sábado, abril 11, 2026

Autor: Redação

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Fintech do agro alcança R$ 600 mi em carteira e foca em indústrias de insumo



A Agrolend, fintech especializada em crédito digital para o agronegócio, alcançou em 2025 uma carteira de crédito de R$ 600 milhões e ampliou sua atuação para atender também grandes indústrias de insumos agrícolas, além de produtores e revendas. O anúncio foi feito, na sexta-feira (17) pelo diretor financeiro e cofundador Alan Glezer, durante o Agrolend Day, em São Paulo. “Esse é um passo enorme desde o nosso início, em dezembro de 2020. Nossa originação mensal está em torno de R$ 100 milhões, mantendo disciplina de risco e velocidade de resposta ao cliente”, afirmou.

Segundo ele, a Agrolend tem ocupado um espaço que antes era dominado pelos grandes bancos, que hoje mostram menor apetite por crédito ao agro.

A fintech, fundada pelos irmãos Alan e André Glezer, vem diversificando suas fontes de financiamento por meio de Letras de Crédito do Agronegócio (LCAs), que já somam cerca de R$ 500 milhões captados em plataformas como XP, BTG, Nubank, Itaú e Mercado Livre, com participação de quase 20 mil investidores pessoas físicas. “Isso é confiança de quem coloca o capital onde enxerga valor, governança e propósito”, disse.

Glezer afirmou que a empresa nasceu com foco em produtores de médio porte e revendas de insumos, mas agora passa a desenhar estruturas de crédito sob medida para indústrias. “Estamos oferecendo soluções mais sofisticadas, ágeis e integradas à realidade da cadeia de suprimento. São financiamentos com prazos alinhados à safra, processos enxutos e integração de dados em tempo real”, afirmou.

Entre os novos produtos estão antecipação de recebíveis, CPR financeira com repasse direto ao fornecedor e CPR financeira com recebíveis em garantia. “Essa evolução não substitui o que já fazemos bem. Ela soma, amplia o alcance da Agrolend e nos posiciona como parceiro estratégico para quem quer vender mais, receber melhor e financiar com segurança”, disse o executivo.

Glezer destacou que a expansão ocorre em um momento de escassez de crédito no agronegócio, cenário que tende a continuar. “Há produção, há demanda por insumos, e há necessidade de mecanismos financeiros eficientes para girar estoques, apoiar vendas e dar suporte ao produtor. É aí que a Agrolend cria valor, conectando capital à necessidade real, com agilidade e precificação adequada ao risco”, afirmou.

O executivo também observou que o processo de consolidação entre revendas perdeu força e que as multinacionais estão mais cautelosas na concessão de crédito no Brasil. “As empresas buscam alternativas locais que preservem capital de giro e deem previsibilidade à cadeia. Isso abre espaço para estruturas que integrem indústria, distribuição e produtor com governança e dados de ponta a ponta”, avaliou.



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Exportações de carne bovina mantêm ritmo acelerado e crescem 26% em outubro



As exportações brasileiras de carne bovina seguem em ritmo forte em outubro e já somam 201,3 mil toneladas embarcadas nos primeiros 13 dias úteis do mês, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex). O volume representa uma média diária de 15,4 mil toneladas, com receita de US$ 1,108 bilhão e valor médio de US$ 5.506 por tonelada.

Em relação a outubro de 2024, houve alta de 48,9% no valor médio diário exportado, ganho de 26,1% na quantidade embarcada e avanço de 18,1% no preço médio. O desempenho reforça a boa fase do setor, que vem de recorde histórico em setembro, quando o Brasil exportou 373,8 mil toneladas e faturou US$ 1,92 bilhão, de acordo com levantamento da Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo).

Mesmo com as sobretaxas impostas pelos Estados Unidos a produtos brasileiros, o setor manteve resultados positivos, impulsionado pela forte demanda da China, que respondeu por 47,2% das exportações até setembro, e pela União Europeia, que vem ampliando as compras, especialmente de países como Itália, Países Baixos e Espanha.

De janeiro a setembro, o Brasil já faturou US$ 12,76 bilhões, com 2,34 milhões de toneladas exportadas, ambos recordes para o período. Além da China, Estados Unidos, México, Chile e Rússia completam o grupo dos principais importadores da carne bovina brasileira em 2025.



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Índia abre mercado para derivados de ossos bovinos, chifres e cascos do Brasil



O Brasil poderá exportar derivados de ossos bovinos, além de chifres e cascos para a Índia, informou o Ministério da Agricultura, em nota. A abertura de mercado foi anunciada durante a missão oficial do governo brasileiro à Índia, liderada pelo vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, na sexta-feira (17).

Os certificados com aval à entrada de produtos de origem animal brasileiros no mercado indiano foram entregues em reunião bilateral da secretária-adjunta de Pecuária e Lácteos da Índia, Varsha Joshi, com o secretário-adjunto de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura, Marcel Moreira, segundo a pasta.

“Essas aberturas demonstram que o Brasil tem capacidade de aproveitar integralmente o potencial dos nossos rebanhos, agregando valor a cada parte dos animais. A exportação desses produtos contribui diretamente para a competitividade das cadeias pecuárias brasileiras”, afirmou Moreira.

Segundo o secretário, os produtos são utilizados em diferentes segmentos da indústria de alimentos, química e farmacêutica, como, por exemplo na produção de gelatinas e “pet food”.

No encontro, as pastas também discutiram avanços nas negociações para exportação de outros produtos de alimentação animal do Brasil, material genético avícola e itens da reciclagem animal.

Em outra reunião, entre a comitiva do ministério com o secretário-adjunto de Agricultura e Bem-Estar dos Agricultores da Índia, Ajeet Kumar Sahu, o governo indiano demonstrou interesse em buscar a equivalência de padrões para análises de risco de pragas, para acelerar os processos e avançar nos fluxos de comércio.

Do lado brasileiro, há interesse na exportação de pulses e de erva-mate.

“Existe um enorme potencial para ampliar o acesso dos produtos do agronegócio brasileiro na Índia. O aumento da renda e do consumo no país tem impulsionado a demanda por pulses, proteínas e frutas, segmentos em que o Brasil pode ser um parceiro estratégico. A missão tem o objetivo de fortalecer a aproximação e cooperação e avançar nas avaliações técnicas para aberturas de mercado”, acrescentou Moreira.

A implementação do Memorando de Entendimento (MoU) entre a Embrapa e o Conselho Indiano de Pesquisa Agrícola (Icar), assinado em julho, voltado à cooperação em pesquisa agropecuária também foi tratada na reunião.



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Pará reduz desmatamento em 47% e atinge menor nível em oito anos



Em setembro de 2025 o Pará registrou o menor valor de áreas com alertas de desmatamento para o mês em oito anos, totalizando 107 km².

O dado representa uma redução de 47% em relação ao ano anterior (202 km²) e consolida uma queda de 80% em relação ao mesmo período em 2023, maior pico da série analisada, segundo os dados provenientes do Sistema de Detecção do Desmatamento em Tempo Real (Deter/Inpe).

A avaliação técnica confirma a redução contínua entre 2023 e 2025. O resultado demonstra o impacto direto das ações integradas de fiscalização, monitoramento e gestão ambiental conduzidas pelo governo do Pará.

Nos municípios prioritários para ações de prevenção e controle, a redução foi ainda mais expressiva: queda de 56% entre 2024 e 2025, passando de 118,96 km² para 52,16 km².
Os principais números de redução foram observados em Altamira (-90%), Novo Progresso (-93%), Itaituba (-67%), Pacajá (-63%) e São Félix do Xingu (-55%).

Considerando o acumulado de agosto e setembro, o Pará reduziu as áreas sob alerta de 394 km² em 2025 para 181 km² em 2026, o que representa uma queda de 54% e consolida o terceiro ano consecutivo de diminuição

Sede da COP30

Próximo de receber a maior conferência climática do mundo, a COP30, que será realizada em Belém, os números reforçam o papel do Pará como protagonista na agenda ambiental do país, fortalecendo políticas públicas voltadas à transição para uma economia verde, que valoriza a floresta viva e o uso sustentável dos recursos.



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China zera importações de soja dos EUA pela 1ª vez em sete anos



A China não importou soja dos Estados Unidos em setembro pela primeira vez desde novembro de 2018, com os embarques caindo a zero. Em contrapartida, as compras de soja da América do Sul cresceram em relação ao ano anterior. O movimento ocorre em meio à disputa comercial entre os dois países e às tarifas impostas pelos EUA sobre produtos chineses.

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Protagonismo da soja brasileira

Segundo a consultoria Safras & Mercado, as importações de soja do Brasil subiram 29,9% em setembro em relação ao ano anterior, alcançando 10,96 milhões de toneladas, segundo dados da Administração Geral da Alfândega.

No acumulado do ano, o volume importado do Brasil chegou a 63,7 milhões de toneladas, 2,4% acima do registrado em 2024. Da Argentina, o país importou 1,17 milhão de toneladas, alta de 91,5% frente ao mesmo mês do ano passado.

Possível acordo em pauta

Diante desse cenário, o presidente americano, Donald Trump, afirmou que pode reduzir tarifas sobre produtos chineses, mas impôs condições. Entre elas estão a retomada das compras de soja pela China “nos volumes de antes” e o fim do envio de fentanil (droga sintética) aos Estados Unidos.

Trump disse manter uma “boa relação” com o presidente chinês Xi Jinping, mas reforçou que espera compromissos concretos antes de rever as sobretaxas impostas a Pequim.



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AgroNewsPolítica & Agro

aliadas no biocontrole de nematoides



Outros fatores complementares incluem sinalização por quorum sensing


Outros fatores complementares incluem sinalização por quorum sensing
Outros fatores complementares incluem sinalização por quorum sensing – Foto: Nadia Borges

Os nematoides fitoparasitas continuam entre os principais causadores de perdas de produtividade em diversas culturas agrícolas. Segundo Leandro Simões Azevedo Gonçalves, professor da Universidade Estadual de Londrina, o uso de biocontrole se destaca como eixo estratégico no manejo integrado desses patógenos.

Diferentes espécies de Pseudomonas, como P. fluorescens, P. protegens, P. putida e P. chlororaphis, têm demonstrado potencial significativo para controle de nematoides, agindo em múltiplos hospedeiros. O mecanismo de ação dessas bactérias envolve produção de metabólitos secundários que interferem na motilidade, eclosão e sobrevivência dos nematoides, além de compostos voláteis que reforçam o efeito antagonista.

Outros fatores complementares incluem sinalização por quorum sensing, que ativa genes biossintéticos e fortalece a formação de biofilme; competição e colonização da raiz por sideróforos e estruturas de adesão; além da produção de enzimas líticas capazes de degradar ovos e cutículas de nematoides. Essas ações são potencializadas pela indução de resistência sistêmica (ISR), elevando enzimas e proteínas de defesa da planta e fortalecendo barreiras físicas e químicas.

Para transformar os resultados de laboratório em campo no Brasil, três frentes são essenciais: seleção genética de cepas com alta competência rizosférica, escalonamento de bioprocessos para produção de biomassa e metabolitos, e formulações robustas que mantenham viabilidade e liberação eficiente das bactérias. Com estratégias bem estruturadas, Pseudomonas se consolida como uma ferramenta promissora para sistemas agrícolas mais resilientes e sustentáveis, reduzindo a dependência de produtos químicos.

 





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Vassoura-de-bruxa da mandioca atinge 10 municípios no Amapá



As medidas de controle e enfrentamento da vassoura-de-bruxa da mandioca no Amapá somaram R$ 2,2 milhões em convênios e investimentos para o custeio da defesa agropecuária no estado, informou o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), em nota.

Segundo a pasta, a doença, causada pelo fungo Ceratobasidium theobromae, atinge dez municípios do estado. A praga quarentenária é considerada “altamente destrutiva” para as lavouras de mandioca.

Combate à vassoura-de-bruxa é prioridade

Em reunião com o ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, afirmou que o enfrentamento da praga é prioridade da pasta com ações de apoio aos produtores e para garantia do abastecimento local.

“Essa emergência sanitária está recebendo total atenção. Já estão sendo implementados no Amapá, no valor de R$ 2,2 milhões. Caso sejam necessários mais recursos, estaremos prontos para disponibilizá-los”, assegurou o ministro.

O ministério cita ainda, entre as medidas adotadas pela pasta, a autorização do comércio da “mandioca braba (utilizada na produção de farinha)” e da macaxeira (mandioca de mesa)”, visando garantir renda aos produtores e o fornecimento contínuo de alimentos à população local.

“Essas medidas atendem à demanda dos produtores, que podem manter sua renda, e dos consumidores, que continuam tendo acesso a um alimento essencial para os amapaenses”, explicou Favaro. Ele mencionou a existência de pesquisas pela Embrapa para o desenvolvimento de variedades de mandioca tolerantes ou resistentes à doença.

Além do Amapá, o Pará também já registrou casos da vassoura-de-bruxa. Ambas as regiões estão em emergência fitossanitária para o surto da praga, estado máximo de alerta.



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Uso de touro bonsmara em vacas nelore pode melhorar qualidade da carne; saiba mais



A estratégia de cruzamento para obtenção de carne macia e precocidade é um dos focos da pecuária moderna, e a utilização do touro bonsmara em vacas e novilhas nelore é uma excelente forma de buscar essa qualidade.

Ao programa Giro do Boi, o zootecnista Alexandre Zadra destacou que o cruzamento é altamente recomendado e garante o objetivo do criador: machos precoces e fêmeas F1 de alto desempenho.

Confira:

O bonsmara é um taurino adaptado, formado na África do Sul, e seu cruzamento com o Nelore gera um animal meio-sangue que produz carne de excelente maciez. O especialista afirma que os machos F1 (bonsmara x nelore) serão precoces e produzirão carne de qualidade, aptos a participar de programas de bonificação da indústria, como o 1953 da JBS.

O bezerro meio-sangue bonsmara x nelore é um produto de alto valor que deve ser aproveitado no mercado. Para ter premiação com os machos nesse programa, eles devem ser castrados. As fêmeas, por sua vez, podem ser utilizadas para uma cria antes do abate.

Estratégia de alta rentabilidade

Zadra ressalta que, embora o marmoreio (gordura entremeada na carne) seja difícil de ser alcançado em animais meio-sangue, o produtor terá, sem dúvida, uma carne de qualidade. A obtenção do marmoreio depende de um aporte nutricional muito caprichado e prolongado, além da própria característica racial.

A ideia do pecuarista de utilizar as fêmeas F1 (bonsmara x nelore) para um tricross com o touro canchim é totalmente viável. O canchim, que também possui pelo curto, gerará heterose e produzirá bois espetaculares e bezerros muito bons e pesados.

Desmama precoce e aproveitamento genético

O ciclo se fecha com uma estratégia de alta rentabilidade: o produtor pode fazer a desmama precoce dos produtos do tricross e destinar as mães F1 (bonsmara x nelore) para o frigorífico. Dessa forma, ele produz excepcionais animais para o programa 1953, aproveitando o alto valor genético das fêmeas na ponta da cadeia.

Com informações de: girodoboi.canalrural.com.br.

Publicado com auxílio de inteligência artificial e revisão da Redação Canal Rural.



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Petrobras recebe licença do Ibama para explorar Margem Equatorial



A Petrobras obteve a licença do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) para explorar petróleo na Margem Equatorial. A região, localizada no norte do país, é apontada como novo pré-sal devido ao seu potencial petrolífero.

O Ibama fez o anúncio no começo da tarde desta segunda-feira (20).

De acordo com a Petrobras, a sonda exploratória se encontra na região do bloco FZA-M-059 e a perfuração está prevista para começar “imediatamente”. O poço fica em águas profundas do Amapá, a 175 quilômetros da costa e a 500 quilômetros da foz do rio Amazonas.

A perfuração dessa fase inicial tem duração estimada em cinco meses, segundo a companhia. Nesse período, a empresa busca obter mais informações geológicas e avaliar se há petróleo e gás na área em escala econômica. “Não há produção de petróleo nessa fase”, frisou a Petrobras no comunicado.

A autorização foi obtida cerca de dois meses depois da última fase do processo de licenciamento, a chamada avaliação pré-operacional (APO), que consiste em um simulado de situação de emergência e plano de reação, com atenção especial à fauna.

Promessa de segurança

A Petrobras informou que atendeu a todos os requisitos estabelecidos pelo Ibama – órgão ligado ao Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima – cumprindo integralmente o processo de licenciamento ambiental.

A presidente da companhia, Magda Chambriard, classificou a obtenção da licença como “uma conquista da sociedade brasileira”.

“Revela o compromisso das instituições nacionais com o diálogo e com a viabilização de projetos que possam representar o desenvolvimento do país”, afirmou Chambriard no comunicado.

Ela lembrou que foram cinco anos de diálogo com governos e órgãos ambientais municipais, estaduais e federais até a licença. Chambriard considera que a estatal pôde comprovar “a robustez de toda a estrutura de proteção ao meio ambiente”.

“Vamos operar na Margem Equatorial com segurança, responsabilidade e qualidade técnica. Esperamos obter excelentes resultados nessa pesquisa e comprovar a existência de petróleo na porção brasileira dessa nova fronteira energética mundial”, completou.

Nova fonte de petróleo

A Margem Equatorial ganhou notoriedade nos últimos anos, por ser tratada como nova e promissora área de exploração de petróleo e gás. Descobertas recentes de petróleo nas costas da Guiana, da Guiana Francesa e do Suriname, países vizinhos ao Norte do país, mostraram o potencial exploratório da região, localizada próxima à linha do Equador. No Brasil, a área se estende do Rio Grande do Norte até o Amapá.

A busca pela licença de exploração se iniciou em 2013, quando a petrolífera multinacional britânica BP arrematou a licitação da área. Por decisão estratégica, a companhia repassou a concessão para a Petrobras em 2021.

A Petrobras tem poços na nova fronteira exploratória, mas, até então, só tinha autorização do Ibama para perfurar os dois da costa do Rio Grande do Norte.

Em maio de 2023, o Ibama chegou a negar a licença para a área chamada de Bacia da Foz do Amazonas, o que fez a Petrobras pedir a reconsideração.

Além da companhia, setores do governo, incluindo o Ministério de Minas e Energia e o próprio presidente Luiz Inácio Lula da Silva, defenderam a liberação da licença. No Congresso, presidente do senado, Davi Alcolumbre (União-AP), foi um dos principais articuladores para apressar e autorizar a licença.

Segundo a Petrobras, a espera pela licença de exploração custou R$ 4 milhões por dia à empresa.

Um estudo da Empresa de Pesquisa Energética (EPE) estima que o volume potencial total recuperável da Bacia da Foz do Amazonas pode chegar a 10 bilhões de barris de óleo equivalente. Para efeito de comparação, dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) mostram que o Brasil tem 66 bilhões de barris entre reservas provadas, prováveis e possíveis.

Críticas

A exploração é criticada por ambientalistas, preocupados com possíveis impactos ao meio ambiente. Há também a percepção, por parte deles, de que se trata de uma contradição à transição energética, que significa a substituição dos combustíveis fósseis por fontes de energia renováveis, que emitam menos gases do efeito estufa, responsáveis pelo aquecimento global.

A Petrobras insiste que a produção de óleo a partir da Margem Equatorial é uma decisão estratégica para que o país não tenha que importar petróleo na próxima década. A estatal frisa que, apesar do nome Foz do Amazonas, o local fica a 540 quilômetros da desembocadura do rio propriamente dita.



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Frio se intensifica e provoca geada em algumas regiões do país



A manhã desta terça-feira (21) será gelada em várias regiões do país. O ar seco e o céu limpo durante a madrugada favoreceram a perda de calor e criaram as condições ideais para o resfriamento intenso.

Você quer entender como usar o clima a seu favor? Preparamos um e-book exclusivo para ajudar produtores rurais a se antecipar às mudanças do tempo e planejar melhor suas ações. Com base em previsões meteorológicas confiáveis, ele oferece orientações práticas para proteger sua lavoura e otimizar seus resultados.

De acordo com a Climatempo, há registro de geada nas Serras Gaúcha, Catarinense e da Mantiqueira, entre Minas Gerais e São Paulo. O fenômeno é classificado como geada tardia, já que ocorre em meados da primavera meteorológica, período em que massas de ar frio com essa intensidade são menos comuns.

Apesar do frio persistir, a tendência é que o ar polar perca força nos próximos dias. Os termômetros devem subir gradualmente, especialmente nas tardes. Em áreas mais afastadas da costa, o calor pode retornar já na quarta-feira (22).

Ainda assim, as madrugadas seguem frias até pelo menos o meio da semana, com temperaturas abaixo dos 10 °C em diversas cidades do Sul e do Sudeste.



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