terça-feira, agosto 11, 2026

Autor: Redação

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veja os preços em dia de Chicago e dólar opostos


O mercado brasileiro de soja teve pouco movimento nesta quarta-feira (28). Os preços ficaram mistos, enquanto a Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) teve forte queda e o dólar subiu.

Parte mais agressiva da indústria pagou acima da paridade de exportação. Houve alguns negócios por necessidade imediata de compra com indicações superiores às cotações de mercado.

Preços da soja no Brasil

  • Passo Fundo (RS): seguiu em R$ 126
  • Região das Missões: permaneceu em R$ 125
  • Porto de Rio Grande: se manteve em R$ 133
  • Cascavel (PR): estabilizou em R$ 129
  • Porto de Paranaguá (PR): ficou em R$ 134
  • Rondonópolis (MT): recuou de R$ 128 para R$ 127
  • Dourados (MS): diminuiu de R$ 123 para R$ 122
  • Rio Verde (GO): não variou: R$ 128

Bolsa de Chicago

cotação preço soja queda Chicagocotação preço soja queda Chicago
Foto: Reprodução

Os contratos futuros da soja negociados em Chicago fecharam a quarta-feira em baixa. O retorno das chuvas no Meio Oeste dos Estados Unidos e o desempenho negativo de outros mercados pressionaram as cotações.

A apreensão com o clima seco se dissipou em algumas regiões do cinturão produtor norte-americano com as recentes chuvas. Com isso, vai se consolidando uma safra cheia nos Estados Unidos, fato que vem pressionando fundamentalmente o mercado.

Completando o cenário negativo, o petróleo recua consistentemente em Nova York e o dólar sobre frente a outras moedas, condições que afastam os investidores das commodities.

Contratos futuros da soja

Os contratos da soja em grão com entrega em novembro fecharam com baixa de 9,50 centavos de dólar, ou 0,96%, a US$ 9,77 por bushel. A posição janeiro teve cotação de US$ 9,94 1/2 por bushel, com perda de 9,00 centavos ou 0,89%.

Nos subprodutos, a posição dezembro do farelo fechou com baixa de US$ 3,90 ou 1,24% a US$ 308,30 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro fecharam a 40,72 centavos de dólar, com alta de 0,30 centavo ou 0,74%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 0,96%, sendo negociado a R$ 5,5559 para venda e a R$ 5,5538 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,5114 e a máxima de R$ 5,5644.



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Fiscalização apreende 33 toneladas de adubo com nota fiscal irregular


A Secretaria de Estado da Fazenda (Sefa) do Pará apreendeu 33 toneladas de adubo com nota fiscal irregular nesta quarta-feira (28), em uma ação realizada pela Unidade de Controle de Mercadorias em Trânsito do Itinga, em Dom Eliseu, nordeste paraense.

Durante a operação, fiscais identificaram que um caminhão transportava 33 toneladas de adubo com origem em Araguaína (TO) com destino a Xinguara (PA).

A rota apresentada pelo motorista, passando pelo trevo de Dom Eliseu, Rondon do Pará e Marabá, levantou suspeitas. Segundo o coordenador da unidade Sefa no ItingaGustavo Bozola, esse não seria um trajeto lógico.

Valor da carga de adubo

adubo apreendidoadubo apreendido

Para confirmar a suspeita, uma viatura da Sefa seguiu o caminhão até o pátio da Polícia Rodoviária Federal (PRF) em Dom Eliseu.

O veículo foi liberado às 17h40 e, por volta das 18h14, foi abordado no sentido Paragominas, confirmando a quebra de trânsito. Isso ocorre quando a nota fiscal indica um destino, mas a mercadoria segue para outro.

O caminhão foi escoltado de volta ao posto fiscal para conferência. Foram encontrados 1.100 sacos de adubo, totalizando 33 toneladas, com valor estimado de R$ 100.873,43.

Dois Termos de Apreensão e Depósito (TADs) foram emitidos, totalizando R$ 20.726,68 em ICMS e multas, valor que foi recolhido antes da liberação da carga.



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Situação de emergência por incêndio florestal cresceu 354% em agosto



O número de municípios que decretaram situação de emergência por incêndios florestais em agosto cresceu 354% em relação ao mesmo mês do ano de 2023, aponta levantamento divulgado pela Confederação Nacional dos Municípios.

Somente neste mês, 118 gestores municipais registraram a condição no Sistema Integrado de Informações sobre Desastres, do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional.

Este ano, até o dia 26 de agosto, 167 municípios declararam situação de emergência. No mesmo período de 2023 apenas 57 enfrentavam o problema.

De acordo com o levantamento, 4,4 milhões de pessoas já foram afetadas pelos incêndios florestais este ano, sendo que a maioria, 4 milhões, foram alcançados pelos efeitos, como poluição do ar e perda da biodiversidade.

Estados afetados pelos incêndios

O maior número de decretos foi registrado em São Paulo, por 51 municípios, seguido por outros 11 estados:

  • Mato Grosso do Sul: 35 registros;
  • Espírito Santo e Rondônia: dois municípios;
  • Amazonas, Bahia, Minas Gerais, Mato Grosso, Rio de Janeiro e Santa Catarina: apenas um município cada.

Até o momento, o sistema aponta que já foram reconhecidos pelo governo federal a situação de emergência por incêndio florestal em 12 municípios em Mato Grosso do Sul. Os demais processos ainda estão em andamento para que os gestores possam ter acesso aos recursos públicos federais para medidas emergenciais.

A instituição estima um prejuízo de R$ 10 milhões em assistência médica emergencial para a saúde pública, que ainda pode crescer com impactos causados pela exposição da população à fumaça.



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AgroNewsPolítica & Agro

Brasil e Coreia do Sul intensificam parcerias no setor agropecuário


Missão do Mapa fortalece relações comerciais com a Coreia do Sul




Foto: Divulgação

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) deu um passo importante para expandir as exportações do agronegócio brasileiro ao intensificar negociações com a Coreia do Sul. Durante uma missão realizada na última semana em Seul, o secretário de Comércio e Relações Internacionais, Roberto Perosa, acompanhado pelo adido agrícola Ricardo Zanatta, participou de reuniões estratégicas para fortalecer as relações bilaterais e discutir o acesso de produtos agropecuários brasileiros ao mercado sul-coreano, conforme o informado pelo Mapa.

Segundo o Mapa, em um dos principais encontros, Perosa e a embaixadora do Brasil em Seul, Márcia Donner Abreu, se reuniram com o ministro adjunto de Coordenação e Planejamento do Ministério da Agricultura, Alimentação e Assuntos Rurais (MAFRA) da Coreia do Sul, Kang Hyoung-Seok. As discussões incluíram a finalização do processo de regionalização para a Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP), a abertura do mercado sul-coreano para a carne bovina brasileira, e a expansão da área autorizada para exportação de carne suína dos estados do Rio Grande do Sul e Paraná.

Além disso, representantes do Mapa se encontraram com a comissária da Agência de Quarentena Animal e Vegetal (APQA), Kim Jung-hee, para avançar nas tratativas relacionadas à carne bovina e suína, e discutir o potencial de exportação de uvas de mesa brasileiras para a Coreia do Sul. A possibilidade de acesso dos morangos coreanos ao mercado brasileiro também foi abordada, sinalizando o interesse em diversificar as trocas comerciais entre os dois países.

Outro destaque da missão foi a reunião com Choi Ji-young, ministro adjunto de Assuntos Internacionais do Ministério de Economia e Finanças (MOEF), onde foram debatidos temas como a contribuição da produção agropecuária brasileira para a segurança alimentar na Coreia do Sul e o controle da inflação, além de potenciais investimentos coreanos no projeto de recuperação de pastagens degradadas no Brasil, de acordo com as informações do Mapa.

“Esta missão fortaleceu ainda mais os laços comerciais e a cooperação entre Brasil e Coreia do Sul. As discussões abriram novas possibilidades para o agro brasileiro, especialmente em um mercado tão estratégico como o coreano. Estamos confiantes de que essas negociações resultarão em importantes avanços para nossos produtores e para a economia brasileira”, afirmou o secretário Roberto Perosa.





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Gabriel Galípolo é indicado por Lula para presidir o Banco Central



O economista Gabriel Galípolo é o indicado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para a presidência do Banco Central. O anúncio foi feito nesta quarta-feira (28) pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, no Palácio do Planalto.

“O presidente da República me incumbiu de fazer um comunicado aqui, de que hoje ele está encaminhando ao Senado Federal, ao presidente [Rodrigo] Pacheco e ao senador Vanderlan, presidente da CAE [Comissão de Assuntos Econômicos], o indicado dele para a presidência do Banco Central, que vem a ser o Gabriel Galípolo, que hoje ocupa a diretoria de Política Monetária do banco”, revelou o ministro.

Mandato de quatro anos

Para assumir o cargo, Galípolo ainda precisará ter o nome aprovado pelo Senado Federal, que realizará uma sabatina com o indicado, para um mandato de quatro anos à frente do BC. Se aprovado, ele substituirá Roberto Campos Neto, cujo mandato se encerra no dia 31 de dezembro.

“Na mesma magnitude, é uma honra, um prazer e uma responsabilidade imensa ser indicado à presidência do Banco Central do Brasil pelo ministro Fernando Haddad e pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva”, disse Galípolo ao lado de Haddad após o anúncio da indicação. Ele se recusou a responder perguntas em “respeito ao processo e à institucionalidade”.

Quem é Galípolo

Ex-secretário de Economia e de Transportes do governo de São Paulo, Galípolo trabalhou na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), no Centro Brasileiro de Relações Internacionais e no Banco Fator, instituição que ele fundou.

Em 2023, assumiu o cargo de secretário-executivo do Ministério da Fazenda, até ser indicado e aprovado para a diretoria de Política Monetária do BC, que ele ocupa desde julho do ano passado.



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AgroNewsPolítica & Agro

Entidades debatem perspectivas e potencial do uso de bioinsumos no setor agropecuário do Rio Grande do Sul


Um painel sobre as perspectivas e o potencial do uso de bioinsumos no Rio Grande do Sul reuniu representantes da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi) e da Associação Nacional dos Produtores e Importadores de Inoculantes (ANPII). O evento ocorreu nesta segunda-feira (26/8), no Estande do governo do Estado na 47ª Expointer e abordou o uso dessa tecnologia como meio de aumentar a eficiência e a resiliência do sistema de produção agropecuário. 

Considera-se bioinsumo qualquer produto, processo ou tecnologia de origem biológica, como animal, vegetal ou microbiana, para uso na produção, no armazenamento ou no beneficiamento em sistemas agropecuários, aquáticos e florestais. Esse material é utilizado na agricultura para promover o crescimento das vegetações, aprimorar a saúde do solo e controlar pragas e doenças de modo mais sustentável. 

Um dos bioinsumos disponíveis no mercado é o inoculante biológico. Um exemplo de sucesso na utilização dessa tecnologia na agroindústria é a cultura da soja no Brasil, para a qual foi desenvolvida uma técnica para fixar o nitrogênio do ar nas raízes das plantas por meio de bactérias, conforme explicou o palestrante Luciano Kayser, pesquisador do Departamento de Diagnóstico e Pesquisa Agropecuária (DDPA) da Seapi. 

A inoculação representa um dos pilares de sustentabilidade da produção de soja no país e resulta em benefícios para o produtor, por se tratar de uma prática com um investimento menor, e na minimização de problemas ambientais. 

Durante sua fala, Kayser apresentou um panorama do uso de bioinsumos no Estado e dos desafios enfrentados para disseminar informações sobre a temática no setor agropecuário. “Mais do que trazer novos conhecimentos, o importante é utilizar informações que já temos, que estão consolidadas, porque há muitas práticas corretas que foram abandonadas por produtores”, afirmou o pesquisador. 

Depois da abordagem do cenário do RS, o diretor-executivo da ANPII, Solon Cordeiro de Araújo, explicou como o uso dessa tecnologia cresceu no Brasil. De acordo com Araújo, o país produz em torno de 200 milhões de doses de inoculantes. Na soja, 86% dos agricultores utilizam esse tipo de bioinsumo anualmente.  

Em comparação com o panorama nacional, o Rio Grande do Sul ainda investe pouco no uso dessa tecnologia, chegando a uma marca de cerca de 60%. “É fundamental que a gente comece a mudar essa história de que o gaúcho não usa inoculante. Há um aumento de produtividade com baixíssimo investimento. Tem um arsenal enorme de produtos biológicos para uma grande parte dos problemas que nós temos na agricultura. Precisamos compilar os dados da pesquisa mostrando as vantagens da inoculação e transformar essas informações em uma linguagem de comunicação, para difundir o conhecimento a um público maior”, disse Araújo. 

Ao fim do encontro, mediado pelo pesquisador do DDPA da Seapi, Jackson Brilhante, houve um compartilhamento de experiências entre os palestrantes e o público. 





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AgroNewsPolítica & AgroSafra

Dólar tem forte queda e volta para abaixo dos R$5,50 após fala de Powell


Logotipo Reuters

 

SÃO PAULO (Reuters) – Depois de disparar na véspera quase 2% no Brasil, o dólar despencou outros 2% nesta sexta-feira, para abaixo dos 5,50 reais, acompanhando a queda generalizada da moeda norte-americana no exterior, após o chair do Federal Reserve, Jerome Powell, defender o início dos cortes de juros nos EUA.

O dólar à vista fechou em baixa de 1,97%, cotado a 5,4795 reais. Na semana, porém, a divisa ainda acumulou alta de 0,22%.

Às 17h23, o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento caía 2,14%, a 5,4875 reais na venda.

Bastante aguardada pelos mercados globais, a participação de Powell no simpósio de Jackson Hole reforçou as apostas de que o Federal Reserve de fato começará a cortar juros em setembro.

Powell defendeu pela manhã que “chegou a hora” de o Fed cortar sua taxa de juros, uma vez que os riscos crescentes para o mercado de trabalho não deixam espaço para mais fraqueza e a inflação está a caminho de alcançar a meta de 2%. Na prática, foi um apoio explícito ao afrouxamento da política monetária.

“Os riscos de alta para a inflação diminuíram. E os riscos de queda para o emprego aumentaram”, disse Powell. “Chegou a hora de ajustar a política. A direção a ser seguida é clara, e o momento e o ritmo dos cortes nos juros dependerão dos dados que chegarem, da evolução das perspectivas e do equilíbrio dos riscos.”

Em reação à fala de Powell, investidores foram em busca de ativos de maior risco, como ações e moedas de países emergentes, o que se traduziu na queda global do dólar.

No Brasil, após marcar a cotação máxima de 5,5843 reais (-0,10%) às 9h, na abertura da sessão, o dólar à vista atingiu a mínima de 5,4745 reais (-2,06%) às 16h24.

“As questões locais do Brasil foram praticamente deixadas de lado hoje em função das declarações de Powell, dizendo que chegou a hora de mexer nos juros”, pontuou o diretor da Correparti Corretora, Jefferson Rugik. “Isso tirou um peso do mercado e os investidores foram em busca de ativos de risco.”

Uma taxa de juros mais baixa nos EUA favorece o diferencial de juros para o Brasil, que se torna mais atrativo aos investimentos internacionais.

Além de Powell, o movimento do câmbio no Brasil foi resultado de certa recomposição de posições, conforme Rugik, após a disparada do dólar na véspera.

Internamente, a principal questão ainda é se o Banco Central elevará ou não a taxa básica Selic em setembro, como vem sendo precificado pelo mercado. A probabilidade de alta de 25 pontos-base da Selic em setembro está em 90%, conforme precificação da curva a termo brasileira. Há outros 10% de probabilidade de manutenção da taxa em 10,50% ao ano.

“Se ele (BC) não subir juros na próxima reunião, o real deve se desvalorizar mais e o juro longo deve subir”, pontuou Paulo Gala, economista-chefe do Banco Master, em comentário enviado a clientes. “Se o BC não subir juros, o mercado sobe por conta própria”, acrescentou, em referência aos possíveis efeitos na curva.

Às 17h21, o índice do dólar — que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas — caía 0,78%, a 100,670.

Pela manhã o Banco Central vendeu todos os 12.000 contratos de swap cambial tradicional em leilão para fins de rolagem do vencimento de 1º de outubro de 2024.

(Por Fabrício de Castro)





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Safra de grãos de São Paulo deve ser 22% menor, aponta Faesp


As estimativas para a produção paulista de grãos na safra 2023/24 mostram novo recuo, de acordo com o Acompanhamento da Safra de Grãos, elaborado pelo Departamento Econômico da Faesp.

A produção, anteriormente estimada em 8,99 milhões de toneladas, agora é avaliada em 8,92 milhões de toneladas. Com esse ajuste, a safra prevista se consolida 22,2% ou 2,54 milhões de toneladas menor em comparação a anterior.

Culturas mais afetadas

De modo geral, todas as lavouras de grãos no estado de São Paulo sofreram quebra de produção neste ciclo, exceto arroz, feijão 1ª safra, sorgo e triticale.

O destaque negativo é a soja, com queda expressiva na produção. A previsão atual é de que sejam colhidas 3,65 milhões de toneladas da oleaginosa, uma quebra de 25,6% em comparação com a safra anterior.

Embora a área plantada com grãos no estado tenha se mantido em relação à safra passada, em 2,63 milhões de hectares, os problemas climáticos afetaram severamente o rendimento das lavouras.

Enquanto na campanha anterior a produtividade média atingiu 4.381 kg/ha, na atual estão previstos 3.396 kg/ha, o que representam uma perda de 22,5%.

O levantamento da Faesp ainda aponta que o algodão foi severamente afetado pelas temperaturas elevadas, pela escassez de chuvas e, também, pela pressão de pragas, tendo
resultado em uma colheita 28,3% inferior à de 2022/23.

A produção de amendoim também sofreu forte queda, sendo 24,9% menor que a do ciclo anterior.

Produção nacional de grãos

Close em mãos segurando um punhado de soja
Foto: Roberto Kazuhiko Zito/Embrapa Soja

Em nível nacional, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) reduziu para 298,6 milhões de toneladas a estimativa da produção brasileira.

Trata-se da segunda maior safra do país, embora o novo volume previsto represente uma queda de 6,6% ou 21,2 milhões de toneladas em relação à temporada anterior.



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Veículos do Exército utilizados nas enchentes estão em exposição na Expointer



A ExpoEx 2024, parte da 47ª Expointer em Esteio (RS), está atraindo grande atenção dos visitantes com sua exibição de veículos utilizados em operações de resgate e táticas militares. Localizada ao lado do parque de diversões no Parque Estadual de Exposições Assis Brasil, a mostra apresenta uma impressionante coleção de equipamentos bélicos, incluindo veículos que participaram da Operação Taquari 2 durante as enchentes de maio no Rio Grande do Sul.

Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp!

Entre os destaques da exposição estão carros de combate, veículos anfíbios e drones, todos utilizados para operações de engenharia e salvamento. A exposição também apresenta uma ponte de metal, conhecida como passadeira, utilizada em Candelária (RS) durante as enchentes, além de veículos de grande porte que se transformam em balsas. Os visitantes, como a família Ramos de Eldorado do Sul, aproveitaram para tirar fotos com os tanques e expressaram seu apreço pelo apoio militar em momentos de crise.

Além dos veículos, a ExpoEx oferece uma variedade de atividades interativas para o público, incluindo passeios a cavalo, em botes infláveis, pistas de cordas e muros de escalada. Na barraca de logística militar, os visitantes podem conhecer tecnologias de comunicação, aprender sobre nós e amarrações utilizados em salvamento, e experimentar rações operacionais utilizadas em campanhas militares. Em outras áreas, há demonstrações de sistemas de filtragem de água, montagem de motocicletas antigas e cenários de perícia criminal.

Os carros de transporte e de combate, como o Leopard1, são um dos pontos altos da mostra. Segundo o soldado Farias, do 4º Regimento de Carros de Combate, o Leopard1 é “a linha de frente” em situações de confronto. Outro equipamento que chamou a atenção foi o sistema de mísseis teleguiados, como o RBS 70, que fascinou jovens visitantes como Rafael Oltemare, de 14 anos, interessado em tecnologia militar.

A ExpoEx 2024 está aberta ao público até o próximo domingo, 1º de setembro. Nos dias finais, os visitantes também poderão assistir a apresentações de ordem unida sem comando, demonstrações da banda de música do Exército e performances dos cães de guerra, proporcionando uma experiência educativa e interativa que destaca o papel do Exército Brasileiro na defesa e resgate, além de suas tecnologias e operações militares.



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AgroNewsPolítica & Agro

Bicudo causa grande prejuízo na cana-de-açúcar


“Os danos são tão severos que reduzem o número de canas por metro, sem recuperação”



O Sphenophorus está presente em todas as regiões produtoras de cana do Brasil
O Sphenophorus está presente em todas as regiões produtoras de cana do Brasil – Foto: Canva

O bicudo da cana-de-açúcar (Sphenophorus levis) é a principal praga do setor canavieiro devido à sua difícil gestão, causando perdas de 1,6 toneladas de produtividade para cada 1% de toco atacado. Cerca de 40% dos canaviais brasileiros, ou 3,5 milhões de hectares, são tratados anualmente para controle dessa praga. 

Segundo Maurício Oliveira, gerente de marketing regional da FMC, a praga reduz significativamente a produção, especialmente em São Paulo, onde há uma perda estimada de 10 toneladas por hectare ao ano. A larva do bicudo, que vive nos rizomas da cana, é a principal responsável pelos danos, matando os perfilhos e reduzindo a produtividade.

“Os danos são tão severos que reduzem o número de canas por metro e não há recuperação. Alguns canaviais são reformados no terceiro corte, sendo que a média de cortes pode chegar a 6 cortes. No estado de São Paulo, por exemplo, estima-se que cerca de 10 toneladas por hectare são perdidas, todos os anos. Isso torna cada vez mais importante que o manejo seja adotado em todas as fases da praga e, também, desde a fase de plantio da cana-de-açúcar”, explica Maurício Oliveira, gerente de marketing regional da FMC.

O Sphenophorus está presente em todas as regiões produtoras de cana do Brasil, espalhando-se principalmente pelo transporte de mudas e cana para a indústria. Em áreas com alta infestação, a praga é geralmente detectada quando o nível já é elevado. Para minimizar essa infestação e garantir alta produtividade, é essencial adotar práticas e tecnologias desde a formação do viveiro. A FMC oferece soluções como o inseticida Premio® Star, que possui ação multipragas e dupla ação, controlando o Sphenophorus, a broca-da-cana e a broca-dos-rizomas, garantindo melhor proteção e um período prolongado de controle no canavial.
 





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