terça-feira, abril 28, 2026

Autor: Redação

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O novo plano da China e o alerta para exportadores


A política agrícola chinesa dá sinais mais claros de mudança ao combinar aumento de produtividade com redução gradual da dependência de importações, em um movimento que reforça a segurança alimentar e reposiciona o país no mercado global. Segundo informações de Maria Flávia Tavares, economista e doutora em Agronegócios, com base no relatório Perspectivas Agrícolas da China 2026–2035, divulgado em 20 de abril de 2026 pelo Ministério da Agricultura e Assuntos Rurais da China e publicado pelo China Daily, o país vem consolidando um ajuste consistente em sua estratégia para o setor.

A diretriz está alinhada ao Plano Quinquenal e se traduz em metas de produção que sustentam a oferta interna. Para 2026, a estimativa é de que a produção de grãos alcance 716 milhões de toneladas, com alta de 0,2%, enquanto as oleaginosas devem avançar 2,6%. A produtividade média, próxima de 6 toneladas por hectare, aparece como um dos pilares desse processo, ainda que o ganho projetado seja moderado.

Esse avanço já se reflete no comércio exterior. As importações de soja devem recuar 6,1%, interrompendo pelo menos três anos consecutivos de crescimento. O mesmo movimento é observado em outros segmentos, como carne suína, com queda de 8,2%, e laticínios, com retração de 4,1%. A tendência não elimina a participação do mercado internacional, mas reforça seu papel complementar, inclusive com previsão de aumento em itens como aves.

Ao mesmo tempo, a China amplia sua presença exportadora em cadeias específicas. As vendas externas de frutas devem crescer 5%, enquanto as de hortaliças avançam 6,4%, sinalizando ganho de competitividade nesses produtos.

Em um cenário marcado por instabilidade geopolítica e pressão sobre custos de energia, fertilizantes e logística, a estratégia chinesa também busca reduzir a exposição externa. No horizonte mais longo, a produção segue em expansão, enquanto o consumo desacelera e as importações perdem peso relativo, com possíveis impactos sobre o mercado global e sobre países exportadores como o Brasil.

 





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Trump estende cessar-fogo com Irã, mas Estreito de Ormuz permanece fechado


Foto: World Economic Forum/Benedikt von Loebell

Trump anunciou nesta terça-feira (21) que vai estender o cessar-fogo com o Irã e continuar negociando um acordo de paz com o país do Oriente Médio. No entanto, o Estreito de Ormuz permanece fechado, mantendo pressão sobre os mercados globais.

Em publicação nas redes sociais, o presidente dos Estados Unidos afirmou que a reabertura da rota neste momento poderia comprometer um possível acordo com o Irã.

Segundo Trump, o bloqueio do estreito foi imposto pelos próprios Estados Unidos, e não pelo Irã. Ele afirmou que Teerã apenas sinaliza interesse em fechar a passagem para “preservar a imagem”, já que a rota estaria sob controle americano.

O presidente também destacou que o Irã sofre perdas financeiras significativas com a interrupção, estimadas em cerca de US$ 500 milhões por dia.

O Irã, por sua vez, não confirmou a extensão do cessar-fogo. Segundo a agência de notícias iraniana Tasnim, o país se recusou a participar de conversas com negociadores dos EUA no Paquistão, por considerar que as reuniões seriam perda de tempo.

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Combinação de chuva e calorão predomina na maior parte do país nesta quarta-feira


Imagem gerada por IA para o Canal Rural

A quarta-feira (22) será marcada pela combinação de chuva no Sul e calor intenso em boa parte do Brasil. Enquanto a frente fria ainda provoca instabilidades no Rio Grande do Sul e áreas vizinhas, a onda de calor ganha força no Sudeste e Centro-Oeste, com temperaturas elevadas e baixa umidade do ar.

Sul

O ciclone extratropical e a frente fria já se afastam para o oceano, mas ainda influenciam o tempo no Sul do país.

No Rio Grande do Sul, a chuva ocorre de forma isolada pela manhã e ganha intensidade ao longo do dia, atingindo regiões do oeste, interior, noroeste, nordeste e serra.

Em Santa Catarina e no sudoeste do Paraná, há previsão de pancadas moderadas a fortes. Já nas demais áreas da região, o tempo permanece firme.

Outro destaque são as rajadas de vento, que podem variar entre 40 e 50 km/h no litoral gaúcho e no sul catarinense.

As temperaturas sobem na maior parte da região, com calor mais intenso no norte do Paraná. Em contrapartida, áreas do sul seguem com clima mais ameno.

Sudeste

No Sudeste, a previsão indica predomínio de tempo seco. Há apenas chance de chuva fraca e isolada no leste de Minas Gerais e no litoral do Espírito Santo.

Nas demais áreas, o sol aparece entre nuvens e não há expectativa de chuva, devido à atuação de um sistema de alta pressão.

As manhãs seguem mais amenas, mas as temperaturas sobem rapidamente ao longo do dia. O calor será mais intenso no interior paulista, Triângulo Mineiro e regiões do oeste e noroeste de Minas Gerais.

A umidade relativa do ar preocupa e pode ficar abaixo dos 30% em várias áreas.

Centro-Oeste

A chuva ocorre de forma irregular na região.

Há previsão de pancadas moderadas a fortes no norte, noroeste e interior de Mato Grosso, com risco de temporais no extremo noroeste do estado.

Em Mato Grosso do Sul e Goiás, o tempo segue mais firme na maior parte do dia, com possibilidade de chuva fraca e isolada no fim do período.

O calor também se intensifica, principalmente no sul de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás. A umidade do ar volta a ficar baixa, especialmente no leste sul-mato-grossense e no sul goiano.

Nordeste

A atuação da umidade marítima e de sistemas atmosféricos favorece a chuva em grande parte da região.

Chove com intensidade moderada a forte no Maranhão, Piauí, Ceará, oeste de Pernambuco e em áreas da Bahia.

Há risco de temporais no norte e oeste do Maranhão, leste do Piauí, sul do Ceará e no litoral entre Sergipe e Alagoas, além da região de Salvador.

Outras áreas, como a Paraíba, registram chuva mais fraca, enquanto o restante da região segue com tempo mais estável.

Norte

A alta disponibilidade de umidade mantém o tempo instável na região.

Amazonas, Pará e Rondônia devem registrar chuva frequente, com intensidade moderada a forte. Também há previsão de instabilidades no Acre, Roraima e Amapá.

O risco de temporais é elevado, especialmente no Amazonas, Pará, Rondônia e no extremo norte do Tocantins.

No sul do Tocantins, o tempo permanece firme. A sensação de abafamento continua predominando em toda a região.

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Impasse nas negociações entre EUA e Irã pressionam mercados globais


PODCAST Diário Econômico

No morning call desta quarta-feira (22), a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, comenta que o impasse nas negociações entre EUA e Irã recolocou pressão nos mercados. O petróleo subiu mais de 4%, revertendo o alívio da semana passada e elevando riscos para inflação global. Bolsas de NY caíram e o dólar se fortaleceu.

No Brasil, Ibovespa se sustentou nos 196 mil pontos e o real ficou em R$ 4,97, mas a curva de juros avançou com desancoragem do Focus. Hoje, foco nos estoques de petróleo dos EUA e fluxo cambial.

Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado financeiro.

Para mais conteúdos de mercado financeiro, acesse: Bom Dia Mercado!

Ariane Benedito, apresentadora do podcast Diário Econômico
Foto: divulgação

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Penhora de combustíveis envolve cifra milionária



Os produtos integram uma carga de aproximadamente 180 milhões de litros


Os produtos integram uma carga de aproximadamente 180 milhões de litros
Os produtos integram uma carga de aproximadamente 180 milhões de litros – Foto: Divulgação

Decisões judiciais abriram caminho para a penhora de uma grande carga de combustíveis em ações de cobrança tributária, em um caso que envolve dívidas de ICMS e mercadorias sob custódia enquanto se discute sua situação na esfera federal. As medidas reforçam a busca por maior efetividade na recuperação de créditos considerados relevantes pelo Estado.

A Procuradoria Geral do Estado de São Paulo obteve duas decisões favoráveis da Vara das Execuções Fiscais Estaduais da Capital em processos de execução fiscal contra a Refinaria de Petróleo de Manguinhos S/A, a Refit. Nos autos, o juízo determinou a penhora de combustíveis pertencentes à empresa até o limite do valor atualizado das dívidas cobradas.

Os produtos integram uma carga de aproximadamente 180 milhões de litros de combustíveis, avaliada em mais de meio bilhão de reais. O material foi apreendido pela Receita Federal e permanece sob custódia da Petrobrás.

Ao analisar os pedidos, a Vara entendeu que a retenção administrativa das mercadorias não afasta o direito de propriedade da empresa enquanto não houver eventual decretação de pena de perdimento pela União. Com esse fundamento, acolheu a solicitação apresentada pela PGE/SP e autorizou a constrição dos bens, com a devida averbação da medida nos processos administrativos fiscais em andamento na Receita Federal.

As decisões também estabeleceram providências para assegurar a efetividade da execução e resguardar a preferência do crédito tributário estadual. Foi determinada a intimação da Receita Federal e da depositária para que tenham ciência da penhora e comuniquem qualquer mudança na situação jurídica das cargas.

Segundo a PGE/SP, a atuação está alinhada à estratégia institucional voltada ao enfrentamento de grandes devedores e à recuperação qualificada de créditos tributários, com foco em medidas que ampliem a capacidade de cobrança e preservem os interesses fiscais do Estado.

 





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Intestino saudável reforça o desempenho dos suínos



Na suinocultura, esse cuidado se torna ainda mais importante


Na suinocultura, esse cuidado se torna ainda mais importante
Na suinocultura, esse cuidado se torna ainda mais importante – Foto: Embrapa – MORÉS, Nelson

A eficiência digestiva tem impacto direto sobre a saúde e o desempenho dos suínos, além de pesar no custo de produção dentro das granjas. Quando o aproveitamento dos nutrientes não ocorre de forma adequada, parte das proteínas permanece no intestino e cria um ambiente favorável à proliferação de bactérias prejudiciais, com reflexos sobre o desenvolvimento dos animais.

Na suinocultura, esse cuidado se torna ainda mais importante em fases de maior sensibilidade, como o pós-desmame. Nesse período, o sistema digestório dos leitões ainda está em adaptação, o que aumenta o risco de desequilíbrios intestinais, diarreias, inflamações e piora no desempenho. Entre os sinais de que a digestão pode não estar indo bem estão fezes mais líquidas, queda no ganho de peso, piora na conversão alimentar e desuniformidade entre os animais.

Segundo especialistas da MCassab Nutrição e Saúde Animal, estratégias voltadas à melhora da digestibilidade da dieta ajudam a reduzir a oferta de nutrientes não digeridos para bactérias patogênicas e favorecem o melhor aproveitamento das proteínas. Nesse contexto, o Enzypac PRO atua na quebra proteica ao longo do trato digestivo.

“Esse desequilíbrio pode levar a diarreias, inflamações intestinais e até a quadros mais graves, prejudicando o desenvolvimento dos suínos. É preciso redobrar a atenção, especialmente nos leitões em período de pós-desmame, já que o sistema digestório ainda está em adaptação e, portanto, mais sensível a componentes da dieta”, destaca Victor Sales.

“Quando a digestão é maximizada, o animal consegue absorver melhor os nutrientes e não precisa ativar o sistema imune, o que gera um ganho adicional ao produtor que busca aumento de desempenho e redução de custo”, finaliza Carolina Dias.  





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Braquiária eleva produtividade da soja em até 15% e melhora saúde do solo, aponta estudo da Embrapa


Foto: Agrodefesa

Uma análise inédita em escala nacional confirmou o impacto positivo da braquiária na produtividade da soja e na qualidade do solo. O estudo, liderado pela Embrapa e publicado na revista Agronomy, reuniu dados de 55 pesquisas realizadas em 33 localidades do país.

Segundo os pesquisadores, o uso de gramíneas tropicais de raízes profundas, especialmente do gênero braquiária, como cultura antecessora pode elevar a produtividade da soja em média 15%, o que representa um ganho de cerca de 515 kg por hectare.

A pesquisa utilizou a metodologia de meta-análise, que compila resultados de diferentes estudos para gerar conclusões mais robustas. Os trabalhos avaliados foram conduzidos em condições de campo no Brasil e compararam sistemas com e sem o uso dessas gramíneas antes do cultivo da soja.

Ganhos consistentes na lavoura

De acordo com o levantamento, 154 das 173 comparações analisadas indicaram aumento de produtividade, com ganhos que variaram de 30 a 2.200 kg por hectare. Apenas 11% dos casos registraram queda, geralmente associada a falhas no manejo.

Além do impacto direto na produção, o estudo também identificou avanços significativos nos indicadores biológicos do solo. Houve aumento de 35% na atividade da enzima arilsulfatase e de 31% na β-glicosidase, além de ganhos no carbono da biomassa microbiana (+24%) e no carbono orgânico (+11%).

Esses resultados indicam melhora na atividade microbiana, na ciclagem de nutrientes e na estrutura do solo, fatores essenciais para a sustentabilidade dos sistemas agrícolas.

Baixo custo e alto retorno

Outro ponto destacado pelos pesquisadores é o custo relativamente baixo para adoção da braquiária. A semeadura varia entre 3 e 10 kg por hectare, com investimento estimado entre US$ 9 e US$ 30 por hectare.

Em contrapartida, o aumento de produtividade pode gerar uma receita adicional média de US$ 198 por hectare, reforçando a viabilidade econômica da prática.

Agricultura regenerativa

O estudo também aponta que gramíneas tropicais de raízes profundas devem ser vistas não apenas como plantas de cobertura, mas como “insumos biológicos” em sistemas agrícolas regenerativos e conservacionistas.

Isso porque essas espécies contribuem para múltiplos serviços ecossistêmicos, como maior infiltração de água, melhoria da agregação do solo e aumento dos estoques de carbono.

Para os pesquisadores, a adoção dessas gramíneas em larga escala representa um avanço estratégico para a intensificação sustentável da agricultura brasileira, ao combinar aumento de produtividade com conservação dos recursos naturais.

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Nova solução promete virar o jogo nas granjas



O Salipac 12% pode ser utilizado em diferentes fases da criação


O Salipac 12% pode ser utilizado em diferentes fases da criação
O Salipac 12% pode ser utilizado em diferentes fases da criação – Foto: Canva

Uma nova solução para o controle da coccidiose em aves foi apresentada ao mercado durante um dos principais eventos do setor avícola no Sul do país. Voltado a frangos de corte, o produto chega com proposta de ampliar a flexibilidade de uso nas granjas e reforçar a proteção intestinal dos lotes.

A MCassab Nutrição e Saúde Animal lançou o Salipac 12% durante o 26º Simpósio Brasil Sul de Avicultura e a 17ª Brasil Sul Poultry Fair, em Chapecó (SC). Desenvolvido à base de salinomicina, o anticoccidiano ionóforo é indicado para prevenção e tratamento da coccidiose causada por protozoários do gênero Eimeria, como Eimeria acervulina, Eimeria maxima e Eimeria tenella.

Segundo a empresa, o produto atua na preservação da integridade intestinal das aves, favorecendo o desempenho zootécnico, a uniformidade dos lotes e a absorção de nutrientes. Entre os diferenciais apontados está o fato de ser o primeiro anticoccidiano à base de salinomicina registrado em mg/kg de peso vivo no mercado, o que permite ajustar a dosagem entre 6,60 e 12,45 mg/kg de peso vivo conforme o desafio sanitário e o programa adotado na granja.

O Salipac 12% pode ser utilizado em diferentes fases da criação, inclusive nos dias próximos ao abate, sem necessidade de período de carência. A proposta é oferecer ao avicultor uma alternativa mais flexível, segura e eficaz para o controle da doença e a redução de perdas produtivas.

“Um dos diferenciais do produto é ser o primeiro anticoccidiano à base de salinomicina registrado em mg/kg de peso vivo no mercado. Na prática, isso dá mais flexibilidade ao avicultor, que pode ajustar a dosagem entre 6,60 e 12,45 mg/kg de peso vivo conforme o desafio sanitário e o programa anticoccidiano adotado na granja”, explica Maria Carolina Toth, gerente de produtos da MCassab Nutrição e Saúde Animal.

 





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Uso de biológicos exige atenção à seleção de cepas



Feitoza explica que há cepas com maior capacidade de adaptação


Feitoza explica que há cepas com maior capacidade de adaptação
Feitoza explica que há cepas com maior capacidade de adaptação – Foto: Divulgação

O uso de microrganismos na agricultura tem avançado, mas ainda enfrenta desafios relacionados à escolha adequada dos insumos biológicos. Segundo o professor e pesquisador Adailson Feitoza, uma das principais falhas está na forma como esses produtos são selecionados no campo.

De acordo com o especialista, a escolha baseada apenas na espécie do microrganismo pode levar a resultados inconsistentes. Ele destaca que nem todo Bacillus apresenta o mesmo desempenho, já que a espécie, isoladamente, não determina a eficiência agronômica. O fator decisivo, nesse contexto, é a cepa, que pode apresentar características completamente distintas mesmo dentro de um mesmo grupo.

Feitoza explica que há cepas com maior capacidade de adaptação, resistência e funcionalidade, enquanto outras possuem atuação mais limitada. Essa variação influencia diretamente o desempenho no campo, especialmente em condições adversas, como seca e baixa fertilidade do solo. Por isso, produtos classificados sob o mesmo tipo podem apresentar resultados bastante diferentes, o que não está relacionado ao acaso, mas sim à aplicação da microbiologia de forma mais precisa.

Esse cenário tem sido observado no projeto Trilha dos Microrganismos da Caatinga, onde as coletas em campo evidenciam a presença de organismos altamente adaptados ao ambiente. Segundo o pesquisador, a Caatinga atua como um filtro natural, selecionando microrganismos capazes de sobreviver a condições extremas e manter atividade metabólica mesmo em situações limitantes.

A análise dessas características permite compreender melhor quais microrganismos realmente funcionam, em quais condições e por quais motivos. Para Feitoza, mais do que identificar a presença de um organismo, o desafio está em entender sua performance no ambiente agrícola, reforçando que a seleção natural e o contexto ambiental são determinantes para o sucesso dos biológicos.

 





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Genética aponta resistência ao clima extremo



O trabalho foi feito a partir de uma planta coletada no litoral paulista


O trabalho foi feito a partir de uma planta coletada no litoral paulista
O trabalho foi feito a partir de uma planta coletada no litoral paulista – Foto: Pixabay

Plantas adaptadas a ambientes extremos podem ajudar a esclarecer como espécies nativas reagem às alterações do clima. Em áreas de restinga e dunas, onde o solo é arenoso, seco e pobre em nutrientes, uma pesquisa identificou características genéticas que ajudam a explicar a resistência de uma orquídea brasileira a essas condições e que podem servir de referência para avaliar a vulnerabilidade de outras plantas.

O sequenciamento completo do genoma da orquídea-da-praia revelou mais de mil grupos de genes exclusivos ligados a características fisiológicas associadas à resposta a diferentes estressores ambientais. Segundo os pesquisadores, o diferencial está no grande número de cópias desses genes, o que amplia a variabilidade genética e pode tornar a reação ao estresse mais eficiente.

“O que torna a planta mais resistente a condições extremas é o grande número de cópias de cada um desses genes”, observa o biólogo Fábio Pinheiro, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), coautor do artigo e orientador da bióloga Jacqueline Mattos, que elaborou o trabalho como parte de seu doutorado.

O trabalho foi feito a partir de uma planta coletada no litoral paulista. Após a leitura integral do genoma, a equipe conseguiu identificar esses grupos genéticos com apoio de técnicas avançadas de montagem, além da comparação com outras espécies vegetais usadas como referência para entender a estrutura do DNA.

Além de apontar mecanismos de tolerância climática, o genoma também trouxe pistas sobre a trajetória da espécie ao longo do tempo. A análise indica que ela surgiu há cerca de 10 milhões de anos, em um período mais seco da América do Sul, e que sua população foi encolhendo com o avanço de ambientes mais úmidos e da expansão das florestas. Hoje, a estimativa é de que reste apenas uma pequena fração da população original.

 





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