segunda-feira, agosto 10, 2026

Autor: Redação

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Chicago registra alta no mercado e aguarda relatório do USDA



Os contratos futuros da soja, negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago, (CBOT) fecharam a quarta-feira em leve alta, recuperando parte das fortes perdas de ontem. O dia foi marcado por uma cobertura de posições vendidas, com investidores buscando um melhor posicionamento antes da divulgação do relatório de setembro do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que será apresentado nesta quinta-feira (12).

O USDA deve elevar suas estimativas para a safra e os estoques finais da soja dos Estados Unidos em 2024/25. Analistas consultados pelas agências internacionais esperam estoques americanos de 578 milhões de bushels para 2024/25, comparado a 343 milhões de bushels para 2023/24. Em agosto, a previsão do USDA era de 560 milhões e 345 milhões, respectivamente.

Produção e oferta e demanda da soja

Para a produção, o mercado espera um número de 4,609 bilhões de bushels para 2024/25. Em agosto, o Departamento apontou uma safra de 4,589 bilhões de bushels.

No quadro de oferta e demanda mundial da soja, a expectativa é de estoques finais de 134,2 milhões de toneladas para 2024/25, ligeiramente abaixo dos 134,3 milhões de toneladas de agosto. Para 2023/24, a expectativa é de 112,1 milhões de toneladas, abaixo dos 112,4 milhões de toneladas indicados no mês passado.

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Soja em grão

Os contratos da soja em grão com entrega em novembro fecharam com alta de 3,25 centavos de dólar, ou 0,32%, a US$ 10,00 1/2 por bushel. A posição janeiro teve cotação de US$ 10,19 por bushel, com ganho de 3,75 centavos ou 0,36%.

Subprodutos

Nos subprodutos, a posição dezembro do farelo fechou com alta de US$ 2,50 ou 0,78%, a US$ 320,00 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro fecharam a 39,30 centavos de dólar, com baixa de 0,33 centavo ou 0,83%.



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Inpasa anuncia investimento de R$ 1,2 bi na instalação de usina de etanol no Oeste da Bahia


A Inpasa Brasil anunciou um investimento de R$ 1,2 bilhões para a instalação de uma usina de etanol no município de Luís Eduardo Magalhães, no Oeste da Bahia, a oitava biorrefinaria da companhia.

Em uma publicação nas redes sociais, a empresa destacou o crescimento e desenvolvimento do município nos últimos anos.

De acordo com a empresa, nova planta de biorrefinaria impactará diretamente na economia do município gerando cerca de 2,5 mil empregos durante a obra e mais de 450 empregos diretos com o início das operações.

Para viabilizar o empreendimento, estarão envolvidos cerca de 200 fornecedores diretos e mais de 10 mil cargas transportadas.

A unidade terá capacidade de processamento anual de 1 milhão de toneladas de grãos e a produção contempla 460 milhões litros/ano de Etanol, 230 mil toneladas/ano de DDGS, 23 mil toneladas/ano de óleo vegetal, 200 Gwh ao ano de energia elétrica.

Incentivos fiscais

Na tarde desta terça-feira (10), governador Jerônimo Rodrigues assinou o decreto que estabelece novos incentivos fiscais para a fabricação do etanol no estado.

Os incentivos fiscais consistem em crédito presumido de 75% do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) apurado nas operações com etanol anidro (puro, que é misturado à gasolina) e hidratado (comercializado nos postos de combustíveis), além dos chamados DDGs (coproduto da indústria de etanol de milho que pode ser usado na alimentação animal) e óleos diversos.

Foto: Mateus Pereira/GOVBA

“O Estado tem atraído empresas que aliam geração de emprego e renda e desenvolvimento sustentável. A alteração da legislação significa mais investimento em energia limpa”, considerou o chefe do executivo estadual.

O decreto, que publicado na edição desta quarta-feira (11), no Diário Oficial do Estado (DOE), também prevê a desoneração de bens do ativo importados e do diferencial de alíquotas em relação a equipamentos adquiridos no país.

De acordo com o secretário da fazenda, Manoel Vitório, “ainda será concedido um crédito presumido médio por litro de álcool anidro para a indústria fabricante, evitando aquisições do produto de outros estados com crédito fiscais superiores, medida que irá favorecer a arrecadação da Bahia”.

Etanol na Bahia

Atualmente, o estado importa cerca de 80% do que consome de etanol. Com a nova medida, a Bahia vai passar a ser autossuficiente e até exportadora do produto.

O diretor-presidente da Empresa Baiana de Ativos S.A (BahiaInveste), Paulo Guimarães, disse que “considerando que o etanol é um dos combustíveis renováveis mais importantes, existem diversos protocolos de intenções para que tenhamos mais fábricas aqui. Já temos uma em Rosário, dois projetos na região do Luís Eduardo Magalhães e outro em Santa Rita de Cássia, todas no Oeste do estado”.

A Inpasa iniciou suas atividades no Paraguai em 2006 com a fabricação de etanol anidro e hidratado, DDGS (Distiller`s Dried Grains with Solubles) e Óleo de Milho.

Atualmente, a empresa possui duas unidades em operação no Paraguai e três no Brasil, com mais duas em construção.


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Relator do combustível do futuro na Câmara retira ‘jabuti’ que custaria R$ 24 bi até 2045


O relator do projeto de lei do combustível do futuro na Câmara, Arnaldo Jardim (Cidadania-SP), retirou do texto um “jabuti” (item sem relação com o conteúdo original da proposta) que havia incluído no Senado com benefícios para a geração de energia solar.

De acordo com cálculo da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), o custo dessa medida seria de R$ 24 bilhões até 2045, embutido nas contas de luz por meio da Conta de Desenvolvimento Econômico (CDE).

O parecer de Jardim foi divulgado na tarde desta quarta-feira (11). Mais cedo, o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, afirmou que o “jabuti” era motivo de “desgosto” para ele e reforçou que o governo trabalharia para retirar esse trecho do projeto.

O combustível do futuro, de autoria da Câmara, foi aprovado no Senado no último dia 4. Como sofreu alterações, voltou para análise dos deputados. Uma das mudanças feitas pelos senadores foi o “jabuti” rejeitado agora por Arnaldo Jardim.

Agenda verde

A medida, incluída pelo Senado de última hora por meio de uma emenda do senador Irajá (PSD-TO), ampliava de 12 para 30 meses o prazo “para que os minigeradores iniciem a injeção de energia, independentemente de qualquer fonte”.

Na prática, a alteração permitiria que mais pessoas com painéis solares recebessem benefícios previstos no marco legal da geração distribuída.

O combustível do futuro faz parte da chamada “agenda verde” abraçada pelo Legislativo com o objetivo de tornar o país mais sustentável do ponto de vista ambiental e ampliar as fontes renováveis de energia.

O texto prevê uma série de iniciativas para fazer com que o Brasil reduza a emissão de carbono e, dessa forma, cumpra metas internacionais, como as que estão previstas no Acordo de Paris.

Aumento da mistura do biodiesel

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Foto: Abiove

O projeto propõe o aumento da mistura do biodiesel ao óleo diesel e eleva o percentual mínimo obrigatório de etanol na gasolina. Também cria os programas nacionais de combustível sustentável de aviação (SAF), diesel verde e biometano, além do marco legal de captura e estocagem geológica de dióxido de carbono.

A proposta inclui ainda a integração entre as políticas públicas RenovaBio, o Programa Mover e o Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular (PBEV).

No Senado, o relator, Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB), manteve os principais pontos da versão aprovada na Câmara. Após um embate entre o setor de petróleo e o agronegócio, ele não incluiu na proposta o diesel verde R5, fabricado pela Petrobras, e manteve o mandato de até 10% de biometano ao gás natural.

Veneziano manteve também a centralização das análises de prováveis incrementos das misturas dos biocombustíveis aos combustíveis fósseis sob o Conselho Nacional de Política Energética (CNPE). De acordo com a lei, a mistura de biodiesel ao óleo diesel deverá alcançar 20% até 2030 e poderá atingir 25% a partir de 2031, em porcentuais a serem definidos pelo CNPE. O novo marco legal amplia ainda a adição de etanol à gasolina tipo C, de 27% para 35%.

Combustível verde

O CNPE deverá considerar os custos ao preço final dos produtos ao consumidor e os benefícios para adição dos biocombustíveis aos combustíveis fósseis, além da disponibilidade de oferta de cada biocombustível, hoje obrigatoriamente em 27% de etanol na gasolina e de 14% do biodiesel ao óleo diesel.

O CNPE também será responsável por definir anualmente qual será a participação mínima obrigatória de diesel verde ao óleo diesel ou HVO (fabricado a partir de óleos vegetais) de forma agregada em todo o território nacional, com porcentual máximo obrigatório de 3%.

O projeto de lei prevê ainda a criação de um programa com metas anuais de redução de emissões de gases de efeito estufa no mercado de gás natural a partir do biometano, a serem definidas pelo CNPE, com adição de 1% de biometano ao gás natural a partir de janeiro de 2026 a um teto de até 10%. As metas serão facultativas ao volume de biometano disponível no mercado nacional.

Para o SAF, o senador estabeleceu metas porcentuais de 2027 a 2037 para os operadores aéreos reduzirem as emissões de gases relacionados ao efeito estufa em suas operações domésticas, podendo ser passível de alteração pelo CNPE por motivo justificado de interesse público.



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Livro sobre Cerrado aborda sustentabilidade do agro e inovação no bioma


Na manhã desta quarta-feira (11), data em que também se comemora o Dia do Cerrado, o livro, “Cerrado: sustentabilidade agronegócio e inovação”, foi lançando na presença representes de instituições do agro e convidados, em Barreiras no Oeste da Bahia.

O livro foi idealizado pelo Instituto JCO e a organizadora Alessandra Chaves Cotrim. De acordo com os idealizadores e organizadores a obra busca contribuir com diferentes informações e temas atuais sobre o Cerrado.

Além disso, traz uma abordagem teórica e a experiência prática de 37 diferentes pesquisadores em 15 capítulos sobre diversos temas, aspectos e olhares, visando colaborar com ampliação do conhecimento do leitor.

O prefácio do livro deixa claro que o bioma Cerrado é diverso por diferentes aspectos, por isso, os autores procuraram abordar nos capítulos as perspectivas relacionadas à história, ocupação, conservação, biodiversidade, fenologia de plantas nativas, manejo de conservação dos solos, formação geológica, recursos hídricos e legislação. 

De acordo com Alessandra Chaves, organizadora do livro, “ele demonstra não só a importância biológica e do serviço que, nesse tempo, o Cerrado tem de reconstruir como biodiversidade, mas também a importância da adoção de boas práticas para a manutenção do Cerrado e traz também a importância do agronegócio hoje, de uma agricultura sustentável para a sustentabilidade do bioma a longo prazo”.

Instituto JCO lança livro sobre Cerrado. José Cláudio Oliveira e Alessandra ChavesInstituto JCO lança livro sobre Cerrado. José Cláudio Oliveira e Alessandra Chaves
José Claudio de Oliveira e Alessandra Chaves durante lançamento do livro | Foto: Maiara Luz

Para José Claudio de Oliveira, engenheiro agrônomo e sócio proprietário da empresa JCO Bioprodutos e idealizador da obra, acredita que o livro pode se tornar uma fonte para consulta de informações.

“Acho que vai ser um livro de consulta, que vai ser ensinado até nas universidades. E é o objetivo do Instituto de JCO, divulgar conhecimento principalmente na área biológica. Nós pretendemos todo ano lançar um. O próximo vai ser sobre manejo ecológico do Cerrado, que vai ser específico para a agricultura, uma visão mais específica. E assim nós vamos divulgando o conhecimento”, disse.


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Governo federal prorroga prazo para produtores do RS pedirem descontos em dívidas



O governo federal estendeu para 30 de setembro o prazo para que os produtores rurais do Rio Grande do Sul solicitem descontos nas dívidas de crédito rural.

O prazo original terminava na terça-feira (10). A prorrogação oferece mais tempo para que os produtores, afetados pelas fortes chuvas deste ano, reúnam a documentação necessária e enviem os pedidos às instituições financeiras responsáveis pelos créditos.

Os bancos terão até 3 de outubro para encaminhar as solicitações aos Conselhos Municipais de Desenvolvimento Rural Sustentável (CMDRS), responsáveis por validar as perdas.

Os produtores serão informados sobre a validação até 24 de outubro e terão até 30 de outubro para renegociar ou liquidar as dívidas.

Para perdas superiores a 60%, as solicitações serão analisadas pela Comissão Especial de Análise de Operações de Crédito Rural do Rio Grande do Sul, que deverá publicar os resultados até 20 de novembro. A liquidação ou renegociação nesses casos deve ocorrer até 27 de novembro.

Operações cobertas por seguro rural, como o Proagro, estão excluídas do benefício. As instituições financeiras têm até 3 de outubro para comunicar aos produtores os pedidos negados.



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AgroNewsPolítica & Agro

bioma é o segundo mais ameaçado no país


O segundo maior bioma brasileiro também ocupa essa posição (segundo) quando o assunto é ameaça à biodiversidade e aos serviços ecossistemáticos. De acordo com estudo realizado pela Mapbiomas, o Cerrado perdeu 27% de sua vegetação nativa nos últimos 39 anos, o que representa 38 milhões de hectares.

Em toda a cobertura natural do país que sofreu transformação no uso do solo, o bioma, proporcionalmente, só foi menos afetado que o Pampa, que perdeu 28% de vegetação nativa ao longo desses anos.

Também conhecido como savana brasileira, o Cerrado ocupa 25% do território nacional, em 11 estados que se estendem do Nordeste à maior parte do Centro-Oeste, e mantém áreas de transição com praticamente todos os biomas, exceto os Pampas. Pelas características adquiridas no contato com mais quatro ecossistemas (Amazônia, Pantanal, Mata Atlântica e Caatinga), é considerada a savana mais biodiversa do planeta.

Ao longo desse período, o bioma teve 88 milhões de hectares atingidos pelo fogo, o que causou a perda de 9,5 milhões de hectares. Embora seja mais resiliente aos incêndios, pesquisadores apontam que as mudanças climáticas associadas ao uso indiscriminado do fogo têm ameaçado a integridade de sua cobertura natural. “É essencial implementar políticas públicas que promovam a conscientização, reforcem sistemas de monitoramento e apliquem leis rigorosamente contra queimadas ilegais”, reforça a pesquisadora do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam), Vera Arruda.

Junto com a cobertura natural do solo, a perda do Cerrado significa perder também a sua enorme capacidade de reter gás carbônico na biomassa de suas longas raízes, de recarregar a água subterrânea e de manter o ciclo hídrico que equilibra o planeta. “Temos observado que as áreas úmidas no Cerrado estão secando. Além disso, a expansão da agricultura sobre essas áreas vêm ocorrendo em algumas regiões no bioma, o que pode afetar o abastecimento hídrico e resultar em escassez de água para a população e para a agricultura, aumentando também a vulnerabilidade a desastres climáticos e à perda de biodiversidade”, alerta Joaquim Raposo, pesquisador do Ipam.

Para se ter uma ideia, de toda a área perdida ao longo dos 39 anos estudados, 500 mil hectares foram de áreas úmidas substituídas principalmente por pastagem. São áreas naturais consideradas fundamentais na manutenção dos recursos hídricos, presentes em 6 milhões de hectares do bioma onde nascem oito das 12 bacias hidrográficas brasileiras.

Neste 11 de setembro, em que é celebrado o Dia do Cerrado, organizações da sociedade civil como os institutos Cerrados, Sociedade População e Natureza, Ipam e WWF Brasil lançaram uma campanha de sensibilização sobre a relevância do bioma e os desafios a serem enfrentados para a sua preservação.

Chamada Cerrado, Coração das Águas, a campanha foi lançada em um site que reúne informações relevantes sobre o bioma, suas características, biodiversidade, povos, turismo e caminhos para a preservação, além de reunir boas histórias dessa “floresta invertida”.





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Fogo consumiu 88 milhões de hectares de Cerrado entre 1985 e 2023



O fogo queimou 88 milhões de hectares de Cerrado brasileiro entre 1985 e 2023, uma média de 9,5 milhões de hectares todos os anos.

O número supera as queimadas na Amazônia, com 7,1 milhões de hectares por ano, em média, apontou nesta quarta-feira (11), o Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam), que coordena o mapeamento do bioma na Rede MapBiomas.

O estudo informa também que a área queimada equivale a 43% de toda a extensão do Cerrado brasileiro e supera o território do Chile e Turquia.

Redução do Cerrado

O desmatamento do Cerrado apresenta, além disso, números grandiosos no relatório do MapBiomas, alcançando, entre 1985 e 2023, 38 milhões de hectares, ou redução de 27% na vegetação original do bioma, que, hoje, tem quase metade da sua área alterada por atividades humanas.

“Atualmente, 26 milhões de hectares do Cerrado estão ocupados pela agricultura, dos quais 75% são destinados ao cultivo de soja”, aponta o estudo.

O bioma abriga quase metade da área cultivada com o grão no Brasil, somando 19 milhões de hectares. O MapBiomas informa que a outra metade da vegetação que permanece em pé corresponde a 101 milhões de hectares e representa 8% de toda a vegetação nativa do Brasil, “garantindo o posto do Cerrado como savana mais biodiversa do mundo”.

Desse remanescente, 48% estão nos estados da região Matopiba (Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia), que viu sua área de agricultura aumentar 24 vezes desde 1985. A região também concentra 41% do desmatamento registrado no bioma nos últimos 39 anos.

Impactos ao clima

Para o pesquisador Dhemerson Conciani, do Ipam, é necessário, diante deste cenário, efetivar “políticas públicas e mecanismos financeiros que incentivem a conservação do Cerrado”, diz ele, na nota.

“Seguir com o desmatamento nesse ritmo trará consequências ainda mais graves para a regulação do clima e para os setores econômicos, principalmente o agronegócio, que depende do clima e dos recursos hídricos no Cerrado.”

Por outro lado, 14,7% estão em áreas protegidas e públicas de uso coletivo, como unidades de conservação, terras indígenas e territórios quilombolas, que mantêm mais de 93% da sua vegetação nativa preservada.

Apesar da preservação, o desmatamento em terras indígenas no bioma, por exemplo, aumentou 188% em 2023, comportamento oposto ao observado no restante do país, que registrou uma redução de 27% da área desmatada.

Sobre os incêndios no bioma, de acordo com dados do Monitor do Fogo, entre janeiro e agosto de 2024, o bioma já teve 4 milhões de hectares afetados por queimadas. Deste total, 79% (ou 3,2 milhões de hectares) ocorreram em áreas de vegetação nativa.

Esse valor representa um aumento de 85% em relação a igual período do ano passado, quando 2,2 milhões de hectares foram queimados. O mês de agosto de 2024 registrou a maior área queimada desde 2019, com mais de 2,4 milhões de hectares afetados no Cerrado, superando os valores observados no mesmo período nos anos anteriores.



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Lula diz que governo vai recuperar empresas para Brasil ser autossuficiente em fertilizantes



O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, disse que o governo tomou a decisão de recuperar algumas empresas para que o país se torne “autossuficiente na questão de fertilizantes”.

“Com a guerra da Rússia e da Ucrânia, estamos convencidos de que o Brasil precisa ser autossuficiente em tudo que precisa para fazer a terra ser mais produtiva”, declarou.

Em entrevista à Rádio Norte FM nesta quarta-feira (11), o presidente disse não conhecer a reserva de potássio no Amazonas, mas que, se for fácil de explorar e não tiver impactos ambientais negativos, será feito.

“Não conheço a reserva de potássio no Amazonas, mas se tiver e for fácil de explorar sem causar impacto à sociedade, será explorada. Se demandar impacto na Amazônia, aí vai ser mais difícil, temos de analisar se não há possibilidade de encontrar em outros lugares sem impacto negativo na Amazônia”, declarou Lula.



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AgroNewsPolítica & Agro

França envia trigo para moagem para os EUA


A UE exportou 474 mil toneladas de trigo mole para os EUA em 2023-24



Esse cenário, combinado com problemas de produção, fez com que os usuários finais dependessem cada vez mais de fornecedores estrangeiros
Esse cenário, combinado com problemas de produção, fez com que os usuários finais dependessem cada vez mais de fornecedores estrangeiros – Foto: Divulgação

Quase 27 mil toneladas de trigo francês foram enviadas para os Estados Unidos no final de agosto, com destino a Albany, Nova York, onde a Ardent Mills opera um moinho de farinha. A informação foi divulgada pela Bloomberg, com base em dados do Porto de Rouen. A área plantada de trigo nos EUA tem diminuído nas últimas décadas, já que os agricultores preferem o milho e a soja, culturas mais lucrativas. 

Esse cenário, combinado com problemas de produção, fez com que os usuários finais dependessem cada vez mais de fornecedores estrangeiros. Em 2023-24, as importações de trigo dos EUA atingiram o maior nível em seis anos, em meio à redução da produção causada pela seca, segundo o Serviço Agrícola Estrangeiro (FAS) do Departamento de Agricultura dos EUA. Uma pequena parcela das 3,76 milhões de toneladas importadas veio da União Europeia.

A UE exportou 474 mil toneladas de trigo mole para os EUA em 2023-24, o maior volume em mais de 20 anos, de acordo com dados da Comissão Europeia, citados pela Bloomberg. Desde o início do ano comercial, em 1º de julho, pelo menos 53 mil toneladas de trigo europeu foram enviadas para os EUA. A França, principal produtora de trigo da UE, realizou o embarque para Nova York, apesar de enfrentar sua menor colheita em 40 anos, devido ao clima extremamente úmido. Com seus mercados tradicionais na África e Europa trocando o trigo francês pelo mais barato da Rússia e Ucrânia, o país está em busca de novos destinos para exportação.

Embora os EUA normalmente produzam trigo suficiente para atender à demanda interna, fatores como altos custos de transporte ferroviário e preços mais competitivos de fornecedores estrangeiros aumentaram as importações. No entanto, o FAS projeta que, com a maior safra dos últimos oito anos esperada para 2024-25, as importações de trigo dos EUA cairão 24%, atingindo 2,85 milhões de toneladas.
 





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A importância da soja para o Maranhão, palco da Abertura Nacional do Plantio da Soja  


O Maranhão é o segundo maior produtor da soja do Nordeste, conforme dados do Instituto Maranhense de Estudos Socioeconômicos e Cartográficos. No estado, o grão é considerado a principal commodity cultivada. Não é por acaso que a região de Açailândia (MA) receberá a Abertura Nacional do Plantio da Soja 24/25, marcada pelo enfileiramento das plantadeiras no campo, iniciando a semeadura.

De acordo com o presidente da Aprosoja-MA, José Carlos Oliveira de Paula, a soja tem um impacto econômico e social importante para o estado, sendo responsável pela geração de empregos ao longo da cadeia produtiva de soja e grãos, além de agregar valor em diversas regiões.

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Principais municípios

plantio da soja segue lento no oeste da Bahia, aponta Aibaplantio da soja segue lento no oeste da Bahia, aponta Aiba
Foto: Jefferson Aleffe/Marca Comunicação

Os principais municípios produtores da soja no Maranhão são Balsas, Tasso Fragoso, Carolina, Riachão, Sambaíba, Alto Parnaíba, Fortaleza dos Nogueiras, Loreto, Açailândia, Brejo, Chapadinha, Caxias e Grajaú.

“Muitos municípios ao redor dessas regiões também têm se destacado, mas Balsas já se consolidou como o principal centro do agronegócio no estado. Grandes empresas fornecedoras e compradoras de insumos e maquinários estão instaladas na região, facilitando a comercialização dos grãos”, comenta de o presidente.

Além disso, instituições de pesquisa, como a Embrapa, oferecem suporte tecnológico e orientação aos produtores, ajudando a expandir a produção para outras áreas, com novas empresas interessadas em investir.

E a falta de chuva?

folhas soja água chuva - frente friafolhas soja água chuva - frente fria
Foto: Pedro Silvestre

Diante da irregularidade nas chuvas, os produtores que iniciam o plantio de soja em outubro enfrentam desafios que podem afetar diretamente a produtividade. A dependência climática torna o início da safra arriscado, especialmente nas microrregiões do Maranhão, onde o plantio se estende de outubro a janeiro.

José Carlos comenta que a variabilidade nas precipitações pode comprometer o desenvolvimento das plantas, impactando o rendimento. A diversificação do ciclo agrícola também exige um planejamento rigoroso para garantir o sucesso da segunda safra.

O vazio sanitário nas primeiras regiões do Maranhão, período em que há a suspensão da plantação da soja, termina em 30 de setembro.

Comercialização

A comercialização da soja também é um grande desafio, já que os produtores frequentemente enfrentam dificuldades para negociar preços justos. A escolha do momento certo para vender é crucial para evitar perdas financeiras, o que pode afetar a capacidade de cobrir os custos de produção.




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