segunda-feira, agosto 10, 2026

Autor: Redação

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Autoridades lançam 11ª edição da Operação Safra no Oeste da Bahia


Foi lançada na manhã desta sexta-feira (13), a 11ª edição da Operação Safra foi, uma do iniciativa do governo do Estado da Bahia, por meio da Secretaria de Segurança Pública (SSP), na Base Avançada do Grupamento Aéreo da Polícia Militar (Graer), em Barreiras, no Oeste da Bahia.

Autoridades estaduais e produtores rurais marcaram presença na solenidade de lançamento da Operação Safra 2024/25.

Durante a cerimônia, foi firmado um convênio entre a Polícia Militar da Bahia, a Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba) e a Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab).

A operação, que terá duração de seis meses, visa aumentar a segurança nas áreas rurais e urbanas dos dez principais municípios do oeste baiano que se destacam pela produção de grãos e fibras: Barreiras, Luís Eduardo Magalhães, São Desidério, Formosa do Rio Preto, Cocos, Correntina, Baianópolis, Jaborandi, Riachão das Neves e Santa Maria da Vitória.

“A Aiba e os produtores rurais contribuem com essa iniciativa e por mais um ano cede oito caminhonetes que são plotadas e ficam à disposição para auxiliar os trabalhos de deslocamento dos efetivos policiais, nessa grande operação, visto que trará mais segurança para a população em geral e às propriedades rurais da região, que já se preparam para o início da safra 2024/25″, destacou o presidente da Aiba, Odacil Ranzi.

Números da Operação Safra

Nos últimos dez anos, mais de 94 mil pessoas foram abordadas e mais de 37 mil veículos fiscalizados, entre carros e motos.

Além disso, foram efetuadas 198 prisões em flagrante, apreensão de 317 armas e 51 mil visitas a propriedades rurais.

De acordo com a Aiba, os resultados não só diminuíram os mega assaltos, como também impactaram positivamente a segurança geral da região, influenciando na queda de crimes como assaltos a bancos.

“Muito feliz por estar aqui celebrando 11 anos de Operação Safra, e de muito sucesso em uma região tão complexa. Nessa edição o efetivo policial será reforçado com 44 homens por semana e auxílio de oito viaturas e um investimento de mais de 2 milhões de reais, para levar mais segurança à zona rural das comunidades produtivas, inibir a ação de bandidos. Parabenizo a todas as forças de segurança envolvidas para que essa operação se realize e seja de sucesso”, afirmou o secretário de Segurança Pública do Estado da Bahia, Marcelo Werner.

Operação Safra 2024 lançada em Barreiras, na base da polícia militar (Graer) em Barreiras,Operação Safra 2024 lançada em Barreiras, na base da polícia militar (Graer) em Barreiras,
Foto: Divulgação/Aiba

Além do policiamento ostensivo, a Operação Safra também atuará com o apoio da Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab), auxiliando no controle fitossanitário e na fiscalização do trânsito de produtos agrícolas e defensivos.

Sob a coordenação da Polícia Militar da Bahia, o Comando de Policiamento da Região Oeste (CPRO), a ação contará com a participação de diversas unidades especializadas, como o Comando de Policiamento em Missões Especiais, Comando de Operações de Policiais Militares e o Comando Especializado de Policiamento Rodoviário.

“Essa operação também dará suporte ao trabalho da Adab nos serviços de controle fitossanitário e no trânsito de fertilizantes e defensivos agrícolas, toda a equipe estará empenhada a fazer o melhor e em parceria com a Aiba e a PM”, concluiu o diretor geral da Adab, Paulo Menezes.

Também prestigiaram o evento, o vice-presidente da Aiba, Moisés Schmidt, a Secretária Estadual de Desenvolvimento Urbano (Sedur), Jusmari Oliveira, o Comandante Geral da Polícia Militar, Cel. PM Coutinho, o diretor executivo da Associação dos Produtores de Algodão da Bahia (Abapa), Gustavo Prado, a presidente do Sindicato dos Produtores Rurais de Luís Eduardo Magalhães, Gleice Kleine, a presidente do Sindicato dos Produtores Rurais de Barreiras, Rose Cerrato, e outros representantes de associações locais.


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Prazo para renegociação de operações de crédito rural em municípios do RS é estendido



O Conselho Monetário Nacional (CMN) estabeleceu novos prazos para que instituições financeiras possam prorrogar as parcelas de operações de crédito rural de custeio, investimento e industrialização, contratadas até 15 de abril de 2024, com vencimento entre 01/5/2024 e 31/12/2024.

A medida beneficia os mutuários do Rio Grande do Sul, onde foi decretada situação de emergência ou estado de calamidade pública devido a eventos climáticos como enchentes, alagamentos, chuvas intensas, enxurradas, vendavais, deslizamentos ou inundações.

Os novos prazos foram definidos com base no Decreto nº 12.170, de 9 de setembro de 2024, que alterou o Decreto nº 12.138, de 2024. Este último autorizou a concessão de descontos para a liquidação e renegociação de dívidas dos produtores rurais do estado.

As normas estão descritas na Seção 7 (Normas Transitórias) do Capítulo 3 (Operações) do Manual de Crédito Rural (MCR), e as principais alterações são:

  • Item 12: o prazo para vencimento das operações de crédito rural foi prorrogado de 16 de setembro para 15 de outubro de 2024.
  • Item 13, alínea “g”: o prazo para solicitação de prorrogação de dívidas por mutuários que tiveram perda de renda igual ou superior a 30%, mas que não se qualificam para o desconto previsto no Decreto nº 12.138, foi alterado de 16 de setembro para 15 de outubro de 2024.
  • Item 14: as instituições financeiras foram autorizadas a prorrogar, de 15 de outubro para 30 de outubro de 2024, as operações com recursos controlados, cujos mutuários formalizaram pedido de desconto conforme os artigos 2º, 3º e 4º do Decreto nº 12.138, de 2024.

Esses novos prazos garantem que os produtores rurais que sofreram perdas não entrem em situação de inadimplência, além de lhes proporcionar mais tempo para solicitar os descontos previstos no Decreto nº 12.138 e para renegociar suas dívidas, conforme item 13 do MCR, introduzido pela Resolução CMN nº 5.164, de 2024.

Também terão mais tranquilidade para tratar das operações de crédito com recursos do Fundo Social, de acordo com a Resolução CMN nº 5.172, de 2024.



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Veja como os preços da arroba do boi gordo encerraram a semana


O mercado físico do boi gordo encerrou a semana apresentando preços em alta. A expectativa ainda é de continuidade deste movimento no curto prazo.

Segundo o analista da Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, isso acontece por conta da atual posição das escalas de abate e do momento de maior dificuldade de aquisição de animais da atual temporada.

Segundo ele, mesmo indústrias que contam com grande quantidade de animais de parceria (contratos a termo) acabam pagando mais pela arroba do boi gordo neste momento.

A demanda também se mantém aquecida na atual temporada, com exportações recorde e um mercado interno que conta com ótimas expectativas para o último bimestre.

Preços da arroba do boi no Brasil

  • Mato Grosso do Sul: R$ 258,64

Mercado atacadista

carne bovina - autoembargocarne bovina - autoembargo
Foto: Abiec

Já o mercado atacadista apresentou preços acomodados no decorrer da sexta-feira. O ambiente de negócios ainda oferece alguma perspectiva de alta das cotações no curto prazo, em linha com o bom apelo ao consumo no decorrer da primeira quinzena do mês.

Por outro lado, a carne bovina pode acabar perdendo competitividade em relação as proteínas concorrentes, em especial da carne de frango, mais acessível.

O quarto traseiro ainda é precificado a R$ 19,50 por quilo no interior paulista. O quarto dianteiro segue no patamar de R$ 14,75 por quilo no interior de São Paulo. A ponta de agulha permanece cotada a R$ 15,00 por quilo.

Câmbio

O dólar comercial encerrou em queda de 0,90%, sendo negociado a R$ 5,5662 para venda e a R$ 5,5641 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,5443 e a máxima de R$ 5,6190. Na semana, a moeda teve desvalorização de 0,45%.



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AgroNewsPolítica & Agro

Drones terão alíquota zero na importação


Essa decisão vem em um contexto de crescente importação de drones




“O drone é uma aeronave e a câmera fotográfica é um acessório"
“O drone é uma aeronave e a câmera fotográfica é um acessório” – Foto: Arquivo Agrolink

Uma decisão inédita no Conselho de Administração de Recursos Fiscais (Carf) reconheceu a função essencial dos Drones como veículos aéreos não tripulados, alterando sua classificação fiscal na importação. O caso, conduzido pelo Martinelli Advogados, resultou na aplicação de uma alíquota zero para o Imposto de Importação e 10% para o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), diferentemente da classificação anterior, que os tratava como câmeras fotográficas digitais, resultando em uma carga tributária maior.

A advogada Fernanda Bandinelli Baccim, sócia do Martinelli, argumentou que o Fisco não poderia ignorar as características técnicas dos drones, estabelecidas pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e o Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea), que os reconhecem como veículos aéreos remotamente pilotados (VARP) ou veículos aéreos não tripulados (VANT). “O drone é uma aeronave e a câmera fotográfica é um acessório, de modo que temos que considerar a característica essencial do equipamento que é a de voar”, afirma a advogada

Essa decisão vem em um contexto de crescente importação de drones, especialmente para o agronegócio. A Receita Federal, por sua vez, defendia que a classificação correta seria como câmera fotográfica digital, o que resultaria em maior tributação. No entanto, essa vitória no Carf alinha a classificação fiscal com regulamentações internacionais, como as da Anac.

Além dessa decisão, a 12ª Vara Cível Federal de São Paulo já havia anulado uma instrução normativa da Receita Federal, que também classificava drones como câmeras fotográficas, reforçando que o entendimento do Carf segue uma tendência de reconhecimento jurídico da função essencial dos drones como aeronaves.
 





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AgroNewsPolítica & Agro

Drones terão alíquota zero na importação


Essa decisão vem em um contexto de crescente importação de drones




“O drone é uma aeronave e a câmera fotográfica é um acessório"
“O drone é uma aeronave e a câmera fotográfica é um acessório” – Foto: Arquivo Agrolink

Uma decisão inédita no Conselho de Administração de Recursos Fiscais (Carf) reconheceu a função essencial dos Drones como veículos aéreos não tripulados, alterando sua classificação fiscal na importação. O caso, conduzido pelo Martinelli Advogados, resultou na aplicação de uma alíquota zero para o Imposto de Importação e 10% para o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), diferentemente da classificação anterior, que os tratava como câmeras fotográficas digitais, resultando em uma carga tributária maior.

A advogada Fernanda Bandinelli Baccim, sócia do Martinelli, argumentou que o Fisco não poderia ignorar as características técnicas dos drones, estabelecidas pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e o Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea), que os reconhecem como veículos aéreos remotamente pilotados (VARP) ou veículos aéreos não tripulados (VANT). “O drone é uma aeronave e a câmera fotográfica é um acessório, de modo que temos que considerar a característica essencial do equipamento que é a de voar”, afirma a advogada

Essa decisão vem em um contexto de crescente importação de drones, especialmente para o agronegócio. A Receita Federal, por sua vez, defendia que a classificação correta seria como câmera fotográfica digital, o que resultaria em maior tributação. No entanto, essa vitória no Carf alinha a classificação fiscal com regulamentações internacionais, como as da Anac.

Além dessa decisão, a 12ª Vara Cível Federal de São Paulo já havia anulado uma instrução normativa da Receita Federal, que também classificava drones como câmeras fotográficas, reforçando que o entendimento do Carf segue uma tendência de reconhecimento jurídico da função essencial dos drones como aeronaves.
 





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Seguindo Chicago e dólar, preços da soja caem no Brasil



O mercado brasileiro da soja teve poucos negócios nesta sexta-feira (13). Com a Bolsa de Chicago no vermelho e o dólar em forte queda, os preços do grão baixaram no Brasil. Os vendedores seguram seu produto à espera de melhores oportunidades. A semana, no geral,
foi de poucos negócios.

Na região de Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos seguiu em R$ 135,00. Na região das Missões, cotação subiu de R$ 134,00 para R$ 134,50 a saca. No Porto de Rio Grande, o preço estabilizou em R$ 141,00.

Em Cascavel, no Paraná, a saca recuou de R$ 139,00 para R$ 135,00. No porto de Paranaguá (PR), o preço caiu de R$ 141,00 para R$ 140,00.

Já em Rondonópolis (MT), a saca desvalorizou de R$ 132,00 para R$ 130,00. Em Dourados (MS), o preço decresceu de R$ 131,00 para R$ 129,00. a saca. Já em Rio Verde (GO), a saca baixou de R$ 129,00 para R$ 127,00.

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Chicago

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a sexta-feira em baixa, zerando os ganhos acumulados ao longo da semana. O mercado como a sentir a pressão exercida pela proximidade da colheita e da entrada da maior safra da história dos Estados Unidos. Com isso, os ganhos iniciais não encontraram fatores para sustentar a recuperação. Os ganhos da semana foram praticamente zerados.

Ontem, os contratos tiveram um repique, acompanhando os números do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) para a produção e os estoques americanos, que ficaram um pouco abaixo do esperado. Mesmo assim, é uma safra recorde que consolida um ambiente de ampla oferta mundial da soja.

Os contratos da soja em grão com entrega em novembro fecharam com baixa de 4,50 centavos de dólar, ou 0,44%, a US$ 10,06 1/4 por bushel. A posição janeiro teve cotação de US$ 10,24 3/4 por bushel, com perda de 4,75 centavos ou 0,46%.

Nos subprodutos, a posição dezembro do farelo fechou com baixa de US$ 0,30 ou 0,09% a US$ 322,90 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro fecharam a 38,93 centavos de dólar, com baixa de 0,86 centavo ou 2,16%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou em queda de 0,90%, sendo negociado a R$ 5,5662 para venda e a R$ 5,5641 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,5443 e a máxima de R$ 5,6190. Na semana, a moeda teve desvalorização de 0,45%.



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Frente fria e chuva de 100 mm devem chegar nos próximos dias; veja onde


As chuvas devem ficar mais intensas no Rio Grande do Sul, em Santa Catarina e no Paraná nos próximos dias. O cenário acende o alerta para temporais, de acordo com a Climatempo.

Isso ocorre porque a combinação de sistemas meteorológicos conhecidos, como a atuação de um cavado (área alongada de baixa pressão) e o suporte de ar quente e úmido da faixa norte do país, cria condições favoráveis para fortes tempestades no Sul do país.

Entre as áreas mais afetadas, devem estar o sudoeste do Paraná e o sul do Rio Grande do Sul. O avanço de uma significativa frente fria agrava ainda mais as condições na Região.

Meteorologistas preveem que a chuva ultrapasse os 100 mm em algumas localidades, como o norte do Rio Grande do Sul, o oeste e o nordeste de Santa Catarina, além de todo o estado do Paraná, conforme ilustrado pelo mapa abaixo.

Frente fria e instabilidade

Mapa chuvaMapa chuva
Foto: Climatempo

Quando uma frente fria se encontra com massa de ar quente, o frio empurra o quente para cima, provocando chuvas intensas e ventos fortes.

Essa condição tem sido observada nos últimos dias, impulsionada por uma forte massa de ar quente sobre a região central do Brasil e pela primeira grande frente fria de setembro. O cenário cria um ambiente propício para a formação de instabilidades severas.



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Declaração Ministerial do G20 Agro tem aprovação unânime


A Declaração Ministerial, que visa dar um novo rumo para a produção agropecuária e a pesca sustentável no mundo, foi aprovada por unanimidade entre os 23 países que compõem o G20 Agro.

O anúncio foi feito nesta sexta-feira (13) durante o G20 Agro, que se reuniu nesta semana na Chapada dos Guimarães, em Mato Grosso.

Vista como um desafio para a diplomacia brasileira — uma vez que requer consenso entre todos os países do G20 —, a Declaração Ministerial possui a força de um acordo internacional.

O documento conta com quatro prioridades fundamentais:

  • Promover múltiplas formas de produção sustentável na agropecuária;
  • Garantir um comércio internacional mais justo, livre de distorções, como subsídios que prejudicam o Brasil e outros países;
  • Oferecer apoio à agricultura familiar, quilombolas, populações indígenas e comunidades tradicionais; e
  • Regularizar e regulamentar o setor de pescados e aquicultura.

Conforme o ministro da Agricultura e Pecuária (Mapa), Carlos Fávaro, as discussões do G20 Agro realizadas em Mato Grosso foram fundamentais, já que após cinco anos, onde todos os grupos se dedicaram, conseguiu-se fazer uma declaração e não “simplesmente cartas resumindo os trabalhos do G20”.

“Desta vez, superados os desafios de divergências, conseguimos uma declaração, que certamente dará um novo rumo para a agropecuária e pesca sustentável do mundo”, disse o ministro ao final das reuniões do G20 Agro.

Implementação das medidas

O ministro salientou ainda que a Declaração é uma condicionante em que todos os participantes se comprometem na implementação das medidas expostas no documento e que “será fundamental para a finalização do G20, em novembro, pelos líderes mundiais”.

Foram realizadas quatro rodadas de reuniões do Grupo de Trabalho Agricultura, nos meses de fevereiro, abril, maio e junho, finalizando agora em setembro com os encontros em Mato Grosso.

A etapa final, frisa o Ministério da Agricultura, registrou o maior número de adesões de ministros desde a criação do Grupo de Trabalho, em 2011.

Ao todo, 23 ministros e autoridades ministeriais e um total de 43 delegações participantes, incluindo os países membros e dos blocos integrantes do G20, convidados e organismos internacionais, participaram.



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AgroNewsPolítica & Agro

alta nos preços do trigo contraria expectativas


Seca e geadas elevam preço do trigo





Foto: Canva

De acordo com a análise do Boletim de Conjuntura Agropecuária referente à semana de 6 a 12 de setembro, elaborado pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento, o preço da saca de trigo registrou uma alta de 4% no último mês, passando de R$ 75,57 em 12 de agosto de 2023 para R$ 78,70 na cotação de 11 de setembro de 2024. Esse aumento ocorre em um período atípico, visto que coincide com a colheita, que já alcançou 18% da área plantada, um avanço considerável comparado ao 1% registrado em agosto. No mesmo período da safra anterior, os preços de setembro de 2023 caíram 19% em relação a agosto do mesmo ano.

Essa alta nos preços, no entanto, não beneficia os produtores de trigo de maneira integral, uma vez que resulta de perdas estimadas em 17%, causadas por secas e geadas. Essas perdas podem ser ainda maiores, já que, quando o levantamento foi realizado, 42% das lavouras estavam em boas condições. No entanto, com a estiagem persistente e os danos das geadas se tornando mais aparentes, apenas 32% da área total atualmente se encontra em condições favoráveis, conforme da dados do boletim.

A elevação nos preços, além de não compensar integralmente os prejuízos dos produtores, também dificulta a redução de preços no mercado varejista, afetando o valor de produtos como farinha e pães, que agora dependem mais do mercado internacional. Tradicionalmente, a entrada da nova safra no segundo semestre reduz os preços desses produtos. Em 2023, o pão francês teve uma queda média de 4% no segundo semestre em comparação ao primeiro, e o preço da farinha caiu 10% no mesmo período. Apesar da importância do Paraná como produtor de trigo, essa tendência de redução de preços em 2024 dependerá do desempenho das safras de trigo na Argentina e no Rio Grande do Sul.





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Declaração Ministerial do G20 Agro tem aprovação unânime



A Declaração Ministerial, que visa dar um novo rumo para a produção agropecuária e a pesca sustentável no mundo, foi aprovada por unanimidade entre os 23 países que compõem o G20.

O anuncio foi feito nesta sexta-feira (13) ao vivo das reuniões ministeriais do G20 Agro, que ocorreram nesta semana em Chapada dos Guimarães, em Mato Grosso.

Vista como um desafio para a diplomacia brasileira – uma vez que requer consenso entre todos os países do G20 – a Declaração Ministerial possui a força de um acordo internacional.

O documento conta com quatro prioridades fundamentais:

  • Promover múltiplas formas de produção sustentável na agropecuária;
  • Garantir um comércio internacional mais justo, livre de distorções, como subsídios que prejudicam o Brasil e outros países;
  • Oferecer apoio à agricultura familiar, quilombolas, populações indígenas e comunidades tradicionais; e
  • Regularizar e regulamentar o setor de pescados e aquicultura.

Conforme o ministro da Agricultura e Pecuária (Mapa), Carlos Fávaro, as discussões do G20 Agro realizadas em Mato Grosso foram fundamentais, uma vez que após cinco anos, onde todos os grupos se dedicaram, conseguiu-se fazer uma declaração e não “simplesmente cartas resumindo os trabalhos do G20”.

“Desta vez, superados os desafios de divergências, conseguimos uma declaração, que certamente dará um novo rumo para a agropecuária e pesca sustentável do mundo”, disse o ministro ao final das reuniões do G20 Agro.

Implementação das medidas

O ministro salientou ainda que a Declaração é uma condicionante em que todos os participantes se comprometem na implementação das medidas expostas no documento e que “será fundamental para a finalização do G20, em novembro, pelos líderes mundiais”.

Foram realizadas quatro rodadas de reuniões do Grupo de Trabalho Agricultura, nos meses de fevereiro, abril, maio e junho, finalizando agora em setembro com os encontros em Mato Grosso.

A etapa final, frisa o Ministério da Agricultura, registrou o maior número de adesões de ministros desde a criação do Grupo de Trabalho, em 2011. Ao todo, 23 ministros e autoridades ministeriais e um total de 43 delegações participantes, incluindo os países membros e dos blocos integrantes do G20, convidados e organismos internacionais, participaram.



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