segunda-feira, julho 27, 2026

Autor: Redação

AgroNewsPolítica & Agro

o papel da agricultura na descarbonização global


A agricultura é frequentemente apontada como uma das principais fontes de emissão de gases de efeito estufa. No entanto, o setor também desempenha um papel essencial na captura e remoção desses gases, especialmente por meio do manejo do solo e do uso de biocombustíveis. Em entrevista ao Agrolink, o engenheiro agrônomo João Pedro Dias destacou como boas práticas agrícolas podem transformar o produtor rural em um agente ativo na descarbonização.

Agricultura regenerativa e sequestro de carbono

Segundo Dias, a agricultura brasileira é um modelo global de sustentabilidade. “Hoje, os produtores não usam mais grade e arado como antes. A adoção do plantio direto permite que, logo após a colheita de uma cultura, como a soja, outra seja plantada, como o milho”, explica. Ele ressalta que muitos agricultores combinam milho com espécies forrageiras, como braquiárias, para manter o solo coberto, aumentando a fixação de carbono.

“As plantas capturam carbono da atmosfera por meio da fotossíntese e o armazenam na matéria orgânica do solo. Se aplicarmos boas práticas, como aumentar a matéria orgânica na superfície e fortalecer o sistema radicular, potencializamos esse processo”, explica o agrônomo. Segundo ele, cada 1% de aumento na matéria orgânica do solo pode fixar 10 toneladas de carbono por hectare e reduzir 26 toneladas de CO2 da atmosfera.

Pecuária e emissão de metano

A pecuária também é frequentemente criticada por suas emissões de metano, mas João Pedro Dias destaca que avanços técnicos podem reduzir esse impacto. “No Brasil, já temos sistemas de produção de carne de carbono neutro, onde medimos as emissões de metano dos animais e o carbono fixado no solo”, afirma. Além disso, ele ressalta o papel dos besouros rola-bosta na incorporação de esterco ao solo, acelerando a fixação de carbono e melhorando a fertilidade.

Falta de investimentos na agricultura sustentável

Apesar dos benefícios ambientais, Dias alerta para a escassez de investimentos no setor. “Apenas 4% dos recursos globais destinados às mudanças climáticas vão para a agricultura. Isso é um erro, pois o setor tem um dos maiores potenciais de sequestro de carbono”, argumenta. Ele compara o custo do armazenamento industrial de carbono, cerca de 200 dólares por tonelada, com a agricultura, onde o processo ocorre naturalmente.

Biocombustíveis como solução sustentável

Outro ponto abordado por Dias é a contribuição da agricultura na produção de biocombustíveis. “Hoje, podemos produzir diesel verde a partir de óleos vegetais e gorduras animais, querosene verde para a aviação e etanol de cana-de-açúcar ou milho”, detalha. Ele destaca que práticas como o cultivo consorciado de milho e braquiárias podem elevar a matéria orgânica do solo, favorecendo a microbiota e garantindo sustentabilidade a longo prazo.

Importância da pesquisa e medição das emissões

Para que a agricultura brasileira tenha reconhecimento global como solução climática, Dias enfatiza a necessidade de pesquisas específicas. “As tabelas usadas na Europa e nos EUA não refletem a realidade tropical brasileira. Nosso solo tem vida ativa o ano todo e precisa de protocolos específicos”, explica. Ele destaca que é essencial medir corretamente as emissões de metano dos bovinos e o carbono fixado no solo para demonstrar o real potencial da agricultura nacional na mitigação das mudanças climáticas.





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clima quente limita negócios no Rio Grande do Sul



O mercado de carne de frango está mais aquecido nesta primeira quinzena de fevereiro em São Paulo. 

Segundo pesquisadores do Cepea, além da maior procura típica neste período – por conta do recebimento dos salários por parte da população –, a oferta está controlada, cenário que eleva os valores da proteína avícola negociada no atacado da Grande São Paulo.

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Já em Porto Alegre, Rio Grande do Sul, levantamento do Cepea mostra que a forte onda de calor que atinge o estado nesta semana tem limitado a comercialização de frango no atacado, à medida que muitos consumidores têm evitado se locomover por conta das altas temperaturas.

Inclusive, a volta às aulas da rede estadual de ensino do Rio Grande do Sul foi adiada devido ao forte calor. Nesse contexto, agentes consultados pelo Cepea indicam que, embora muitos vendedores tenham tentado manter a tabela de preços, em certos momentos, foi necessário conceder descontos, em decorrência da dificuldade de comercialização no atacado de Porto Alegre.

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polícia apreende 5 mil cigarros eletrônicos em caminhão carregado de milho



A Polícia Rodoviária Federal (PRF), em conjunto com agentes da Receita Federal, descobrira, 5 mil dispositivos eletrônicos para fumar (DEF) – popularmente conhecidos como cigarros eletrônicos – além de 500 smartphones escondidos numa carreta carregada com milho, em Guaíra (PR).

De acordo com a PRF, as equipes abordaram o condutor da carreta na BR-163. Ao realizarem a fiscalização, os agentes localizaram sob a carga de milho, e ocultos pela lona da carreta, as caixas em que eram transportados os celulares e dispositivos eletrônicos.

Trajeto

A carreta partiu do estado de Mato Grosso do Sul e tinha como destino Santa Catarina. O motorista foi detido e conduzido à polícia judiciária para o registro do crime de contrabando pelo transporte dos cigarros eletrônicos e também pelo crime de descaminho, no caso celulares. O flagrante foi na quarta-feira (12).

No começo da semana, agentes da Polícia Militar Rodoviária de São Paulo apreenderam 9 toneladas de maconha em um outro caminhão carregado de milho. O flagrante foi na rodovia Castelo Branco, no interior paulista. Os entorpecentes tinham como destino o Porto de Santos.

*Com informações da Polícia Rodoviária Federal



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Mercado de milho mantém preços firmes no Brasil, apesar de negociações travadas



O mercado brasileiro de milho deve encerrar a semana com preços firmes, mesmo com o ritmo lento das negociações. Consumidores demonstram interesse na composição de lotes, mas a falta de acordo sobre preços e as incertezas climáticas e logísticas dificultam avanços nos negócios. No cenário internacional, a Bolsa de Chicago opera em alta, enquanto o dólar recua frente ao real.

Em estados como São Paulo e Paraná, a oferta dos produtores segue restrita, tornando mais difícil a reposição de estoques pelos consumidores. A evolução do clima e o andamento da colheita da safra de verão seguem como fatores de atenção, assim como o impacto da colheita de soja na logística e no custo dos fretes, conforme apontado pelo analista da Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias.

Tabela de preços

  • Porto de Santos (CIF): R$ 78,00 – R$ 80,00/saca
  • Porto de Paranaguá: R$ 78,00 – R$ 80,00/saca
  • Paraná (Cascavel): R$ 73,00 – R$ 75,00/saca
  • São Paulo (Mogiana): R$ 78,00 – R$ 80,00/saca
  • São Paulo (Campinas CIF): R$ 82,50 – R$ 85,00/saca
  • Rio Grande do Sul (Erechim): R$ 71,00 – R$ 74,00/saca
  • Minas Gerais (Uberlândia): R$ 72,00 – R$ 73,00/saca
  • Goiás (Rio Verde CIF): R$ 68,00 – R$ 70,00/saca
  • Mato Grosso (Rondonópolis): R$ 66,00 – R$ 68,00/saca

Cenário internacional

Na Bolsa de Chicago (CBOT), os contratos com vencimento em março operam a US$ 4,97 3/4 por bushel, alta de 4,25 centavos de dólar (+0,86%). O mercado caminha para a segunda semana consecutiva de ganhos, impulsionado por estoques globais reduzidos, forte demanda e preocupações climáticas na Argentina. Apesar das chuvas recentes, as condições adversas ainda sustentam os preços.

Na sessão de ontem (13), o milho com entrega em dezembro fechou cotado a US$ 4,93 1/2 por bushel, alta de 3,25 centavos de dólar (+0,66%). Já o contrato para março de 2025 encerrou a US$ 5,06 por bushel, avanço de 2,00 centavos de dólar (+0,39%).



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Brasil não é problema comercial para os EUA, diz Alckmin



O vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, afirmou na noite desta quinta-feira (13) que o Brasil não representa um “problema comercial” para os Estados Unidos.

Alckmin deu a declaração ao comentar o anúncio, pelo presidente estadunidense, Donald Trump, da aplicação de tarifas de reciprocidade contra qualquer país que imponha impostos contra as importações norte-americanas.

“É natural que o novo governo americano queira avaliar o seu comércio exterior, estudar, avaliar a questão do comércio exterior. O Brasil não é problema comercial para os Estados Unidos. A balança comercial nossa de bens é equilibrada. Nós exportamos US$ 40 bilhões e importamos US$ 40 bilhões”, disse Alckmin em coletiva.

“Quando nós incluímos os serviços, os Estados Unidos tem um superávit de US$ 7,4 bilhões. É o sétimo maior superávit da balança comercial americana. Então nós não somos problema comercial”, acrescentou.

O vice-presidente ressaltou que dos dez produtos mais exportados pelo Brasil aos Estados Unidos, apenas quatro não são taxados pela alfândega estadunidense, nos demais são impostas tarifas. Já nos dez produtos mais importados pelo Brasil vindos dos EUA, oito entram totalmente livres de tarifas.

“O caminho do comércio exterior é ganha-ganha. É ter reciprocidade, não é alíquota igual. Reciprocidade é você vender mais onde é mais competitivo, onde você é menos competitivo, você compra. Produtos que você não tem, você adquire. Essa é a regra e é nesse princípio que nós vamos trabalhar”, disse.

Etanol brasileiro

Geraldo Alckmin defendeu ainda o etanol brasileiro e disse acreditar que a resolução da questão comercial será com base no diálogo e entendimento entre os países. “No caso do etanol, primeiro é importante destacar que o etanol do Brasil, ele é de cana-de-açúcar. Ele descarboniza mais, ele tem um terço a menos de pegada de carbono”, disse.

O vice-presidente disse que um dos caminhos de solução poderá ser a adoção de cotas para os produtos brasileiros, assim como ocorreu com o aço, em 2018, quando os EUA também levantaram barreiras comerciais contra o produto.

“No caso do aço, lá atrás, se caminhou para a cota, chamada hard cota, porque acima de um limite não pode entrar. Esse pode ser um dos caminhos, vamos aprofundar todos esses temas”.

“O comércio exterior é um caminho de diálogo, um caminho de entendimento, um caminho de ganha ganha, de buscar alternativas. É isso que vai ser feito”, acrescentou.

Balança

Os dez principais produtos brasileiros exportados para os EUA são: óleos brutos (sem taxação), produtos semimanufaturados de ferro ou aço (taxa de 7,2%), café não torrado (9%), pastas químicas de madeira (3,6%), ferro fundido (3,6%), aviões (sem taxa), gasolinas (sem taxa), aviões a turbojato (sem taxa), carnes desossadas (10,8%), ligas de aço (7,2%).

Já os dez principais produtos dos EUA importados pelo Brasil são parte de turborreatores (sem taxa), turborreatores de empuxo (sem taxa), gás natural liquefeito (sem taxa), óleos brutos de petróleo (sem taxa), óleo diesel (sem taxa), naftas (sem taxa), hulha betuminosa (sem taxa), copolímeros de etileno (20% de taxa), óleos lubrificantes (sem taxa), polietilenos (20%).



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Primeiro caso de ferrugem asiática é registrado na Bahia



A Bahia registrou o primeiro caso de ferrugem asiática (Phakopsora pachyrhizi) na safra de soja 2024/25, após a colheita ter começado. A confirmação da doença aconteceu no dia 5 de fevereiro, com amostras coletadas pela equipe do Programa Fitossanitário da Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba) na área produtora de Rosário, localizada no município de Correntina, no Oeste do estado.

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O diagnóstico foi confirmado por meio de análise em laboratório oficial, com apoio da Fundação BA, em Luís Eduardo Magalhães. Embora o registro tenha ocorrido tardiamente, ele é considerado um reflexo positivo das estratégias de monitoramento e controle fitossanitário na região. Diferente dos anos anteriores, quando os primeiros casos surgiram entre novembro e dezembro, a presença da doença em fevereiro indica a eficácia das ações de prevenção adotadas.

De acordo com a Aiba, o uso de boas práticas agrícolas e o monitoramento constante, especialmente por meio do sistema de Caça-Esporos, têm garantido um controle mais preciso sobre a situação. As instituições envolvidas, como a Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab), também ressaltam que não há motivo para alarde, pois a doença está ocorrendo com baixa pressão.

A Aiba e outras entidades do agronegócio, como a Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa) e a Embrapa, seguem apoiando os produtores com monitoramento contínuo, técnicas de manejo e orientações para a aplicação de fungicidas de forma adequada.

A identificação tardia da ferrugem asiática é vista como um bom indicativo da estabilidade da safra e do sucesso das ações de controle preventivo.



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Trump anuncia tarifas recíprocas e cita etanol do Brasil como exemplo



Em nova investida, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou ontem (13), um memorando com o objetivo de criar novas taxas para as importações de todos os países com as mesmas tarifas que são cobradas de exportadores americanos, aumentando os temores de uma guerra comercial global. A Casa Branca citou como exemplo dessa disparidade tarifária o etanol brasileiro.

As novas tarifas serão impostas individualmente, país por país, depois de estudo encomendado ao Departamento de Comércio, e devem entrar em vigor em 2 de abril.

Segundo o jornal Washington Post, em conversa com jornalistas durante a semana, Trump citou que seu país poderia vender mais carros para a Europa, motocicletas para a Índia e também carne e laticínios para o Brasil.

No caso do combustível renovável brasileiro, conforme a Casa Branca, “a tarifa dos Estados Unidos sobre o etanol é de apenas 2,5%”.

“Mesmo assim, o Brasil cobra das exportações de etanol dos EUA uma tarifa de 18%. Como resultado, em 2024 os EUA importaram mais de US$ 200 milhões em etanol do Brasil, enquanto os EUA exportaram apenas US$ 52 milhões em etanol para o Brasil”, diz trecho de documento que acompanhou o memorando.

No ano passado, os EUA foram o segundo maior comprador do etanol brasileiro, atrás apenas da Coreia do Sul. O país, porém, tem reduzido suas compras do Brasil. Em 2024, importou 309,7 milhões de metros cúbicos de etanol brasileiro, o equivalente a 16,3% do total embarcado.

Em 2019, esse mesmo volume havia sido de 1,1 bilhão de metros cúbicos, ou 63% do total, de acordo com dados da União da Indústria de Cana-de-açúcar (Unica).

Há anos, os produtores e fabricantes americanos pressionam o Brasil para reduzir essa tarifa de importação. A taxa chegou a ser zerada no governo Bolsonaro, em 2022, mas foi retomada agora no governo Lula. O Brasil pede como contrapartida aumento do acesso do açúcar brasileiro ao mercado americano – hoje limitado a uma cota anual.

Ministros brasileiros voltaram a dizer que estão à disposição de negociar com o governo americano, a exemplo da postura adotada depois que Trump anunciou sobretaxa de 25% para o aço e o alumínio.

Na prática, a decisão de Trump acaba com tarifas mais baixas sobre a maioria dos itens comprados pelos EUA, em uma política que permite que os americanos tenham acesso a produtos mais baratos de todo o mundo.

Questionado se os preços desses itens podem subir, Trump respondeu que “um pouco no curto prazo”, mas que devem cair na sequência. “É justo para todos.” (COM AGÊNCIAS INTERNACIONAIS)

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.



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Preços do trigo variam com pouca demanda externa


A demanda por trigo no Brasil segue influenciada por fatores regionais, com os moinhos do Rio Grande do Sul avançando na cobertura de abril, pressionando os preços. Segundo a TF Agroeconômica, o estado ainda possui cerca de 1,15 milhão de toneladas disponíveis, o que mantém uma certa estabilidade no mercado local. As indicações de compradores para trigo comum estão em R$ 1.300,00 por tonelada no interior, com preços de trigos mais fortes chegando a R$ 1.350,00. Para exportação, os compradores ajustam posições conforme as nomeações de navios, com preços entre R$ 1.280,00 e R$ 1.350,00 por tonelada no interior. A cotação da pedra em Panambi segue estável em R$ 65,00 a saca.

Em Santa Catarina, os preços do trigo dependem do desempenho das vendas de farinha, que seguem fracas. As ofertas do Rio Grande do Sul estão em torno de R$ 1.300,00/t FOB, enquanto os preços no leste catarinense chegam a R$ 1.600,00/t com impostos e frete. A demanda por farelo também caiu, pressionando os preços para R$ 1.100,00 a tonelada ensacada. Algumas cooperativas optam por segurar estoques na expectativa de preços melhores. Os preços da pedra se mantiveram estáveis pela quarta semana consecutiva, exceto em Joaçaba, onde subiram para R$ 74,33 a saca.

No Paraná, os preços do trigo estão 0,33% mais altos, segundo o CEPEA. O valor mais frequente para entrega em março e pagamento em abril é de R$ 1.450,00 CIF para moinhos na região centro-sul. Alguns negócios foram fechados a R$ 1.400,00 FOB por necessidade de espaço para soja e milho. No norte e oeste do estado, compradores pagam entre R$ 1.450 e R$ 1.470 por tonelada, com entregas previstas para março. O trigo importado da Argentina, comprado no ano passado, está sendo ofertado a US$ 270/t no porto, enquanto o paraguaio chega ao oeste do estado a R$ 1.450,00 CIF. A média de preços da pedra recuou 0,08% na semana, para R$ 72,85, reduzindo a margem de lucro dos triticultores para 6,07%.

 





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Fiagro cresce 315% em 2 anos e chega a patrimônio líquido de R$ 43,7 bi



A indústria de Fiagro (Fundos de Investimento em Cadeias Agroindustriais) cresceu 315% nos últimos dois anos, enquanto o mercado como um todo avançou 17,4%. O patrimônio líquido investido no segmento saltou de R$ 10,5 bilhões, em dezembro de 2022, para R$ 43,7 bilhões, em dezembro de 2024.

Os dados fazem parte da 9ª edição do Boletim CVM Agronegócio, publicado nesta quinta-feira, 13, pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

O boletim destaca ainda a performance dos Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA), cujo patrimônio líquido cresceu R$ 57,98 bilhões e alcançou R$ 153,5 bilhões em dezembro de 2024, incremento de 60%.

Nos últimos dois anos, a fatia do mercado de capitais correspondente ao agronegócio cresceu 16%. Enquanto o volume financeiro do segmento agro cresceu 36% no período, a R$ 540 bilhões, o volume financeiro total do mercado de capitais variou 17%, a R$ 15,3 trilhões.



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Alerta de terremoto assusta moradores de SP e RJ



Na madrugada desta sexta-feira (14), moradores de cidades como Ubatuba, São Paulo e Rio de Janeiro receberam um alerta inesperado em celulares Android sobre um suposto terremoto no litoral norte paulista. A notificação indicava possíveis tremores entre 4,4 e 5,5 de magnitude, com epicentro a cerca de 55 quilômetros de Ubatuba.

Apesar do susto, a Defesa Civil de São Paulo informou que não emitiu nenhum alerta e não registrou ocorrências relacionadas. O Centro de Sismologia da Universidade de São Paulo (USP) e o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), que monitoram atividades sísmicas, também descartaram qualquer abalo na região.

Até o momento, o Google, responsável pelo sistema operacional Android e pelo envio da notificação, não se pronunciou sobre o ocorrido.



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