segunda-feira, agosto 10, 2026

Autor: Redação

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Cidade no Rio de Janeiro inaugura farmácia de plantas medicinais



Com objetivo de democratizar o acesso a plantas medicinais e à fitoterapia (forma de tratamento que utiliza ervas medicinais para tratar e prevenir doenças), foi inaugurada a primeira Farmácia Viva de Maricá, na região metropolitana do Rio de Janeiro.

A iniciativa é fruto do projeto Farmacopeia Mari’ká, realizado pela Companhia de Desenvolvimento de Maricá (Codemar), ligada à prefeitura, e pela Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ).

Cerca de 30 espécies de plantas medicinais são cultivadas em 4 mil metros quadrados, na Fazenda Nossa Senhora do Amparo, da Codemar. Além da produção de medicamentos, a iniciativa promove a qualificação de pequenos produtores rurais para o plantio dessas ervas.

“Com a Farmácia Viva, pretendemos promover a saúde para a população, mas também a geração de renda para os produtores. O próprio projeto vai fornecer mudas das plantas certificadas aos agricultores associados e comprar a produção deles para processar”, explica o professor de Agronomia da UFRRJ e coordenador do Farmacopeia Mari’ká, João Araújo.

Produção de remédios das plantas

A partir dos conhecimentos tradicionais das plantas nativas, são produzidos remédios com fungos medicinais e óleos essenciais para loções repelentes, e até mesmo medicamentos para animais de estimação.

“Temos também no escopo do Farmacopeia Mari’ká a produção voltada para a área animal, sobretudo os pets, que hoje fica completamente desassistida quando se fala em medicamentos naturais”.

Todos os produtos desenvolvidos dentro do projeto são gratuitos e aqueles que não exigem receita médica já são distribuídos, como chás, xaropes de guaco e loções repelentes de citronela.

“Os demais produtos estão sendo produzidos, mas serão distribuídos a partir das orientações do farmacêutico do projeto e da Secretaria de Saúde do município”, informou o coordenador à Agência Brasil.

Como é feita a distribuição

A distribuição não ocorre em grande escala, mas em feiras e palestras, de acordo com a prefeitura.

“São produzidos sabonetes líquidos, óleos essenciais, spray de citronela e álcool gel aromatizado, entre outros produtos. A distribuição dos produtos está prevista para o fim do ano em parceria com o Sistema Único de Saúde (SUS), como um serviço fitoterápico e com acompanhamento farmacêutico”.

Segundo o professor Araújo, o município foi escolhido por já ter ações nas áreas de agroecologia, agricultura, renda, desenvolvimento social e produção local de alimentos.

“Temos nesse projeto uma estratégia de melhoria da qualidade de vida da população e a geração de renda para além dos royalties de petróleo que Maricá já recebe, então estamos preparando a cidade para uma economia local, regional e sustentável no futuro”, disse. A ideia é que o projeto sirva de modelo para cidades de outras regiões brasileiras.

Araújo informou que a Farmácia Viva está em processo de finalização, com apresentação aos agentes de saúde de Maricá e de municípios vizinhos, por meio de treinamentos para médicos e veterinários. Concluída essa etapa, a Fazenda Nossa Senhora do Amparo será preparada para receber farmacêuticos e a população.



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Detentos trabalham na extração de sementes de macaúba para reflorestamento


O cuidadoso trabalho de extrair as sementes do fruto da macaúba começou há menos de uma semana por dez detentos do Presídio de Ituiutaba, no Triângulo Mineiro.

Já no Presídio de Patos de Minas, no Alto Paranaíba, as atividades estão sendo executadas há quatro meses.

O trabalho é feito com o uso marretas, os frutos são quebrados e as sementes utilizadas na regeneração de áreas degradas, com o plantio da palmeira de macaúba, uma árvore nativa do Brasil.

As atividades acontecem dentro de galpões nas duas unidades prisionais, por de meio de parceria com a empresa Inocas, que tem a missão de recuperar terras de pastagens, em parceria com agricultores familiares, através do cultivo da macaúba.

Foto:Sejusp/Divulgação

O trabalho é realizado de segunda a sexta-feira, no horário comercial, e os presos têm direito à remição de pena: para cada três dias de atividades, um a menos na pena, além do recebimento de três quartos do salário mínimo.

Em Patos de Minas, os presos conseguem extrair aproximadamente 7 quilos por dia de semente intactas – aquelas que não sofreram nenhum dano no momento da retirada do fruto; e 8 quilos de sementes danificadas.

As intactas são enviadas para o laboratório da empresa em Campinas (SP), onde é feita a aceleração do processo de germinação, enquanto as sementes danificadas são usadas na produção de óleo vegetal. Toda semana saem do galpão do presídio cerca de 75 quilos de sementes para a empresa.

“Esta é uma parceria de sucesso, apesar do pouco tempo. Já estamos estudando a possibilidade de ampliarmos o espaço, para que possamos aumentar o número de presos na atividade. Temos uma lista de espera de 35 homens que querem ser inseridos neste trabalho”, relata o sub-diretor de atendimento, Rodrigo Bonatti.

Detentos estão animados

No Triângulo Mineiro, no Presídio de Ituiutaba, ainda não houve entrega de sementes para a empresa parceria, mas o diretor da unidade, Abílio Félix Bezerra Neto, garante que “os presos estão animados e muito dedicados”.

No local, a atividade também despertou o interesse de outros presos participarem. “Eles foram treinados e conseguiram pegar, rapidamente, o jeito de fazer a retirada de forma correta. Isso é muito bom”, comenta o diretor.

Responsabilidade ambiental

A bióloga e mestre em genética vegetal, Mariana Sanitá, gerente do laboratório de germinação de sementes da Inocas, explica que as sementes enviadas para o laboratório não podem ter nenhum machucado ou trinca.

“O trabalho feito em Patos de Minas está atendendo muito bem, é de boa qualidade. Tudo depende da técnica de quebra e dos cuidados”, explica a gerente. Do laboratório, saem as sementes com a raiz e a estrutura que vai soltar a primeira folha.

O fato da palmeira macaúba ser uma árvore nativa do Brasil ajuda na regeneração de solos. Ela tem importância socioambiental, com potencial para compor sistema agropastoril, sendo encontrada, principalmente, na transição entre o Cerrado e a Mata Atlântica, mas marca presença em diversos estados, entre eles Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Piauí, Tocantins e Ceará.

*Sob supervisão de Victor Faverin


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Força Nacional do SUS reforça apoio a estados afetados por incêndios



A Força Nacional do Sistema Único de Saúde (SUS) vai ampliar a atuação nos estados e municípios afetados pelos incêndios florestais. A partir desta segunda-feira (16), serão realizadas visitas de equipes nos estados do Acre, Amazonas e Rondônia.

A mobilização é uma demanda do Ministério da Saúde e tem como objetivo avaliar a situação e apoiar gestores estaduais e municipais.

Atuação da Força Nacional

Nota divulgada neste sábado (14) pelo ministério diz que o apoio da Força Nacional ocorrerá em três níveis. O primeiro deles envolve a orientação e organização da rede assistencial, reforçando os serviços, especialmente nas Unidades Básicas de Saúde (UBS), onde a maior parte dos problemas pode ser resolvida.

O segundo nível de apoio inclui a expansão da oferta a partir de pontos de hidratação. Já o terceiro nível, se necessário, prevê o uso de estruturas maiores, com espaços otimizados dentro das próprias Unidades Básicas de Saúde ou a partir de estruturas externas, como hospitais de campanha, caso a rede colapse, o que não é o cenário atual.

Reunião em São Paulo

Na sexta-feira (13), a ministra da Saúde, Nísia Trindade, e a ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, participaram de reunião com o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, para tratar da crise climática que atinge o estado.

Técnicos da Secretaria de Atenção Especializada em Saúde (SAES) do Ministério da Saúde foram para Ribeirão Preto, no interior de São Paulo, para apoiar os gestores na construção de planos de ação.

De acordo com Nísia Trindade, tanto o Ministério da Saúde quanto o Ministério do Meio Ambiente têm a palavra prevenção como chave.

“Iremos trabalhar junto com o governo de São Paulo e com outros governos para ações mais estruturantes para o plano de adaptação, mitigação e mesmo de transformação na linha que o presidente Lula vem externando”, ressaltou a ministra.

Sala de situação de emergência

Em julho, foi criada a Sala de Situação Nacional de Emergência Climática em Saúde do Ministério da Saúde, juntamente com representantes de estados e municípios e do Distrito Federal, além de instituições de saúde e meio ambiente.

Além das orientações para a população, os informes já publicados pelo Ministério trazem as recomendações de ações a serem implementadas pelos profissionais da vigilância em saúde ambiental. Uma das iniciativas foi a publicação de orientações para a proteção e monitoramento da saúde dos brigadistas florestais.

O Ministério da Saúde mantém monitoramento das áreas afetadas pelas queimadas e incêndios florestais por meio da Vigilância em Saúde Ambiental e Qualidade do Ar (VigiAr). A qualidade da água também é monitorada através do VigiÁgua, e em colaboração com outros órgãos orienta as áreas afetadas em relação ao provimento de água potável.



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chuvas e sol ajudam aveia branca


De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado na quinta-feira (12), as chuvas recentes, combinadas com períodos prolongados de sol e temperaturas amenas, têm favorecido o desenvolvimento da aveia branca no Rio Grande do Sul. Esse cenário melhorou o aspecto visual das lavouras e uniformizou as áreas que avançaram para o estágio de formação de grãos. O potencial produtivo permanece variável, com lavouras que receberam mais investimento tecnológico apresentando melhores resultados, especialmente aquelas semeadas mais tardiamente. Quanto à comercialização, o preço médio da saca de 60 quilos foi de R$ 74,00 em Ijuí, R$ 78,00 em Passo Fundo, e R$ 1,10/kg em Frederico Westphalen.

A principal preocupação fitossanitária é a ferrugem (Puccinia coronata f. sp. avenae), que ainda afeta algumas áreas. A Emater/RS-Ascar estima que a área destinada à produção de grãos seja de 365.590 hectares, com uma produtividade média de 2.402 kg/ha.

Veja mais informações sobre fitossanidade no Agrolinkfito

Na região administrativa de Erechim, 30% das lavouras estão em desenvolvimento vegetativo, e 70% já se encontram na fase reprodutiva. O potencial produtivo é variado, com produtores focados no controle de pragas e doenças, principalmente ferrugem. Já em Frederico Westphalen, as lavouras estão em diferentes fases: 20% em desenvolvimento vegetativo, 30% em florescimento, 30% em enchimento de grãos, e 20% em maturação, com a produtividade esperada próxima de 2.500 kg/ha. A ferrugem tem maior incidência nas áreas com menor investimento em manejo fitossanitário.

Na região de Ijuí, as lavouras de aveia mostram melhora no aspecto visual e no potencial produtivo, apesar de um aumento nas manchas foliares causadas por fungos e insetos sugadores. Cerca de 3% das áreas já estão em maturação, e 2% foram colhidas, com produtividade entre 2.500 e 3.000 kg/ha.

Em Passo Fundo, a cultura está em fase de emborrachamento (70%) e floração (30%), com produtividade estimada em 2.400 kg/ha, sem grandes problemas fitossanitários. Na região de Santa Maria, 40% das áreas estão em floração e 20% em enchimento de grãos, com produtividade ligeiramente superior a 2.200 kg/ha. Em Santa Rosa, na localidade de Garruchos, as condições climáticas favoráveis aumentam a expectativa de boa produtividade. No entanto, há baixa disposição para a comercialização dos grãos devido a dificuldades logísticas com cerealistas e ao uso crescente da aveia como forragem para animais, em substituição ao milho





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Premiação indica fazendas mais produtivas e sustentáveis do Brasil



Fazendas de pecuária que se sobressaem em critérios como produtividade, tanto em produção como em rentabilidade, sustentabilidade e também por impactarem todo o setor com suas boas práticas foram reconhecidas em premiação entregue durante o Fórum Internacional da Agropecuária, na cidade de Cuiabá (MT), side event do B20, o braço empresarial do G20, grupo que reúne as maiores economias do mundo.

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Na segunda-feira (9), propriedades rurais – localizadas em Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e São Paulo – foram reconhecidas por suas iniciativas em quatro categorias: sustentabilidade e pecuária responsável; campeã em saúde e bem-estar animal; melhor resultado de rentabilidade por hectare/ano; e melhor produtividade por hectare/ano.

Em celebração aos dez anos do programa Giro do Boi, do Canal Rural, as premiadas vieram de um universo de 400 propriedades participantes do programa Fazenda Nota 10, da JBS, que se dedica à melhoria de gestão, produtividade e sustentabilidade em fazendas de pecuária de corte.

A premiação é uma das formas para reconhecer os excelentes resultados que as propriedades rurais têm alcançado no programa Fazenda Nota 10 e também uma forma para que as boas iniciativas sejam repercutidas e possam influenciar mais produtores a avançar em temas tão importantes para o setor, como produtividade e sustentabilidade”, afirma Fabio Dias, diretor de Pecuária da Friboi e líder de Agricultura Regenerativa JBS Brasil.

Confira a seguir as categorias e os vencedores:

  • Categoria Sustentabilidade e Pecuária Responsável – Fazenda Caruru, de Nova Monte Verde (MT). A propriedade pertence a Traute e Miguel Rech, e trabalha com o projeto Caruru 1000, que tem o objetivo de duplicar a quantidade de matrizes na mesma área da fazenda, utilizando os pilares de pecuária e agricultura regenerativa, gestão eficiente, saúde e bem-estar animal. Em sustentabilidade, há a preocupação de cuidar da água, árvores e adoção de alternativas para geração de energia, como a fotovoltaica. A fazenda se dedica à cria e recria intensiva de bovinos.
  • Categoria Saúde e Bem-Estar Animal – Grupo Matsumoto, localizado em Camapuã (MS). A propriedade é liderada por Paulo César Matsumoto, que conta com a parceria BE Animal e do professor Mateus Paranhos. A fazenda é reconhecida pela excelência em bem-estar animal. Entre as práticas, é executada massagem nos bezerros e desmama lado a lado, com o objetivo de ter animais menos reativos. O Grupo conta com seis propriedades totalizando 20 mil hectares, onde trabalha com cria, recria e engorda de bovinos.
     
  • Categoria Melhor Resultado por Hectare/Ano – Fazenda Cigana, em Campestre (MG). O prêmio reconhece a produtividade da propriedade rural no indicador de rentabilidade financeira. Em inovação, a fazenda se diferencia na prática intensiva de compostagem, que contribui com seu desempenho em sustentabilidade. Com cinco propriedades e sob a gestão de Ana Paula dos Santos Silva, segunda geração da família na pecuária, a fazenda trabalha com gestão de custos, economia circular e rotação de culturas.
     
  • Categoria Mais Produtividade, Produção de Arrobas por Hectare/Ano – Fazenda Bela Vista, em Braúna (SP). Com foco na pecuária intensiva em sistema de confinamento, destaca-se por alcançar altos índices produtivos. Luiz Lorenzo é responsável por três propriedades no interior de São Paulo, que somam mil hectares. A fazenda atua com recria e engorda de bovinos. Para aplicar sustentabilidade e rentabilidade, trabalha com o máximo de produtividade por propriedade, com foco na verticalização e o prazo de um ano para a venda de animais. Além disso, as propriedades executam compostagem com dejetos, economia circular e o uso de energia solar.



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Adubação de pastagem é alternativa para pecuaristas em tempos de seca e incêndios



A produtividade das plantas forrageiras é essencial para garantir a alimentação do rebanho e a rentabilidade da pecuária, mas fatores climáticos adversos, como a seca prolongada e os incêndios em várias regiões do Brasil, têm desafiado os pecuaristas. Para enfrentar esses desafios, o manejo adequado das pastagens e a adubação tornam-se cruciais, conforme explica a zootecnista Sabrina Coneglian, em entrevista ao quadro “Raio-X da Pecuária“.

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Desafios durante a seca prolongada

Coneglian destacou que a seca é um fenômeno esperado anualmente, embora em alguns anos seja mais intensa do que em outros. “A produção forrageira varia de ano para ano, e durante a seca, há menos água, luminosidade e temperatura, resultando em menor qualidade e quantidade de pastagem“, afirmou a especialista. O planejamento adequado e a preparação antecipada são fundamentais para minimizar o impacto nas criações de bovinos, que têm a pastagem como base alimentar.

Estratégias de manejo para cenários adversos

Diante de condições extremas, como a combinação de estiagem e incêndios, Coneglian enfatizou a importância de estratégias preventivas. A construção de um perfil de solo fértil deve ser uma prática contínua, com destaque para a análise de solo e a reposição de nutrientes necessários. “Além disso, práticas como a gessagem e o diferimento das pastagens, com áreas separadas e adubadas para uso durante a seca, são essenciais para manter a alimentação do rebanho“, explicou.

A escolha das forrageiras e a suplementação

A escolha das plantas forrageiras também tem impacto direto na suplementação proteica dos animais. “Não existe planta milagrosa, o que existe é o manejo correto“, afirmou Coneglian. Ela explicou que a adubação adequada das pastagens e a suplementação animal devem ser usadas de forma conjunta para garantir a máxima eficiência dos nutrientes, tanto na pastagem quanto no suplemento.

Monitoramento da forragem e sinais de necessidade de adubação

Para garantir um bom desempenho do rebanho, o monitoramento da qualidade da forragem é fundamental. “O pecuarista deve realizar análises frequentes do solo para identificar as necessidades de reposição de nutrientes“, destacou Coneglian. Esse acompanhamento é a melhor forma de garantir que as pastagens estejam preparadas para enfrentar os períodos mais desafiadores.

A adubação de pastagens, aliada a um manejo estratégico, se apresenta como uma solução viável e eficiente para enfrentar os efeitos da seca e dos incêndios, garantindo a sustentabilidade da pecuária em tempos de crise climática.



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Produtores gaúchos intensificam tratamentos fitossanitários para safra de cítricos


Os pomares estão em plena floração para a próxima safra





Foto: Pixabay

Segundo o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar na última quinta-feira (29), produtores da região de Erechim estão buscando mudas para o plantio de novos pomares e para a recuperação de plantas degradadas. Os pomares estão em plena floração para a próxima safra, e os agricultores intensificam os tratamentos fitossanitários visando à fixação das flores.

Na região de Passo Fundo, a colheita de laranjas está em andamento, com uma produção média de 35 toneladas por hectare. A quantidade, inferior à estimativa inicial, foi impactada pelo excesso de chuvas nos últimos meses, especialmente durante o período de floração. As condições climáticas também favoreceram a proliferação de doenças fúngicas, como antracnose, podridão-parda e míldio. As variedades de laranja Valência e Monte Parnaso estão em comercialização, enquanto os cultivos de bergamota, afetados pelas mesmas condições, apresentam produtividade reduzida de cerca de 20 t/ha. As doenças fúngicas também prejudicaram a produção das bergamotas Montenegrina, que estão sendo comercializadas no momento.

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Em Santa Rosa, a colheita se concentra nas variedades tardias de bergamota, como Murcott e Montenegrina, e nas laranjas das variedades Comum e Valência. Os produtores realizam pulverizações com bioinsumos e calda sulfocálcica para controlar pragas como cochonilha, pulgão, fumagina e líquens. As plantas apresentam boa floração, e a presença de abelhas é um indicativo de polinização adequada, essencial para a próxima safra.





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Agronegócio paulista registra superávit de US$16,05 bilhões


Segundo dados divulgados pela Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo, entre janeiro e agosto de 2024, o agronegócio paulista registrou um crescimento expressivo nas exportações, com alta de 9,26% em relação ao mesmo período do ano anterior, atingindo US$ 19,81 bilhões. As importações também apresentaram um aumento de 9,3%, totalizando US$ 3,76 bilhões. Com esse desempenho, o saldo da balança comercial do setor agropecuário de São Paulo alcançou um superávit de US$ 16,05 bilhões, um crescimento de 9,25% em comparação aos primeiros oito meses de 2023.

De acordo com o Instituto de Economia Agrícola (IEA-Apta), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo, as exportações do agronegócio representaram 43,6% do total das vendas externas do estado no período, enquanto as importações setoriais responderam por 7,5%. Em contrapartida, as exportações dos demais setores da economia paulista, excluindo o agronegócio, somaram US$ 25,64 bilhões, resultando em um déficit comercial de US$ 20,49 bilhões no acumulado de 2024.

Os cinco principais grupos de produtos exportados pelo agronegócio paulista no período foram o complexo sucroalcooleiro, carnes, produtos florestais, complexo soja e sucos. Juntos, esses setores representaram 79,6% das exportações agrícolas de São Paulo. O destaque foi o grupo sucroalcooleiro, que liderou com uma participação de 39,9% (US$ 7,91 bilhões), seguido pelas carnes (US$ 2,10 bilhões), produtos florestais (US$ 2,05 bilhões), complexo soja (US$ 1,98 bilhão) e sucos (US$ 1,73 bilhão).

Além disso, o café, produto tradicional paulista, ocupou a sexta posição no ranking de exportações, com US$ 837,61 milhões, um aumento de 32,6% em relação ao ano anterior. No geral, o agronegócio de São Paulo representou 17,8% das exportações nacionais do setor, tecnicamente empatado com o estado do Mato Grosso (17,9%).

Essas variações nos principais produtos exportados refletem tanto as oscilações nos preços quanto nos volumes, com destaque para o aumento nos grupos de café, sucos e açúcar, e uma queda acentuada no complexo soja, que recuou 35,5%.





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Erva-mate ganha espaço no mercado regional e internacional


A cultura da erva-mate continua desempenhando um papel crucial na economia e na sociedade da região de Erechim, conforme o Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar divulgado na última quinta-feira (29). O cultivo, especialmente nos municípios que abrigam agroindústrias ervateiras, contribui para a geração de renda das famílias. A colheita está em andamento e os rendimentos variam entre 800 e 1.000 arrobas por hectare, dependendo do nível de manejo adotado pelos produtores. O estado fitossanitário das plantações é considerado adequado, permitindo boas perspectivas de produtividade.

No aspecto comercial, o mercado de erva-mate apresenta estabilidade. Os preços pagos à indústria são de R$ 17,00 por arroba para a erva entregue, enquanto na planta o valor é de R$ 10,00 por arroba. No entanto, em algumas regiões como Frederico Westphalen, produtores relatam dificuldades devido à remuneração considerada insuficiente, além das estiagens que afetaram a produtividade. A área total de cultivo na região é de 2.689 hectares, mas há uma tendência de redução, já que alguns produtores estão migrando para o cultivo de soja e outros grãos mais lucrativos.

Apesar das dificuldades com remuneração e mão de obra, a erva-mate da região é amplamente comercializada no mercado regional, nacional e internacional, com destinação para o chimarrão, tererê e chá. A colheita segue até setembro, sendo pausada em outubro para preservar a brotação intensa das plantas. Em 2024, o clima favorável com boas chuvas ajudou no desenvolvimento das lavouras, melhorando a qualidade da produção.

Os preços praticados variam conforme a qualidade da erva-mate e a destinação. A erva-mate nativa colhida pela indústria está sendo comercializada entre R$ 20,00 e R$ 22,00 por arroba, enquanto a erva-mate plantada varia entre R$ 10,00 e R$ 12,00. Já a erva destinada à exportação e ao tererê alcança R$ 20,00 por arroba, refletindo o potencial da cultura para o mercado internacional.

Por outro lado, os produtores expressam insatisfação com a falta de reajuste nos preços, o que tem limitado a expansão da atividade e dificultado a entrada de novos agricultores no setor. A expansão das áreas de cultivo, em sua maioria, está sendo conduzida por produtores tradicionais com ervais nativos, que conseguem obter melhores preços no mercado.





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Avanços do PL do Combustível do Futuro


O PL também destaca a inclusão do Biometano como substituto do gás natural




Segundo o estudo da Oliver Wyman, o programa Combustível do Futuro pode se tornar um dos principais vetores de descarbonização do Brasil
Segundo o estudo da Oliver Wyman, o programa Combustível do Futuro pode se tornar um dos principais vetores de descarbonização do Brasil – Foto: Divulgação

De acordo com Rodolfo Taveira, Diretor de Energia e Recursos Naturais da consultoria Oliver Wyman, o Projeto de Lei do Combustível do Futuro representa um avanço significativo para a indústria de combustíveis renováveis no Brasil. Este projeto estabelece uma demanda adicional e cativa para biocombustíveis como SAF, Biodiesel, Biometano e HVO nos próximos anos. A implementação dessa demanda exigirá investimentos substanciais, estimados entre R$ 30 e R$ 60 bilhões, para expandir a capacidade produtiva nacional desses combustíveis.

O PL também destaca a inclusão do Biometano como substituto do gás natural, criando um novo mercado com certificados de geração que poderão ser comercializados pelos produtores e importadores brasileiros. Essa iniciativa, semelhante ao RenovaBio, tem o potencial de fomentar a produção de Biometano no país e deve incentivar investimentos nessa área nos próximos anos.

A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) desempenhará um papel crucial na regulamentação do projeto. A agência será responsável não apenas pela definição dos critérios de cálculo de emissões de gases de efeito estufa e controle de qualidade dos biocombustíveis, mas também pela regulamentação dos créditos relacionados ao Biometano. Além disso, a ANP definirá os perfis obrigatórios para o uso do Biometano, que pode incluir o transporte de veículos pesados e leves.

Segundo o estudo da Oliver Wyman, o programa Combustível do Futuro pode se tornar um dos principais vetores de descarbonização do Brasil. Quando totalmente implementado, o projeto tem o potencial de reduzir em aproximadamente 15% o gap de emissões do país, o que equivale a uma redução de 27 milhões de toneladas de CO2.





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