segunda-feira, abril 6, 2026

Autor: Redação

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Milho mantém ritmo e área de cultivo cresce em Santa Catarina



Clima estável impulsiona safra de milho no Estado



Foto: Agrolink

De acordo com dados do 1º Levantamento da Safra de Grãos 2025/26 da Companhia Nacional de Abastecimento, divulgado nesta terça-feira (14), a cultura do milho em Santa Catarina apresenta evolução dentro do esperado, com bom desenvolvimento das lavouras em razão das condições climáticas estáveis. O cenário tem sido marcado por chuvas regulares e de boa intensidade, sem grandes registros de pragas ou doenças.

Na região dos planaltos e serra, o desenvolvimento fenológico segue o padrão esperado. No meio-oeste, a semeadura começou no início de setembro e avançou rapidamente, atingindo cerca de 65% da área estimada até o fim do mês. Segundo o levantamento, “nota-se um leve aumento de área em relação à safra passada, motivado, entre outros, pelo ótimo resultado produtivo obtido anteriormente”.

As lavouras mais adiantadas já receberam cobertura de adubação nitrogenada, aproveitando a umidade adequada do solo. As demais estão em fase de emergência, com crescimento favorecido pela variação térmica dos últimos dias.

No extremo-oeste, há variação nos estágios fenológicos devido ao escalonamento do plantio. Parte dos produtores já concluiu a semeadura, enquanto outros aguardam para ampliar a área cultivada. Assim como nas demais regiões, as condições climáticas têm favorecido o desenvolvimento das plantas e a realização de tratos culturais, incluindo aplicação de herbicidas e fertilizantes. A manutenção da umidade do solo tem contribuído para a germinação, emergência, estabelecimento adequado das plantas e desenvolvimento vegetativo inicial.





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Faltando 20 dias para COP30, países ainda não entregaram metas climáticas



A menos de três semanas para a COP30, que será realizada em Belém, Pará, países ainda não apresentaram suas Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDCs), que indicam metas de redução de emissões de gases de efeito estufa.

Em discurso oficial, o presidente Lula destacou que a conferência será um momento de comprovar o comprometimento global com o futuro sustentável. “Será a COP da verdade. Será o momento de líderes mundiais provarem seriedade de seu compromisso com o planeta”, afirmou.

Segundo Lula, o Brasil já se comprometeu a reduzir entre 59% e 67% das emissões, abrangendo todos os gases de efeito estufa e setores da economia.

De acordo com o head of agribusiness, Renato Rodrigues, a COP é um processo de diplomacia multilateral que ocorre desde 1995, delegações de quase 200 países se reúnem para combater as mudanças climáticas sem comprometer o crescimento econômico global.

Rodrigues afirma que, a questão pode parecer simples, mas envolve decisões complexas que impactam tanto o meio ambiente quanto o desenvolvimento das nações, exigindo negociações delicadas e soluções colaborativas entre os líderes mundiais.

Rodrigues ressalta que, embora complexo e lento, o processo permite que todos os países tenham igualdade de condições nas negociações. A COP30 representa ainda a oportunidade histórica de o Brasil liderar discussões globais sobre clima e sustentabilidade, assumindo a presidência do processo até 2026.

O processo envolve grupos de trabalho, plenárias, reuniões informais e negociações nos bastidores. Cada documento, como uma resolução da COP, é debatido palavra por palavra e precisa ser aprovado por consenso. Esse processo é lento e complexo, mas é o único que garante que todos os países tenham condições iguais de debate, tornando a COP um espelho da política internacional e da tentativa humana de cooperar diante de um desafio comum.

Importância histórica

Ao longo da história, a COP criou mecanismos importantes, como o Protocolo de Kyoto, em 1997, que estabeleceu metas obrigatórias de redução para países desenvolvidos, e o Acordo de Paris, em 2015, que ampliou o sistema de metas voluntárias conhecidas como NDCs. Desde Paris, o modelo passou de comando para coordenação, e hoje o mundo entra em uma era de prestação de contas, saindo da fase de promessas para mostrar resultados concretos.

Brasil na liderança das negociações

A COP30, marca um novo ciclo do regime climático global, 33 anos após a Rio 92, com o Brasil assumindo a presidência do processo até a próxima COP em 2026. O evento representa uma oportunidade histórica de mostrar que o multilateralismo ainda funciona e que os países podem cooperar, com o Brasil liderando pela ciência, diplomacia e resultados.

Expectativa para a COP30

Embora a COP não tenha temas específicos, a expectativa é que seja “a COP da coerência”. Mais do que uma conferência sobre o clima, a COP é o esforço contínuo da humanidade para negociar seu próprio futuro, buscando entendimento e cooperação, mesmo diante de diferenças. O clima é o desafio do século, e a cooperação multilateral permanece como a única resposta possível.



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Pecuaristas dos EUA se irritam com Trump após declaração sobre compra de carne da Argentina



Os pecuaristas dos Estados Unidos ficaram irritados com as recentres declarações de Donald Trump sobre a carne argentina. O presidente norte-americano disse para jornalistas no último domingo (19) que estava cogitando comprar carne bovina da Argentina para baixar o preço do alimento no país.

Em resposta aos planos do republicanos, a NCBA, entidade que reúne os principais pecuaristas americanos publicou uma nota na terça-feira (20) criticando os planos de Trump

“Os agricultores familiares e pecuaristas da NCBA têm inúmeras preocupações com a importação de mais carne bovina argentina para reduzir os preços ao consumidor. Este plano só cria caos em um momento crítico do ano para os produtores de gado americanos, sem fazer nada para reduzir os preços nos supermercados”, disse o CEO da NCBA, Colin Woodall

Em outro trecho do comunicado a entidade pede para que o presidente dos Estados Unidos não se intrometa no mercado de carnes americano

“Apelamos ao Presidente Trump e aos membros do Congresso para que deixem o mercado funcionar, em vez de intervir de maneiras que só prejudicam as áreas rurais dos Estados Unidos”, diz a nota.



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Plantio de soja avança com retorno das chuvas em diferentes regiões do país



Com o retorno das chuvas, a semeadura de soja continua avançando em diferentes áreas produtoras do Brasil. De acordo com a Conab, cerca de 21,7% da área prevista já foi plantada, aumento de 4,1 pontos percentuais em relação ao mesmo período do ano passado. Em Mato Grosso, o plantio registrou forte aceleração, impulsionado pela maior abrangência dos eventos de chuva nos últimos dias.

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Em Minas Gerais, o plantio também avança nas áreas irrigadas, e os produtores já iniciaram os trabalhos nas lavouras de sequeiro. Segundo a previsão do tempo, as condições climáticas tendem a permanecer favoráveis nas próximas semanas.

Plantio de soja no Sudeste, Sul e Centro-Oeste

A chuva chegou e animou o produtor, possibilitando-o de avançar com os trabalhos em campo. No Sudeste e em parte do Centro-Oeste, especialmente no Matopiba, a umidade deve se manter, garantindo boas condições para o plantio.

Em São Paulo e Paraná, o avanço da semeadura de soja também é expressivo, com o Paraná alcançando cerca de 40% da área prevista. No entanto, algumas regiões ainda exigem atenção, principalmente o centro-norte de Minas Gerais, a Bahia e o norte de Goiás, onde a umidade do solo ainda é limitada.

No Centro-Oeste, as chuvas recentes não foram totalmente bem distribuídas, mas já aliviaram o déficit hídrico enfrentado por muitos produtores. A previsão indica que o tempo deve seguir quente e seco nesta semana, mas uma nova frente fria no fim de semana deve espalhar chuvas de até 30 milímetros nas áreas produtoras.

Sorriso (MT)

Em Sorriso (MT), importante município produtor, as temperaturas podem chegar a 38 °C e 39 °C na primeira quinzena de novembro. Ainda assim, a previsão aponta para o retorno das chuvas em bom volume, com acumulados que podem ultrapassar 150 milímetros entre 10 e 15 dias.

Cenário do Matopiba

Enquanto isso, no Matopiba, as instabilidades perdem força, concentrando os temporais sobre o Mato Grosso. No litoral da Bahia, especialmente em Salvador, os acumulados já ultrapassaram 100 milímetros nas últimas 12 horas, o que pode gerar transtornos nas áreas urbanas.



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conheça a ferramenta de proteção e estabilidade para o produtor



Proteger o rebanho e garantir a segurança do investimento no campo ainda é um desafio para muitos pecuaristas. Entre as soluções que vêm ganhando espaço no Brasil está o seguro de animais, uma ferramenta de gestão de risco que vem se tornando cada vez mais presente nas propriedades rurais.

Para explicar o funcionamento e as vantagens desse tipo de proteção, o programa A Protagonista entrevistou Karen Matieli, fundadora da Denner Seguro de Animais, considerada a maior corretora especializada do país.

Da farmácia ao agronegócio

Natural de Sorocaba (SP) e formada em Farmácia, Karen entrou no universo agro de forma inesperada. O ponto de virada ocorreu quando o filho começou a praticar hipismo em Araras (SP).

“Um dia, o dono da hípica me pediu para fazer o seguro dos cavalos. Eu nem sabia que isso existia. Foi essa simples pergunta que mudou toda a minha história”, conta.

Na época, sua corretora atuava apenas com seguros de vida e empresariais. A curiosidade e a visão empreendedora levaram Karen a explorar um segmento praticamente desconhecido no país, transformando-se em referência nacional. Hoje, a empresa desenvolve produtos sob medida e mantém parcerias com seguradoras multinacionais.

“O seguro de animais ainda é novo no Brasil. Em outros países ele já é consolidado, mas aqui ainda estamos no começo”, observa.

Como funciona o seguro pecuário

O seguro de animais pode ser contratado para bovinos, suínos, aves e equinos, adaptando-se ao tipo de produção e ao valor de cada rebanho.

“No caso da bovinocultura, é possível cobrir rebanhos de corte, de leite e de genética, que exigem atenção especial devido ao alto valor de investimento”, explica Karen.

As coberturas incluem morte acidental ou por doença, picada de cobra, raio, insolação, aborto, parto e até eutanásia por motivos humanitários. Em alguns casos, o seguro também protege estruturas da fazenda, como barracões, confinamentos e equipamentos.

“Quando apresentamos uma proposta ao produtor, não falamos apenas de proteger o gado, mas de oferecer uma gestão de risco para toda a propriedade”, enfatiza a empresária.

Custos e fatores de cálculo

O valor do seguro depende da espécie, da finalidade do animal e das condições da propriedade. “É um processo individualizado. Avaliamos mortalidade, raça, sistema de criação e produtividade. Quanto menor o risco, melhores são as condições da seguradora”, detalha Karen.

Ela exemplifica com o caso de um touro de R$ 100 mil adquirido em leilão: o custo médio do seguro gira em torno de 4,5% do valor do animal por ano, garantindo cobertura contra morte, acidentes, doenças ou perda da função reprodutiva — modalidade bastante procurada em rebanhos de genética.

Falta de informação ainda é obstáculo

Mesmo com os benefícios, a falta de informação ainda é o principal entrave para a expansão desse mercado.

“O produtor rural tem uma rotina intensa e muitas vezes não tem tempo de buscar novidades. Ele ainda vê o seguro como algo distante, mas é uma ferramenta essencial de estabilidade diante dos imprevistos do campo”, destaca Karen.

Para ela, iniciativas de comunicação têm papel crucial nesse avanço. “Quando mostramos exemplos reais e explicamos o funcionamento de forma simples, o produtor entende o quanto o seguro pode proteger seu negócio e garantir a continuidade da produção”, conclui.



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‘Brasil seguirá como referência agroalimentar nas Américas’, afirma diretor-geral do IICA



Prestes a concluir sua gestão à frente do Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA), o diretor-geral Manuel Otero compartilha suas perspectivas sobre o Brasil. Para ele, o país seguirá como uma potência agroalimentar e referência em agricultura sustentável.

“O Brasil talvez seja o ator mais importante no universo agro das Américas”, afirma. A declaração ao Canal Rural antecede a Conferência de Ministros da Agricultura das Américas, que ocorre em Brasília, de 3 a 5 de novembro. De acordo com o diretor-geral do IICA, a oportunidade é única, já que a reunião deve reunir cerca de 25 ministros e vice-ministros de Agricultura, algo que não acontece em outros encontros deste tipo.

Além disso, Otero também adiantou que um acordo com a Embrapa deve ser assinado em breve. “Possivelmente, teremos um escritório da Embrapa na sede central do IICA. Essas duas instituições, com respeito e colaboração, ampliam a dimensão hemisférica da tecnologia agrícola”.

Foco na construção de pontes

A reunião ministerial de novembro tem o objetivo de criar uma nova narrativa para o agro das Américas. No entanto, Otero alerta para desafios e contradições que cercam a atividade.

“A região lidera as exportações mundiais de alimentos, mas a agricultura latino-americana ainda carrega a imagem de simples fornecedora de commodities, ligada à destruição ambiental e sem diferenciação”, diz. Para o diretor-geral do IICA, o setor precisa ser autocrítico, mas também deve se orgulhar do que construiu até aqui.

A solução, porém, está na construção de pontes entre o setor produtivo e o consumidor final. “É isso que vamos discutir na reunião, através de duas sessões para debater o escopo da nova narrativa e gerar ideias sobre a nova geração de políticas públicas que ainda faltam”, ressalta.

Otero destaca ainda que os ministros de agricultura devem saber onde colocar o foco da narrativa do agro. Segundo ele, a estratégia comunicacional tem que ser mais agressiva e as novas gerações devem ser envolvidas no processo.

Cooperação para uma agricultura mais sustentável

Se por um lado o Brasil figura como um dos grandes exportadores de alimentos, outros países da região dependem fortemente da importação para garantir a segurança alimentar interna. Conforme dados da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal), em 12 países do Caribe as importações de alimentos representam mais de 20% do total exportado.

O IICA desempenha papel central nesse processo, em parceria com a Embrapa, referência internacional em pesquisa agropecuária. “A instituição é amplamente reconhecida e admirada no continente. Todos buscam firmar acordos com ela, e o IICA atua como ponte entre a Embrapa e as demandas tecnológicas dos países”, afirma Otero.

COP30 e o futuro das Américas

Em relação à COP30, conferência do clima das Nações Unidas, a avaliação é de otimismo. Para o diretor-geral do IICA, o evento será uma oportunidade para mostrar que a agricultura das Américas está em transformação, e que o Brasil deve ter papel de destaque nesse processo.

“Não é apenas retórica. O plantio direto em todo o Mercosul, sistemas agroflorestais, melhoramento genético animal e melhorias em pastagens são avanços concretos. Queremos mostrar que a agricultura está se transformando e que o Brasil terá papel relevante na defesa da agricultura sustentável”, pontua.

Otero também adiantou alguns temas que devem orientar o futuro do IICA após o fim de sua gestão. “As prioridades podem variar entre os países, mas devem incluir a agricultura digital, sustentável e resiliente, com foco nas pessoas, além de atenção às questões comerciais, sanitárias e aos sistemas produtivos”, conclui.



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Céu do Brasil será palco de chuva de meteoros nesta semana; veja onde acompanhar



O céu deve brilhar com a chuva de meteoros Orionídeas nesta semana. No Brasil, será possível acompanhar a passagem dos meteoros em todas as regiões. Segundo o Observatório Nacional (ON), o pico da Orionídeas ocorrerá nas noites desta terça (21) para quarta (22) e de quarta (22) para quinta-feira (23).

O melhor horário para observação é da meia-noite ao amanhecer. O Observatório classifica a visibilidade como “excelente” em todo o território brasileiro.

Segundo o astrônomo, Marcelo De Cicco, a chuva de meteoros Orionídeas será formada por meteoros extremamente rápidos, atingindo até 66 km/h, brilhantes e capazes de deixar trilhas luminosas visíveis no céu.

Origem do nome Orionídeas

O nome Orionídeas é referência à constelação de Órion, de onde os meteoros parecem “nascer” perto da estrela Betelgeuse. A constelação leva o nome do mito grego de Órion, um gigante caçador.

É uma das constelações mais conhecidas e facilmente identificáveis no céu: seu centro é marcado por três estrelas brilhantes, as Três Marias. No entanto, os meteoros podem surgir em qualquer parte do céu. 

Onde acompanhar a chuva de meteoros?

O fênomeno poderá ser acompanhado em qualquer lugar do Brasil. Segundo o Observatório Nacional, não é necessário equipamento especial ou conhecimento prévio para acompanhar.

De acordo com Cicco, o ideal é que o observador procure um local escuro, se possível afastado das grandes cidades, para evitar a poluição luminosa. Além disso, deve-se apagar as luzes em volta. Outro fator imprescindível é que o tempo esteja bom.

A National Aeronautics and Space Administration (Nasa), acrescenta que, em menos de 30 minutos no escuro, os olhos se adaptam e facilitam a observação. “Seja paciente, a tempestade dura até amanhecer, tem muito tempo para captar”, afirma Cicco.

Segundo o Observatório Nacional, não é necessário equipamento especial ou conhecimento prévio para acompanhar o fenômeno.

O que são chuvas de meteoros?

As chuvas de meteoros são vestígios da passagem de cometas, que deixam detritos (meteoroides) à deriva no espaço. O brilho assistido da Terra é causado pelas rochas que entram em altíssima velocidade na atmosfera terrestre e se desintegram.

Ao atravessar a atmosfera, o meteoroide sofre ablação (processo de queima) formando um rastro luminoso. Quando há uma grande quantidade de meteoros, ocorre a chuva de meteoros. Isso acontece quando o planeta passa por uma dessas zonas de detrito.

No caso da Orionídeas, os detritos são originários do cometa Halley, que circula pelo sistema solar e passa a cada 75-76 anos pela Terra.

Rápidos e brilhantes

Os meteoroides são geralmente pequenos, desde partículas de poeira até pedregulhos. Eles quase sempre são pequenos o suficiente para queimar rapidamente na atmosfera.

Segundo a Nasa, além de deixarem trilhas luminosas que duram de segundos a minutos, os meteoros mais rápidos podem gerar o efeito conhecido como “bola de fogo”.

Quando um fragmento de rocha espacial resiste à entrada na Terra e chega à superfície, passa a ser chamado meteorito.

A passagem do Halley provoca duas chuvas de meteoro, uma no segundo semestre, de 2 de outubro a 12 de novembro, quando a Terra atravessa a parte mais densa e empoeirada desses detritos, e outra, em maio (Eta Aquariids).

De acordo com a Nasa, a última vez que o cometa Halley foi observado a partir da Terra foi em 1986. Ele foi descoberto em 1705 por Edmond Halley e tem dimensões de 16 x 8 x 8 quilômetros e é um dos objetos mais escuros do Sistema Solar, com um albedo de 0,03, isto é, reflete apenas 3% da luz solar que recebe.



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Importação chinesa de milho cai 82% em setembro e a de trigo cresce 60%, diz Gacc



As importações chinesas de milho somaram 60 mil toneladas em setembro de 2025, o que representa uma queda de 81,9% na comparação com setembro do ano passado, de acordo com dados divulgados pelo Departamento de Alfândegas da China (Gacc, na sigla em inglês).

Em valores, as importações no mês passado totalizaram US$ 15,4 milhões (-80,3%). De janeiro a agosto, a China importou 930 mil toneladas de milho, recuo de 92,7% na comparação anual. O valor importado no acumulado do ano caiu 93%, para US$ 244,4 milhões.

Compras de trigo e soja pela China

As compras chinesas de trigo alcançaram 390 mil toneladas no mês passado, volume 59,9% superior ao registrado em setembro de 2024. O valor importado no nono mês de 2025 corresponde a US$ 123,39 milhões, alta de 52,5%.

No acumulado do ano até setembro, as compras somaram 2,99 milhões de toneladas, baixa de 72,1% ante igual período do ano passado. Em valores, a queda foi de 73,1%, para US$ 923,4 milhões.

Segundo o Gacc, a China importou 12,87 milhões de toneladas de soja em setembro, avanço de 13,2% ante igual mês do ano anterior. No total, as compras custaram US$ 5,75 bilhões (+1,6%). No acumulado dos nove meses completos do ano, as importações somaram 86,18 milhões de toneladas, ganho de 5,3% em comparação com o volume registrado em igual período do ano anterior. Em valores, as importações somaram US$ 38,32 bilhões, queda de 7,9%.

Em relação ao óleo de soja, foram registradas importações de 70 mil toneladas em setembro, segundo relatório do Gacc, avanço de 81,1% ante o volume de igual mês do ano passado. No acumulado do ano, os chineses compraram 270 mil toneladas do derivado, alta de 5,4% ante o registrado no ano anterior.

As compras chinesas de óleo de palma, por sua vez, atingiram 150 mil toneladas em setembro de 2025, volume 32,2% menor do que o importado um ano antes. No acumulado do ano, as importações somaram 1,74 milhão de toneladas, diminuição de 15,7% ante igual período do ano passado.

Outros produtos

A China importou 100 mil toneladas de algodão no mês passado, recuo de 18,7% ante igual período de 2024. De janeiro a setembro, o volume importado pelo país asiático foi de 680 mil toneladas, baixa de 69,8% em comparação com o ano anterior.

De lácteos, 180 mil toneladas foram importadas pela China no nono mês do ano, 3,2% a menos que o volume comprado em setembro de 2024. Em nove meses, as importações foram de 2 milhões de toneladas, aumento de 3,3% na comparação anual.

As compras chinesas de açúcar somaram 550 mil toneladas no mês passado, avanço de 35,8% ante o importado em setembro de 2024, segundo o Gacc. No acumulado do ano, o volume comprado subiu 9,4%, para 3,16 milhões de toneladas.

As compras de fertilizantes foram de 1,22 milhão de toneladas em setembro de 2025, 5,9% abaixo das importações de setembro do ano passado. Nos nove primeiros meses deste ano, as importações chinesas somaram 9,68 milhões de toneladas, queda de 6,7% ante igual período de 2024.

De carne bovina e miúdos, as compras chinesas totalizaram 320 mil toneladas no mês passado, 43,8% a mais que o registrado no mesmo mês de 2024. No acumulado do ano, foram relatadas importações de 2,15 milhões de toneladas, ganho de 0,8% ante igual período do ano passado.

Por fim, de carne suína, os chineses importaram 80 mil toneladas no nono mês do ano, queda de 22,5% na comparação com o ano passado. Entre janeiro e setembro, as importações recuaram 1,3%, somando 790 mil toneladas.



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Anec faz leves ajustes nas exportações de grãos para outubro



A Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec) divulgou, nesta terça-feira (21), seu boletim semanal com poucas mudanças nas projeções de exportações de grãos do Brasil para o mês de outubro. As previsões indicam estabilidade, com leve alta nos embarques de soja, milho e farelo.

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Exportações de soja

Segundo o relatório, a exportação de soja deve alcançar 7,34 milhões de toneladas, ligeiramente acima dos 7,31 milhões previstos na semana anterior. O aumento, embora discreto, confirma o bom desempenho do grão no mercado internacional, sustentado pela demanda firme da China e pela competitividade do produto brasileiro.

Farelo de soja

Já para o farelo de soja, a previsão passou de 2,01 milhões para 2,09 milhões de toneladas, reforçando a tendência de crescimento nas exportações de derivados da oleaginosa.

Os números mostram que o Brasil segue consolidado como um dos principais exportadores globais de grãos, mesmo em um cenário de ajustes pontuais nas previsões.

Demanda do milho

No caso do milho, a Anec estima exportações de 6,57 milhões de toneladas, frente aos 6,46 milhões projetados anteriormente. A elevação reflete o ritmo consistente dos embarques, impulsionado por estoques elevados e pela continuidade da procura externa.



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Plantio de soja avança de forma lenta e mercado projeta oportunidades com foco na China


Segundo análise da Grão Direto, o plantio da soja no Brasil está abaixo da média histórica dos últimos cinco anos. De acordo com o boletim da Conab, até o momento, 11,1% da área prevista foi semeada. Atrasos foram registrados em importantes estados produtores: o Mato Grosso enfrenta escassez de chuvas e o Rio Grande do Sul, excesso de umidade. Em contrapartida, regiões com áreas irrigadas, como Goiás, Minas Gerais e São Paulo, têm apresentado melhores condições. No Norte e Nordeste, Tocantins e Pará registram avanço devido à melhora na umidade do solo. Nos Estados Unidos, a colheita de soja avança com ritmo acelerado, alcançando cerca de 30% da área projetada, apoiada pelo clima mais seco e quente.

Segundo o USDA, 62% das lavouras norte-americanas são classificadas como boas ou excelentes, indicando bom potencial produtivo.

Apesar desse cenário de oferta elevada, o contrato da soja para agosto de 2025 na Bolsa de Chicago encerrou a semana em alta de 1,39%, cotado a US$ 10,21 por bushel. Já o contrato para março de 2026 caiu 1,33%, fechando a US$ 10,38 por bushel. O dólar teve desvalorização de 1,64% na semana, encerrando a R$ 5,41. No mercado físico brasileiro, os preços mostraram tendência de valorização, sustentados pelos prêmios portuários ainda elevados.

No campo político e comercial, representantes de Brasil e Estados Unidos se reuniram para discutir o impacto das tarifas sobre produtos agrícolas, mas sem decisões concretas até o momento. A paralisação do governo norte-americano continua gerando incerteza ao limitar a divulgação de dados sobre as safras.

Ainda segundo informações da Grão Direto, o mercado monitora com atenção a situação da China. As margens de esmagamento seguem positivas e as indústrias operam com alta capacidade. No entanto, os estoques se acumularam em ritmo recorde, excedendo a capacidade logística dos portos. Esse excesso, segundo a Grão Direto, é temporário. A expectativa é que, nas próximas semanas, a China volte a intensificar as compras para recompor estoques, favorecendo o Brasil, seu principal fornecedor.

Contudo, essa tendência está atrelada à continuidade da ausência dos EUA no mercado chinês. Um eventual acordo comercial entre os dois países poderia pressionar os prêmios de exportação brasileiros.





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