segunda-feira, agosto 10, 2026

Autor: Redação

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Ministério da Pesca projeta aumento de 30% no consumo durante Semana do Pescado


O Governo do Tocantins, por meio da Secretaria de Estado da Pesca e Aquicultura (Sepea), promove, até o domingo (15), a Semana do Pescado, com o objetivo de fomentar ações e o consumo de peixes, frutos do mar e demais pescados.

A ação teve início no dia 1° de setembro e tem o apoio do Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), que criou a data em 2003.

O diretor de desenvolvimento da aquicultura da Secretaria de Estado da Pesca e Aquicultura, Thiago Tardivo, destaca as ações desenvolvidas durante a Semana do Pescado.

“O objetivo desta ação é promover o consumo de pescado. Este ano, estamos focando na parte de pesquisa, em capacitações de técnicos e produtores, por meio do 1° Simpósio de Zootecnia, do IFTO, que terá como tema Aquicultura e Piscicultura. Então essa é a nossa principal ação, além de promover com os parceiros o consumo de peixe”, comenta Tardivo.

A estimativa do Ministério da Pesca é que haja um aumento no consumo de, pelo menos, 30% durante a Semana do Pescado, fortalecendo, assim, o setor da indústria, supermercados, peixarias, feiras, pontos de venda no atacado e varejo, restaurantes até a chegada do produto final aos consumidores.

Produção no Tocantins

O Tocantins é um produtor iminente com capacidade de produzir aproximadamente 900 mil toneladas e ocupa, segundo a Associação Brasileira da Piscicultura (Peixe BR), a 18ª maior produção de peixes do Brasil, mas a ideia é colocar o estado entre os cinco maiores até 2027. 

Os dados do Instituto de Desenvolvimento Rural do Tocantins (Ruraltins) mostram que o tambaqui é a principal espécie produzida no Estado atualmente, sendo responsável por 48% do volume da produção no Tocantins. Seguidos do tambaqui, existem ainda os híbridos tambacu e tambatinga, que representam 34% da produção; e 10,49% é de pintado e seus híbridos.

O estado registrou um aumento de 6,7%, atingindo 17.350 toneladas, em 2022, representando 1,85% na produção total de pescado no país, conforme a Associação Brasileira da Piscicultura.

Além disso, após o incentivo para a produção de tilápia em tanque rede no reservatório da Bacia Rio Tocantins e alterações na legislação, o Estado teve um aumento na produção desse pescado, que saltou de 80 toneladas em 2020; para 450 toneladas em 2022, quando foram lançados os últimos dados.

Benefícios do consumo de pescado

peixe, tilápiapeixe, tilápia
Foto: Frigorífico Mais Fish

Matéria-prima de diversos pratos saborosos, o consumo de pescado tem um papel importante na alimentação e na saúde. O peixe tem uma proteína rica em retinol, ferro, zinco, vitamina D, E e B12, cálcio, iodo, selênio e elevadas quantidades de ômega 3 e é associado também à proteção contra doenças cardiovasculares e Acidentes Vasculares Cerebrais (AVCs).

A nutricionista Ludmilla Moreira explica que o consumo de pescados pode contribuir com o aumento de músculos, saúde da pele e até células. “Os peixes apresentam uma vantagem em relação às carnes vermelhas pelo menor conteúdo de gorduras e também por possuírem alta proporção de gorduras insaturadas, aquelas conhecidas como saudáveis, sendo então excelentes substitutos para a carne vermelha.” diz, Moreira.

“Os peixes, principalmente os mais gordurosos, possuem essas gorduras insaturadas, ômega 3 e ômega 6, que possuem propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias, que ajudam a regular o colesterol ruim, o LDL, e são capazes também de aumentar os níveis de HDL, conhecido como colesterol bom no sangue. Então, isso faz com que a gente reduza os riscos de desenvolvimento de doenças cardiovasculares, como o AVC, pressão alta e infarto.” explica a nutricionista.

Além dos preparos para as refeições que são diversos, a nutricionista explica que o ideal é que o peixe seja consumido ainda fresco e sem ser ultraprocessado, como é o caso dos peixes em conserva que possuem uma maior quantidade de sódio, de gordura, de conservantes e corantes.

*Sob supervisão de Victor Faverin


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os acordos estabelecidos entre o Brasil e outros países



Durante os acordos firmados no G20 Agro, em Mato Grosso, o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, assinou uma série de acordos de cooperação com os seguintes países: Japão, Portugal e Azerbaijão. Os memorandos abrangem diferentes áreas do agronegócio, que vão desde a produção agrícola até a saúde animal.

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O acordo firmado com o Japão foca na expansão das relações comerciais e no fornecimento estável de grãos brasileiros ao país asiático. O pacto também visa promover sistemas agroalimentares sustentáveis. Carlos Fávaro destacou as oportunidades para colaboração na produção de alimentos e energias renováveis durante sua reunião com o ministro da Agricultura, Florestas e Pesca do Japão, Tetushi Sakamoto.

Em relação a Portugal, foi estabelecido um acordo voltado à regulação e controle de segurança e qualidade dos produtos agroalimentares. A cooperação entre os dois países visa aprimorar as práticas institucionais e técnicas. O ministro mencionou que o acordo fortalece o equilíbrio e a reciprocidade nas relações bilaterais, abrindo portas para novas parcerias. Além disso, o Brasil solicitou apoio português em negociações sanitárias e fitossanitárias com a União Europeia durante o encontro com o ministro da Agricultura e Pescas de Portugal, José Manuel Fernandes.

O memorando assinado com o país é direcionado à cooperação nos segmentos da pecuária e saúde e abrange o desenvolvimento da pecuária, gestão sustentável do agronegócio. Carlos Fávaro ressaltou que o pacto oferece novas oportunidades comerciais para ambos os países. Além disso, foi colocada em pauta a colaboração em pesquisa sobre mudanças climáticas com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) durante a reunião com o ministro da Agricultura do Azerbaijão, Magnum Mammadov.



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Plataforma digital disponibiliza dados sobre pragas de fruteiras tropicais



A Embrapa Mandioca e Fruticultura, sediada na Bahia, lançou uma plataforma digital inovadora que reúne informações sobre pragas que afetam sete fruteiras tropicais: citros, banana, abacaxi, mamão, maracujá, manga e coco. A ferramenta, chamada AgroPragas, foi desenvolvida no formato de API (Interface de Programação de Aplicação), permitindo a integração de dados a diferentes sistemas e o desenvolvimento de novas soluções tecnológicas para o agronegócio.

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A AgroPragas organiza dados sobre as pragas por cultura e categoria, detalhando fatores favoráveis à ocorrência e formas de controle, auxiliando no combate e na prevenção da propagação desses agentes nas lavouras. Atualmente, a Embrapa busca parceiros do setor de tecnologia para codesenvolver a plataforma, que já está em estágio de protótipo funcional.

O pesquisador Gilmar Santos, líder do projeto, destaca as vantagens da plataforma: “A inteligência agronômica embutida e a marca Embrapa garantem que os dados sejam confiáveis e sempre atualizados. O diagnóstico rápido da presença de pragas é essencial para garantir a segurança alimentar e evitar prejuízos em larga escala.”

A plataforma também faz parte do Programa de Inovação Aberta em Fruticultura (InovaFrut), que convida empresas e associações a colaborar com a Embrapa no desenvolvimento de soluções tecnológicas para o setor frutícola. A AgroPragas já está sendo utilizada em projetos de estudantes da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB), o que ajuda a validar a tecnologia e explorar seu potencial no mercado.



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Você viu? Chamas destroem fazendas e maquinário em Mato Grosso



O estado do Mato Grosso registrou uma crise devastadora com mais de 2 mil focos de incêndio registrados, conforme o Sistema de Queimadas do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). O fogo, que avança rapidamente, destrói vastas áreas de plantação e causa danos ao maquinário agrícola, incluindo um trator e duas carretas na rodovia MT-140, que conecta Santa Rita do Trivelato a Planalto da Serra.

Proprietários e trabalhadores da Fazenda Morada da Serra têm se mobilizado para controlar as chamas e minimizar os danos. Vandir Matschinske, agricultor da região, expressou seu desespero diante das perdas. “Perdemos mais de 250 hectares apenas da minha propriedade. Estávamos prestes a iniciar uma nova safra, com o adubo já aplicado, e agora estamos desolados. É um prejuízo imenso,” relatou Matschinske, que suspeita que o incêndio possa ter sido causado por negligência, possivelmente uma bituca de cigarro descartada de um veículo.

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O consultor agronômico Taimon Semler alerta que as consequências dos incêndios vão além das perdas visíveis. “Incêndios dessa magnitude podem comprometer o solo, afetando a microbiota e a matéria orgânica acumulada ao longo de décadas. As perdas podem chegar a 15 sacas por hectare, dependendo da intensidade do fogo e das condições do solo,” explicou Semler.

Enquanto as autoridades e os produtores continuam a batalha contra o fogo, o prefeito de Santa Rita do Trivelato, Egon Hoepers, ressaltou o desafio crescente. “Estamos lidando com o incêndio há mais de 15 dias. Os ventos fortes ajudam a espalhar as chamas rapidamente, tornando a situação muito difícil de controlar. Nós temos mais de cem máquinas empenhadas no combate e estamos nos preparando para enfrentar futuros desafios como este,” disse Hoepers.

Além dos prejuízos econômicos, os incêndios em Mato Grosso representam uma grave ameaça à fauna local e comprometem a sustentabilidade das futuras colheitas e do solo, impactando negativamente o setor agropecuário da região.



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AgroNewsPolítica & Agro

Custo para recuperar área de pastagem degradada ultrapassa R$ 115 bilhões


Com o objetivo de discutir a importância e a disseminação das sementes forrageiras em terras brasileiras, já que elas estão diretamente ligadas à sustentabilidade ambiental, aconteceu o V Simpósio Brasileiro de Sementes de Espécies Forrageiras paralelo ao XXII Congresso Brasileiro de Sementes. Estiveram no simpósio representantes do governo, da iniciativa privada, da pesquisa e produtores para debater o assunto.

O engenheiro agrônomo, diretor da Infrapar Capital Partners, Marco Antônio Fujihara, trouxe alguns dados obtidos em 2022, pelo Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social da PR, bem significativos em relação à degradação do solo brasileiro. No Brasil, existem 159 milhões de hectares de pastagens, sendo que 63%, ou seja, 99 milhões de hectares estão degradados. Desses 99 milhões de ha, 41% (65 milhões de ha) tem degradação intermediária e 22% (34 milhões de ha) com degradação severa. De acordo com ele, levantamento do Banco do Brasil aponta custo na ordem de R$ 116,1 bilhões para recuperação das pastagens degradadas.

Quando falamos em efeito estufa, sabe-se que o Brasil é o quinto maior emissor de gases do mundo. Segundo dados do SEEG (Sistema de Estimativas de Emissões e Remoções de Gases de Efeito Estufa), 49% das emissões totais são por mudanças de uso da terra e queima de resíduos florestais. Porém, desses 49%, as alterações de uso do solo representam 92,2% e os resíduos florestais têm responsabilidade de 7,8%.

Dentro desse cenário, Fujihara mostrou que a revitalização das áreas degradadas visa, por exemplo, o aumento da produtividade dos solos, a recuperação da biodiversidade e a redução da pressão sobre novas áreas.

Existem algumas decisões práticas a serem tomadas e uma delas é a utilização das sementes forrageiras, para fazer a retenção do carbono. “A forrageira é a base da recuperação da área degradada. Se você plantar a forrageira, você consegue recuperar essa área degradada muito mais depressa, em vez de 5 anos, leva 2 anos”, comparou Fujihara.

Ele apresentou no Simpósio uma área recuperada no Mato Grosso por meio da utilização das forrageiras. “Era uma fazenda de 5 mil hectares que estava semidesértica. Fizemos todo o processo de recuperação com forrageiras. As forrageiras é que fizeram a recuperação daquela área”, destacou.

Porém, esse tempo de recuperação tem um custo alto, e muitas vezes o produtor não consegue fazer o processo, que dura em média, 2 anos. Segundo Fujihara, esse é o maior desafio.

Mercado de Forrageiras

De acordo com o Coordenador do Comitê de Forrageiras da ABRASEM (Associação Brasileira de Sementes e Mudas), Marcos Roveri José, estima-se que o mercado de forrageiras fechou o ano de 2023 na média de R$ 5 bilhões. Na visão dele, esse número expressivo deu-se devido à integração lavoura-pecuária. “Hoje já temos uma agricultura muito forte trabalhando dentro desses sistemas integrados de produção”, disse.

De acordo com Roveri, a braquiária e a russians são as espécies de maior produção. “Tem a questão da retenção do carbono, que é o que mais prega hoje, então a inserção da forrageira dentro do sistema é fundamental, você não tem um outro sistema tão capaz, tão pujante, igual a inserção de forrageiras”.

Durante o debate, Roveri ainda disse que o setor ainda precisa de mais dados oficiais e políticas públicas.

Evolução tecnológica

A pesquisadora da Embrapa Gado de Corte e organizadora do V Simpósio Brasileiro de Sementes de Espécies Forrageiras, Jaqueline Verzignassi, ressaltou que o setor tem ligação com a economia, a sustentabilidade ambiental e a sustentabilidade econômica. Reforçou também que o uso da semente forrageira não é exclusivamente mais uma pastagem, mas é um grande negócio.

O setor também tem uma evolução na tecnologia. “Tem tecnologia industrial, tecnologia de preparo de sementes, de superação de dormência, tem tecnologia de colheita”, explica Jaqueline..

 Segundo ela, o simpósio abordou inovações na produção de sementes forrageiras e na indústria, além de oportunidades de negócios que visam garantir a sustentabilidade. “O simpósio teve a participação de produtores, pesquisadores, representantes de grandes associações de produtores e fomentadores de pesquisa, que debateram estratégias mais efetivas e abrangentes de implementação de normativas para a produção e mercado de sementes”, disse Jaqueline.

Normativas precisam de atualização

Izabela Mendes Carvalho, coordenadora geral de sementes e mudas do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) disse que tem uma lista de normativas que precisa ser atualizada. Segundo ela, o trabalho iniciou, mas ainda não tem previsão de conclusão. Em relação especificamente às sementes forrageiras, Izabela observa que essas espécies apresentam muitas peculiaridades e particularidades. “A gente tem a questão com relação à importação, ao desenvolvimento de materiais, de cultivares registradas, a questão do processo produtivo, precisamos ter algumas especificações”. A coordenadora do MAPA lembra que a pasta publicou a Lei 14.515, no final de 2023, instituindo o Programa de Autocontrole que ainda precisa ser regulamentado. “Estamos trabalhando com a regulamentação dessa lei para, depois disso, começar a rever as normas específicas”.





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‘O Brasil lidera o uso de bioinsumos em grandes áreas agrícolas’



Na última terça-feira (10), o Canal Rural Entrevista apresentou Amália Borsari, diretora de bioinsumos da CropLife Brasil, discutindo o crescimento dos bioinsumos no Brasil e sua relevância no agronegócio sustentável. Durante o programa, Borsari destacou que o Brasil se tornou referência global no uso de bioinsumos em grandes áreas, como cana-de-açúcar, soja e milho. Ela ressaltou a importância de investimentos tecnológicos que permitiram maior estabilidade e eficiência desses produtos.

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Segundo Borsari, o Brasil lidera o desenvolvimento de bioinsumos aplicáveis em campos abertos, enquanto mercados como Europa e EUA focam em estufas e áreas menores. Ela explicou que o país enfrentou dificuldades no início, quando as formulações dos bioinsumos não eram tão eficazes, o que gerava insegurança para os produtores. “Há 10 anos, os bioinsumos ainda eram vistos com desconfiança, mas, nos últimos cinco anos, esse cenário mudou completamente”, afirmou Borsari, mencionando o papel essencial da Embrapa na pesquisa e desenvolvimento desses produtos.

Borsari reforçou a importância de eventos como o fórum para comunicar o sucesso do Brasil no uso de bioinsumos e promover a sustentabilidade no agronegócio. Ela destacou que a adoção crescente de bioinsumos no Brasil reflete a busca por uma produção mais sustentável e menos dependente de insumos químicos tradicionais, gerando maior competitividade no mercado global.

Borsari também ressaltou que, além da sustentabilidade, os bioinsumos trazem resultados financeiros, ajudando a aumentar a produtividade sem impactar o meio ambiente. “A sustentabilidade hoje caminha lado a lado com a rentabilidade”, concluiu.

Assista ao programa completo aqui.



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como o agronegócio impulsiona a economia brasileira



Conforme indicam os dados recentes da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), o setor do agronegócio continua como um pilar fundamental para a economia brasileira. Em julho de 2024, dos 119 milhões de toneladas de cargas movimentadas pelos portos do país, 23,6 milhões foram de produtos agrícolas como soja, milho, trigo e adubos fertilizantes, o que representa cerca de 20% do total transportado.

A movimentação desses produtos mostra crescimento, com adubos e soja aumentando 18,6% e 6,4%, respectivamente, em relação ao ano passado. O trigo teve um aumento impressionante de 60% comparado a 2023. No geral, o volume de cargas nos portos cresceu 1,38% em julho, e nos primeiros sete meses de 2024, a movimentação teve um aumento de aproximadamente 4%.

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Investimento e comércio exterior

O Governo Federal, por meio do Ministério de Portos e Aeroportos (MPor), está investindo quase R$ 15 bilhões na modernização e expansão dos portos brasileiros, o que deve melhorar a capacidade de escoamento da safra.

Além disso, o agronegócio brasileiro tem mostrado força no comércio exterior. No primeiro semestre de 2024, as exportações do setor alcançaram US$ 82,39 bilhões, o segundo maior valor da série histórica. O complexo soja liderou as exportações com US$ 33,53 bilhões, seguido pelas carnes, com US$ 11,81 bilhões, e o setor sucroalcooleiro com US$ 9,22 bilhões.



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Brasil e Azerbaijão firmam acordo para cooperação em pecuária e saúde animal



Na última sexta-feira (13), os ministros da Agricultura do Brasil e do Azerbaijão, Carlos Fávaro e Magnum Mammadov, assinaram um Memorando de Entendimento a fim de promover a cooperação na área da pecuária e saúde animal. O acordo foi firmado durante uma reunião bilateral no G20 Agro.

O memorando prevê a colaboração nas áreas do desenvolvimento pecuário, saúde animal, gestão sustentável do agronegócio e aprimoramento de tecnologias agrícolas, além de horticultura, genética, biotecnologias e controle de pragas e doenças.

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Durante a reunião, o ministro Carlos Fávaro afirmou a importância do acordo para o avanço científico e comercial entre os países, destacando que a cooperação permitirá novas oportunidades benéficas para ambos. De acordo com o ministro, o momento é oportuno para fortalecer as relações comerciais e tecnológicas.

Por sua vez, o ministro Magnum Mammadov ressaltou a importância da parceria com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e mencionou também uma reunião com a presidente da Embrapa, Silvia Massruhá, para discutir pesquisas sobre mudanças climáticas.

O evento ocorre em um contexto relevante, com a 29ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP29) marcada para novembro em Baku, Azerbaijão, antecedendo a COP30, que será realizada em Belém (PA) em 2025.



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‘Animais com bem-estar produzem mais e melhor’, explica veterinária



Durante a semana, o Brasil celebrou o Dia do Médico Veterinário, ressaltando a relevância desses profissionais no agronegócio, na pesquisa científica e na segurança alimentar. A data, comemorada em 9 de setembro, reforçou o papel vital que os veterinários desempenham na saúde animal, bem-estar e inspeção de alimentos, além de suas contribuições em áreas como a perícia e o ensino.

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Com quase 200 mil profissionais no país, sendo a maioria mulheres, a medicina veterinária está cada vez mais em evidência. Rebeca Ribeiro, presidente da Comissão Nacional de Defesa Sanitária Animal do Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV), destacou, em entrevista ao Canal Rural, a importância da profissão na garantia da sustentabilidade no campo. “O bem-estar animal anda de mãos dadas com o bem-estar humano e com a sustentabilidade dos processos produtivos”, afirmou Rebeca.

A veterinária também comentou sobre o crescimento da presença feminina na profissão. “Na década de 1970, a medicina veterinária era predominantemente masculina, mas hoje, mais de 54% dos profissionais são mulheres. Isso reflete o protagonismo feminino em diversas áreas da sociedade“, disse ela.

As ações do CFMV para promover o conceito de “bem-estar único“, que integra a saúde animal, humana e ambiental, também foram destaque nas celebrações. Campanhas educativas e projetos de capacitação estão entre as iniciativas para apoiar os profissionais que atuam no campo, assegurando práticas sustentáveis e de qualidade na produção agropecuária.



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Comissões de Sementes e Mudas debatem implementação de normativas e ajustes legais no XXII CBSementes


As alterações e a implementação de instruções normativas, bem como ajustes legais e administrativos no setor de produção de sementes estão entre as principais demandas das Comissões de Sementes e Mudas (CSMs). Representantes das comissões de diversos estados realizaram a primeira reunião nacional durante todo o dia de ontem no XXII Congresso Brasileiro de Sementes (CBSementes), que começou na última terça e se encerra amanhã (13/09) em Foz do Iguaçu (PR).

O encontro foi organizado pela Comissão de Sementes e Mudas do Paraná (CSM-Paraná) em parceria com a Associação Brasileira de Tecnologia de Sementes (ABRATES), promotora do CBSementes.

Para o presidente da ABRATES, Fernando Henning, a reunião nacional das CSMs é relevante para criar harmonia entre as diferentes comissões, uniformizar os regimentos internos e articular mudanças estratégicas junto ao Ministério da Agricultura e Pecuária. “A uniformização é importante para garantir sinergia entre as estruturas burocráticas das CSMs, o que facilita a implementação de demandas. Outro ponto importante foi a possibilidade de cada CSM apresentar suas necessidades locais, permitindo trocas entre diferentes estados”, explica Henning.

Isabela Mendes Carvalho, Coordenadora Geral de Sementes e Mudas do MAPA, destacou que as comissões têm um papel fundamental no assessoramento ao MAPA. Ela ressaltou a necessidade de atualização de normas, uma demanda central das comissões, já que várias instruções normativas e portarias precisam ser revisadas para se adequarem às mudanças recentes no decreto regulador do setor.

“Foi um encontro com relatos importantes sobre as dificuldades e demandas do setor, além dos avanços junto ao Ministério da Agricultura”, afirmou Jhony Möller, diretor-executivo da CSM-Paraná. Participaram dos debates representantes das comissões do Paraná,  Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Bahia, Pará e Tocantins.

O mix de sementes foi outro assunto discutido pelas CSMs. A palestrante Maria Selma Carvalho, da Associação dos Produtores de Sementes de Minas Gerais, falou sobre a importância das misturas de sementes (mix) para cobertura de solos, que oferecem vantagens em relação às espécies individuais, melhorando a retenção de água e a reciclagem de nutrientes. Ela destacou que o novo decreto 10.586 facilitou a comercialização de misturas de sementes, o que impulsionou o crescimento do setor, com empresas surgindo e expandindo significativamente.

Suemar Alexandre Gonçalves Avelar, da AgCroppers, apresentou um estudo de caso sobre o controle de qualidade na produção de mix de sementes. Ele detalhou as etapas do processo, desde a produção e beneficiamento até a análise e validação das amostras, garantindo que o produto final atenda às especificações antes de ser enviado ao cliente. Também participou das discussões sobre regulamentações a secretária Executiva da Associação Nacional dos Produtores de Sementes de Gramíneas e Leguminosas Forrageiras

No debate das CSMs, o pesquisador José de Barros França Neto e a consultora Maria de Fátima Zoratto discutiram a trajetória da Embrapa Soja e da Associação de Produtores de Sementes de Mato Grosso (APROSMAT)e sua colaboração com a CSM. Eles relataram contribuições em diagnósticos e práticas de tratamento de sementes, além de mudanças importantes nas normas de embalagens e padrões de qualidade, sempre com base em estudos da Embrapa.

O presidente da Associação Brasileira de Sementes e Mudas (Abrasem), Ronaldo Troncha, anunciou ontem durante a primeira reunião nacional das Comissões de Sementes e Mudas, a realização do Congresso de Sementes das Américas (SAA), que  está pré-agendado para acontecer em 2025, em Foz do Iguaçu (PR).

“Estou preparando um ‘save the date’ para o Congresso. Inicialmente estava previsto para o Rio de Janeiro, mas, devido a questões logísticas, foi transferido para o Paraná. O último congresso aconteceu em Montevidéu e, recentemente, houve um seminário no Peru, onde se decidiu que o próximo evento seria no Brasil”, explicou Troncha.

O evento terá a promoção da Associação de Sementes da América (SAA), que reúne representantes de vários países da América, incluindo a Abrasem. Segundo ele, o evento em Foz do Iguaçu contará com uma ampla representatividade. Antes disso, haverá outro congresso da SAA em Buenos Aires, começando em 30 de outubro deste ano.

 

 





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