segunda-feira, agosto 10, 2026

Autor: Redação

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produtores afetados por incêndios poderão captar recursos do Renovagro



Produtores rurais afetados pelos incêndios dos últimos dias poderão captar recursos para a recuperação de áreas degradadas de pastagens e lavouras, por meio do Renovagro. A informação é do ministro da Agricultura e Pecuária (Mapa), Carlos Fávaro.

Conforme Fávaro, com exclusividade ao Canal Rural, o presidente Luís Inácio Lula da Silva solicitou à pasta medidas que pudessem ajudar os produtores a reconstruírem suas áreas.

“[É] um acalento a esses produtores que estão sofrendo por todo o Brasil com esses incêndios, muitos deles criminosos, mas que estão destruindo solos, equipamentos”.

Os recursos para a recuperação do solo diante de incêndios serão oriundos do Renovagro, programa que faz parte do Plano Safra, e que já vem sendo utilizado para a recuperação de pastagens de áreas degradadas. A linha permite que o produtor capte até R$ 5 milhões por ano.

“Nós vamos autorizar a partir de agora o acesso desses produtores a essa linha de crédito com dois anos de carência, dez anos para pagar com taxa de juros de 7% ao ano, para que eles possam refazer esse solo e voltar a produzir”.

Como funcionará

O secretário de Políticas Agrícolas, Guilherme Campos, explica que os recursos serão destinados não somente para a recuperação de canaviais, mas também para áreas frutíferas, de pastagens, café e até mesmo seringueiras.

Para ter acesso aos recursos, os produtores afetados pelos incêndios precisarão apresentar imagens da área afetada pelo fogo, salienta Campos. Além disso, são necessárias imagens de satélite do antes e depois do local e um termo circunstanciado, ao qual o produtor tira de si a responsabilidade de ser incriminado por um crime ambiental.

O que o produtor poderá financiar

O secretário-adjunto de Políticas Agrícolas, Wilson Vaz, destaca que a rapidez na aprovação da linha de crédito para os produtores afetados pelos incêndios se deu por já haver dentro do Plano Safra uma linha com o foco na recuperação de áreas degradadas. Ele frisa que a linha não reembolsa máquinas.

“Com essa linha do Renovagro, o produtor pode financiar a recuperação de áreas degradadas, seja de pastagem ou lavoura. Lembrando que vem mais recursos para essa área de renovação e recuperação de áreas de pastagens degradadas. Nós não poderíamos deixar o produtor para trás e não garantir que a partir desse recurso ele possa voltar normalmente a produzir e que tenhamos impacto na produção nacional tanto de alimentos quanto de combustíveis”, reforça o secretário de Políticas Agrícolas.

De acordo com o secretário-adjunto de Políticas Agrícolas, Wilson Vaz, dos R$ 7,6 bilhões destinados para o Renovagro, no recém lançado Plano Safra, até o momento apenas R$ 1,2 bilhão foram demandados.



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‘Não precisam apontar o dedo e nos mostrar as diretrizes’, diz Fávaro sobre a União Europeia



“Nós sabemos das nossas responsabilidades com o meio ambiente, com a produção sustentável. Não precisam apontar o dedo e nos mostrar as diretrizes”.

A declaração é do ministro da Agricultura e Pecuária (Mapa), Carlos Fávaro, acerca das crescentes exigências da comunidade europeia quanto à produção de alimentos brasileiros adquiritos pelos países do continente.

Na quarta-feira (11), paralelamente aos debates do Grupo de Trabalho do G20 Agro, durante reunião bilateral com a União Europeia, o Brasil entregou uma carta solicitando a suspensão da Lei Antidesmatamento e a revisão da abordagem punitiva aos produtores que cumprem a legislação vigente.

A partir do final de 2024, de acordo com proposta da União Europeia, os produtores de soja, carne (e couro), madeira, borracha, café, cacau e óleo de palma precisarão comprovar que suas produções cumprem a legislação brasileira e que não são oriundas de áreas com desmatamento, seja ele legal ou ilegal, para continuarem exportando para os países do bloco.

Prazo para a Comunidade Europeia

Nesta quinta-feira, o ministro destacou que o governo brasileiro dará um prazo formal à comunidade europeia (até 1º de outubro) para que ela prorrogue a data aplicação da nova norma ao agro nacional.

“O melhor caminho para a mudança desse paradigma é o diálogo e não a imposição, sempre respeitando a soberania dos países. Caso não fizerem [a prorrogação], nós vamos buscar outros mecanismos para que essa implementação não ocorra de forma unilateral”, salientou Fávaro aos jornalistas na abertura oficial das reuniões ministeriais do G20 Agro, que ocorrem em Mato Grosso.



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23 delegações e autoridades mundiais do agro se reúnem em MT para o G20 Agro



Após dois dias de reuniões técnicas e muito debate, ocorreu na manhã desta quinta-feira (12) o G20 Agro. Estão reunidos em Chapada dos Guimarães, em Mato Grosso, 23 ministros e autoridades ligadas ao agronegócio mundial.

Na pauta do encontro internacional, temas cruciais como a segurança alimentar, a importância da agricultura familiar e a sustentabilidade na produção agrícola.

Nos últimos dois dias foram realizadas discussões com as equipes técnicas e agora os ministros e organismos internacionais convidados vão afinar o documento com a declaração ministerial, que possui a força de um acordo internacional e que necessita da aprovação de todos os países que formam o G20.

Além do ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, anfitrião do G20 Agro, participaram da abertura das reuniões ministeriais o ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Paulo Teixeira, o governador de Mato Grosso, Mauro Mendes (União Brasil/MT), o secretário-executivo do Ministério da Pesca e Aquicultura, Rivetla Edipo Araujo Cruz, e atual Diretor-Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) para a Alimentação e a Agricultura (FAO) é Qu Dongyu, da China.

G20: retomada internacional

Durante a abertura, o ministro Carlos Fávaro destacou que o Brasil sediar o G20 é uma oportunidade e retomada do seu protagonismo nas relações internacionais.

“Um mundo melhor se dá com certeza também através do combate à fome. Este é um mundo melhor, dentre outras melhorias que devem ser proporcionadas. E um planeta mais sustentável tem tudo a ver com a agropecuária, que sofre com as mudanças climáticas, que sofre junto com toda a população”.

O ministro pontuou ainda que a realização do G20 Agro em Mato Grosso, centro da produção brasileira, “é uma oportunidade de apresentarmos ao mundo, aos líderes mundiais, um documento que já está estruturado e será fechado até amanhã com as declarações dos próximos passos da agropecuária mundial. Uma agropecuária inclusiva”.

O secretário-executivo do Ministério da Pesca e Aquicultura, Rivetla Edipo Araujo Cruz, ressaltou que “o mundo passa por um período de enfrentamento de ameaças cada vez mais crescentes desde a poluição por plásticos até os reflexos das mudanças climáticas” e que “estes desafios atuais emergentes impactam diretamente a pesca e a aquicultura”.

Mudanças climáticas ocorrem no mundo todo

A situação vivida por Mato Grosso, bem como todo o Brasil, quanto às queimadas, na avaliação do governador do estado, Mauro Mendes, não deve prejudicar os debates que ocorrem no G20 Agro, bem como as relações comerciais, uma vez que a situação também é observada em diversos países, como os Estados Unidos.

“É uma realidade em que todos nós estamos convivendo e vendo as consequências [das mudanças climáticas]. Temos que encontrar rapidamente alternativas, encontrar novas formas de nos relacionarmos com o meio ambiente, de produzir de forma mais sustentável e com isso garantir a tranquilidade mundial com a produção de alimentos”.

Ao final da programação da manhã, os países que compõem o G20 realizaram o plantio simbólico de árvores frutíferas brasileiras no resort em Chapada dos Guimarães onde o evento é realizado.



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AgroNewsPolítica & AgroSafra

Ibovespa fecha em alta com declaração de Powell de que chegou a hora de…


Logotipo Reuters

Por Paula Arend Laier

SÃO PAULO (Reuters) – O Ibovespa fechou em alta nesta sexta-feira, com o chair do Federal Reserve, Jerome Powell, sinalizando que o banco central dos Estados Unidos está pronto para cortar os juros da maior economia do mundo.

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa avançou 0,32%, a 135.608,47 pontos, tendo marcado 135.174,18 pontos na mínima e 136.477,53 pontos na máxima do dia.

O volume financeiro somou 20,93 bilhões de reais, abaixo da média diária do mês de 28 bilhões de reais.

Na semana, marcada pela renovação de topos históricos, o Ibovespa acumulou valorização de 1,24%, ampliando o ganho em agosto para 6,23%.

O rali recente na bolsa paulista tem como suporte o fluxo de capital externo, com uma entrada líquida de 7 bilhões de reais em agosto até o dia 21, estimulada principalmente pelo aumento das apostas na redução dos juros norte-americanos.

Nesta sexta-feira, Powell possivelmente eliminou qualquer dúvida que ainda pudesse pairar nas mesas de negociações ao afirmar que “chegou a hora de ajustar a política (monetária)” norte-americana.

“A direção a ser seguida é clara, e o momento e o ritmo dos cortes nos juros dependerão dos dados que chegarem, da evolução das perspectivas e do equilíbrio dos riscos”, afirmou no tradicional simpósio de Jackson Hole.

Falando sobre as duas metas que o Fed é encarregado pelo Congresso de atingir, Powell disse que sua “confiança cresceu de que a inflação está em um caminho sustentável de volta para 2%”, enquanto o desemprego está aumentando.

Na visão do economista Francisco Nobre, da XP, as apostas já sinalizavam que o Fed começaria o ciclo de flexibilização monetária na reunião de setembro, mas sem consenso se iniciando com um corte de 0,25 ou de 0,50 ponto percentual.

“Nesse sentido, o discurso dele (de Powell) deixou essas duas possibilidades bastante em aberto”, avaliou.

Para Nobre, dada a ênfase de Powell de que o Fed não vai tolerar um enfraquecimento adicional do mercado de trabalho, o próximo relatório de emprego, previsto para 6 de setembro, pode ser decisivo para consolidar as apostas sobre o ritmo do corte.

O Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc) do Fed se reunirá nos dias 17 e 18 de setembro para decidir sobre os juros, atualmente na faixa de 5,25% a 5,50%, com a decisão sendo conhecida no segundo dia do encontro.

Em Wall Street, o S&P 500, uma das referências do mercado acionário norte-americano, fechou em alta de 1,15%, enquanto o rendimento do título de 10 anos Tesouro dos EUA marcava 3,799% no final da tarde, de 3,862% na véspera.

DESTAQUES

– LOJAS RENNER ON saltou 7,32%, embalada pelo alívio na curva de DI na esteira das perpsectivas sobre o Fed, que beneficiou o setor de consumo com um todo, com o índice do segmento na B3 subindo 1,26%.

– COGNA ON avançou 7,52%, buscando apoio no clima positivo do mercado para alguma recuperação, uma vez que até a véspera acumulava um declínio de 12,5% em agosto. No setor de educação, YDUQS ON valorizou-se 6,51%.

– EZTEC ON fechou em alta de 6,93%, em sessão positiva para construtoras de modo geral dado o movimento nos juros futuros, com o índice do setor imobiliário na B3, que inclui empresas de shopping centers, avançando 3,39%.

– BRADESCO PN subiu 0,9%, com analistas do JPMorgan reiterando “overweight” para as ações e estabelecendo um preço-alvo de 20 reais para os papéis ao final de 2025, de 18 reais ao final de 2024.

– ITAÚ UNIBANCO PN encerrou com decréscimo de 0,76%, enquanto BANCO DO BRASIL ON terminou com elevação de 0,75% e SANTANDER BRASIL UNIT avançou 1,03%.

– JBS ON recuou 3,81%, em dia de correção após o rali recente dos papéis na sequência da divulgação do balanço do segundo trimestre. No setor, BRF ON cedeu 2,02% e MARFRIG ON perdeu 0,61%. MINERVA ON subiu 2,58%.

– VALE ON fechou em baixa de 1,68%, acompanhando o movimento dos futuros do minério de ferro na China, onde o contrato mais negociado em Dalian fechou as negociações diurnas em queda de 2,24%, a 719,5 iuanes (100,81 dólares) a tonelada.

– PETROBRAS PN caiu 0,62%, apesar do desempenho robusto dos preços do petróleo no exterior, onde o barril de Brent encerrou o dia negociado em alta de 2,33%.





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Projeções da soja para 2024


Nesta quinta-feira (12), a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (ABIOVE) atualizou suas estatísticas mensais sobre o complexo brasileiro da soja até julho de 2024.

A produção da soja em grão sofreu uma leve redução de 200 mil toneladas em relação à projeção anterior, devido à reavaliação da produtividade com base nas informações fornecidas pelas associadas da entidade.

Agora, a expectativa é de que o volume alcance 153 milhões de toneladas, com um esmagamento estimado em 54,5 milhões de toneladas. Já a produção de farelo permanece estimada em 41,7 milhões de toneladas e a de óleo em 11 milhões de toneladas.

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Processamento mensal

AEB, soja
Foto: Wenderson Araujo-Trilux/CNA

O processamento da soja em julho foi de 4,3 milhões de toneladas, o que representa um aumento de 2,5% em relação a junho de 2024. No entanto, houve uma queda de 5% em comparação com julho de 2023, ajustada pelo percentual amostral de 90,6%. No acumulado do ano, a queda foi de 0,5% em relação a 2023, também considerando o ajuste do percentual amostral.

Comércio exterior

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Imagem: Guilherme Soares/Canal Rural BA

Os volumes de exportação foram mantidos em 97,8 milhões de toneladas da soja em grão e 1,15 milhão de toneladas de óleo do grão. A exportação de farelo foi ajustada para 22 milhões de toneladas, um aumento de 200 mil toneladas em relação ao levantamento anterior. As receitas com exportações dos produtos do complexo soja estão estimadas em US$ 52,1 bilhões para 2024.

A estimativa de importação da soja em grão também foi ligeiramente revisada, passando de 800 mil toneladas para 930 mil toneladas. Esse ajuste reflete a necessidade de suplementação do mercado devido à maior demanda para esmagamento e exportações.



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AgroNewsPolítica & Agro

Paquistão e Vietnã lideram compras de algodão de MT


Segundo maior volume registrado para o mês de agosto na história




Foto: Canva

Segundo dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), agosto de 2024 marcou o início do ciclo de exportações da safra 23/24, com Mato Grosso respondendo por 57,17% dos embarques nacionais de algodão. O estado exportou 63,89 mil toneladas, o segundo maior volume registrado para o mês de agosto na história.

Os principais destinos da pluma mato-grossense foram o Paquistão, com 14,19 mil toneladas, e o Vietnã, com 12,96 mil toneladas. Já as negociações com a China têm se mostrado tímidas nas últimas semanas, após o governo chinês reduzir a cota de importações de algodão em uma tentativa de estabilizar os preços internos e apoiar seus produtores.

Apesar desse cenário, o Imea projeta que as exportações de algodão de Mato Grosso superem as do ciclo 22/23, alcançando um recorde de 1,79 milhão de toneladas na safra 23/24.





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USDA aponta estoques mundiais 2024/25 acima das expectativas do mercado


O relatório de setembro do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) projetou a safra mundial da soja em 2024/25 de 429,2 milhões de toneladas. Em relação ao mês de agosto, o número era de 428,73 milhões. Para 2023/24, a previsão é de 394,75 milhões de
toneladas.

Os estoques finais para 2024/25 estão estimados em 134,6 milhões de toneladas, superando a previsão do mercado de 134,2 milhões e um pouco acima da estimativa de 134,3 milhões do mês passado. Para a temporada 2023/24, os estoques são estimados em 112,25 milhões de toneladas, exatamente o que o mercado esperava.

A produção brasileira da soja para 2023/24 permanece em 153 milhões de toneladas e para 2024/25 é projetada em 169 milhões de toneladas.

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China e Argentina

Divulgação/Canal Rural

As importações chinesas da soja para 2023/24 foram mantidas em 111,5 milhões de toneladas. Já na Argentina, a previsão para 2023/24 foi reduzida de 49 milhões para 48,1 milhões de toneladas, enquanto a estimativa para 2024/25 permanece em 51 milhões de toneladas.



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Conab divulga o último levantamento da safra 2023/2024


Conforme o 12º e último Levantamento da Safra de Grãos 2023/2024, divulgado nesta quinta-feira (12) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a soja se destaca como a principal cultura afetada pelo clima adverso. O volume total colhido na safra 2023/2024 é estimado em 147,38 milhões de toneladas, uma redução de 7,23 milhões de toneladas em relação ao período 2022/2023.

A queda se deve, principalmente, ao atraso do início das chuvas, às baixas precipitações e às altas temperaturas nas áreas semeadas entre setembro e novembro, nas Regiões Centro-Oeste, Sudeste e na região do Matopiba, situações que causaram replantios e perdas de produtividade.

Só em Mato Grosso, principal estado produtor do grão, a produção ficou em 39,34 milhões de toneladas, quebra de 11,9% ao se comparar ao primeiro levantamento ou 15,7% ao se comparar com a safra passada. No Rio Grande do Sul, o excesso de chuva também prejudicou a produção da oleaginosa.

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Safra 2023/24

Colheita de sojaColheita de soja
Foto: Wenderson Araujo/Trilux

Na safra 2023/2024, a produção de grãos atingiu 298,41 milhões de toneladas, uma queda de 21,4 milhões de toneladas em relação ao ciclo anterior. A redução é atribuída à irregularidade das chuvas no início do plantio e à baixa precipitação durante parte do ciclo em regiões como Centro-Oeste, Matopiba, São Paulo e Paraná, além do excesso de chuvas no Rio Grande do Sul, que afetou as lavouras de primeira safra. Apesar das adversidades em vários estados, a safra é a segunda maior da série histórica da Conab.

O levantamento revela que a área semeada subiu para 79,82 milhões de hectares, um aumento de 1,6% em relação à safra anterior. No entanto, a produtividade média caiu 8,2%, passando de 4.072 quilos por hectare na temporada passada para 3.739 quilos por hectare neste ciclo.



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Frente fria causa chuva no Sul, enquanto Sudeste e Centro-Oeste enfrentam calor extremo



Saiba como o clima irá se comportar nesta sexta-feira (13) em todo o Brasil:

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Sul

A frente fria continua avançando pela costa da região sul, provocando chuvas na metade norte do Rio Grande do Sul, sul e centro-oeste de Santa Catarina, e no sul e oeste do Paraná. No norte do Paraná, o sol predomina, favorecendo a elevação das temperaturas. No Rio Grande do Sul, nas áreas de fronteira com o Uruguai, o tempo firme volta a predominar, com temperaturas mais baixas.

Sudeste

A sexta-feira será de sol e temperaturas elevadas. O destaque continua sendo a baixa umidade do ar, que pode atingir níveis críticos, especialmente no interior de São Paulo e Minas Gerais.

Centro-Oeste

Sem mudanças significativas nas condições do tempo para a região. O dia será marcado por sol, altas temperaturas e baixa umidade relativa do ar, favorecendo o aumento dos focos de queimadas.

Nordeste

A circulação de ventos do oceano em direção à costa mantém a umidade elevada na costa leste do nordeste, com pancadas de chuva isoladas desde a Bahia até o Rio Grande do Norte. No interior, o sol predomina e a umidade relativa do ar permanece baixa.

Norte

A combinação de calor com alta umidade favorece pancadas de chuva no oeste, noroeste e norte do Amazonas, assim como em Roraima. Entre o Amapá e o norte do Pará, chove de forma isolada, enquanto nas demais áreas da região o sol predomina entre poucas nuvens ao longo do dia.



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mercado brasileiro mantém ritmo lento nesta quinta-feira



O início desta quinta-feira (12) deve ser marcado por um mercado de soja lento no Brasil, com poucas variações nos preços. A recuperação técnica em Chicago continua e o dólar registra leve queda. Os agentes aguardam o relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), previsto para ser divulgado no início da tarde.

O mercado já havia mostrado lentidão na quarta-feira. Com a espera do relatório de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), os operadores mantiveram-se afastados das negociações. Durante o dia, a Bolsa de Chicago e o dólar operaram em direções opostas, o que contribuiu para a estabilidade dos preços no Brasil.

Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos manteve-se em R$ 135,50. Na região das Missões, a cotação ficou estável em R$ 134,50 por saca. No Porto de Rio Grande, o preço permaneceu em R$ 141,50.

Já em Cascavel (PR), a saca seguiu cotada a R$ 133,00. No porto de Paranaguá (PR), o valor foi mantido em R$ 141,00. Em Rondonópolis (MT), a saca permaneceu em R$ 132,00. Em Dourados (MS), o preço estabilizou em R$ 130,00. No município de Rio Verde (GO), a saca continuou a R$ 128,00.

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CONAB

A produção brasileira de soja deverá alcançar 147,38 milhões de toneladas na temporada 2023/24, uma queda de 4,7% em relação à temporada anterior, quando foram colhidas 154,61 milhões de toneladas. Essa estimativa faz parte do 12º levantamento da safra de grãos divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). A previsão anterior era a mesma: 147,38 milhões de toneladas.

CHICAGO

Os contratos para novembro em Chicago operam a US$ 10,06 1/4 por bushel, uma valorização de 0,59% em relação ao dia anterior. A oleaginosa amplia os ganhos, enquanto investidores ajustam suas posições. Já a expectativa gira em torno do relatório de oferta e demanda do USDA, previsto para hoje. Além disso, o aumento do preço do petróleo em Nova York reforça o cenário positivo.

O USDA deve elevar as estimativas para a safra e os estoques finais de soja dos EUA em 2024/25. Analistas consultados esperam estoques de 578 milhões de bushels para 2024/25, contra os 560 milhões previstos em agosto. Para 2023/24, o mercado estima 343 milhões de bushels, um leve ajuste em relação à previsão de 345 milhões feita anteriormente.

Para a produção, espera-se 4,609 bilhões de bushels em 2024/25, um aumento em relação aos 4,589 bilhões estimados em agosto. Globalmente, o mercado espera estoques finais de 134,2 milhões de toneladas para 2024/25, ligeiramente abaixo dos 134,3 milhões projetados em agosto.

PRÊMIOS

Os preços Fob da soja no Brasil subiram moderadamente na quarta-feira, acompanhando a recuperação em Chicago. Enquanto isso, os prêmios permaneceram estáveis, apesar de mais um dia de fraca movimentação nos negócios.

Os prêmios de exportação para setembro ficaram entre +160 e +200 centavos de dólar sobre Chicago no Porto de Paranaguá. Para outubro de 2024, o prêmio variou de +145 a +180. Para fevereiro de 2025, os prêmios estavam entre +40 e +60 centavos.

Por fim, o preço FOB (flat price) para outubro variou entre US$ 420,90 e US$ 433,80 por tonelada na quarta-feira. No dia anterior, os preços oscilaram entre R$ 419,70 e R$ 436,20.

CÂMBIO

O dólar comercial registrou leve baixa de 0,06%, cotado a R$ 5,6451. Além disso, o índice dólar (DXY) também teve queda de 0,05%, situando-se em 101,64 pontos.



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