quinta-feira, março 19, 2026

Autor: Redação

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Nova tecnologia da Embrapa ajuda agricultores do Semiárido a garantir água o ano inteiro



Famílias agricultoras do Semiárido brasileiro acabam de ganhar um reforço tecnológico para enfrentar um dos maiores desafios da região: a convivência com a escassez hídrica. Já está disponível, em versão beta, o GuardeÁgua, aplicativo desenvolvido pela Embrapa Solos em parceria com a Articulação Semiárido Brasileiro (ASA), que auxilia na identificação de áreas adequadas para a construção de barragens subterrâneas e orienta práticas de manejo de solo, água e cultivos agrícolas.

O lançamento oficial ocorre em 10 de dezembro, em Santana do Ipanema (AL), com a participação de representantes do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), Embrapa, ASA e agricultores da região. O aplicativo é gratuito e está disponível para celulares Android, além de contar com uma versão web.

A tecnologia recebeu investimento do MDS e passa a integrar políticas públicas de segurança alimentar e redução da pobreza no Semiárido. A pasta considera o GuardeÁgua estratégico para ampliar o alcance de tecnologias sociais consolidadas, como a barragem subterrânea, utilizada há décadas para manter a umidade do solo por vários meses após o período de chuvas.

Ferramenta facilita decisão sobre onde construir barragem subterrânea

Embora eficiente, a barragem subterrânea só funciona bem quando construída em locais adequados — algo difícil de identificar sem apoio técnico. O GuardeÁgua nasceu justamente para reduzir erros e evitar prejuízos.

O aplicativo reúne informações simples fornecidas pelo usuário, como textura e profundidade do solo, presença de rochas, declividade do terreno, vegetação, qualidade da água (incluindo salinização) e proximidade de nascentes. A partir desses dados, ele informa se a área é adequada para implantação da estrutura, além do tipo de modelo mais indicado.

Segundo Alexandre Barros, pesquisador da Embrapa Solos, o app automatiza análises que antes dependiam apenas da experiência de técnicos ou agricultores. “Agora, a decisão é lastreada em informações técnicas, evitando que barragens sejam instaladas em locais inadequados, o que gerava frustração, perda de tempo e prejuízos financeiros”, explica.

Além da localização ideal, o aplicativo oferece sugestões de manejo do solo, da água e de cultivos compatíveis com cada área, reforçando a autonomia das famílias e o uso eficiente dos recursos naturais.

Lançamento terá capacitações e homenagem a pesquisador

A programação do lançamento inclui depoimentos de agricultores, troca de experiências e duas capacitações presenciais sobre o uso do app e da versão web. As atividades ocorrerão em propriedades rurais de São José da Tapera e ao longo de uma “caravana do saber” no dia seguinte.

O evento também prestará homenagem ao pesquisador da Embrapa Solos Luís de França da Silva Neto, líder inicial do desenvolvimento do GuardeÁgua, falecido em 2024 aos 44 anos. A equipe destaca seu legado na pesquisa de solos e apoio à agricultura familiar.

Projeto amplia sustentabilidade da produção no Semiárido

O GuardeÁgua integra um projeto social iniciado em 2023 e conduzido pela Embrapa Solos em comunidades de referência no uso de barragens subterrâneas. O objetivo é aprimorar sistemas de manejo de água e solo, fortalecendo a reprodução econômica, social e ecológica em áreas com instabilidade hídrica.

A iniciativa reúne uma rede sociotécnica formada por agricultores, instituições de ensino, órgãos públicos e organizações sociais, como Ifal, Ufal, Uneal, Faeal/Senar e ASA. O projeto também dialoga com programas de políticas públicas como o Programa Cisternas, ampliando a capacidade de armazenamento e uso sustentável da água de chuva no Semiárido.

Testado em quatro estados — Alagoas, Rio Grande do Norte, Pernambuco e Paraíba —, o app já se mostrou eficiente para orientar decisões em campo. A expectativa é que a ferramenta se torne peça fundamental para ampliar a autonomia das famílias, reduzir riscos climáticos e apoiar a segurança hídrica e alimentar em toda a região.



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Alta do dólar sustenta milho no mercado interno


O mercado de milho encerrou a semana sob influência direta das oscilações cambiais e do comportamento das bolsas internacionais, movimento que marcou as negociações desta sexta-feira. Segundo a TF Agroeconômica, o dia foi marcado pela disparada do dólar no Brasil, que avançou 2,31% na sessão e 1,83% no acumulado semanal, impulsionado por fatores políticos. 

A valorização da moeda americana ajudou a neutralizar a pressão baixista vinda de Chicago e permitiu que o mercado doméstico mantivesse um tom firme. No físico, os preços subiram 2,24% na semana, enquanto o milho FOB nos portos registrou alta de 2,27% no mesmo comparativo.

A demanda interna e externa continua aquecida. Dados da Anec indicaram aumento de 6,5% nas exportações em novembro e previsão de avanço de 37,8% em dezembro frente aos mesmos meses do ano anterior. Mesmo assim, os contratos futuros na B3 tiveram desempenho misto. Janeiro de 2026 fechou o dia em R$ 74,23, com leve queda diária e ganho semanal de R$ 1,01. Março de 2026 encerrou a R$ 76,14, com pequena alta no dia e avanço de R$ 1,23 na semana. Maio de 2026 ficou em R$ 75,52, recuando no pregão e acumulando alta de R$ 1,28 no período.

Em Chicago, o movimento foi mais contido. O milho terminou a sexta-feira praticamente estável e acumulou queda na semana. Dezembro fechou em baixa de 0,23%, a 436,75 cents por bushel, enquanto março recuou 0,56%, para 444,75 cents. A consultoria destacou que o mercado permanece preso a uma faixa estreita de oscilação diária. Com demanda consistente, agentes aguardam possível redução dos estoques finais no relatório do USDA. Apesar da forte safra americana e da concorrência brasileira, o ritmo das exportações dos Estados Unidos segue surpreendendo, mas não impediu recuo semanal de 0,67%, equivalente a três cents por bushel.

 





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Mercado de milho permanece pouco dinâmico


O mercado de milho no Rio Grande do Sul permanece pouco dinâmico, segundo informações da TF Agroeconômica. As negociações seguem restritas a compras pontuais de pequenas indústrias e cooperativas, mesmo com referências entre R$ 58,00 e R$ 72,00/saca (saca 60kg), enquanto a média estadual passou para R$ 62,68, leve alta de 0,80% frente à semana anterior. A falta de estímulos concretos continua travando o avanço das negociações, mantendo o ambiente spot limitado”, comenta.

O mercado de milho em Santa Catarina segue travado, com forte divergência entre produtores e indústrias. “As pedidas continuam próximas de R$ 80,00/saca, enquanto as ofertas seguem ao redor de R$ 70,00/saca, o que impede qualquer avanço nas negociações. No Planalto Norte, os poucos negócios ainda aparecem entre R$ 71,00 e R$ 75,00/saca, reforçando o ritmo lento no estado”, completa.

O mercado de milho no Paraná segue travado, com poucas negociações e grande distância entre pedidas e ofertas. “As solicitações dos produtores permanecem próximas de R$ 75,00/saca, enquanto as indústrias seguem ofertando cerca de R$ 70,00/saca CIF, o que impede qualquer avanço mais consistente. Esse descompasso continua estagnando o ambiente de negociação”, indica.

Nesse cenário, o mercado de milho no Mato Grosso do Sul segue com movimentação limitada. “Temos referências agora entre R$ 52,00 e R$ 56,00/saca após os ajustes recentes. Maracaju continua com as cotações mais altas, enquanto Chapadão do Sul se destacou com avanço mais consistente nos preços”, conclui a consultoria, no encerramento da última semana.

 





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Comissão aprova uso do Fundo Garantidor de Operações para garantir crédito do Pronaf


A Comissão de Finanças e Tributação da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 2213/25, que autoriza a utilização de até R$ 500 milhões em recursos não comprometidos do Fundo Garantidor de Operações (FGO) para cobrir operações de crédito contratadas no âmbito do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf).

A proposta altera a Lei 13.999/20, que criou linhas emergenciais de crédito durante a pandemia, e prevê que o uso dos recursos observará as regras já estabelecidas pelo estatuto do fundo.

Segundo o texto, caberá a ato conjunto dos ministros do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar e da Fazenda definir como os recursos serão alocados, além de estabelecer os limites máximos de garantia, os critérios de elegibilidade dos agricultores familiares e cooperativas e as modalidades do Pronaf que poderão receber cobertura do FGO.

O projeto também permite que instituições financeiras autorizadas a operar crédito rural no Pronaf solicitem a garantia do fundo, respeitados os percentuais estabelecidos para cada carteira. O valor total a ser honrado pelo FGO ficará limitado ao montante destinado ao fundo pela União e pelos demais cotistas para essa finalidade.

Correção

Foi aprovado o parecer do relator, deputado Rogério Correia (PT-MG), favorável ao PL 2213/25, de autoria do Senado Federal. O relator destacou que a medida não gera aumento de despesa pública, pois utiliza recursos já disponíveis no fundo.

Correia observou que a legislação já permitia o uso desses recursos para apoiar a agricultura familiar, mas essa previsão foi revogada por um erro técnico. Segundo ele, o projeto corrige essa distorção ao restabelecer a possibilidade de empregar valores não comprometidos do FGO na garantia de operações do Pronaf.

Para o relator, a proposta é fundamental para “reduzir riscos, ampliar a oferta de crédito rural e fortalecer a agricultura familiar como eixo estratégico de desenvolvimento econômico e social”.

Próximos passos

A proposta tramita em regime de urgência e poderá ser votada diretamente pelo Plenário da Câmara.

Para virar lei, a medida precisa ser aprovada pela Câmara e pelo Senado.

 





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Estudo científico revela que pecuária tem carbono positivo


Pesquisa feita no Cerrado mostrou que a braquiária sob pastejo sequestra mais carbono do que a vegetação nativa do bioma e, também, do que um pasto vazio

O produtor Piotre Laginski abriu 70 ha de sua fazenda em Baixa Grande do Ribeiro (PI) para um estudo inédito sobre sequestro de carbono, cujo objetivo era demonstrar que o boi, ao contrário do senso comum, pode contribuir para o carbono positivo no solo.

Segundo as medições, a pastagem submetida ao pastejo sequestrou 168 t de CO2eq/ha, superando tanto a gramínea solteira (148,85 t/ha), quanto a vegetação nativa (134 t/ha), considerando análises de matéria orgânica até 60 cm de profundidade.

A diferença é expressiva: o pasto com animais capturou 34 t/ha a mais de CO2eq do que o Cerrado virgem e foi 2,3 vezes superior à vantagem da pastagem solteira, que registrou 14,95 t/ha a mais.

Para Piotre, isso desmonta a imagem negativa da atividade. “De vilão, o boi virou a cereja do bolo”, resume o produtor. Ele reforça que “fazemos uma pecuária de carbono positivo. Todos precisam saber que o boi é um reciclador de nutrientes essencial para o equilíbrio entre produção e meio ambiente”.

O estudo integra o Projeto Cerrado Carbono Positivo, coordenado pela Universidade Federal do Piauí (UFPI), Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), Associação dos Produtores de Soja do Piauí e Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-PR).

A vice-reitora da UTFPR e coordenadora do projeto, Tangriani Simioni Assmann, explica que incluir o boi nos sistemas agrícolas potencializa o sequestro de carbono.

Segundo ela, “ao colocar o boi dentro do processo de produção agrícola, é possível usar gramíneas C4, como as do gênero Brachiaria ou o milheto, que são fixadoras de carbono. Assim, fazemos com que a captura do carbono pela fotossíntese e sua posterior incorporação ao solo sejam maiores do que as emissões entéricas dos animais”.

Tangriani também destaca que o estigma em torno da pecuária foi construído com base em narrativas incompletas.

“Para a pesquisadora, o conceito do boi como poluidor foi construído em cima de desinformação.”

Ela afirma que “muitos países da Europa, que desejam criar barreiras comerciais para a carne brasileira, criticam nossa produção agropecuária e somente consideram as emissões entéricas para embasar essas críticas.

Eles desconsideram totalmente a captura do CO2 via fotossíntese por nossas plantas forrageiras, que são 25% mais eficientes do que as de clima temperado”.

 





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Mais de 680 mil sacas de café não foram embarcadas em outubro por defasagem portuária


Exportadores de café tiveram prejuízo de R$ 8,719 milhões em outubro com armazenagens adicionais, pré-stacking e detentions pela impossibilidade de exportação de 2.065 contêineres, o equivalente a 681.590 sacas de 60 kg, conforme o levantamento mais recente do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé).

“A infraestrutura defasada nos portos brasileiros e os gargalos na logística seguem gerando prejuízos milionários às empresas que trabalham com o embarque de café”, destaca a entidade.

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Imagem: Divulgação

Segundo o documento, o não embarque desse volume impediu que o país recebesse US$ 278,08 milhões, ou R$ 1,497 bilhão, como receita cambial em suas transações comerciais apenas em outubro deste ano, considerando o preço médio Free on Board (FOB) de exportação de US$ 407,99 por saca (café verde) e a média do dólar de R$ 5,3849 no mês retrasado.

Atrasos nos principais portos

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Imagem: Divulgação

Em outubro de 2025, 52% dos navios, ou 204 de um total de 393 embarcações, tiveram atrasos ou alteração de escalas nos principais portos do Brasil, conforme o Boletim DTZ, elaborado pela startup ElloX Digital em parceria com o Cecafé.

Segundo o estudo, o Porto de Santos, que respondeu por 79% dos embarques de café de janeiro a outubro deste ano, registrou um índice de 73% de atraso ou alteração de escalas de navios, o que envolveu 148 do total de 203 porta-contêineres. O tempo mais longo de espera no mês retrasado foi de 61 dias no embarcadouro santista.

Também em outubro, somente 3% dos procedimentos de embarque tiveram prazo maior do que quatro dias de gate aberto por navios no porto santista. Outros 48% possuíram entre três e quatro dias e 49% tiveram menos de dois dias.

O levantamento também mostra a situação do complexo portuário do Rio de Janeiro, o segundo maior exportador dos cafés do Brasil, com 17,4% de participação nos embarques entre janeiro e outubro de 2025. O porto teve índice de atrasos de 30% no mês retrasado, com o maior intervalo sendo de 77 dias entre o primeiro e o último deadline. Esse percentual indica que 34 dos 113 navios destinados às remessas do produto sofreram alteração de escalas.

Ainda no décimo mês deste ano, 22% dos procedimentos de exportação tiveram prazo superior a quatro dias de gate aberto por porta-contêineres nos portos fluminenses; 48% registraram entre três e quatro dias; e 30% possuíram menos de dois dias.



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Pesquisador brasileiro é eleito uma das 10 pessoas que moldaram a ciência em 2025


O entomologista (especialista em insetos) Luciano Andrade Moreira foi escolhido pelos editores da revista Nature como uma das dez pessoas ao redor do mundo que moldaram a ciência em 2025. Seu nome configura na lista “Nature’s 10”.

Em associação com outros cientistas, Moreira estuda há mais de uma década o uso da bactéria natural Wolbachia em mosquitos Aedes aegypti para bloquear a transmissão de vírus como os da dengue, zika e chikungunya.

A técnica desenvolvida a partir da pesquisa é chamada de “Método Wolbachia.” Como demonstrou em artigo assinado em 2009, os mosquitos portadores da bactéria têm menor probabilidade de contrair esses vírus.

Segundo a revista Nature, “os cientistas ainda não compreendem o mecanismo, mas a bactéria pode estar competindo com o vírus por recursos ou estimulando a produção de proteínas antivirais.”

A aplicação do método pode ser decisiva no controle de doenças. Os mosquitos infectados com a bactéria, chamados de wolbitos, ao serem liberados em áreas urbanas e ao se reproduzirem com outros Aedes aegypti reinfectam a bactéria para as novas gerações de mosquitos.

Estratégia nacional de combate

Atualmente, o Método Wolbachia faz parte da estratégia nacional de enfrentamento das arboviroses, do Ministério da Saúde, e está em implantação em Balneário de Camboriú (SC), Brasília (DF), Blumenau (SC), Joinville (SC), Luziânia (GO) e Valparaíso de Goiás (GO).

A escolha das cidades é feita pelo ministério considerando indicadores epidemiológicos – a ocorrência de casos de arboviroses em padrões elevados nos últimos anos.

Reconhecimento internacional

A Revista Nature é uma publicação britânica em circulação desde 1869 e é considerada a revista científica mais citada do mundo. A lista “Nature’s 10” não configura como prêmio ou ranking acadêmico, mas coloca em destaque internacional pesquisadores e iniciativas de impacto.

Em 2023, a ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, foi incluída na lista pelo trabalho no combate ao desmatamento na Amazônia Legal.



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veja como o mercado abriu a semana



O mercado físico do boi gordo inicia a semana contando com poucas novidades. Segundo o analista de Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias, o ambiente de negócios sugere por alguma alta dos preços no curto prazo, em linha com o bom potencial de demanda previsto em dezembro.

Segundo ele, o mercado interno está em seu melhor mês de consumo, enquanto o ritmo de embarques ainda é bastante interessante, contando com boa expectativa em torno da demanda norte-americana por carne bovina brasileira.

“Vale o destaque que a posição do rebanho norte-americano é bastante deficitária neste momento, exigindo importações mais contundentes nos próximos meses”, destaca.

Preços médios do boi gordo

  • São Paulo: R$ 322,33 — na sexta: R$ 324,50
  • Goiás: R$ 314,11 — R$ 315,71
  • Minas Gerais: R$ 317,35 — R$ 320,18
  • Mato Grosso do Sul: R$ 318,52 — R$ 320,00
  • Mato Grosso: R$ 299,73 — R$ 302,43

Mercado atacadista

O mercado atacadista inicia a semana com preços acomodados no decorrer desta segunda-feira. De acordo com Iglesias, o ambiente de negócios ainda sugere por novos reajustes dos preços, em especial dos cortes do traseiro bovino, muito demandados nessa época do ano.

“Os fatores impulsionadores são a entrada do 13º salário, criação dos postos temporários de emprego e as confraternizações inerentes ao período”, diz o analista.

  • Quarto traseiro: ainda é precificado a R$ 26 por quilo;
  • Quarto dianteiro: se mantém cotada a R$ 18,50;
  • Ponta de agulha: segue cotada a R$ 18,50 por quilo.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão com baixa de 0,24%, sendo negociado a R$ 5,4205 para venda e a R$ 5,4185 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,3867 e a máxima de R$ 5,4672.



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Governo Leite divulga primeiros beneficiários e oficializa início da Operação Terra Forte


A Operação Terra Forte iniciou oficialmente suas atividades no campo nesta terça-feira (2/12), com a publicação, no Diário Oficial do Estado, da lista dos primeiros beneficiários selecionados. O lançamento marca uma nova etapa da política pública voltada ao fortalecimento da agricultura familiar, com a implementação de um projeto-piloto que antecede a execução em larga escala prevista para 2026.

O projeto-piloto envolve 12 produtores de 12 municípios diferentes — um por regional da Emater/RS-Ascar — e tem como objetivo testar, em condições reais, as ferramentas e metodologias que serão aplicadas em todo o programa. Participam desta fase inicial os municípios de Caraá (Porto Alegre), Estrela (Lajeado), Ijuí (Ijuí), Jacutinga (Erechim), Manoel Viana (Bagé), Morro Redondo (Pelotas), Nova Roma do Sul (Caxias do Sul), Palmitinho (Frederico Westphalen), Paraíso do Sul (Santa Maria), Porto Mauá (Santa Rosa), Sananduva (Passo Fundo) e Venâncio Aires (Soledade).

Nessas localidades, equipes técnicas darão início aos diagnósticos e à elaboração dos Planos Individuais de Ações Integradas (Piais) diretamente nas primeiras propriedades beneficiadas. O processo servirá como base de aperfeiçoamento para os cadernos técnicos elaborados e para o sistema de gestão específico que será utilizado na Operação Terra Forte quando ela atingir todos os municípios previstos.

O titular da Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), Vilson Covatti, destacou que o início da Operação Terra Forte marca um avanço decisivo para a agricultura familiar no Estado. “Hoje é um dia histórico para o Rio Grande do Sul. Com a publicação do início da Operação Terra Forte no Diário Oficial, iniciamos um programa aprovado em R$ 903 milhões, que já começa com a liberação dos primeiros R$ 300 milhões. Os 12 beneficiários iniciais representam o ponto de partida de um projeto que vai transformar vidas e fortalecer comunidades. Entre 15 e 22 de dezembro, entregaremos os primeiros Cartões Cidadão, com R$ 30 mil por produtor, e, a partir de 6 de janeiro, iniciaremos os diagnósticos nos demais municípios. O Terra Forte é mais que um programa: é um compromisso com quem produz e com o futuro do nosso Estado”, concluiu.

Mais de 52 mil inscrições e 15 mil famílias beneficiárias

A previsão é de que os primeiros Cartões Cidadão — instrumento que permitirá a execução dos recursos para as ações previstas nos Piais — sejam entregues entre 15 e 22 de dezembro. Já a execução ampla dos diagnósticos e Piais em todas as demais regiões está programada para começar em 6 de janeiro de 2026.

O presidente da Emater/RS, Luciano Schwerz, destacou a importância da parceria com a SDR e o empenho dos extensionistas nas fases concluídas do programa, que contou com mais de 52 mil inscrições. “Estamos iniciando a execução do trabalho com as 15 mil famílias, sempre com forte alinhamento com a SDR, para levar a essas propriedades um programa que melhora a qualidade de vida, organiza as unidades produtivas e fortalece a resiliência climática”, afirmou.

Segundo a SDR, a fase piloto vai permitir maior precisão na aplicação dos instrumentos do programa e agilidade na etapa seguinte, garantindo que os agricultores ingressem na Operação Terra Forte com informações técnicas consolidadas e planos de ação adequados às necessidades de cada propriedade.

 





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