quarta-feira, julho 29, 2026

Autor: Redação

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Produção de grãos deve crescer 17% no Paraná, mas clima preocupa, diz Ocepar


A produção de grãos no Paraná deve atingir 41 milhões de toneladas na safra 2024/25, um aumento de 6 milhões de toneladas, ou 17% maior, em relação ao ciclo anterior, afirmou o presidente do Sistema Ocepar, José Roberto Ricken.

Segundo ele, o avanço da produção deve impor desafios à logística e à armazenagem no estado. “Nossa infraestrutura vai ser bem desafiada. Devemos ter uma concentração de entrada e produção bastante significativa nas próximas semanas”, disse.

O Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Agricultura do Paraná, confirmou que 23% da área plantada de soja no estado já foi colhida, principalmente nas regiões oeste e sudoeste.

O volume projetado para a oleaginosa foi revisado para 21,3 milhões de toneladas, quase 1 milhão de toneladas abaixo da estimativa inicial de 22,2 milhões de toneladas, devido ao período de estiagem entre dezembro e janeiro, que afetou lavouras em Toledo e Cascavel.

Para o milho safrinha, a estimativa segue em 15,5 milhões de toneladas, mantendo o Paraná como um dos principais fornecedores do cereal para a produção de proteína animal. “O milho é matéria-prima fundamental para a cadeia de proteína animal; somos grandes produtores de frango e suíno”, destacou o diretor do Deral, Marcelo Garrido.

Momento econômico preocupa

Apesar da safra cheia, o cenário econômico suscita preocupações. Ricken, da Ocepar, citou o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2%, inflação em 5,5% e a Selic (taxa básica de juros da economia) em tendência de alta para 15%, além do impacto do dólar próximo a R$ 6. “É um momento de desafio para o setor”, reforçou.

O presidente da Cooperativa Bom Jesus, Luiz Roberto Baggio, alertou para a necessidade de ajustes no Plano Safra, diante da alta dos juros e da dívida pública superior a R$ 7 trilhões. “A safra é grande, muito boa, mas as coisas não estão tão boas assim. Isso pode, em alguma medida, afetar a agricultura”, advertiu.

Impacto do La Niña

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Foto: Pixabay

O fenômeno climático La Niña segue ativo, com intensidade moderada, e continuará influenciando o clima no Brasil pelo menos até o primeiro semestre de 2025, afirmou o agrometeorologista Luiz Renato Lazinski, durante o Encontro Safra 2024/25, promovido pelo Sistema Ocepar.

Segundo ele, o fenômeno já atingiu seu pico e deve perder força gradualmente nos próximos meses, mas seus efeitos ainda serão sentidos no campo. “La Niña atingiu o máximo agora. Daqui para a frente, a tendência é diminuir gradativamente, mas seus efeitos sobre o clima continuam” destacou Lazinski.

A atuação do fenômeno tem provocado um desequilíbrio climático entre as regiões produtoras do país. No Centro-Oeste, o excesso de chuvas tem atrasado a colheita da soja e pode empurrar para a frente o plantio da safrinha, enquanto no Sul, a estiagem e o calor intenso comprometem a produtividade das lavouras.

No Centro-Oeste, o volume de chuvas tem sido muito acima do esperado, acumulando 300 a 400 milímetros em 30 dias. Segundo Lazinski, o problema não é apenas o volume, mas a frequência das precipitações. “O problema é que tem chovido todo dia. Podia até chover 200 milímetros, metade disso, mas todos os dias tem chovido”, ressaltou.

Essa condição tem mantido o solo encharcado, dificultando a colheita da soja. “O produtor entra com a máquina no campo, vai colher a soja e entregar na cooperativa com 25% ou 30% de umidade. Isso encarece o processo porque exige secagem e aumenta os custos logísticos”, comentou.

Cuidados com a produção do Sul

No Paraná, o padrão climático é característico de La Niña, com chuvas bem distribuídas no leste do estado e volumes reduzidos no oeste e noroeste. “As áreas mais ao leste recebem bem. À medida que vou me deslocando para o oeste do estado, as chuvas vão diminuindo”, observou Lazinski.

A umidade do solo segue alta na região central e nos Campos Gerais, variando entre 60% e 70%. No oeste e noroeste, porém, os níveis estão entre 40% e 50%, o que pode comprometer a produtividade do milho safrinha, caso o período seco se estenda.

“Para o milho safrinha, o ideal é que tenha mais de 70% de umidade no solo. Se pegar um veranico de 20 a 25 dias, a lavoura começa a pedir água”, alertou o meteorologista.

O Sul do Brasil e a Argentina enfrentam temperaturas elevadas e escassez de chuvas. O Rio Grande do Sul está em situação crítica, com temperaturas chegando a 42,4 graus em Quaraí e umidade do solo abaixo de 20 milímetros.

“No nível da lavoura, uma temperatura dessas chega a 60 graus. A planta não aguenta. Cada dia que passa com temperaturas elevadas e falta de precipitação, ela vai perdendo produtividade”, afirmou Lazinski.

Na Argentina, o cenário é ainda mais extremo. As temperaturas estão 6 graus acima da média, com máximas de 42 ºC a 43 ºC em algumas regiões. A previsão para os próximos 15 dias indica pouca ou nenhuma chuva, com exceção do norte de Buenos Aires. “A Argentina está em uma situação complicada, sem previsão de chuvas significativas. Se isso se confirmar, o impacto na produção agrícola pode ser severo”, destacou.



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AgroNewsPolítica & Agro

Safra de milho avança no Sul do Brasil: Veja o mercado


Segundo a TF Agroeconômica, a colheita de milho no Rio Grande do Sul segue em ritmo acelerado, atingindo mais de 50% da área plantada. A indústria aumentou suas ofertas em R$ 1,00 no interior, com preços variando entre R$ 70,00 e R$ 74,00 por saca, dependendo da região. A Conab destacou que o plantio da primeira safra está atrasado, mas a colheita avançou rapidamente, com produtividade variável devido às restrições hídricas. A exportação se beneficiou da alta em Chicago, com valores chegando a R$ 80,00 por saca para entrega em fevereiro.  

Em Santa Catarina, a colheita segue atrasada, com apenas 4,2% da área apta colhida, segundo a Conab. No entanto, as lavouras no Planalto e na Serra apresentam ótimo desenvolvimento. A Epagri apontou uma queda de 1,79% no preço médio pago ao produtor em dezembro e leve retração em janeiro, enquanto o mercado internacional sinaliza alta para os contratos de março de 2025 na Bolsa de Chicago. No porto, valores de compra variam entre R$ 72,00 para entrega em agosto e R$ 72,50 para outubro.  

No Paraná, a primeira safra de milho apresenta boas expectativas, com a colheita acelerando em fevereiro. Segundo o Deral, a produção está consolidada e deve ter alta produtividade, apesar da pressão de cigarrinhas. A Conab informou que as chuvas desaceleram a colheita, que atingiu 5% da área. O plantio da segunda safra avançou para 9%. No mercado, o milho spot gira em torno de R$ 72,00/saca, e no porto de Paranaguá, compradores oferecem até R$ 73,00 com entrega em setembro.  

Já em Mato Grosso do Sul, o plantio da segunda safra está levemente atrasado, com 5% da área semeada, segundo a Conab. A comercialização do milho safrinha de 2024 atingiu 77%, ficando abaixo do ritmo do ano anterior. O preço médio da saca subiu 0,99% em janeiro, chegando a R$ 63,56. No mercado físico, os valores oscilaram: Campo Grande registrou R$ 63,00, enquanto Dourados teve alta para R$ 65,99.

 





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Prepare-se para tempestades! Inmet anuncia Alerta Laranja e Amarelo para duas regiões do Brasil



As instabilidades atmosféricas seguem ativas no Norte e Nordeste do Brasil nesta quinta-feira (6), influenciadas pelo Vórtice Ciclônico de Altos Níveis (VCAN) e pela Zona de Convergência Intertropical (ZCIT). A previsão aponta pancadas de chuva e trovoadas isoladas, com possibilidade de acumulados expressivos.

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) mantém os avisos laranja e amarelo para chuvas intensas, indicando precipitações de até 100 mm e ventos que podem alcançar 100 km/h.

O alerta laranja vale para diversas áreas do Nordeste, onde as chuvas já causaram impactos. Na Paraíba, a estação de Camaratuba registrou 236,8 mm nas últimas 24 horas, superando o recorde anterior de 171,8 mm, de 2013. Em João Pessoa, o acumulado chegou a 90 mm no mesmo período.

O aviso amarelo também se estende a outras regiões do país, incluindo o Sul, onde o Rio Grande do Sul enfrenta temperaturas até 5°C acima da média.



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governo deve conversar com setor produtivo nos próximos dias



O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse, hoje (6), em entrevista a rádios da Bahia, que nos próximos dias vai se reunir com setores da área de alimentos em busca de reequilibrar os preços. Segundo Lula, o governo vai buscar junto ao setor produtivo, atacadista e do comércio de alimentos formas de reduzir os valores.

“Esse é um trabalho que estamos fazendo e espero que possamos encontrar resultados o mais rápido possível. Temos preços sazonais, preços resultado das queimadas, da chuva, ou seja, tudo é motivo para que você tenha um desandar da carruagem da questão de preço de alimentos”, disse.

Economia

Além disso, o presidente afirmou que a economia do Brasil vive seu melhor momento e que nunca houve tantas políticas de inclusão social como agora.

“É o povo indígena, quilombola, são as mulheres, os pequenos produtores rurais. O agronegócio já recebeu o orçamento que nunca recebeu, a nova indústria que está crescendo. Há muito tempo que a gente não tinha o PIB crescendo na indústria e agora está. Temos várias atividades econômicas que estão crescendo”, detalhou.

Lula também falou sobre crédito e informou que os bancos públicos, como o BNDES, Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal entre outros estão investindo mais e que novas medidas serão anunciadas nos próximos dias. O dinheiro tem que circular”, disse.

*Com informações da Agência Gov



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Abic recomenda ‘consumo consciente’ para diminuir impacto da alta do preço



A Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic) reconheceu que o preço do café pode sofrer novos reajustes ao consumidor ao longo das próximas semanas. Por isso, recomendou “consumo consciente”. As declarações foram dadas nesta quarta-feira (5), pelo presidente da Abic, Pavel Cardoso, em evento para comentar os resultados do setor em 2024.

Cardoso afirmou que a escalada observada em novembro e dezembro de 2024, com aumentos que podem variar entre 20% e 30%, ainda não atingiu por completo as prateleiras. Segundo ele, esse repasse pode resultar em um impacto significativo no orçamento familiar.

“É natural que, sendo o café um produto tão essencial no cotidiano do brasileiro, surjam questionamentos sobre o preço”, afirmou Cardoso. “A análise que nós fazemos, inclusive para fazer uma boa recomendação aos consumidores, é que não haja desperdício, que haja o consumo consciente”, destacou o dirigente.

A recomendação da Abic é de que os consumidores revisem seus hábitos para evitar o desperdício, sugerindo a preparação de apenas a quantidade necessária para cada momento. O presidente da associação chegou a brincar, dizendo que “quem vai deixar de tomar café talvez seja a pia”, referindo-se ao suposto descarte excessivo durante o preparo.

Embora os aumentos nos preços afetem o consumidor, a Abic evitou prever se haverá redução no consumo de café em 2025.

“É algo a ser observado com cautela. Os dados sobre isso ainda estão em processo de apuração”, disse Cardoso.



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Mulheres agricultoras ganham espaço e serão fornecedoras de merenda escolar



Na última terça-feira (4), resolução do conselho deliberativo do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) incluiu entre os produtores e fornecedores de alimentos “grupos formais e informais de mulheres”.

A mudança no artigo 29, da portaria do Ministério da Educação, soma os grupos de mulheres agricultoras aos já previstos “empreendedor familiar rural ou de suas organizações, priorizando os assentamentos da reforma agrária, as comunidades tradicionais indígenas e comunidades quilombolas”.

A resolução reflete o aumento do número de mulheres que organizam e comandam empreendimentos agrícolas no Brasil. Segundo o último Censo Agropecuário, de 2017, no Brasil havia 946,1 mil mulheres que trabalhavam como produtoras, o que representa 19% do total, superando os 13% registrados em 2006. A resolução inclui aquelas que atuam especificamente na agricultura familiar.

Trajetória

Em 2009, uma lei estabeleceu que ao menos 30% dos alimentos distribuídos nas redes públicas de ensino deveria ser adquirido da agricultura familiar. O projeto tem ao menos dois objetivos: fornecer comida saudável, sem agrotóxicos, para as crianças que consomem merenda escolar, e garantir que parte da produção da agricultura familiar encontre mercado e ajude a equilibrar a oferta e os preços no mercado.

*Com informações da Agência Gov



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É amanhã! A Abertura Nacional da Colheita da Soja está chegando!



O município de Carmem (MT), região de Sinop, está a todo vapor, à espera dos participantes da Abertura Nacional da Colheita da Soja 2024/2025, que acontece nesta sexta-feira (7), na Fazenda Esperança. O evento começa a partir das 8h30 (horário de Brasília), com um café especial. Caso você não esteja pela cidade, acesse este link para acompanhar tudo ao vivo.

O evento reunirá as Associações de Produtores de todo o Brasil e, nesta edição, será sediado em Mato Grosso, em comemoração aos 20 anos da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT). A programação começa com um café especial, além de almoço e um show sertanejo.

O evento contará com painéis sobre temas importantes, como Sustentabilidade, COP 30, Biocombustíveis e Alimentos, e terá a presença de figuras de destaque, como Aldo Rebelo, o deputado Arnaldo Jardim (vice-presidente da Frente Parlamentar da Agricultura), Daniel Vargas, Fabrício Rosa da Aprosoja Brasil e presidentes das Aprosojas de diversos estados.

A Abertura será realizada na Fazenda Esperança, propriedade do produtor Invaldo Weis, que se sente privilegiado em receber o evento. “Eu me sinto privilegiado em receber esse evento na minha propriedade e acho que é um privilégio não só para mim, mas para toda a região e principalmente para o município de Santa Carmem”, afirmou.

As inscrições para a Abertura Nacional da Colheita da Soja 2024/2025 seguem abertas e são gratuitas. Além da programação e de debates estratégicos para o setor, o evento será uma excelente oportunidade de troca de experiências entre produtores, especialistas e representantes do agro.



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Oeste da Bahia receberá investimentos para facilitar escoamento da safra de grãos


As estradas do Oeste da Bahia, região com maior produção de grãos do Nordeste, receberão investimentos para facilitar o escoamento da safra. O Plano de Escoamento da Safra 2025, foi anunciado nesta quarta-feira (5), em Brasília, pelo Governo Federal.

O anúncio foi comandado pelos ministros dos Transportes, Renan Filho, da Agricultura, Carlos Fávaro, e dos Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho.

O plano, que integra o Novo PAC, prevê investimentos robustos para garantir que a produção agrícola brasileira em 2025, estimada em 322,47 milhões de toneladas, seja transportada com mais eficiência e menor custo, fortalecendo a competitividade do agronegócio nacional.

Essa estimativa representa um aumento de 8,3% da produção, comparada à safra anterior. “O Brasil cresce em exportação porque tem infraestrutura de qualidade. E esse é um desafio nosso, porque a safra vai aumentar ainda mais”, afirmou Renan Filho. 

Obras na Bahia

As rodovias que compõem o chamado Arco Norte, citadas por Renan Filho, receberão um reforço nos investimentos, que saltarão de R$ 2 bilhões para R$ 2,6 bilhões.

Esses recursos serão destinados à melhoria da malha rodoviária e à conclusão de obras estruturantes.

arco norte, rodovias, ministério dos transportesarco norte, rodovias, ministério dos transportes
Foto: Ascom/ Ministério dos Transportes

De acordo com a Secretaria de Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura da Bahia (Seagri), o pacote bilionário prevê investimentos em infraestrutura viária na região Oeste da Bahia, com destaque para a conclusão da pavimentação dos trechos Cocos – Div. BA/MG (BR-135/BA) e Cocos – Carinhanha na BR-030/BA, além do apoio ao licenciamento ambiental de trecho importante da BR-135/BA

BR 135: agora vai?

Trecho da BR 135 entre São Desidério e Correntina, oeste da BahiaTrecho da BR 135 entre São Desidério e Correntina, oeste da Bahia
Foto: Reprodução/ Google Maps

De acordo com a Seagri, o apoio ao licenciamento ambiental de trechos da BR-135/BA entre São Desidério e Correntina é crucial para destravar a obra, contribuindo para o escoamento da produção agrícola da Bahia.

As obras nos trechos entre os municípios oestinos, incluem a construção de uma ponte sobre o Rio Corrente. No pacote de iniciativas lançado ontem, os três ministérios envolvidos se comprometeram a auxiliar no licenciamento ambiental, afirma a Seagri.

O trecho da rodovia, que altualmente está em péssimas condições, se revitalizado, facilitará o transporte de grãos, reduzindo custos logísticos e fortalecendo a competitividade do Brasil no mercado internacional.

“Essas medidas são fundamentais para o desenvolvimento do setor agropecuário na Bahia e em todo o Brasil. Agradecemos ao governo federal pelo apoio contínuo e pelos investimentos que beneficiarão diretamente nossos produtores”, declarou Wallison Tum.

O secretário destacou ainda a previsão de crescimento da safra de grãos da Bahia para 2024/25, que deve alcançar 11,4 milhões de toneladas, um aumento de 6,7% em relação ao ciclo anterior.


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AgroNewsPolítica & Agro

Trigo importado pressiona mercado no Sul


A TF Agroeconômica informou que o mercado de trigo no Rio Grande do Sul começou fevereiro de forma lenta, com os moinhos locais já abastecidos para o mês e avançando gradualmente nas compras para março. As ofertas dos compradores variam entre R$ 1.280,00 e R$ 1.350,00 por tonelada, dependendo da qualidade do trigo, enquanto os vendedores pedem entre R$ 1.300,00 e R$ 1.400,00. 

No mercado de exportação, as compras seguem conforme a programação de embarques, com preços girando entre R$ 1.280,00 e R$ 1.350,00 por tonelada. O preço do trigo Milling no porto chegou a R$ 1.310,00, mas sem negócios reportados. Já o trigo para ração (feed) foi negociado pontualmente a R$ 1.300,00 por tonelada no porto. O preço da pedra em Panambi manteve-se em R$ 65,00 a saca.

Em Santa Catarina, o mercado segue estável, com os moinhos antecipando compras para evitar altas futuras. As ofertas CIF variam de R$ 1.400,00 a R$ 1.500,00 por tonelada, enquanto o trigo importado chega ao estado a preços elevados, superando R$ 1.700,00 no porto e R$ 1.800,00 no interior. Os preços pagos aos triticultores oscilaram entre R$ 68,00 e R$ 74,33 por saca, dependendo da região, com o maior valor registrado em Joaçaba.

No Paraná, os custos de frete em alta impactam o preço FOB, enquanto as expectativas para a safra 2025/26 indicam um possível aumento na área plantada devido à queda nos preços da soja. Os preços CIF para os moinhos da região centro-sul variam entre R$ 1.400,00 e R$ 1.500,00 por tonelada, enquanto no norte e oeste os compradores oferecem entre R$ 1.450,00 e R$ 1.470,00 por tonelada. O trigo importado, proveniente da Argentina e Paraguai, tem sido oferecido a valores entre US$ 280 e US$ 290 por tonelada no porto e R$ 1.410,00 CIF no oeste do estado. A média estadual do preço da pedra foi de R$ 72,92 por saca, garantindo um lucro médio de 6,11% aos triticultores, conforme o Deral.

 





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nova variante do H5N1 é detectada em vacas leiteiras nos EUA



Vacas leiteiras em Nevada, nos Estados Unidos, foram infectadas por uma nova variante da gripe aviária H5N1, distinta da que se espalhou pelos rebanhos no ano passado, informou o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA). Identificada como D1.1, a cepa foi confirmada na última sexta-feira após análise de leite coletado em um programa de vigilância da agência.

O genótipo D1.1 está associado à primeira morte humana por gripe aviária nos EUA e a um caso grave no Canadá. No mês passado, um paciente na Louisiana faleceu após apresentar sintomas respiratórios graves, enquanto uma adolescente em British Columbia, no Canadá, foi hospitalizada após contato com aves de capoeira.

Desde março do ano passado, outra variante do H5N1, chamada B3.13, já havia sido detectada em rebanhos leiteiros, tendo infectado mais de 950 propriedades em 16 estados. Até o momento, pelo menos 67 pessoas nos EUA testaram positivo para a gripe aviária, a maioria delas trabalhadores do setor pecuário.

A detecção dessa nova variante sugere que o vírus H5N1 entrou no gado em momentos distintos, a partir de aves silvestres. Especialistas alertam para os desafios no controle da doença e o risco de novas transmissões entre animais e humanos.



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