sexta-feira, julho 17, 2026

Autor: Redação

News

Quebra de soja no RS pode chegar a 30%



A produção de soja no Rio Grande do Sul pode sofrer uma quebra de até 30% nesta safra, conforme dados divulgados hoje pela Emater durante o evento Expodireto Cotrijal. A feira acontece na cidade de Não-Me-Toque (RS).

  • Fique por dentro das novidades e notícias recentes sobre a soja! Participe da nossa comunidade através do link! 🌱

As atualizações da safra de verão, que refletiram os efeitos da estiagem, apresentaram projeções mais pessimistas para a safra de soja, milho, feijão e arroz, gerando grande preocupação entre os produtores.

De acordo com a Emater, a safra de soja no estado deve alcançar 15 milhões de toneladas, uma redução de 6 milhões de toneladas em relação à projeção inicial. Essa queda representa uma diminuição de 30% na produção.

Já o milho sofreu uma queda de 10%, somando 4,7 milhões de toneladas, enquanto o feijão teve uma redução de 40%, totalizando 67.000 toneladas. Por outro lado, o arroz apresentou um desempenho melhor, com um aumento de 1%, totalizando cerca de 8 milhões de toneladas.

Dificuldades nas lavouras de soja

A estiagem é a quarta consecutiva no estado e tem causado graves danos às lavouras. Em muitas regiões, a colheita tem sido irregular, com algumas lavouras secando antes do tempo e outras com desenvolvimento satisfatório, refletindo em rendimentos desiguais. Em várias áreas, os grãos não se desenvolveram adequadamente, e muitos produtores temem que a colheita sequer seja viável.

A situação é ainda mais dramática para aqueles que apostaram nessa safra para quitar suas dívidas. A seca prolongada, que já dura mais de 50 dias, impediu o crescimento adequado das plantas. Em algumas áreas, a soja teria morrido por completo sem a chuva que ainda apareceu, destacando a gravidade da seca que afetou diversas regiões do estado.

Além dos danos climáticos, a ausência de apoio adequado do governo federal tem gerado críticas. O setor agropecuário, responsável por 40% do PIB gaúcho, exige que o governo adote medidas urgentes, como o aporte financeiro para o Plano Safra e a renegociação das dívidas dos produtores que estão com dificuldades financeiras devido a sucessivas crises climáticas.

Especialistas do setor também destacam a importância de continuar investindo em pesquisa para desenvolver cultivares mais tolerantes ao calor e que sejam mais resistentes a períodos de estiagem. No entanto, os desafios enfrentados pelos produtores exigem mais do que apenas soluções técnicas. A pressão por medidas governamentais concretas para lidar com os impactos das secas e garantir a sustentabilidade do setor é cada vez maior.

O governo federal, conforme estipulado pela Constituição, tem a responsabilidade de apoiar os produtores em situações de crise, especialmente quando estas são causadas por fatores climáticos imprevisíveis, como secas recorrentes. A falta de ação efetiva nesta área tem gerado descontentamento entre os agricultores e aumentado as cobranças por parte das entidades do setor.



Source link

News

Brasil oferece cooperação técnica em sustentabilidade agrícola aos países do Brics


A primeira reunião técnica presencial sob presidência brasileira do Grupo de Trabalho da Agricultura dos Brics foi realizada nesta terça-feira (12), em Brasília. As discussões devem se estender até a próxima sexta-feira (14) e têm como assuntos principais o fortalecimento das mulheres rurais e da agricultura resiliente.

Na ocasião, o secretário-executivo adjunto do Mapa, Cleber Soares, representando o ministro da Agricultura e Pecuária (Mapa), Carlos Fávaro, destacou que os países do bloco são protagonistas na produção de alimentos e na segurança alimentar global. Com isso, os encontros são de grande importância para o compromisso de cooperação agrícola, segurança alimentar e desenvolvimento sustentável.

“Nós somos o principal setor a mitigar, contribuir e otimizar os desafios da sociedade humana, seja a segurança alimentar, seja a segurança energética. Os países dos Brics podem desenvolver, produzir e gerar bioenergia e biocombustíveis”, disse.

Na agenda, estão inclusas sessões para discutir os preços dos alimentos, a aliança global contra a fome e a pobreza, o fortalecimento da agricultura familiar e a pesca sustentável, entre outros assuntos não detalhados pelo grupo.

Mulheres do agro

agronegócio, mulheresagronegócio, mulheres
Foto: reprodução

Em relação ao fortalecimento das mulheres no agronegócio, Soares salientou que é necessário discutir a garantia da participação feminina no setor. “Devemos promover acesso equitativo à terra, ao crédito, às tecnologias, à capacitação, à inovação, dentre outros ativos essenciais para essa transformação, incentivando a participação ativa das mulheres e das novas gerações, mais do que nas lavouras. O ano de 2025 será o ano internacional da mulher e nós, como Brics, devemos liderar esse movimento corretamente”, afirmou.

O secretário-executivo do Mapa ainda ressaltou que a sustentabilidade é um pilar primordial da agropecuária brasileira e colocou à disposição dos países parceiros a cooperação técnica do Brasil nesse tema.

“Nós temos há 15 anos um dos maiores programas mundiais em agricultura de baixo carbono, o Plano ABC. Essa iniciativa deverá promover soluções técnicas para recuperar terras degradadas, estabelecer a operação de instituições de pesquisa e mobilizar financiamentos para projetos de restauração e manejo de solos em todos os tipos de produção agrícola”, evidenciou.

Relevância global do Brics

Soares ainda convidou os países membros do bloco a participar da COP30, sob presidência do Brasil neste ano, que terá uma agenda robusta sobre temas de sustentabilidade e ocorrerá em novembro, em Belém, no Pará.

O Brics é um bloco econômico e político formado por Brasil, Rússia, Índia, China, África do Sul, Indonésia, Egito, Etiópia, Irã, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos e representa 50% da população mundial, cerca de 4 bilhões de pessoas.

Além disso, os países componentes são responsáveis por 30% da pesca extrativa e 70% da produção aquícola; 80% da produção mundial de alimentos por valor, com mais da metade das 550 milhões de propriedades agrícolas familiares do planeta; além de 25% do PIB global, com uma participação crescente no comércio internacional.

Nos dias 14 e 15 de abril, o Grupo de Trabalho da Agricultura do Brics realizará outras duas reuniões técnicas presenciais com os representantes do bloco.



Source link

News

Clima, mercado e tecnologia são tema de fórum do Canal Rural



Os cenários do clima para o agro e do mercado de commodities serão tema de um fórum realizado pelo Canal Rural na programação da 25ª Expodireto Cotrijal, em Não-Me-Toque (RS), nesta quinta-feira (13), a partir das 16h com transmissão ao vivo na TV e no YouTube.

A tecnologia aplicada à aviação agrícola como uma das ferramentas para uma produção sustentável também será debatida durante o evento, realizado no auditório central da feira.

O fórum terá dois painéis com analistas, meteorologista e pesquisadores da Safras & Mercado, Sindag, Bayer, Inmet e Rizobacter. Eles vão trazer um panorama completo da safra atual e projeções para a temporada 25/26.

Além disso, há presença confirmada dos presidentes da Aprosoja Rio Grande do Sul, Irineu Orth, e da Emater-RS, Luciano Schwerz, além do anfitrião da feira, o presidente da Cotrijal, Nei Mânica.

O fórum é uma realização do Canal Rural, com patrocínio da Rizobacter e apoio do Sindag e Jotabasso.

Fórum Clima, Mercado e Tecnologia

Data: 13/03/2025

Horário: 16h

Local: auditório central da Expodireto Cotrijal

Transmissão ao vivo TV e pelo YouTube do Canal Rural



Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Preços mínimos de laranja e café sobem para safra 2025/26


O Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), em conjunto com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), publicou na terça-feira (11) a Portaria MAPA nº 780, que estabelece os preços mínimos para a safra 2025/26 de diversos produtos agrícolas, incluindo laranja in natura, café arábica e conilon, sisal, trigo e semente de trigo. Os valores foram definidos com base em estudos realizados pela Conab, levando em consideração os custos de produção e as condições de mercado, tanto internas quanto externas.

De acordo com a portaria, o preço mínimo do café arábica para a safra 2025/26 foi fixado em R$ 662,04 por saca de 60 kg, representando um aumento de 3,78% em relação ao ciclo anterior. O café conilon, por sua vez, teve um reajuste de 17,89%, com a saca de 60 kg passando a ser comercializada por R$ 498,79. Esses reajustes são reflexo dos custos elevados de produção e das condições climáticas adversas que afetaram a produtividade do grão, como geadas, restrições hídricas e altas temperaturas.

Para a laranja, o preço mínimo da caixa de 40,8 kg foi estabelecido em R$ 25,19 no Rio Grande do Sul, com um aumento de 17% em relação ao ciclo anterior. Nos demais estados, o valor foi ajustado para R$ 28,44, representando uma alta de 19,35%. No caso do sisal, o preço mínimo da fibra bruta desfibrada foi fixado em R$ 4,09 por quilo, um aumento de 8,2%, enquanto o produto beneficiado teve reajuste de 7,76%, com o preço de R$ 4,72 por quilo.

Para o trigo, as cotações variam conforme a destinação e a região cultivada. No Rio Grande do Sul, os preços se mantiveram estáveis em relação à safra anterior, enquanto nas regiões do Sudeste, Centro-Oeste e Bahia, houve um reajuste de 3%. O preço da semente de trigo foi mantido em R$ 3,22 por quilo.

Os preços mínimos definidos têm como objetivo garantir uma remuneração mínima aos produtores, oferecendo segurança no mercado agrícola. Esses valores serão utilizados como referência nas operações relacionadas à Política de Garantia de Preços Mínimos (PGPM) e servem para orientar o produtor na escolha do plantio, além de assegurar o compromisso do Governo Federal em apoiar o setor agrícola.





Source link

News

setor de máquinas agrícolas do Brasil pode se beneficiar com medida de Trump



Já estão em vigor as tarifas de 25% sobre importações de aço e alumínio dos Estados Unidos, sem exceções ou isenções, para todos países exportadores. O Brasil, que é o segundo maior fornecedor dessas commodities para o mercado norte-americano, deve ser impactado – e, no caso do setor de máquinas agrícolas, possivelmente de forma positiva.

O superintendente de Mercado Interno da Associação Brasileira de Indústrias e Equipamentos (Abimaq), Marcos Perez, afirmou que essa medida pode beneficiar a exportação de máquinas agrícolas brasileiras para os Estados Unidos, já que os equipamentos norte-americanos podem ser prejudicados pela alta dos preços.

“A competitividade das máquinas produzidas nos Estados Unidos será comprometida. Se isso acontecer no mercado americano, vai favorecer outros mercados. Então, não tem como o americano sair do fornecedor brasileiro e ir para o fornecedor turco, pois todos foram afetados”, disse Perez.

O superintendente lembra também que a medida vai afetar principalmente o aço semiacabado. “O Brasil exporta para os Estados Unidos um tipo de aço que precisa ser finalizado (laminado quente) e a outra parte (laminado frio) é acabada nos EUA em operações que, muitas vezes, são joint ventures em empresas de um mesmo grupo”.

Maior produtor de aço e alumínio do planeta

Durante participação na edição desta quarta-feira (12) do telejornal Mercado & Companhia, o comentarista do Canal Rural, Miguel Dauod, reiterou que a China, como maior produtora de aço e alumínio do mundo, pode fornecer os materiais com preços melhores, apesar da aplicação da taxa.

“Hoje, a China produz mais aço e alumínio que todos os outros países produzem. Então, sem dúvida nenhuma, os chineses tem uma uma super-oferta e eles podem tomar conta do mercado, mesmo com a taxa imposta pelos EUA, colocar os produtos no mercado americano mais barato. Mas a gente sabe que o calcanhar de aquiles de Donald Trump é com a China, então, temos que ver isso com atenção” afirmou Dauod.

Negociação

O comentarista elogiou a postura adotada pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, que disse hoje, após um encontro com representantes da indústria siderúrgica brasileira, que não vai retaliar os americanos pois tem a intenção de negociar.

“O caminho correto é haver o estabelecimento de algumas cotas, negociando a questão do açúcar. Nós temos que ganhar tempo, pois a gente sabe que a decisão do presidente dos EUA é para atender o discurso de campanha. Portanto, a estratégia do Brasil é coerente”, detalhou Dauod.



Source link

News

Os desafios na colheita de soja em MT



A safra de soja 2024/2025 em Mato Grosso tem sido marcada por dificuldades, colocando pressão sobre os produtores do estado. O atraso no plantio, causado pela demora nas chuvas, foi apenas o início de uma série de desafios climáticos e logísticos que prejudicaram a colheita e o escoamento da produção.

Chuvas intensas durante o período de colheita só afetaram a qualidade dos grãos, mas também dificultaram o andamento dos trabalhos no campo, impactando diretamente os custos e a rentabilidade dos produtores.

  • Fique por dentro das novidades e notícias recentes sobre a soja! Participe da nossa comunidade através do link! 🌱

O impacto do clima

O clima tem sido um dos principais responsáveis pelos atrasos na colheita. De acordo com o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), até 20 de fevereiro de 2025, Mato Grosso havia colhido 50,08% da safra de soja, uma queda significativa em relação a 2024, quando 65,07% já havia sido colhido na mesma data.

Mesmo com a diminuição das chuvas na primeira semana de março, os problemas climáticos continuaram a afetar a qualidade dos grãos e o andamento da colheita. Até o dia 7 de março de 2025, 91,84% da área plantada havia sido colhida, mas os problemas logísticos e de armazenagem continuam a gerar pressão sobre os produtores.

Infraestrutura

A falta de infraestrutura tem sido outro grande obstáculo para os produtores, especialmente na região leste do estado. Os caminhões enfrentam filas de até três dias para descarregar, o que aumenta os custos operacionais e impacta diretamente o produtor. A infraestrutura rodoviária, que ainda possui muitos trechos não pavimentados, também dificulta o escoamento da produção, gerando mais custos e atrasos.

Desafios

Segundo a Aprosoja MT, a situação varia conforme a região do estado. Na região norte, há relatos de que as chuvas intensas em janeiro afetaram a qualidade dos primeiros grãos de soja colhidos. Além disso, a falta de armazéns e a demora no processo de descarregamento também complicaram o cenário.

No oeste do estado, observou-se que a qualidade dos grãos foi comprometida pelas chuvas prolongadas, que também agravaram a pressão sobre os armazéns. A falta de estrutura para lidar com o volume de produção e com grãos úmidos resultou em perdas nas lavouras e mais dificuldades no processo de secagem e armazenamento.

Já na região leste, as chuvas excessivas afetaram tanto as lavouras quanto a cidade, causando até enchentes que dificultaram o escoamento. O município não tem estrutura para atender à demanda de transporte. Tivemos vários pontos de atoleiro que dificultaram o transporte da safra.

Escoamento e exportações

A falta de armazenagem e os problemas logísticos também impactaram as exportações. De janeiro a fevereiro de 2025, as exportações brasileiras de soja totalizaram 7,5 milhões de toneladas, uma queda de 20,77% em relação ao ano anterior. Em Mato Grosso, as exportações caíram 24,43%, somando 2,65 milhões de toneladas no mesmo período.

Esse cenário, marcado por custos elevados e diminuição da rentabilidade, reforça a necessidade de investimentos urgentes em infraestrutura e na ampliação da capacidade de armazenagem, essenciais para garantir a eficiência na logística e o escoamento da produção.



Source link

News

Cervejaria canadense vende caixa com 1461 latas para população ‘suportar’ o governo Trump



Logo após assumir o segundo mandato como presidente dos Estados Unidos, Donald Trump elegeu a palavra “tarifa” como uma de suas preferidas. O republicano já disse a frase em mais de uma ocasião e, por enquanto, os alvos preferenciais têm sido Canadá, México e China.

Os canadenses já reagiram com medidas práticas, como a retirada de produtos norte-americanos de supermercados. Agora, a resposta vem em tom de ironia: a tradicional cervejaria Moosehead Breweries, fundada em 1867, lançou uma caixa gigante com 1.461 latas de cerveja, de 473 ml cada, para que a população possa “suportar” os próximos quatro anos do chefe da Casa Branca.

“É suficiente para aguentar um mandato presidencial completo”, diz a cervejaria, em seu site. A ideia é que ao consumir uma lata por dia, o super engradado dure até 2029, quando a era de Donald Trump no poder chega ao fim. Lembrando que, pela Constituição dos Estados Unidos, ele não pode mais tentar se reeleger.

Contudo, a caixa com as mais de 1.400 latas de cerveja só está disponível para moradores das províncias de Ontário, Nova Brunswick e Nova Escócia. O produto é comercializado por 3.500 dólares canadenses, o equivalente a cerca de R$ 13,8 mil.

No lançamento, a cervejaria ainda ressaltou que foi fundada no mesmo ano que o Canadá, e ambos “passaram por muita coisa” nos últimos 158 anos.

Em comunicado à imprensa, a diretora de marketing da Moosehead, Karen Grigg, disse que “se o começo de 2025 nos ensinou alguma coisa, é que é preciso determinação para quatro anos de incerteza política – e não há melhor maneira de superar cada dia do que com uma cerveja verdadeiramente canadense.”

A respeito das medidas tarifárias sobre importações do Canadá, fixadas em 25% por Trump, entrariam em vigor, inicialmente, em 4 de fevereiro, mas foram adiadas por duas vezes e, agora, a ideia é que passem a valer a partir de 2 de abril.



Source link

News

Haddad descarta retaliar os EUA



O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, indicou nesta quarta-feira (12), que o governo continuará na mesa de negociação para tentar reverter a sobretaxa dos Estados Unidos sobre o aço produzido no Brasil. Ele descartou uma retaliação neste momento, por orientação do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva.

“Nós não vamos proceder assim por orientação do presidente da República. O presidente Lula falou muita calma nessa hora, nós já negociamos outras vezes em condições até muito mais desfavoráveis do que essa”, disse Haddad, reforçando o argumento de que a tarifa de 25% sobre o aço importado será prejudicial para a indústria americana.

O Ministério da Fazenda pretende produzir uma nota técnica sobre o assunto para auxiliar o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), pasta que comanda as conversas com os EUA.

Haddad falou com a imprensa após se reunir com representantes do setor siderúrgico, que levaram ao chefe da equipe econômica sugestões de medidas para proteger a indústria local, tanto do ponto de vista da exportação quanto da importação de aço que chega ao Brasil.

O ministro classificou os argumentos da siderurgia brasileira como “muito consistentes” e rejeitou a acusação americana de que o país exporta aos Estados Unidos aço importado de outros países, numa espécie de revenda.

“A indústria está preocupada e, em virtude da declaração tanto do vice-presidente Alckmin, quanto do presidente Lula, quanto da Fazenda, de que nós vamos tratar na base da reciprocidade os entendimentos, mas colocando em primeiro lugar a mesa de negociação”, disse Haddad.

As negociações já estão em andamento e tiveram sucesso no passado recente – em 2018, o Brasil conseguiu evitar a sobretaxa sobre o aço ao acordar uma cota de exportação para os americanos.

“Os empresários do setor estão imaginando formas de negociar com argumentos muito consistentes, porque o nosso comércio é muito equilibrado. O que a gente importa de aço não tem nada a ver com o que a gente exporta de aço. Nós exportamos produtos semiacabados e importamos produtos acabados, então não faz o menor sentido a ser acusado de reexportar o que nós estamos importando, não teria nem lógica esse argumento”, afirmou Haddad, segundo quem o governo começa a estudar as propostas do setor privado.

“Nós estamos acompanhando a evolução das medidas que os Estados Unidos estão tomando contra o Brasil, e na verdade não é contra o País, porque é estendido aos outros países, mas tem repercussão doméstica. Obviamente que essa taxação acaba encarecendo para o consumidor americano os produtos importados”, disse.

O ministro ainda lembrou das repercussões inflacionárias para os Estados Unidos, embora esteja sendo contratada uma redução de juros pelo Fed neste ano. “Então tem uma repercussão ruim também na inflação americana, embora esteja sendo contratada uma redução dos juros esse ano nos Estados Unidos, o que favorece por esse lado”, completou.



Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Como gerar créditos de carbono na agricultura



A agricultura tem se tornado um setor-chave na geração de créditos de carbono


Foto: Divulgação

A agricultura tem se tornado um setor-chave na geração de créditos de carbono, um mecanismo essencial para combater as mudanças climáticas e reduzir as emissões de gases de efeito estufa. A ideia central por trás dessa prática é o uso de métodos agrícolas que armazenam carbono no solo ou reduzem as emissões associadas ao processo produtivo, contribuindo para a mitigação das mudanças climáticas e abrindo novas fontes de renda para os produtores rurais.

A geração de créditos de carbono se dá por meio da adoção de práticas agrícolas sustentáveis que aumentam a captura de carbono da atmosfera. Entre as técnicas mais utilizadas estão a adoção de sistemas de plantio direto, o uso de adubação verde, a rotação de culturas, a redução do uso de insumos químicos e o manejo de pastagens. Essas práticas favorecem a sequestro de carbono no solo, diminuindo as emissões de gases como metano e óxidos de nitrogênio, que são liberados em grande quantidade em sistemas convencionais de cultivo.

Para gerar créditos de carbono, o agricultor deve seguir uma metodologia específica, estabelecida por certificadoras e entidades regulamentadoras. Entre as metodologias mais reconhecidas estão as de comércio voluntário de carbono, que permitem que empresas ou pessoas compensem suas emissões ao comprar créditos gerados por práticas sustentáveis na agricultura. As certificadoras como VERRA, Gold Standard e Climate Action Reserve são algumas das principais que avaliam e validam a geração desses créditos.

Além disso, é importante que os agricultores adotem um monitoramento contínuo de suas práticas, para garantir a quantificação precisa do carbono sequestrado ou das emissões evitadas. Isso envolve o uso de tecnologias como sensores de carbono, imagens de satélite e ferramentas de modelagem agrícola para acompanhar a evolução das lavouras e a quantidade de carbono armazenado no solo.

A venda de créditos de carbono gera renda adicional para os agricultores e também contribui para a economia verde. O mercado global de créditos de carbono tem crescido nos últimos anos, especialmente com o aumento da pressão de empresas para reduzir suas emissões de carbono e atender às exigências de sustentabilidade.





Source link

News

Sebrae subsidia 70% em biotecnologia para pequenos pecuaristas



O uso de biotecnologias e melhoramento genético está ajudando na produtividade, eficiência e rentabilidade de pequenos produtores da pecuária. 

A estratégia faz parte do programa Leite & Genética que se utiliza da Inseminação Artificial por Tempo Fixo (IATF) para elevar a taxa de prenhez do rebanho. O incentivo resulta em bezerros mais robustos e vacas com maior capacidade para produzir leite. 

A iniciativa, parte das ações de  tecnologias inovadoras realizadas pelo Sebrae do Rio Grande do Norte (RN), está com inscrições abertas até 30 de maio para pequenos empreendedores pecuaristas que queiram aumentar a eficiência e a rentabilidade, a partir de um rebanho mais produtivo e sustentável.

E para garantir que esses produtores tenham acesso às biotecnologias, o Sebrae/RN vai fornecer subsídio de até 70% no valor do pacote do programa.

De acordo com a instituição, a iniciativa existe desde 2013 e beneficiou mais de dois mil produtores rurais. A partir do programa Leite & Genética já nasceram cerca de 35 bezerros através das biotecnologias IATF e Fertilização in Vitro (FIV). 

“Só em 2024, o programa inseminou 7.207 animais em 72 municípios do RN com uma média geral de 46% de sucesso”, afirmou o gestor da área Pecuária do Sebrae/RN, Luis Felipe.

Os produtores interessados devem procurar o Sebrae/RN ou acessar o site para a inscrição.



Source link