa ferramenta, integrada ao BNDES, permite ao Banco monitorar operações de crédito rural já contratadas, verificando se as propriedades rurais estão registradas no Cadastro Ambiental Rural (CAR).

“A integração dos alertas de desmatamento do MapBiomas com a plataforma operacional do BNDES nos permite atuar de forma ágil e precisa na análise dos financiamentos. Dessa forma, evitamos que recursos públicos incentivem práticas que comprometam a preservação ambiental, ao mesmo tempo que garantimos segurança jurídica e previsibilidade para os produtores que operam dentro da legalidade”, afirmou a diretora de Crédito Digital para MPMEs do BNDES, Maria Fernanda Coelho.

O BNDES não libera crédito rural para produtores com embargo do Ibama em qualquer propriedade, mesmo que não seja a financiada. Essa regra é mais rígida que a do Banco Central, que só impede o crédito se o embargo for na propriedade financiada.

Se o embargo ocorrer após o contrato, o dinheiro é bloqueado até que o produtor apresente documentos de regularização ao Ibama. Se a regularização não acontecer em 12 meses, o contrato é cancelado. Se o produtor não cumprir algum acordo de regularização com o Ibama, o contrato é cancelado em 30 dias

*Com informações da Agência BNDES de Notícias



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Membros da FPA lutam contra a decisão que dá poder de polícia à Funai


Os parlamentares que integram a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) estão mobilizados e querem impedir que o governo federal conceda poder de polícia aos servidores da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), em cumprimento a uma determinação do Supremo Tribunal Federal (STF).

O vice-presidente da FPA, deputado federal Evair de Melo (PP-ES), manifestou insatisfação com a decisão. Já o deputado federal Alceu Moreira (MDB-RS), um dos líderes da bancada do agro no Congresso Nacional, protocolou na noite da segunda-feira (03) um Projeto de Decreto Legislativo (PDL) com o objetivo de impedir os efeitos da decisão publicada pelo Palácio do Planalto.

A decisão

O decreto, com a nova determinação, foi publicado na segunda-feira (3) pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A publicação atende a uma exigência do STF de dezembro do ano passado e prevê que a Funai deve usar o poder de polícia para prevenir a violação – ou a ameaça de violação – dos direitos dos indígenas, e evitar a ocupação ilegal de suas terras.

Em 2020, a Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib) havia entrado com uma ação contra o poder público, por causa da forma como estavam sendo tratados os povos indígenas durante a pandemia. Na ação, foram propostas medidas de proteção às comunidades e aos territórios.

Alceu Moreira disse que o ato acarretará em uma “baderna institucionalizada” por todo o país. “Vou pedir uma convocação ao Pedro (Lupion, presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária – FPA) para que unamos forças de todas as frentes possíveis e possamos derrubar esse absurdo. Temos votos para aprovar”, conclui o parlamentar.

Deputado Federal Alceu MoreiraDeputado Federal Alceu Moreira
Deputado Alceu Moreira protocolou um PDL para sustar a decisão

O deputado Evair de Melo argumenta que a regulamentação pode enfraquecer as forças policiais já existentes, como a Polícia Federal e as Forças Armadas, que, segundo ele, são as instituições responsáveis pela segurança e fiscalização dos territórios indígenas.

“Nós já temos as Forças Armadas, temos a Polícia Federal, que precisam ser potencializadas e equipadas para exercer poder de polícia. A Funai deve cumprir seu papel social e organizacional, mas não de polícia”, destacou.

Taxação dos Fiagros

Outra decisão que desagrada os membros da FPA é a taxação dos Fundos de Investimento do Agronegócio (Fiagros), determinada após a reforma tributária, também é alvo de críticas dos integrantes da FPA. Para Evair de Melo, o veto à isenção desses fundos prejudica diretamente o setor agropecuário.

Na opinião do deputado, a decisão pode impactar negativamente a produção agrícola e a economia do país. “Quando o governo tira a isenção desses fundos, ele reduz a área plantada, reduz a oferta e gera inflação, piorando ainda mais a vida do brasileiro”, alertou.

Deputado Federal Evair de MeloDeputado Federal Evair de Melo
Evair de Melo disse que veto aos Fiagros impacta negativamente o setor agropecuário

O parlamentar defende que o Fiagro seja um instrumento para garantir crédito rápido e acessível ao setor agropecuário. “Queremos dinheiro barato, simplificado e sem burocracia para garantir o crescimento do agro”, pontuou.

Evair reforçou que a FPA e outros setores do Congresso Nacional trabalharão para derrubar o veto e manter os incentivos aos Fiagros e aos Fundos Imobiliários. “O governo terá que enfrentar a Frente Parlamentar da Agropecuária e as forças produtivas no Congresso. E ele será derrotado”, concluiu.



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