terça-feira, julho 21, 2026

Autor: Redação

AgroNewsPolítica & Agro

Chuvas favorecem pastagens e mercado de gado segue aquecido


O boletim conjuntural da Emater/RS-Ascar, divulgado na última quinta-feira (6), aponta que as chuvas recentes contribuíram para a recuperação das pastagens no Rio Grande do Sul, garantindo bom escore corporal para o rebanho bovino de corte. Com o período de entoure próximo do fim, os pecuaristas realizam diagnósticos de gestação para descarte de vacas vazias e preparação das que seguirão na reprodução.

Em Bagé, os preços do gado gordo seguem estáveis, enquanto o gado magro apresenta variações. A demanda por terneiros desmamados está alta, o que mantém os preços elevados. Já em Caxias do Sul, os pecuaristas focaram na revisão do rebanho, suplementação mineral e controle sanitário.

Em Frederico Westphalen, o tempo quente impactou o conforto animal, mas as chuvas ajudaram a amenizar a situação, ainda que de forma desigual na região. Já em Passo Fundo, há expectativa de alta nos preços, exigindo atenção ao controle de parasitas como carrapatos, bernes e moscas-dos-chifres.

Na região de Pelotas, a oferta de bovinos para abate segue reduzida, mantendo os preços firmes e o mercado aquecido. O segmento de reposição registra maior procura por terneiros, com valorização em diversos municípios. Em Cerrito, a demanda por terneiros leves está alta, e em Canguçu, as feiras mantêm preços estáveis e movimentação intensa.

Na região de Porto Alegre, a temporada reprodutiva está se encerrando, com foco no controle do carrapato para garantir a saúde do rebanho. Em Santa Maria, os preços do boi gordo e da vaca gorda tiveram leve alta, refletindo o aquecimento do mercado. Em Santa Rosa, a redução dos efeitos da estiagem favoreceu a oferta de forragem nos campos nativos, proporcionando boas condições para os rebanhos e retomada das exportações.

O levantamento semanal da Emater/RS-Ascar registrou alta de 0,28% no preço médio do boi, que passou de R$ 10,85 para R$ 10,88/kg vivo. Já a vaca para abate teve valorização de 0,31%, com o preço subindo de R$ 9,67 para R$ 9,70/kg vivo.





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Cantor sertanejo de 29 anos arremata novilha de R$ 2 milhões



O cantor sertanejo goiano Murilo Huff, de 29 anos, tem investido na criação de uma raça bovina que segue em grande ascensão: o nelore pintado. Recentemente, arrematou a novilha Vitória por R$ 2 milhões em um leilão da raça realizado em Uberaba, Minas Gerais.

O artista cria 10 animais de elite, como o campeão nacional da Expozebu 2024, e ainda conta com 250 prenhes confirmadas em receptoras próprias e 150 prestes a passar por inseminação.

“A Vitória é um excelente investimento, filha da segunda vaca mais cara do mundo, e a número 1 da raça: a Surreal. Esse arremate é uma parceria minha, pela Nelore Huff, com a Syagri Agropecuária, com quem eu tenho o Neru, este em parceria também com a Nelore Ibiza”, comenta Huff.

O goiano se diz apaixonado pelo agro e, por conta disso, tem planos de colocar em pista animais com assinatura genética própria. “Tenho intenção de me envolver cada vez mais com a Nelore Huff para o melhoramento genético e na qualidade dos nossos animais, para chegar entre as maiores genéticas da raça”, revelou.



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Arroba do boi gordo despencou em Minas Gerais; veja o preço pelo país



O mercado físico do boi gordo se deparou com preços acomodados em grande parte do país nesta quarta-feira (12), com alguns estados ainda operando com preços em queda.

Segundo o consultor de Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias, as escalas de abate permanecem encurtadas, o que deve limitar quedas mais agressivas de preço no curto prazo.

“As exportações permanecem em alto nível e são um outro importante limitador para quedas mais contundentes de cotações. Há potencial para que o país estabeleça um novo recorde de embarques no decorrer de 2025”, comenta.

  • São Paulo: R$ 309,08, contra R$ 310,75 na terça
  • Goiás: R$ 290,18, estável
  • Minas Gerais: R$ 294,71, contra R$ 307,53 anteriormente
  • Mato Grosso do Sul: R$ 293,30, contra R$ 294,20 do dia anterior
  • Mato Grosso: R$ 298,50, no comparativo com R$ 298,72

Mercado atacadista

O atacado ainda apresenta preços firmes. Iglesias indica que o viés segue sendo de alta dos preços no curto prazo, em linha com o bom escoamento da carne durante a primeira quinzena do mês.

“Segue importante avaliar que a preferência da população ainda recai sobre proteínas mais acessíveis, a exemplo da carne de frango, ovos e embutidos”, sinaliza.

O quarto traseiro ainda é precificado a R$ 24,50, por quilo. O dianteiro segue cotado a R$ 18,00, por quilo. Já a ponta de agulha ainda é precificada a R$ 17,00, por quilo.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em baixa de 0,03%, sendo negociado a R$ 5,8083 para venda e a R$ 5,8063 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,7858 e a máxima de R$ 5,8468.



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Firmeza nos preços da soja; saiba as cotações do dia



Sem novidades, os preços da soja seguiram firmes no mercado brasileiro nesta quarta-feira (12). Poucos negócios foram registrados. A Bolsa de Chicago caiu, os prêmios recuaram, mas a indústria segue pagando alto.

Ainda assim, os produtores estão reticentes em negociar, cadenciando as vendas. Na semana passada, o ritmo de comercialização foi bom. No geral, os preços tiveram tendência negativa no dia, mas as ofertas de compra da indústria garantiram a firmeza.

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Preços da soja

  • Passo Fundo (RS): caiu de R$ 128,00 para R$ 127,00
  • Região das Missões (RS): caiu de R$ 129,00 para R$ 128,00
  • Porto de Rio Grande (RS): caiu de R$ 135,00 para R$ 133,50
  • Cascavel (PR): subiu de R$ 127,00 para R$ 128,00
  • Porto de Paranaguá (PR): caiu de R$ 135,00 para R$ 133,00
  • Rondonópolis (MT): caiu de R$ 115,00 para R$ 114,00
  • Dourados (MS): caiu de R$ 119,00 para R$ 117,00
  • Rio Verde (GO): caiu de R$ 113,00 para R$ 111,00

Chicago

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a terça-feira em baixa. O mercado sentiu a pressão exercida pela intensificação da guerra comercial deflagrada pelo governo Trump.

Um dos impactos dessa política é o deslocamento da demanda para o Brasil. As exportações brasileiras de soja em grão deverão ficar em 15,449 milhões de toneladas em março, conforme levantamento semanal da Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (ANEC). Em março do ano passado, as exportações ficaram em 13,548 milhões de toneladas. Em fevereiro, as exportações somaram 9,586 milhões de toneladas.

A União Europeia anunciou suas próprias tarifas retaliatórias contra os Estados Unidos, com carnes, laticínios, soja e trigo entre os alvos das contramedidas.

Os contratos da soja em grão com entrega em maio fecharam com baixa de 10,25 centavos de dólar ou 1,02% a US$ 10,00 1/2 por bushel. A posição julho teve cotação de US$ 10,15 1/2 por bushel, perda de 10,00 centavos ou 1,06%.

Nos subprodutos, a posição maio do farelo fechou com baixa de US$ 1,60 ou 0,53% a US$ 300,20 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em maio fecharam a 41,68 centavos de dólar, com baixa de 0,25 centavo ou 0,59%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em baixa de 0,03%, negociado a R$ 5,8083 para venda e a R$ 5,8063 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,7858 e a máxima de R$ 5,8468.



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AgroNewsPolítica & Agro

Cotação do algodão em NY atinge menor nível desde 2020



Cotação do algodão segue em queda com tensões comerciais




Foto: Canva

Os preços da pluma do algodão na bolsa de Nova York (NY) seguem em tendência de queda, atingindo o menor patamar desde julho de 2020, período marcado pelos impactos da pandemia da Covid-19. Segundo o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), na última semana, a cotação do contrato corrente da fibra fechou em ¢US$ 63,44/lp, registrando um recuo de 2,97% em relação à semana anterior.

Desde junho de 2024, o mercado de algodão apresenta movimentações lateralizadas, com uma predominância de tendência baixista. O principal fator por trás dessa desvalorização é o excesso de oferta global em relação à demanda, cenário que mantém os preços pressionados.

Além disso, a implementação tarifária dos Estados Unidos sobre China, Canadá e México tem impactado diretamente o mercado. As tensões comerciais entre esses países afetam o fluxo global da fibra e adicionam incertezas para os produtores e exportadores.

Com o cenário de excesso de oferta e conflitos comerciais, especialistas apontam que, no curto prazo, não há fatores que indiquem uma valorização expressiva da pluma. O mercado segue atento às políticas tarifárias e ao comportamento da demanda internacional para possíveis mudanças na tendência de preços.





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Alckmin prioriza diálogo com EUA, lamenta taxação do aço e não descarta ida à OMC



O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, disse nesta quarta-feira (12), que o governo lamenta profundamente a decisão dos Estados Unidos de sobretaxar o aço e alumínio importados. A medida passou a valer hoje.

Alckmin resaltou que a prioridade do governo brasileiro é a de manter e aprofundar o diálogo aberto com os norte-americanos, mas ponderou que é possível recorrer à Organização Mundial do Comércio (OMC) contra a taxação.

“A disposição, primeiro, é do diálogo. Devemos nas próximas semanas e dias aprofundar esse trabalho junto aos EUA. E lamentar profundamente, isso encarece produtos, dificulta o comércio. Medida tomada de natureza unilateral, e Brasil avaliará também outras medidas a serem tomadas”, afirmou.

Ao ser perguntado sobre a contestação na OMC das taxas aplicadas pelos Estados Unidos, ele disse que “essa é uma possibilidade”. “Nós defendemos multilateralismo, complementação econômica, e a OMC existe para isso, estabelecer regras gerais que devem ser para todos.”

O vice-presidente voltou a argumentar que as indústrias brasileira e norte-americana são complementares na produção do aço, sendo o Brasil o terceiro maior importador do carvão siderúrgico vendido pelos Estados Unidos.

“Fazemos o aço semielaborado e exportamos para os EUA, então há uma complementaridade na indústria”, disse o ministro, que lembrou também a balança comercial superavitária para os EUA nas trocas com o Brasil.

“A medida não foi tomada contra o Brasil, foi estabelecida ao mundo inteiro. O governo brasileiro se manifestou lamentando profundamente esse fato, porque, primeiro, o Brasil não é problema para os EUA, eles têm superávit conosco, superior a US$ 7 bilhões, só em bens”, comentou Alckmin.

Embora o ministro da Casa Civil, Rui Costa, tenha dito mais cedo que o vice-presidente teria uma nova reunião com representantes do governo de Trump na sexta-feira (14), Alckmin respondeu que ainda não há compromisso marcado para o dia. “Não tenho nenhuma reunião marcada na sexta-feira”, disse.



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declaração pré-preenchida vai atrasar neste ano; veja prazos e regras



Uma das principais ferramentas que agiliza a entrega da Declaração do Imposto de Renda Pessoa Física, a declaração pré-preenchida atrasará este ano. O documento, que traz as informações do contribuinte apuradas pela Receita Federal, só estará disponível a partir de 1º de abril.

Este ano, o prazo de entrega da declaração começa na próxima segunda-feira (17), às 8h, e termina em 30 de maio, às 23h59min59s. O Fisco espera receber 46,2 milhões de declarações, quase 3 milhões a mais que as 43.212.426 declarações entregues em 2024.

Nos últimos anos, a declaração pré-preenchida estava disponível por volta de 15 de março, no primeiro dia da entrega do Imposto de Renda. Segundo o subsecretário de Gestão Corporativa da Receita, Juliano Brito, fatores internos, como a greve na Receita Federal, provocaram o atraso em duas semanas.

“O melhor era ser lançado tudo junto. Não foi possível. Tivemos dificuldades internas que impediram que isso acontecesse. Não aconteceu o que a gente queria. O movimento reivindicatório [dos servidores da Receita Federal] não ajuda nesse tipo de atividade”, disse Brito.

Criada em 2014, a declaração pré-preenchida passou a ser fornecida ao programa gerador da Declaração do Imposto de Renda em 2020. A importação dos dados da declaração pré-preenchida evoluiu de 1,2% das declarações, em 2021, para 41,2% no ano passado. Para este ano, a Receita espera que 57% das declarações sejam pré-preenchida.

“Não vamos esperar o dia 1º de abril para liberar as informações para vocês. À medida que as informações forem sendo carregadas [para a base de dados da Receita], vamos disponibilizá-las para quem usa o programa gerador”, explicou o responsável pelo programa do Imposto de Renda 2025, auditor-fiscal José Carlos da Fonseca.

A declaração pré-preenchida virá com as seguintes informações:

  • Informações da declaração anterior do contribuinte: identificação, endereço;
  • Rendimentos e pagamentos da Dirf, Dimob, DMED e Carnê-Leão Web; 
  • Rendimentos isentos em função de moléstia grave e códigos de juros (inclusive RRA);     
  • Rendimentos de restituição recebidas no ano-calendário;
  • Contribuições de previdência privada;
  • Atualização do saldo de conta bancária e poupança;
  • Atualização do saldo de Fundos de investimento;
  • Imóveis adquiridos no ano-calendário;
  • Doações efetuadas no ano-calendário;
  • Informação de criptoativos;
  • Conta bancária/poupança ainda não declarada;
  • Fundo de investimento ainda não declarado;
  • Contas bancárias no exterior.

Segundo Fonseca, as quatro primeiras informações deverão estar disponíveis na segunda-feira, com os demais dados sendo acrescentados gradualmente.

A partir deste ano, os dados de contas bancárias no exterior foram incluídos na declaração pré-preenchida, após a legislação determinar a tributação de offshores (empresas de investimentos em outros países) e rendimentos no exterior.

Outras mudanças no Imposto de Renda

A declaração do Imposto de Renda terá poucas mudanças em relação ao ano passado. As principais são as situações em que o contribuinte está obrigado a entregar o documento, por causa do reajuste da faixa de isenção no ano passado.

Em relação às obrigatoriedades, as mudanças foram as seguintes:

  • Valor de rendimentos tributáveis anuais que obrigam a entrega da declaração subiu de R$ 30.639,90 para R$ 33.888;
  • Limite da receita bruta de obrigatoriedade para atividade rural subiu de R$ 153.999,50 para R$ 169.440;
  • Quem atualizou valor de bens imóveis e pagou ganho de capital diferenciado em dezembro de 2024 terá de preencher a declaração;
  • Quem apurou rendimentos no exterior de aplicações financeiras e de lucros e dividendos passou a declarar anualmente;
  • As demais obrigatoriedades foram mantidas.

Outra mudança é a maior prioridade para quem simultaneamente utilizou a declaração pré-preenchida e optou pelo recebimento da restituição via Pix. Até o ano passado, a prioridade era definida apenas com base na utilização de uma das duas ferramentas.

Ao considerar as prioridades determinadas por lei, o pagamento das restituições seguirá a seguinte ordem:    

  • idade igual ou superior a 80 anos;
  • idade igual/superior a 60 anos, pessoas com deficiência e pessoas com doença grave;
  • pessoas cuja maior fonte de renda seja o magistério;
  • utilizaram a pré-preenchida e optaram por receber a restituição por Pix;
  • demais contribuintes.

Três campos na declaração foram extintos:

  • título de eleitor;
  • consulado/embaixada (para residentes no exterior);
  • número do recibo da declaração anterior (em declarações on-line).

Segundo Fonseca, esses dados foram necessários em outros anos, mas deixaram de ser considerados pelo Fisco.

Rendimentos no exterior

Por causa da lei que antecipou a cobrança de Imposto de Renda sobre Fundos Exclusivos e tributou as offshores (empresas de investimento em outros países), os rendimentos no exterior passaram a ser tributados de forma definitiva na declaração de ajuste anual, com alíquota de 15%. Até 2023, o pagamento era feito mensalmente, mas passou a ser feito anualmente.

Na declaração, os bens que representem investimentos no exterior passam a permitir a informação do rendimento e do imposto pago, tanto no Brasil como no exterior.

Cronograma

  • 13 de março: liberação do programa gerador da declaração para preenchimento;  
  • 17 de março: início das transmissões pelo programa gerador;
  • 1º de abril: liberação do programa de preenchimento e entrega on-line e por dispositivos móveis pelo aplicativo Meu Imposto de Renda;
  • 1º de abril: liberação da declaração pré-preenchida.

Restituições

As restituições serão pagas nas seguintes datas:

  • Primeiro lote: 30 de maio;
  • Segundo lote: 30 de junho;
  • Terceiro lote: 31 de julho;
  • Quarto lote: 29 de agosto;
  • Quinto e último lote: 30 de setembro.



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Quebra de soja no RS pode chegar a 30%



A produção de soja no Rio Grande do Sul pode sofrer uma quebra de até 30% nesta safra, conforme dados divulgados hoje pela Emater durante o evento Expodireto Cotrijal. A feira acontece na cidade de Não-Me-Toque (RS).

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As atualizações da safra de verão, que refletiram os efeitos da estiagem, apresentaram projeções mais pessimistas para a safra de soja, milho, feijão e arroz, gerando grande preocupação entre os produtores.

De acordo com a Emater, a safra de soja no estado deve alcançar 15 milhões de toneladas, uma redução de 6 milhões de toneladas em relação à projeção inicial. Essa queda representa uma diminuição de 30% na produção.

Já o milho sofreu uma queda de 10%, somando 4,7 milhões de toneladas, enquanto o feijão teve uma redução de 40%, totalizando 67.000 toneladas. Por outro lado, o arroz apresentou um desempenho melhor, com um aumento de 1%, totalizando cerca de 8 milhões de toneladas.

Dificuldades nas lavouras de soja

A estiagem é a quarta consecutiva no estado e tem causado graves danos às lavouras. Em muitas regiões, a colheita tem sido irregular, com algumas lavouras secando antes do tempo e outras com desenvolvimento satisfatório, refletindo em rendimentos desiguais. Em várias áreas, os grãos não se desenvolveram adequadamente, e muitos produtores temem que a colheita sequer seja viável.

A situação é ainda mais dramática para aqueles que apostaram nessa safra para quitar suas dívidas. A seca prolongada, que já dura mais de 50 dias, impediu o crescimento adequado das plantas. Em algumas áreas, a soja teria morrido por completo sem a chuva que ainda apareceu, destacando a gravidade da seca que afetou diversas regiões do estado.

Além dos danos climáticos, a ausência de apoio adequado do governo federal tem gerado críticas. O setor agropecuário, responsável por 40% do PIB gaúcho, exige que o governo adote medidas urgentes, como o aporte financeiro para o Plano Safra e a renegociação das dívidas dos produtores que estão com dificuldades financeiras devido a sucessivas crises climáticas.

Especialistas do setor também destacam a importância de continuar investindo em pesquisa para desenvolver cultivares mais tolerantes ao calor e que sejam mais resistentes a períodos de estiagem. No entanto, os desafios enfrentados pelos produtores exigem mais do que apenas soluções técnicas. A pressão por medidas governamentais concretas para lidar com os impactos das secas e garantir a sustentabilidade do setor é cada vez maior.

O governo federal, conforme estipulado pela Constituição, tem a responsabilidade de apoiar os produtores em situações de crise, especialmente quando estas são causadas por fatores climáticos imprevisíveis, como secas recorrentes. A falta de ação efetiva nesta área tem gerado descontentamento entre os agricultores e aumentado as cobranças por parte das entidades do setor.



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Brasil oferece cooperação técnica em sustentabilidade agrícola aos países do Brics


A primeira reunião técnica presencial sob presidência brasileira do Grupo de Trabalho da Agricultura dos Brics foi realizada nesta terça-feira (12), em Brasília. As discussões devem se estender até a próxima sexta-feira (14) e têm como assuntos principais o fortalecimento das mulheres rurais e da agricultura resiliente.

Na ocasião, o secretário-executivo adjunto do Mapa, Cleber Soares, representando o ministro da Agricultura e Pecuária (Mapa), Carlos Fávaro, destacou que os países do bloco são protagonistas na produção de alimentos e na segurança alimentar global. Com isso, os encontros são de grande importância para o compromisso de cooperação agrícola, segurança alimentar e desenvolvimento sustentável.

“Nós somos o principal setor a mitigar, contribuir e otimizar os desafios da sociedade humana, seja a segurança alimentar, seja a segurança energética. Os países dos Brics podem desenvolver, produzir e gerar bioenergia e biocombustíveis”, disse.

Na agenda, estão inclusas sessões para discutir os preços dos alimentos, a aliança global contra a fome e a pobreza, o fortalecimento da agricultura familiar e a pesca sustentável, entre outros assuntos não detalhados pelo grupo.

Mulheres do agro

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Foto: reprodução

Em relação ao fortalecimento das mulheres no agronegócio, Soares salientou que é necessário discutir a garantia da participação feminina no setor. “Devemos promover acesso equitativo à terra, ao crédito, às tecnologias, à capacitação, à inovação, dentre outros ativos essenciais para essa transformação, incentivando a participação ativa das mulheres e das novas gerações, mais do que nas lavouras. O ano de 2025 será o ano internacional da mulher e nós, como Brics, devemos liderar esse movimento corretamente”, afirmou.

O secretário-executivo do Mapa ainda ressaltou que a sustentabilidade é um pilar primordial da agropecuária brasileira e colocou à disposição dos países parceiros a cooperação técnica do Brasil nesse tema.

“Nós temos há 15 anos um dos maiores programas mundiais em agricultura de baixo carbono, o Plano ABC. Essa iniciativa deverá promover soluções técnicas para recuperar terras degradadas, estabelecer a operação de instituições de pesquisa e mobilizar financiamentos para projetos de restauração e manejo de solos em todos os tipos de produção agrícola”, evidenciou.

Relevância global do Brics

Soares ainda convidou os países membros do bloco a participar da COP30, sob presidência do Brasil neste ano, que terá uma agenda robusta sobre temas de sustentabilidade e ocorrerá em novembro, em Belém, no Pará.

O Brics é um bloco econômico e político formado por Brasil, Rússia, Índia, China, África do Sul, Indonésia, Egito, Etiópia, Irã, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos e representa 50% da população mundial, cerca de 4 bilhões de pessoas.

Além disso, os países componentes são responsáveis por 30% da pesca extrativa e 70% da produção aquícola; 80% da produção mundial de alimentos por valor, com mais da metade das 550 milhões de propriedades agrícolas familiares do planeta; além de 25% do PIB global, com uma participação crescente no comércio internacional.

Nos dias 14 e 15 de abril, o Grupo de Trabalho da Agricultura do Brics realizará outras duas reuniões técnicas presenciais com os representantes do bloco.



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Clima, mercado e tecnologia são tema de fórum do Canal Rural



Os cenários do clima para o agro e do mercado de commodities serão tema de um fórum realizado pelo Canal Rural na programação da 25ª Expodireto Cotrijal, em Não-Me-Toque (RS), nesta quinta-feira (13), a partir das 16h com transmissão ao vivo na TV e no YouTube.

A tecnologia aplicada à aviação agrícola como uma das ferramentas para uma produção sustentável também será debatida durante o evento, realizado no auditório central da feira.

O fórum terá dois painéis com analistas, meteorologista e pesquisadores da Safras & Mercado, Sindag, Bayer, Inmet e Rizobacter. Eles vão trazer um panorama completo da safra atual e projeções para a temporada 25/26.

Além disso, há presença confirmada dos presidentes da Aprosoja Rio Grande do Sul, Irineu Orth, e da Emater-RS, Luciano Schwerz, além do anfitrião da feira, o presidente da Cotrijal, Nei Mânica.

O fórum é uma realização do Canal Rural, com patrocínio da Rizobacter e apoio do Sindag e Jotabasso.

Fórum Clima, Mercado e Tecnologia

Data: 13/03/2025

Horário: 16h

Local: auditório central da Expodireto Cotrijal

Transmissão ao vivo TV e pelo YouTube do Canal Rural



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