sexta-feira, julho 24, 2026

Autor: Redação

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como fica o pequeno produtor após medidas do governo



Com o foco no produtor rural, o Plano Safra dispõe de diversas linhas de crédito adaptadas às diferentes necessidades de agricultores e pecuaristas. Em linhas gerais, o programa se divide em três modalidades: custeio, comercialização e investimento. 

Nas últimas semanas, o Plano Safra 24/25 tem sido destaque devido à decisão do Ministério da Fazenda,  por meio da Secretaria do Tesouro Nacional,  em suspender novos financiamentos com juros equalizados, a partir de 21 de fevereiro. 

A medida também comunicou que apenas as linhas de custeio do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) seriam mantidas.

Isso quer dizer que para os produtores da agricultura familiar que necessitam financiar as despesas de produção agrícola, como mudas, adubos, sementes, corretivos de solos, defensivos, entre outros, nada muda.

A justificativa apresentada no ofício mencionou dois fatores principais: a alta taxa Selic e a não aprovação do Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2025.

Segundo a Agência Senado, a previsão é que o Congresso Nacional aprove a lei após o Carnaval.

Por que isso importa?

O projeto de lei do Orçamento de 2025 deveria ter sido aprovado em dezembro, mas será analisado apenas em março, após a formação da Comissão Mista de Orçamento (CMO).

Esse atraso impactou diretamente a execução do Plano Safra, fato que levou o Tesouro Nacional a suspender operações para evitar prejuízos financeiros às instituições que operam o crédito rural.

Isso ocorreu porque a equalização de juros — diferença entre a taxa cobrada pelo banco e a efetivamente paga pelo produtor —, é custeada pelo Tesouro.

Com a Selic em alta, esse custo aumenta consideravelmente. Para se ter uma ideia, a taxa passou de 10,5% ao ano, em setembro de 2024 para 13,25% em janeiro de 2025.

Liberação emergencial de R$ 4,18 bilhões

Diante do impasse, em 24 de fevereiro o Governo Federal publicou Medida Provisória (MP 1.289) no Diário Oficial da União (DOU), que liberava R$ 4,18 bilhões em crédito extraordinário para o Plano Safra 2024/25. 

Os recursos foram distribuídos da seguinte forma:

  • R$ 3,5 bilhões: destinados ao custeio, comercialização e investimento;
  • R$ 645,7 milhões: reservados para o Pronaf.

Em nota oficial, o governo justificou que a medida foi tomada para evitar impactos negativos na produção de alimentos e garantir a segurança alimentar do país.

O cenário macroeconômico, marcado pelo aumento acelerado das taxas de juros, também foi apontado como fator determinante para a liberação do crédito extraordinário.

E o pequeno produtor?

O Pronaf, principal linha de crédito para pequenos produtores, costuma ser o mais visado nesses momentos de instabilidade econômica.

No entanto, a Medida Provisória (MP 1.289) garante a continuidade do acesso ao crédito, assegurando investimentos rurais e agroindustriais. 

Ou seja, as instituições financeiras podem permitir financiamento para os produtores da agricultura familiar que identificarem a real necessidade de crédito e estiverem em conformidade com o que é solicitado pelos bancos. 

Dessa forma, pequenos produtores ainda podem contar com financiamento para manter suas atividades e ampliar sua produção, apesar das dificuldades impostas pelo cenário econômico atual.

Está com dúvida? O Sebrae pode te orientar!

De acordo com o Sebrae, a consciência da real necessidade de buscar crédito é fundamental para a saúde financeira dos negócios do pequeno produtor.

Com o intuito de impulsionar o desenvolvimento do agronegócio direcionado aos pequenos, a instituição atua como um direcionador para que o empreendedor entenda como alocar recursos visando rentabilidade e a garantia do pagamento do crédito solicitado, por meio de programas e cursos de capacitação.

A instituição explica que com essa atuação, o Sebrae contribui para que os pequenos produtores tenham acesso a recursos e possam enfrentar desafios econômicos com mais segurança.



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alta nos fretes e queda nas exportações


A edição de fevereiro do Boletim Logístico, divulgada na sexta-feira (28) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), aponta aumento na demanda por transporte interno e queda nas exportações de grãos na Bahia. A valorização dos fretes ocorre tanto pelo crescimento da procura quanto pela redução da oferta de prestadores de serviço.

Em Irecê, a demanda por transporte aumentou devido ao mercado aquecido da mamona, que registrou alta e atingiu R$ 300,00 por saca de 60 kg no final de janeiro. O setor de esmagamento de oleaginosas tem puxado essa alta nos preços.

Já em Luís Eduardo Magalhães, houve uma redução no volume transportado no início de 2025, apesar da alta nas cotações dos fretes. O deslocamento de transportadores para o Centro-Oeste, impulsionado pela demanda interna por milho e caroço de algodão, contribuiu para essa dinâmica. As exportações da região seguem para os portos de Salvador, Santos e São Luís, enquanto o mercado interno abastece o Nordeste, especialmente as regiões com forte presença da pecuária e avicultura.

Em Paripiranga, os valores do frete aumentaram para todos os destinos analisados. O milho apresentou valorização desde o final de 2024, atingindo R$ 70,00 por saca no fim de janeiro, impulsionado pelo período de entressafra e pela comercialização dos estoques armazenados nas propriedades rurais. Com a colheita acelerada no oeste da Bahia, a expectativa é que esses estoques sejam escoados até março.

No mercado externo, as exportações baianas registraram forte retração. Em janeiro de 2025, houve uma queda de 53,6% na exportação de soja, milho e algodão, em comparação com dezembro de 2024, refletindo o esgotamento dos estoques da safra 2023/24.

No setor da soja, foram exportadas 130 mil toneladas em janeiro de 2025, representando redução de 68,2% em relação ao mês anterior e queda de 75% na comparação anual. Do volume total exportado, 83,61% saíram pelo Porto de Salvador e 16,39% pelo Porto de São Luís.

Por outro lado, as exportações de algodão cresceram, atingindo 70 mil toneladas, um aumento de 117% em relação a janeiro de 2024 e 30,5% na comparação com dezembro de 2024. O escoamento foi feito principalmente pelo Porto de Santos (68,8%) e pelo Porto de Salvador (30,69%).





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Governo de Goiás impulsiona a formação em inovação agrícola


Estão abertas as inscrições para a segunda turma da Pós-Graduação Lato Sensu em Bioinsumos no Centro de Excelência em Bioinsumos (CEBIO) do Instituto Federal Goiano (IF Goiano). A primeira especialização voltada para a área de insumos biológicos do Brasil tem como objetivo a formação de especialistas na área, um segmento em crescimento no cenário do agronegócio goiano.

A instituição disponibilizou 150 vagas, destinadas a egressos de qualquer graduação, com prioridade para profissionais das Ciências Agrárias e Biologia. As oportunidades estão distribuídas entre os campi do IF Goiano em Campos Belos, Ceres, Cristalina, Hidrolândia, Iporá, Morrinhos, Posse, Rio Verde e Urutaí. Com duração de 18 meses, os aprovados terão aulas teóricas online e atividades práticas presenciais. As inscrições ficam abertas até o dia 7 de março e devem ser feitas na página oficial do processo seletivo pelo link: https://www.ifgoiano.edu.br/home/index.php/component/content/article/57-destaque/24404.

Essa iniciativa integra as ações do CEBIO, que visa impulsionar pesquisas e inovações em insumos biológicos. O Centro, em colaboração com a Universidade Estadual de Goiás (UEG), a Universidade Federal de Catalão (UFCat) e a Universidade Federal de Goiás (UFG), desempenha um papel estratégico no desenvolvimento de soluções sustentáveis para o agronegócio. Suas Unidades de Referência em Insumos Biológicos (URBs) e Unidades de Transferência de Tecnologia (UTTs) fomentam a pesquisa aplicada e a disseminação de conhecimento no setor.

A divulgação do resultado final está prevista para o dia 22 de abril, quando serão apresentadas informações sobre matrícula e o calendário acadêmico e todas as informações necessárias estão disponibilizadas no site.

Conheça o CEBIO

O CEBIO, financiado pelo Governo do Estado de Goiás e com orientação da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa) e intermédio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Goiás (Fapeg), lidera ações estratégicas relacionadas aos insumos biológicos no estado, respondendo às necessidades do agronegócio por iniciativas nesse campo.

Programa Estadual de Bioinsumos

O Governo de Goiás publicou, no Diário Oficial do Estado (DOE) de 17 de maio de 2021, a Lei nº 21.005, de 14 de maio de 2021, que institui o Programa Estadual de Bioinsumos. O objetivo do Programa, proposto pela Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), é ampliar e fortalecer a adoção de práticas para a evolução do setor agropecuário, com a expansão da produção, do desenvolvimento e da utilização de bioinsumos e sistemas de produção sustentáveis.





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Agricultura familiar do Piauí recebe R$ 6,5 milhões para PAA


Os agricultores e agricultoras familiares do Piauí poderão contar com R$ 6,5 milhões para desenvolver projetos do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) na modalidade de Compra com Doação Simultânea (CDS). O recurso será repassado para a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e é resultado de emendas parlamentares ao Orçamento Geral da União apresentadas por deputados e senadores eleitos pelo estado em 2024.

Com o recurso, a Conab irá adquirir 973 toneladas de alimentos produzidos por 507 agricultores e agricultoras familiares. Os alimentos serão destinados a instituições da rede socioassistencial, equipamentos públicos e sociais de segurança alimentar e nutricional, e demais entidades de atendimento acompanhadas pelos conselhos municipais e estaduais de políticas temáticas, a fim de atender as pessoas em situação de insegurança alimentar. Os produtos irão complementar a alimentação de 62 mil pessoas em situação de insegurança alimentar e nutricional.

As propostas atendem às cidades de Água Branca, Alto Longá, Campo Grande do Piauí, José de Freitas, Luzilândia, Miguel Alves, Oeiras, São Braz, Sigefredo Pacheco, Simplício Mendes, Coivaras, Nazária, Belém do Piauí, Conceição do Canindé, Cristino Castro, Palmeiras, Murici dos Portelas, Campinas do Piauí, Flores do Piauí, Monsenhor Gil, Bela Vista do Piauí, Francisco Macedo, Nossa Senhora de Nazaré, Monsenhor Hipólito, Paulistana, Santo Antônio dos Milagres, Assunção do Piauí, Santa Rosa do Piauí, Eliseu Martins e Nossa Senhora dos Remédios.

PAA/CDS – A Compra com Doação Simultânea tem como finalidade o apoio aos agricultores familiares, por meio de cooperativas e associações, a partir da aquisição de sua produção. Os alimentos são obtidos com recursos do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS) e destinados ao abastecimento da rede socioassistencial, equipamentos públicos e sociais de segurança alimentar e nutricional, e demais entidades de atendimento acompanhadas pelos conselhos municipais e estaduais de políticas temáticas.





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alimentação saudável para curtir a folia


De acordo com dados divulgados pela Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo, durante o Carnaval, o consumo excessivo de bebidas alcoólicas e alimentos gordurosos pode sobrecarregar o organismo. Para ajudar os foliões a manter a saúde e se recuperar dos excessos, o Instituto de Pesca (IP-Apta), ligado à Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, recomenda incluir peixes e frutos do mar na alimentação antes, durante e após o feriado.

Ricos em proteínas de qualidade, minerais essenciais e ácidos graxos como o ômega-3, os pescados contribuem para a saúde cardiovascular, auxiliando na circulação sanguínea e na redução de inflamações. Além disso, são aliados do sistema imunológico e podem ajudar na função cerebral, prevenindo doenças neurodegenerativas.

A pesquisadora Érika Fabiane Furlan, do Instituto de Pesca, orienta sobre os cuidados na escolha e no consumo do pescado:

  • Peixe fresco deve ter olhos brilhantes, coloração viva e escamas aderidas.
  • Mantenha o pescado refrigerado ou congelado para evitar deterioração.
  • Sushi e sashimi devem ser consumidos em locais de confiança.
  • Sobras de peixe cozido devem ser armazenadas em recipientes herméticos e consumidas em até dois dias.


A desidratação é um risco comum no Carnaval, agravado pelo calor e pelo consumo de álcool. Além de ingerir bastante água, é recomendável incluir peixes ricos em ômega-3, como salmão, sardinha, atum, truta e arenque, além de sementes de chia e linhaça.

Opções como filé de peixe grelhado, sashimi de atum e sardinhas assadas são nutritivas e ajudam na recuperação muscular e na regeneração do corpo. Para o bom funcionamento do fígado, o consumo de salmão e atum, ricos em selênio, auxilia na proteção das células hepáticas contra os danos causados pelo álcool.

Além dos pescados, uma alimentação equilibrada deve incluir vegetais como couve, tomate, abóbora e folhas verdes, que são fontes de fibras, vitaminas e minerais essenciais para a digestão e a reposição de energia.





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Mosca-branca impulsiona uso de biológicos no campo



Um exemplo desse efeito foi registrado em Buri/SP



Um exemplo desse efeito foi registrado em Buri/SP
Um exemplo desse efeito foi registrado em Buri/SP – Foto: Nadia Borges

A mosca-branca tem se mostrado a porta de entrada para o uso de defensivos biológicos nas propriedades agrícolas. Segundo Leonardo Ribeiro, Assistente Técnico de Vendas da Koppert Brasil, essa praga permite aos produtores observarem na prática a eficácia dos bioinseticidas, quebrando barreiras de ceticismo sobre essas tecnologias. A informação foi divulgada no LinkedIn.  

De acordo com ele, o Boveril Evo, um bioinseticida à base do fungo Beauveria bassiana, tem demonstrado grande eficiência no controle da mosca-branca. Durante o acompanhamento da aplicação, é possível notar diferentes estágios da ação do fungo, desde letargia até a esporulação, garantindo controle prolongado da praga.  

Além disso, Ribeiro destaca que um dos principais argumentos para convencer os agricultores é a observação direta do bioinseticida em ação. Além de eliminar o inseto, o fungo permanece na área, exercendo seu efeito por vários dias. Essa permanência reforça a confiança dos produtores no uso de defensivos biológicos.  

Um exemplo desse efeito foi registrado em Buri/SP, onde, sete dias após a aplicação de Boveril Evo, ainda era possível visualizar sinais claros da infecção fúngica na mosca-branca na soja. Esse tipo de evidência visual ajuda a demonstrar a efetividade e o potencial dos biológicos como ferramentas essenciais no manejo integrado de pragas. “O controle desse inseto com o bioinseticida Boveril Evo é uma experiência fantástica! É possível perceber diferentes níveis de ação do fungo, inclusive os sintomas iniciais da infecção, demonstrando a permanência do agente biológico na área dias após aplicação”, conclui.

 





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Isso é essencial para a germinação do algodão



A semente deve estar bem em contato com o solo



A semente deve estar bem em contato com o solo
A semente deve estar bem em contato com o solo – Foto: Divulgação

Segundo o Engenheiro Agrônomo e Consultor na Ceres Consultoria Agronômica, André Consonni, a germinação do algodão começa quando a semente absorve entre 50 e 60% de sua massa em água, ativando processos metabólicos essenciais. A produção de giberelinas estimula enzimas que convertem lipídios armazenados em açúcares, fornecendo energia para o crescimento da plântula. 

“Parte desses açúcares é consumida na respiração celular, gerando a energia necessária para a divisão e expansão das células da radícula, enquanto outra parte é utilizada na formação das novas estruturas. Esse processo ocorre cerca de um dia após a semeadura, desde que as condições sejam favoráveis”, comenta o especialista, na rede social LinkedIn.

Para uma germinação eficiente, o especialista explica que a semente deve estar bem em contato com o solo, favorecendo a absorção de água e permitindo a entrada de oxigênio, essencial para a respiração celular. A temperatura influencia diretamente a velocidade do processo, impactando a atividade enzimática e a conversão dos carboidratos.  

Após a emissão da radícula, seu crescimento ocorre rapidamente, seguido pelo alongamento do hipocótilo, que começa por volta do segundo dia. Nos primeiros 7 a 10 dias, a parte aérea cresce lentamente, enquanto as raízes se aprofundam, podendo alcançar até cinco vezes o tamanho da parte aérea ao final do estágio V0. “Esse rápido crescimento radicular é fundamental para que a planta estabeleça uma base sólida, permitindo que ela supere desafios e aproveite oportunidades ao longo do ciclo”, conclui.

 





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Perspectiva é positiva para os preços da carne de frango



A avicultura de corte apresentou um mês de preços estáveis no atacado e mercados independentes do vivo. De acordo com o analista da consultoria Safras & Mercado, Allan Maia, durante fevereiro houve sinalização de oferta ajustada frente à demanda existente. “A perspectiva para preços é favorável com possível avanço do consumo e da reposição ao longo da cadeia”, disse.

No atacado, Maia ressalta que o mês fechou com a oferta equilibrada, o que trouxe otimismo entre os agentes do mercado para o curto prazo. “O consumo, para a carne de frango, tende a avançar, considerando preços elevados de produtos concorrentes. A exportação do frango também está forte, fator que favorece o quadro de disponibilidade e a formação de preços no interior do país”, destacou.

Assim como para a suinocultura, Maia explicou que a avicultura carrega alguma apreensão com o custo de produção, devido aos avanços no preço do milho.

Preços interno do frango

Segundo levantamento de Safras & Mercado, no atacado de São Paulo, os preços dos cortes congelados de frango tiveram algumas mudanças ao longo do mês. O quilo do peito teve alta de R$ 10,25 para R$ 11,00, o quilo da coxa subiu de R$ 7,60 para R$ 8,20 e o quilo da asa caiu de R$ 13,20 para R$ 12,50. Na distribuição, o quilo do peito avançou de R$ 10,50 para R$ 11,25, o quilo da coxa de R$ 7,80 para R$ 8,45 e o quilo da asa recuou de R$ 13,40 para R$ 12,75.

Nos cortes resfriados vendidos no atacado, o cenário da semana também apresentou alterações nas cotações durante o mês. O quilo do peito teve ganho de R$ 10,35 para R$ 11,10, o quilo da coxa de R$ 7,70 para R$ 8,30 e o quilo da asa teve recuo de R$ 13,30 para R$ 12,60. Na distribuição, o quilo do peito avançou de R$ 10,60 para R$ 11,35, o quilo da coxa de R$ 7,90 para R$ 8,55 e o quilo da asa teve desvalorização de R$ 13,50 para R$ 12,85.

O levantamento mensal realizado por Safras & Mercado nas principais praças de comercialização do Brasil apontou que, em Minas Gerais, o quilo vivo subiu de R$ 5,50 para R$ 5,55 e, em São Paulo, a estabilidade foi de R$ 5,60.

Na integração catarinense, a cotação do frango seguiu em R$ 4,35. Na integração do oeste do Paraná, a cotação continuou em R$ 4,30 e, na integração do Rio Grande do Sul, seguiu em R$ 4,00.

No Mato Grosso do Sul, o preço do quilo vivo do frango subiu de R$ 5,45 para R$ 5,50. Em Goiás, a cotação foi de R$ 5,45 para R$ 5,50 e, no Distrito Federal, de R$ 5,50 para R$ 5,55.

Em Pernambuco, o quilo vivo teve valorização de R$ 7,75 para R$ 8,25, no Ceará de R$ 7,70 para R$ 7,70 e, no Pará, de R$ 8,35 para R$ 8,60.

Exportações

As exportações de carne de aves e suas miudezas comestíveis, frescas, refrigeradas ou congeladas do Brasil renderam US$ 633,029 milhões em fevereiro (15 dias úteis), com média diária de US$ 42,201 milhões. A quantidade total exportada pelo país chegou a 355,927 mil toneladas, com média diária de 23,728 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 1.778,5.

Em relação a fevereiro de 2024, houve avanço de 25,5% no valor médio diário, alta de 22,3% na quantidade média diária e avanço de 2,6% no preço médio. Os dados foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior.



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Estratégias divergentes no mercado de feijão



Consumidores estão escolhendo feijão mais barato



A diferença de preço no varejo, de aproximadamente R$ 2/2,50 por quilo, tem levado consumidores a migrar para o feijão mais barato
A diferença de preço no varejo, de aproximadamente R$ 2/2,50 por quilo, tem levado consumidores a migrar para o feijão mais barato – Foto: Pixabay

O mercado de feijão no Brasil reflete uma dinâmica complexa, conforme apontado pelo Instituto Brasileiro de feijão e Pulses (IBRAFE). Dois depoimentos recentes ilustram a diversidade de estratégias entre produtores e empacotadores, evidenciando as diferenças de percepção sobre oferta e demanda.

De um lado, um grande produtor com mais de 2.500 hectares cultivados e estoque armazenado próximo a Brasília afirma estar tranquilo quanto à comercialização. Para ele, vender o feijão colhido no ano passado a preços de R$ 230/240 a saca não é vantajoso, pois o produto foi cultivado sob irrigação e mantido em câmara fria. Sua estratégia é aguardar até abril para negociar a mercadoria, pois não acredita na existência dos altos volumes estimados pela CONAB. Ele considera sua decisão racional e alinhada à de outros produtores.

Por outro lado, um empacotador de grande porte em Goiás, que normalmente adquire sete carretas semanais do melhor feijão disponível, tem visto suas vendas reduzirem para apenas três carretas por semana. Ele enfatiza que sua marca trabalha exclusivamente com feijão extra, que atualmente compra por R$ 220/230 a saca. Enquanto isso, concorrentes têm optado por feijão de qualidade intermediária (nota 7/7,5), comprado a preços mais baixos, entre R$ 160/170, e estocado grandes volumes nas últimas semanas.

A diferença de preço no varejo, de aproximadamente R$ 2/2,50 por quilo, tem levado consumidores a migrar para o feijão mais barato, impactando as vendas do segmento premium. Com a inflação afetando diversos alimentos, a mudança de comportamento do consumidor pode manter esse cenário nos próximos meses, prolongando as dificuldades para os produtores e empacotadores que apostam na qualidade superior.





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São Paulo bate recorde de temperatura para o mês de março 



A capital paulista registrou um novo recorde de temperatura para 2025 e o maior valor já registrado para o mês de março. No último domingo (2), os termômetros da estação convencional do Mirante de Santana marcaram 34,8°C. A onda de calor deve persistir ao longo de toda a semana, elevando as temperaturas principalmente em São Paulo, Minas Gerais e parte da região Sul.

Na capital paulista, as temperaturas máximas devem permanecer entre 33°C e 34°C nos próximos dias. Há possibilidade de chuvas isoladas no período da tarde, mas sem impacto significativo na redução do calor. Apenas no final de semana, com a chegada de uma frente fria, as temperaturas devem cair para valores em torno de 27°C.

No Sudeste, a chuva será mal distribuída e pouco volumosa, permitindo a continuidade das atividades no campo. A partir do final de semana, a frente fria trará precipitações para São Paulo e para o centro-sul de Minas Gerais, abrangendo também parte da Zona da Mata, o que deve aliviar as condições para a cafeicultura. Ainda assim, a semana será marcada por calor intenso e tempo seco.

O bloqueio atmosférico mantém o ar quente e seco predominante em grande parte do país, enquanto uma frente fria se mantém estacionada sobre o Uruguai, sem avanço para o Sul do Brasil. No Norte, há previsão de chuvas intensas, principalmente no Pará e em Rondônia. Já no Centro-Oeste, temporais podem ocorrer em Mato Grosso do Sul e no sul de Mato Grosso. No Rio Grande do Sul, as precipitações devem ser limitadas ao extremo sul do estado, sem volumes expressivos.

No Centro-Sul do país, as máximas podem atingir entre 35°C e 36°C ao longo da semana. Os maiores volumes de chuva devem se concentrar no Norte, com acumulados acima de 100 mm em cinco dias em regiões como Rondônia, Pará, norte do Maranhão e Tocantins. Apesar do avanço da colheita da soja no Centro-Oeste, há registros de atrasos no Noroeste de Mato Grosso devido às chuvas intensas.

No Matopiba, as condições seguem favoráveis para o campo, embora o Centro-Norte do Maranhão possa registrar acumulados superiores a 150 mm em cinco dias. No sul do país, a falta de chuvas agrava a situação das lavouras no Rio Grande do Sul, especialmente aquelas em fase de enchimento de grãos.

Com a chegada do outono entre os dias 20 e 21 de março, as temperaturas devem continuar elevadas. Mesmo com o término da onda de calor no final da semana, não há previsão de frio intenso para os próximos meses. A tendência é de estabilidade térmica, com temperaturas acima da média, o que pode impactar negativamente algumas culturas, sobretudo a pecuária leiteira, devido à alta evaporação da água e às chuvas irregulares, especialmente em Minas Gerais.

A Zona de Convergência Intertropical segue ativa, intensificando as chuvas no Norte e Nordeste, com tendência de permanência pelos próximos 30 dias antes de recuar para o Hemisfério Norte. No fim de semana, uma nova frente fria deve avançar pelo Sul do Brasil, impulsionando as chuvas para São Paulo, Minas Gerais e Mato Grosso do Sul.

Na Bahia, a estiagem persiste em algumas áreas, impactando a produção agrícola. Com aproximadamente 50% da soja já colhida, os trabalhos de plantio do milho estão em andamento. No entanto, a falta de chuvas volumosas pode dificultar o desenvolvimento da cultura, principalmente no centro do estado. Para o Centro-Oeste e Sudeste, incluindo o Matopiba, a expectativa é de um clima mais favorável, contribuindo para uma safra promissora.



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