domingo, julho 26, 2026

Autor: Redação

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Pancadas fortes de chuva trazem alerta para o país; confira a previsão de hoje



Dia de pancadas de chuva de moderada a forte intensidade em boa parte do país. Alerta de temporais no Norte e no Nordeste. Veja a previsão para as cinco regiões:

Sul

Áreas de instabilidades ainda estimulam nuvens carregadas sobre o Rio Grande do Sul, oeste de Santa Catarina e do Paraná neste sábado. Risco de temporais no oeste, sul e parte do leste gaúcho. Atenção no sul catarinense e paranaense, com possibilidade de pancadas fortes.

Sudeste

A chuva ocorre em forma de pancadas moderadas a forte em São Paulo, no Triângulo e sul de Minas Gerais e em parte do centro-sul do Rio de Janeiro. Chuva mais irregular no centro-norte e nordeste mineiro e no estado do Espírito Santo.

Centro-Oeste

A chuva mais forte continua concentrada em Mato Grosso, com pancadas a qualquer momento no centro-leste e norte do estado. Chove com moderada a forte intensidade e risco para raios em parte de Mato Grosso do Sul e em Goiás. Pancadas à tarde no Distrito Federal.

Nordeste

Chove de maneira pontual e isolada no norte da Bahia e no litoral. Tempo firme no interior de Pernambuco e na região do Recife. Alerta para temporais entre o litoral do Ceará e do Maranhão.

Norte

A chuva continua forte na Região, com alerta entre o Amazonas, Roraima, Amapá, Pará e Tocantins – risco alto de temporais e chuva volumosa em Manaus, Belém e Macapá.



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Desenrola rural prevê descontos de até 96% em dívidas de agricultores



As condições para a quitação de dívidas de agricultores familiares pelo Desenrola Rural preveem descontos de até 96% no valor devido.

Lançado esta semana em decreto assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o programa de renegociação e acesso a crédito está disponível para 1,35 milhão de agricultores que têm alguma pendência financeira. Esse volume representa 33% de um total de 5,43 milhões de agricultores familiares no país.

“Aqueles que têm dívidas menores, o desconto chega a 96%. Além disso, o nome fica limpo, porque retira os agricultores da chamada prisão perpétua, termo cunhado pelo presidente Lula a quem renegociava com o banco, mas ficava no escore negativo. Essa questão o decreto agora resolve”, disse o ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Paulo Teixeira, durante apresentação dos detalhes do programa, em entrevista coletiva na tarde desta sexta-feira (14), no Palácio do Planalto.

Segundo técnicos da pasta, após conversas com o Banco do Brasil, o Banco do Nordeste (BNB), o Banco da Amazônia (Basa) e a Caixa Econômica Federal, o conjunto das dívidas desses agricultores familiares será incluída na negociação, e não apenas aquelas ligadas ao crédito rural. Na prática, isso vai permitir que eles possam regularizar a avaliação de crédito para acessar novas operações.

“O Pronaf é uma política pública que é implementada por algumas instituições financeiras específicas. Nós autorizamos, por lei, que os bancos possam voltar a executar operações de crédito mesmo que, no passado, esse agricultor familiar tenha ocasionado algum tipo de prejuízo a essa instituição”, esclareceu a secretária-executiva do MDA, Fernanda Machiaveli.

Famílias de agricultores endividadas

Um levantamento do MDA constatou que, das famílias endividadas, 70% estão com restrições nos bancos e 30% com restrições nos serviços de proteção ao crédito, muitos por atrasos nas contas de água, luz e telefone.

Em relação às instituições de crédito, 69% dos débitos dos agricultores familiares têm valor inferior a R$ 10 mil. Entre as pessoas com restrição de crédito, 47% têm dívidas de até R$ 1 mil.

O programa abrange tanto dívidas de crédito rural, como aquelas do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), quanto débitos inscritos na Dívida Ativa da União e créditos de instalação do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra).

Descontos a assentados e quilombolas

Os maiores descontos, que chegam a 96% da dívida total, beneficiam justamente os assentados da reforma agrária e agricultores quilombolas que acessaram alguma modalidade do crédito de instalação, entre 27 de maio de 2014 e 29 de junho de 2022.

Esse crédito, concedido pelo Incra, serve para a construção de moradia e investimentos iniciais de quem obtém terras pelo programa fundiário federal.

Operações de crédito concedidas pelo Banco do Brasil, por exemplo, a instituição financeira que mais concede financiamentos do Pronaf, vão oferecer abatimentos que chegam a 86%.

A meta do governo federal é conseguir que ao menos 250 mil agricultores consigam renegociar suas dívidas este ano, podendo se reinserir no mercado de crédito e contribuir com a ampliação da produção de alimentos.

Para dívidas do Pronaf ou dívidas bancárias de qualquer natureza, o produtor familiar deverá procurar a instituição financeira para regularizar a situação também a partir do dia 24, primeiro dia útil após o prazo de 10 dias da publicação do decreto.

Se a dívida for de crédito de instalação de beneficiários da reforma agrária, o pequeno agricultor deve ir ao Incra para quitar os débitos com o desconto.

O MDA também orienta os agricultores familiares a procurar os sindicatos, as associações e as entidades representativas para receberem ajuda. A adesão vai até 31 de dezembro.



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AgroNewsPolítica & Agro

Dólar pressiona preços da soja, mas prêmios garantem sustentação



Contrato de soja fechou a quinta-feira (13) em US$ 10,30 por bushel,




Foto: Pixabay

Após semanas de desvalorização do Real acima dos R$ 6,00 por dólar, a recente valorização da moeda brasileira para patamares entre R$ 5,70 e R$ 5,80 pressionou os preços internos da soja. No entanto, a queda foi limitada pela melhora dos prêmios no Brasil, impulsionada por uma safra menor do que o esperado.

Segundo dados da Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (CEEMA), o contrato de soja fechou a quinta-feira (13) em US$ 10,30 por bushel, contra US$ 10,60 uma semana antes. A média de dezembro/24 ficou em US$ 9,83/bushel, enquanto janeiro/25 registrou US$ 10,29, representando um avanço de 4,7% em relação ao mês anterior. Em comparação, janeiro de 2024 teve média de US$ 12,30/bushel.

Nos Estados Unidos, as exportações de soja na semana encerrada em 6 de fevereiro totalizaram 1,04 milhão de toneladas, dentro das projeções do mercado. No acumulado da temporada 2024/25, os embarques somam 35,2 milhões de toneladas, um crescimento de 14% em relação ao mesmo período do ano passado.

Na Argentina, as chuvas retornaram na última semana e aliviaram o déficit hídrico que afetava cerca de 60% das lavouras. No entanto, assim como no sul do Brasil, a distribuição irregular das precipitações deixou algumas áreas ainda sob estresse hídrico. Apesar da interrupção dos danos na safra de soja, as perdas já consolidadas não serão revertidas.





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Aviação agrícola ganha reconhecimento legal no Rio Grande do Sul



A Lei Estadual n.º 16.267/25, que declara a aviação agrícola como atividade de relevante interesse social, público e econômico, entrou em vigor no Rio Grande do Sul. A norma foi promulgada pelo presidente da Assembleia Legislativa, deputado Adolfo Brito (PP), em 9 de janeiro, e publicada no Diário da Assembleia no dia 10.

Aprovada em dezembro de 2024, a lei recebeu 31 votos favoráveis e 12 contrários e tem origem no Projeto de Lei 442/23, de autoria do deputado Marcus Vinicius (PP), coassinado por outros 23 parlamentares.

O principal objetivo da medida é garantir segurança jurídica a um setor estratégico para a agricultura do estado, reforçando a precisão, eficiência e transparência das operações aéreas no manejo das lavouras.

Impacto para a agricultura gaúcha

A aviação agrícola no Brasil é regulamentada por legislações federais e monitorada por órgãos ambientais e de agricultura. No Rio Grande do Sul, berço dessa tecnologia no país desde 1947, produtores dizem que a aplicação aérea é essencial para culturas como soja, milho, trigo e, especialmente, arroz.

O estado responde por 70% da produção nacional de arroz, e boa parte das lavouras depende diretamente da aviação agrícola para garantir produtividade e qualidade.

Além disso, o Rio Grande do Sul possui a segunda maior frota de aeronaves agrícolas do Brasil. O setor também acompanha a modernização das operações com o crescente uso de drones na aplicação de insumos, ampliando a eficiência e sustentabilidade das lavouras.

Homenagem a um pioneiro do setor

A nova legislação recebeu o nome de “Lei Telmo Fabrício Dutra”, em reconhecimento ao ex-presidente do Sindicato Nacional das Empresas de Aviação Agrícola (Sindag) entre 1997 e 1999.

Dutra foi um dos fundadores da entidade em 1991 e teve papel fundamental na consolidação do sindicato em Porto Alegre, impulsionando o setor no cenário nacional e internacional.

Para a entidade, o reconhecimento da Assembleia Legislativa reforça a importância da aviação agrícola para o desenvolvimento humano e tecnológico, além de consolidar o Rio Grande do Sul como referência nacional no setor.

Com a promulgação da lei, o Sindag reforça que o setor aeroagrícola ganha respaldo jurídico para atuar em todo o território gaúcho, desde que sejam cumpridas as normas regulatórias vigentes.



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Entre alta e queda nos preços; confira como o mercado da soja fechou a semana



O mercado brasileiro de soja apresentou dois momentos distintos nesta sexta-feira (14). Pela manhã, quando a Bolsa de Chicago teve forte alta, os preços melhoraram em algumas praças de comercialização do Brasil. A forte queda do dólar, acompanhada da perda de força na CBOT, deixou os preços mistos. Nos portos, houve alta nos preços, favorecida pelos prêmios. A comercialização foi pequena no dia.

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Preços da soja

  • Passo Fundo (RS): preço caiu de R$ 133,50 para R$ 133,00
  • Missões (RS): preço recuou de R$ 134,50 para R$ 134,00
  • Porto de Rio Grande (RS): preço aumentou de R$ 133,00 para R$ 135,00
  • Cascavel (PR): preço se manteve em R$ 124,50
  • Porto de Paranaguá (PR): preço aumentou de R$ 132,00 para R$ 133,00
  • Rondonópolis (MT): preço caiu de R$ 113,00 para R$ 112,00
  • Dourados (MS): preço diminuiu de R$ 118,00 para R$ 117,00
  • Rio Verde (GO): preço caiu de R$ 111,00 para R$ 110,50

Chicago

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a sexta-feira com preços em alta, reduzindo as perdas acumuladas ao longo da semana. O mercado se sentiu aliviado com o anúncio feito pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre as tarifas recíprocas.

O fato da decisão não ter efeito imediato foi interpretado pelo mercado como uma porta aberta deixada por Trump para negociações, evitando uma guerra comercial com importantes parceiros. Com isso, a perspectiva é de que os produtos agrícolas americanos não sejam impactados imediatamente por retaliações.

O resultado foi uma sexta-feira de menor aversão ao risco no mercado financeiro, com recuo do dólar, favorecendo as exportações americanas, e com maior fluxo de capital para as commodities.

Os investidores seguem acompanhando de perto a questão do clima na América do Sul. Apesar da previsão de mais chuvas para a Argentina, o potencial produtivo das lavouras argentinas está comprometido.

Os contratos da soja em grão com entrega em março fecharam com alta de 6,00 centavos de dólar, ou 0,58%, a US$ 10,36 por bushel. A posição de maio teve cotação de US$ 10,52 3/4 por bushel, ganho de 5,75 centavos, ou 0,54%.

Nos subprodutos, a posição de março do farelo fechou com alta de US$ 3,20, ou 1,09%, a US$ 295,90 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em março fecharam a 46,07 centavos de dólar, com baixa de 0,18 centavo, ou 0,38%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em queda de 1,21%, negociado a R$ 5,6967 para venda e a R$ 5,6947 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,6942 e a máxima de R$ 5,7704. Na semana, a moeda teve desvalorização de 1,64%.



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Veja como os preços da arroba do boi terminaram a semana



O mercado físico do boi gordo encerrou a semana apresentando algumas tentativas de compra em patamares mais baixos.

No entanto, de acordo com o analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias, a pressão baixista se mostrou menos intensa, com algumas indústrias passando a se ausentar da compra de gado, prática que é relativamente comum às sextas-feiras.

“A oferta de fêmeas é o grande elemento de pressão neste momento, resultando em uma posição mais confortável das escalas de abate, o que possibilita tentativas de compra em patamares mais baixos”, disse.

  • São Paulo: R$ 318,15 (R$ 318,32 ontem)
  • Goiás: R$ 300,18 (estável)
  • Minas Gerais: R$ 307,35 (R$ 308,53 anteriormente)
  • Mato Grosso do Sul: R$ 309,77 (sem alterações)
  • Mato Grosso: R$ 316,92 (R$ 317,74 na quinta)

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em queda de 1,21%, sendo negociado a R$ 5,6967 para venda e a R$ 5,6947 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,6942 e a máxima de R$ 5,7704. Na semana, a moeda teve desvalorização de 1,64%.



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Soja e milho avançam com fatores externos


De acordo com a TF Agroeconômica, o mercado de soja, milho e trigo abriu em alta nesta quarta-feira (14), impulsionado por fatores políticos e climáticos. A soja na CBOT para março subiu para US$ 1.038,75 (+8,75), enquanto o indicador Cepea recuou 0,73% no dia, fechando a R$ 130,68, mas ainda acumulando alta de 1,31% no mês. A valorização ocorre após a ordem executiva assinada ontem pelo ex-presidente Donald Trump, que acelera a aplicação de tarifas recíprocas contra países que taxam importações dos EUA. 

“Além do exposto acima, contribuem para a melhora as reduções nas expectativas de safra da Argentina e a valorização do real frente ao dólar até agora neste ano, o que reduz o incentivo de venda para os produtores brasileiros, em plena safra”, comenta.

O milho também segue em alta, com os contratos para março negociados a US$ 495,75 (+2,25) na CBOT. No Brasil, o milho na B3 avançou 1,41%, para R$ 79,76, e o indicador Cepea subiu 0,15% no dia, chegando a R$ 79,12. Entre os fatores de suporte estão as exportações norte-americanas mais firmes, segundo o USDA, além do atraso no plantio da safrinha no Brasil e a redução da safra na Argentina.

“Além disso, a firmeza do milho também responde ao bom desempenho das exportações confirmado ontem pelo USDA; o atraso no plantio da safrinha brasileira; os cortes nas expectativas de safra argentina, e o já mencionado sobre a valorização do real frente ao dólar, que melhora a competitividade das exportações norte-americanas, em detrimento das brasileiras”, completa.

O trigo também abriu em alta, com os contratos de março subindo para US$ 587,50 (+9,75) na CBOT. No Brasil, o trigo no Paraná atingiu R$ 1.435,00 (+0,28%), e o indicador Cepea nacional permaneceu estável em R$ 1.318,70, mas acumulando alta de 0,77% no mês. O aumento nos preços se deve à desaceleração das exportações da região do Mar Negro, além dos desafios no “plano de paz” proposto por Trump entre Rússia e Ucrânia. A possibilidade de uma onda de frio afetando lavouras nos EUA, Rússia e Ucrânia também adiciona um fator de risco ao mercado.

 





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Nova fronteira agrícola pode transformar Goiás no 3º maior produtor de grãos do país



Considerada a nova fronteira agrícola de Goiás e do Centro-Oeste brasileiro, a região do Vale do Araguaia já produz cerca de 10% da safra de soja e 15% do milho do estado.

No entanto, em evento realizado nesta sexta-feira (14) por produtores rurais e pela Federação da Agricultura de Goiás (Faeg), destacou-se que a região tem potencial para aumentar sua área agricultável em pelo menos 50% no curto-prazo.

Se isso for feito, a safra agrícola goiana pode ser elevada para mais de 50 milhões de toneladas ao ano, número que consolidaria Goiás como o terceiro maior produtor de grãos do país. Mato Grosso lidera e Paraná e Rio Grande do Sul revezam a segunda colocação, a depender da quebra de safra que cada um vivencia ano a ano.

Em território goiano, a temporada 2024/25 está prevista em 36 milhões de toneladas, a maior na história do agronegócio do estado.

No evento com os produtores que contou com a presença do governador em exercício Daniel Vilela e de prefeitos de 10 municípios do Vale do Araguaia, ficou claro que para que essas perspectivas positivas se tornem realidade, existem desafios a serem superados. E o principal deles é garantir o fornecimento de energia elétrica.

Na ocasião, o governo anunciou o projeto de duplicar a rodovia estadual GO-164, que faz a ligação do Vale do Araguaia (a partir de São Miguel do Araguaia) até o sul e o sudoeste goiano. Além disso, serão recuperados mil quilômetros da malha rodoviária goiana, com foco em importantes estradas da região produtora.

O produtor rural e ex-prefeito de Trindade, Jânio Darrot, afirmou que o Vale do Araguaia vive uma transformação acelerada, com áreas propícias para produção agrícola e maior produtividade.

“Além da grande disponibilidade de terras, outro fator decisivo para que a região se destaque no agronegócio é seu enorme potencial hídrico. Com irrigação, podemos transformar uma área de pastagem degradada e produzir três vezes mais que em área não irrigada”, afirma.

Desafios ao crescimento

Apesar de estar se tornando rapidamente na maior fronteira do agronegócio brasileiro, o Vale do Araguaia ainda enfrenta grandes desafios. O maior deles é a oferta de energia elétrica, principalmente no que diz respeito à indisponibilidade de carga. “Muitos produtores ainda têm de usar geradores de energia, o que torna o custo de produção muito alto e, para a maioria, inviável”, frisa Darrot.

O presidente da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Goiás (Aprosoja-GO), Clodoaldo Calegari, afirma que o agronegócio goiano vive no Vale do Araguaia seu novo momento de forte expansão.

“Temos ainda muita terra disponível na região para a agricultura, altamente favorecida pelo seu relevo e abundantes recursos hídricos. Vamos viver um novo crescimento até o final desta década com a conclusão da obra da Ferrovia de Integração do Centro-Oeste (Fico), prevista para 2029”, diz.

Expansão da rede elétrica em Goiás

O superintendente de Engenharia e Planejamento da Equatorial Goiás, Roberto Silva Vieira, afirmou durante o evento que a distribuidora tem todo o interesse em expandir a rede de energia elétrica para o Vale do Araguaia.

“Para se ter uma ideia, a demanda desta região por energia cresceu nos últimos cinco anos a uma taxa média anual de 9%, contra a média nacional de 2%. Isto é reflexo direto do crescimento do agronegócio nesta parte do estado”, frisa.

Entretanto, o executivo afirmou que serão precisos investimentos em linha de transmissão de energia. “Não podemos resolver apenas de forma paliativa. O grande gargalo no Vale do Araguaia é que não temos na região uma empresa de transmissão. Em parceria com o governo de Goiás, estamos atuando na Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) para termos uma solução definitiva, que só acontecerá com o leilão de construção de nova linha de transmissão, previsto para este ano”, afirma Vieira.

O governador em exercício ressaltou que o leilão da linha de transmissão para a região deve ser realizado até outubro deste ano. “Uma vez realizado, vamos concentrar esforços sobre a empresa ganhadora, para que antecipe o seu cronograma de investimentos. A expectativa inicial é que esta linha esteja concluída até 2029, com ponto de distribuição em Matrinchã [noroeste goiano]. Mas o Vale do Araguaia tem urgência e vamos trabalhar forte para anteciparmos esse calendário.”



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Colheita de soja avança em MS, mas 1,9 mi de hectares estariam comprometidos



A colheita da safra de soja 2024/25 em Mato Grosso do Sul alcançou 778.673 hectares, o equivalente a 17,3% da área total, segundo dados do Projeto Siga-MS, da Associação dos Produtores de Soja do estado (Aprosoja-MS). Apesar do avanço, cerca de 1,9 milhão de hectares, ou 43% da área, estão comprometidos pelo estresse hídrico.

“Nos últimos sete dias, o estado registrou precipitações consideráveis, com acumulados variando entre 8 e 73 milímetros. Essas chuvas foram fundamentais para a manutenção dos cultivos nas regiões mais afetadas pela estiagem. Graças a isso, as condições das lavouras permaneceram praticamente estáveis”, afirmou, em nota, o coordenador técnico da Aprosoja-MS, Gabriel Balta.

O levantamento mostra que a colheita está mais adiantada na região sul do estado, onde 20,8% da área foi colhida. Na região centro, o índice é de 18%, enquanto no norte apenas 2,6% da área foi colhida até o momento.

“O pico da colheita começa nesta semana, entre os dias 14 de fevereiro e 14 de março. Nesse período, espera-se colher aproximadamente 79% da área estimada”, destacou Balta.

A expectativa para a safra 2024/2025 é de um crescimento de 6,8% em relação ao ciclo anterior, alcançando 4,501 milhões de hectares. A produtividade média prevista é de 51,7 sacas por hectare, o que deve resultar em uma produção total de 13,977 milhões de toneladas.

As condições das lavouras variam conforme a região. No norte, 90% das áreas apresentam boas condições, enquanto 9,5% estão regulares e 0,5%, ruins. No sul, o cenário é mais crítico, com 37% das áreas em condição regular, 33,5% ruins e 28,8% boas. No sudoeste, 49,3% das lavouras estão em boas condições, 37,7% regulares e 13% ruins. Na região sul-fronteira, 29,9% das áreas são boas, 25,2% regulares e 45% estão comprometidas.

Milho segunda safra em Mato Grosso do Sul

Paralelamente à colheita da soja, a Aprosoja-MS monitora o plantio do milho segunda safra 2024/2025. Até agora, 15% da área total foi plantada na região centro, 14% no sul e 1,2% no norte.

“É importante que o plantio seja feito o mais cedo possível dentro da janela, preferencialmente até o fim de fevereiro, para reduzir os riscos de déficit hídrico nas fases críticas, como o florescimento e o enchimento de grãos”, ressaltou Balta.

A estimativa é que a área plantada com milho segunda safra alcance 2,103 milhões de hectares, com produtividade média de 80,8 sacas por hectare e produção projetada de 10,199 milhões de toneladas, 20,6% acima do registrado na safra anterior.



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AgroNewsPolítica & Agro

o que está por trás da alta dos preços?


O café, uma das commodities mais apreciadas no mundo, está enfrentando uma alta histórica nos preços. Mas o que explica esse aumento tão expressivo? Eugenio Stefanelo, professor universitário, doutor em engenharia da produção e ex-secretário da Agricultura do Paraná, explicou sobre os fatores que impulsionaram essa escalada nos preços do café.

Segundo Stefanelo, o café é uma commodity global, o que significa que seu valor no mercado interno brasileiro é diretamente influenciado pela cotação internacional. “Como o Brasil é o maior produtor e exportador mundial de café, o preço que pagamos aqui no país reflete, em grande parte, a cotação internacional multiplicada pela taxa de câmbio”, explica o especialista.

A cotação internacional e o impacto nos preços

Na safra 2024/2025, a produção mundial de café aumentou 4,1%, totalizando 174,9 milhões de sacas. No entanto, o consumo global também subiu, o que reduziu drasticamente os estoques. O estoque final de café foi o menor registrado nos últimos 25 anos, com 20,9 milhões de sacas, o que provocou um aumento significativo nas cotações internacionais.

Na Bolsa de Nova York, o preço do café Arábica, entre janeiro de 2024 e dezembro de 2024, disparou para US$ 3,22 por libra, uma alta de 66%. Já o café Conilon, na Bolsa de Londres, teve uma valorização ainda mais acentuada, com aumento de 79%, atingindo US$ 2,30 por libra. Esse cenário de oferta abaixo da demanda fez com que os preços subissem vertiginosamente, afetando diretamente o mercado brasileiro.

Os efeitos da bienalidade e do clima na produção brasileira

No Brasil, a produção de café também passou por uma queda. Entre 2024 e 2025, a área plantada foi reduzida em 1,5%, o que resultou em uma diminuição de 4,4% na produção. Stefanelo atribui essa redução a fatores climáticos, como a seca na florada e as altas temperaturas, além da bienalidade negativa, característica natural da cultura de café, que alterna entre anos de alta e baixa produção. Isso tudo contribui para uma oferta limitada de grãos no mercado interno.

Taxa de câmbio: outro fator que inflacionou os preços

A taxa de câmbio também teve um papel crucial no aumento dos preços do café no Brasil. O dólar, com sua cotação elevada devido às incertezas fiscais no país, fez com que o preço do café no mercado interno subisse para níveis recordes. Em 2024, o café tipo 6, por exemplo, chegou a custar entre R$ 2.500 e R$ 2.900 a saca, um valor muito superior ao praticado em anos anteriores. Apesar de uma leve queda no início de 2025, a cotação do dólar ainda permanece bastante alta em comparação com os valores de 2024, o que mantém os preços elevados.

O que esperar dos preços em 2025?

Com relação às perspectivas para o preço do café em 2025, o especialista é categórico: a cotação deve permanecer elevada ao longo do ano. A possibilidade de uma redução mais significativa só ocorreria se a safra mundial de 2025/2026 fosse excepcionalmente superior à demanda. Contudo, Stefanelo é cauteloso ao afirmar que isso é improvável, já que os estoques de café estão em níveis extremamente baixos, o que dificulta uma queda substancial nos preços.

Além disso, o especialista destaca que a alta no preço do café não é consequência apenas da oferta reduzida, mas também do aumento nos custos de produção. A mão de obra, a energia elétrica, os combustíveis e os custos de embalagens subiram significativamente nos últimos meses, impactando diretamente o preço final do café para o consumidor.

A realidade do café no Brasil: preço alto e perspectivas inciertas

No ano passado, o IPCA (Índice de Preço ao Consumidor Amplo) do café moído subiu 37%, o que reflete o aumento no preço da matéria-prima e nos custos de produção. Esse aumento, segundo Stefanelo, não é fruto de especulação, mas sim das condições reais do mercado. “Os preços estão elevados porque a oferta está limitada e os custos de produção e transporte também aumentaram”, comenta.

Com as previsões climáticas alertando para chuvas abaixo da média e temperaturas elevadas em fevereiro, a preocupação entre os cafeicultores é grande. Esse período de desenvolvimento final da safra pode ser decisivo para a qualidade do café, já que o calor excessivo prejudica a planta, comprometendo a produção de grãos de alta qualidade. A safra 2025/2026, portanto, pode ser impactada, o que traria mais pressão sobre os preços nos próximos meses.

Café caro: uma tendência para o futuro próximo

Com os estoques globais baixos e os custos de produção cada vez mais elevados, o café deve continuar sendo um item de consumo mais caro. Para os “tomadores de café”, infelizmente, a notícia não é das melhores, e essa tendência de preços elevados tende a se manter ao longo de 2025, com poucas possibilidades de alívio.

Em resumo, o cenário de alta no preço do café é complexo, envolvendo uma série de fatores que vão desde o clima até questões econômicas globais. As perspectivas para o curto prazo são de preços elevados, e qualquer mudança significativa dependerá de uma produção excepcional nas próximas safras, algo que está longe de ser garantido.





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