terça-feira, março 10, 2026

Autor: Redação

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Um detalhe no cadastro pode travar seu crédito rural



O cenário mudou com o endurecimento das normas ligadas a critérios ambientais


O cenário mudou com o endurecimento das normas ligadas a critérios ambientais
O cenário mudou com o endurecimento das normas ligadas a critérios ambientais – Foto: Canva

A regularidade ambiental passou a ocupar papel central no acesso ao crédito rural no país. Segundo Rafael Guazelli, sócio-fundador da Guazelli Advocacia, a análise do Cadastro Ambiental Rural ganhou peso decisivo nas avaliações feitas por instituições financeiras.

O cenário mudou com o endurecimento das normas ligadas a critérios ambientais, sociais e de governança e também com novas diretrizes do Banco Central. Nesse contexto, o CAR passou a ser analisado de forma mais rigorosa e automatizada. Situações como sobreposição de áreas ou déficit de reserva legal sem compensação podem bloquear imediatamente a liberação de financiamento.

Além disso, instituições financeiras passaram a utilizar sistemas de inteligência artificial capazes de cruzar informações declaradas no cadastro com imagens de satélite atualizadas. Quando há divergência entre os dados registrados e o que é identificado nas imagens, como indícios de desmatamento recente ou uso irregular da área, o impacto pode ser direto na classificação de risco do produtor, reduzindo a possibilidade de obtenção de crédito.

Outro ponto que tem preocupado produtores é a situação de cadastros que estão ativos, mas ainda não homologados pelos órgãos responsáveis. Com o aumento da demanda por custeio para a próxima safra em 2026, essa pendência administrativa pode se transformar em um obstáculo relevante no relacionamento com bancos.

Nesse ambiente mais rigoroso, a regularização ambiental deixa de ser apenas uma obrigação legal e passa a integrar a estratégia financeira das propriedades. A avaliação jurídica do CAR antes da busca por financiamento, a defesa administrativa em autos de infração que possam bloquear operações e o ajuste de termos de compromisso para evitar restrições são medidas que ajudam a preservar o fluxo de crédito. A orientação é não deixar a regularização para o momento em que o recurso já é necessário, já que o planejamento jurídico agrário pode ser determinante para garantir a continuidade da produção.

 





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Falta de chuva reduz potencial da cana-de-açúcar



Falta de chuva reduz potencial da cana-de-açúcar



Foto: Canva

O desenvolvimento da cana-de-açúcar na região administrativa de Emater/RS-Ascar em Santa Rosa apresenta resultados distintos conforme as condições climáticas registradas nas últimas semanas. As informações constam no Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar divulgado na quinta-feira (5).

De acordo com o relatório da Emater/RS-Ascar, nas áreas onde houve maior estabilidade climática o desenvolvimento vegetativo da cultura é considerado satisfatório. Já nas localidades com registro de chuvas insuficientes e temperaturas elevadas, o crescimento dos colmos e a absorção de nutrientes foram prejudicados, o que compromete o potencial produtivo das lavouras.

O documento também aponta atraso no desenvolvimento das áreas que passaram por corte e dos plantios mais recentes. Em função do menor porte das plantas, produtores já estimam uma leve redução na produção da cultura na região.

Segundo o Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar, a cana-de-açúcar possui participação econômica limitada nos municípios atendidos pela regional de Santa Rosa. A produção ocorre, em sua maioria, em pequenas áreas destinadas à alimentação animal e ao processamento artesanal, principalmente para a fabricação de melado, rapadura e cachaça.

O levantamento indica ainda que o preço da cana-de-açúcar permanece em torno de R$ 136,60 por tonelada.





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Produtor que sofreu com granizo no plantio da soja agora encontra diesel R$ 2 mais caro


soja, colheita
Soja. Foto: Embrapa

O produtor Eduardo Martins, de Alvorada do Sul, no Paraná, sofreu com chuva de granizo no início da semeadura de soja e, agora, relata escassez e aumento de preço do diesel em alguns postos e distribuidoras da região.

Segundo ele, que também é presidente do sindicato rural do município, o combustível foi encontrado entre R$ 1,50 e R$ 2,00 mais caro do que o habitual nos postos da cidade.

“Nas distribuidoras que a gente está acostumado a comprar diesel está faltando, tanto na particular quanto em outra através de uma cooperativa. Tivemos que ir atrás de uma outra distribuidora que a gente não era cliente ainda e conseguimos fazer a compra do diesel mediante pagamento antecipado. Agora eles já entregaram o diesel para a gente, mas nos postos do município ainda está faltando”, conta.

De acordo com Martins, a escassez do insumo em um momento crítico da colheita tem grande impacto nas finanças do produtor do município, que já está tendo que conviver com margens apertadas.

O relato do agricultor ganha eco nas manifestações de entidades do agro, como a Federação da Agricultura do Estado do Paraná (Sistema Faep), que divulgou nota nesta terça-feira (10) alertando sobre a possível interrupção de atividades mecanizadas no estado, além de impactos na logística do setor e elevação do custo do frete rodoviário.

O motivo da preocupação envolve a situação no Estreito de Hormuz, rota estratégica por onde passa cerca de 20% do petróleo e do gás natural comercializados no mundo. A instabilidade na região, gerada pelos ataques coordenados de Israel e Estados Unidos ao Irã, já começou a provocar turbulências no mercado internacional.

Falta nas transportadoras

O presidente da Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul), Domingos Velho Lopes, destaca que desde terça-feira passada (3), há registros de redução de oferta de diesel, com falta de disponibilidade das transportadoras para carregar o combustível aos produtores.

“Após quinta-feira (5) até ontem (9), não tínhamos nem carregamento nos TRRs, que são os transportadores retalistas, para as propriedades rurais. E como nós estamos em plena colheita do arroz, perto de 900 mil hectares em andamento, vários produtores começaram a me chamar e avisar nesse sentido, que nós estávamos com problema de suprimento”, comenta.

Segundo ele, os agricultores relatam que contam apenas com o diesel estocado na propriedade, o suficiente para, no máximo, quatro dias.

A mesma situação é registrada em outras regiões do Paraná, como Ubiratã, Piraí do Sul, Lapa, Prudentópolis e Nova Esperança. Além da falta de combustível, há queixas sobre o aumento no preço do litro.

Resposta da ANP

A Agência Nacional do Petróleo (ANP) nega irregularidades na importação do combustível e, tampouco, na distribuição interna. Sobre os preços, a autarquia lembra que o mercado é livre no Brasil desde 2002, ou seja, não há tabelamento. “O valor nas bombas depende exclusivamente das refinarias distribuidoras e da cotação internacional”, destaca.

Segundo a ANP, o consumidor que se sentir lesado deve procurar o Programa de Proteção e Defesa do Consumidor (Procom) e, se perceber a formação de cartéis, a responsabilidade é do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

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Cepea/Abiove: Avanço da agroindústria gera nova revisão positiva no PIB da…


Com um novo avanço da agroindústria no terceiro trimestre, o já expressivo crescimento do PIB da cadeia da soja e do biodiesel para 2025 passou por mais uma revisão positiva. No segmento de esmagamento, o resultado esteve em linha com a melhora das perspectivas para o ano indicada pela Abiove (Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais). No caso do biodiesel, o movimento foi impulsionado pela aceleração da produção observada no terceiro trimestre, associada à entrada do B15 em 1º de agosto.

Diante disso, os estudos realizados pelo Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP, em parceria com a Abiove, apontam que o PIB da cadeia da soja e do biodiesel pode crescer expressivos 11,66% em 2025. A estimativa atual supera em 0,37 ponto percentual a do relatório anterior, refletindo o avanço da agroindústria e seu impacto positivo sobre os agrosserviços da cadeia.

De modo geral, a colheita de uma safra 2024/25 de soja recorde no Brasil e a intensificação do processamento do grão por parte da indústria vêm sustentando a previsão de forte alta do PIB da cadeia da soja e do biodiesel em 2025. Com isso, o PIB da cadeia produtiva representaria 23% do PIB do agronegócio neste ano e 5,7% do PIB nacional.

Apesar desse desempenho, segundo pesquisadores do Cepea/Abiove, com novas quedas de preços no terceiro trimestre, a variação dos preços relativos tornou-se negativa para a cadeia produtiva. Entre janeiro a setembro de 2024 e de 2025, os preços da cadeia produtiva recuaram 7,27% – uma piora frente à estimativa anterior, que apontava estabilidade. Essa deterioração no terceiro trimestre decorreu exclusivamente das fortes elevações de preços observadas no mesmo período de 2024, uma vez que, em geral, houve alta de preços ao longo do terceiro trimestre de 2025 – caracterizando, portanto, um efeito de base de comparação. Esse movimento também levou à redução da estimativa de avanço da renda da cadeia da soja e do biodiesel, embora a expansão dos volumes produzidos ainda assegure crescimento. A estimativa atual indica alta de 3,54% na renda da cadeia em 2025, revertendo uma sequência de três anos consecutivos de queda. Ainda assim, essa projeção foi revisada para baixo pela segunda vez no terceiro trimestre (era de +11,19% no relatório anterior).

Com base nas informações levantadas até o encerramento do terceiro trimestre de 2025, estima-se que o PIB gerado por tonelada de soja produzida e processada poderá representar 4,2 vezes o PIB gerado pela soja produzida e exportada diretamente.

MERCADO DE TRABALHO – Houve aumento de 7,15% no número de pessoas ocupadas na cadeia produtiva da soja e do biodiesel no terceiro trimestre de 2025 em relação ao mesmo período do ano anterior, totalizando 2,39 milhões de trabalhadores. Com isso, a participação da cadeia produtiva na economia brasileira foi de 2,34% e, no agronegócio, de 10,35%.

De acordo com pesquisadores do Cepea/Abiove, o avanço das ocupações no trimestre – refletindo o desempenho ao longo de 2025 – decorreu principalmente dos aumentos registrados antes da porteira e nos agrosserviços.

A maior área destinada à soja e o crescente uso de tecnologia levaram o segmento de insumos a registrar aumento de 7,09% no número de pessoas ocupadas, o que representa cerca de 10 mil trabalhadores adicionais. Nos agrosserviços, o crescimento foi de 12,08%, associado ao aumento da produção física e do processamento da soja, que amplia a demanda por serviços e aquece o mercado de trabalho nesse segmento.

Por outro lado, dentro da porteira e nas agroindústrias, o cenário foi de redução das ocupações. Na soja, houve queda de 30.291 pessoas ocupadas (-6,98%), com recuo observado na maioria dos estados produtores, indicando ganhos de produtividade do trabalho. Destaca-se, ainda, a perda expressiva de ocupações no Rio Grande do Sul (-26.655 pessoas), que teve uma quebra de safra por questões climáticas. Na agroindústria, as indústrias de rações e de esmagamento e refino reduziram suas ocupações, e o pequeno aumento observado na indústria de biodiesel não foi suficiente para reverter o resultado agregado do segmento.

COMÉRCIO EXTERIOR – As exportações brasileiras da cadeia da soja e do biodiesel totalizaram 35,54 milhões de toneladas no terceiro trimestre de 2025, avanço de 11,78% em relação ao mesmo trimestre de 2024. Com o crescimento dos volumes embarcados, a variação da receita passou a ser positiva na comparação trimestral: +4,47%, alcançando US$ 14,5 bilhões no período. O avanço mais moderado da receita frente ao crescimento dos volumes reflete os menores preços de exportação da soja e do farelo de soja.

A pressão sobre os preços de exportação do grão e do farelo decorreu da ampla oferta desses produtos no mercado internacional, apesar da demanda firme. Para 2025/26, as projeções indicam mudança na tendência de disponibilidade global, com expectativa de queda na produção.

No caso da soja em grão, o aumento dos embarques foi impulsionado principalmente pela China e pelo Sudeste Asiático. Para o farelo, destacaram-se como destinos com crescimento a União Europeia e o Leste Asiático. Já no caso do óleo de soja, diante da firme demanda doméstica, houve redução dos volumes exportados, com quedas sobretudo para a China e para o grupo de “outros destinos”.





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Parceria entre Cecafé e Emater leva práticas sustentáveis ao campo


cecafe emater-mg
Foto: Emater-MG/Divulgação

A parceria entre o Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé) e a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater-MG) tem levado práticas sustentáveis diretamente aos produtores de café em Minas Gerais.

A iniciativa integra o programa Construindo Solos Saudáveis, que busca melhorar a qualidade do solo, reduzir custos de produção e fortalecer a sustentabilidade.

Criado por técnicos da Emater-MG, o programa surgiu da necessidade de recuperar a saúde do solo em lavouras de café, muitas vezes afetadas por práticas que deixam o terreno exposto à chuva, ao vento e à erosão.

Segundo o coordenador técnico da Emater, Bernardino Cangussu, nos últimos cinco anos, mais de 2 mil unidades demonstrativas foram implantadas em propriedades rurais.

A estratégia é apresentar aos produtores técnicas de manejo durante dias de campo, nos quais produtores visitam áreas experimentais e acompanham, na prática, o funcionamento das técnicas.

Nas unidades demonstrativas são cultivadas diferentes espécies de plantas de cobertura entre as linhas de café, permitindo que os produtores observem os resultados diretamente no solo e na lavoura. “Há uma troca de experiências no local, vendo em loco essas plantas e como elas agem no solo”, destaca Cangussu.

Benefícios

Entre os principais benefícios do uso dessas plantas está a redução da temperatura do solo, que pode chegar a uma diferença de até 12 °C a 15 °C em comparação com áreas descobertas. De acordo com Cangussu, o manejo também contribui para a reciclagem de nutrientes.

“As plantas também tiram nutrientes que estavam perdidos em profundidade do solo e trazem esses nutrientes para cima, fazendo uma reciclagem. Quer dizer, o produtor vai usar menos recurso para adubar e vai ter nutrientes disponíveis quase o ano todo”, explica.

Além disso, as raízes dessas espécies ajudam a formar canais naturais de infiltração de água, aumentam a matéria orgânica e favorecem a atividade de organismos como minhocas, que melhoram a estrutura e a porosidade do solo.

Outro benefício destacado pelo técnico é o aumento da presença de inimigos naturais de pragas, o que contribui para o equilíbrio biológico da lavoura.

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Boi gordo hoje: cotações seguem impactadas pela guerra; veja os preços da arroba


boi gordo preços no Brasil
Foto gerada por IA

O mercado físico do boi gordo apresenta pressão baixista no decorrer desta semana, com as indústrias sinalizando para maior conforto das suas escalas de abate.

O analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias lembra que as declarações do presidente Donald Trump ofereceram uma perspectiva de normalização do fluxo de embarques no Oriente Médio.

“No entanto, a logística global segue desnorteada, com relatos de problemas no escoamento da exportação de carne bovina e da carne ovina da Austrália. A expectativa é que no curtíssimo prazo os frigoríficos tentem realizar compras em patamares mais baixos”, disse.

Preços médios do boi gordo

  • São Paulo: R$ 345,33 — ontem: R$ 349,83
  • Goiás: R$ 330,18 — ontem: estável
  • Minas Gerais: R$ 344,41 — ontem: inalterado
  • Mato Grosso do Sul: R$ 335,80 — ontem: R$ 339,89
  • Mato Grosso: R$ 338,31 — ontem: R$ 338,04

Mercado atacadista

O mercado atacadista se depara com acomodação em seus preços ao longo da semana. Segundo Iglesias, mesmo a entrada dos salários na economia tem sido insuficiente para justificar novos reajustes dos preços da carne bovina.

“O fato é que a carne bovina já assumiu um patamar de preços que afasta boa parte dos consumidores brasileiros, em especial aquelas famílias que têm como renda entre um e dois salários-mínimos. Nessa faixa, a prioridade está no consumo de proteínas mais acessíveis, a exemplo da carne de frango, embutidos e ovos”, pontuou.

  • Quarto dianteiro: ainda é precificado a R$ 20,50 por quilo;
  • Quarto traseiro: segue cotado a R$ 27,00 por quilo;
  • Ponta de agulha: se mantém a R$ 20,50, por quilo.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em queda de 0,15%, sendo negociado a R$ 5,1572 para venda e a R$ 5,1552 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,1328 e a máxima de R$ 5,1848.

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5 estados em risco de alagamentos e transtornos nesta semana


A previsão do tempo indica o retorno de chuvas intensas e volumosas em áreas do Centro-Sul do país ao longo desta semana. As informações são do serviço meteorológico Meteored, que aponta risco de acumulados próximos de 200 milímetros até o fim da segunda semana de março.

Segundo a análise do Meteored, dois sistemas meteorológicos devem favorecer o aumento das precipitações: a atuação de uma frente fria e a presença de uma área de alta pressão atmosférica sobre o oceano. Esses sistemas devem manter condições para chuvas frequentes e, em alguns pontos, intensas, com potencial para provocar transtornos como alagamentos, inundações e deslizamentos de terra, especialmente em áreas urbanas.

A previsão para os próximos dias indica aumento das instabilidades em diversas regiões do país, com pancadas de chuva recorrentes que podem ocorrer acompanhadas de rajadas de vento e temporais. Essas condições ampliam o risco de alagamentos e movimentos de massa em estados do Centro-Oeste e do Sudeste.

Nesta terça-feira (10), a previsão aponta chuvas fracas a moderadas e possibilidade de pancadas isoladas entre o norte e o leste do Paraná e em grande parte do São Paulo. Durante a tarde, as instabilidades devem se intensificar, com precipitações localmente fortes no norte paranaense, em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais — com exceção do norte do estado — e em Mato Grosso do Sul. Pancadas pontualmente intensas também são previstas no Espírito Santo e em áreas do sul de Goiás e do Mato Grosso. À noite, ainda há possibilidade de instabilidades entre Mato Grosso do Sul, norte do Paraná e São Paulo.

Na quarta-feira (11) e na quinta-feira (12), o período da manhã deve começar com chuvas de intensidade fraca a moderada e possibilidade de pancadas isoladas mais fortes entre São Paulo, o sul de Minas Gerais e o sul do Rio de Janeiro. Ao longo da tarde, as precipitações tendem a se intensificar e se espalhar por praticamente todo o Sudeste, com exceção do norte mineiro, além de áreas de Mato Grosso do Sul, sul de Goiás, sul de Mato Grosso e regiões do norte e leste do Paraná. Também podem ocorrer trovoadas isoladas.

De acordo com o Meteored, essas chuvas devem ocorrer de forma localizada e irregular, com pancadas mais intensas em alguns pontos. Mesmo assim, há previsão de continuidade das instabilidades no período da noite em todos esses estados.

Na sexta-feira (13), as precipitações devem se formar principalmente durante a tarde, com intensidade moderada e trovoadas isoladas, concentrando-se sobretudo na Região Sudeste e em áreas do Centro-Oeste. No Paraná, a chuva deve ocorrer principalmente na faixa leste devido à circulação atmosférica.

Os acumulados previstos até a noite de sexta-feira podem superar 110 milímetros em áreas centrais do Mato Grosso do Sul, no norte do Paraná, no Triângulo e no sul de Minas Gerais, além de regiões de São Paulo e do sul do Rio de Janeiro. Em algumas áreas, os volumes podem variar entre 170 e 190 milímetros.

O alerta é para que a população acompanhe os avisos meteorológicos ao longo da semana, já que as chuvas podem ocorrer de forma persistente e concentrar volumes elevados em curto período, aumentando o risco de transtornos, principalmente em áreas mais vulneráveis.





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Países da América do Sul se reúnem para discutir soluções aos impactos climáticos


Homem agachado sobre terra seca
Foto: Pedro Silvestre/Canal Rural

Governos de nove países da América do Sul se reúnem em Brasília nesta quarta e quinta-feira (11 e 12), para buscar soluções conjuntas diante dos impactos da mudança do clima sobre a agricultura, o abastecimento de alimentos, a soberania alimentar e a segurança nutricional na região.

O encontro é promovido pela Rede de Sistemas Públicos de Abastecimento e Comercialização de Alimentos (Rede SPAA) na América Latina e Caribe, atualmente presidida pelo governo brasileiro, por meio da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), e coordenado pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO/ONU).

O seminário Desafios e Soluções para as Mudanças Climáticas: impactos na agricultura e nos
sistemas agroalimentares do futuro terá início nesta quarta-feira (11), a partir das 9 horas, no Centro de Desenvolvimento de Recursos Humanos (CDRH) da Conab, no Setor de Indústria e Abastecimento (SIA).

O evento reunirá representantes de governos do Brasil, Argentina, Chile, Colômbia, Equador, Paraguai, Peru, Uruguai e Venezuela, organismos internacionais e especialistas para discutir políticas públicas, instrumentos de abastecimento e estratégias capazes de tornar os sistemas agroalimentares mais resilientes aos eventos climáticos extremos.

Serviço

Desafios e soluções para as mudanças climáticas: impactos na agricultura e nos sistemas agroalimentares do futuro
Datas: Quarta-feira (11) e quinta-feira (12) de março de 2026
Horários: Quarta (11), de 9h às 18h | Quinta (12), de 08h30 às 18h
Abertura: Quarta-feira, 11 de março 2026, a partir das 9h
Encerramento: Quinta-feira, 12 de março de 2026, a partir das 17h
Local: Centro de Desenvolvimento de Recursos Humanos (CDRH) da Conab
Endereço: SIA Q 6 C – SIA, Brasília/DF – CEP: 71200-040

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Produtor fora do jogo? Soja tem dia travado no Brasil; confira os preços


mãos com grãos de soja
Foto: Pixabay

O mercado brasileiro de soja registrou uma terça-feira (10) de preços predominantemente mais baixos. Segundo o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, o dia foi marcado por um mercado apenas nominal, com várias tradings fora de atividade e sem apresentar ofertas consistentes de preços.

“Foi um dia marcado por negócios da mão para a boca, poucos players no mercado. O produtor ficou de fora, querendo spreads melhores. Mas com a situação de aversão ao risco, o mercado seguiu travado”, comentou Silveira.

De acordo com ele, a Bolsa de Chicago teve volatilidade limitada, com as atenções voltadas para o relatório de oferta e demanda de março do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos. O dólar e os prêmios registraram apenas pequenas alterações e não tiveram impacto relevante no mercado físico brasileiro.

Preços de soja no Brasil

  • Passo Fundo (RS): desceu de R$ 127,00 para R$ 124,50
  • Santa Rosa (RS): desceu de R$ 128,00 para R$ 125,50
  • Cascavel (PR): desceu de R$ 121,50 para R$ 120,00
  • Rondonópolis (MT): desceu de R$ 110,00 para R$ 109,00
  • Dourados (MS): permaneceu em R$ 110,00
  • Rio Verde (GO): subiu de R$ 110,00 para R$ 111,00
  • Paranaguá (PR): desceu de R$ 132,50 para R$ 131,00
  • Rio Grande (RS): desceu de R$ 133,00 para R$ 130,50

Soja em Chicago

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago fecharam a terça-feira com alta para o grão e o farelo, enquanto o óleo recuou. A sessão foi marcada por forte volatilidade, com o mercado oscilando entre altas e baixas dentro de margens reduzidas.

Os investidores repercutiram o relatório de março do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, que reduziu em 1 milhão de toneladas a estimativa de produção mundial de soja para a safra 2025/26.

Ao final da sessão, prevaleceu a expectativa de novas compras de soja norte-americana por parte da China, diante da possibilidade de encontro entre representantes dos dois países no próximo final de semana, segundo informações da Dow Jones. A queda significativa do dólar frente a outras moedas também deu suporte às cotações.

USDA

O USDA projetou a safra mundial de soja em 2025/26 em 427,18 milhões de toneladas. Em fevereiro, a estimativa era de 428,18 milhões.

Para o Brasil, a projeção foi mantida em 180 milhões de toneladas para 2025/26, enquanto o mercado esperava 179,3 milhões. Para 2024/25, a estimativa permanece em 171,5 milhões de toneladas. Já a produção da Argentina em 2025/26 foi projetada em 48 milhões de toneladas, abaixo dos 48,5 milhões estimados em fevereiro. O mercado apostava em 48,1 milhões.

Nos Estados Unidos, a safra de soja em 2025/26 foi indicada em 4,262 bilhões de bushels, o equivalente a 116 milhões de toneladas, com produtividade de 53 bushels por acre, repetindo as projeções do relatório anterior.

Os estoques finais foram projetados em 350 milhões de bushels, ou 9,53 milhões de toneladas, também sem alterações. O mercado esperava 343 milhões de bushels, ou 9,33 milhões de toneladas.

Contratos futuros de soja

Os contratos da soja em grão com entrega em maio de 2026 fecharam a US$ 12,01 3/4 por bushel, alta de 5,50 centavos de dólar, avanço de 0,45%. A posição julho de 2026 encerrou a US$ 12,15 por bushel, ganho de 6,00 centavos ou 0,49%.

Nos subprodutos, o farelo para maio de 2026 fechou a US$ 314,50 por tonelada, alta de US$ 1,00 ou 0,31%. Já o óleo para maio terminou cotado a 65,62 centavos de dólar por libra peso, recuo de 0,48 centavo ou 0,72%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em queda de 0,15%, cotado a R$ 5,1572 para venda e R$ 5,1552 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,1328 e a máxima de R$ 5,1848.

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