domingo, abril 5, 2026

Autor: Redação

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Mariangela Hungria recebe prêmio mundial da alimentação nos EUA



A pesquisadora da Embrapa Soja, Mariangela Hungria, recebeu na noite desta quinta-feira (23) em Des Moines, no estado de Iowa (EUA), o Prêmio Mundial da Alimentação (World Food Prize – WFP), considerado o “Nobel da agricultura”. O reconhecimento celebra sua trajetória de mais de 40 anos dedicados à pesquisa de biológicos e à sustentabilidade na produção agrícola.

Mariangela Hungria recebeu a notícia do prêmio em fevereiro, mas somente agora pôde compartilhar a emoção de ser reconhecida internacionalmente. “Foi um período de muita emoção, entrando em um evento com mais de mil pessoas, fotos, homenagens e, principalmente, a oportunidade de falar sobre a sustentabilidade da agricultura brasileira”, declarou.

Reconhecimento coletivo

Ao longo de quatro décadas, a pesquisadora se manteve fiel à sua convicção de que os biológicos têm um papel fundamental em uma agricultura altamente produtiva, mesmo em um cenário dominado pelo uso intensivo de químicos. Para ela, o prêmio é individual, mas também representa um reconhecimento coletivo do Brasil e do trabalho de sua equipe na Embrapa.

Hungria destacou ainda a importância do agricultor brasileiro. “Se não fosse o agricultor brasileiro que acredita e usa biológicos, não teríamos liderança mundial neste setor”, afirmou.



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Preço do frango segue em forte alta enquanto os ovos apresentam queda


Em forte alta, os preços da carne de frango caminham para patamares pré-gripe aviária, registrada em maio deste ano. Isso é o que apontam os levantamentos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

Segundo o Centro de Pesquisas, a recuperação das cotações internas está atrelada à retomada dos embarques nacionais, além do aquecimento do mercado doméstico. Dentre todos os países que suspenderam as compras de carne de frango do Brasil por conta do caso da gripe aviária, a China é a única que se mantém afastada. 

A União Europeia anunciou a retomada das aquisições na segunda quinzena de setembro, quando o setor brasileiro começou a registrar um movimento de recuperação, que vem se sustentando, conforme análises do Cepea. 

Colaboradores consultados pelo centro de pesquisas indicam tendência de manutenção de preços firmes para os produtos avícolas até o fim de 2025. Dessa forma, além da forte retomada das exportações, o incremento da demanda doméstica, impulsionada pelo maior valor pago por aves natalinas no período festivo reforça essa expectativa.

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Foto: Freepik

Por outro lado, os ovos encerraram a primeira quinzena de outubro estáveis, as cotações voltaram a cair nas praças acompanhadas pelo Cepea, com quedas que já chegam a 11% nessa segunda metade do mês. 

De maneira geral, conforme o instituto, o movimento de baixa está atrelado ao menor ritmo de vendas da proteína. Com a demanda enfraquecida, a pressão de redes atacadistas e varejistas por descontos nas negociações se intensificou, levando, assim, produtores a ceder nos preços para evitar o aumento dos estoques nas granjas.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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Plantio de arroz no RS passa da metade e deve encerrar no fim do mês



O Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga) divulgou o mais recente relatório da Divisão de Assistência Técnica e Extensão Rural (Dater), apontando que o Rio Grande do Sul já semeou 528.518 hectares de arroz, o que representa 57,44% da área total prevista para a safra 2025/2026.

A Zona Sul segue em destaque como a região mais adiantada do estado, com 92,84% da área de arroz já implantada — o equivalente a 145.342 hectares.
Logo em seguida, vem a região da Campanha, com 78.034 hectares, correspondendo a 57,53% da intenção de plantio.

Na Planície Costeira Interna, os produtores semearam 59,54% da área prevista, somando 83.642 hectares, enquanto a Planície Costeira Externa contabiliza 35.742 hectares, cerca de 37,67% do total projetado.

Fronteira e Centro ainda avançam no ritmo do clima

Na região da Fronteira, uma das principais áreas produtoras de arroz do Estado, o avanço foi significativo nos últimos dias. As boas janelas climáticas permitiram chegar a 157.744 hectares semeados, o que equivale a 58,03% da intenção total.

Já a região Central apresenta o menor índice até o momento, com 28.014 hectares plantados, ou 23,21% da meta de semeadura.

Expectativa é de conclusão até o fim do mês

Segundo o gerente da Dater, Luiz Fernando Siqueira, o momento de semeadura é decisivo para o sucesso da lavoura.

“Sabemos que há uma apreensão muito grande em relação ao setor orizícola. Acompanhar os índices de semeadura nos permite entender melhor o cenário. A expectativa agora é pela chuva do final de semana, que deve favorecer o bom estabelecimento das lavouras”, disse Siqueira.

O técnico destaca ainda que a previsão é de que todas as regiões concluam o plantio até o fim do mês.

Menor área plantada em relação à safra anterior

A nova safra do arroz gaúcho deve apresentar redução de 5,17% na área total cultivada. O número deve cair de 970.216 hectares, registrados na safra 2024/2025, para 920.081 hectares em 2025/2026.



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AgroNewsPolítica & Agro

Modelo do Porto de Paranaguá deve inspirar mais leilões, diz ministro


O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, disse nesta quarta-feira (22), em São Paulo, que o modelo de concessão adotado para o canal do Porto de Paranaguá deve inspirar futuras concessões de portos do governo federal. Entre os portos que podem adotar esse novo modelo de concessão estão os de Santos (SP), Itajaí (SC) e de Salvador (BA).

“Nossa ideia é que, até o dia 30 de abril do próximo ano, a gente possa fazer [o leilão de] pelo menos mais esses três canais”, disse o ministro a jornalistas. “O processo já está avançando na Antaq [Agência Nacional de Transportes Aquaviários]. O de Itajaí, por exemplo, já está no TCU [Tribunal de Contas da União]. A nossa meta é que, ao lado da Antaq, do tribunal de contas e dos governos estaduais, a gente possa, já no primeiro semestre de 2026, estar com esses canais de acesso prontos e com o leilão [realizado]. Nós estamos falando em investimentos de mais de R$ 8 bilhões”, acrescentou Costa Filho.

Nesta terça, o Consórcio Canal Galheta Dragagem (CCGD) venceu o leilão de concessão do canal de acesso ao Porto de Paranaguá (PR), realizado na sede B3, a Bolsa de Valores de São Paulo. A concessão do acesso Aquaviário do Porto de Paranaguá (PR), realizada pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), representa um marco inédito para o setor portuário nacional, por se tratar do primeiro canal de acesso brasileiro a ser leiloado. A concessão é pelo prazo de 25 anos.

Segundo o governo do Paraná, esse leilão é uma iniciativa inédita no Brasil, pois é o primeiro canal de acesso portuário a ser arrendado no país. Além disso, esse projeto é inovador, pois a responsabilidade de dragagem, que hoje é do porto público, passará a ser da arrendatária, ou seja, a concessionária que assumir o contrato ficará responsável também por ampliar a profundidade do canal.

“É a primeira vez na história do país que nós estamos fazendo um leilão de canal de acesso. Isso dá previsibilidade ao setor produtivo, isso dá segurança jurídica, mas, sobretudo, fortalece as operações portuárias do Porto do Paranaguá, que é um dos maiores portos hoje do Brasil e da América do Sul”, ressaltou o ministro.

A empresa vencedora ofereceu 12,63% de desconto de tarifa de referência para o leilão [que era o valor máximo estipulado) e, depois de uma disputa em viva-voz em 18 lances e que considerou o maior valor de outorga, ela saiu vencedora do leilão com a oferta de R$ 276 milhões, batendo outras três concorrentes.

A licitação previa um modelo híbrido, que incluiu a competição por maior outorga (valor fixo pago ao governo) e por menor valor de tarifa a ser cobrada dos usuários.

Para o governador do Paraná, Ratinho Júnior, que também esteve na B3 na tarde desta quarta, o resultado do leilão foi um sucesso.

“Lançamos a primeira concessão de canal portuário do Brasil, aliás, que dá um pontapé na inovação de uma nova modelagem”, disse o governador. “Nós tivemos uma redução de quase 12,7% de desconto para a atual tarifa, o que significa uma vantagem para aqueles que utilizam o Porto de Paranaguá para exportar sua mercadoria. Isso barateia, inclusive, o frete. Além disso, a outorga, que foi uma outorga gigante, de quase R$ 300 milhões, demonstra a importância desse projeto”, ressaltou.





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Revista The Economist elogia ações do Brasil para salvar as florestas



Um editorial da revista The Economist, publicado nesta quinta-feira (23), defende que a estratégia do governo federal brasileiro para preservar a floresta Amazônica deveria ser replicada por demais países do mundo que pretendem manter suas florestas tropicais em pé.

De acordo com o texto, o país mostrou, na gestão do presidente Luís Inácio Lula da Silva, como boas políticas públicas podem fazer a diferença na preservação ambiental.

“Durante o governo de Jair Bolsonaro, um político de direita que foi presidente de 2019 a 2023, pouco foi feito para conter as motosserras. Em contraste, seu sucessor, Luiz Inácio Lula da Silva, junto com uma ministra do Meio Ambiente resoluta, Marina Silva, aplicam uma combinação equilibrada de punição e incentivo. Agentes federais fortemente armados prendem madeireiros ilegais e destroem garimpos clandestinos. Propriedades onde ocorre desmatamento ilegal são impedidas de receber crédito subsidiado”.

Segundo a The Economist, o ritmo do desmatamento caiu 80% durante os primeiros mandatos de Lula (2003–2011) e voltou a ser reduzido quando ele reassumiu em 2023, antes dos incêndios florestais.

“Enquanto Bolsonaro via o ambientalismo como um obstáculo ao desenvolvimento, o governo Lula entende que destruir a floresta amazônica significaria arruinar a própria agricultura brasileira. O governo vem se esforçando mais para proteger as terras indígenas – cujos povos costumam ser excelentes guardiões da floresta – e para regularizar a posse de terras na Amazônia, hoje marcada por uma confusão de títulos sobrepostos e mal documentados”.

O editorial destaca que o processo de regularização de terras empreendido pelo governo brasileiro é uma estratégia que deveria ser replicada pelos demais países. “Quando se sabe quem é o dono da terra, sabe-se também a quem punir por destruí-la ou recompensar por preservá-la”.

“Felizmente, com o avanço da tecnologia de imagens digitais, as infrações podem ser detectadas e relatadas em poucos dias, permitindo que as autoridades ajam rapidamente. Todas essas lições deveriam ser aplicadas em outros países que possuem florestas tropicais”.

Pagamento

Segundo o editorial, a preservação das florestas deveria ser financiada pelos demais países do mundo. A revista ressalva, no entanto, que os países ricos estão cada vez mais reticentes em fazer isso.

“Como preservar as florestas tropicais é um bem público global, o mundo deveria ajudar a pagar por isso. Mas, novamente, falar é mais fácil do que fazer. Os países ricos estão cada vez mais reticentes em oferecer ajuda internacional. Os mercados de créditos de carbono ainda não decolaram, em parte porque é difícil comprovar se o dinheiro destinado a projetos de conservação realmente resulta em árvores preservadas”.

“O método mais simples seria pagar diretamente aos governos de países (ou províncias) onde o desmatamento for interrompido, conforme verificado por imagens de satélite. O Brasil vem tentando despertar interesse por essa ideia”.



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Encontro entre Trump e Xi Jinping acende otimismo e aquece mercados; ouça especialista


No morning call de hoje, a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, comenta que o encontro entre Trump e Xi Jinping reacendeu o otimismo global, elevando bolsas e petróleo, que subiu mais de 5% com novas sanções ao setor russo.

No Brasil, Ibovespa avançou 0,59% e dólar à vista recuou 0,20% a R$ 5,38.

Hoje, foco no IPCA-15, dados de transações correntes, investimentos diretos e CPI dos EUA.

Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado financeiro.

Para mais conteúdos de mercado financeiro, acesse: Bom Dia Mercado!

Ariane Benedito, apresentadora do podcast Diário Econômico
Foto: divulgação



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AgroNewsPolítica & Agro

Farsul recebe prefeitos da região celeiro na Sede da Entidade



Encontro reúne lideranças da região norte do RS na sede da Farsul



Foto: Gerson Raugust / Divulgação Sistema Farsul

Prefeitos, vereadores e secretários da região norte do Estado participaram de jantar na Sede da Farsul na noite de terça-feira (21), onde foram apresentados ao trabalho realizado pela Entidade e pelo Senar-RS.

O Presidente do Sistema, Gedeão Pereira, destacou as discussões recentes realizadas pela diretoria em torno das renegociações de dívidas e da melhoria de estradas vicinais do estado.

“É muito importante a presença de vocês, prefeitos, aqui hoje. É importante saberem a dificuldade do produtor, as preocupações dele, porque para o setor continuar crescendo e respondendo às demandas de produção, nós precisamos de vocês”, disse.

 





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Diversificação de culturas fortalece a agricultura familiar



Na agricultura familiar, diversificação de culturas não é apenas uma estratégia: é essencial para manter a estabilidade financeira e enfrentar os desafios do campo. O produtor Wanderson Siqueira investiu em diferentes cultivos para reduzir riscos e garantir renda contínua ao longo do ano.

Início da produção: abacaxi e alternativas rápidas

A trajetória começou com o abacaxi, uma fruta de alto valor, mas de ciclo longo. “O abacaxi leva cerca de um ano e meio do plantio à comercialização. Ficar parado todo esse tempo é complicado”, afirma Wanderson.

Por isso, ele diversificou rapidamente: iniciou o cultivo de limão e investiu na criação de galinhas poedeiras, garantindo produção diária de ovos. Depois, vieram os frangos de corte, café e pitaya.

O apoio familiar foi fundamental. Áuria Nunes de Siqueira, mãe do produtor, lembra os desafios iniciais: “Não tínhamos experiência e fazíamos tudo com as próprias mãos. Morávamos em Cuiabá e eu preparava o almoço em casa para trazer até a roça.”

Diversificação como estratégia de crescimento

Segundo Wanderson, diversificar significa resistir e crescer. “Não coloquei todas as fichas em uma única cultura. Frutas de ciclo curto, como melancia, melão e maracujá, complementam a produção e evitam concorrência com o abacaxi”, diz.

Além do aspecto econômico, a diversificação reduz riscos. “Pragas podem dizimar uma lavoura inteira. Não dá para depender de apenas uma cultura”, alerta.

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Apoio técnico: Senar e Sebrae

Outro ponto crucial é o apoio técnico. “Temos três grandes parceiros: comércio local, Senar e Sebrae. O Senar faz visitas mensais, enquanto o Sebrae ensina gestão e produtividade”, detalha o produtor.

Com orientação técnica, Wanderson consegue tomar decisões mais seguras e melhorar os resultados da propriedade, transformando a produção rural em um negócio sustentável.

Você pode acompanhar a história completa do Wanderson no Programa Porteira Aberta Empreender desta sexta-feira (24), que mostra que a diversificação de culturas vai além do cultivo: é uma ferramenta de inovação, crescimento e resiliência na agricultura familiar.



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AgroNewsPolítica & Agro

Milho segue em baixa liquidez


O mercado de milho gaúcho segue com baixa liquidez e poucas negociações, restritas a pequenos consumidores locais, como granjas e criadores, segundo informações da TF Agroeconômica. “O abastecimento estadual ainda depende da entrada de grãos de outros estados e do Paraguai, já que a oferta interna permanece limitada. As indicações de compra variam entre R$ 67,00 e R$ 70,00/saca, enquanto as pedidas se mantêm firmes entre R$ 70,00 e R$ 72,00/saca. No porto, o preço futuro para fevereiro/26 está em R$ 69,00/saca”, comenta.

Em Santa Catarina, o mercado segue travado e preços mantêm resistência nas cooperativas. “Produtores continuam firmes em solicitações próximas de R$ 80,00/saca, enquanto as indústrias limitam suas propostas a R$ 70,00/saca, o que mantém o mercado praticamente parado. No Planalto Norte, os negócios seguem pontuais, entre R$ 71,00 e R$ 75,00/saca, sem avanços significativos”, completa.

Mercado paralisado e preços estáveis refletem falta de estímulo apesar de ótima semeadura no Paraná. “O mercado de milho no Paraná segue com liquidez reduzida e negociações travadas, reflexo da distância entre pedidas e ofertas. Produtores mantêm solicitações próximas de R$ 75,00/saca, enquanto as indústrias limitam propostas a R$ 70,00 CIF, o que impede novos avanços nos negócios. Mesmo com ampla oferta de grãos, o mercado spot permanece praticamente parado”, indica.

No Mato Grosso do Sul, o mercado travado contrasta com a expansão do etanol e da bioenergia. “As cotações seguem entre R$ 48,00 e R$ 52,00/saca, com Dourados mantendo as maiores referências. Mesmo diante de pequenos ajustes, produtores resistem em aceitar preços menores, enquanto a demanda exportadora segue enfraquecida”, conclui.

 





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AgroNewsPolítica & Agro

Instabilidade global do trigo impulsiona discussões no Congresso Brasileiro do Trigo 2025



Volatilidade no mercado internacional e riscos climáticos agravaram cenário global



Foto: Pixabay

O ano de 2025 já começou sob alerta para a cadeia produtiva do trigo. Com elevação nos custos de produção e riscos de quebras em importantes regiões produtoras mundiais, o setor enfrentou um ambiente de incertezas, que impactou desde o campo até a indústria de moagem e panificação.

Durante o principal evento do setor no Brasil, o Congresso Brasileiro do Trigo, realizado em meio a esse cenário instável, os debates se concentraram no fortalecimento da triticultura nacional frente às novas exigências do mercado internacional e às mudanças climáticas. A programação abordou oportunidades de negócio, mudanças no perfil do consumo e os obstáculos enfrentados pelo setor nos últimos ciclos.

Discussões técnicas e mercado em pauta

A edição contou com workshops técnicos direcionados aos profissionais da cadeia tritícola, promovendo discussões sobre qualidade, produtividade e inovação. Além das palestras, o evento funcionou como espaço estratégico de networking, reunindo representantes da indústria, pesquisadores e produtores rurais, fomentando parcerias e negócios em um momento crítico para o setor.

Durante os três dias de programação, especialistas abordaram as perspectivas do comércio mundial do cereal e alternativas para ampliar a competitividade brasileira. A influência crescente das mudanças climáticas sobre a produção e o impacto direto na rentabilidade dos produtores foram temas recorrentes nas discussões.

Impacto para o agro e próximos passos

Com os desafios impostos pelo cenário internacional — como a oscilação dos preços do trigo em bolsas globais e a pressão por sustentabilidade —, o Congresso representou uma tentativa do setor de alinhar estratégias que preservem sua competitividade e sustentabilidade. As conclusões apontaram para a necessidade de inovação, diversificação de mercados e políticas públicas mais eficazes de apoio à produção nacional.

A expectativa é de que os encaminhamentos do evento auxiliem na formulação de ações coordenadas entre os elos da cadeia tritícola, contribuindo para a resiliência do setor nos próximos ciclos agrícolas.





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