segunda-feira, abril 6, 2026

Autor: Redação

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Céu do Brasil será palco de chuva de meteoros nesta semana; veja onde acompanhar



O céu deve brilhar com a chuva de meteoros Orionídeas nesta semana. No Brasil, será possível acompanhar a passagem dos meteoros em todas as regiões. Segundo o Observatório Nacional (ON), o pico da Orionídeas ocorrerá nas noites desta terça (21) para quarta (22) e de quarta (22) para quinta-feira (23).

O melhor horário para observação é da meia-noite ao amanhecer. O Observatório classifica a visibilidade como “excelente” em todo o território brasileiro.

Segundo o astrônomo, Marcelo De Cicco, a chuva de meteoros Orionídeas será formada por meteoros extremamente rápidos, atingindo até 66 km/h, brilhantes e capazes de deixar trilhas luminosas visíveis no céu.

Origem do nome Orionídeas

O nome Orionídeas é referência à constelação de Órion, de onde os meteoros parecem “nascer” perto da estrela Betelgeuse. A constelação leva o nome do mito grego de Órion, um gigante caçador.

É uma das constelações mais conhecidas e facilmente identificáveis no céu: seu centro é marcado por três estrelas brilhantes, as Três Marias. No entanto, os meteoros podem surgir em qualquer parte do céu. 

Onde acompanhar a chuva de meteoros?

O fênomeno poderá ser acompanhado em qualquer lugar do Brasil. Segundo o Observatório Nacional, não é necessário equipamento especial ou conhecimento prévio para acompanhar.

De acordo com Cicco, o ideal é que o observador procure um local escuro, se possível afastado das grandes cidades, para evitar a poluição luminosa. Além disso, deve-se apagar as luzes em volta. Outro fator imprescindível é que o tempo esteja bom.

A National Aeronautics and Space Administration (Nasa), acrescenta que, em menos de 30 minutos no escuro, os olhos se adaptam e facilitam a observação. “Seja paciente, a tempestade dura até amanhecer, tem muito tempo para captar”, afirma Cicco.

Segundo o Observatório Nacional, não é necessário equipamento especial ou conhecimento prévio para acompanhar o fenômeno.

O que são chuvas de meteoros?

As chuvas de meteoros são vestígios da passagem de cometas, que deixam detritos (meteoroides) à deriva no espaço. O brilho assistido da Terra é causado pelas rochas que entram em altíssima velocidade na atmosfera terrestre e se desintegram.

Ao atravessar a atmosfera, o meteoroide sofre ablação (processo de queima) formando um rastro luminoso. Quando há uma grande quantidade de meteoros, ocorre a chuva de meteoros. Isso acontece quando o planeta passa por uma dessas zonas de detrito.

No caso da Orionídeas, os detritos são originários do cometa Halley, que circula pelo sistema solar e passa a cada 75-76 anos pela Terra.

Rápidos e brilhantes

Os meteoroides são geralmente pequenos, desde partículas de poeira até pedregulhos. Eles quase sempre são pequenos o suficiente para queimar rapidamente na atmosfera.

Segundo a Nasa, além de deixarem trilhas luminosas que duram de segundos a minutos, os meteoros mais rápidos podem gerar o efeito conhecido como “bola de fogo”.

Quando um fragmento de rocha espacial resiste à entrada na Terra e chega à superfície, passa a ser chamado meteorito.

A passagem do Halley provoca duas chuvas de meteoro, uma no segundo semestre, de 2 de outubro a 12 de novembro, quando a Terra atravessa a parte mais densa e empoeirada desses detritos, e outra, em maio (Eta Aquariids).

De acordo com a Nasa, a última vez que o cometa Halley foi observado a partir da Terra foi em 1986. Ele foi descoberto em 1705 por Edmond Halley e tem dimensões de 16 x 8 x 8 quilômetros e é um dos objetos mais escuros do Sistema Solar, com um albedo de 0,03, isto é, reflete apenas 3% da luz solar que recebe.



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Importação chinesa de milho cai 82% em setembro e a de trigo cresce 60%, diz Gacc



As importações chinesas de milho somaram 60 mil toneladas em setembro de 2025, o que representa uma queda de 81,9% na comparação com setembro do ano passado, de acordo com dados divulgados pelo Departamento de Alfândegas da China (Gacc, na sigla em inglês).

Em valores, as importações no mês passado totalizaram US$ 15,4 milhões (-80,3%). De janeiro a agosto, a China importou 930 mil toneladas de milho, recuo de 92,7% na comparação anual. O valor importado no acumulado do ano caiu 93%, para US$ 244,4 milhões.

Compras de trigo e soja pela China

As compras chinesas de trigo alcançaram 390 mil toneladas no mês passado, volume 59,9% superior ao registrado em setembro de 2024. O valor importado no nono mês de 2025 corresponde a US$ 123,39 milhões, alta de 52,5%.

No acumulado do ano até setembro, as compras somaram 2,99 milhões de toneladas, baixa de 72,1% ante igual período do ano passado. Em valores, a queda foi de 73,1%, para US$ 923,4 milhões.

Segundo o Gacc, a China importou 12,87 milhões de toneladas de soja em setembro, avanço de 13,2% ante igual mês do ano anterior. No total, as compras custaram US$ 5,75 bilhões (+1,6%). No acumulado dos nove meses completos do ano, as importações somaram 86,18 milhões de toneladas, ganho de 5,3% em comparação com o volume registrado em igual período do ano anterior. Em valores, as importações somaram US$ 38,32 bilhões, queda de 7,9%.

Em relação ao óleo de soja, foram registradas importações de 70 mil toneladas em setembro, segundo relatório do Gacc, avanço de 81,1% ante o volume de igual mês do ano passado. No acumulado do ano, os chineses compraram 270 mil toneladas do derivado, alta de 5,4% ante o registrado no ano anterior.

As compras chinesas de óleo de palma, por sua vez, atingiram 150 mil toneladas em setembro de 2025, volume 32,2% menor do que o importado um ano antes. No acumulado do ano, as importações somaram 1,74 milhão de toneladas, diminuição de 15,7% ante igual período do ano passado.

Outros produtos

A China importou 100 mil toneladas de algodão no mês passado, recuo de 18,7% ante igual período de 2024. De janeiro a setembro, o volume importado pelo país asiático foi de 680 mil toneladas, baixa de 69,8% em comparação com o ano anterior.

De lácteos, 180 mil toneladas foram importadas pela China no nono mês do ano, 3,2% a menos que o volume comprado em setembro de 2024. Em nove meses, as importações foram de 2 milhões de toneladas, aumento de 3,3% na comparação anual.

As compras chinesas de açúcar somaram 550 mil toneladas no mês passado, avanço de 35,8% ante o importado em setembro de 2024, segundo o Gacc. No acumulado do ano, o volume comprado subiu 9,4%, para 3,16 milhões de toneladas.

As compras de fertilizantes foram de 1,22 milhão de toneladas em setembro de 2025, 5,9% abaixo das importações de setembro do ano passado. Nos nove primeiros meses deste ano, as importações chinesas somaram 9,68 milhões de toneladas, queda de 6,7% ante igual período de 2024.

De carne bovina e miúdos, as compras chinesas totalizaram 320 mil toneladas no mês passado, 43,8% a mais que o registrado no mesmo mês de 2024. No acumulado do ano, foram relatadas importações de 2,15 milhões de toneladas, ganho de 0,8% ante igual período do ano passado.

Por fim, de carne suína, os chineses importaram 80 mil toneladas no nono mês do ano, queda de 22,5% na comparação com o ano passado. Entre janeiro e setembro, as importações recuaram 1,3%, somando 790 mil toneladas.



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Anec faz leves ajustes nas exportações de grãos para outubro



A Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec) divulgou, nesta terça-feira (21), seu boletim semanal com poucas mudanças nas projeções de exportações de grãos do Brasil para o mês de outubro. As previsões indicam estabilidade, com leve alta nos embarques de soja, milho e farelo.

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Exportações de soja

Segundo o relatório, a exportação de soja deve alcançar 7,34 milhões de toneladas, ligeiramente acima dos 7,31 milhões previstos na semana anterior. O aumento, embora discreto, confirma o bom desempenho do grão no mercado internacional, sustentado pela demanda firme da China e pela competitividade do produto brasileiro.

Farelo de soja

Já para o farelo de soja, a previsão passou de 2,01 milhões para 2,09 milhões de toneladas, reforçando a tendência de crescimento nas exportações de derivados da oleaginosa.

Os números mostram que o Brasil segue consolidado como um dos principais exportadores globais de grãos, mesmo em um cenário de ajustes pontuais nas previsões.

Demanda do milho

No caso do milho, a Anec estima exportações de 6,57 milhões de toneladas, frente aos 6,46 milhões projetados anteriormente. A elevação reflete o ritmo consistente dos embarques, impulsionado por estoques elevados e pela continuidade da procura externa.



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AgroNewsPolítica & Agro

Plantio de soja avança de forma lenta e mercado projeta oportunidades com foco na China


Segundo análise da Grão Direto, o plantio da soja no Brasil está abaixo da média histórica dos últimos cinco anos. De acordo com o boletim da Conab, até o momento, 11,1% da área prevista foi semeada. Atrasos foram registrados em importantes estados produtores: o Mato Grosso enfrenta escassez de chuvas e o Rio Grande do Sul, excesso de umidade. Em contrapartida, regiões com áreas irrigadas, como Goiás, Minas Gerais e São Paulo, têm apresentado melhores condições. No Norte e Nordeste, Tocantins e Pará registram avanço devido à melhora na umidade do solo. Nos Estados Unidos, a colheita de soja avança com ritmo acelerado, alcançando cerca de 30% da área projetada, apoiada pelo clima mais seco e quente.

Segundo o USDA, 62% das lavouras norte-americanas são classificadas como boas ou excelentes, indicando bom potencial produtivo.

Apesar desse cenário de oferta elevada, o contrato da soja para agosto de 2025 na Bolsa de Chicago encerrou a semana em alta de 1,39%, cotado a US$ 10,21 por bushel. Já o contrato para março de 2026 caiu 1,33%, fechando a US$ 10,38 por bushel. O dólar teve desvalorização de 1,64% na semana, encerrando a R$ 5,41. No mercado físico brasileiro, os preços mostraram tendência de valorização, sustentados pelos prêmios portuários ainda elevados.

No campo político e comercial, representantes de Brasil e Estados Unidos se reuniram para discutir o impacto das tarifas sobre produtos agrícolas, mas sem decisões concretas até o momento. A paralisação do governo norte-americano continua gerando incerteza ao limitar a divulgação de dados sobre as safras.

Ainda segundo informações da Grão Direto, o mercado monitora com atenção a situação da China. As margens de esmagamento seguem positivas e as indústrias operam com alta capacidade. No entanto, os estoques se acumularam em ritmo recorde, excedendo a capacidade logística dos portos. Esse excesso, segundo a Grão Direto, é temporário. A expectativa é que, nas próximas semanas, a China volte a intensificar as compras para recompor estoques, favorecendo o Brasil, seu principal fornecedor.

Contudo, essa tendência está atrelada à continuidade da ausência dos EUA no mercado chinês. Um eventual acordo comercial entre os dois países poderia pressionar os prêmios de exportação brasileiros.





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Nestlé e BB lançam linha de crédito de R$ 100 mil para reduzir emissões na produção de leite



A Nestlé e o Banco do Brasil anunciaram uma parceria que disponibilizará, inicialmente, R$ 100 milhões em linhas de crédito rural para financiar práticas de agricultura regenerativa em fazendas de leite do programa Nature por Ninho. O objetivo é acelerar a descarbonização da cadeia produtiva por meio de assistência técnica e financeira, informaram as empresas em nota.

Pelo acordo, a Nestlé atuará como elo entre o Banco do Brasil, responsável pela concessão do crédito, e os produtores de leite.

A iniciativa inclui orientação técnica sobre o uso dos recursos em práticas regenerativas e de baixo carbono, como manejo de solo, bem-estar animal, uso de energia limpa e técnicas agrícolas sustentáveis.

“A parceria com o Banco do Brasil rompe uma das principais barreiras para a transição em escala: o acesso ao financiamento com taxas competitivas. Acelerar a transformação da cadeia do leite é parte central da nossa estratégia porque traz mais eficiência para os produtores, mais resiliência para os sistemas produtivos e, como consequência, a descarbonização da operação”, afirmou a head de agricultura regenerativa da Nestlé, Bárbara Sollero, em nota.

O diretor de Corporate and Investment Bank do Banco do Brasil, João Fruet, destacou que o convênio amplia a aplicação sustentável do crédito rural. “A parceria com a Nestlé é um exemplo concreto de como o Banco do Brasil atua para alavancar a aplicação sustentável do crédito rural e promover o desenvolvimento das cadeias produtivas. O convênio permite ao produtor rural a obtenção de financiamentos com taxas competitivas e à empresa conveniada, a originação da matéria destinada à sua produção”, disse.

Criado há mais de 15 anos, o Nature por Ninho reúne cerca de 1.000 produtores parceiros em todo o país. Os participantes são remunerados conforme implementam práticas sustentáveis e regenerativas, avaliadas em quatro níveis – Bronze, Prata, Ouro e Diamante – acompanhadas de validações independentes e bonificações proporcionais.

Na safra 2024/25, as fazendas classificadas no nível Ouro reduziram em 16% a aplicação de nitrogênio sintético e em 8% o custo de produção da silagem, além de cultivarem 47% mais variedade de espécies em relação às propriedades convencionais.

Segundo a Nestlé, essas fazendas produziram com uma pegada de carbono 39% menor. Desde o início do programa, mais de 1 bilhão de copos de leite já foram produzidos a partir de fazendas com práticas avançadas em agricultura regenerativa. O Brasil é a maior operação global da Nestlé na compra de leite fresco e, segundo a companhia, uma vitrine em práticas regenerativas.



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Agro tem quase 1,8 mil empresas aptas a entrar na Bolsa de Valores



Um levantamento inédito da Neoway, marca da B3, identificou 1.798 empresas do setor agropecuário com potencial para abrir capital por meio do Regime Fácil, iniciativa da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) que será implementada em janeiro de 2026.

Essas companhias, de natureza jurídica privada e com faturamento entre R$ 300 milhões e R$ 500 milhões, poderão ter um acesso mais simples, rápido e econômico ao mercado de capitais, facilitando a captação de recursos para expansão, investimentos e fortalecimento da governança.

Novo regime promete simplificar listagem e reduzir custos

O Regime Fácil foi criado pela CVM para democratizar o acesso das pequenas e médias empresas à bolsa de valores, com uma série de simplificações. Entre as principais mudanças estão:

  • Registro automático na CVM;
  • Menor exigência de informações contábeis no momento da listagem;
  • Apenas um ano de demonstrações financeiras auditadas;
  • Divulgação semestral dos resultados, em vez de trimestral;
  • Captação direta de até R$ 300 milhões por ano sem necessidade de coordenador líder.

De acordo com a CVM, o modelo busca reduzir barreiras regulatórias e custos para empresas que antes não viam viabilidade em se tornar companhias abertas.

B3 terá papel central na implementação

A B3, principal infraestrutura do mercado de capitais brasileiro, desempenhará papel fundamental no sucesso do novo regime, oferecendo suporte técnico, consultoria regulatória e integração com corretoras e bancos parceiros.

“O Regime Fácil representa um marco na democratização do mercado de capitais e irá fortalecer o mercado como um todo, ampliando as opções de financiamento para empresas de menor porte”, afirma Flavia Mouta, diretora de Emissores e Relacionamento da B3.

Segundo ela, a bolsa brasileira está preparada para apoiar a jornada dessas empresas “com os recursos que só a expertise, credibilidade e robustez da B3 podem proporcionar”.

Oportunidade para o agro

O levantamento mostra que o agronegócio se destaca entre os setores com maior potencial de adesão ao regime. Atualmente, 23 empresas ligadas ao agro, entre agricultura, produção de alimentos e insumos, já estão listadas na B3.

Com o novo modelo, a expectativa é que novas companhias rurais ingressem no mercado de capitais, abrindo caminho para captações e investimentos em inovação, produtividade e sustentabilidade.

As empresas que aderirem ao Regime Fácil contarão com emissão simplificada de ações, debêntures e notas comerciais, além de consultoria personalizada, apoio regulatório e visibilidade em um ambiente tecnológico seguro e transparente.



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Impulsionadas pelo café, exportações de Minas Gerais lideram crescimento nacional



As exportações do agronegócio de Minas Gerais somaram US$ 14,5 bilhões entre janeiro e setembro de 2025, alta de 12,8% frente ao mesmo período do ano anterior. O estado liderou o crescimento nacional entre os principais exportadores do setor, impulsionado pelo café, que permanece como principal produto da pauta, seguido pelos complexos soja e sucroalcooleiro, carnes e produtos florestais.

O volume exportado totalizou 13 milhões de toneladas no acumulado de janeiro a setembro, queda de 7,6% em relação ao mesmo período do ano anterior. Mesmo assim, Minas Gerais se manteve como o terceiro maior exportador do agronegócio brasileiro, atrás apenas de Mato Grosso e São Paulo, sendo responsável por quase 13% da receita nacional do setor.

Ao todo 615 produtos agropecuários mineiros foram enviados para 175 países, com destaque para a China (25%), Estados Unidos (11%), Alemanha (8%), Itália e Japão (5%). 

Bom desempenho do café

Segundo a assessora técnica da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), Manoela Teixeira, o forte desempenho das exportações mineiras está diretamente relacionado ao bom momento do café, que mantém cotações em alta desde o ano passado. O cenário é favorecido pela baixa oferta global e pelo aumento do consumo mundial.

O produto gerou US$ 7,77 bilhões, o que representa pouco mais da metade da receita total do agronegócio do estado, com alta de 48% em relação ao mesmo período de 2024.

Minas Gerais concentra cerca de 70% das exportações brasileiras de café, consolidando sua liderança, com Estados Unidos, Alemanha e Itália entre os principais destinos, impulsionados pela demanda por grãos de alta qualidade.

De acordo com a assessora, as expectativas para o fim do ano são: superar, mais uma vez, o recorde de vendas dos produtos agropecuários do estado, que alcançaram US$ 17 bilhões no ano passado.

Soja

O complexo soja (grãos, óleo e farelo) registrou US$ 2,6 bilhões com o embarque de 6,5 milhões de toneladas e queda de 15% e 7% respectivamente.

Sucroalcooleiro

O volume chegou a 3,3 milhões de toneladas, totalizando US$ 1,5 bilhão com queda de 19,9% na receita. A produção de etanol no mercado interno tem se mostrado mais atrativa para os produtores.  

Carnes

A receita do setor de carnes (bovina, suína e frango) alcançou US$ 1,3 bilhão no período, alta de 6,8% em relação ao mesmo período de 2024. Já o volume total ficou em368,8 mil toneladas.

Produtos Florestais

Os produtos florestais (celulose, madeira e papel) alcançaram aproximadamente US$ 765 milhões. O volume embarcado ficou em 1,3 milhão de toneladas.



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Alface puxa queda do preço das hortaliças em setembro



Os preços das hortaliças mais consumidas nos principais mercados atacadistas do país registraram queda em setembro. Alface, batata, cebola, cenoura e tomate ficaram mais baratos, quando comparados com os valores de agosto. A maior queda foi verificada para a alface, com redução de 16,01% na média ponderada das cotações, explicada pela boa oferta da folhosa nos mercados.

É o que mostra o 10º Boletim do Programa Brasileiro de Modernização do Mercado Hortigranjeiro (Prohort), da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), divulgado nesta terça-feira (21).

Comercialização de hortaliças

A pesquisa da Conab considera as cinco hortaliças (batata, cenoura, cebola, tomate e alface) e as cinco frutas (laranja, banana, mamão, maçã e melancia) com maior representatividade na comercialização nas principais Ceasas do país e que registram maior destaque no cálculo do índice de inflação oficial (IPCA).

Conforme comunicado da estatal, para a cebola, o movimento de queda nos preços manteve-se firme em setembro, dando continuidade à trajetória descendente iniciada em junho deste ano. No mês passado, o preço médio ponderado apresentou retração de 14,8%, com recuo registrado em todas as Ceasas analisadas no boletim. O atual cenário de preços baixos é resultado direto de uma oferta abundante.

O elevado volume de batata nas Centrais de Abastecimento (Ceasas) analisadas também explica a nova queda nas cotações do produto, consolidando o quarto mês consecutivo de preços mais baixos. De acordo com a média ponderada das Ceasas que compõem o boletim, a redução em setembro foi de 10,4% em relação a agosto.

No caso do tomate, o comportamento de queda de preços não foi unânime. A Conab verificou, por exemplo, desvalorização de 37,88% nas cotações em Vitória (ES) e valorização de 46,91% em Goiânia (GO). Do lado da oferta, setembro registrou uma redução de 3,6%. No entanto, essa queda, de baixa intensidade, não foi suficiente para fazer o preço subir na maioria das Ceasas. Com isso, na média ponderada os preços caíram 5,76%.

No caso da cenoura, segundo a Conab, em setembro não houve tendência definida do movimento do preço nas Ceasas, e na média ponderada, as cotações desceram 4,71% em relação à média de agosto. “Um dos fatores que pressionaram os preços em setembro foi a redução da oferta em Minas Gerais, principal produtor nacional. A queda na produção mineira em relação a agosto pode provocar aumento da demanda por produtos de outras regiões, intensificando a pressão sobre os preços”, explicou.

Cenário para as frutas

Dentre as frutas analisadas pela Conab, os preços da melancia mantiveram o comportamento registrado pelas hortaliças com queda na média ponderada de 10,29%. “A redução foi registrada mesmo com a elevação da demanda causada pelas temperaturas elevadas diante da boa oferta da fruta nos mercados”, disse a estatal.

Já para banana, laranja, maçã e mamão o movimento preponderante foi de alta. No caso da maçã, setembro foi marcado por oscilações na comercialização e leve alta de preços na média ponderada, em torno de 1,38%, impulsionada pelo aumento da demanda pelo produto no início do mês.

Para o mercado da banana, as cotações subiram na média ponderada em 6,56%. Já a comercialização da fruta oscilou entre os entrepostos atacadistas analisados, puxadas pela maior produção da variedade prata explicada pelas temperaturas mais elevadas que provocaram o amadurecimento em praças baianas e mineiras. No mercado da banana-nanica a oferta se mostrou mais limitada nas principais praças produtoras, como as regiões do Vale do Ribeira (SP) e norte catarinense.

Os preços da laranja também apresentaram tendência de alta em diversas Ceasas. Na média ponderada as cotações subiram 7,9%, mesmo diante do aumento da oferta da fruta, impulsionado pela intensificação da colheita em várias regiões produtoras. Em contrapartida, a demanda também cresceu, favorecida pela elevação das temperaturas, o que ajudou a equilibrar o aumento da oferta no varejo.

“A maior alta foi verificada para o mamão”, destacou a Conab. No início do mês a demanda esteve bastante aquecida, o que acabou por impulsionar as vendas de ambas as variedades de mamão, mesmo que os preços já estivessem em níveis elevados, num contexto em que a oferta já estava restrita e as frutas tivessem apresentado boa qualidade.

No entanto, no segundo decêndio do mês, a oferta aumentou com a elevação das temperaturas (principalmente da variedade papaia), o que acabou por estabilizar as cotações e até mesmo provocar queda em algumas centrais de abastecimento. Mesmo com a queda registrada em parte do mês, na média mensal o fechamento apontou elevação na média ponderada de 12,72% em setembro em comparação com agosto.

Exportações

De janeiro a setembro deste ano, o volume total de frutas enviado ao exterior foi de 853,2 mil toneladas, alta de 28% em relação ao meios período de 2024, e o faturamento foi de US$ 994,42 milhões (FOB), 15% superior em relação aos nove primeiros meses do ano passado.

“Com a implementação das tarifas implementadas pelo governo dos Estados Unidos a alguns produtos brasileiros, muitas previsões apontavam que as vendas totais poderiam cair com maior intensidade, o que não tem ocorrido até o momento, o que demonstra que o setor no conjunto reagiu bem às instabilidades externas, com alguns mercados específicos demandando mais atenção, como de manga e uva”, comentou a Conab.



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Inmet alerta para chuva forte e variação extrema do clima em todo o país



O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) prevê uma semana marcada por contrastes no clima do país. Enquanto áreas do Norte e do Nordeste devem registrar fortes pancadas de chuva, regiões do Centro-Oeste, Sudeste e parte do Sul terão períodos de tempo mais seco e baixos índices de umidade relativa do ar.

Norte: volumes acima de 100 mm no Amazonas

As áreas de instabilidade continuam ativas sobre a região Norte. Segundo o Inmet, deve chover em praticamente todos os estados ao longo da semana, com destaque para Amazonas, Acre, Rondônia, Roraima, Tocantins e centro-sul do Pará.

No Amazonas, os acumulados podem ultrapassar 100 milímetros, especialmente na porção oeste do estado. Já em Amapá e centro-norte do Pará, as precipitações devem ser fracas e isoladas, com médias inferiores a 10 mm.
A umidade relativa do ar permanece alta em boa parte da região, mas pode cair para 30% a 40% no Amapá, norte do Pará e em pontos do Tocantins.

Nordeste: chuva forte na Bahia e tempo seco no norte da região

O Inmet prevê o retorno das chuvas para grande parte do Nordeste, principalmente na Bahia, Piauí, Maranhão, Sergipe, Alagoas, oeste de Pernambuco e sul do Ceará.
A Bahia deve concentrar os maiores volumes, com acumulados que podem superar 150 milímetros, sobretudo na faixa litorânea.

Por outro lado, o norte da região segue com tempo seco e umidade relativa abaixo de 30%, podendo chegar a 20% em pontos isolados.

Centro-Oeste: chuvas isoladas e baixa umidade

No Centro-Oeste, as chuvas devem se concentrar sobre o Mato Grosso, onde os volumes podem chegar a 40 milímetros até o dia 23 de outubro. Em Mato Grosso do Sul, Goiás e no Distrito Federal, a tendência é de redução das chuvas ao longo da semana. A umidade relativa do ar deve ficar em torno de 30%, especialmente no sul de Goiás e Mato Grosso do Sul.

Sudeste: frente fria provoca chuva no início da semana

A passagem de uma frente fria favorece chuvas no norte de Minas Gerais e no Espírito Santo, com possibilidade de acumulados acima de 80 milímetros no início da semana.
No restante da região, o tempo deve permanecer seco, com destaque para o interior de São Paulo e Minas Gerais, onde a umidade relativa pode cair abaixo de 25%.

Sul: tempo firme no início e chuva forte no fim de semana

A maior parte da semana será de pouca chuva na Região Sul, mas a aproximação de um sistema frontal deve trazer temporais no fim de semana, principalmente no oeste de Santa Catarina e Paraná, onde os volumes podem ultrapassar 80 milímetros. Já o norte do Paraná deve continuar sem chuva significativa. A umidade relativa do ar pode cair para 30% em áreas isoladas.

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rastreabilidade obrigatória evita multas milionárias na pecuária; entenda



A expressão informal “CPF do boi” representa a nova e urgente realidade da pecuária brasileira: a rastreabilidade obrigatória e georreferenciada da origem do rebanho.

Com o aumento da fiscalização ambiental e das exigências do mercado internacional, tornou-se um risco catastrófico comprar, transportar ou comercializar gado sem a comprovação de sua origem legal e ambiental, podendo resultar em multas milionárias.

Ao programa Giro do Boi, o advogado e professor de direito ambiental Pedro Puttini explicou que essa nova forma de rastreamento, apoiada pelo Ministério Público Federal, exige a construção do histórico completo do animal. Isso é feito através do cruzamento de dados críticos, como a Guia de Trânsito Animal (GTA), o Cadastro Ambiental Rural (CAR) e imagens de satélite.

O sistema identifica com precisão se o gado passou por áreas embargadas, desmatadas ilegalmente, ou se houve sobreposição com terras indígenas ou unidades de conservação.

Confira:

Consequências legais e o risco catastrófico na cadeia produtiva

Com essa nova rastreabilidade, o risco legal se estende a toda a cadeia produtiva, do produtor ao frigorífico. A responsabilidade não recai mais apenas sobre o dono da terra que cometeu o desmatamento ilegal, mas também sobre o comprador, o intermediário e o transportador que negligenciam a verificação do histórico do animal.

A penalidade prevista pelo Decreto Federal 6.514/2008 (Art. 54-A) para quem adquire, intermedeia ou comercializa produto de origem animal proveniente de área desmatada ilegalmente é de R$ 500 por quilo ou por unidade do produto.

Em termos práticos, um único carregamento de boi gordo de origem irregular pode gerar um prejuízo financeiro catastrófico e colocar em risco todo o patrimônio da fazenda.

Ação imediata: a postura preventiva para a segurança jurídica

Para evitar as sanções e garantir a segurança jurídica, o produtor e o comprador devem adotar uma postura preventiva e responsável, especialmente em regiões sensíveis como a Amazônia Legal. O compliance ambiental exige ações imediatas:

  • Consulta de embargos: é obrigatório consultar as listas públicas de embargos do IBAMA antes de fechar qualquer negócio ou adquirir animais.
  • Verificação do CAR: o produtor deve checar se a propriedade possui o CAR ativo e se não há sobreposição de áreas com restrições.
  • Documentação completa: a confiança na GTA não basta. É crucial documentar a origem com laudos, e-mails e estudos de imagens de satélite.
  • Plataformas de compliance: a integração com plataformas de rastreabilidade socioambiental, já adotadas por grandes frigoríficos, é fundamental para o escoamento seguro da produção.

O alerta é claro: o risco não está mais apenas com quem comete o dano, mas com quem compra sem verificar a origem. Ignorar a rastreabilidade obrigatória acabará penalizando duramente o pecuarista, com perdas que podem comprometer a continuidade do negócio.



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