sexta-feira, julho 17, 2026

Autor: Redação

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Maior peixe-leão do mundo é capturado no Brasil; saiba porque isso não é uma boa notícia



O maior peixe-leão do mundo foi capturado no Parque Nacional Marinho de Fernando de Noronha no dia 27 de fevereiro. O espécime mede 49 centímetros, tamanho que ultrapassou os registros de recordes anteriores de Venezuela (45,7 cm) e Estados Unidos (47,4 cm).

O fato gerou um alerta entre especialistas sobre a expansão da espécie exótica invasora no arquipélago. Segundo o coordenador do Projeto Conservação Recifal, Pedro Pereira, o crescimento expressivo do peixe-leão na região indica a alta disponibilidade de alimento para esse predador, o que compromete a biodiversidade local.

“Isso representa que os peixes-leão em Noronha estão realmente crescendo muito porque eles têm bastante presa, entre os alimentos estão os peixes locais. Então, isso é bem preocupante, devido aos impactos que eles podem causar na biodiversidade de Noronha”, afirmou.

Registro no Brasil

O peixe-leão é originário do Indo-Pacífico e foi identificado no Brasil pela primeira vez em 2014 e registrado oficialmente em Noronha em 2020.

A espécie tem uma alta taxa reprodutiva, podendo liberar até 30 mil ovos por vez, e sua voracidade é alarmante: é capaz de consumir até 20 peixes em apenas 30 minutos, o que tem o potencial de impactar severamente as populações de peixes nativos.

Desde o início do manejo do peixe-leão em Fernando de Noronha, mais de 1.200 exemplares foram removidos da região. Somente neste ano, cerca de 200 capturas já foram realizadas.

O atual maior exemplar foi capturado pelo mergulhador Fernando Rodrigues, da operadora de mergulho Sea Paradise, que também atua no monitoramento e controle da espécie e é parceria do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).

Triste recorde

Em uma operação recente, no dia 9 de março, a Sea Paradise capturou 61 peixes-leão em um único mergulho. O proprietário da empresa e instrutor de mergulho, Fernando Rodrigues, lamentou a situação. “Podemos dizer que é um recorde triste, pois confirma o quanto esses bichos estão adaptados ao ambiente marinho de Noronha”, disse.

Segundo ele, algumas das expedições também foram destinadas a monitorar a taxa de repovoamento da espécie nos pontos onde já ocorreram capturas.

A chefe do ICMBio em Fernando de Noronha, Lilian Hangae, destacou a importância da capacitação de mergulhadores para ampliar o controle da espécie na ilha.

“Nossa equipe de pesquisa do ICMBio-Noronha realiza capacitações para o manejo do peixe-leão. Temos que lutar contra esse invasor. O mergulhador que vier trabalhar em Noronha deve procurar o ICMBio para ser capacitado e auxiliar na conservação da biodiversidade marinha”, reforçou.

Para facilitar a remoção do peixe-leão, um voluntário da área de pesquisa com foco na pesca está disponível diariamente no Porto Santo Antônio, das 10h às 18h, com um equipamento especializado (zookeeper) para armazenar os exemplares capturados.



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Isenção da alíquota de importação para 9 alimentos é aprovada; veja quais



A redução a zero do Imposto de Importação para alimentos só valerá para carnes desossadas bovinas e não beneficiará outros tipos de carne como de porco e de aves, decidiu nesta quinta-feira (13), por unanimidade, o Comitê Executivo de Gestão (Gecex) da Câmara de Comércio Exterior (Camex).

O órgão oficializou a medida anunciada na semana passada para segurar o preço de alimentos, detalhando os itens com tarifa zerada. A lista com os códigos de Nomenclatura Comum do Mercosul (NCM) tem nove tipos de alimentos divididos em dez NCM, porque a redução para o café beneficia a versão torrada e a versão em grão não-torrada.

O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, anunciou que a redução entrará em vigor nesta sexta-feira (14), quando a resolução da Camex será publicada no Diário Oficial da União.

Alimentos isentos

Confira a lista final dos alimentos com imposto de importação zerado:

  • Carnes desossadas de bovinos, congeladas: de 10,8% para 0%
  • Café torrado, não descafeinado (exceto café acondicionado em capsulas): de 9% para 0%
  • Café não torrado, não descafeinado, em grão: passou de 9% para 0%
  • Milho em grão, exceto para semeadura: passou de 7,2% para 0%
  • Outras massas alimentícias, não cozidas, nem recheadas, nem preparadas de outro modo: passou de 14,4% para 0%
  • Bolachas e biscoitos: passou de 16,2% para 0%
  • Azeite de oliva extravirgem: passou de 9% para 0%
  • Óleo de girassol, em bruto: passou de 9% para 0%
  • Outros açúcares de cana: passou de 14,4% para 0%
  • Preparações e conservas de sardinhas, inteiros ou em pedaços, exceto peixes picados: de 32% para 0%

No caso da sardinha, a alíquota zero valerá apenas para uma quota de importação de 7,5 mil toneladas. Conforme anunciado na semana passada, a cota de importação do óleo de palma aumentou de 60 mil para 150 mil toneladas, por 12 meses, com a manutenção da alíquota do Imposto de Importação em 0%.

Queda na arrecadação

Alckmin também anunciou o quanto o governo deverá deixar de arrecadar com a medida. Segundo o vice-presidente e ministro, a tarifa zero terá impacto de US$ 110 milhões (cerca de R$ 650 milhões) por ano.

No entanto, Alckmin disse que o impacto será reduzido, porque a medida durará menos. “Como espero que [o Imposto de Importação zerado] seja mais transitório, o impacto deve ser menor”, declarou.

Diversas associações representativas do agronegócio, como a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) e a Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul), por exemplo, se opuseram à medida ao afirmar que o Brasil já é o país mais competititvo na produção de grande parte dos itens e, portanto, a iniciativa do governo terá efeito inócuo.



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Preços subiram! Saiba as cotações da soja em cada região do Brasil



O mercado brasileiro de soja registrou bons negócios nesta quinta-feira (13). Os preços apresentaram valorização e acompanharam o movimento da Bolsa de Chicago. Segundo a consultoria Safras & Mercado, os prêmios ficaram firmes.

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Os preços da soja

  • Em Passo Fundo (RS), subiu de R$ 127,00 para R$ 129,00
  • Na região das Missões (RS), aumentou de R$ 128,00 para R$ 130,00
  • No Porto de Rio Grande (RS), avançou de R$ 133,50 para R$ 135,50
  • Em Cascavel (PR), valorizou de R$ 128,00 para R$ 132,00
  • No Porto de Paranaguá (PR), cresceu de R$ 133,00 para R$ 137,00
  • Em Rondonópolis (MT), foi de R$ 114,00 para R$ 118,00
  • Em Dourados (MS), passou de R$ 117,00 para R$ 119,00
  • Em Rio Verde (GO), subiu de R$ 111,00 para R$ 113,00

Soja em Chicago

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a terça-feira em baixa. O mercado sentiu a pressão exercida pela intensificação da guerra comercial deflagrada pelo governo Trump.

Um dos impactos dessa política é o deslocamento da demanda para o Brasil. As exportações brasileiras de soja em grão deverão ficar em 15,449 milhões de toneladas em março, conforme levantamento semanal da Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (ANEC). Em março do ano passado, as exportações ficaram em 13,548 milhões de toneladas. Em fevereiro, as exportações somaram 9,586 milhões de toneladas.

A União Europeia anunciou suas próprias tarifas retaliatórias contra os Estados Unidos, com carnes, laticínios, soja e trigo entre os alvos das contramedidas.

Contratos futuros da soja

Os contratos da soja em grão com entrega em maio fecharam com baixa de 10,25 centavos de dólar ou 1,02% a US$ 10,00 1/2 por bushel. A posição julho teve cotação de US$ 10,15 1/2 por bushel, perda de 10,00 centavos ou 1,06%.

Nos subprodutos, a posição maio do farelo fechou com baixa de US$ 1,60 ou 0,53% a US$ 300,20 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em maio fecharam a 41,68 centavos de dólar, com baixa de 0,25 centavo ou 0,59%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em queda de 0,19%, negociado a R$ 5,7972 para venda e a R$ 5,7952 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,7912 e a máxima de R$ 5,8353.



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AgroNewsPolítica & Agro

Soja registra queda de preço de 1,13% no Mato Grosso



Comercialização de soja atinge 54,97% da produção




Foto: Divulgação

O Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea) divulgou, nesta terça-feira (12), que a comercialização da soja da safra 2024/25 em Mato Grosso atingiu 54,97% da produção prevista em fevereiro de 2025, com um avanço mensal de 6 pontos percentuais. O progresso da colheita da oleaginosa no estado tem impulsionado os negócios, com os produtores retomando a negociação de grandes volumes. Além disso, muitos sojicultores fecharam contratos com o objetivo de cobrir as despesas da temporada.

O percentual alcançado é superior em 8,60 pontos percentuais ao registrado no mesmo período da safra anterior, embora ainda esteja 7,39 pontos abaixo da média dos últimos cinco anos. Quanto aos preços, foi observada uma queda de 1,13% em relação a janeiro de 2025, com o preço médio fechando em R$ 107,99 por saca.

Em relação à safra 2025/26, a comercialização da soja em Mato Grosso atingiu 4,93% da produção prevista, um aumento de 2,28 pontos percentuais comparado ao mês anterior. Esse percentual representa 2,46 pontos percentuais acima do registrado no mesmo período da safra 2024/25. O preço médio da soja negociada para essa safra também sofreu uma queda de 2,33% em relação ao mês anterior, fechando em R$ 110,54 por saca.

Este movimento de comercialização reflete o ritmo das negociações e a realidade do mercado agrícola de Mato Grosso, com flutuações de preços que influenciam diretamente as decisões dos produtores. As perspectivas para o setor seguem atentas às condições climáticas e à evolução da colheita, que devem impactar as negociações nos próximos meses.





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mercado começa a dar sinais de alta; veja cotações de hoje



O mercado físico do boi gordo apresenta sintomas mais claros de inversão de tendência de preços.

Segundo o consultor de Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias, com escalas de abate mais curtas, começam a surgir negociações em patamares mais altos em São Paulo, Rondônia e Goiás.

“O escoamento da carne se mostrou positivo durante a primeira quinzena com elevação dos preços do atacado. Por fim, a dinâmica das exportações permanece amplamente favorável, com o Brasil apresentando bom ritmo de embarques na atual temporada. As tensões comerciais entre Estados Unidos e China podem render ainda mais oportunidades ao mercado brasileiro”, comenta.

Preços médios da arroba do boi (a prazo)

  • São Paulo: R$ 310,83, contra R$ 309,08 anteriormente
  • Goiás: R$ 294,11, no comparativo com R$ 290,18 de ontem
  • Minas Gerais: R$ 290,29, contra R$ 294,71 na quarta
  • Mato Grosso do Sul: R$ 294,32, contra R$ 293,30 do dia anterior
  • Mato Grosso: R$ 299,16, no comparativo com R$ 298,50 de ontem

Mercado atacadista

O mercado atacadista confirma a expectativa e apresenta elevação em seus preços. Segundo Iglesias, o movimento é produto de um bom escoamento da carne no decorrer da primeira quinzena de março, período pautado por maior apelo ao consumo.

“A expectativa é por menor espaço para elevação dos preços no decorrer da segunda quinzena do mês, período menos aquecido. Soma-se a isso a preferência de parcela da população por proteínas de menor valor agregado”, indica o consultor.

O quarto traseiro foi precificado a R$ 25,00, por quilo, alta de R$ 0,50. Já o dianteiro foi cotado a R$ 18,50, incremento de R$ 0,50. A ponta de agulha, por fim, permanece no patamar de R$ 17,00 por quilo.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em queda de 0,19%, sendo negociado a R$ 5,7972 para venda e a R$ 5,7952 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,7912 e a máxima de R$ 5,8353.



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Fabricantes apostam em máquinas menores e projetam alta de 10% nas vendas na Expodireto



Boa parte do parque de exposições da 25ª Expodireto Cotrijal, em Não-Me-Toque, no Rio Grande do Sul, é coberto por máquinas, implementos e soluções tecnológicas para as lavouras.

O maior faturamento da feira está justamente neste setor que, apesar das adversidades climáticas dos produtores gaúchos nas últimas safras, espera crescimento de 10% nas vendas desta edição do evento em comparação ao realizado em 2024, conforme estimativa do Sindicato das Indústrias de Máquinas e Implementos Agrícolas no Rio Grande do Sul (Simers).

Ainda que produtores de outras regiões visitem a feira, como os do Centro-Oeste, acostumados com lavouras de milhares de hectares, as marcas que expõem na Expodireto focam em máquinas menores, voltadas para pequenos e médios agricultores.

O coordenador comercial da Massey Ferguson, Moisés Oliveira, considera que os resultados deste ano estão melhores do que os do ano passado. “Mas temos focos em alguns clientes específicos e nichos, principalmente o fumicultor, o produtor de arroz, bem característicos dessa segmentação [de máquinas menores].”

Já o diretor comercial da LS Tractor, Felippe Vieira, enfatiza que os fabricantes, assim como os produtores, estão precisando “driblar” as adversidades econômicas, visto a escassez de crédito de bancos privados e de recursos do Plano Safra.

“O acesso ao dinheiro está um pouco mais complicado mesmo, porém, nós temos aqui opções de banco de fábrica, com espelhos das condições do Moderfrota e Pronaf. Temos também um consórcio de fábrica que ajuda a viabilizar os negócios. Mas também existem alguns produtoresque estão capitalizado, então temos muitas negociações com recurso próprio acontecendo”, diz.



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Soja Brasil visita lavouras de soja em MS



No último episódio a equipe do Soja Brasil visitou Mato Grosso do Sul para explorar os desafios e avanços na produção de soja no estado. Apesar dos sérios problemas causados pela estiagem, a expedição constatou que a região tem se destacado pela inovação e adoção de novas tecnologias no setor agrícola. Confira:

O estado enfrentou um estresse hídrico severo que afetou cerca de 2 milhões de hectares, representando 45% da área total de soja cultivada. A estiagem e as altas temperaturas impactaram diretamente a produtividade, reduzindo a média para 51,7 sacas por hectare, abaixo do esperado.

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A situação se agrava ao longo das safras, acumulando dificuldades financeiras para os produtores, tornando desafiador o cumprimento de compromissos e investimentos para o próximo ciclo. O aumento das temperaturas também prejudica a qualidade da soja, uma vez que temperaturas superiores a 35ºC afetam a produção de proteína da planta, resultando em menor peso e produtividade.

Rumo à resolução

Diante dos desafios climáticos, a pesquisa e inovação têm sido essenciais para mitigar os impactos e melhorar a produtividade. A adoção de tecnologias como o uso de palhadas e o manejo adequado do solo tem contribuído para melhorar a resistência da cultura, enquanto estudos sobre a janela ideal de semeadura e cultivares adaptadas ao clima também têm se mostrado fundamentais.

A diversificação de culturas, como cana-de-açúcar, laranja, amendoim e eucalipto, tem se tornado uma estratégia eficaz para reduzir riscos. Além disso, a introdução de sistemas de irrigação e a melhoria da logística, com a Rota Bioceânica, são iniciativas que buscam aumentar a competitividade e a rentabilidade do agronegócio, preparando o setor para enfrentar adversidades climáticas e continuar a crescer.



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AgroNewsPolítica & Agro

Dólar encerra o dia em R$ 5,80, com leve variação



Dólar encerrou a quarta-feira próximo da estabilidade em relação ao real


Foto: Pixabay

De acordo com os dados do InfoMoney, dólar encerrou a quarta-feira próximo da estabilidade em relação ao real, cotado a R$ 5,8086, com uma leve queda de 0,05%. O movimento refletiu a atuação de investidores que aproveitaram cotações mais elevadas para vender a moeda, em um dia marcado pela divulgação de dados da inflação nos Estados Unidos e pela intensificação da guerra comercial iniciada pelo governo norte-americano.

No acumulado de março, a moeda registra uma desvalorização de 1,82%. No mercado futuro, às 17h07, o contrato de dólar para abril, o mais negociado na B3, recuava 0,10%, sendo cotado a R$ 5,8270.

As cotações do dia para o dólar comercial ficaram em R$ 5,808 para compra e venda, enquanto o dólar turismo foi negociado a R$ 5,836 na compra e R$ 6,016 na venda.





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Supersafra de arroz e feijão devem reduzir inflação dos alimentos, diz Cogo



O 6º Levantamento da Safra de Grãos 2024/25, divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) nesta quinta-feira (13), estima produção de arroz em 12,1 milhões de toneladas e de feijão em 3,29 milhões de toneladas.

Para o analista da Cogo Inteligência em Agronegócio, Carlos Cogo, o efeito sazonal da colheita dos dois produtos da cesta básica devem fazer os preços caírem e, com isso, resultar em queda do nível inflacionário dos alimentos dentro do Índice de preços ao consumidor (IPCA).

“No entanto, sabemos que o processo inflacionário atual não é decorrente somente da alta de alimentos e essa alta de alimentos não é provocada por qualquer problema dentro do agronegócio, mas está ligada, basicamente, a duas coisas: alta da taxa de juros e alta da inflação”, ressalta.

Com isso, há o efeito cascata, visto que os fretes, a logística de escoamento e os processos da indústria de embalagens, entre outros fatores, ficam encarecidos, refletindo na alta dos preços nas gôndolas dos supermercados.

“Esses fatores são decorrentes de incapacidade do governo de controlar gastos públicos e de controlar a própria inflação, ou seja, os problemas estão dentro do próprio governo e ele quer buscar essa culpa externamente, querendo culpar o agronegócio, o que é totalmente equivocado”, considera.

Infraestrutura e logística

O analista ressalta que o foco deveria estar direcionado a investimentos para sanar problemas antigos do Brasil: dificuldades logísticas e de armazenamento.

“Não é algo que vá trazer resultado no curto prazo, mas é um problema estrutural. […] no interior do Brasil não há capacidade [de armazenamento]. Com essa safa recorde que está aí, vamos ter um déficit de armazenagem recorde de 121 milhões de toneladas. Isso faz com que o produtor tenha que vender logo após a colheita a preço baixo para depois termos uma alta [de preços] na entressafra.”

Cogo destaca que essa volatilidade de preços é prejudicial para a inflação. “A logística interna, o escoamento pelo Arco Norte melhorou ao longo dos últimos anos, sendo que estamos escoando 38% das exportações de grãos pelo Arco Norte e o restante pelo Arco Sul, porém, 55% da safa brasileira está no Arco Norte, então ainda há uma sobrecarga nos portos do Sul, bem como nos eixos rodoviários, ferroviários e hidroviários”, pondera.

Assim, para o analista, apostar em melhoria logística e capacidade de armazenamento é a única saída para diminuir a volatilidade do preço dos alimentos e para manter a inflação em níveis mais estáveis. “Essas coisas reduziriam toda essa pressão que o setor [o agronegócio] está sofrendo e ‘pagando o pato’ por uma coisa que não é culpa dele. É urgente esse aporte de recurso em infraestrutura. O Brasil não consegue mais crescer em safra sem ter investimento em infraestrutura.”

Cogo ainda destaca a disparidade entre o crescimento da safra a cada ano, em torno de 4,8%, e da capacidade de armazenagem de grãos no país, de apenas 2,6%.



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Presidente comenta sobre o potencial da soja no estado de RR



Embora a produção de soja em Roraima seja pequena em comparação com Mato Grosso, o estado tem um grande potencial de crescimento. Com apenas 120 mil hectares cultivados atualmente, a capacidade de expansão chega a 1,5 milhão de hectares, o que aponta para um futuro promissor para a cultura da soja no estado. Os dados foram divulgados no Direto ao Ponto, confira:

Murillo Ferrari, presidente da Aprosoja Roraima, se estabeleceu em Roraima com sua família, com desafios de uma terra ainda em desenvolvimento. Ferrari destaca que a soja tem grande potencial na região, com um clima ideal e solo fértil, fatores que, com o apoio certo, possibilitam bons resultados. Apesar das dificuldades iniciais, a produção de soja foi se consolidando na região com o passar do tempo.

Nos primeiros anos, a falta de infraestrutura, logística deficiente e a ausência de contratos futuros dificultaram a comercialização da soja. No entanto, com o investimento de grandes empresas do setor, como a Gran Terra e a Mar, a situação começou a mudar. Essas empresas ajudaram a desenvolver a infraestrutura necessária e ofereceram suporte técnico e financeiro, fatores essenciais para o crescimento da cultura na região.

Além disso, com a melhoria da infraestrutura, os produtores locais hoje colhem soja com uma umidade mais adequada, facilitando a comercialização. A proximidade da capital Boa Vista, a apenas 100 km das principais propriedades é apenas mais uma forma de contribuição para a qualidade de vida dos produtores e facilita o acesso aos mercados.



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