segunda-feira, março 30, 2026

Autor: Redação

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Governo federal envia equipes de apoio a cidades atingidas por ciclone no Paraná



O governo federal anunciou o envio de equipes de ajuda humanitária e de apoio à reconstrução das áreas atingidas pelo ciclone que provocou estragos no Paraná. A medida foi confirmada pelo ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, por meio das redes sociais.

Segundo o ministro, técnicos da Defesa Civil Nacional já estão mobilizados para atuar junto às equipes estaduais e municipais. O objetivo é avaliar os danos e orientar os gestores locais sobre as medidas necessárias para a liberação de recursos federais.

Municípios mais afetados

O município de Rio Bonito do Iguaçu, no Centro-Sul do estado, foi o mais impactado pelo ciclone. A Defesa Civil do Paraná confirmou quatro mortes e mais de quatrocentos feridos. O governo estadual, por outro lado, fala em cinco mortos. Cerca de metade da área urbana foi atingida, com destruição de residências, comércios e prédios públicos.

Parte da cidade segue sem energia elétrica devido à queda de postes e ao rompimento de cabos de alta tensão. Há ainda registros de danos nas estradas e colapsos estruturais em diferentes pontos do município.

Além de Rio Bonito do Iguaçu, outras cidades da região, como Laranjeiras do Sul, também foram atingidas por ventos intensos e chuva forte. Equipes do Corpo de Bombeiros, Polícia Militar e Secretaria de Saúde participam das ações emergenciais.

Apoio e reconstrução

De acordo com Waldez Góes, o ministério acompanha a situação de perto e está em contato com as prefeituras para acelerar o reconhecimento da situação de emergência. Essa medida permite que os municípios recebam apoio imediato para restabelecer serviços essenciais e iniciar a reconstrução.

A ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, manifestou solidariedade às famílias afetadas e destacou a importância da cooperação entre os diferentes níveis de governo. “É hora de união para apoiar a população e reconstruir o que foi perdido”, afirmou.



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Com ventos de mais de 250 km/h, tornado deixa cinco mortos e mais de 400 feridos no Paraná



Um tornado com ventos de mais de 250 km/h atingiu o município de Rio Bonito do Iguaçu, no Centro-Sul do Paraná, na sexta-feira (7), provocando destruição em boa parte da área urbana. Até o começo da manhã, a informação é que cinco pessoas morreram; quatro em Rio Bonito do Iguaçu e uma em Guarapuava. Além disso, 432 ficaram feridas, nove delas em estado grave. As informações foram confirmadas pelo governo do estado.

A formação do tornado ocorreu devido a passagem de um ciclone extratropical que atinge o Sul do país. O fenômeno também provocou forte chuva e prejuízos no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina, porém, com menos intensidade. Na região Sudeste, os estados de São Paulo e do Rio de Janeiro estão em alerta.

Destruição em Rio Bonito do Iguaçu

O levantamento preliminar da Defesa Civil aponta que mais da metade da zona urbana foi afetada, com destelhamentos totais e colapsos em prédios públicos, comércios e residências. Cerca de 10 mil pessoas foram atingidas, com 28 desabrigadas e 1.000 desalojadas até o momento.

A rede elétrica foi danificada e parte da malha viária ficou comprometida. Os desabrigados estão sendo levados a abrigos montados em Laranjeiras do Sul, município vizinho que também recebeu equipes de apoio.

Atuação das equipes de emergência

Equipes da Defesa Civil, Corpo de Bombeiros Militar, Polícia Militar, Secretaria de Saúde e outros órgãos estaduais trabalham no resgate e atendimento às vítimas.

O governador Carlos Massa Ratinho Junior, o secretário da Segurança Pública, Hudson Leôncio Teixeira, e o coordenador da Defesa Civil, coronel Fernando Schunig, seguiram para a região neste sábado (8).

Até o momento, 25 bombeiros militares atuam diretamente nos locais mais atingidos, e outros 39 seguem em deslocamento. A Defesa Civil enviou 2.600 telhas, 900 cestas básicas, 225 colchões, 220 kits de higiene e 54 bobinas de lona. Novos carregamentos com colchões, cestas básicas e kits dormitório devem chegar nas próximas horas.

Outros municípios afetados

Além de Rio Bonito do Iguaçu, outras cidades do Centro-Sul paranaense registraram estragos provocados pelos ventos fortes.

  • Quedas do Iguaçu: dois desalojados, destelhamento de posto de saúde e alagamentos;
  • Espigão Alto do Iguaçu: prefeitura parcialmente destelhada;
  • Três Barras do Paraná: falta de energia;
  • Guaraniaçu: três casas danificadas;
  • Foz do Iguaçu: duas residências com danos severos nos telhados e cerca de 15 árvores derrubadas.



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Abrafrutas lança selo inédito de sustentabilidade para fruticultura brasileira



A Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Frutas e Derivados (Abrafrutas) vai lançar, em 27 de novembro, o Selo Frutas do Brasil ESG, certificação que reconhece produtores e exportadores comprometidos com práticas sustentáveis, sociais e de governança. O anúncio será feito em Brasília, durante evento da entidade que reunirá autoridades, representantes do governo e do setor produtivo.

O selo é exclusivo para empresas associadas à Abrafrutas e tem como objetivo fortalecer a imagem da fruticultura nacional no mercado internacional, ao evidenciar que as frutas brasileiras são produzidas com responsabilidade ambiental, respeito às pessoas e boa gestão.

Reconhecimento e competitividade

Segundo o presidente da Abrafrutas, Guilherme Coelho, a iniciativa é um passo importante para consolidar o trabalho dos produtores que já seguem padrões internacionais de ESG ( sigla em inglês para Environmental, Social and Governance). “O selo mostra ao mundo que a fruticultura brasileira está comprometida com práticas responsáveis e com a melhoria contínua do setor”, afirma.

A proposta também busca tornar o Brasil mais competitivo e ético nas exportações de frutas, destacando a origem sustentável dos produtos. Para obter o selo, as empresas passarão por auditorias anuais e acompanhamento técnico, garantindo o alinhamento às normas ambientais e sociais em evolução no mercado global.

Responsabilidade e acompanhamento

Além da certificação, o programa prevê suporte técnico e capacitação contínua aos participantes. De acordo com Priscila Nasrallah, diretora de ESG da Abrafrutas, a entidade quer estimular uma cultura de responsabilidade e transparência. “Nosso papel é apoiar o produtor em cada etapa, reconhecendo quem atua de forma consciente e sustentável”, explica.

A iniciativa faz parte da estratégia da Abrafrutas de valorizar o trabalho dos produtores brasileiros e consolidar o país como referência em práticas sustentáveis no agronegócio. Para a associação, o selo representa mais do que um diferencial competitivo — é um marco na construção de uma fruticultura que alia desenvolvimento econômico e compromisso ambiental.



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Canola mantém ritmo intenso de colheita no Rio Grande do Sul



Emater aponta reta final do ciclo da canola no Estado



Foto: Pixabay

O Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar nesta quinta-feira (6) aponta avanço no ciclo final da canola no Rio Grande do Sul. Segundo o levantamento, “27% das lavouras estão em fase de maturação”, enquanto a colheita ocorre “em ritmo intenso”, alcançando aproximadamente 70% da área cultivada no Estado.

A entidade informa que as condições meteorológicas de outubro favoreceram a maturação, permitindo que a maior parte das áreas apresentasse qualidade de grãos e desempenho produtivo considerados adequados. De acordo com o informe, “em áreas com melhor manejo e uso de cultivares adaptadas, os rendimentos têm superado 2.400 kg/ha”, enquanto cultivos com menor investimento ou afetados por excesso de chuvas registram produtividade abaixo de 1.500 kg/ha. A uniformidade da maturação e o uso crescente de dessecação pré-colheita têm contribuído para manter a qualidade dos grãos. A estimativa da Emater/RS-Ascar indica 176.076 hectares de cultivo e produtividade média estadual de 1.659 kg/ha.

Nas regiões administrativas, o panorama é variável. Em Erechim, a cultura está em fase de enchimento de grãos, com previsão de “2.400 kg/ha”. Em Frederico Westphalen, 80% da área foi colhida, e a produtividade média está em torno de 1.500 kg/ha. Em Ijuí, a colheita chega a 70% da área e supera 1.800 kg/ha, enquanto em Santo Augusto já foi encerrada com cerca de 2.400 kg/ha. Em Santa Bárbara do Sul, o rendimento está em 2.000 kg/ha, e em Passo Fundo, a colheita concluída registra média de 2.100 kg/ha.

Na região de Santa Maria, a colheita alcança 60%, com produtividade abaixo da estimativa inicial de 1.860 kg/ha. Em Tupanciretã, 90% da área foi colhida, com forte variação entre 540 e 2.100 kg/ha, e há lavouras passando por dessecação para uniformizar a maturação final. Em Santa Rosa, 87% da área já foi colhida, com rendimento próximo a 1.800 kg/ha, ligeiramente acima da estimativa de 1.738 kg/ha. Em Soledade, a colheita, inicialmente interrompida pela chuva após alcançar 45%, foi retomada com o retorno do tempo firme, e a produtividade média é de 1.600 kg/ha.





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Erva-mate mantém colheita e enfrenta mercado lento


O Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar nesta quinta-feira (6) aponta que o cultivo de erva-mate mantém desenvolvimento regular nas principais regiões produtoras do Rio Grande do Sul. Em Caxias do Sul, a entidade informa que os ervais “estão em desenvolvimento e recebendo tratos culturais”, com manejo dos ramos baixeiros e colheita em andamento. Segundo o levantamento, “os preços variam entre R$ 10,00 e R$ 16,00 por arroba de erva convencional, e entre R$ 12,00 e R$ 16,00 por arroba de erva orgânica”.

Em Erechim, a produtividade permanece dentro da média regional, alcançando cerca de 900 arrobas por hectare. Contudo, os produtores relatam descontentamento com os valores pagos pela indústria. De acordo com o informe, “os preços seguem desfavoráveis, em média R$ 14,00 por arroba na porta da indústria”, sem expectativa de melhora.

Na região de Passo Fundo, avançam as tratativas para o recebimento do certificado de registro da Indicação Geográfica (IG) Erva-mate Região de Machadinho, previsto para a segunda quinzena de novembro. O documento será entregue pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial à Associação dos Produtores de Erva-Mate de Machadinho, configurando a primeira IG do setor no Estado. A região também iniciou um programa de monitoramento da flutuação de insetos por meio de armadilhas instaladas em parceria com Apromate, Embrapa Florestas, Emater/RS-Ascar, prefeitura e Fundação Solidaridad. As exportações seguem em ritmo estável, e a compra de erva-mate cancheada destinada ao envelhecimento tem aumentado. Os preços repassados à indústria variam entre R$ 18,00 e R$ 20,00 por arroba, dependendo do tipo de produto.

Em Soledade, a cultura encontra-se em fase de brotação e início da floração, com condições climáticas consideradas propícias. O informativo destaca que os produtores já iniciaram o manejo preventivo contra broca-da-erva-mate e ampola-da-erva-mate. Embora a colheita prossiga, o período de brotação reduz a qualidade da erva destinada ao chimarrão. A comercialização permanece lenta, com valores entre R$ 6,00 e R$ 8,00 por arroba pagos aos tarefeiros, enquanto o preço ao produtor varia de R$ 14,00 a R$ 18,00 nas ervateiras.





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Produção de algodão em Minas cresce 57% até 2025



Proalminas fortalece a cadeia produtiva do algodão no estado



Foto: Canva

A Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais (Seapa) informou que a produção mineira de algodão deverá alcançar 145,3 mil toneladas na safra de 2025, resultado que representa aumento de 57% em relação às 92,6 mil toneladas colhidas em 2018. Segundo o órgão, “a área plantada e a produtividade também acompanharam o movimento de alta”, chegando a 33 mil hectares e produtividade estimada em 4,38 toneladas por hectare.

O avanço é atribuído às ações do Programa Mineiro de Incentivo à Cultura do Algodão (Proalminas), desenvolvido pelo Governo de Minas em parceria com a Associação Mineira dos Produtores de Algodão (Amipa). A Seapa afirma que os números positivos “refletem as ações de fortalecimento do setor”.

Nesta quinta-feira (6/11), o governo estadual entregou certificados de participação a 34 indústrias que contribuíram para o desenvolvimento da cotonicultura em Minas Gerais. O reconhecimento, segundo a Seapa, reforça a articulação entre indústria e produtores.

De acordo com o órgão, o Proalminas “se transformou em uma importante ferramenta de incentivo a toda a cadeia produtiva de algodão e tecidos no estado”. O programa oferece benefício fiscal às indústrias que utilizam algodão produzido em Minas, reduzindo a carga tributária sobre o produto industrializado. Para os agricultores, a iniciativa amplia oportunidades de renda, facilita o escoamento da produção e promove acesso a capacitação e tecnologias aplicadas ao cultivo.





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Produtores de citros enfrentam pragas, mas safra avança



Preço da laranja sobe e produtividade se mantém



Foto: Canva

O Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar nesta quinta-feira (6) informou que os pomares de citros do Rio Grande do Sul apresentam avanço nas etapas de colheita e formação de frutos, com variações regionais no manejo e nos preços recebidos pelos produtores.

Na região administrativa de Caxias do Sul, a limpeza das flores já foi concluída na maior parte das propriedades. Segundo a Emater/RS-Ascar, há “adequado pegamento de frutos”, e as condições climáticas dos últimos dias contribuíram para o desenvolvimento das plantas. Produtores seguem com os tratamentos fitossanitários, e não foram registrados ataques severos de pragas ou doenças.

Em Erechim, a colheita de laranja foi intensificada, com aumento nos preços. A Emater/RS-Ascar informou que “ao produtor, a fruta destinada à indústria está em R$ 800,00 por tonelada, e a in natura, em R$ 1.000,00 por tonelada”. A produtividade média é de 35 toneladas por hectare.

Na região de Frederico Westphalen, a colheita da bergamota Montenegrina foi concluída, enquanto a da cultivar Murcott alcança 60% da área. A colheita de laranja Folha Murcha continua. Os citricultores realizam manejo preventivo contra cancro-cítrico, pinta-preta e larva-minadora, e os pomares destinados à próxima safra estão na fase de chumbinho. A Emater/RS-Ascar destacou que os produtores recebem entre R$ 700,00 e R$ 750,00 por tonelada para fruta destinada à indústria e de R$ 1.000,00 a R$ 1.100,00 para consumo in natura, cuja demanda permanece aquecida.

Em Passo Fundo, os pomares estão em fase de formação de frutos, e produtores relatam dificuldade para controlar mosca-branca e mosca-das-frutas. Os valores pagos variam entre R$ 0,70 e R$ 0,90 por quilo, conforme a qualidade. As variedades mais tardias apresentam coloração adequada.





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Falta de luz e chuvas afeta ritmo das forrageiras


O Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar nesta quinta-feira (6) aponta avanço no desenvolvimento das pastagens em diferentes regiões do Rio Grande do Sul, influenciado pelo regime de chuvas, pela luminosidade e pelas temperaturas registradas no período.

De acordo com o documento, “os campos nativos, especialmente os melhorados, estão na fase de rebrota”, o que permitiu a movimentação dos últimos lotes de bovinos mantidos em áreas de inverno e o aumento das lotações. As pastagens de aveia e azevém comum já estão na fase reprodutiva, enquanto o azevém tetraploide permanece em estágio vegetativo. As espécies de verão avançam na implantação, embora em algumas regiões a baixa luminosidade ou a falta de precipitações tenha “limitado o crescimento inicial e prolongado o vazio forrageiro”. Segundo o informativo, produtores também “realizaram a fenação e a confecção de silagem” para formar reservas estratégicas.

Na região administrativa de Bagé, as chuvas regulares favoreceram a semeadura em propriedades com manejo escalonado. Poucas áreas de milheto, sorgo forrageiro e capim-sudão atingiram porte para início do pastejo. Em Itaqui, as pastagens perenes receberam os primeiros animais e apresentam potencial de oferta de forragem. Já na Campanha, as chuvas escassas prejudicaram o desenvolvimento inicial, atrasando a adubação nitrogenada de cobertura. Em Hulha Negra e Aceguá, segue a produção de feno em pastagens de trevo.

Na região de Caxias do Sul, o aumento da luminosidade, da temperatura e da umidade do solo contribuiu para o avanço das forrageiras, ampliando a oferta de alimento. As áreas de aveia já permitem pastejo, principalmente em sistemas de integração lavoura-pecuária. Muitas pastagens de inverno foram dessecadas para incorporação ao solo como adubação verde destinada aos cereais de verão. As espécies perenes, como o tifton, registram crescimento considerado adequado.

Em Ijuí, o trigo destinado ao pastoreio apresenta bom potencial produtivo. O informativo aponta que o sorgo forrageiro e o milheto têm crescimento mais lento que no ano anterior, enquanto o capim-sudão mantém desempenho satisfatório. Em Passo Fundo, a nebulosidade reduziu a luminosidade e desacelerou o desenvolvimento das forrageiras, sem causar limitações graves.

Na região de Pelotas, as pastagens anuais de verão se desenvolveram dentro da normalidade, mas a baixa umidade do solo dificultou a semeadura e ampliou o vazio forrageiro. Em Santa Maria, as pastagens sofreram atrasos ou perdas devido às baixas temperaturas e às geadas recentes. Em Júlio de Castilhos, intensificou-se a colheita de cereais de inverno para ensilagem.

Em Santa Rosa, a alternância entre sol e nebulosidade, somada à boa umidade do solo, favoreceu o crescimento das espécies forrageiras. A menor incidência solar, no entanto, “reduziu temporariamente o ritmo de crescimento das plantas”. Em Soledade, as chuvas estimularam a rebrota das pastagens perenes e a retomada da semeadura das espécies de verão, embora a produção de massa seca ainda esteja abaixo do pleno. Os pastejos foram iniciados apenas em áreas semeadas precocemente.





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Tecnologia pode salvar o que está nos silos



“A maioria desses incêndios não começa com uma fagulha externa”


“A maioria desses incêndios não começa com uma fagulha externa"
“A maioria desses incêndios não começa com uma fagulha externa” – Foto: Leonardo Gottems

Em 2025, uma sequência de incêndios em silos graneleiros acendeu um alerta no agronegócio brasileiro. No Rio Grande do Sul, ao menos três ocorrências de grande porte foram registradas neste ano. A mais recente, em Arroio Grande, destruiu um dos silos da Cotribá no início de outubro, com prejuízo superior a R$ 1 milhão entre grãos perdidos e estrutura danificada.

Segundo o Corpo de Bombeiros, os sinistros podem ter sido provocados por combustão espontânea, um fenômeno que começa dentro da própria massa de grãos e se agrava por falhas de manejo, aeração inadequada e ausência de monitoramento contínuo. O processo se inicia com grãos úmidos ou mal limpos, que alimentam microrganismos e geram calor. Sem ventilação suficiente, a temperatura interna aumenta até atingir níveis críticos, resultando na autocombustão.

“A maioria desses incêndios não começa com uma fagulha externa. É o resultado de um processo lento de autoaquecimento, causado por manejo inadequado, falhas na aeração ou ausência de monitoramento preciso”, explica Everton Rorato, diretor comercial da PCE Engenharia, especializada em automação de armazenagem de grãos.

Especialistas apontam que a origem do problema está, em grande parte, na operação manual e em sistemas de termometria ultrapassados. O uso de tecnologia automatizada para monitorar temperatura e acionar ventiladores pode detectar irregularidades antes que se tornem irreversíveis. A automação, além de prevenir perdas e acidentes, garante maior segurança e preserva a rentabilidade das estruturas de armazenagem. “A tecnologia que evita o fogo também protege o lucro. Ignorar isso, hoje, é o verdadeiro risco’, conclui.

 





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Ciclone atinge o Sul com ventos acima de 100 km/h; frente fria avança pelo país



Um ciclone extratropical avança sobre o Sul do Brasil provocando temporais, ventos fortes e queda de granizo em cidades do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná. O fenômeno também deve provocar chuva intensa e rajadas de vento em parte do Sudeste e Centro-Oeste nas próximas horas.

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De acordo com o meteorologista Arthur Müller, o sistema está em processo de ciclogênese ou seja, em formação, e deve se deslocar em direção ao oceano, formando uma frente fria que levará instabilidade a outros estados.

A partir desta noite, os temporais se estendem para o norte do Paraná, interior de São Paulo e Mato Grosso do Sul. A chuva chega à capital paulista na manhã deste sábado (8), com rajadas intensas e possibilidade de queda granizo.

Segundo Müller, áreas do oeste do Rio Grande do Sul, de Santa Catarina e do sul do Paraná já registraram rajadas de vento que ultrapassaram 100 km/h.

Chuva volumosa e risco de transtornos

Os acumulados de chuva passam de 100 milímetros em 12 horas em municípios como Soledade (RS). O volume deve diminuir no estado a partir de amanhã, mas segue intenso até o final da noite desta sexta-feira. No sábado, os temporais mais fortes se concentram em São Paulo, sul de Minas Gerais e Mato Grosso do Sul.

Avanço da frente fria

No domingo (9), a frente fria avança e empurra a chuva para o Espírito Santo, norte de Minas e sul da Bahia, enquanto o tempo volta a ficar firme no Sul, em São Paulo e no Mato Grosso do Sul. Nesses novos estados, os temporais não devem ser tão intensos quanto os registrados entre quinta e sexta-feira, mas ainda exigem cautela.

Na capital paulista, a previsão indica temporais no sábado, com máxima de 26°C. No domingo, a chuva deve ser mais passageira, e na segunda-feira as temperaturas caem, com mínima de 14°C e máxima de 23°C.



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