terça-feira, julho 21, 2026

Autor: Redação

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exportação brasileira dispara em fevereiro; EUA compram 93% a mais



As exportações brasileiras de ovos (incluindo produtos in natura e processados) aumentaram 57,5% em fevereiro, informa a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). No total foram embarcadas 2.527 toneladas no segundo mês deste ano, contra 1.604 no mesmo período do ano passado.

Em receita, os embarques brasileiros de ovos totalizaram US$ 4,936 milhões, saldo 63,2% superior ao registrado no mesmo período do ano passado, com US$ 3,024 milhões.

Já no primeiro bimestre foram exportadas 4.884 toneladas, número 38,2% maior em relação ao obtido no mesmo período do ano passado, com 3.535 toneladas. No mesmo período, houve incremento de 41,8% na receita de exportações, com total de US$ 9,122 milhões em 2025, contra US$ 6,433 milhões em 2024.

Principais compradores dos ovos do Brasil em fevereiro

  • Emirados Árabes Unidos: 548 toneladas (-2,6% em relação ao mesmo período do ano passado)
  • Estados Unidos: 503 toneladas (+93,4%)
  • Chile: 299 toneladas (-8,9%),
  • México: 252 toneladas (mercado recentemente aberto)
  • Japão: 215 toneladas (+111,3%)
  • Angola: 203 toneladas (retomou importações).

“Os embarques de ovos seguem em ritmo ascendente, especialmente pela demanda de mercados como Estados Unidos, Japão e México. Mesmo representando menos de 1% do total produzido pelo Brasil, o incremento do volume exportado indica a confiança internacional no setor produtivo brasileiro, seja pela qualidade dos produtos ou pelo status sanitário da nossa avicultura”, avalia o presidente da ABPA, Ricardo Santin.



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AgroNewsPolítica & Agro

como controlar e prevenir danos



A ferrugem do cafeeiro é uma das doenças mais prejudiciais à produção de café


Foto: Pixabay

A ferrugem do cafeeiro (Hemileia vastatrix Berk. & Br) é uma das doenças mais prejudiciais à produção de café, afetando a produtividade e a qualidade das lavouras. Segundo o engenheiro agrônomo João Leonardo Corte Baptistella, em uma publicação no Blog da Aegro, essa doença é favorecida por uma combinação de fatores ambientais, como alta umidade relativa, temperaturas entre 20°C e 24°C, baixa luminosidade e desbalanços nutricionais.

Os principais sintomas da ferrugem incluem desfolha e, em casos mais graves, seca de ramos, o que compromete a produção de grãos. Para detectar a presença da doença, o monitoramento é realizado com a coleta de 100 folhas do terço médio de cada talhão de café.

O controle da ferrugem do cafeeiro é comumente feito por meio da aplicação de agentes químicos, que podem ser utilizados de forma preventiva, especialmente durante o período chuvoso, ou quando os danos atingirem o nível de dano econômico – quando pelo menos 5% das folhas estão infectadas. Além disso, uma estratégia eficaz para reduzir os danos causados pela ferrugem é o uso de variedades de cafeeiro resistentes, que ajudam a diminuir a vulnerabilidade das lavouras.

Outras práticas que contribuem para a prevenção da ferrugem incluem o uso de espaçamentos maiores entre as plantas e a nutrição adequada, que favorece o fortalecimento das plantas e as torna mais resistentes à doença.





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Conta de luz pressiona a inflação de fevereiro, a mais alta para o mês em dois anos



Puxado pelo preço da conta de luz, de 16,8%, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) fechou fevereiro em 1,31%. É o maior resultado desde março de 2022, quando tinha marcado 1,62%, o mais alto para um mês de fevereiro desde 2003 (1,57%). A energia elétrica foi o que mais pressionou a inflação.

Os dados foram divulgados hoje (12) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que no acumulado de 12 meses, o IPCA soma 5,06%, o patamar mais alto desde setembro de 2023 (5,19%) e fica acima da meta do governo – de 3%, com tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos, ou seja, um intervalo de 1,5% a 4,5%.

Desde o início de 2025, o período de avaliação da meta é referente aos 12 meses imediatamente passados e não apenas o alcançado no fim do ano (dezembro). A meta só é considerada descumprida se estourar o intervalo de tolerância por seis meses seguidos.

Em janeiro, o acumulado de 12 meses ficou em 4,56%, ou seja, neste novo modelo de acompanhamento de meta, fevereiro é o segundo mês fora da tolerância.

Conta de luz

A alta da energia elétrica, de 16,8% gerou um impacto de 0,56 ponto porcentual no índice. A explicação está no efeito estatístico causado pelo fim do Bônus Itaipu – desconto que os brasileiros receberam na conta de luz em janeiro e fez com que a inflação daquele mês ficasse em 0,16%.

Inflação: saiba o que é o bônus na conta de luz

Sem o desconto em fevereiro, o preço da energia dá um salto no mês seguinte. Isso fez com que o item habitação passasse de -3,08% em janeiro para 4,44% em fevereiro, exercendo o maior impacto (0,65 ponto percentual) inflacionário do mês.

“O subitem energia elétrica residencial passou de uma queda de 14,21% em janeiro para uma alta de 16,80% em fevereiro”, explica o gerente do IPCA, Fernando Gonçalves.

De acordo com Gonçalves, se o impacto da energia elétrica fosse retirado do cálculo, a inflação teria sido de 0,78%, o maior desde fevereiro de 2024 (0,83%).

Mensalidades escolares

O segundo grande peso de alta de preços em fevereiro foi a educação, que subiu 4,7%, representando impacto de 0,28%. A explicação está nos tradicionais reajustes de mensalidades escolares, com destaque para o ensino fundamental (7,51%), ensino médio (7,27%) e pré-escola (7,02%).

Inflação: alimentos sobem menos

Uma das grandes preocupações atuais do governo, o preço dos alimentos desacelerou em fevereiro, ou seja, continuaram subindo, no entanto em menor velocidade.

A alta ficou em 0,70% (impacto de 0,15 ponto percentual), ante 0,96% de janeiro (0,96%).

Os maiores impactos no grupo alimentos e bebidas foram o café moído, que subiu 10,77% (impacto de 0,06%) e o ovo de galinha, com alta de 15,39% e impacto de 0,04 ponto percentual.

“O café, com problemas na safra, está em trajetória de alta desde janeiro de 2024. Já o aumento do ovo se justifica pela alta na exportação, após problemas relacionados à gripe aviária nos Estados Unidos e também pela maior demanda devido à volta às aulas. Além disso, o calor prejudica a produção, reduzindo a oferta”, diz o gerente do IPCA.

Em 12 meses, o café subiu 66,18%.

Cerca de 92% do resultado do IPCA de fevereiro estão concentrados em quatro dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados: habitação, educação, alimentação e bebidas e transportes.

Transportes

O grupo transportes subiu 0,61% (impacto de 0,13 ponto percentual), abaixo do registrado em janeiro (1,30%). O reajuste no Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), tributo estadual, influenciou o aumento de 2,89% nos combustíveis.

A gasolina ficou 2,78% mais cara e representou a segunda maior pressão em todos os produtos e serviços pesquisados pelo IBGE – impacto de 0,14 ponto percentual. O óleo diesel subiu 4,35%, e o etanol, 3,62%. O impacto da gasolina é maior que o dos demais combustíveis pois é um produto que tem mais peso na cesta de consumo das famílias.

Espalhamento da inflação

O índice de difusão do IPCA de fevereiro ficou em 61%. Isso significa que dos 377 subitens (produtos e serviços) pesquisados pelo IBGE, 61% apresentaram elevação de preço. Em dezembro, o patamar era de 69%; em janeiro, 65%.

Se forem considerados apenas os produtos alimentícios, o índice de difusão de fevereiro cai para 55%.

O IPCA apura o custo de vida para famílias com rendimentos entre um e 40 salários mínimos. A coleta de preços é feita em dez regiões metropolitanas – Belém, Fortaleza, Recife, Salvador, Belo Horizonte, Vitória, Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba, Porto Alegre – além de Brasília e nas capitais Goiânia, Campo Grande, Rio Branco, São Luís e Aracaju.



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Especialista explica como aplicar a diversificação de culturas na soja



Você sabe o que é diversificação de culturas? No programa 31 do Soja Brasil, o pesquisador da Embrapa, Henrique Debiasi, explicou como essa estratégia é fundamental para o sucesso do sistema de produção agrícola. Ele ressaltou a importância de o produtor olhar para o futuro e começar a planejar a próxima safra, incorporando novas culturas às suas áreas de soja, seja de forma isolada ou em consórcio com as culturas comerciais já estabelecidas.

A diversificação oferece diversos benefícios, principalmente no que diz respeito à saúde do solo. A produção de mais palha e raízes, por exemplo, garante uma boa cobertura do solo. Isso contribui para o controle das plantas daninhas, mantém a umidade do solo, protege contra a erosão e ainda ajuda a regular a temperatura. Com essas condições favoráveis, as raízes da soja, cultivada em sequência, se desenvolvem de forma mais eficiente, proporcionando um desempenho superior da cultura.

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Outro ponto destacado por Debiasi é a aplicação de insumos biológicos, que têm maior eficácia quando o solo está bem preparado. Nas regiões de clima quente, forrageiras tropicais, como leguminosas e milho safrinha, se destacam como boas opções para consórcios. Já nas regiões mais frias, cultivos como aveia, centeio, triticale e até cultivares de trigo de duplo propósito, com ciclo mais longo, são ideais para garantir maior cobertura do solo e promover uma melhor produção de raízes.

A diversificação do sistema de produção é uma estratégia essencial para garantir a produtividade da soja, especialmente em climas mais frios, onde o planejamento para o outono e inverno é crucial. Com o solo bem preparado, o produtor pode contar com uma safra mais segura, com menos riscos e maior eficiência. Portanto, a diversificação não só potencializa os resultados, como também contribui para a sustentabilidade a longo prazo da produção agrícola.



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exportadores projetam US$ 115 milhões em vendas após ação no México



Impulsionados pela participação na Expo Carnes y Lácteos 2025, a maior feira de alimentos do México, exportadores brasileiros de carne de frango e suína projetam cerca de US$ 115 milhões em negócios nos próximos 12 meses, informou a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) em nota. A ABPA em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) organizaram a ação.

Levantamento da ABPA junto às empresas participantes aponta que mais de US$ 20 milhões em exportações foram fechados durante os três dias de evento, envolvendo compradores do México, Estados Unidos, Canadá, Colômbia, Bahamas, Chile, El Salvador, República Dominicana, Cuba e outros países caribenhos. Além disso, foram estabelecidos mais de 450 contatos com potenciais importadores.

“A ação no México foi positiva, em um momento em que vemos uma nova configuração surgir no comércio internacional, que deve fortalecer a presença do Brasil como grande parceiro da segurança alimentar global”, disse, na nota, o presidente da ABPA, Ricardo Santin. .

A ação acontece pouco mais de dois meses após a renovação do “Pacote contra a Inflação e a Fome” medida do governo mexicano que permite a importação de produtos estratégicos, como carnes de frango e suína, sem tarifas e sem cotas limitadoras. Esse fator tem impulsionado as exportações brasileiras para o México.

Exportações de frango e suínos

Nos dois primeiros meses de 2025, as vendas de carne, sobretudo de frango ao país cresceram 349,2% em relação ao igual período do ano passado, saltando de 7 mil para 31,6 mil toneladas. A carne suína também registrou alta expressiva, passando de 25 toneladas para 4,2 mil toneladas no igual intervalo.

O primeiro bimestre foi histórico para as exportações brasileiras do complexo carne em volume e em receita cambial, conforme dados do Ministério do Desenvolvimento indústria Comércio e Serviços (MDIC).

As exportações de carnes suínas saltaram de 168 mil toneladas para 189 mil toneladas no primeiro bimestre de 2025 em comparação com o mesmo período do ano passado. Incremento de 12,5%. Nesse tipo de proteína, a receita saltou de US$ 370 milhões para US$ 460 milhões.

As carnes de aves, principalmente de frango, tiveram um desempenho superior: de 744 mil toneladas para 852 mil toneladas, aumento de 14,5%, com faturamento que foi de US$ 1,25 bilhão para US$ 1,53 bilhão.



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AgroNewsPolítica & Agro

Dólar fecha em baixa frente ao real após ajuste de posições



Dólar fecha em baixa de 0,74%


Foto: Pixabay

De acordo com os dados do InfoMoney, o dólar encerrou o pregão de terça-feira (11) em baixa de 0,74%, cotado a R$ 5,8113, acompanhando a desvalorização da moeda norte-americana no exterior. Esse movimento ocorreu após o pico de busca por segurança observado na véspera, com os investidores ajustando suas posições no mercado brasileiro, depois do avanço de mais de 1% registrado na sessão anterior.

Com a queda de hoje, o dólar acumula uma perda de 1,78% no mês de março. No mercado futuro, às 17h03, o contrato de dólar para abril, que é o mais negociado no Brasil, cedia 0,74%, sendo cotado a R$ 5,8380.

Em relação aos valores de venda e compra, o dólar comercial foi cotado a R$ 5,811 (compra) e R$ 5,811 (venda), enquanto o dólar turismo fechou a R$ 5,836 (compra) e R$ 6,016 (venda).





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Conab divulga preços mínimos do café, laranja e trigo para safra 2025/26


Os agricultores já podem consultar os preços mínimos para a safra 2025/26 de laranja in natura, café arábica e conilon, sisal, trigo em grãos e para a semente do cereal. Os valores atualizados estão na Portaria MAPA nº 780, de 10/03/2025, publicada no Diário Oficial desta terça-feira (11), de acordo com a proposta enviada pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) ao Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e ao Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), e discutida no âmbito do Conselho Monetário Nacional (CNM).

Preços e condições; café

Segundo os valores publicados, o preço mínimo para o café arábica para a safra 2025/26 ficou estabelecido em R$ 662,04 para a saca de 60 quilos, uma alta de 3,78% ao valor do ciclo passado. Já para o conilon o reajuste em comparação a 2024/25 chega a 17,89%, sendo o valor atualizado da saca de 60 kg em R$ 498,79.

Produção café Bahia, ConabProdução café Bahia, Conab
Foto: Seagri

Essas elevações seguem as oscilações verificadas nos custos variáveis de produção do grão e no impacto na produtividade do café, decorrente das condições climáticas adversas, como geadas, restrições hídricas e altas temperaturas, registradas no ano passado e no final de 2023.

As pesquisas para apuração dos custos de produção do café arábica foram realizadas por técnicos da Conab em dez municípios nos estados de Minas Gerais, São Paulo, Paraná, Espírito Santo, Bahia e Goiás.

No conilon, os técnicos da Companhia observaram os modais utilizados em sete praças de produção localizadas no Espírito Santo, na Bahia e em Rondônia.

Laranja

No caso da laranja, as novas cotações da caixa de 40,8 quilos ficaram em R$ 25,19, uma elevação de 17% em relação ao período de 2024/25 para a fruta cultivada no Rio Grande do Sul.

Laranja peraLaranja pera
Foto: Orlando Passos/Embrapa

Nos demais estados brasileiros o novo preço mínimo é de R$ 28,44 para a caixa, uma alta de 19,35% se comparada com o ano safra anterior.

Trigo

No caso do cereal, os preços mínimos variam de acordo com a destinação, podendo ser Básico, Doméstico, Pão e Melhorador, além dos tipos de classificação, que vão de 1 a 3, e da região cultivada.

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Foto: Freepik

Para o trigo semeado no Rio Grande do Sul os preços mínimos para o ciclo 2025/26 se mantiveram estáveis em relação à safra passada. Já as cotações para o grão cultivado no Sudeste, no Centro-Oeste e na Bahia tiveram um reajuste generalizado de 3%.

Para a semente de trigo também não houve variação nos valores praticados, se mantendo em R$ 3,22 o quilo.

Para o sisal, o preço mínimo para o quilo da fibra bruta desfibrada da safra 2025/26,
comercializada na Bahia, Paraíba e Rio Grande do Norte, é de R$ 4,09, crescimento de 8,2%. Para o produto beneficiado, o reajuste chega a 7,76%, com a cotação atualizada de R$ 4,72 o quilo.

Política de Garantia de Preços Mínimos

Os preços serão utilizados como referência nas operações ligadas à Política de Garantia
de Preços Mínimos (PGPM), que visa garantir uma remuneração mínima aos produtores rurais.

Os valores são atualizados anualmente e a Conab é responsável por elaborar as propostas referentes aos produtos da pauta da PGPM e da Política de Garantia de Preços Mínimos para os Produtos da Sociobiodiversidade (PGPMBio). Conforme artigo 5 do Decreto-lei n. 79/1966, as propostas de preços mínimos devem considerar os diversos fatores que influem nas cotações dos mercados interno e externo, e os custos de produção.

Os preços mínimos são definidos antes do início da safra seguinte e servem para nortear o
produtor quanto à decisão do plantio, além de sinalizar o comprometimento do Governo Federal em adquirir ou subvencionar produtos agrícolas, caso seus preços de mercado encontrem-se abaixo dos preços mínimos estabelecidos.



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Passarela da Soja reúne mais de mil participantes em LEM


O evento de campo, Passarela da Soja, Milho e Culturas Alternativas 2025, reuniu cerca de 1.300 participantes no Campo Experimental da Fundação Bahia, em Luís Eduardo Magalhães (LEM), no Oeste da Bahia.

Realizado no último sábado (8), participaram produtores rurais, pesquisadores, estudantes, consultores e empresas do setor agrícola.

De acordo com a Fundação BA, o evento surpreendeu pelo público expressivo e pelo compromisso em apresentar as mais recentes tecnologias e soluções para aumentar a produtividade no campo.

A data que também celebrou, o Dia Internacional da Mulher, uma das novidades foi o painel “A Força da Pesquisa e da Liderança Feminina no Agro”, que destacou o protagonismo das mulheres no setor agrícola.

Mediado pela vice-presidente da Fundação BA, Zirlene Pinheiro, o debate reuniu três grandes produtoras, referências em suas áreas: Carminha Missio, Alessandra Zanotto e Ivanir Pradella.

As convidadas compartilharam suas trajetórias, os desafios enfrentados e como a atuação feminina tem contribuído para avanços em pesquisa e inovação no agronegócio.

Passarela da Soja recebe mais de mil visitantes em Luís Eduardo Magalhães; evento, Fundação BahiaPassarela da Soja recebe mais de mil visitantes em Luís Eduardo Magalhães; evento, Fundação Bahia
Foto: Divulgação/ Fundação Bahia

Programação

Durante o percurso das vitrines tecnológicas, nove marcas trouxeram experiências práticas e oito expositores apresentaram soluções em manejo, controle fitossanitário e estratégias para otimizar a produtividade nas próximas safras.

As visitas guiadas às áreas demonstrativas e as palestras técnicas foram alguns dos pontos altos do evento, permitindo aos participantes acompanhar de perto as inovações que podem fazer a diferença no campo.

Para o presidente da Fundação BA, Ademar Marçal, a Passarela é uma oportunidade de aproximar a pesquisa da realidade do produtor.

“A Passarela é da soja, do milho e das culturas alternativas. Sempre traz algo novo, mas o foco principal é oferecer opções para que o produtor tome decisões mais assertivas na safra 25/26”, ressaltou.

Além disso, a programação também contou com palestras sobre temas estratégicos para o setor. Entre elas, a apresentação “Tendências do Agro Mundial e Brasileiro em Tempos de Guerra Comercial”, conduzida por Vlamir Brandalizze, engenheiro agrônomo especializado em mercados agrícolas.

Outro tema de destaque foi abordado pela Dra. Andressa Machado, presidente da Sociedade Brasileira de Nematologia, que falou sobre “Manejo de Nematoides: Estratégias e Ferramentas para uma Boa Safra”.

Para quem participou, a avaliação do evento foi positiva. “É um evento já consolidado, que sempre traz inovações e apresenta o trabalho da Fundação BA, que é essencial para o desenvolvimento do setor”, destacou o produtor rural, Luiz Pradella.


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Etanol é mais competitivo em relação à gasolina em cinco estados e preço cai em 13



O etanol foi mais competitivo em relação à gasolina em cinco estados na semana de 2 a 8 de março. Além disso, os preços médios do etanol hidratado caíram em 13 estados, subiram em 11 e ficaram estáveis em dois e no Distrito Federal. Os dados são da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) compilado pelo AE-Taxas.

Etanol x Gasolina

Na média dos postos pesquisados no país, o etanol tinha paridade de 68,82% ante a gasolina no período, portanto favorável em comparação com o derivado do petróleo. Executivos do setor observam que o etanol pode ser competitivo mesmo com paridade maior do que 70%, a depender do veículo em que o biocombustível é utilizado.

O etanol é mais competitivo em relação à gasolina nos seguintes Estados: Acre (69,43%); Mato Grosso (66,98%); Mato Grosso do Sul (66,88%); Paraná (68,77%); e São Paulo (67,75%).

Preço do etanol

De acordo com a ANP, com dados compilados pelo AE-Taxas, nos postos pesquisados, o preço médio do etanol subiu 0,23% na comparação com a semana anterior, a R$ 4,37 o litro.

Em São Paulo, principal estado produtor, consumidor e com mais postos avaliados, a cotação média caiu 0,24% no período, em R$ 4,18 o litro. A maior alta porcentual na semana, de 4,67%, foi registrada em Mato Grosso, onde o litro passou a R$ 4,26. A maior queda no período, na Bahia, foi de 2,66%, para R$ 4,75.

Menor preço

O preço mínimo registrado na semana para o etanol em um posto foi de R$ 3,25 o litro, em São Paulo. O maior preço, de R$ 6,49, foi observado em Pernambuco. Já o menor preço médio estadual, de R$ 4,12, foi registrado em Mato Grosso do Sul, enquanto o maior preço médio foi verificado no Amapá, de R$ 5,52 o litro.



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Encontro discute estratégias de fomento ao Sistema Plantio Direto na agricultura



O Sistema Plantio Direto (SPD), como ferramenta na mitigação e adaptação às mudanças climáticas, foi tema de evento ocorrido em Brasília (DF). Promovido pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), em parceria com a Federação Brasileira do Sistema de Plantio Direto, o encontro trouxe, a partir do Projeto SPD Agro+, políticas públicas, inovações científicas e práticas agrícolas sustentáveis que impulsionam a produtividade e reduzem os impactos ambientais da produção agropecuária no Brasil.

Plantio Direto

O Sistema de Plantio Direto (SPD) é uma técnica conservacionista que se baseia em não revolver o solo, manter a cobertura morta no solo, rotar as culturas, deixar resíduos de vegetais na superfície, depositar sementes e fertilizantes em sulcos estreitos. Trata-se de um método de cultivo que visa aumentar a produtividade agrícola enquanto conserva o solo, auxiliando na preservação ambiental.

No evento, gestores públicos, especialistas e representantes do setor agropecuário tiveram a oportunidade de discutir a importância da criação de mecanismos de fomento que venham possibilitar a adoção do SPD pelos produtores rurais. Prática que permite maior eficiência e sustentabilidade de toda a cadeia produtiva.

Temas como Restauração do Solo Segurança Alimentar e Mitigação das Mudanças Climáticas; Sistemas de plantio direto restaurando o carbono orgânico do solo e a sustentabilidade ambiental em biomas brasileiros; e Avanços, Desafios e Oportunidades de Sistemas de Produção com Baixa Emissão de Carbono.

Além disso, foram apresentados o Projeto SPD Agro+, os índices de qualidade de boas práticas agrícolas e os indicadores de saúde do solo no Cerrado e Mata Atlântica.

O secretário de Inovação, Desenvolvimento Sustentável, Irrigação e Cooperativismo do Mapa, Pedro Neto, destacou os desafios do Mapa em auxiliar o produtor rural na evolução para uma produção cada vez mais sustentável por meio da ciência e da inovação.

“Cada meta por nós apresentada vem acompanhada de um pacote de como fazer, dando ao produtores rurais condições de entender, decidir e implementar práticas mais sustentáveis, como o SPD, que é parte fundamental de um conjunto de tecnologias de produção que compõe o plano setorial para Adaptação à Mudança do Clima e Baixa Emissão de Carbono (ABC+) da agropecuária brasileira”.

A presidente da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Silvia Massruhá, destacou a importância do plantio direto para o desenvolvimento sustentável da agricultura tropical.

“Quando começamos a discutir o plano ABC, vimos no plantio direto a tecnologia que mais poderia ajudar na preservação do solo e com a rotação de culturas. Dados de monitoramento mostram que, nos últimos anos, já recuperamos 4.200 projetos utilizando o SPD, o que nos permite termos de duas a três safras na mesma área, contribuindo com a expansão da agricultura brasileira. Em 50 anos multiplicamos por cinco sua produtividade, mostrando a importância da ciência e da tecnologia para o avanço do setor”, completou.

“Estamos aqui, junto com o Ministério de Agricultura, para fazer uma entrega desse grande projeto, que foi iniciado há cerca de sete anos e cujo a semente nasceu na cabeça eminente do professor Dr. Rathalol, junto com o professor Juca, lá na Ohio State University, quando pensaram em mostrar o quanto o SPD poderia contribuir para mitigar os efeitos climáticos na nossa agricultura. E é uma alegria para nós, hoje, vemos que essa ideia se tornou base para uma verdadeira agricultura sustentável, com o Projeto SPD Agro+”, afirmou o presidente da Federação do Plantio Direto, Jonadan Ma.



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