sexta-feira, julho 17, 2026

Autor: Redação

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A tecnologia pode ajudar a impulsionar o seu negócio no campo?


A interação com micro e pequenos produtores rurais faz parte do DNA do projeto Porteira Aberta Empreender. É por meio do engajamento com agricultores e pecuaristas de todas as regiões do país que podemos trazer soluções práticas para os desafios diários daqueles que impulsionam o agronegócio e alimentam milhões de pessoas no Brasil e no mundo.

Pensando nisso, todas as quintas-feiras, às 17h, o Porteira Aberta Empreender publica enquete na comunidade do Canal Rural, no YouTube. As opções mais votadas se tornam pautas, trazendo oportunidades aos desafios. 

O Porteira Aberta perguntou e vocês responderam:

Enquete YoutubeEnquete Youtube

92% dos produtores rurais que responderam à enquete acreditam que a internet pode impulsionar os negócios no campo. Enquanto 3% não acreditam na mudança e 5% afirmaram não ter acesso. 

Para os que não possuem acesso à tecnologia, o Indicador de Conectividade Rural (ICR), desenvolvido pela Associação ConectarAGRO, apontou que a conectividade vem aumentando.

Dados coletados entre abril e setembro de 2024 indicaram que a  proporção de imóveis rurais com acesso à cobertura de internet 4G ou 5G passou de 37% para 43,8%, um avanço de 6,8 pontos percentuais.

A pesquisa também apontou que a área de uso agrícola conectada no Brasil expandiu de 19% para 23,8% no período.

Acesso gratuito

Da Inteligência Artificial à digitalização do negócio rural, pequenos produtores rurais podem contar com o apoio de entidades como o Sebrae e o Senar para se capacitarem com cursos gratuitos e online para transformar os seus negócios. 

O Sebrae ainda conta com o Sebraetec, que conecta pequenos negócios a uma ampla rede de prestadoras de serviços tecnológicos que atendem todo território brasileiro.

Confira alguns cursos para digitalizar o seu negócio:



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AgroNewsPolítica & Agro

Alimentos importados terão imposto zerado para evitar alta de preços


O Comitê Executivo de Gestão (Gecex) da Câmara de Comércio Exterior (Camex), órgão vinculado ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), aprovou nesta quinta-feira (13) a redução a zero das tarifas de importação para 11 produtos alimentícios. A decisão foi tomada em reunião extraordinária e faz parte das medidas anunciadas no último dia 6 de março pelo vice-presidente e ministro do MDIC, Geraldo Alckmin, em conjunto com os ministérios da Fazenda, da Agricultura e Pecuária, do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar e a Casa Civil.

A medida, que entra em vigor nesta sexta-feira (14), tem como objetivo ampliar a oferta de alimentos no mercado interno e conter a alta dos preços. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva orientou o governo a adotar iniciativas para reduzir o custo da alimentação, especialmente para as famílias de baixa renda, que destinam até 40% do orçamento à compra de alimentos.

Durante a reunião, presidida pelo secretário-executivo do MDIC, Márcio Elias Rosa, o comitê avaliou que a redução das tarifas pode facilitar a importação dos produtos selecionados a preços mais baixos, minimizando o risco de desabastecimento e garantindo maior acesso da população a itens essenciais da cesta básica. Além disso, a iniciativa busca contribuir para o controle da inflação ao ampliar a oferta de produtos no país.

O Gecex considerou que a flexibilização tarifária pode mitigar os impactos de oscilações de oferta e demanda causadas por fatores climáticos, geopolíticos e cambiais, além de favorecer a segurança alimentar e o poder de compra dos consumidores. A redução temporária das alíquotas foi classificada como uma medida emergencial e seletiva, voltada a produtos críticos para o abastecimento.

A decisão incluiu a isenção do Imposto de Importação para carnes bovinas desossadas congeladas, café torrado e em grão, milho, massas, biscoitos, azeite de oliva, óleo de girassol, açúcar, sardinha enlatada e óleo de palma. No caso da sardinha, a alíquota zero valerá para uma cota de 7,5 mil toneladas. O comitê também decidiu ampliar a cota do óleo de palma de 60 mil para 150 mil toneladas pelo período de 12 meses, mantendo a tarifa zerada.

O governo sinalizou que a medida será acompanhada por outras ações estruturantes para preservar a sustentabilidade da cadeia produtiva nacional, garantindo o equilíbrio entre o incentivo à importação e a proteção da produção interna.

A decisão incluiu redução do Imposto de Importação seguintes produtos:

NCM 0202.30.00 – carnes desossadas de bovinos, congeladas (passou de 10,8% a 0%)

NCM 0901.21.00 – café torrado, não descafeinado (exceto café acondicionado em capsulas) (passou de 9% a 0%)

NCM 0901.11.10 – café não torrado, não descafeinado, em grão (passou de 9% a 0%)

NCM 1005.90.10 – milho em grão, exceto para semeadura (passou de 7,2% a 0%)

NCM 1902.19.00 – outras massas alimentícias, não cozidas, nem recheadas, nem preparadas de outro modo (passou de14,4% a 0%)

NCM 1905.90.20 – bolachas e biscoitos (passou de 16,2% a 0%)

NCM 1509.20.00 – azeite de oliva (oliveira) extravirgem (passou de 9% a 0%)

NCM 1512.11.10 – óleo de girassol, em bruto (passou de 9% a 0%)

NCM 1701.14.00 – outros açúcares de cana (passou de 14,4% a 0%)

NCM 1604.13.10 – preparações e conservas de sardinhas, inteiros ou em pedaços, exceto peixes picados, de 32% para 0%

Em relação à sardinha, o Gecex estabeleceu zerar a alíquota dentro de uma quota estabelecida de 7,5 mil toneladas.

O comitê também decidiu aumentar a quota do óleo de palma, do código NCM 1511.90.00, de 60 mil toneladas para 150 mil toneladas, pelo prazo de 12 meses, com a manutenção da alíquota do Imposto de Importação de 0%.





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estudo calcula preço das emissões de carbono na agropecuária


O preço das emissões de carbono na agropecuária brasileira foi estimado em US$ 11,54 por tonelada de gás carbônico equivalente (US$ 11,54/tCO2e), conforme estudo da Embrapa Territorial embasado em trabalhos científicos de diversos países.

A pesquisa analisou valores, métodos de cálculo e fatores que determinam o preço do carbono emitido pelo setor ao redor do mundo.

Para a economista Daniela Tatiane de Souza, analista da Embrapa, ter uma estimativa de valor é importante para que as empresas e instituições que queiram desenvolver programas e políticas de incentivo a práticas sustentáveis tenham preços de referência.

Os valores encontrados para a tonelada de CO2 equivalente variaram bastante conforme a fonte pesquisada pelo estudo da Embrapa. Assim, iam de US$ 2,60 a US$ 157,50/tCO2e.

Daniela explica que essa variabilidade é natural, já que os artigos analisados utilizam métodos distintos e tratam da agricultura em países com níveis de adoção de tecnologias diversos.

Desta forma, a revisão sistemática revelou os principais fatores que influenciam o custo das emissões de carbono na agropecuária. O principal deles é o Produto Interno Bruto (PIB) de cada país.

“Qualquer variação no PIB afeta o preço do carbono. Verificou-se que economias maiores tendem a ter preços de carbono mais baixos. Se aumentar o nível de CO2 na agricultura, o que vai acontecer com o preço do carbono? Em mercados voluntários ou menos regulamentados, um aumento nas emissões de CO2 pode não resultar em preços mais altos para o carbono”, detalha.

Além do PIB e do nível de emissões de CO2, são considerados, principalmente, a participação da agricultura na economia e o uso de fertilizantes nitrogenados.

Preço no Brasil

Para estimar o preço do carbono para a agropecuária brasileira, a equipe da Embrapa Territorial utilizou esses fatores determinantes globais. Com dados próprios do Brasil e adotando um modelo econométrico, chegou-se ao preço de US$ 11,54/tCO2e.

De acordo com Daniela, o valor está próximo do que tem sido observado no mercado voluntário internacional de carbono, para a agricultura.

O chefe-geral da Embrapa Territorial, Gustavo Spadotti, ressalta que é importante reconhecer que, em alguns casos, o aumento do nível tecnológico da produção pode elevar as emissões. “Mas, quando pensamos na sustentabilidade de forma mais ampla, isso é compensado com ganhos na produtividade e maior sequestro de carbono nos sistemas agropecuários.”

Por que o precificar o carbono?

Carbono CO2Carbono CO2
Foto: Pixabay

Por ser o gás de efeito estufa (GEE) mais emitido na atmosfera desde o início da industrialização, o gás carbônico tornou-se indicador ambiental. Para efeitos comparativos e uniformização no mercado, a geração de outros GEE e agentes causadores de impacto ambiental são convertidos em toneladas de CO2 equivalente para mensuração e valoração.

Ao se estimar o preço do carbono de uma atividade econômica, cria-se um incentivo financeiro para se investir em tecnologias e práticas mais sustentáveis. Por exemplo, a melhoria nas práticas de adubação para diminuir o uso de nitrogênio e a emissão de óxido nitroso – outro importante GEE – para a atmosfera.

“Como a redução das emissões de GEE e a remoção de CO2 da atmosfera têm um custo (social, econômico e ambiental), a precificação é necessária para saber quanto se deve pagar por uma tonelada de CO2 equivalente que deixou de ser emitida ou que foi removida da atmosfera por uma atividade ou projeto”, detalha o pesquisador da Embrapa Lauro Rodrigues Nogueira Júnior.

Segundo ele, a precificação de carbono serve de referência para quem vai receber e para quem vai pagar por isso. “É claro que ela é só uma referência, pois quando já se tem o certificado de emissão reduzida (CER), pode-se negociar valores maiores do que quem ainda vai iniciar um projeto. Esse valor serve também para programas governamentais de redução de emissões que precisam de referências, assim como para os programas de pagamento por serviços ambientais que vêm sendo implementados no Brasil”, complementa.

Como o estudo foi realizado?

A equipe da Embrapa conduziu uma revisão sistemática de publicações científicas sobre precificação do carbono na agropecuária ao redor do mundo, a partir de fontes como Science Direct, Web of Science, Springer, Wiley Online e Google Scholar.

A pesquisa considerou diferentes metodologias para a precificação, incluindo custo marginal de abatimento, modelos de avaliação integrada e preço sombra. Foram selecionados 32 estudos, abarcando o período entre 2004 e 2024. O maior número de trabalhos tem origem na China, Austrália e Reino Unido.



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Colheita do milho silagem atinge 80% da área cultivada



Chuvas favorecem grãos, mas estiagem reduz porte das plantas




Foto: Pixabay

A colheita do milho silagem no Rio Grande do Sul está em estágio avançado, com cerca de 80% da área cultivada já ensilada, segundo o Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (13). A maior ocorrência de chuvas desde o final de janeiro favoreceu a formação adequada de grãos, garantindo a qualidade da silagem. No entanto, a estiagem entre o final de dezembro e a primeira quinzena de janeiro comprometeu o porte das plantas em algumas lavouras, limitando a produtividade em massa verde.

A produtividade média da safra 2024/2025 foi reavaliada para 36.760 kg/ha, representando uma redução de 6,8% em relação aos 39.457 kg/ha estimados no plantio. Apesar da revisão para baixo, o volume ainda é 17,4% superior ao obtido na safra anterior, que registrou 31.323 kg/ha. A área efetivamente plantada nesta temporada é de 336.531 hectares.

Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, as lavouras semeadas no final de novembro estão sendo ensiladas. Ataques significativos de caturritas foram registrados, especialmente nas bordas das plantações. “O tempo seco tem favorecido a colheita, evitando problemas de compactação e rastros no solo”, aponta o relatório. As lavouras implantadas em dezembro seguem para o enchimento de grãos, com umidade do solo considerada adequada e sem necessidade de aplicações para controle de pragas ou doenças.

Na região de Santa Maria, os rendimentos ficaram abaixo do esperado, com uma média de 23.794 kg/ha. Em Restinga Sêca, lavouras semeadas tardiamente sofreram perdas de até 70%. Em Cachoeira do Sul e Santa Maria, no entanto, os resultados se aproximaram das previsões iniciais, atingindo 40 mil kg/ha de massa verde.

A colheita continua nas áreas restantes, com 10% das lavouras ainda em desenvolvimento vegetativo, provenientes da safrinha, e outros 10% entre as fases reprodutivas e o ponto ideal de corte. A expectativa é que a conclusão das atividades ocorra nas próximas semanas, consolidando os números finais da produção.





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Pancadas de chuva e risco de temporais em dia abafado; veja a previsão de hoje



O verão já está indo embora, mas as pancadas de chuva fortes em meio ao tempo abafado, condições típicas da estação, continuam por quase todo o Brasil. Acompanhe a previsão:

Sul

A maior parte da Região Sul fica sem chuva neste sábado. Dia de sol com pouca nebulosidade, inclusive nas capitais. Chance de algumas pancadas moderadas à tarde no litoral do Rio Grande do Sul, no leste e sul de Santa Catarina e no leste e norte do Paraná. As temperaturas começam a subir um pouco mais no oeste gaúcho ao longo do dia.

Sudeste

O ar fica abafado e a condição de pancadas de chuva de verão continuam sobre a Região. Risco de temporais no Rio de Janeiro e no sul de Minas Gerais. Chuva moderada a forte no norte e noroeste paulista e nas cidades do Triângulo Mineiro.

Centro-Oeste

O tempo continua firme no sul de Mato Grosso do Sul, mas ainda chove nas demais regiões do estado. A previsão é de pancadas moderadas a forte com risco de raios e ventos. Alerta de temporais em Mato Grosso e no sul de Goiás. Dia de sol com pancadas de chuva à tarde no Distrito Federal.

Nordeste

O tempo continua firme e mais seco no oeste e interior da Bahia. Chove de forma passageira no litoral do estado e em Salvador. Pancadas concentradas sobre a costa norte da Região, com alerta de temporais no litoral do Maranhão, Piauí, Ceará e Rio Grande do Norte.

Norte

O tempo continua instável e abafado em toda a Região. Alerta de temporais no Acre, Amazonas, em Roraima e no interior do Pará. Chove à tarde em forma de pancadas no Tocantins e o risco de temporal ainda é alto no Amapá e litoral do Pará.



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Chuvas favorecem lavouras de algodão em Tocantins



A estimativa de aumento da área cultivada em relação à safra anterior está mantida




Foto: Divulgação

O 6º Levantamento da Safra de Grãos 2024/25, divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), aponta que cerca de 90% da área prevista para o cultivo de algodão em Tocantins já está semeada. A estimativa de aumento da área total em relação à safra anterior se mantém, impulsionada pelo avanço do plantio e pelo bom volume de chuvas.

Segundo o relatório, as condições climáticas têm favorecido o desenvolvimento das lavouras, que se encontram entre as fases vegetativa e reprodutiva, incluindo floração e formação de maçãs. “O volume de chuvas tem garantido um bom início de safra e permitido a realização dos tratos culturais necessários, como fertilização em cobertura e controle fitossanitário”, informa a Conab.

A cultura do algodão teve um incremento nesta temporada, com a expansão da área plantada tanto na primeira safra quanto no cultivo do safrinha, realizado após a colheita da soja. Na fase reprodutiva, os produtores intensificaram as aplicações semanais de defensivos para controle de pragas como o bicudo-do-algodoeiro e a mosca-branca.

A distribuição das chuvas, no entanto, variou entre as regiões do estado. No leste tocantinense, as precipitações acumuladas nos últimos quinze dias foram de 70 mm, enquanto em outras regiões os volumes oscilaram entre 90 mm e 120 mm.

Com o avanço do plantio e condições climáticas favoráveis na maior parte do estado, a expectativa é de uma safra positiva para o algodão em Tocantins.





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Irrigação por gotejamento impulsiona produtividade do café


A irrigação por gotejamento tem ganhado espaço na cafeicultura brasileira como alternativa para garantir produtividade e qualidade diante das incertezas climáticas. O especialista agronômico da Netafim, Murilo Tosta, explica que a alta nos preços do café tem incentivado os produtores a investirem na tecnologia. “Os preços em alta têm sido um grande incentivo para que os cafeicultores modernizem suas lavouras e adotem práticas mais eficientes. Com a irrigação, por exemplo, conseguimos garantir uma produção mais estável e de alta qualidade, independentemente das variações climáticas”, afirma.

O investimento na tecnologia pode se pagar entre dois e quatro anos, dependendo do manejo e das condições da propriedade. “Um produtor do Cerrado Mineiro, que aumentou sua produtividade de 25 sacas por hectare para 50 sacas e passou a vender como ‘café especial’, teve retorno financeiro em aproximadamente dois anos”, explica Tosta.

Além do impacto na produtividade, a irrigação por gotejamento traz maior previsibilidade à colheita, permitindo melhores negociações e reduzindo riscos climáticos. “O grande diferencial está na otimização da produção e na previsibilidade da colheita”, destaca o especialista. Com a adoção do sistema, a produtividade pode dobrar ou até triplicar. “Em áreas sem irrigação, a média varia entre 20 e 30 sacas por hectare. Com o gotejamento, esse número pode chegar a 50, 60 ou até 80 sacas”, acrescenta.

A tecnologia também contribui para a melhoria da qualidade do café. O gotejamento mantém a umidade do solo em níveis ideais, resultando em floradas homogêneas e maturação uniforme dos frutos. “Quando a planta recebe água e nutrientes na medida certa, há menor incidência de grãos verdes ou mal formados, o que melhora a qualidade da bebida e aumenta o percentual de grãos peneira alta”, explica Tosta.

O sistema ainda se destaca pela eficiência no uso da água, essencial para a sustentabilidade da cafeicultura. Em uma fazenda de Minas Gerais, a adoção do gotejamento reduziu significativamente o consumo de água, eliminou a erosão do solo e melhorou a saúde das plantas, reduzindo o uso de fertilizantes e defensivos. “A irrigação por gotejamento não só economiza água, mas também promove práticas agrícolas mais sustentáveis, preservando o solo, protegendo os recursos hídricos e reduzindo os impactos ambientais da cafeicultura”, afirma.

A tecnologia já é amplamente utilizada em regiões produtoras como Cerrado Mineiro, Sul de Minas, Espírito Santo e Oeste da Bahia. No Cerrado, a irrigação garante um suprimento hídrico contínuo, essencial para o pegamento da florada e o enchimento dos grãos. Já no Espírito Santo, onde predomina o café conilon, a irrigação é fundamental devido à alta demanda hídrica da cultura.

Diante das incertezas climáticas, o especialista reforça a importância da irrigação. “Hoje, a imprevisibilidade climática é uma das maiores ameaças à produtividade e à qualidade do café. O gotejamento permite um controle preciso da água e, para os produtores que já adotaram essa tecnologia, a mudança foi definitiva. Com os preços do café em alta, esta é a melhor hora para investir”, conclui.





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Safra de milho segue positiva no DF e em Goiás



A oferta da oleaginosa apresentou crescimento devido ao avanço da colheita




Foto: Agrolink

De acordo com o 6º Levantamento da Safra de Grãos 2024/25 da Conab, a colheita do milho teve início em janeiro no Distrito Federal, com resultados considerados satisfatórios pelos produtores. De acordo com as análises do setor, o clima favoreceu o desenvolvimento das lavouras, e, nos períodos de seca, foi utilizada irrigação suplementar para aplicação de insumos e manutenção da umidade no solo.

Em Goiás, as lavouras de primeira safra estão na fase final do ciclo, entre o fim do enchimento de grãos e a maturação. Segundo especialistas, as condições climáticas ao longo do desenvolvimento da cultura foram determinantes para o bom desempenho da produção. “A sincronização da polinização com a absorção adequada de nutrientes e água contribuiu para o desenvolvimento das lavouras”, apontou a Conab.

A colheita das lavouras comerciais destinadas à produção de etanol de milho deve começar em março. Dados do setor indicam que, atualmente, 5% das plantações estão em floração, 54% em enchimento de grãos, 40% em maturação e menos de 1% já colhido. O regime de chuvas desde o início da semeadura tem sido considerado favorável para a cultura, especialmente no período de enchimento de grãos, quando a demanda hídrica é maior. “Esse cenário deve resultar em grãos mais pesados e produtividade acima das expectativas iniciais”, informou o levantamento..

Até o momento, não há registros de problemas fitossanitários nas lavouras.

A alta nos preços do milho também se manteve em fevereiro. Segundo análise Agromensal do Cepea, as cotações continuaram em elevação na maior parte das regiões acompanhadas pelo centro de pesquisas. Os aumentos estiveram atrelados à demanda elevada, enquanto vendedores reduziram a oferta, priorizando entregas de lotes negociados antecipadamente, principalmente de soja.

A oferta da oleaginosa apresentou crescimento devido ao avanço da colheita, influenciando a estratégia dos produtores de milho.





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Brasil vai ao Japão discutir abertura de mercado e acordo com o Mercosul



O presidente Luiz Inácio Lula da Silva viaja ao Japão e ao Vietnã entre os dias 24 e 29 de março. No Japão, Lula vai negociar a abertura do mercado japonês para a carne bovina brasileira, demanda histórica do Brasil.

Além disso, buscará avanços nas negociações para um acordo comercial entre o gigante asiático e o Mercosul.

No Vietnã, o presidente debate um plano de ação para elevar o país ao nível de Parceiro Estratégico do Brasil, tipo de relação superior ao que as duas nações mantém atualmente. Entre os países do Sudeste Asiático, apenas com a Indonésia há esse grau de proximidade.

O primeiro destino da viagem do presidente é o Japão, onde Lula chega no dia 24 de março. Esse encontro tem sido tratado pelo Itamaraty como prova do prestígio que o governo japonês concede ao país. Isso porque os japoneses restringem as visitas de chefes de Estado estrangeiros há apenas uma por ano.

Além disso, desde 2019 não havia uma visita oficial de chefe de Estado ao Japão. A última foi a do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em seu primeiro mandato.

“Isso dá uma indicação da importância dessa relação que já completa 130 anos”, comentou o embaixador Eduardo Paes Saboia, atual secretário de Ásia e Pacífico do Ministério das Relações Exteriores (MRE).

O Japão é o segundo maior parceiro do Brasil na Ásia, atrás apenas da China, e o 11º maior parceiro comercial do Brasil no mundo. Além disso, o país abriga a quinta maior comunidade de brasileiros no exterior, com 200 mil pessoas. Também é o nono que mais investe no Brasil, com estoque de US$ 35 bilhões em 2023, aumento de 23% em relação ao ano anterior.

Carne bovina e Mercosul

De acordo com o Itamaraty, um dos objetivos da viagem é conseguir um compromisso político do Japão para que envie ao Brasil uma missão técnica das autoridades sanitárias japonesas para inspecionar as condições da produção de carne bovina do país. Esse seria um dos passos necessários para o Brasil acessar o mercado de carne bovina japonês.

Em maio de 2024, quando o primeiro-ministro japonês, Fumio Kishida, esteve no Brasil, o presidente Lula reforçou a reinvindicação para ter acesso a esse mercado.

O Japão importa cerca de 70% da carne bovina que consome, o que representa cerca de US$ 4 bilhões ao ano. Desse total, 80% são importados dos Estados Unidos e da Austrália, históricos aliados do país asiático. O MRE conta que, desde 2005, o Brasil tenta, sem sucesso, entrar no mercado japonês de carne bovina.

O embaixador Eduardo Saboia acrescentou que outro objetivo da viagem é avançar nas negociações para um acordo Mercosul-Japão.

“A visita do presidente tem o interesse de avançar nessa área. Claro que não depende apenas do Brasil, depende também do Japão. Os parceiros do Mercosul têm sido bastante favoráveis a esse acordo”, acrescentou Saboia.

Missão no Vietnã

Saindo do Japão, o presidente Lula segue para o Vietnã, onde aterrissa no dia 28 de março. O país do sudeste asiático se tornou o quinto maior consumidor dos produtos agropecuários brasileiros.

Um dos objetivos da viagem é consolidar as etapas necessárias para elevar o Vietnã a parceiro estratégico do Brasil.

“A elevação das relações diplomáticas com o Vietnã ao nível de parceria estratégica possibilitará aprofundar o diálogo político, reforçar a cooperação econômica, intensificar o fluxo de comércio e os investimentos”, explicou o Itamaraty.

Desde que Lula assumiu o terceiro mandato, este é o terceiro encontro entre o presidente brasileiro e o primeiro-ministro do Vietnã, Pham Minh Chinh. Os dois se reuniram em setembro de 2023, em Brasília, e em novembro de 2024, na cúpula do G20, no Rio de Janeiro.

Em 2024, Brasil e Vietnã registraram um volume de comércio de US$ 7,7 bilhões, com superávit brasileiro de US$ 415 milhões. Em 2002, na última visita de Lula ao país, o comércio entre as duas nações era de apenas US$ 500 milhões.

“A ideia é chegar à meta de US$ 15 bilhões em volume. A expectativa é de abertura desses mercados e isso se dá em um contexto mais amplo de aproximação do Brasil com nações do sudeste asiático”, completou o embaixador Saboia.



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Dólar fecha abaixo de R$ 5,80



Foto: Pixabay

O dólar comercial encerrou a sessão deta quinta-feira (13) com leve desvalorização de 0,19%, cotado a R$ 5,801 para compra e venda, de acordo com dados da InfoMoney. A moeda norte-americana acumula queda de 2,01% no mês de março.

No segmento futuro da B3, o dólar para liquidação em março registrou baixa de 0,09%, sendo negociado a R$ 5,8225 por volta das 17h08.

O desempenho do câmbio reflete o movimento de venda de dólares em patamares mais elevados, ao mesmo tempo em que o mercado reage a novas ameaças de tarifas comerciais por parte dos Estados Unidos. O movimento gerou volatilidade no mercado financeiro ao longo do dia.

O dólar turismo foi negociado a R$ 5,836 para compra e R$ 5,801 para venda. A cotação do comercial também registrou os mesmos valores para compra e venda, segundo dados divulgados pela InfoMoney.

A trajetória do dólar segue sendo influenciada por fatores externos e internos. No cenário internacional, as novas ameaças tarifárias dos Estados Unidos geraram cautela entre os investidores. Ao mesmo tempo, a maior oferta de moeda estrangeira no mercado brasileiro contribuiu para limitar a valorização da divisa norte-americana.





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