quarta-feira, julho 22, 2026

Autor: Redação

AgroNewsPolítica & Agro

Colheita do milho para silagem segue em ritmo acelerado


De acordo com os dados divulgados no boletim conjuntural da Emater/RS-Ascar, nesta quinta-feira (6), a colheita do milho para silagem avançou atingindo 72% da área plantada no Rio Grande do Sul. A produtividade tem sido considerada satisfatória, permanecendo próxima à previsão inicial.

Ainda faltam 7% das lavouras em maturidade fisiológica, prontas para o corte, e 6% estão em enchimento de grãos. A floração já abrange 3%, e 12% das lavouras, incluindo os plantios recentes de safrinha, estão em desenvolvimento vegetativo.

As chuvas no período ajudaram na formação de biomassa foliar das semeaduras tardias e beneficiaram as lavouras que estão em enchimento de grãos.

A Emater/RS-Ascar projeta o cultivo de 357.311 hectares de milho para silagem na safra 2024/2025, com uma produtividade média estimada em 39.457 kg/ha.

Na região administrativa de Bagé, a reposição de umidade no solo favoreceu os cultivos, especialmente aqueles implantados em dezembro. Atualmente, 41% das lavouras estão em desenvolvimento vegetativo, 22% em florescimento, 12% em enchimento de grãos, 7% em ponto de corte e 17% já colhidas.

Em Erechim, a colheita está próxima da finalização, e os rendimentos ultrapassaram as projeções iniciais, alcançando 45 mil kg/ha. Em Ponte Preta, os 450 hectares cultivados apresentam uma produtividade ainda mais elevada, com 65 mil kg/ha.

Os preços da silagem, no momento da colheita, são de R$ 0,40/kg para a silagem na lavoura e R$ 0,65/kg para a silagem ensacada.

Na região de Santa Maria, 50% da área foi ensilada com bons resultados, mas as perdas no plantio tardio ocorreram devido à estiagem. As chuvas volumosas das últimas semanas ajudaram a repor a umidade no solo, permitindo o plantio de novas áreas para silagem.

Na região de Santa Rosa, embora tenha havido redução na qualidade nutricional da silagem, com menor teor de energia e proteína, a produtividade foi considerada satisfatória pelos produtores, especialmente em comparação às safras anteriores. Para a safrinha, a área destinada à silagem deve ser mantida devido ao aumento da demanda, causado pela estiagem, e à baixa oferta de forrageiras de verão.





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FPA contesta estratégia do governo para reduzir preço dos alimentos



A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) criticou as medidas anunciadas pelo governo federal para conter a alta dos preços dos alimentos. Em nota oficial divulgada nesta sexta-feira (7), a entidade classificou as ações como “pontuais e ineficazes”, argumentando que o principal fator inflacionário não é a oferta de alimentos, mas sim o desequilíbrio fiscal, que impacta diretamente os custos de produção no Brasil.

Entre as medidas anunciadas pelo governo está a zeragem das tarifas de importação para produtos como carne, café, açúcar, milho, óleo de girassol, óleo de palma, sardinha e massas alimentícias. Segundo o vice-presidente Geraldo Alckmin, as ações fazem parte de um pacote para tentar reduzir o preço dos alimentos ao consumidor.

No entanto, a FPA contesta a estratégia do governo e afirma que o real impacto na inflação será sentido com a colheita da safra brasileira nos próximos meses. Para os parlamentares do agro, não é repassando aos produtores rurais o custo do desajuste fiscal que será possível garantir preços mais baixos para os alimentos.

Críticas à falta de apoio à produção nacional

Outro ponto questionado pela FPA é a decisão do governo de zerar impostos para produtos importados sem garantir um reforço ao apoio da produção nacional. A entidade ressalta que, em vez de favorecer importações, seria mais eficaz incentivar políticas de crédito e financiamento para os produtores brasileiros.

Diante disso, a FPA reforça a necessidade de iniciar as tratativas para o Plano Safra 2025/26, garantindo recursos suficientes, juros adequados e acesso pleno aos produtores rurais. Além disso, os parlamentares do agro ainda aguardam um posicionamento do governo sobre medidas estruturantes de curto e médio prazo, apresentadas pelo setor produtivo no fim de janeiro ao Ministério da Fazenda e à Casa Civil.

Outras medidas anunciadas pelo governo

Além da redução das tarifas de importação, o governo também anunciou a ampliação do Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal (SISBI-POA), permitindo que leite, mel, ovos e carnes inspecionados em municípios e estados possam ser vendidos em todo o país. A meta é aumentar o número de registros no sistema de 1.550 para 3.000, o que, segundo o Ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, traria mais competitividade e redução de custos no setor de proteína animal.

Apesar das iniciativas, o setor agropecuário segue cobrando soluções de longo prazo e um diálogo mais efetivo com o governo para garantir estabilidade econômica e segurança para os produtores rurais.




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Genética e tecnologia impulsionam produção de leite em Mato Grosso



A Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (Seaf) de Mato Grosso (MT) tem impulsionado a produtividade do rebanho leiteiro por meio de um programa de melhoramento genético que já alcançou mais de dois mil pequenos e médios produtores.

A iniciativa envolve a doação de sêmen, a transferência de embriões e a entrega de novilhas prenhas, permitindo acesso a genética de alto padrão.

Desde o início do programa, em 2020, foram distribuídas 28 mil doses de sêmen convencional e sexado das raças Holandesa, Girolando ¾, Girolando ⅝, Gir e Jersey.

O material genético beneficiou cerca de 1,4 mil produtores, garantindo a inseminação de fêmeas com características produtivas superiores.

Além da inseminação artificial, a transferência de embriões tem sido uma ferramenta essencial para a rápida evolução genética do rebanho leiteiro no estado.

Desde o início do programa, foram entregues 3.178 prenhezes da raça Girolando meio-sangue, todas sexadas para fêmeas.

Nos próximos meses, mais 1.029 prenhezes devem ser distribuídas, ampliando o impacto da iniciativa. Até agora, 780 produtores já foram beneficiados com essa tecnologia.

A médica veterinária Angela Kohl, responsável pelo projeto, destaca os resultados positivos da técnica.

“A transferência de embriões tem proporcionado um aumento de 200% na produção de leite acima da média estadual, com novilhas alcançando até 15 litros de leite por dia”, explica Kohl.

Além disso, a tecnologia reduz significativamente o tempo necessário para o melhoramento do rebanho, permitindo que pequenos e médios produtores tenham acesso a animais mais produtivos sem investimentos elevados em genética importada.

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Outro pilar do programa foi a entrega de novilhas prenhas para os produtores. Desde 2022, foram repassadas 177 fêmeas, com a exigência de que cada cooperativa ou associação participante do projeto forneça uma contrapartida equivalente: para cada novilha recebida, outra deve ser entregue ao projeto.

Desta forma, o número total de animais disponibilizados chegou a 354, ampliando o acesso à genética de qualidade.

Além do melhoramento genético, a cadeia leiteira participante também recebeu investimentos para garantir a armazenagem e o transporte adequados do leite.

O uso de biotecnologia, aliado ao suporte técnico e investimentos em infraestrutura, promete transformar a realidade dos produtores e impulsionar ainda mais a produção de leite no estado.

Quer saber mais sobre melhoramento genético para o rebanho leiteiro?

Então, acompanhe as novidades no site do Canal Rural/ Empreendedorismo um jeito fácil para você adquirir conhecimento e aprender a empreender de forma segura e responsável.

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AgroNewsPolítica & Agro

Mercado de carne bovina registra queda na cotação em março



Os preços se mantiveram estáveis no Espírito Santo




Foto: Pixabay

Segundo dados do informativo “Tem Boi na Linha”, o mercado de carne bovina iniciou março com ofertas de gado comedidas, mas o escoamento da carne esteve fraco, resultando em uma queda de R$ 2,00/@ para todas as categorias. O movimento de abate está atendendo, em média, a sete dias de escala.

No estado do Espírito Santo, os preços se mantiveram estáveis para todas as categorias de gado.

No último dia útil de fevereiro, sexta-feira (28/2), a B3 registrou a liquidação do contrato futuro do boi gordo (código BGIG25), com o preço da arroba ficando em R$ 313,70, à vista e livre de impostos.

No mercado atacadista, a carcaça casada do boi capão apresentou alta de 2,4%, enquanto o preço da carcaça do boi inteiro manteve-se estável. Já para a carcaça da vaca casada, o preço permaneceu sem alterações, e a novilha teve um aumento de 0,8% no valor.

No mercado de carnes alternativas, o preço do frango médio subiu 2,6%, ou R$ 0,20/kg. Em contrapartida, o preço da carcaça de suíno especial registrou uma queda de 5,1%, ou R$ 0,70/kg.





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PIB brasileiro e Payroll nos EUA agitam mercado: ouça o Diário Econômico



Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado financeiro.

No morning call de hoje, a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, destaca o adiamento das tarifas dos Estados Unidos sobre produtos do México para abril.

Dados norte-americanos mostraram aumento nas importações e pedidos de auxílio-desemprego acima do esperado, sem alterar apostas para cortes de juros pelo Fed. Na Europa, o BCE reduziu juros para 2,65%, enquanto a China prometeu novos estímulos.

O Ibovespa subiu 0,25%, sustentado pelo setor de metais. Hoje, destaque para o PIB brasileiro e o Payroll nos EUA, que podem impactar mercados e o dólar.



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Calor excessivo permite temporais em apenas duas regiões do país; veja a previsão de hoje



O calorão que domina o Brasil tem permitido apenas pancadas de chuva em algumas áreas. Contudo, estados de Norte e Nordeste conseguem fugir à regra com previsão de temporais. Veja como fica o tempo nesta sexta-feira (7):

Sul

O sol predomina ao longo do dia nos três estados do Sul, com temperaturas elevadas devido à atuação da massa de ar quente. No entanto, há previsão de pancadas de chuva pontuais na região central do Rio Grande do Sul, no leste de Santa Catarina e no oeste do Paraná, principalmente no final da tarde, devido ao calor excessivo.

Sudeste

O tempo será firme e quente nos quatro estados, com o sol predominando na maior parte do dia. No Rio de Janeiro e Espírito Santo, a circulação de umidade do oceano para o continente favorece pancadas isoladas de chuva entre a tarde e à noite.

Centro-Oeste

O sol predomina na maior parte da região, com destaque para Mato Grosso do Sul, Goiás, Distrito Federal e a faixa leste de Mato Grosso, onde há previsão de pancadas de chuva muito pontuais devido ao calor intenso. Na faixa central e oeste de Mato Grosso, o tempo será mais instável, com algumas aberturas de sol e previsão de chuva na parte da tarde e noite.

Nordeste

A chuva segue presente principalmente nos estados da costa norte devido à migração da Zona de Convergência Intertropical (ZCIT). Maranhão, Piauí, Ceará e Rio Grande do Norte terão um dia com chuva persistente e possibilidade de temporais. No litoral leste, entre a Paraíba e a Bahia, há previsão de pancadas passageiras, enquanto no interior nordestino o tempo seco predomina.

Norte

A instabilidade continua, com previsão de chuva no Acre, em Rondônia, no Amazonas, Pará e Amapá, com alerta para temporais. Em Roraima, o sol predomina na faixa centro-norte do estado, mas há alerta para chuvas fortes na faixa sul. No Tocantins, a faixa oeste fica em alerta para temporais, enquanto no leste do estado o sol predomina na maior parte do dia, com previsão de pancadas isoladas à tarde e à noite.



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preço do suíno vivo sobe 3,4% em 2024


De acordo com o Boletim Semanal de Conjuntura Agropecuária divulgado pelo Departamento de Economia Rural (Deral) nesta quinta-feira (06), o preço médio pago ao produtor pelo suíno vivo no Paraná apresentou um aumento de 3,4% em 2024, comparado ao ano anterior. A alta foi equivalente a R$ 0,21 por quilograma vivo.

Durante o ano de 2024, os preços oscilaram entre R$ 5,84 em junho e R$ 7,28 em dezembro, com uma média anual de R$ 6,47, o que representou o maior valor nominal desde o início da série histórica em 1995. O recorde anterior foi de R$ 7,21, em novembro de 2024, e de R$ 7,17, em novembro de 2020.

Quando comparado aos custos de produção calculados pela Embrapa Suínos e Aves, o preço pago pelo quilograma do suíno vivo superou o custo de produção em R$ 0,73 em 2024, enquanto em 2023 essa diferença foi de R$ 0,23. Em 2022 e 2021, no entanto, o preço pago pelos suínos foi inferior ao custo de produção, resultando em prejuízos estimados de R$ 0,97 e R$ 0,36 por quilograma, respectivamente.

A valorização do preço do suíno vivo trouxe um alívio aos produtores paranaenses, ajudando na recuperação do setor após os desafios enfrentados nos anos anteriores.

Em janeiro de 2025, contudo, o preço pago ao produtor registrou uma queda de 7% (equivalente a R$ 0,52), enquanto o custo de produção aumentou em 2,8% (R$ 0,17). Já em fevereiro, o preço médio recebido pelos suinocultores foi de R$ 6,98, representando um leve aumento de 3% (R$ 0,22) em relação ao mês anterior. A Embrapa ainda não divulgou os custos de produção de fevereiro.





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Açúcar tem alta após cinco dias de queda nos mercados


De acordo com dados divulgados pela União Nacional da Bioenergia (Udop), os contratos futuros do açúcar encerraram a quarta-feira (5) em alta, revertendo a tendência de queda das cinco sessões anteriores. Tanto na ICE Futures de Nova York quanto na ICE Futures Europe, os preços registraram valorização em todos os lotes.

Em Nova York, o contrato maio/25 do açúcar bruto subiu 10 pontos, sendo negociado a 18,20 centavos de dólar por libra-peso, um avanço de 0,6% em relação ao dia anterior. Já a tela julho/25 teve um incremento de 15 pontos, fechando a 17,89 cts/lb. Os demais contratos também apresentaram aumentos entre 1 e 15 pontos. Na ICE Futures Europe, em Londres, o açúcar branco acompanhou o movimento de alta. O contrato maio/25 foi negociado a US$ 522,00 por tonelada, alta de US$ 4,00. O lote agosto/25 subiu US$ 4,40, sendo cotado a US$ 503,30 por tonelada. Os demais vencimentos também tiveram ganhos entre 70 cents e US$ 4,00.

No mercado interno, o açúcar cristal também registrou valorização, de acordo com o Indicador Cepea/Esalq, da USP. Na quarta-feira, a saca de 50 quilos foi negociada a R$ 141,23, ante os R$ 138,87 da sexta-feira anterior, um avanço de 1,70%.

Por outro lado, o etanol hidratado começou março em queda, conforme o Indicador Diário Paulínia. O biocombustível foi comercializado pelas usinas a R$ 2.926,00 por metro cúbico, contra os R$ 2.945,50 registrados na sexta-feira (28), uma redução de 0,66%.





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Chuvas beneficiam lavouras de mandioca



Colheita da mandioca de segundo ano avança no estado




Foto: Canva

Segundo o boletim da Emater/RS-Ascar, divulgado nesta quinta-feira (06) produção de mandioca e aipim no Rio Grande do Sul segue com desenvolvimento adequado. Na região administrativa de Santa Rosa, as lavouras plantadas neste ano estão em crescimento e não houve registro de perdas. O controle de invasoras é realizado manualmente na maioria das propriedades.

A colheita das lavouras de segundo ano está em andamento, e as áreas implantadas em 2024 começam a ser colhidas. O preço pago ao produtor pela caixa de 25 kg está em R$ 120,00. No mercado, a mandioca lavada e não descascada é vendida a R$ 5,43/kg. Para o varejo, a mandioca descascada tem valores de R$ 6,00/kg, enquanto na feira e na venda direta ao consumidor o preço varia entre R$ 7,00 e R$ 9,00/kg.

Na região de Soledade, em Venâncio Aires, a colheita também foi iniciada. Atualmente, cerca de 20 plantas são necessárias para preencher uma caixa de 22 kg, que está sendo comercializada a R$ 50,00. O desenvolvimento das lavouras é considerado razoável, segundo a Emater.





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Produção global de algodão deve aumentar 6,51% em 24/25



A produção mundial de algodão deve alcançar 25,69 milhões de toneladas na temporada 2024/25, que começou em agosto passado, informou o Conselho Consultivo Internacional do Algodão (Icac, na sigla em inglês) em relatório mensal.

O volume representa aumento de 6,51% ante a estimativa para a temporada 2023/24, de 24,12 milhões de toneladas.

Para o Brasil, o órgão estima produção de 3,70 milhões de toneladas na atual safra, incremento de 15,6% ante o ciclo anterior.

Quanto ao consumo global em 2024/25, o Icac projeta aumento de 2,28% ante a temporada anterior, para 25,53 milhões de toneladas.

Contudo, as exportações tendem a diminuir 0,20%, para 9,86 milhões de toneladas. Já os estoques finais podem subir 0,91%, para 18,78 milhões de toneladas, mostra o relatório.

As estimativas de preço para o índice A na temporada 2024/25 vão de 92 a 97 centavos de dólar por libra-peso, com média de 94 cents.



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