sábado, abril 11, 2026

Autor: Redação

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Programa Inova Caatinga impulsiona projetos sustentáveis no bioma nordestino


Diante dos desafios impostos pelas mudanças climáticas, o Inova Caatinga surge como uma oportunidade para estimular negócios sustentáveis e inovadores no bioma exclusivo do Nordeste. 

A iniciativa, criada em parceria entre Sudene, Porto Digital e Sebrae, busca projetos voltados à conservação e ao uso consciente dos recursos naturais. As inscrições, portanto, seguem abertas até 19 de outubro, no site oficial do programa.

O Inova Caatinga foi estruturado em etapas: na primeira fase, chamada de validação e tração, podem participar projetos de todas as regiões de Pernambuco, desde que em estágio inicial e com foco em áreas como agropecuária, bioenergia, alimentos, cosméticos, ecoturismo, etc. Assim, até 80 propostas serão selecionadas para os três meses de validação, enquanto as 60 melhores seguirão para a tração.

  • Participe do Porteira Aberta Empreender: envie perguntas, sugestões e conte a sua história de empreendedorismo pelo WhatsApp

Durante a tração, cada equipe receberá uma Bolsa de Estímulo à Inovação (BEI) de R$ 6,5 mil, por quatro meses. Além disso, os participantes terão acesso a mentorias e capacitações virtuais.

“Queremos fortalecer a operação dos projetos e ampliar o faturamento dos empreendedores”, destacou Camila Vila Nova, especialista em inovação do Sebrae/PE.

As propostas serão avaliadas conforme critérios como potencial de mercado, inovação, impacto socioambiental, conexão com a Caatinga e qualidade da equipe. Dessa forma, o programa também promove networking e incentiva a criação de novas startups com foco na bioeconomia regional.

De acordo com o edital, podem participar pessoas físicas e jurídicas residentes em Pernambuco, bem como estudantes, professores, pesquisadores e empreendedores rurais com projetos ligados ao conceito de bioeconomia. Portanto, o programa Inova Caatinga chega para valorizar a biodiversidade nordestina e gerar oportunidades econômicas sustentáveis, alinhadas à Agenda 2030 da ONU.

Porteira Aberta Empreender

Quer saber mais? Assista ao programa Porteira Aberta Empreender, uma parceria entre o Sebrae e o Canal Rural, que traz dicas, orientações e mostra histórias reais de micro e pequenos produtores de todo o país.

Às sextas-feiras, às 18h, no Canal Rural. | Foto: Arte Divulgação



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AgroNewsPolítica & Agro

Clima ameno reduz ritmo de lavouras de milho-verde



Milho-verde tem baixa oferta e ritmo lento no RS



Foto: Pixabay

O informativo conjuntural divulgado nesta quinta-feira (16) pela Emater/RS-Ascar aponta que o desenvolvimento das lavouras de milho-verde está lento na região administrativa de Lajeado, em Bom Princípio, devido ao clima ameno e às noites mais frias. Mesmo com as chuvas mais regulares, que deixaram algumas áreas mais úmidas, o plantio pôde ser realizado.

Atualmente, poucas lavouras estão em produção, e a oferta no mercado é baixa. O preço permanece estável, com média de R$ 4,00 por bandeja com três espigas.

De acordo com o Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação e a Emater/RS-Ascar, o Censo Olerícola 2025 registra a presença da cultura em 169 unidades produtivas, com área total de 289,78 hectares na região. Os principais municípios produtores são Bom Princípio, Cruzeiro do Sul, Vale Real, São Sebastião do Caí, Feliz, São José do Hortêncio, Colinas e Linha Nova.

“Apesar do ritmo mais lento de desenvolvimento, o plantio avançou com as condições climáticas mais regulares”, destaca o informativo.





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AgroNewsPolítica & Agro

Frio reduz oferta e tomate encarece no RS



Tomate tem aumento de preço na Ceasa/Serra



Foto: Canva

O informativo conjuntural divulgado nesta quinta-feira (16) pela Emater/RS-Ascar aponta aumento no preço do tomate na Ceasa/Serra, na região administrativa de Caxias do Sul. O valor passou de R$ 5,06 para R$ 5,33 por quilo, após um período de queda.

Segundo o informativo, o produto comercializado tem vindo de outras regiões do país. O frio do inverno reduziu a produção local, mesmo em cultivos protegidos. Nas áreas mais baixas e próximas aos rios, já foram implantadas lavouras voltadas à colheita precoce.

As chuvas frequentes afetaram parte dos cultivos e atrasaram o cronograma de algumas propriedades. A maior parte das áreas de produção deve ser transplantada em outubro e novembro, com colheita prevista para os primeiros meses de 2026.

“O aumento de preço reflete a menor oferta regional devido ao impacto do frio sobre a produção”, aponta o informativo.





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AgroNewsPolítica & Agro

Estratégias aumentam confiança em bioinsumos


De acordo com o artigo “Estratégias de mercado no uso de bioinsumos para o produtor rural movimentam setor”, publicado por Fellipe Parreira, Gerente de Portfólio e Acesso ao Mercado no Grupo GIROAgro, no setor industrial existem divisões claras entre empresas químicas e biológicas. Entretanto, para o produtor rural, essa distinção se torna pouco relevante. “O desafio é único: obter soluções eficazes para melhorar a produtividade e a saúde de sua lavoura de forma segura e confiável”, afirma.

O objetivo das empresas que atuam com fertilizantes e bioinsumos vai além de levar o produto ao campo; é necessário gerar segurança para o agricultor. Isso ocorre por meio de estratégias como a experimentação in loco, que respeita manejo, variedade e condições locais. A prática proporciona comprovação concreta dos benefícios das tecnologias.

Segundo Parreira, trabalhar com consultores técnicos de confiança do produtor é fundamental. “Tais profissionais, respeitados e acreditando no campo, são verdadeiros multiplicadores de benefícios quanto às soluções oferecidas”, explica. Investir em capacitação e relacionamento permite validar cientificamente as tecnologias e influenciar o produtor final. Com isso, cria-se um ecossistema de referências inclusivo para produtores influentes, cuja marca está associada a resultados comprovados. Isso transforma a adoção de bioinsumos de uma compra por impulso em um processo confiável e sustentado por resultados práticos e evidências locais.

De acordo com a Fiesp-Deagro, a principal motivação do produtor para utilizar produtos biológicos é a eficiência comprovada dos bioinsumos. No Brasil, há mais de 140 empresas e 600 produtos registrados, gerando complexidade na escolha. O produtor avalia não apenas o desempenho em sacas por hectare, mas a segurança de receber o resultado prometido.

Parreira observa que o produtor enfrenta variáveis incertas, como mudanças climáticas, preços de commodities e custos de insumos. “Diante de ofertas que entregam duas, três ou quatro sacas a mais, ele muitas vezes opta por aquele insumo que lhe garante maior segurança e previsibilidade, mesmo oferecendo tecnicamente um resultado menor”, afirma.

A segurança, segundo ele, é promovida por programas de demonstração de campo, como o “Liga dos Campeões” da VIVAbio, que reúne cerca de 300 áreas demonstrativas em diferentes regiões, com dados consistentes sobre os efeitos das tecnologias aplicadas. Cooperativas e revendas desempenham papel essencial no atendimento a pequenos e médios produtores, oferecendo estrutura, qualificação técnica e comunicação clara. Inovações industriais, como bioinsumos que não exigem armazenamento em freezer, ampliam o acesso a produtos com validade estendida em temperatura ambiente.

A Fiesp-Deagro aponta que o custo pode ser um desafio para o mercado, mas o produtor prioriza o custo-benefício real. Produtos de maior valor, que garantem eficácia, são preferidos por oferecerem retorno mais seguro.

O mercado de bioinsumos cresceu mais de 30% no último ano e deve representar até 25% do valor dos produtos químicos convencionais. O crescimento é impulsionado por desempenho técnico, sustentabilidade, saúde ambiental e qualidade dos alimentos. Em síntese, o mercado de bioinsumos busca agregar valor, segurança e sustentabilidade ao produtor rural. A experimentação local, capacitação de consultores e comunicação sólida são apontadas como estratégias para acelerar a adoção desses produtos no agronegócio brasileiro.





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AgroNewsPolítica & Agro

Fase de desenvolvimento varia entre cultivares de uva



Uva tem bom desenvolvimento em Caxias do Sul



Foto: Divulgação

O informativo conjuntural divulgado nesta quinta-feira (9) pela Emater/RS-Ascar mostra que as videiras na região administrativa de Caxias do Sul apresentam bom vigor e sanidade no dossel vegetativo, além de uniformidade de brotação e número de cachos, especialmente na variedade Isabel.

Segundo o informativo, alguns produtores relataram paralisação no desenvolvimento dos cachos da variedade Bordô em função do frio atípico para o período. “O clima mais frio impactou diretamente o desenvolvimento da Bordô, o que exige atenção no manejo”, aponta o boletim. Os tratamentos fitossanitários seguem para prevenir e controlar doenças.

Na região de Frederico Westphalen, as variedades estão em diferentes fases de desenvolvimento: Vênus, de grão ervilha ao início de compactação do cacho; Bordô, de 25% de flores abertas a pleno florescimento; Niágara Rosada e Branca, de 80% de flores abertas a grão ervilha; Seyve Villard, do início do florescimento à frutificação; Carmem, do florescimento à limpeza do cacho; e Lorena, do alongamento da inflorescência ao pleno florescimento. Os produtores realizam manejo da copa, eliminação de brotos, desponta, desfolha, adubação, monitoramento de doenças e amarração dos ramos para evitar quebras.

Em Santa Rosa, ainda há floração em alguns parreirais, mas a maior parte das videiras já apresenta desenvolvimento de bagas, que chegam a 0,5 cm em variedades precoces. A ocorrência de antracnose foi registrada em função das chuvas recorrentes e dos ventos intensos.





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Trigo se mantém estagnado


O mercado de trigo manteve-se praticamente estagnado nesta quinta-feira (17), com vendedores resistentes aos preços oferecidos e moinhos pouco ativos nas negociações. As informações são da TF Agroeconômica, que aponta um cenário de lentidão em todo o Sul do país, mesmo com o avanço gradual da colheita.

No Rio Grande do Sul, a Emater/RS divulgou que 2% da área cultivada já foi colhida, embora agentes do mercado discordem desse número. O relatório destaca lavouras em boas condições, com 50% na fase de enchimento de grãos e 30% em maturação, beneficiadas por clima ameno, boa luminosidade e baixa incidência de doenças. Apesar de ventos pontuais no Centro-Oeste gaúcho, a expectativa de produtividade segue positiva.

No entanto, o mercado permanece travado. Exportadores ofereceram R$ 1.180 por tonelada no porto, com pagamento para janeiro de 2026, mas sem aceitação por parte dos produtores. Os moinhos aguardam entregas de contratos antigos, enquanto os preços internos giram em torno de R$ 1.050 nas Missões e R$ 1.070 em Tenente Portela. Mesmo com 190 mil toneladas já exportadas, o volume é considerado pequeno frente aos anos anteriores, e ainda restam cerca de 2,4 milhões de toneladas de trigo gaúcho por comercializar — fator que mantém o mercado pressionado. Os preços “de pedra” estão em queda, entre R$ 60 e R$ 62 por saca.

Em Santa Catarina, o mercado também segue sem negócios relevantes. Produtores pedem cerca de R$ 1.250 FOB pelo trigo novo, mas os compradores oferecem valores semelhantes CIF, sem fechamento de contratos. Os preços pagos aos produtores variam entre R$ 62 e R$ 70,50 por saca, com leve recuo em várias praças.

Já no Paraná, a colheita avança, mas as chuvas recentes prejudicaram a qualidade dos grãos. Foram registrados negócios a R$ 1.230 FOB no Sudoeste e R$ 1.250 CIF em Curitiba, enquanto os preços pagos aos agricultores caíram 2,52% na semana, para R$ 64,94 por saca. Com custo médio estimado em R$ 74,63, o triticultor acumula prejuízo de cerca de 13%, reforçando a importância do uso do mercado futuro para garantir margens melhores.

 





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Arroba do boi gordo tem semana de ganhos; como o mercado se comportará até o fim do ano?


O mercado brasileiro de boi gordo registrou alta dos preços no decorrer desta semana .

O analista de Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias destaca o movimento mais incisivo observado em termos de demanda em Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, muito embora em São Paulo e Goiás a acomodação de preços ainda predomine, com um ou outro negócio acima da referência média.

Segundo ele, a estratégia de antecipação das compras dos frigoríficos de maior porte (animais de parceria) surtiu efeito, atrasando o movimento de recuperação dos preços da arroba.

“Mas é importante lembrar que o setor se aproxima do final do ano, período auge em termos de demanda. Isso já é observado nas exportações de carne bovina, que seguem contundentes, apontando para um significativo volume de compras ao longo do mês”, diz.

Preços médios da arroba do boi

Os preços da arroba do boi gordo na modalidade a prazo nas principais praças de comercialização do Brasil estavam assim no dia 16 de outubro:
  • São Paulo (Capital): R$ 310, alta de 1,64% frente aos R$ 305 da semana passada;
  • Goiás (Goiânia): R$ 300, avanço de 1,69% ante aos R$ 295 registrados na última semana;
  • Minas Gerais (Uberaba): R$ 300, aumento de 3,45% em comparação aos R$ 290 do fechamento da semana anterior;
  • Mato Grosso do Sul (Dourados): R$ 325, aumento de 1,56% ante os R$ 320 do período anterior;
  • Mato Grosso (Cuiabá): R$ 300, avanço de 1,69% frente aos R$ 295 da semana anterior;
  • Rondônia (Vilhena): R$ 280, inalterado em relação ao fechamento da semana passada.

Mercado atacadista

Iglesias comenta que o mercado atacadista apresentou negócios acomodados ao longo da semana, com uma melhora nos preços para ao cortes do dianteiro.

Ele acrescenta que o ambiente de negócios sugere alta para as cotações, embora de maneira comedida.

“É importante mencionar que a incidência do décimo terceiro salário na economia, a criação dos postos temporários de emprego e as confraternizações de final de ano oferecem uma perspectiva positiva para o consumo no cenário doméstico”, salienta.

  • Quarto traseiro do boi: cotado a R$ 25 o quilo, sem mudanças frente ao valor praticado na semana passada.
  • Quarto dianteiro: vendido por R$ 18 o quilo, avanço de 2,86% frente ao valor registrado na última semana, de R$ 17,50 o quilo

Exportações de carne

carne bovina - exportaçõescarne bovina - exportações
Foto: Wenderson Araujo/CNA

As exportações de carne bovina fresca, congelada ou refrigerada do Brasil renderam US$ 621,334 milhões em outubro até o momento (8 dias úteis), com média diária de US$ 77,666 milhões, conforme dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

A quantidade total exportada pelo país chegou a 111,919 mil toneladas, com média diária de 13,990 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 5.551,70.

Em relação a outubro de 2024, houve alta de 35,6% no valor médio diário da exportação, ganho de 13,9% na quantidade média diária exportada e avanço de 19,1% no preço médio.



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‘Meus pais me ensinaram a amar o que a gente faz’, diz jovem produtor do RS



No coração do território gaúcho, em Vila Flores (RS), o jovem Gleison Agnol, de apenas 24 anos, prova que o futuro da suinocultura e da avicultura está em boas mãos. Desde pequeno, ele cresceu em meio aos animais, acompanhando de perto o trabalho dos pais na propriedade da família. Hoje, Gleison comanda uma parte essencial da produção, mostrando que é possível crescer, inovar e prosperar sem deixar o campo.

“Eu sempre gostei de ajudar, de estar no meio dos animais aqui no interior. É muito bom”, conta. A família tem tradição de mais de 30 anos na avicultura, que começou com um aviário manual de 50 metros e evoluiu para uma estrutura de 100 metros totalmente automatizada. Além das aves e do leite, foi a suinocultura que despertou o desejo do jovem em seguir carreira no agro.

Suinocultura moderna com gestão familiar

O ponto de virada veio em 2016, quando Gleison decidiu investir em duas creches de suínos climatizadas, com capacidade para 1.750 leitões cada. “Na época, a gente ia fazer o sistema convencional, mas a empresa apresentou um novo projeto climatizado. Fomos um dos primeiros da região a investir nessa tecnologia, e não me arrependo”, afirma.

A automatização reduziu a necessidade de mão de obra e facilitou o manejo diário. “O sistema climatizado deixa tudo mais prático. A gente programa o controlador e ele faz os ajustes sozinho”, afirma. Hoje, a granja opera com eficiência e bem-estar animal, garantindo conforto térmico e produtividade.

A rotina é dividida entre os membros da família: o pai cuida dos aviários, a mãe das vacas leiteiras e Gleison responde pela suinocultura. “Quando tem muito serviço, a gente se ajuda. Mas no dia a dia, eu me viro tranquilo. É gratificante trabalhar aqui e ver o resultado do nosso esforço”, destaca.

Jovens que acreditam no futuro do campo

A história de Gleison reflete o perfil da nova geração rural: jovens que valorizam o legado dos pais, mas investem em tecnologia e conhecimento para tornar o trabalho mais eficiente. “Meus pais me ensinaram a amar o que a gente faz. Eu nunca me vi trabalhando numa empresa na cidade. Aqui a gente trabalha muito, mas com orgulho”, afirma.

Nos últimos oito anos, o jovem produtor acumulou conquistas e aprendizados. “A suinocultura dá um bom retorno. Depois que começamos, conseguimos realizar muitos sonhos. O campo oferece oportunidades para quem se dedica e gosta do que faz”, diz.

Para ele, ficar no campo é sinônimo de realização pessoal e profissional. “Os jovens que gostam da vida no interior deveriam apostar nisso. O retorno vem, e a satisfação de ver tudo crescendo é enorme”, conclui.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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o segredo da imunidade e do bom desempenho das aves



A nutrição das aves é um dos pilares da eficiência produtiva na avicultura moderna. Mais do que garantir o ganho de peso, uma dieta bem formulada fortalece o intestino, melhora a imunidade e reduz a ocorrência de doenças no plantel. “A saúde intestinal é a base para uma boa imunidade. É ali que tudo começa”, destaca Wanderlei Quintero, diretor da Facta e especialista em nutrição animal.

Segundo o pesquisador, o intestino das aves desempenha papel central na defesa do organismo, diferente do que ocorre em outros mamíferos. “Grande parte da imunidade da ave está concentrada no intestino. Quando ele está saudável, o sistema imune trabalha com equilíbrio, sem sobrecarga”, afirma.

Esse equilíbrio começa na formulação da ração. Proteínas, carboidratos, vitaminas e minerais precisam estar em proporções adequadas, e a qualidade dos grãos é determinante. “A ração é praticamente feita de milho e farelo de soja, mas o segredo está nos detalhes — como o uso correto do premix vitamínico e mineral, que é essencial para o desenvolvimento e a saúde intestinal”, reforça Quintero.

Nutrição de precisão: o alimento certo em cada fase da ave

Cada fase de vida da ave exige uma dieta funcional específica, voltada ao desenvolvimento entérico e imunológico. O erro de fornecer a mesma ração para diferentes idades pode comprometer o crescimento e gerar perdas. “Não dá para oferecer o mesmo alimento a um pintinho e a uma galinha de corte. Cada lote tem suas necessidades e deve ser tratado como único”, alerta o especialista.

Além da formulação, o manejo alimentar também é decisivo. O ambiente influencia diretamente o consumo das aves, principalmente em épocas de calor intenso. “Se a ave para de comer, a saúde intestinal é prejudicada. O intestino perde equilíbrio, a cama fica úmida e a imunidade cai”, afirma. Por isso, manejar cortinas, temperatura e horários de arraçoamento é tão importante quanto a nutrição em si.

Outro fator relevante é o controle de estressores ambientais, como variações de temperatura, ruídos ou movimentação excessiva dentro dos galpões. Esses fatores podem afetar o apetite e a digestão, comprometendo o desempenho do lote. “A nutrição e o manejo caminham juntos para garantir aves mais saudáveis”, complementa.

Imunonutrição: alimentação que fortalece as defesas

Um conceito cada vez mais presente no campo é o de imunonutrição — o uso da dieta para modular o sistema imunológico das aves. A prática consiste em incluir nutrientes e aditivos capazes de estimular naturalmente as defesas do organismo, reduzindo a dependência de medicamentos.

“Da mesma forma que nós, seres humanos, fortalecemos a imunidade com alimentos ricos em nutrientes, as aves também podem receber rações com ingredientes funcionais que aumentam a resistência às doenças”, explica o especialista. Aminoácidos, vitaminas e minerais equilibrados, aliados a probióticos e prebióticos, são alguns dos aliados desse processo.

A imunonutrição também contribui para a sustentabilidade da produção, já que permite reduzir o uso de antibióticos promotores de crescimento, uma exigência crescente do mercado internacional. “A ave bem alimentada é mais resistente, cresce melhor e entrega uma carne de qualidade superior, o que reflete diretamente na segurança alimentar do consumidor”, destaca Quintero.

O futuro da alimentação animal é funcional e sustentável

Com o avanço da nutrição de precisão, o setor avícola tem investido cada vez mais em pesquisa e tecnologia para formular rações que atendam às necessidades exatas de cada fase da ave, reduzindo desperdícios e melhorando o desempenho zootécnico.

“A alimentação funcional é o caminho. Através dela, conseguimos aves mais fortes, menos doentes e com melhor conversão alimentar. É eficiência com responsabilidade”, conclui o diretor da Facta.

No campo e na indústria, a lição é clara: nutrir bem é prevenir melhor. E no caso dos frangos, o equilíbrio começa onde tudo acontece — no intestino.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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Avicultura transforma história de família em São Paulo



A avicultura transformou a história da família Gerotto, em Mirassol (SP). O que começou como uma aposta ousada de diversificação dos negócios virou um exemplo de planejamento, inovação e sucessão familiar no campo. Tradicional empresário dos setores de construção civil e metalurgia, seu Gerotto enxergou na produção de frangos uma oportunidade de estabilidade e crescimento sustentável.

Com o apoio direto do filho João Vitor, o projeto ganhou corpo. Hoje, já são 13 aviários em funcionamento e nove em construção, com previsão de chegar a 22 unidades até 2028. Uma jornada que começou em 2020 e rapidamente se tornou o principal foco da família. “Quando vi o potencial da avicultura, percebi que ali tinha uma grande oportunidade”, recorda seu Gerotto.

A primeira granja foi erguida em ritmo acelerado e com envolvimento total do empresário. “Eu gosto de trabalhar junto. Não sou de só olhar. Gosto de meter a mão também”, conta. O entusiasmo contagiou toda a família — a esposa e os filhos participaram ativamente nas etapas iniciais, inclusive no descarregamento dos pintinhos.

O maior desafio veio logo na construção do primeiro núcleo, devido ao terreno irregular da região. “A terraplanagem foi uma das partes mais difíceis, mas a gente superou juntos”, relembra. O esforço deu resultado: hoje, a estrutura moderna e totalmente climatizada abriga 540 mil aves e mantém parceria estável com a Seara, garantindo padrão técnico e mercado assegurado.

“Seu Gerotto é um produtor comprometido, valoriza seus colaboradores e tem baixa rotatividade de equipe”, ressalta o técnico da integradora, destacando o profissionalismo da gestão familiar.

O segredo do sucesso está na parceria entre pai e filho. João Vitor assumiu a administração financeira e estratégica da operação. “Eu vejo o saldo e discuto cada gasto com ele. Não compro nada sem a autorização dele”, diz o pai, orgulhoso. A relação transparente e o controle rígido de custos permitiram crescer com segurança, projetando os 22 aviários até 2028.

Hoje, 90% do tempo e dos recursos da família estão voltados à avicultura. “Esse é o nosso legado. A gente quer continuar expandindo com responsabilidade”, afirma João Vitor. A estrutura também reflete o perfil inovador do grupo, com investimentos em equipamentos para manejo eficiente, como trituradores e sistemas de desidratação de resíduos, que reduzem desperdícios e melhoram a sustentabilidade.

Mesmo com pouco apoio inicial, o empresário não desanimou. “Foi tudo na raça. No começo, ninguém abria números. Fomos aprendendo com o tempo. Mas valeu a pena”, reforçou seu Gerotto, que hoje se orgulha do reconhecimento no setor.

A convivência entre pai e filho se tornou um símbolo de sucessão bem-sucedida. “O que mais admiro no meu pai é a coragem. Quando ele coloca uma coisa na cabeça, ele vai até o fim”, diz João Vitor. O pai retribui com emoção: “Meu herói sempre foi meu pai. Espero ser o herói do meu filho também.”

A família acredita que a vida no campo ensina valores duradouros, como paciência, zelo e perseverança.

“Quem não cuida, não colhe. E o campo ensina isso todos os dias”, reflete seu Gerotto.

Com visão estratégica e amor pela atividade, os planos seguem firmes: ampliar a produção, investir em tecnologia e continuar gerando empregos e alimento para o país. “A demanda por frango só cresce. O frango é consumido no mundo inteiro. Temos muito chão pela frente”, afirma com confiança.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo


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