terça-feira, agosto 11, 2026

Autor: Redação

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Menor tamanduá do mundo simboliza preservação de manguezal nordestino


O tamanduaí cyclopes didactylus, a menor espécie de tamanduá do mundo, virou símbolo de conservação do manguezal no litoral nordestino. O programa do Instituto Tamanduá identificou mais de 30 animais do tipo no Delta do Parnaíba.

Estudos e ações de preservação têm avançado desde a criação de uma base de pesquisa na região há quatro anos, com laboratório de campo completo. Reflorestamento, conservação de áreas e turismo de base comunitária são estratégias adotadas para proteger a biodiversidade local.

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“Esse esforço para a conservação do tamanduaí é emblemático. Demonstra a importância de ampliarmos os esforços para a promoção do conhecimento científico para a proteção da biodiversidade e, também, a necessidade de ampliação das unidades de conservação para que espécies como essa tenham áreas seguras e extensas destinadas ao seu desenvolvimento”, diz a bióloga e gerente de Ciência e Conservação da Fundação Grupo Boticário, Marion Silva.

O tamanduaí mede cerca de 30 centímetros e pesa até 400 gramas. Ele é solitário, de hábitos noturnos e passa a maior parte do tempo no alto das árvores. Na classificação da International Union Conservation of Nature (IUCN), o animal aparece com o status “dados deficientes”, por ainda se conhecer pouco sobre a espécie.

As pesquisas iniciadas em 2008 têm melhorado a compreensão sobre a ocorrência do tamanduaí nas Américas Central e do Sul. Existem sete espécies do animal.

“Acreditava-se, até recentemente, que esses pequenos tamanduás só ocorriam na floresta amazônica. Estudos genéticos indicam que os indivíduos do Delta do Parnaíba estão separados há 2 milhões de anos daqueles que vivem na Amazônia”, explica a médica veterinária coordenadora do Instituto Tamanduá e membro da Rede de Especialistas em Conservação da Natureza (RECN), Flávia Miranda,.

“Desde estão, evoluem separados pela formação do delta e da Caatinga, que separou a Mata Atlântica da Amazônia há milhões de anos”, desenvolve Miranda.

O Delta do Parnaíba tem mais de 80 ilhas em uma área de quase 3 mil km². A área de manguezais é considerada berçário da vida marinha e habitat para diversas espécies, como o peixe-boi, o guará e outros peixes de valor comercial. Apesar de ainda pouco conhecida, a região já é considerada vulnerável.

Os principais problemas são o turismo predatório, a presença de animais domésticos em áreas de manguezal e o interesse das usinas eólicas.

“Como toda região de conexão marinha, os manguezais enfrentam os desafios globais do oceano, como o aquecimento das águas, a acidificação, o excesso de plástico, entre outras ameaças”, afirma a médica veterinária.

Os pesquisadores têm procurado criar soluções em conjunto com a população local.

“Conseguimos cercar algumas áreas de manguezal para evitar a entrada de animais domésticos, facilitando a regeneração natural do ecossistema, e já restauramos quase 2 hectares com vegetação nativa. Pode não parecer uma área tão significativa para o tamanho do Delta do Parnaíba, mas o reflorestamento de manguezais é uma tarefa bastante desafiadora. Também estamos buscando alternativas econômicas e sustentáveis para a população local, como o desenvolvimento do turismo de base comunitária”, diz Miranda.

“Também realizamos, pela primeira, vez a coleta de sêmen dessa espécie”, destaca a médica veterinária.

“Agora, temos a possibilidade de fazer pesquisa reprodutiva monitorada, contribuindo para evitar a extinção e, se necessário, promover a reintrodução dos animais no habitat natural”, acrescenta.

Outra ação importante para a proteção do tamanduaí foi o início do processo de criação de uma unidade de conservação da Resex Casa Velha do Saquinho, no limite territorial da Resex Marinha do Delta do Parnaíba.



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Brasil registra primeiro caso da doença vassoura-de-bruxa


A partir de análises biológicas e moleculares, a Embrapa Amapá e a Embrapa Mandioca e Fruticultura confirmaram ao Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) o primeiro relato da presença, no Brasil, do fungo Ceratobasidium theobromae, também conhecido como Rhizoctonia theobromae, causador da doença “vassoura-de-bruxa” da mandioca. O patógeno foi confirmado por laudo do Mapa, por meio de análise de identificação da espécie realizada por equipe deste Ministério.     

A doença foi constatada nos plantios de mandioca das terras indígenas de Oiapoque, município do estado do Amapá, localizado na fronteira do Brasil com a Guiana Francesa. A presença de Ceratobasidium theobromae representa risco de significativa redução na produtividade das plantas de mandioca afetadas. Até o momento, este fungo não foi detectado em outros hospedeiros no Brasil.    

A “vassoura-de-bruxa” tem este nome porque deixa os ramos das plantas secos e deformados incluindo nanismo e proliferação de brotos fracos e finos nos caules, parecidos com uma vassoura velha. Com a evolução da doença é comum a ocorrência de clorose, murcha e seca das folhas, morte apical e morte descendente das plantas.

A dispersão de Ceratobasidium theobromae pode ocorrer por meio de material vegetal infectado, ferramentas de corte, além de possível movimentação de solo e água. “A movimentação de plantas e produtos agrícolas entre regiões pode facilitar a dispersão do patógeno, aumentando o risco de infecção em novas áreas”, alerta a Nota Técnica da Embrapa.

Pesquisadores do Centro Francês de Pesquisa Agrícola para o Desenvolvimento Internacional (Cirad/França), em parceria com o Centro Internacional de Agricultura Tropical (Ciat/Colômbia), coletaram e isolaram Ceratobasidium theobromae em áreas afetadas com sinais similares na Guiana Francesa, próximas à fronteira com o Brasil e o Suriname.

A Embrapa destaca também que a detecção de Ceratobasidium theobromae no Brasil requer cooperação imediata entre agentes de assistência técnica, órgãos de defesa vegetal estaduais, pesquisadores, agricultores e autoridades governamentais, como uma prática fundamental para implementar medidas efetivas de contenção, manejo e controle, a fim de garantir a segurança e sustentabilidade da produção agrícola.

A descoberta pode contribuir com o avanço científico das pesquisas relacionadas para o melhoramento genético da mandioca e recomendação de medidas para o controle da doença.

Foto: Adilson Lima/Embrapa

Histórico de coleta do material infectado

Em março de 2023, uma equipe da Embrapa Amapá participou da 29ª Assembleia de Avaliação e Planejamento dos Povos e Organizações Indígenas do Município de Oiapoque (Apio), evento realizado pelo Conselho dos Caciques dos Povos Indígenas do Oiapoque (CCPIO).

A instituição de pesquisa foi demandada para avaliar e realizar ações, dentro das suas atribuições, visando amenizar a ocorrência de doenças que atingem os plantios de mandioca. Na semana seguinte, uma equipe constatou in loco os sinais compatíveis com a doença ‘vassoura de bruxa’ da mandioca nas aldeias indígenas Ahumãm, Anawerá, Tuluhi e Tukay.

Posteriormente, os mesmos sinais foram detectados nas aldeias Kuahí, Ywawká, Karibuen, Kuai Kuai, Ariramba, Galibi, Lençol, Manga, Zacarias e Japiim. De acordo com a Nota Técnica da Embrapa Amapá, por ocasião da detecção dos primeiros sinais da doença, hastes de mandioca infectadas foram transportadas para o laboratório de Proteção de Plantas da Embrapa Amapá, visando o isolamento do provável agente etiológico da doença em condições de laboratório.


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Feridas em equinos podem desencadear doenças graves como pitiose e habronemose



Lesões cutâneas em equinos, comuns na rotina de criadores, podem servir como porta de entrada para doenças graves que afetam a saúde e o bem-estar dos animais, causando perdas produtivas significativas. A Ceva Saúde Animal destaca que entre as patologias mais preocupantes estão a pitiose equina e a habronemose cutânea, ambas com potencial de provocar sérios danos aos animais.

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A pitiose equina é causada pelo fungo Pythium insidiosum, encontrado em áreas alagadiças e de alta umidade. Os equinos são infectados ao entrar em contato com águas contaminadas, e o fungo utiliza feridas pré-existentes para invadir o organismo, causando lesões progressivas e debilitantes. O tratamento inclui higienização das feridas e o uso de medicamentos, como anti-inflamatórios e antibióticos. Estudos recentes, destacados pela Ceva, mostram o uso promissor de Acetonido de triancinolona, um retardoesteroide, no tratamento da pitiose, com resultados positivos na recuperação dos animais.

Outra patologia preocupante é a habronemose cutânea, conhecida como “ferida de verão”, causada pelo verme Habronema sp. A transmissão ocorre através de moscas que depositam as larvas em feridas na pele do animal. A doença causa prurido intenso e feridas que não cicatrizam, afetando o bem-estar dos equinos e podendo levar à perda de valor comercial.

A empresa de saúde animal enfatiza a importância de um manejo adequado, incluindo a vermifugação regular e o controle de moscas, como medidas essenciais para prevenir a habronemose. O tratamento envolve cuidados com as lesões, higienização e o uso de medicamentos específicos, com o objetivo de garantir o bem-estar dos equinos e minimizar as perdas produtivas.



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setor em SP gerou 10% mais empregos na safra 2023/24, com mais de 45 mil vagas



Mesmo com o aumento da incidência da doença greening nos pomares, a citricultura no estado de São Paulo gerou 10% mais vagas de emprego na safra 2023/24 em relação à passada, somando, agora, 45.112 vagas, informou hoje, em nota, a Secretaria de Agricultura e Abastecimento paulista, com base em números da Associação Nacional dos Exportadores de Sucos Cítricos (CitrusBR).

No Brasil como um todo, a atividade citrícola gerou 57.368 vagas no mesmo período, alta de 2,22%, acrescentou a pasta, citando dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). “Ou seja, 78% dos empregos gerados pela citricultura estão no estado de São Paulo”, ressaltou.

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A pasta comentou também que, no mais recente levantamento do Instituto de Economia Agrícola (IEA-Apta), vinculado à secretaria, a produção de laranja paulista se situou entre os cinco principais produtos do agro do estado na balança comercial, responsável por 8,2% de tudo que foi exportado por São Paulo, em um montante de US$ 1,15 bilhão.

“A citricultura é um importante setor gerador de empregos, que colabora com contratações ao longo do ano, com todas as proteções legais aos trabalhadores em regiões que são carentes de vagas formais, o que gera renda e desenvolvimento para o interior de São Paulo”, explicou, na nota, o diretor executivo da CitrusBR, Ibiapaba Netto.



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São Paulo celebra Dia do Feirante com 960 feiras e milhares de empregos



Neste domingo (25), é comemorado o Dia do Feirante, celebrando a importância das feiras livres, uma tradição em em diversas cidades do Brasil. São Paulo, que deu início à primeira feira livre do país, hoje conta com 960 feiras apenas na capital, gerando aproximadamente 70 mil empregos. Esses eventos não apenas trazem produtos frescos do campo para os grandes centros urbanos, mas também criam conexões e fortalecem laços comunitários.

“Às vezes estamos descontraídos, e a feira é assim mesmo. A gente brinca que a fruta é joia, o abacaxi é doce. É uma forma de atrair os clientes”, compartilhou Milton Soares dos Santos, que tem 40 anos de experiência como feirante.

O trabalho do feirante é semelhante ao do produtor rural: faça chuva ou faça sol, ambos precisam acordar cedo para levar produtos frescos à mesa da população. Dona Judite Barros, de 83 anos, exemplifica essa dedicação. “Tenho cliente que eu vi nascer, já casou e traz os filhos para mim ver. Graças a Deus sou feliz. Levanto 1 hora da manhã e não tem hora para chegar nem para sair”, conta ela, que atua em feiras há 45 anos.

História das feiras livres

A história das feiras livres em São Paulo começou em 1914, quando a cidade enfrentava uma crise no abastecimento de frutas e verduras. Desde então, as feiras se tornaram um símbolo da cidade, movimentando a economia local e colaborando para hábitos alimentares mais saudáveis.

As feiras são geridas pelos municípios e, segundo os feirantes, uma das principais demandas é por maior reconhecimento oficial. “O que a gente pede é que a feira se torne lei. Hoje, ela é apenas um decreto. Se virar lei, ganhamos mais força e reconhecimento, para que a alegria nunca saia daqui”, afirmou Katia Mourão, diretora de Comércio Varejista no Sindicato dos Feirantes de São Paulo.

Com humor e determinação, os feirantes enfrentam desafios diários como acordar cedo, carregar peso e manter o bom humor, mesmo com clientes pedindo descontos. Eles são celebrados pela sua resiliência e pela importante contribuição que fazem para a sociedade.




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Fazendeiros bloqueiam estradas na fronteira entre França e Espanha


Grupos de fazendeiros da Espanha e França bloquearam estradas na fronteira entre os dois países nesta segunda-feira (3), em protesto contra as regras de produção agrícola vigentes na União Europeia.

Manifestação antes das eleições europeias

A mobilização ocorreu a poucos dias das eleições para o Parlamento Europeu, previstas para o período de 6 a 9 de junho. Os agricultores aproveitaram o momento para pressionar candidatos e eleitores a votarem em representantes que defendam as causas do coletivo.

Centenas de tratores foram levados à região dos Pirineus, a cordilheira que separa naturalmente França e Espanha. Várias vias ficaram bloqueadas, inclusive algumas abertas excepcionalmente a veículos pesados para facilitar o acesso.

Reivindicações dos produtores

Os manifestantes reclamam das leis agrícolas da União Europeia, que consideram injustas, e da concorrência desleal. Eles exigem a priorização de produtos locais, restrições às importações, redução de impostos sobre energia utilizada na produção de alimentos, menos burocracia e o afrouxamento das regras sobre o uso de pesticidas.

Os produtores temem que acordos comerciais, como o recentemente firmado entre Mercosul e União Europeia, possam afetar suas atividades com a entrada de produtos da América Latina. Por isso, pressionam para que esses acordos não avancem e as regras já existentes sejam flexibilizadas.

Na Europa, existe um forte incentivo à produção local, o que fortalece a mobilização dos agricultores. Ao longo deste ano, diversos protestos semelhantes já ocorreram em vários países do bloco.



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Agricultores realizam protesto em Bruxelas contra políticas ambientais da UE


Agricultores dirigiram centenas de tratores a Bruxelas nesta terça-feira (4) para protestar contra as políticas ambientais da União Europeia, mas a ação foi rejeitada pelos principais grupos agrícolas do continente, que disseram que a manifestação não refletia as preocupações de seus membros.

Poucos dias antes da eleição para o Parlamento Europeu, de 6 a 9 de junho, agricultores de Holanda, Bélgica, Polônia e Alemanha viajaram para Bruxelas para protestar contra as políticas verdes da UE que, segundo os organizadores, prejudicam a competitividade dos agricultores europeus.

“Viemos da Polônia porque sabemos que a origem do nosso problema está em Bruxelas. Porque queremos mudar, mudar profundamente, o Acordo Verde”, disse o agricultor Damian Murawiec à Reuters durante o protesto em Laeken, ao norte de Bruxelas.

Essa é a mais recente movimentação de uma onda de protestos de agricultores que já dura meses em toda a Europa, onde trabalhadores agrícolas têm denunciado os baixos preços dos alimentos, a regulamentação excessiva e os acordos de livre comércio que, segundo eles, os deixam lutando para competir com importações baratas.

O protesto foi organizado pelo grupo de lobby holandês Força de Defesa dos Agricultores e apoiado por grupos de direita e de extrema-direita. Com a polícia contando cerca de 500 tratores, o protesto foi menor do que manifestações anteriores de agricultores realizadas em Bruxelas neste ano.

“Queremos que a Europa acabe com o Acordo Verde porque ele não é realista”, disse Bart Dickens, presidente da filial belga do grupo holandês.

A Força de Defesa dos Agricultores — cuja secretária Sieta van Keimpema tem descrito as preocupações com as mudanças climáticas como “histéricas” — disse que políticos do partido belga de extrema-direita Vlaams Belang e do grupo de direita Reformistas e Conservadores Europeus discursarão no protesto.

O maior lobby agrícola da Europa, Copa Cogeca, e a associação agrícola La Via Campesina, disseram à Reuters que seus membros não participarão da ação.

“Rejeitamos essa tentativa de pequenos grupos, que não têm propostas concretas para lidar com os problemas dos agricultores, de sequestrar as preocupações dos agricultores para promover seus próprios interesses partidários”, disse um porta-voz da Via Campesina.



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MP que mexe em PIS/Cofins é potencialmente inflacionária, diz economista à CNN


A Medida Provisória (MP) 1227/24, da compensação à desoneração da folha de pagamento, apresentada pelo Ministério da Fazenda na semana passada, pode mexer com os preços no país à medida que atrapalha o desempenho das empresas, defende Alexandre Espírito Santo, economista da Way Investimentos.

“À medida que se mexe em algo já estabelecido, a medida afeta o resultado e o desempenho das empresas. Quando uma empresa hoje faz compra de um insumo para produzir um bem, ela tem um crédito de pouco mais de 9% de PIS/Cofins. Uma das medidas propostas limita para pouco menos de 4%”, disse em entrevista à CNN neste domingo (9).

“O resultado é que, muito provavelmente, teremos problemas também de preços. Essa medida é potencialmente inflacionária, porque teremos, pelos meus cálculos, alta nos preços dos combustíveis, como gasolina, óleo diesel”, diz.

O especialista explica que, nosso atual sistema tributário, prevê o que os tributaristas chamam de compensações cruzadas. “A empresa pode pegar esse valor de Pis/Cofins para compensar, por exemplo, Imposto de Renda, ou contribuição da previdência. “Empresas não terão mais esse expediente, do jeito que está na MP. Consequentemente, alguns setores serão mais prejudicados”, diz.

Entre os setores mais prejudicados, ele cita o agronegócio, que tem grande representatividade dentro do segmento exportador. “O setor exportador é muito importante para a economia. A gente tem que fazer uma balança comercial pujante, como vem acontecendo. E o agro tem grande peso no PIB. Só no primeiro trimestre, contribuiu com 11%”.

A insegurança gerada pelo atual cenário fiscal, destaca o economista, vem sendo visto no dólar e na bolsa. “O dólar vem se mostrando estressado nesses últimos dias, acima de R$ 5,30. A Bolsa de Valores brasileira é a pior do mundo este ano”.

Veja a entrevista completa aqui.

Ainda que possa surtir efeito positivo nos cofres públicos no curto prazo, o aumento da carga tributária de grandes empresas pode atrasar o crescimento econômido do país, sugere estudo “Tributação sobre Grandes Empresas – Distorções, armadilhas e a realidade”, coordenado pelo pesquisador Samuel Pessôa, do FGV Ibre (Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas).

Segundo o texto, apesar de ser “fácil” taxar grandes empresas, o plano pode “agravar a tendência de discriminação dos custos tributários e de conformidade com base no tamanho das empresas”, como acontece em toda a América Latina.

“Há farta evidência, na literatura recente de desenvolvimento econômico, que esse tipo de discriminação reduz a produtividade das economias, comprometendo a capacidade de crescimento em médio e longo prazos”, diz o documento.

 



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Colheita da 2ª safra de milho atinge 10%, ritmo mais acelerado desde 2013, diz AgRural


A colheita de milho da segunda safra na região centro-sul do Brasil alcançou 10% da área cultivada até a última quinta-feira (6), contra 4,7% uma semana antes e 2,2% no mesmo período do ano passado, disse a AgRural nesta segunda-feira (10).

Segundo a consultoria, a colheita é a mais acelerada para esta época do ano desde 2013, quando começaram os levantamentos semanais.

Os trabalhos têm sido favorecidos pelo plantio antecipado, pelo encurtamento do ciclo das plantas em algumas áreas e pelo tempo seco que predominou na semana passada, afirmou a AgRural.



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Articulação por CPI do arroz expõe insatisfação do agro com governo Lula


Parlamentares ligados ao setor do agronegócio iniciaram uma articulação para a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar o caso do cancelamento do leilão do arroz pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

A medida expõe uma divisão dentro da própria bancada ruralista, considerada uma das mais influentes no Congresso Nacional e de extrema importância para o governo Lula. A apuração é da analista de política da CNN Julliana Lopes.

Crise no relacionamento com o agro

Após assumir a Presidência, Lula vinha tentando melhorar o relacionamento com o setor do agronegócio. No entanto, com as denúncias envolvendo o leilão do arroz, parte da bancada ruralista passou a recolher assinaturas para a instalação de uma CPI sobre o caso.

Parlamentares da oposição afirmam ser necessário investigar o que realmente aconteceu, alegando que o caso pode revelar outras questões relacionadas à corrupção dentro do governo, embora não haja indícios disso.

Até o momento, foram coletadas pouco mais de 90 das 171 assinaturas necessárias para a criação da CPI. A articulação mostra uma desconfiança persistente de parte do setor em relação ao governo, o que é visto como um revés para Lula.

Críticas ao ministro da Agricultura

A oposição critica o que classifica como falta de diálogo do ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, sobre a questão do leilão do arroz. Eles questionam a capacidade do ministro de permanecer no cargo, escolhido justamente para atuar na articulação com o setor.

A crise gerada pela suspensão do leilão representa um entrave para o governo, que tenta se aproximar do agronegócio, um setor crucial para a economia brasileira. O Congresso acompanhará de perto os desdobramentos em torno da possível CPI, que é vista como uma oportunidade pela oposição para fazer críticas pontuais ao governo.

Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNNClique aqui para saber mais

(Publicado por Raphael Bueno, da CNN Brasil)



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