terça-feira, agosto 11, 2026

Autor: Redação

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Rondônia declara situação de emergência por incêndios florestais



O governo de Rondônia declarou situação de emergência em razão de incêndios florestais. O decreto foi publicado no Diário Oficial do estado. O texto cita “situação crítica de estiagem” que atinge a região desde o segundo semestre de 2023, por conta da redução significativa das chuvas.

Este ano, Rondônia registrou 4.197 focos de incêndios nas cidades e 690 em áreas de conservação, totalizando 4.887 focos, o dobro do anotado em 2023. Fogo destruiu 107.216 hectares de floresta.

Segundo a publicação, a escassez de chuvas tende a persistir por pelo menos mais três meses, “provocando uma severa redução no nível dos rios e na umidade relativa do ar, aumentando significativamente o número e os riscos de incêndios florestais e queimadas urbanas, além de agravar os danos à saúde pública e ao meio ambiente”.

Focos de calor

Dados de 2024 apontam para um aumento de 43,2% nos focos de calor na Amazônia em comparação ao mesmo período de 2023, sendo Rondônia uma das áreas mais afetadas da região, com aumento de 23,7% dos focos de incêndio apenas em agosto. O governo do estado levou em consideração ainda:

  • prejuízos econômicos e sociais à população afetada e a imperiosidade de se resguardar a dignidade da pessoa humana com o atendimento de suas necessidades básicas;
  • que equipes de combate a incêndios florestais enfrentam consideráveis desafios de acesso às regiões afetadas, especialmente em áreas isoladas, na qual a infraestrutura de transporte terrestre e fluvial é inexistente ou severamente limitada, impedindo a chegada rápida e eficiente de recursos necessários para controlar as chamas;
  • que o panorama das queimadas em Rondônia tornou-se extremamente preocupante, com números que superam significativamente os registrados em anos anteriores, contabilizando, no período de 1º de janeiro a 19 de agosto de 2024, 4.197 focos de incêndios nos municípios e 690 em áreas de conservação estadual, totalizando 4.887 focos, o dobro do registrado em 2023. Aproximadamente 107.216 hectares de floresta foram destruídos pelo fogo;
  • que a seca hidrológica excepcional impactou dramaticamente o Rio Madeira, que registrou níveis excessivamente baixos, cenário que representa um dos anos mais desafiadores para a Amazônia, sendo Rondônia um dos estados mais afetados. A escassez de chuvas, associada ao fenômeno El Niño e às mudanças climáticas, criou condições propícias para a expansão descontrolada das queimadas;
  • a intensidade dos desastres demandará uma resposta não prevista nos planejamentos anuais e plurianuais, impactando substancialmente os orçamentos das secretarias estaduais e comprometendo as ações de resposta aos desastres previstos para esse período;
  • que populações vulneráveis – crianças, idosos, gestantes, indivíduos com doenças cardiorrespiratórias preexistentes, pessoas de baixo nível socioeconômico e trabalhadores expostos ao ar livre – estão sob maior risco de sofrerem efeitos adversos relacionados à poluição do ar.

“A declaração de emergência é motivada pelos intensos incêndios florestais e pela baixa umidade relativa do ar que afetam Rondônia, prejudicando tanto as populações urbanas e rurais, quanto as áreas de proteção ambiental, causando impactos significativos nas atividades agrícolas, pecuárias, na navegabilidade dos rios e em outras atividades econômicas e essenciais para a população.”

O decreto entra em vigor na data da publicação e tem validade de 180 dias.



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Casa Canal Rural terá apresentação do Plano Safra da Agricultura familiar



A Casa Canal Rural na Expointer recebe nesta quinta-feira (29), às 14h, o evento de apresentação do Plano Safra 24/25 para a Agricultura Familiar. O evento será transmitido ao vivo pelo YouTube do Canal Rural.

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Os ministros do Desenvolvimento Agrário, Paulo Teixeira; de Apoio à Reconstrução do Rio Grande do Sul, Paulo Pimenta e o presidente da Conab, Edegar Pretto vão detalhar o plano que terá nesta temporada agrícola R$ 76 bilhões em crédito e mais R$ 9,7 bilhões para compras públicas, assistência técnica e extensão rural, Garantia-Safra e PGPM-bio.

Entre as ações a serem divulgadas estão as taxas de juros para as 10 linhas do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) e as novidades do plano como uma linha para aquisição de máquinas de pequeno porte.

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Apresentação Plano Safra 24/25 para Agricultura Familiar

Data: 29/8

Hora: 14h

Local: Casa Canal Rural na Expointer

Transmissão ao vivo no youtube do Canal Rural



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Queimada em SP faz o açúcar subir na bolsa; veja como consumidor pode ser afetado


Os incêndios que atingiram os canaviais do estado de São Paulo nos últimos dias possivelmente não irão afetar o preço para o consumidor final de açúcar e etanol, dizem analistas ouvidos pela CNN. Para os analistas, o aumento será sentido principalmente por importadores.

O açúcar bruto fechou, nesta segunda-feira (26), em alta de 3,5%, a US$ 0,19 por libra-peso, um pico para o mês. As queimadas levaram investidores a cobrir parte de sua grande posição vendida em futuros da commodity em Nova York. Nesta terça (27), por volta das 14h20, o preço dos contratos futuros do açúcar bruto estavam com alta de 2,36%.

Os prejuízos dos incêndios somente no estado de São Paulo foi estimado em R$ 350 milhões, de acordo com avaliação da Organização de Associações de Produtores de Cana do Brasil (Orplana).

Arnaldo Archer, diretor executivo da Archer Consulting, afirma que as queimadas não afetaram a demanda para o consumidor final devido ao tamanho da produção em contraponto ao consumo brasileiro de açúcar.

“Quando se compara o que se consome comparativamente ao que é produzido, não se trata de algo significativo para afetar o preço. O consumo interno representa em torno de 25%”, explica.

“Só 7,5% dessa fração é comercializada no dia-a-dia, o que representa muito pouco para impactar o preço”.

Segundo o especialista, as queimadas afetaram cerca de 0,7% da produção do centro-sul, da qual o estado de São Paulo faz parte, que comparado à produção estimada de 605 milhões de toneladas ao ano, não cria um problema de disponibilidade do produto.

Possível medidas para compensar os prejuízos dos canaviais atingidos podem causar aumentos marginais e pontuais no preço do açúcar. De acordo com André Braz, economista da Fundação Getulio Vargas (FGV), esse é o motivo mais provável que levaria ao aumento do preço do açúcar.

“Pode se ver um aumento não perceptível no custo final, caso haja medidas para mitigar a falta da produção das áreas afetadas. Custos de logísticas ou aumento em regiões que tiveram a oferta desviada para conter a produção queimada podem afetar o preço”, afirma Braz.

A seca severa que afeta 16 estados brasileiros, considerada a pior nos últimos 44 anos, pode afetar mais o preço dos derivados da cana-de-açúcar que as queimadas.

“A seca tem um impacto que pode ser 10 vezes maior que as queimadas. Uma redução de disponibilidade de açúcar na ordem de 7%, contra 0,7% dos focos de incêndio. Isso pode, no médio e longo prazo, afetar o preço tanto para o consumidor quanto ao importador”, afirma Archer.

Os cinco maiores produtores de cana-de-açúcar do país estão entre os estados em período de seca severa: São Paulo, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso do Sul e Paraná.

Estados do Sul e Sudeste lideram ranking de competitividade

*Com Reuters



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Condição das safras de milho e soja nos EUA piora, revela USDA



A qualidade das lavouras de milho nos Estados Unidos piorou na última semana, disse nesta segunda-feira (26), o Departamento de Agricultura do país (USDA), em seu relatório semanal de acompanhamento de safra.

A agência informou que 65% da safra apresentava condição boa ou excelente no último domingo, queda de 2 pontos porcentuais ante a semana anterior.

O relatório mostrou também que 84% da safra de milho tinha formado grãos, em comparação a 85% na data correspondente do ano passado e 83% na média de cinco anos. O USDA disse ainda que 46% da safra tinha formado dentes, ante 46% há um ano e 42% na média. Além disso,  11% da safra estava madura, ante 8% há um ano e 6% na média.

Condições da soja

No caso da soja, o USDA disse que 67% da safra tinha condição boa ou excelente no último domingo, piora de 1 ponto porcentual ante a semana anterior. Um ano antes, essa parcela era de 58%.

De acordo com o relatório, 89% da safra estava formando vagens, ante 90% na data correspondente do ano passado e 88% na média de cinco anos. O órgão disse também que 6% da safra tinha queda de folhas, ante 4% um ano antes e na média de cinco anos.

Trigo e algodão

Quanto ao trigo de primavera, o USDA disse que 69% da safra tinha condição boa ou excelente, queda de 4 pontos porcentuais ante a semana anterior. Segundo o relatório, 51% da safra tinha sido colhida, ante 50% um ano antes e 53% na média de cinco anos.

O relatório mostrou também que 40% da safra de algodão apresentava condição boa ou excelente, queda de 2 pontos porcentuais ante a semana anterior. A agência informou ainda que 89% da safra estava formando maçãs, ante 87% um ano antes e 88% na média de cinco anos. O USDA disse que 25% da safra tinha abertura de maçãs, em comparação a 23% na data correspondente do ano passado e na média.



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Fumaça pode voltar a São Paulo após alívio temporário com frente fria



Após a passagem de uma frente fria que trouxe chuvas e ventos fortes, a cidade de São Paulo amanheceu nesta terça-feira (27) com uma atmosfera mais limpa e ar de qualidade melhor, de acordo com a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb).

No entanto, a possibilidade de a fumaça voltar a cobrir a cidade nas próximas semanas permanece alta.

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Impacto da frente fria

As imagens capturadas pela Nasa mostram a diferença no horizonte paulistano antes e depois da frente fria: o céu, anteriormente encoberto por fumaça, agora apresenta maior clareza. O ar polar ainda predomina no estado, mantendo as temperaturas baixas nesta terça-feira. São Paulo pode registrar um recorde de frio, mas as condições devem mudar rapidamente. O calor de até 30 °C está previsto para retornar no fim de semana, o que pode trazer de volta a secura no ar.

Risco de retorno da fumaça

A chuva recente não é suficiente para eliminar completamente o risco de novos focos de incêndio. Segundo especialistas, a fumaça pode voltar a cobrir São Paulo se os ventos a direcionarem para a região. Com a continuidade da temporada de queimadas e a previsão de pouca chuva nas próximas semanas, novos episódios de poluição atmosférica causada por fumaça podem ocorrer.

Alerta para os próximos dias

Os paulistanos devem se preparar para a possibilidade de novos períodos de má qualidade do ar devido à fumaça das queimadas. A Cetesb e outras autoridades ambientais recomendam que a população esteja atenta às condições climáticas e às atualizações sobre a qualidade do ar. Manter janelas fechadas e evitar atividades ao ar livre em dias de muita fumaça são precauções recomendadas para minimizar os riscos à saúde.



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AgroNewsPolítica & Agro

Exportações brasileiras alcançam US$ 97,8 bilhões até julho


Complexo soja e carnes impulsionam exportações




Foto: Pixabay

As exportações brasileiras registraram um total de US$ 97,8 bilhões nos primeiros sete meses de 2024, de acordo com o Boletim de Conjuntura Agropecuária, referente à semana de 16 a 22 de agosto, elaborado pelo Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab). O valor representa um aumento de 0,95% em comparação ao mesmo período de 2023.

De acordo com o boletim, o complexo soja, que inclui grão, óleo, farelo e subprodutos, liderou as exportações brasileiras, correspondendo a 40,4% do total em valor. Em seguida, o grupo de carnes, incluindo frango, suíno e bovino, representou 14,5% das exportações. Mato Grosso foi o estado que mais contribuiu para o total das exportações, com 18,5%, seguido por São Paulo (17,2%) e Paraná (11,1%).

Especificamente, o Paraná registrou um montante de US$ 10,8 bilhões em exportações entre janeiro e julho de 2024, valor ligeiramente inferior ao mesmo período de 2023, quando o estado exportou US$ 11,1 bilhões. O principal item exportado pelo Paraná foi o complexo soja, que representou 42% do total. Em segundo lugar, ficou o grupo de carnes, que teve uma participação de 23,9%, seguido pelos produtos florestais. O Paraná, que é o maior exportador de carnes do Brasil, contribuiu com US$ 2,6 bilhões para a balança comercial nacional neste período.





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SP produz mais da metade do açúcar nacional; veja o que mais é cultivado no estado


Os incêndios que queimaram milhares de hectares de canaviais nos últimos dias, afetaram 1% das lavouras paulistas, cerca de 3,83 milhões de toneladas, estimativa da Organização de Associações de Produtores de Cana do Brasil (Orplana).

O estado deve seguir, no entanto, como maior produtor nacional de cana-de-açúcar, principal matéria-prima do açúcar e do etanol, segundo especialistas ouvidos pela CNN.

“As queimadas em si, pelo que se pôde apurar até agora, pegaram algo em torno de 0,7% em São Paulo. Nós estamos falando de uma produção estimada de 605 milhões de toneladas ao ano, o que não é um grande problema do ponto de vista de disponibilidade de produto”, afirma Arnaldo Archer, Diretor Executivo da Archer Consulting.

São Paulo é o maior produtor da cana-de-açúcar do país, com 383,4 milhões de toneladas na safra 2023/2024. O estado tem folga na liderança do segundo maior produtor nacional, Minas Gerais, com 81,3 milhões de toneladas.

Dentro do estado, a safra da cana-de-açúcar também é líder, com 44% da produção estadual, que movimentou R$ 59,21 bilhões em 2023.

São Paulo é o estado responsável por 61,8% da produção de açúcar no Brasil, de acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

Apesar de ser o maior produto da agricultura de São Paulo, o estado possui uma produção diversa na área.

 

Levantamento do Instituto de Economia Agrícola (IEA), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, a criação de carne bovina ocupa o segundo lugar na produção paulista.

No total, o abate bovino de São Paulo foi responsável por 66,6 milhões de toneladas de carne da produção nacional, movimentando cerca de R$ 16,86 bilhões.

Já a carne de frango ocupa o terceiro lugar no ranking de São Paulo. Em 2023, o estado produziu 1,76 milhões de toneladas do produto, cerca 8,65% da produção nacional, de acordo com a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA)..

Somente em quarto lugar outra plantação aparece no ranking, com a soja. A safra paulista equivale a 78 milhões de sacas de 60 kg do grão, equivalente a R$ 11 bilhões e 8,90% da produção de São Paulo.

Veja o ranking da produção agropecuária de São Paulo

  1. Cana-de-açúcar (R$ 59,21 bi / 431,1 milhões de toneladas)
  2. Carne Bovina (R$ 16,86 bi / 66,6 milhões de toneladas)
  3. Frango (12,28 bi / 1.76 milhões de toneladas)
  4. Soja (11,01bi / 78 milhões de sacas de 60kg)
  5. Laranja (9,47bi / 213.5 milhões de caixas de 40kg)
  6. Ovos (6,96 bi / 15 bilhões de unidades)
  7. Café Beneficiado (5,22 bi / 5.338 milhões sacas de 60kg)
  8. Milho (4,42bi / 72.451 milhões sacas de 60kg)
  9. Leite (4,02bi / 42.67 milhões de caixas com 30 unidades)
  10. Amendoim em casca (3,2bi / 29.45 milhões de sacas de 25kg)
  • Fonte: Instituto de Economia Agrícola (IEA)



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fraca demanda mantém pressão sobre cotações



Os preços dos etanóis anidro e hidratado tiveram novas quedas no mercado paulista na última semana.

Segundo pesquisadores do Cepea, a pressão continua vindo da demanda enfraquecida num cenário de expectativa de baixa nas cotações do biocombustível, tendo em vista o bom desempenho da produção de etanol na região centro-sul no acumulado da safra 2024/25.

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Entre 19 e 23 de agosto, o Indicador Cepea/Esalq do etanol hidratado foi de R$ 2,5438/litro (líquido de ICMS e PIS/Cofins), recuo de 2,07% frente ao intervalo anterior. Para o anidro, a desvalorização foi de 0,44% em igual comparativo, com o Indicador Cepea/Esalq a R$ 2,9342/litro (líquido de PIS/Cofins).

Pesquisadores explicam ainda que, tradicionalmente, o mês de agosto costuma ser de preços mais baixos por ser considerado período de pico de colheita da cana-de-açúcar no centro-sul.



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AgroNewsPolítica & Agro

Preço da mandioca sobe pelo quarto mês consecutivo


Valor ainda está abaixo do registrado em 2023




Foto: Agrolink

Os preços da tonelada de mandioca no Paraná registraram aumento nas últimas semanas e devem encerrar agosto com ganhos em relação a julho, conforme aponta o Boletim de Conjuntura Agropecuária referente à semana de 16 a 22 de agosto, elaborado pelo Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab). Este será o quarto mês consecutivo de alta nos preços pagos aos produtores.

De acordo com o Boletim de Conjuntura Agropecuária, a seca que atinge a região tem afetado a produtividade e dificultado o arranquio das raízes, fatores que explicam a recente valorização da mandioca. Apesar disso, os preços atuais, de R$ 534,31 por tonelada, ainda são 28% inferiores aos praticados em agosto de 2023, quando o valor alcançou R$ 745,44 por tonelada.

As oscilações nos preços têm gerado incertezas no setor, especialmente em relação à projeção de área plantada para 2025, que será divulgada pelo Deral na próxima quinta-feira (29/08). A soja, que tradicionalmente vinha ocupando áreas de outras culturas no estado, enfrenta um período de menor demanda, o que pode favorecer a manutenção das áreas dedicadas à mandioca. Para o ciclo atual, a expectativa é que sejam colhidos 139,7 mil hectares, com uma produção projetada de 3,7 milhões de toneladas, caso a cultura continue resiliente frente às adversidades climáticas.





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5 cuidados para proteger a saúde em meio ao clima seco e à fumaça



Com os recentes incêndios florestais no interior do estado de São Paulo, especialmente na região de Ribeirão Preto, a qualidade do ar tem piorado devido à fuligem e à fumaça. Essas condições, combinadas com o clima seco, representam um sério risco para a saúde respiratória da população. Para enfrentar esses desafios, o governo de São Paulo anunciou um plano emergencial de saúde, com foco na prevenção e no tratamento de problemas respiratórios decorrentes da inalação de fumaça.

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Coordenado pela Secretaria de Estado da Saúde e o Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (HC-FMRP-USP), o plano visa aumentar a capacidade de atendimento em 26 municípios da região. Entre as ações implementadas, destaca-se a ampliação dos serviços de telemedicina, garantindo a disponibilidade de médicos 24 horas por dia para apoiar as equipes de saúde e encaminhar os casos mais graves a hospitais de referência.

Recomendações de saúde para enfrentar o clima seco e a exposição à fumaça:

  1. Proteção respiratória contínua: quem sofre de asma, Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) ou rinite alérgica deve manter o uso regular de sua medicação inalatória, como bombinhas. Este cuidado é crucial para evitar crises respiratórias em um ambiente contaminado pela fumaça.
  2. Medidas preventivas imediatas: para aqueles que não fazem uso constante de inaladores, é recomendável começar a utilizá-los agora como medida preventiva, antes que os sintomas se agravem. Também é importante ter medicamentos usados em situações críticas à disposição para uso imediato ao menor sinal de desconforto respiratório.
  3. Minimizar a exposição ao ar poluído: Permanecer dentro de casa o máximo possível é uma das principais recomendações. Vedação adequada de portas e janelas pode ajudar a reduzir a entrada de fumaça. Se a saída for inevitável, use máscaras PFF2/N95 para proteção adicional contra partículas nocivas no ar.
  4. Hidratação e cuidados com as mucosas: manter-se hidratado é fundamental, pois o ar seco e a fumaça podem causar desidratação e irritação das vias aéreas. Crianças e idosos, sendo mais vulneráveis, devem receber atenção especial para garantir uma boa ingestão de líquidos. Lavar o nariz e os olhos com soro fisiológico também pode ajudar a remover partículas de fuligem e aliviar a irritação.
  5. Ambiente interno adequado: Em casa, utilize umidificadores para manter a umidade do ar, o que pode ajudar a proteger as vias respiratórias da secura. Caso não tenha umidificadores, improvise com toalhas molhadas ou bacias com água espalhadas pelos ambientes. A prática de atividades físicas ao ar livre deve ser suspensa enquanto a qualidade do ar estiver comprometida.

Atenção redobrada para sintomas respiratórios

É importante que qualquer pessoa com sintomas como falta de ar, chiado no peito, tontura ou dor de cabeça procure atendimento médico imediatamente. Evitar locais com grande concentração de fumaça é essencial, pois a exposição prolongada pode agravar problemas respiratórios e outros quadros de saúde.

Com essas medidas, o governo de São Paulo e as autoridades de saúde esperam mitigar os impactos dos incêndios e proteger a população das graves consequências do clima seco e da dispersão de fumaça. A atenção e os cuidados adequados são fundamentais para manter a saúde em tempos de adversidade.



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