domingo, março 29, 2026

Autor: Redação

AgroNewsPolítica & Agro

‘A falta de informação jurídica custa caro ao produtor’ diz Fabio Lamonica ao destacar riscos no campo


Com o aumento de eventos extremos no campo, como granizo e vendavais, cresce a necessidade de preparo legal e técnico. Em entrevista exclusiva, o advogado Fábio Lamonica esclarece os caminhos que o produtor deve seguir para garantir indenizações, renegociar dívidas e proteger o patrimônio rural.

Perdas no campo

Em caso de chuvas intensas, ventos fortes ou granizo, os danos nas lavouras podem ser irreversíveis. Mas os prejuízos podem ser amenizados quando o produtor rural sabe como agir. De acordo com Fábio Lamonica, advogado especializado em Direito Bancário e do Agronegócio, o primeiro passo é a documentação adequada do sinistro. “O produtor precisa registrar o ocorrido, de preferência com laudos técnicos elaborados por peritos ou pelo engenheiro agrônomo que acompanhou a lavoura desde o início”, orienta.

Se houver seguro rural contratado, é essencial revisar a apólice e as Condições Gerais para verificar quais riscos estão cobertos. “Com essas informações em mãos, o produtor deve notificar a seguradora imediatamente e registrar o chamado ‘aviso de sinistro’”, explica Lamonica. A partir desse momento, acompanhar os prazos do processo passa a ser essencial. “Cada seguradora tem seu fluxo, mas todas estão sujeitas a prazos legais que devem ser respeitados”, completa.

Tecnologias agilizam a perícia e protegem o produtor

Em situações de grande impacto climático, a perícia rápida é fundamental para que o produtor retome as atividades. Segundo Lamonica, ferramentas tecnológicas como imagens de satélite têm sido aliadas nesse processo. “Elas permitem uma análise comparativa do antes e depois das áreas afetadas, o que garante mais precisão na constatação das perdas e também mais segurança para o agricultor”, afirma.

Essa modernização também facilita a liberação das áreas para replantio ou outras ações corretivas, reduzindo o ciclo de perdas secundárias.

Na avaliação de Lamonica, o laudo elaborado por um técnico que acompanhou toda a safra é o documento que melhor retrata a realidade do campo após o sinistro. “Esse histórico permite avaliar se o produtor cumpriu o plano de custeio, seguiu as recomendações técnicas e teve boa-fé na condução da lavoura”, destaca.

No entanto, o produtor também pode contratar um perito independente, especialmente em casos de divergência com a seguradora. “Em determinadas situações, é possível inclusive recorrer a um processo judicial chamado ‘produção antecipada de provas’, no qual o juiz nomeia um perito para elaborar um laudo que terá valor legal em ações futuras”, explica Lamonica.

Esse tipo de prova pode ser crucial não apenas para a seguradora, mas também para renegociações com instituições financeiras.

Crédito rural: direito ao alongamento de dívidas após perdas climáticas

O Manual de Crédito Rural ampara o produtor em caso de perdas por eventos climáticos. Conforme Lamonica, o agricultor tem direito ao alongamento das dívidas, desde que comprove sua incapacidade temporária de pagamento e a viabilidade futura do empreendimento.

“O produtor deve formalizar a situação junto ao credor, apresentando laudos de perdas e um laudo de capacidade de pagamento”, explica. Ele também alerta para um ponto crítico: “O credor deve manter os mesmos encargos financeiros — juros e garantias originais — sem aplicar multas ou juros moratórios. Qualquer exigência de novas garantias, como a alienação fiduciária de imóvel, pode colocar em risco o patrimônio da família”, adverte.

Mesmo com mecanismos legais à disposição, muitos produtores desconhecem seus direitos ou não sabem como acioná-los. “Há muita desinformação na internet que não condiz com a legislação brasileira ou com a interpretação do Judiciário”, critica Lamonica.

Ele reforça a importância de buscar orientação qualificada. “O produtor precisa estar assessorado por profissionais sérios, que saibam usar os instrumentos jurídicos corretamente. Isso faz toda a diferença na hora de garantir o cumprimento dos seus direitos”, afirma. Apesar disso, Lamonica reconhece que entidades como sindicatos, federações e associações têm avançado na capacitação jurídica do campo. “É um trabalho importante, que precisa ser ampliado”, conclui.

Embora existam instrumentos legais robustos para proteger o produtor diante de perdas climáticas, muitos ainda não sabem como acioná-los corretamente. A diferença entre ser indenizado ou arcar sozinho com o prejuízo começa com o conhecimento das regras, passa pela documentação precisa e exige acompanhamento atento dos prazos e condições contratuais. 

 





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Governo de MS divulga que plantio de soja no estado ultrapassou metade da área



Dados do Sistema de Informações Geográficas do Agronegócio (Siga-MS), da Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc), em parceria com a Aprosoja/MS, divulgados na semana passada, apontam que o plantio da soja em Mato Grosso do Sul já ultrapassou a metade para a área 2025/26. Até o momento, a operação de semeadura foi realizada em 3,26 milhões de hectares, o que representa 61,6% da área total.

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De acordo com o levantamento, a região Sul é a mais adiantada, com 68% da área já plantada, seguida pela área central, com 54,7%, e pela Norte, com 46,8%. Em comparação com o mesmo período do ciclo anterior, o avanço do plantio está 4,2 pontos percentuais abaixo, reflexo da falta de chuvas que tem afetado o ritmo das operações no campo.

Os registros históricos do Siga-MS indicam que a melhor janela de semeadura se encerra em 14 de novembro, quando, em média, cerca de 80% da área total costuma estar plantada.

O assessor técnico da Aprosoja/MS, Flávio Aguena, destacou o avanço observado no Norte do Estado. “O destaque dessa semana foi a evolução do plantio na região Norte que, após um pequeno atraso na largada do plantio por falta de chuva, avançou 23,7 pontos percentuais em apenas uma semana”, afirmou.

Expectativa para o estado

Para esta safra, a estimativa de produção é de 15,2 milhões de toneladas de soja, o que representa um aumento de 8,1% em relação ao ciclo anterior. A área cultivada deve alcançar 4,7 milhões de hectares, crescimento de 5,9%, com produtividade média estimada em 52,82 sacas por hectare, aumento de 2% frente à safra passada.



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Escritórios Verdes da JBS vencem ‘Oscar’ da COP30



A JBS foi destaque no painel “Diálogos por uma economia de baixo carbono – SB COP Awards”, realizado nesta quarta-feira (12) durante a COP30, em Belém (PA). O Programa Escritórios Verdes, criado pela empresa em 2021, foi um dos vencedores entre 670 propostas de 60 países, reconhecido entre os 48 cases globais selecionados pela Sustainable Business COP (SB COP), iniciativa da Confederação Nacional da Indústria (CNI) voltada a soluções climáticas no setor privado.

O reconhecimento posiciona a JBS entre as empresas que vêm apresentando resultados concretos na transição para uma economia de baixo carbono, especialmente em áreas como sistemas alimentares e uso da terra. A SB COP, que representa quase 40 milhões de empresas no mundo, avaliou os projetos com base em três critérios: escala, impacto e potencial de replicação.

Modelo de apoio ao produtor rural

Os Escritórios Verdes foram destacados como um modelo de apoio ao produtor rural, com foco em regularização ambiental, assistência técnica e gestão no campo. Para o presidente da Friboi, Renato Costa, o reconhecimento reforça a importância da integração entre sustentabilidade e eficiência produtiva.

“Os Escritórios Verdes são um exemplo concreto de como é possível aliar sustentabilidade e produtividade no campo. Nosso compromisso é ajudar o produtor rural a vencer barreiras que muitas vezes o impedem de avançar, seja na regularização ambiental, na gestão ou na adoção de boas práticas sustentáveis”, afirmou.

Resultados alcançados

Criado há quatro anos, o programa oferece atendimento gratuito a produtores — fornecedores ou não da companhia — e já conta com 20 unidades físicas em oito estados brasileiros, além do Escritório Verde Virtual, lançado em 2024. Desde então, a plataforma digital realizou 12.668 atendimentos.

Segundo dados da empresa, o impacto é mensurável: 20 mil propriedades foram auxiliadas no processo de regularização ambiental, e mais de 8 mil hectares foram destinados à recuperação florestal.

O programa também tem contribuído para a reinserção produtiva de fazendas que estavam fora da conformidade legal, permitindo o retorno às atividades de forma sustentável e em linha com as políticas de compra da companhia.

Com a premiação, a JBS reforça sua estratégia de ampliar ações de baixo carbono e inclusão produtiva no campo, consolidando os Escritórios Verdes como uma referência em gestão ambiental e assistência técnica no agronegócio brasileiro.



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Alerta para temporais e chuva volumosa no Paraná nesta quarta-feira (12)


A Defesa Civil do Paraná emitiu nesta quarta-feira (12) um alerta para a possibilidade de pancadas de chuva, trovões e temporais isolados em grande parte do estado nesta tarde. Segundo o órgão, há risco “moderado” de tempestades localizadas e chuvas pontualmente intensas por curto período, além de rajadas de vento e queda de granizo.

Você quer entender como usar o clima a seu favor? Preparamos um e-book exclusivo para ajudar produtores rurais a se antecipar às mudanças do tempo e planejar melhor suas ações. Com base em previsões meteorológicas confiáveis, ele oferece orientações práticas para proteger sua lavoura e otimizar seus resultados.

De acordo com o Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar), um sistema de baixa pressão atua entre o norte da Argentina e o Paraguai, enquanto uma frente fria avança pelo Oceano Atlântico, na altura do Sul do Brasil.

O Simepar informa que já chove no oeste e no sudeste do estado, e a instabilidade se aproxima da cidade de Rio Bonito do Iguaçu, fortemente atingida pelo ciclone na última sexta-feira (7), que causou destruição e mortes. Nessa região, no entanto, a chuva de hoje terá uma intensidade fraca a moderada e não haverá rajadas de vento.

Chuva mais intensa é esperada nas próximas horas na área da Tríplice Fronteira. O noroeste e o centro-sul do estado também terão instabilidade. Já o litoral e o leste têm predomínio de sol e temperaturas elevadas. Em Curitiba, a chuva deve ocorrer a partir das 15h, mas com fraca intensidade.



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AgroNewsPolítica & Agro

Preços do boi gordo seguem estáveis em São Paulo


De acordo com a análise desta segunda-feira (11), publicada no informativo “Tem Boi na Linha”, da Scot Consultoria, “nas praças pecuárias paulistas, as cotações não mudaram”. A consultoria informa que “a firmeza dos preços esteve sustentada por uma oferta contida que, embora atendesse à demanda, não gerava excedentes”. As escalas de abate no estado atendiam, em média, a oito dias.

Na Bahia, a Scot aponta que “a oferta de gado estava menor e a cotação subiu, com os frigoríficos pagando mais pela arroba”. No Sul do estado, “a cotação do boi gordo subiu R$ 3,00/@”, enquanto os preços da vaca e da novilha permaneceram estáveis. No Oeste, “a arroba da vaca e a da novilha subiu R$ 2,00 na comparação diária”, sem alteração no valor pago pelo boi gordo. Não há referência para o chamado “boi China” na Bahia.

No Rio Grande do Sul, a consultoria relata que “a cotação da arroba vinha subindo no estado”, movimento ligado a “uma oferta contida e a uma demanda aquecida por carne bovina”. No Oeste gaúcho, “a cotação do boi gordo subiu R$ 0,05/kg”, enquanto os preços da vaca e da novilha não tiveram alteração. Na região de Pelotas, “a cotação do quilo do boi gordo subiu R$ 0,10”, mantendo-se estável para as demais categorias.

Na primeira semana de novembro, as exportações brasileiras de carne bovina in natura somaram 100,5 mil toneladas, com média diária de 20,1 mil toneladas, um “aumento de 67,5% frente ao embarcado por dia no mesmo período de 2024”. A cotação média da tonelada ficou em US$ 5,5 mil, com “alta de 13,1% na comparação ano a ano”.

 





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Chuvas irregulares atrasam plantio de soja; comparação com o ano passado chega a 8% de lentidão



O plantio de soja no Brasil está 8% atrasado em relação ao mesmo período do ano passado, segundo dados da Conab. Em algumas regiões, produtores já enfrentam necessidade de replantio devido à falta de chuvas.

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No Matopiba, o Tocantins lidera em avanço, com 39% da área semeada, seguido pela Bahia, com 30%. Maranhão e Piauí apresentam os maiores atrasos, enquanto na Bahia a semeadura avança conforme a chegada das chuvas.

O mapa de umidade do solo mostra condições mais favoráveis no sul da Bahia e no norte do Tocantins, mas ainda insuficientes no Maranhão, centro-sul do Piauí e centro-norte da Bahia.

O que os sojicultores podem esperar?

Nos próximos cinco dias, apenas o Recôncavo Baiano deve registrar chuvas significativas, com possibilidade de mais de 100 mm em 48 horas. As demais regiões produtoras terão chuvas pouco volumosas e mal distribuídas, com exceção do norte do Tocantins, que pode acumular cerca de 50 mm.

Boas precipitações, entre 50 e 70 mm, estão previstas para o período de 22 a 26 de novembro no sul da Bahia, oeste do Piauí, sul do Maranhão e boa parte do Tocantins. A previsão indica que chuvas mais consistentes ocorrerão a partir do dia 17, garantindo umidade suficiente para a semeadura da safra 2025/26.

No Centro-Oeste, temporais devem se concentrar nesta quarta-feira, principalmente no sul de Mato Grosso, sul de Mato Grosso do Sul, interior de São Paulo e norte do Paraná, com risco de raios e rajadas de vento fortes. Não há, no momento, previsão de tornados.

No Sul, sol entre nuvens predomina, com chuvas passageiras em Campos Novos e volumes mais expressivos em Mato Grosso do Sul, podendo passar de 100 mm nos próximos cinco dias. Em Rondônia, acumulados de até 50 mm ajudarão na recuperação de pastagens.

Para o Matopiba, a previsão indica que a chuva realmente volumosa deve chegar somente na semana do dia 20 de novembro, permitindo aos produtores semear com mais tranquilidade.



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Frete registra leve queda em outubro e mantém tendência de estabilidade



O preço médio do frete rodoviário no país teve leve recuo em outubro, segundo o Índice de Frete Rodoviário (IFR) da Edenred Frete. O valor passou de R$ 7,25 por quilômetro rodado em setembro para R$ 7,23 em outubro, queda de 0,28%. Foi o terceiro mês consecutivo de retração nos preços.

A variação indica estabilidade no mercado, após meses de maior oscilação nos custos do transporte. Segundo a Edenred, o cenário reflete o equilíbrio entre fatores que sustentam e limitam o avanço dos valores.

Agro e indústria influenciam mercado

De um lado, o agronegócio mantém expectativa positiva com a projeção de safra recorde em 2025, o que tende a garantir demanda constante por transporte. Por outro, a desaceleração da atividade industrial reduz o volume de embarques, pressionando os preços para baixo.

A estabilidade dos combustíveis também ajudou a conter variações. O diesel S-10 manteve preço médio de R$ 6,21 por litro em outubro, segundo o Índice de Preços Edenred Ticket Log (IPTL), sem alteração em relação a setembro.

Fiscalização da ANTT reforça estabilidade

Outro fator que contribuiu para a manutenção dos valores foi a fiscalização mais rigorosa da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) sobre o cumprimento da tabela de frete mínimo.

De acordo com Vinicios Fernandes, diretor da Edenred Frete, o monitoramento mais intenso reduziu a dispersão de preços. “Com mais empresas se adequando às regras, o mercado mostra maior equilíbrio entre oferta e demanda”, afirmou.

O IFR é calculado a partir de dados da plataforma Repom, com base em 8 milhões de transações anuais de frete e vale-pedágio. A Edenred Frete atua há 30 anos na gestão e pagamento de despesas do transporte rodoviário de cargas.



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EUA dão sinais de que podem rever tarifa do café; medida pode beneficiar o Brasil



O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou em entrevista à Fox News que o governo americano estuda reduzir tarifas sobre produtos agrícolas, incluindo o café, como forma de conter o aumento de preços no país. A medida pode beneficiar diretamente o Brasil, principal exportador mundial do grão.

“Vamos reduzir algumas tarifas do café. Vamos permitir que entre um pouco de café [no país]. Vamos resolver tudo isso muito rápido, facilmente. É cirúrgico. Mas os custos estão bem mais baixos”, disse Trump à emissora americana.

A declaração reforça o esforço do governo norte-americano para controlar o custo de vida e minimizar os efeitos da inflação de alimentos sobre os consumidores.

Tesouro confirma que anúncios devem sair nos próximos dias

O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, também comentou o tema em entrevista à Fox News. Segundo ele, anúncios substanciais devem ser feitos nos próximos dias, envolvendo produtos agrícolas que não são produzidos em larga escala no país.

“Você verá alguns anúncios substanciais nos próximos dias em termos de coisas que não cultivamos aqui nos Estados Unidos, sendo o café uma delas, bananas e outras frutas”, afirmou Bessent.

De acordo com reportagem da Bloomberg Línea, a revisão tarifária faz parte de uma estratégia mais ampla da Casa Branca para reduzir pressões inflacionárias e estimular a economia doméstica, especialmente em setores ligados ao consumo de alimentos e bebidas.

Apesar das declarações, o governo americano ainda não apresentou um cronograma nem especificou quais países seriam contemplados. Também não está claro se a mudança será temporária, como resposta emergencial à inflação, ou se representará uma alteração estrutural na política tarifária dos Estados Unidos.

Sentindo falta do café brasileiro

Durante conversa com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva no início de outubro, Donald Trump havia dito que os Estados Unidos estavam “sentindo falta” de alguns produtos brasileiros afetados pelo tarifaço, segundo reportagem da BBC News Brasil. Na ocasião, o republicano teria mencionado o café entre os itens citados.

O preço da bebida nos EUA vem subindo desde que o governo impôs, em agosto, uma sobretaxa de 40% sobre produtos brasileiros. Analistas de mercado ouvidos pelo Canal Rural já alertavam que a medida poderia pressionar o valor da bebida para o consumidor americano, uma vez que o Brasil responde por cerca de 30% das importações de café verde dos Estados Unidos



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Presidente da COP30 visita área da Embrapa no evento



O presidente da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), André Corrêa do Lago, realizou medições para estimar o estoque de carbono em árvores na Capoeira do Black, uma área regenerada protegida pela Embrapa desde 1940. A visita ocorreu na manhã de quarta-feira (12) na Embrapa Amazônia Oriental, em Belém (PA), onde o embaixador destacou o papel das florestas na mitigação das mudanças climáticas.

Corrêa do Lago foi recebido pela presidente da Embrapa, Silvia Massruhá, e pela diretora-executiva de Inovação, Negócios e Transferência de Tecnologia (DINT), Ana Euler. Durante a visita, ele conheceu diversas vitrines de agropecuária sustentável e de baixas emissões. “Sensacional”, declarou o secretário do Clima, Energia e Meio Ambiente do Ministério das Relações Exteriores (MRE), ao adentrar o Pavilhão de Exposições da AgriZone.

Conhecimento sobre práticas sustentáveis

Acometido de entusiasmo, o embaixador também visitou a fazenda Álvaro Adolpho, referência em sistemas integrados e agricultura sustentável. No local, ele conheceu protocolos de baixo carbono e programas voltados para culturas como soja, trigo e carne. O chefe-geral da Embrapa Amazônia Oriental, Walkymário Lemos, ressaltou que a visita demonstra na prática como a ciência aplicada à agropecuária pode trazer benefícios para a resiliência e adaptação dos sistemas.

Na sequência, a comitiva seguiu para o Núcleo de Responsabilidade Socioambiental (Nures), focado na transição agroecológica e agricultura familiar. A diretora Ana Euler explicou que o espaço abriga a produção de alimentos essenciais para a população, especialmente a amazônica, incluindo um Sistema Agroflorestal (SAF) integrado com abelhas sem ferrão e cultivares de arroz sem emissão de metano.

Impacto das florestas no clima

Na Capoeira do Black, Corrêa do Lago ficou impressionado ao saber que a área abriga uma diversidade de espécies superior à da Inglaterra. Acompanhado pela pesquisadora Joice Ferreira, ele realizou medições para calcular a densidade da madeira e estimar o estoque de carbono de uma única árvore. “Está sendo um momento emocionante da COP30. Temos que divulgar isso e mostrar que a agricultura tem vários papéis em relação à mudança do clima”, afirmou.

Além de Corrêa do Lago, integraram a comitiva a pesquisadora Mariangela Hungria, laureada com o prêmio World Food Prize, e outros representantes da Embrapa. A visita destacou a importância da instituição e suas contribuições para a agenda internacional sobre mudanças climáticas.

Com informações de: embrapa.br.

Publicado com auxílio de inteligência artificial e revisão da Redação Canal Rural.



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AgroNewsPolítica & Agro

Chegada das chuvas: como controlar a mosca-dos-chifres


Quando chega o período das águas, o cenário ideal para a pecuária nem sempre é apenas pasto verde e abundante: as condições de calor e umidade favorece o aparecimento de um grande inimigo da pecuária brasileira — a mosca-dos-chifres (Haematobia irritans). Embora seja pequena em tamanho, essa praga tem impactos enormes na produtividade, no bem-estar animal e, consequentemente, nos resultados econômicos da fazenda.

Bovinos infestados podem apresentar queda de ganho de peso (em alguns casos até 20 kg em 150 dias)* e redução na produção de leite, além de comportamento de estresse, irritabilidade e menor eficiência alimentar e reprodutiva.

O brinco mosquicida da confiança do pecuarista, o TOP TAG 180, está de volta ao mercado. Desenvolvido pela Zoetis, líder global em saúde animal, o produto se destaca pela proteção de até 180 dias, maior concentração de Diazinon, o que potencializa a duração da proteção, aliando facilidade de uso, segurança e eficiência. Além disso, o produto possui carência zero para carne e leite, permitindo o uso durante a estação de maior desafio da mosca, sem comprometer o desempenho do rebanho nem a segurança alimentar. 

Segundo Elio Moro, gerente de Serviços Técnicos da Zoetis Brasil, o uso preventivo, antes de grandes infestações, é um fator chave para o sucesso no manejo sanitário. “Agir de forma preventiva garante não apenas bem-estar para os animais, mas também maior produtividade”, afirma.

Bovinos com menos moscas tem menos estresse, gastam menos energia tentando se livrar das moscas, se alimentam de forma adequada e consequentemente apresentam melhores indicies zootécnicos, especialmente em sistemas de produção intensiva.

*MACIEL, Willian Giquelin et al. Effects of Haematobia irritans infestation on weight gain of Nelore calves assessed with different antiparasitic treatment schemes. Preventive Veterinary Medicine, v. 118, p. 182–186, 2015.

 





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