quarta-feira, maio 27, 2026

Autor: Redação

AgroNewsPolítica & Agro

Banco oferece condições diferenciadas na Agrishow 2025


O Santander participará da 30ª edição da Agrishow, que acontece entre os dias 28 de abril e 2 de maio, em Ribeirão Preto (SP). Com uma equipe especializada em agronegócio, o Banco oferecerá suporte completo aos produtores rurais, atendendo desde as necessidades do negócio até soluções para o dia a dia.

Na feira, o Santander apresentará um portfólio completo de produtos e serviços voltados aos empreendedores do campo, como a CPR (Cédula de Produto Rural), ideal para antecipar recursos e financiar atividades rurais. Já o Multiagro, principal linha de investimento do Banco, é voltado a produtores que desejam modernizar sua produção com equipamentos nacionais e importados.

Entre os destaques da participação na Agrishow, o Santander oferecerá condições especiais para quem aderir à tag Sem Parar e à Fit Energia – plataforma de abrangência nacional que conecta geradores e consumidores de energia, promovendo o consumo de energia limpa e mais barata, sem necessidade de obras ou investimentos. O ecossistema do Banco também estará presente, com atendimento especializado para produtores pessoa jurídica, clientes Corporate, Private, Santander Financiamentos, entre outros.

O Banco ainda apresentará soluções voltadas ao setor como um todo, incluindo cash management, cartões de crédito e uma ampla oferta de seguros – como seguro de vida para o produtor rural, residencial, de máquinas e equipamentos. Também estarão disponíveis opções de financiamento para energia solar e consórcios personalizados, tanto para imóveis quanto para veículos pesados. Durante a feira, será possível realizar simulações de consórcios com taxas de administração a partir de 12,90% para autos e pesados, e 15,90% para imóveis. De acordo com dados do Banco Central, o Santander lidera entre os grandes bancos no índice de contemplação de consórcios.

“A Agrishow é um dos eventos mais estratégicos do calendário do agronegócio brasileiro. É um ambiente em que o produtor vem com foco em fechar negócios e buscar soluções que impulsionem sua atividade. Estar presente com um portfólio robusto e uma equipe preparada é essencial para mostrar que o Santander é parceiro do agro em todas as etapas da produção”, afirma Carlos Aguiar, diretor de Agronegócio do Santander Brasil.





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será que teremos mais promessas repetidas e os velhos problemas?


Na Agrishow 2025, a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) propôs ao governo federal um Plano Safra 2025/26 de R$ 599 bilhões — um aumento de 25,7% em relação ao ciclo anterior. A proposta inclui R$ 25 bilhões para equalização de juros e R$ 6 bilhões para o seguro rural. No papel, números expressivos. Na prática, a dúvida persiste: o produtor rural será, enfim, atendido?

A experiência mostra que não. Historicamente, os anúncios do Plano Safra ficam distantes da realidade do campo. Recursos prometidos chegam com atraso, o crédito subsidiado é insuficiente e o seguro rural segue cronicamente subfinanciado.

Pequenos e médios produtores, que mais dependem do apoio oficial, continuam desprotegidos diante de eventos climáticos cada vez mais severos.

Enquanto isso, o setor agropecuário, responsável pelo superávit comercial do Brasil, é sistematicamente utilizado como “poupança anticrise”. Sempre que a inflação ameaça sair do controle, são os produtores que pagam a conta: enfrentam crédito estrangulado, custos em alta e nenhuma contrapartida sólida em infraestrutura ou apoio à renda.

O pedido da FPA de mais R$ 25 bilhões para juros visa, na verdade, corrigir o impacto da Selic, que pode chegar a 15% em 2025. Já os R$ 6 bilhões para o seguro rural, apesar do reforço, estão longe de cobrir as perdas que secas, geadas e enchentes causam a cada safra.

O governo, mais uma vez, acena com promessas de crédito e inovação. Mas sem mudanças estruturais — como liberação ágil de recursos, menos burocracia e seguro rural robusto —, o novo Plano Safra corre sério risco de ser apenas mais um show de cifras sem efeito prático.

O campo brasileiro não precisa apenas de anúncios grandiosos. Precisa de respeito, previsibilidade e reconhecimento real de sua importância estratégica para o Brasil.

Miguel DaoudMiguel Daoud

Miguel Daoud é comentarista de Economia e Política do Canal Rural


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.



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veja como os preços abriram a semana pelo Brasil



O mercado físico do boi gordo abriu a semana com tentativas de compra em patamares mais baixos. Além disso, diversos frigoríficos seguem ausentes da compra de gado, avaliando as melhores alternativas para aquisição de boiadas em uma semana mais curta, em função do feriado prolongado.

De acordo com a consultoria Safras & Mercado, as escalas de abate apresentaram alguma evolução na última semana. A avaliação é de que a perda de qualidade das pastagens terá papel fundamental para a formação dos preços no decorrer do mês de maio.

As exportações em ótimo nível são outra variável relevante que precisa ser considerada neste momento, oferecendo um relevante ponto de sustentação aos preços da arroba, disse o analista Fernando Henrique Iglesias.

Veja os preços médios da arroba de boi gordo hoje

  • São Paulo: R$ 325,42
  • Goiás: R$ 309,29
  • Minas Gerais: R$ 319,41
  • Mato Grosso do Sul: R$ 323,30
  • Mato Grosso: R$ 326,16.

Atacado

O mercado atacadista volta a se deparar com preços firmes, carregando uma expectativa de uma primeira quinzena de maio interessante em termos de consumo. Isso ocorre considerando-se que, além da entrada dos salários na economia, há o adicional de consumo relacionado ao Dia das Mães, data que costuma estimular o consumo de carne bovina.

O quarto traseiro ainda é precificado a R$ 25 o quilo. O quarto dianteiro segue no patamar de R$ 20,50. A ponta de agulha ainda é cotada a R$ 18,50 o quilo.



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Na Agrishow, FPA cobra R$ 599 bilhões para Plano Safra 2025/26



Durante a abertura da Agrishow, em Ribeirão Preto (SP), a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) apresentou, em coletiva de imprensa, as principais reivindicações para a formulação do Plano Safra 2025/26. A maior bancada do Congresso Nacional solicitou a destinação de pelo menos R$ 599 bilhões em recursos para financiamento da produção agropecuária no próximo ciclo.

Segundo a FPA, do montante total solicitado, R$ 25 bilhões devem ser destinados exclusivamente à equalização de juros, com o objetivo de ampliar o acesso ao crédito e reduzir os custos financeiros para os produtores rurais. A bancada também propôs mais facilidade na tomada de financiamentos, como forma de impulsionar a produção de alimentos e contribuir para o controle da inflação.

O deputado federal Pedro Lupion (PP-PR), presidente da FPA, destacou a importância da ampliação dos recursos e da redução do custo do crédito para a economia como um todo. “Um crédito mais barato, com mais segurança e o montante disponibilizado com mais facilidade para os produtores, significa maior produção, alimentos mais baratos e diminuição da inflação”, afirmou Lupion.

Outra proposta apresentada pela FPA foi a destinação de 1% do volume total de recursos do Plano Safra para o seguro rural. A iniciativa busca trazer mais segurança às operações de crédito, reduzindo o risco para produtores e financiadores, especialmente em contextos de adversidades climáticas.

O vice-presidente da FPA, deputado federal Arnaldo Jardim (Cidadania-SP), reforçou que as propostas da bancada vão além de reivindicações financeiras e representam uma estratégia de desenvolvimento para o país. “Aqui tem uma proposta para o setor, uma proposta de país. Não se trata apenas de pleitear números ou montantes, mas de apresentar uma alternativa de construção para o Brasil”, disse.

O documento com as reivindicações foi entregue oficialmente aos representantes do governo presentes na feira, que é considerada a maior vitrine de tecnologia agrícola da América Latina. As discussões marcam o início das negociações para a definição do novo Plano Safra, que deverá entrar em vigor a partir de julho.

A expectativa do setor é que o governo apresente um programa robusto, capaz de garantir não apenas a expansão da produção agropecuária, mas também a competitividade do Brasil no mercado global.




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AgroNewsPolítica & Agro

Empresa britânica lança carregadeira na Agrishow 2025


A JCB escolheu a Agrishow 2025 – 30° Feira Internacional de Tecnologia Agrícola em Ação, que acontece entre os dias 28 de abril e 2 de maio, em Ribeirão Preto/SP, para lançar no Brasil a sua mais nova aposta para o agro: a carregadeira 437ZX AGRI, equipada com motor Cummins de 173hp e caçamba de 6m³. Indicada para operações de grande volume movimentado, a máquina combina alto desempenho, economia de combustível e conforto para o operador, consolidando-se como uma das soluções mais completas da categoria.

“A 437ZX chega para atender produtores que precisam de uma máquina multifuncional, robusta e eficiente. É uma solução ideal para o agro brasileiro, que cada vez mais busca produtividade com tecnologia”, destaca Adriano Merigli, CEO da JCB América Latina. “Trata-se de uma máquina que entrega excelente desempenho e baixo custo de manutenção”, completa Etelson Hauck, diretor de Estratégia & Soluções de Produto.

Outro produto em exposição na feira para demonstração é a Telemaster, conceito exclusivo JCB de carregadeira com braço telescópico TM320. Com capacidade de levantamento de até 3.200 kg e alcance vertical de 5,2 metros, o modelo se destaca pela combinação de força, versatilidade e agilidade nas operações de carga e movimentação no campo.

Além das novidades, a empresa traz em seu stand a retroescavadeira 4CX ECO, com três modos de direção, motor turbo de 100hp e impressionante profundidade de escavação de até 5,6 metros. Para operações que exigem agilidade e força, a marca apresenta também a minicarregadeira 270, com capacidade de carga operacional de 1.235kg e cinematismo vertical sistema de elevação que mantém o alcance máximo da base até a altura máxima.

Outra atração do estande da marca na Agrishow 2025 é a escavadeira hidráulica JS130, reconhecida por sua combinação de agilidade, robustez e eficiência. Com peso operacional de 13.625kg, a máquina é equipada com motor JCB Dieselmax de 100hp, mecânico de fácil manutenção, e bomba hidráulica de alta vazão. Ideal para operações que exigem velocidade e precisão, a JS130 alcança profundidade de escavação de até 6,03 metros e entrega grande força de escavação, tornando-se uma escolha certeira para quem busca produtividade e economia no campo.

“O agro brasileiro é um dos mais exigentes do mundo. Nossa missão é garantir que os clientes tenham acesso a máquinas com alto padrão de qualidade, tecnologia e suporte de ponta”. acrescenta Carlos França, diretor de vendas e marketing da JCB na América Latina.

A linha de manipuladores telescópicos Loadall está representada pelo modelo 541-70, com capacidade de levantamento de até 4.100kg e altura de até 7 metros. O equipamento conta com motor JCB Dieselmax de 114hp, três modos de direção e baixo consumo de combustível, sendo ideal para movimentação de fardos, big bags e outros insumos em fazendas, armazéns e cooperativas.

A empresa apresenta também aos visitantes da feira uma ampla opção de acessórios originais, como garra para silagem, caçambas, içadores, entre outros, que podem ser igualmente instalados em máquinas de outras marcas.

 





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Como ficaram os preços da soja na última segunda-feira do mês?



O mercado brasileiro de soja começa a semana bem lento em termos de negócios. Segundo o consultor da Safras & Mercado, Rafael Silveira, o produtor está capitalizado e já tinha vendido bem no início do mês, além de ter fixado bastante coisa anteriormente. Nesta segunda-feira (28), o mercado seguiu travado, com preços mistos, mas com variações bem pequenas, já que o dólar e a CBOT estão praticamente em direções opostas.

Os prêmios recuaram, com muitos embarques já efetivados, o que diminui a agressividade do comprador, que no curto prazo está bem abastecido.

Preços da soja no Brasil

  • Passo Fundo (RS): manteve em R$ 130,00
  • Santa Rosa (RS): manteve em R$ 131,00
  • Porto de Rio Grande (RS): manteve em R$ 135,00
  • Cascavel (PR): subiu de R$ 130,00 para R$ 131,00
  • Porto de Paranaguá (PR): manteve em R$ 134,00
  • Rondonópolis (MT): caiu de R$ 116,50 para R$ 116,00
  • Dourados (MS): caiu de R$ 120,00 para R$ 118,50
  • Rio Verde (GO): caiu de R$ 116,50 para R$ 116,00

Soja em Chicago

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a segunda-feira com preços mistos. Os agentes procuram um direcionamento e posicionam suas carteiras frente à virada do mês. As incertezas em relação à guerra tarifária entre Estados Unidos e China e o avanço do plantio norte-americano seguem no radar.

O início de semana foi de pouca novidade sobre possíveis negociações entre as duas principais economias do mundo no que diz respeito à guerra comercial. No momento, o cenário é de restrição da demanda chinesa pelo produto americano.

Em relação ao plantio nos Estados Unidos, logo mais o Departamento de Agricultura norte-americano vai atualizar a evolução dos trabalhos, em relatório que será divulgado às 17h.

As inspeções de exportação norte-americana de soja chegaram a 439.341 toneladas na semana encerrada no dia 24 de abril, conforme relatório semanal divulgado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Na semana anterior, as inspeções de exportação de soja haviam atingido 559.813 toneladas.

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Contratos futuros da soja

Os contratos da soja em grão com entrega em maio fecharam com alta de 2,25 centavos de dólar ou 0,21% a US$ 10,52 por bushel. A posição julho teve cotação de US$ 10,62 1/2 por bushel, perda de 3,25 centavos ou 0,30%.

Nos subprodutos, a posição julho do farelo fechou com baixa de US$ 2,60 ou 0,87% a US$ 295,90 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em julho fecharam a 50,46 centavos de dólar, com alta de 0,65 centavo ou 1,30%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em baixa de 0,71%, sendo negociado a R$ 5,6471 para venda e a R$ 5,6451 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,6461 e a máxima de R$ 5,7002.



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Massa de ar polar avança e provoca frio intenso; saiba onde e quando



A semana começou com mudanças significativas no clima em várias regiões do país. A atuação de uma frente fria em parte do Sudeste, seguida pela chegada de uma massa de ar polar, trouxe ar mais seco e frio para o Centro-Sul do Brasil.

A previsão da Climatempo indica que o frio persistirá ao longo dos próximos dias, mantendo temperaturas amenas e baixos volumes de chuva.

Frio se intensifica no Centro-Sul

O outono é tradicionalmente uma estação de transição no Brasil, marcada pela alternância entre dias quentes no início e condições mais amenas e frias ao final do período. Nos próximos dias, a massa de ar polar atuará com mais força, provocando temperaturas muito baixas, especialmente na região Sul. Mas áreas do sul de Mato Grosso do Sul e do estado de São Paulo também devem sentir a queda nos termômetros.

Geada reforça o frio intenso no Sul

No Sul, as temperaturas devem ser as mais baixas do país. A previsão indica a ocorrência de geada em amplas áreas da região, um sinal clássico da intensidade do frio. A formação da geada exige condições específicas: noites de céu limpo, vento fraco e ar seco, que favorecem o resfriamento do solo durante a madrugada.

Mesmo que as medições padrão de temperatura do ar indiquem valores entre 3 °C e 4 °C, informa a Climatempo, o resfriamento mais intenso próximo à superfície pode levar ao congelamento do orvalho, caracterizando a geada. A ocorrência desse fenômeno confirma a presença de uma forte massa de ar polar sobre a região.

O cenário de temperaturas baixas e geada deve impactar as atividades agrícolas no Sul e demanda atenção especial dos produtores para proteger culturas mais sensíveis ao frio.



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Ferrogrão é necessária e será importante se STF encontrar solução de impasses, diz ministro



O ministro dos Transportes, Renan Filho, afirmou nesta segunda-feira (28) que o governo segue buscando avançar para retomar os estudos da Ferrogrão. Dias após posicionamento favorável da Procuradoria-Geral da República (PGR) em processo que corre no Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro reforçou sua defesa ao projeto.

“Acho que para o Brasil e para a infraestrutura nacional, é importante que a gente leve esse projeto adiante”, disse o ministro a jornalistas após evento em Brasília.

Renan Filho afirmou que mantém diálogos com o STF e considera que, se a Suprema Corte “encontrar um campo jurídico, uma solução para esse impasse, vai ser muito importante”.

As disputas em torno da Ferrogrão se arrastam desde 2021 após a suspensão dos estudos por decisão liminar do STF em ação movida pelo PSOL, que aponta riscos ambientais e falta de consulta a comunidades potencialmente afetadas. Após ajustes, há expectativa de que o Supremo autorize a retomada no fim do ano, após a COP30, como mostrou o Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.

“Nós estamos em diálogo com o STF para garantir que todas essas condicionantes sejam cumpridas”, disse Renan Filho.

Segundo ele, o Ministério dos Transportes revisou o projeto para observar as questões apontadas. “Esperamos que, com a solução saindo do processo judicial, a gente caminhe para a finalização do estudo econômico, financeiro e de engenharia para levar o Ferrogrão a leilão.”

Ao reafirmar sua avaliação de que o projeto é importante para o País, Renan Filho defendeu que outros projetos ferroviários também precisam ganhar fôlego. “Precisamos intensificar ainda mais esse trabalho com a Ferrogrão, com o corredor Fico-Fiol, com a refeição da Malha-Oeste, com a construção das obras da Transnordestina, com o trecho de Açailândia-Barcarena.”



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Negociação de acordo com Mercosul está em fase final, diz ministra dos Emirados Árabes



Os Emirados Árabes estão nas negociações finais para a assinatura de um acordo com o Mercosul, relatou nesta segunda-feira (28) Reem Al-Hashimy, ministra de Estado para Cooperação Internacional dos Emirados Árabes.

“Estamos na fase final da negociação com o Mercosul. Estamos interessados em fechar esses negócios logo e acredito que ainda este ano”, disse a ministra, em entrevista a jornalistas, no Rio de Janeiro, onde os chanceleres dos países do Brics reúnem-se nesta semana.

Os Emirados Árabes assinaram mais de 27 tratados comerciais pelo mundo e discutem agora outras oportunidades que podem ser abertas, no Brasil, no Mercosul e na América Latina, contou Saeed Al Hajeri, ministro assistente para Relações Econômicas e Comerciais dos Emirados Árabes.

“E por um lado o Brasil pode ser esse caminho, essa porta de entrada para a América Latina”, disse Al Hajeri.

O ministro mencionou que os Emirados Árabes já possuem grandes investimentos e acordos estabelecidos no campo de energias renováveis, mas que há interesse em outras áreas, como infraestrutura, segurança alimentar e logística.

“Em 2023, o comércio bilateral não petrolífero entre os Emirados Árabes Unidos e o Brasil ultrapassou US$ 4 bilhões, o que demonstra a profundidade e a resiliência de nossos laços econômicos. Acreditamos que este é apenas o começo. Nosso objetivo é expandir significativamente os volumes de comércio, os fluxos de investimento e a colaboração intersetorial nos próximos anos. Continuam existindo oportunidades significativas para empresas brasileiras nos Emirados Árabes Unidos, bem como oportunidades de investimento em diversos setores para os Emirados Árabes Unidos no Brasil. Os Emirados Árabes Unidos veem o Brasil como um parceiro estratégico em setores críticos, incluindo energia, infraestrutura, agricultura e defesa”, declarou Al Hajeri.

As autoridades lembraram que o Brasil conta com empresas e investimentos já bem estabelecidos de empresas e fundos dos Emirados Árabes, mas trabalham para aumentar essa presença e ligação com o país.

“A distância não é uma barreira, já temos quase 20 voos por semana, e temos mais por fazer nessa área”, disse a ministra, sobre articulações para aumentar o número de voos semanais, que incluem tanto a expansão da atual atuação da companhia aérea Emirates quanto retomar a operação da Etihad Airways no Brasil.

“Temos orgulho da crescente presença dos Emirados Árabes Unidos no Brasil e também das empresas brasileiras que estão se estabelecendo nos Emirados Árabes Unidos e em toda a nossa região. Também mantemos fortes laços econômicos com os membros do Mercosul e vemos um potencial acordo comercial como uma oportunidade importante para fortalecer ainda mais os laços interpessoais com a região”, acrescentou Al Hajeri.



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Governo lança Programa Caminho Verde para recuperar 40 milhões de hectares



O governo Federal lançou nesta segunda-feira (28), em São Paulo, o Programa Caminho Verde Brasil e o segundo leilão do Eco Invest, durante coletiva de imprensa com os ministros da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro; da Fazenda, Fernando Haddad; e do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva.

O Programa Caminho Verde Brasil prevê a recuperação de 40 milhões de hectares de áreas degradadas para uso exclusivo em agricultura sustentável no prazo de dez anos. A ação é coordenada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) em parceria com outros ministérios, instituições financeiras, autarquias federais e representantes do setor agropecuário.

Durante o evento, o ministro Carlos Fávaro destacou que a iniciativa vai além da recuperação de terras e representa uma estratégia de desenvolvimento sustentável para a agropecuária brasileira. “No início, tratávamos essa iniciativa como um simples plano de recuperação de áreas degradadas. Hoje, sabemos que ela tem um papel ainda maior: induzir o desenvolvimento de forma correta e sustentável”, afirmou.

O Eco Invest tem como meta mobilizar recursos para a recuperação de 1 milhão de hectares de terras degradadas nos biomas da Mata Atlântica, Cerrado, Caatinga, Pampa e Pantanal. O primeiro leilão direcionado desse fundo marca o início da implementação prática do Caminho Verde Brasil.

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, reforçou a importância da integração entre sustentabilidade e desenvolvimento econômico. Ele destacou que a agenda de recuperação ambiental no setor agropecuário já foi incorporada nas diretrizes dos últimos Planos Safra e deve ser intensificada nos próximos ciclos.

A ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, explicou que o programa dialoga diretamente com os compromissos ambientais do Brasil, como a redução de emissões de carbono, o Plano Clima e a meta de desmatamento zero até 2030. “Utiliza instrumentos financeiros que possibilitam a recuperação de áreas já utilizadas e degradadas, promovendo a restauração do solo e a manutenção dos sistemas hidrológicos”, afirmou.

Atualmente, o Brasil utiliza cerca de 280 milhões de hectares para a agropecuária, dos quais 165 milhões são pastagens. Desse total, aproximadamente 82 milhões de hectares estão degradados. A meta é recuperar 40 milhões de hectares nos próximos dez anos, com apoio de novos leilões e parcerias internacionais.

Durante a coletiva, o assessor especial do Mapa, Carlos Ernesto Augustin, ressaltou que o Caminho Verde Brasil está saindo do papel graças à mobilização de diferentes setores e à estruturação do Eco Invest como instrumento de financiamento.

O evento também contou com a presença do secretário do Tesouro Nacional, Rogério Ceron; da embaixadora do Reino Unido no Brasil, Stephanie Al-Qaq; da chefe da representação do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) no Brasil, Annette Killmer; e do secretário-executivo do Ministério do Meio Ambiente, João Paulo Capobianco.

O governo brasileiro segue em busca de novos investimentos internacionais para apoiar o programa e fortalecer o desenvolvimento sustentável no país.



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