sábado, maio 16, 2026

Autor: Redação

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Renda com preservação: novo PSA pagará até R$ 100 mil para produtores do Pantanal


Pecuaristas do Pantanal sul-mato-grossense, esta é uma excelente notícia para quem trabalha na conservação ambiental. O governo do estado de Mato Grosso do Sul lançou um novo programa de pagamento por serviços ambientais (PSA) para o bioma. Assista ao vídeo abaixo e entenda melhor do que se trata este novo programa.

Nesta quinta-feira (31), o advogado Pedro Puttini Mendes, especialista em legislação rural e ambiental, detalhou a novidade no quadro “Direito Agrário” do programa Giro do Boi.

Ele explicou que o edital (nº 6 de 2025) já está aberto para inscrições até 20 de agosto, e é uma oportunidade de gerar renda a partir da conservação.

Histórico de políticas públicas de sucesso em MS

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Foto: Mayke Toscano/Secom-MT

O estado de Mato Grosso do Sul já possui um histórico positivo de políticas de PSA. Em 2020, o programa PSA Uso Múltiplo Rios Cênicos remunerou produtores das bacias hidrográficas do Rio da Prata e do Rio Formoso.

Em 2021, o governo investiu mais de R$ 940 mil no projeto e o ampliou em 2023 para outras microbacias, disponibilizando mais R$ 1 milhão aos produtores. A lógica é clara: valorizar a conservação ambiental com dinheiro no bolso do produtor rural.

Detalhes do novo edital PSA Bioma Pantanal

tuiuiú no pantanaltuiuiú no pantanal

O novo edital vai além e se concentra especificamente no Pantanal sul-mato-grossense. O objetivo é remunerar quem conserva a vegetação nativa além do que a lei exige, incentivando a preservação voluntária.

As remunerações são bastante atrativas para o produtor:

  • Valor por hectare: O produtor poderá receber até R$ 55 por hectare por ano.
  • Valor máximo por propriedade: O pagamento pode chegar a R$ 100 mil por propriedade, ou até R$ 300 mil para um grupo de até três imóveis rurais que se unirem para o projeto.
  • Bônus por conservação voluntária: Se o produtor cancelar uma autorização de desmate para manter a área preservada, ele pode receber um valor extra na metodologia de cálculo.

O contrato com o governo é válido até 2026, com pagamentos em duas parcelas, em 2025 e 2026, provenientes do Fundo Clima Pantanal. O PSA não tem incidências tributárias, o que representa uma grande vantagem financeira para o produtor.

Critérios de elegibilidade e priorização

Para receber os recursos, o produtor precisa atender a uma série de critérios e apresentar a documentação necessária. Entre os principais requisitos, o produtor deve ter:

  • Cadastro Ambiental Rural (CAR) válido.
  • Ausência de embargos ambientais, infrações ou multas.
  • Histórico sem incêndios em um determinado período de tempo no imóvel.

O edital também estabelece critérios de priorização para as áreas inscritas.

Serão priorizadas, por exemplo, áreas em regiões estratégicas para a conservação da biodiversidade, propriedades que já possuem ações de prevenção contra incêndios e aquelas que permitem o acesso de instituições de pesquisa para estudos e monitoramento.

Vantagens e futuro da política de PSA

O PSA Pantanal é uma política pública séria que não afeta o direito de propriedade e consolida um modelo de incentivos ambientais no Brasil. Ele prova que produzir e preservar ao mesmo tempo é possível.

Para o produtor do Pantanal, essa é uma excelente oportunidade para:

  • Diversificar a renda e agregar valor ao imóvel rural.
  • Participar ativamente da construção de uma agenda rural mais sustentável e financeiramente compensatória.

O edital está disponível no site da Secretaria Estadual de Meio Ambiente do Estado do Mato Grosso do Sul (Semadesc) e na plataforma Prosas. É fundamental que o produtor leia o edital com atenção e busque apoio técnico e jurídico para atender a todos os critérios.

O futuro do mundo rural passa por políticas públicas ambientais que colocam o produtor como protagonista da conservação, e quem protege o Pantanal poderá ser recompensado financeiramente por isso.



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Encolhimento do rebanho norte-americano deve forçar EUA a comprar carne do Brasil



As exportações de carne bovina brasileira aos Estados Unidos tiveram um crescimento exponencial no primeiro semestre de 2025, com 157 mil toneladas e uma receita de US$ 791 milhões, conforme dados do Comex/Stat.

A quantidade embarcada de janeiro a junho representa, assim, 83% de todo o volume vendido aos norte-americanos no ano passado, quando 189 mil toneladas foram embarcadas, rendendo US$ 945 milhões ao Brasil.

Por conta da representatividade desse mercado, o fato de a proteína animal nacional estar de fora dos produtos isentos da tarifa de 50% imposta por Donald Trump surpreendeu o mercado.

O diretor do Canal Rural Sul, Giovani Ferreira, lembra que os Estados Unidos simboliza cerca de 10% das vendas da carne nacional, sendo a China a principal compradora. De acordo com ele, os norte-americanos vivem um momento de encolhimento do rebanho bovino e, portanto, de redução interna da oferta do produto.

“A série histórica do USDA [Departamento de Agricultura dos Estados Unidos] mostra que os Estados Unidos têm o menor rebanho bovino em meio século. Atualmente, são em torno de 95 milhões de cabeças. A título de comparação, o Brasil possui mais de 220 milhões de cabeças de gado”, detalha.

Segundo ele, a oferta norte-americana encolheu significativamente, visto que o auge do plantel do país foi há 50 anos, em 1975, quando contava com 140 milhões de cabeças. “Mas a demanda continua crescendo, então os Estados Unidos precisa, necessariamente, da carne bovina do Brasil.”

Para Ferreira, a opção de trocar o fornecimento brasileiro pelo australiano não é tão simples quanto parece. “Não se substitui mercados da noite para o dia. Estamos falando de construção [de mercado], de relações e acordos comerciais e, também, de questões sanitárias”, ressalta.



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Como ficaram os preços de soja no último dia de julho?



O mercado brasileiro de soja registrou poucos negócios nesta quinta-feira (31), tanto nos portos quanto no interior do país. Apesar da pressão de baixa vinda de Chicago, os preços apresentaram certa recuperação, sustentados pela alta do dólar e pela firmeza dos prêmios, que seguem dando suporte à oleaginosa nos terminais de exportação.

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De acordo com o analista Rafael Silveira, da consultoria Safras & Mercado, mesmo com esse cenário, o volume de negociações permaneceu limitado. No interior, as ofertas de compra melhoraram, impulsionadas pela demanda da indústria. No entanto, os produtores elevaram suas pedidas, mantendo o spread desfavorável aos compradores neste momento.

Silveira aponta ainda que, para agosto, há poucas indicações de negócios. As melhores ofertas e preços aparecem a partir de setembro, especialmente nos portos. A janela de exportação para agosto já está mais curta devido à antecipação das compras.

Preços no Brasil

  • Passo Fundo (RS) subiu de 131,00 para 132,00
  • Santa Rosa (RS) subiu de 132,00 para 133,00
  • Rio Grande (RS) subiu de 137,00 para 139,00
  • Cascavel (PR) caiu de 131,00 para 130,00
  • Paranaguá (PR) subiu de 136,00 para 138,00
  • Rondonópolis (MT) subiu de 120,00 para 122,00
  • Dourados (MS) subiu de 120,00 para 122,00
  • Rio Verde (GO) subiu de 120,00 para 124,00

Soja em Chicago

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a quinta-feira com preços mais baixos, ampliando as perdas acumuladas no mês de julho para cerca de 4%. O cenário fundamental seguiu exercendo pressão, colocando a posição novembro nos menores níveis desde abril, com seis sessões consecutivas de perdas.

Do lado da oferta, a expectativa é favorável em relação à safra norte-americana. O clima permanece favorável à evolução das lavouras e as projeções são de continuidade das condições benéficas.

O mercado também é pressionado no lado da demanda. O interesse de compra por parte da China, principal comprador da oleaginosa, é restrito e deve persistir durante o período de pico da colheita nos Estados Unidos.

O possível acordo entre a União Europeia e a Indonésia sobre a importação de óleo de palma derrubou as cotações do óleo de soja, pois pode reduzir a necessidade pelo produto.

“Pelo acordo ventilado pelo mercado, a taxa de importação de óleo de palma da Indonésia seria zerada pela União Europeia para uma cota pré-definida”, explica o analista e consultor de Safras & Mercado, Gabriel Viana. “E, o que excedesse esse volume, teria uma taxação de 3%”, acrescenta. Atualmente, é de 19%.

Contratos futuros de soja

Os contratos da soja em grão com entrega em setembro fecharam com baixa de 6,25 centavos de dólar ou 0,64%, a US$ 9,69 1/2 por bushel. A posição novembro teve cotação de US$ 9,891/4 por bushel, perda de 6,50 centavos ou 0,65%.

Nos subprodutos, a posição setembro do farelo fechou com alta de US$ 1,10, ou 0,41%, a US$ 265,90 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em setembro fecharam a 55,27 centavos de dólar, com perda de 1,26 centavo ou 2,22%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 0,21%, sendo negociado a R$ 5,6001 para venda e a R$ 5,5981 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,5668 e a máxima de R$ 5,6243. No mês, a valorização foi de 3,07%.



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AgroNewsPolítica & Agro

Brasil habilita primeiros estabelecimentos para exportar farinhas de aves e suínos à China



Ao todo, foram habilitados 46 estabelecimentos




Foto: Pixabay

O Brasil conquistou a habilitação de 46 estabelecimentos para exportar farinhas de aves e suínos para a China. A autorização marca um avanço concreto na relação comercial com o maior parceiro do agro brasileiro e abre novas oportunidades para o setor de reciclagem animal.

Esta nova etapa só foi possível após a assinatura do Protocolo Sanitário bilateral, em abril de 2023, seguida da realização de auditorias presenciais conduzidas pela Administração Geral das Alfândegas da China (GACC), e da conclusão do modelo de certificado sanitário acordado entre as autoridades competentes dos dois países.

Ao todo, foram habilitados 46 estabelecimentos de farinhas de aves e suínos. Além disso, outros quatro estabelecimentos de farinha de pescado também foram habilitados. A autorização contempla unidades com diferentes perfis produtivos, ampliando o escopo de empresas aptas a atender ao mercado chinês.

A habilitação é fruto do trabalho conjunto entre o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), a Adidância Agrícola em Pequim, a Embaixada do Brasil em Pequim, o Ministério das Relações Exteriores (MRE) e o setor privado nacional, que atuaram de forma coordenada para atender às exigências estabelecidas pelas autoridades chinesas.

A China segue como principal destino das exportações agropecuárias brasileiras. Em 2024, o país asiático importou mais de US$ 49,6 bilhões em produtos do agro nacional. Especificamente no segmento de farinhas de miudezas, que agora passa a incluir as farinhas de aves e suínos, as compras somaram mais de US$ 304 milhões no ano.

Além da importância comercial, a habilitação também reforça o papel do Brasil no avanço de soluções sustentáveis para a agropecuária. A exportação de farinhas de origem animal integra práticas de economia circular, ao transformar resíduos em insumos valorizados pela indústria global.

 





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Pecuária de baixo carbono avança e se torna aliada no combate à crise climática



A pecuária brasileira vive um momento de transformação e busca cada vez mais alinhar produtividade e sustentabilidade. Com novas tecnologias e sistemas integrados, como integração lavoura-pecuária-floresta, manejo rotacionado e recuperação de pastagens, o setor se consolida como parte da solução para a crise climática global.

Essa é a visão defendida por Ana Doralina Menezes, presidente da Mesa Brasileira de Pecuária Sustentável (MBPS), que há mais de 17 anos atua para difundir práticas que reduzam a pegada de carbono da carne bovina brasileira. “Com conhecimento técnico, políticas públicas bem estruturadas e articulação multissetorial, conseguimos mostrar que a pecuária é parte essencial da solução climática”, afirma ela.

Segundo dados apresentados pela entidade, o uso massivo dessas tecnologias pode reduzir em até 50% as emissões da pecuária de corte brasileira até 2050, conforme estudos da Fundação Getúlio Vargas. Esse cenário projeta um avanço significativo não apenas para o setor, mas para o cumprimento das metas climáticas do país.

Planos e parcerias fortalecem a pecuária sustentável

Um dos marcos para o avanço da pecuária de baixo carbono no Brasil é o Plano ABC+, política pública que apoia práticas como integração de sistemas produtivos, recuperação de áreas degradadas e melhoria genética do rebanho. A MBPS atua em parceria nesse programa, fornecendo dados técnicos e experiências de campo que reforçam a viabilidade dessas práticas no dia a dia das fazendas.

A entidade também colabora com outras iniciativas estratégicas, como o projeto Caminho Verde, voltado para rastreabilidade e metas climáticas, além do Plano Nacional de Rastreabilidade Individual, que busca maior transparência e competitividade para a carne brasileira no mercado internacional.

Para Ana Doralina, o desafio agora é levar essas informações para médios e pequenos produtores, que representam a maior parte da pecuária brasileira. “Assistência técnica e comunicação adaptada são fundamentais para que possamos chegar a todos os perfis de produtores e transformar a realidade do campo de forma inclusiva”, reforça.

Competitividade e imagem da carne brasileira

Nos últimos anos, o Brasil tem se destacado por sistemas de produção majoritariamente a pasto, que possuem baixa pegada de carbono e podem oferecer vantagens competitivas no mercado global. A comunicação desse diferencial, segundo a MBPS, é estratégica para fortalecer a imagem da carne brasileira e abrir novos mercados mais exigentes em critérios socioambientais.

Além de ganhos ambientais, a pecuária de baixo carbono também traz benefícios econômicos. O aumento de produtividade por hectare e o melhor aproveitamento de áreas já abertas reduzem custos de produção e geram novas oportunidades de acesso a financiamentos verdes e programas de incentivo governamentais.



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Brasil começará a exportar farinhas de aves e suínos à China



A China concedeu autorização para que 46 estabelecimentos brasileiros comecem a lhe vender farinhas de aves e suínos.

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) destacou, em nota, que a medida sinaliza dois importantes marcos: um avanço concreto na relação comercial entre os dois países, sendo que os asiáticos são o maior parceiro do agro brasileiro; e abre novas oportunidades para o setor de reciclagem animal nacional.

“Esta nova etapa só foi possível após a assinatura do Protocolo Sanitário bilateral, em abril de 2023, seguida da realização de auditorias presenciais conduzidas pela Administração Geral das Alfândegas da China (GACC), e da conclusão do modelo de certificado sanitário acordado entre as autoridades competentes dos dois países”, reitera a pasta.

Além disso, outros quatro estabelecimentos de farinha de pescado também foram habilitados para exportar ao mercado chinês. De acordo com o Mapa, a autorização contempla unidades com diferentes perfis produtivos, o que amplia o escopo de empresas aptas a atender ao gigante asiático.

A despeito das tensões comerciais com os Estados Unidos, motivadas pelo tarifaço imposto pelos Estados Unidos ao Brasil, o Ministério da Agricultura ressalta que a China segue o principal destino das exportações agropecuárias brasileiras.

“Em 2024, o país asiático importou mais de US$ 49,6 bilhões em produtos do agro nacional. Especificamente no segmento de farinhas de miudezas, que agora passa a incluir as farinhas de aves e suínos, as compras somaram mais de US$ 304 milhões no ano”, conclui a nota.



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Em dia de troca e aprendizado, Canal Rural recebe representantes da Aprosoja MT



Muitos produtores acompanham diariamente os conteúdos sobre o setor, mas nem todos conhecem, de fato, como funciona a produção de informação nos bastidores. O que aparece na tela, muitas vezes resumido em um texto lido no TP, é resultado do trabalho de várias pessoas. Com o objetivo de aproximar o campo da comunicação, o Canal Rural recebeu, nesta quinta-feira (31), cerca de 50 representantes da Aprosoja Mato Grosso

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A visita à emissora integra as atividades da Academia de Liderança da associação e reforça a parceria entre as instituições. Logo no início, os participantes tiveram a oportunidade de conhecer a história e os números do Canal Rural, primeiro veículo de comunicação do agro a ingressar em uma rede social. Eles também acompanharam a rotina da redação e entenderam todo o processo, da apuração à exibição.

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”É uma honra enorme recebê-los aqui. Ver o produtor dentro do Canal Rural, conhecendo nossos bastidores de perto, é muito importante. Esse contato direto, que já é tradição, nos ajuda a entender melhor as demandas do campo e a produzir um conteúdo que realmente contribua para a tomada de decisões no dia a dia do produtor”, afirmou Julio Cargnino, presidente do Canal Rural.

Durante a visita da Aprosoja MT, os participantes puderam conhecer os bastidores da redação, os processos de produção e a curadoria das notícias que vão ao ar diariamente. “A gente acompanha o Canal Rural todos os dias, mas estar aqui, ver como tudo funciona e quantas pessoas estão envolvidas muda a nossa percepção. É muita gente trabalhando para levar informação com responsabilidade ao campo”, destacou Ligia Pedrini, produtora de soja de Diamantino (MT).

Diretor da Aprosoja MT comenta parceria

Diego Bertuol, diretor administrativo da Aprosoja MT, destacou a importância da parceria com o Canal Rural. “A Aprosoja Mato Grosso, por meio da Academia de Liderança, tem a iniciativa de aproximar os produtores do que acontece por trás das câmeras. É uma forma de mostrar a credibilidade do nosso trabalho e dar visibilidade ao que os agricultores estão vivendo no campo”, disse.

A visita também foi oportunidade para refletir sobre os desafios que marcam o início da temporada 25/26. Segundo Bertuol, o setor enfrenta altos níveis de endividamento, escassez de crédito e insegurança quanto à oferta de insumos, agravada por fatores internacionais e pela recente taxação de 50% imposta pelos EUA.

Embora o Plano Safra tenha sido anunciado como o maior da história, Bertuol pontua que ele não tem alcançado todos os produtores. “O crédito chega caro e, muitas vezes, inacessível. O próximo ciclo será de grandes desafios, e precisamos estar preparados para enfrentá-los com informação e planejamento.”



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As dicas para um pasto de qualidade na transição da seca para as águas


Pecuaristas, o manejo de pastagens no final da seca é crucial para o sucesso de sua fazenda no período chuvoso. Ignorar essa etapa pode comprometer a produção de forragem, o ganho de peso do seu gado e, por consequência, a rentabilidade do seu negócio. Assista ao vídeo e entenda melhor isso.

Nesta quinta-feira (31), o zootecnista Maurício Scoton, professor da Universidade do Agro de Uberaba (Uniube), trouxe dicas valiosas no quadro “Dicas do Scoton” do programa Giro do Boi.

Ele explicou a importância da roçada no final da seca para otimizar o desempenho do pasto na transição para as águas.

A importância da roçada no pasto

Em capins como o panicum (tanzânia e mombaça), o final da seca é marcado pelo “embatamento”, com hastes altas e lignificadas que o gado não consome por serem muito duras.

Se essas hastes não forem roçadas, as novas folhas nascerão apenas na ponta, comprometendo severamente a produção de forragem e o potencial do pasto.

Ao roçar a área, o pasto fica baixo e a brotação acontece a partir do meristema basal (a base da haste). Isso resulta em uma série de benefícios diretos e estratégicos para a produtividade da sua fazenda:

  • Mais folhas e de melhor qualidade: A roçada estimula a produção de forragem de alto valor nutritivo, essencial para o ganho de peso dos animais.
  • Maior eficiência da adubação: O pasto aproveita melhor os nutrientes do solo, o que se traduz em mais arrobas produzidas por quilo de adubo, otimizando o investimento.
  • Aumento da taxa de lotação: Com um pasto de melhor qualidade, você consegue colocar mais animais por hectare, elevando a produtividade da área.

A roçada, que tem um custo baixo em relação ao seu retorno, é, portanto, uma operação de alto impacto na produção da fazenda.

O momento ideal para a roçada

Gado em pastagem na seca. Foto: ReproduçãoGado em pastagem na seca. Foto: Reprodução
Gado em pastagem na seca. Foto: Reprodução

O ideal seria roçar o pasto mais próximo da época das chuvas, mas isso pode ser inviável na prática. Em propriedades de grande porte, a roçada de todas as áreas pode não ser concluída antes das águas. Roçar o pasto quando ele já está brotando gera desperdício de nutrientes e perda para a planta.

Por isso, Maurício Scoton recomenda iniciar a roçada no começo de julho, como na Fazenda Marinheiro, por exemplo.

Essa estratégia permite ter tempo hábil para roçar todas as áreas e se preparar para o início das águas com o pasto baixo. A brotação virá da base, resultando em uma produção maior e de melhor qualidade durante todo o período chuvoso.

Outras estratégias para a transição

Detalhe de água límpida caindo em bebedouro de bovinos de corte. Foto: Divulgação/Agropecuária MaragogipeDetalhe de água límpida caindo em bebedouro de bovinos de corte. Foto: Divulgação/Agropecuária Maragogipe
Detalhe de água límpida caindo em bebedouro de bovinos de corte. Foto: Divulgação/Agropecuária Maragogipe

A roçada é uma das ferramentas mais importantes, mas Scoton ainda destaca outras práticas que fazem a diferença na transição da seca para as águas:

  • Compostagem do esterco: Em fazendas com confinamento, a compostagem do esterco permite aproveitar melhor esse adubo orgânico, reduzindo a quantidade necessária de adubo químico nas pastagens e, consequentemente, o custo de produção.
  • Sequestro do gado: Manter os animais em confinamento (sequestro) no final da seca ajuda a aliviar a pressão de pastejo nas áreas de pasto e permite que a pastagem se recupere e produza mais forragem no início das águas.
  • Limpeza de bebedouros: Garante água de qualidade para o rebanho, um ponto crucial para a saúde e o ganho de peso dos animais.

A combinação dessas práticas, com um planejamento operacional bem-feito, garante que a transição da seca para as águas seja um período de ganho e não de prejuízo.

O resultado é um pasto de excelente qualidade, que parece “uma alface”, pronto para sustentar o bom desempenho do seu gado.



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Governo precisa articular com setor privado para isentar mais produtos do tarifaço



O tarifaço prometido por Donald Trump contra as exportações brasileiras veio menos agressivo do que o inicialmente esperado. A Ordem Executiva assinada pelo presidente norte americano traz uma lista com quase 700 exceções a tarifação de 50%. Analistas do mercado avaliam que há margem para o Brasil negociar com os Estados Unidos uma ampliação dessa lista de exceções.

Para Welber Barral, advogado e ex-secretário de Comércio Exterior, o país deve se preparar para dialogar com os norte-americanos.

“Sempre há espaço para negociação. É importante lembrar que, desde o início do ano, Trump já anunciou diversas medidas contra Canadá e México. Algumas foram renegociadas e setores chegaram a ser excluídos, como o automotivo e o eletrônico no caso do México. Então, evidentemente, há margem para negociação e o Brasil precisa se preparar. Isso envolve montar uma lista de possíveis concessões e entender quais são as reais demandas dos Estados Unidos”, explica Barral.

Ele destaca, no entanto, que as negociações com o governo Trump tendem a ser difíceis, pois não se limitam a pautas econômicas e envolvem disputas simultâneas com outros países.

“É uma situação complexa. O governo Trump está envolvido em várias negociações comerciais ao mesmo tempo, e tem adotado uma postura agressiva, com ameaças a diversos parceiros. Embora já tenha fechado acordos com Japão, União Europeia e Coreia do Sul, ainda há muitas tratativas em andamento. Além disso, o Brasil não está entre os principais parceiros comerciais dos EUA, o que nos coloca em uma posição de menor prioridade”, pondera o especialista.

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Segundo ele, diante desse cenário, o Brasil precisa agir em várias frentes. A primeira é estabelecer uma interlocução direta entre os dois governos. “Pelo que se sabe, os primeiros contatos, por meio do vice-presidente, têm sido positivos”, afirma.
Barral acredita ainda que uma das estratégias mais eficazes para pressionar Washington a negociar é envolver o setor privado brasileiro.

“O governo Trump é altamente transacional. Ele busca vitórias que possa apresentar aos eleitores. O Brasil tem instituições maduras e excelentes negociadores. Acredito que será possível articular governo e setor privado para incluir mais produtos na lista de exceções às tarifas”, conclui.



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Produtores reforçam combate à soja tiguera para evitar ferrugem e pragas em MT



No município de Vera, produtores estão cada vez mais atentos ao cumprimento do vazio sanitário da soja, que neste ano em Mato Grosso ocorre entre 8 de junho e 6 de setembro. A prática, que proíbe a presença de plantas vivas de soja nesse período, é fundamental para conter a ferrugem asiática, uma das doenças mais severas da cultura, além de prevenir a proliferação de pragas na próxima safra.

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O agricultor Thiago Strapasson relata que o manejo começa já na implantação do milho, com o controle rigoroso da soja voluntária, conhecida como soja tiguera, para evitar que reste alguma planta viva até a colheita. “Aprendemos no passado tomando muito prejuízo. Cada ano fomos mudando, nos aperfeiçoando, para não passar por isso de novo. Jogamos calcário, passamos niveladoras para eliminar as plantas e fazer uma boa limpeza da área”, afirma.

O presidente do Sindicato Rural de Vera e Feliz Natal, Rafael Bilibio, destaca a importância da conscientização: “É fundamental eliminar a soja tiguera, que além de ser hospedeira da ferrugem asiática, pode carregar pragas que comprometem a próxima safra.”

Segundo Renan Tomazele, diretor técnico da Indea-MT, o produtor mato-grossense já compreendeu o valor da medida. “São 19 anos de vazio sanitário, e hoje vemos um comprometimento real. Mesmo em anos de clima adverso, os produtores têm feito as vistorias de campo, o que reduz o inóculo da doença no início da próxima safra. Nosso objetivo não é aplicar multas, mas garantir que a medida seja respeitada.”

Perigo que vai além das lavouras de soja

Mas o desafio vai além das propriedades. Às margens das rodovias, grãos perdidos durante o transporte germinam e se tornam plantas hospedeiras, o que preocupa o setor. “É só andar pelas estradas que a gente vê. Aquelas plantas nascem dos grãos caídos dos caminhões e viram verdadeiros viveiros de doenças e pragas. Isso também precisa de atenção”, alerta um dos entrevistados.

O setor produtivo cobra ações concretas das concessionárias e do poder público municipal para o manejo dessas áreas. “Seja por obrigação legal ou responsabilidade das empresas que administram as vias, é preciso eliminar essas tigueras das estradas. Caso contrário, vamos pagar caro com ferrugem, mosca-branca e outras pragas mais adiante.”



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