segunda-feira, agosto 10, 2026

Autor: Redação

AgroNewsPolítica & Agro

Safra recorde de soja no mundo suspende alta nos preços


Os preços da soja, que vinham em alta, sofreram uma pausa nos últimos dias





Foto: Pexels

Os preços da soja, que vinham em alta, sofreram uma pausa nos últimos dias devido à expectativa de aumento da oferta mundial. De acordo com dados divulgados pelo USDA em 12 de setembro, a safra global de soja para 2024/25 deve atingir um recorde de 429,2 milhões de toneladas, um crescimento de 8,73% em relação à temporada anterior. No Brasil, principal produtor mundial, a produção deve saltar de 153 milhões de toneladas em 2023/24 para 169 milhões na próxima safra.

Pesquisadores do Cepea apontam que, embora a colheita da safra 2024/25 no Hemisfério Norte esteja se aproximando, ainda há um longo caminho até o cultivo e o desenvolvimento, principalmente na América do Sul. No Brasil, as preocupações com o clima seco persistem, mas a previsão de chuvas nas próximas semanas já está motivando muitos produtores a dar início ao plantio da nova temporada.





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Governo investiga mais de 20 pessoas por incêndios florestais no RJ



O governo do Rio de Janeiro informou que mais de 20 suspeitos são investigados pela polícia por provocar incêndios florestais no estado.

Desde que o governador anunciou a criação do gabinete de crise para combate às queimadas, na última quinta-feira (12), foram combatidos 1.280 incêndios florestais. Segundo o Corpo de Bombeiros, há cerca de 80 focos de incêndios no estado.

“Muito claramente há ação humana nas queimadas. Já temos uma investigação muito robusta nesse sentido. Os mandados já estão sendo buscados na Justiça, há vídeos que mostram pessoas ateando fogo em incêndios criminosos. A gente espera que ao longo dessa semana já tenhamos prisões. Seremos implacáveis, faremos uma fiscalização dura e botaremos esses criminosos na prisão”, disse o governador Cláudio Castro, na manhã desta segunda-feira (16).

Como medida de segurança, Cláudio Castro determinou o fechamento de 40 unidades de conservação no sábado (14) para proteger a população e concentrar esforços no combate aos incêndios. Não há ainda previsão de reabertura.



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Vale identifica trincas superficiais em barragem de Ouro Preto



A companhia Vale informou que está conduzindo verificações adicionais na barragem Forquilha III, na mina de Fábrica, em Ouro Preto, Minas Gerais.

Segundo a empresa, inspeção de rotina identificou trincas superficiais na estrutura. Contudo, a mineradora ressaltou que as condições de estabilidade da construção seguem inalteradas.

De acordo com comunicado, a barragem Forquilha III está em nível de emergência 3 e é monitorada em caráter permanente.

Ela conta com uma Estrutura de Contenção a Jusante e tem a respectiva Zona de Autossalvamento evacuada, sem a presença de comunidades.

“A Vale mantém seus compromissos de avançar na descaracterização da estrutura e de buscar a redução de seu nível de emergência”, diz a companhia, em nota.

Rompimento da barragem em Brumadinho

Em 2024, completou cinco anos o rompimento da barragem da Vale em Brumadinho, em Minas Gerais. Na tragédia – em janeiro de 2019 – 272 pessoas morreram, incluindo nessa conta dois bebês de mulheres que estavam grávidas.

O colapso da estrutura liberou uma avalanche de rejeitos, o que também gerou grandes impactos em diversos municípios da bacia do Rio Paraopeba.

Após o desastre, foi sancionada a Lei Mar de Lama Nunca Mais, em 2019. A lei proíbe novas
barragens a montante e determina que seja feita a descaracterização das que ainda estão ativas. Forquilha III passa por esse processo.

Barragens a montante são aquelas cujo corpo da barragem é construído com o uso de rejeito através de alteamentos sucessivos sobre o próprio rejeito depositado. Foi o método utilizado nas barragens rompidas em Mariana e Brumadinho.



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Feijão: Exportações garantem segurança


Além disso, o Brasil tem visto um aumento na produção de feijão




 No âmbito do projeto Brazil Superfoods, o Brasil conseguiu estabelecer parcerias sólidas e promover os feijões brasileiros.
No âmbito do projeto Brazil Superfoods, o Brasil conseguiu estabelecer parcerias sólidas e promover os feijões brasileiros. – Foto: Canva

De acordo com o Instituto Brasileiro de feijão e Pulses (IBRAFE), o mercado de feijão terminou a semana com estabilidade e viés de alta nos preços. A demanda robusta por todos os tipos de feijão tende a manter esse cenário positivo. As exportações de feijão ao longo do ano têm demonstrado claramente o potencial do mercado internacional para o Brasil. Com exportações de 161 mil toneladas e receita de US$ 147 milhões até agosto deste ano, o Brasil já enviou feijão para mais de 50 países, com destaque para o México, que entrou pela primeira vez entre os principais destinos.

A pesquisa do IBRAFE revelou que o México, que enfrentou uma quebra significativa na produção no final do ano passado, tem se tornado um destino importante para o feijão brasileiro. No âmbito do projeto Brazil Superfoods, o Brasil conseguiu estabelecer parcerias sólidas e promover os feijões brasileiros. Os resultados foram notáveis, com US$ 28 milhões em exportações para o México, sendo 95% desses valores referentes ao feijão-preto. O crescimento do mercado internacional é evidente, com uma taxa composta de crescimento anual de 4,5%, totalizando um mercado de US$ 15 bilhões.

Além disso, o Brasil tem visto um aumento na produção de feijão, incentivado pelo IBRAFE e pelos exportadores. Desde 2021, o país tem aumentado sua área de cultivo de feijão-preto, substituindo as importações da Argentina. Os produtores brasileiros têm agora a confiança de que o mercado interno está seguro e que os excedentes não dependerão de preços mínimos governamentais. Para aqueles interessados em participar deste mercado promissor, o caminho envolve o fortalecimento das relações comerciais e o aproveitamento das oportunidades de exportação oferecidas pelo mercado internacional.
 





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Saiba quando as chuvas mais volumosas chegam às áreas produtoras da soja



Não há previsão de chuvas volumosas para os próximos cinco dias nas áreas produtoras de soja no Brasil. As precipitações mais leves devem ocorrer no Sul e em partes do Centro-Sul de Minas Gerais, São Paulo e Mato Grosso do Sul, sem proporcionar uma reposição da umidade do solo.

Outras regiões enfrentam restrições hídricas e estão sob risco de focos de incêndios. Na próxima semana, com a chegada da primavera, uma nova frente fria deve carregar chuvas ao sul de Goiás e ao Triângulo Mineiro. Essas precipitações, no entanto, devem ficar entre 10 a 15 mm.

A expectativa é de que as chuvas mais efetivas retornem apenas no início de outubro às áreas produtoras do grão, principalmente a partir da segunda quinzena do mês.

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Tempo em Brasnorte (MT)

A temperatura em Brasnorte, no Mato Grosso, deve continuar alta, em torno de 39 °C. Já a partir do próximo mês, a temperatura se estabiliza, visto que há possibilidades de chuvas no final deste mês.

Nos próximos 30 dias, não se espera chuva volumosa, mas a partir da segunda quinzena de outubro, as precipitações devem variar de 80 a 100 mm, o que proporcionará reposição hídrica do solo. Isso, então, permitirá que o produtor realize os trabalhos necessários para dar início ao plantio da soja.



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Inmet divulga alerta de baixa umidade em três estados



O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu nesta segunda-feira (16) um alerta de baixa umidade em áreas dos estados de Mato Grosso, Goiás e Tocantins. Com grau de severidade “grande perigo”, o aviso indica que o período mais crítico é a partir das 14h.

A previsão é a umidade relativa do ar ficar abaixo de 12% nas seguintes regiões: centro, leste, norte, noroeste e sul goiano; nordeste e norte mato-grossense; e ocidental e oriental do Tocantins.

Mais alertas do Inmet

O Inmet também emitiu um alerta de perigo de baixa umidade, com a umidade relativa do ar variando entre 12% e 20%, nesta segunda-feira, para o sudeste do Pará; nordeste mato-grossense; partes oriental e ocidental do Tocantins; leste, oeste e centro maranhense; sudeste, sudoeste e centro-norte piauiense; sertões cearenses, extremo oeste baiano; centro, leste e sul goiano; triângulo mineiro, alto Paranaíba, noroeste, norte e central de Minas Gerais, além do Distrito Federal.

Também foi lançado pelo Inmet para esta segunda um aviso de perigo potencial de baixa umidade, variando entre 20% e 30%. Além do Pará, Mato Grosso, Goiás, Distrito Federal, Tocantins, Maranhão, Piauí, Ceará, o alerta também vale para Rio Grande do Norte, Paraíba e Pernambuco.

A baixa umidade causa ressecamento da pele, desconforto nos olhos, boca e nariz. Entre as recomendações estão beber bastante líquido, evitar exposição ao sol nas horas mais quentes do dia, evitar a prática de atividades físicas. Também são recomendados o uso hidratante para pele e umidificar o ambiente.



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Faesp pede novas medidas ao governo para apoiar produtores rurais afetados por incêndios em SP



A Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (Faesp) enviou ofício ao governador Tarcísio de Freitas, assinado pelo presidente da Federação, Tirso Meirelles, solicitando novas medidas de apoio aos produtores rurais afetados pelos incêndios recentes.

A Faesp reconheceu as ações do governo estadual, como a criação de um gabinete de crise e a destinação de recursos financeiros. E destaca que o prejuízo de R$ 1,15 bilhão nas mais de 8 mil propriedades atingidas em 317 municípios indica a necessidade de se ampliar as ações em defesa dos produtores rurais.

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No ofício, a Faesp pede uma atualização dos levantamentos sobre os impactos sociais, econômicos e ambientais dos incêndios ocorridos em agosto e setembro de 2024, com detalhamento dos tipos de produção atingidos e das Áreas de Preservação Permanente (APP) e Reservas Legais afetadas.

Além disso, a Federação solicita ao governador novas medidas, além das de natureza econômica, para mitigar os danos e prevenir novos incêndios. Também requisita esclarecimentos dos órgãos de fiscalização e regularização sobre o tratamento que será dado às áreas de preservação impactadas, levando em consideração o Cadastro Ambiental Rural (CAR) e o Programa de Regularização Ambiental (PRA).

As medidas de segurança jurídica adotadas no Estado, sugere o texto do ofício da Faesp, necessitam ser encaminhadas aos órgãos federais de fiscalização ambiental, como Ibama e ICMBio.

O objetivo é que esses órgãos assegurem que seja considerada regular a situação do CAR das propriedades rurais afetadas pelos incêndios que possuam áreas de reserva legal e APPs.

A Federação reafirma ao governador Tarcísio seu compromisso em colaborar com o governo estadual para enfrentar a crise e construir um futuro mais resiliente para a agropecuária paulista. As informações partem de assessoria de imprensa.



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Combustível do Futuro pode reduzir emissões


Estudo detalha também as necessidades de produção




O estudo detalha também as necessidades de produção
O estudo detalha também as necessidades de produção – Foto: Pixabay

De acordo com o relatório “Análise sobre os potenciais impactos para o setor de biocombustíveis no Brasil” da consultoria Oliver Wyman, liderado por Rodolfo Taveira, o programa “Combustível do Futuro” pode revolucionar o setor de energia no Brasil. O estudo indica que, se aprovado, o programa pode reduzir as emissões de CO2 em cerca de 15%, o que representa uma diminuição de aproximadamente 27 milhões de toneladas de CO2, e movimentar até R$ 60 bilhões em investimentos no país.

O programa pretende gerar uma demanda adicional de 11,7 bilhões de litros de biocombustíveis líquidos e 3,4 bilhões de m³ de biometano. Isso não só ajudará a reduzir a dependência do Brasil em relação às importações de combustíveis — diminuindo em 54% para líquidos e 38% para gás natural — como também pode aumentar a arrecadação de impostos anuais para cerca de R$ 14 bilhões. Para atender à demanda, o relatório prevê que a capacidade produtiva da indústria precisará se expandir, embora algumas plantas ociosas possam ajudar a mitigar o volume de investimento necessário.

O estudo detalha também as necessidades de produção para diferentes tipos de combustíveis limpos. Por exemplo, o aumento do limite de mistura de etanol anidro na gasolina para 35% exigirá uma demanda adicional de 3,6 bilhões de litros. Já o aumento da mistura de biodiesel para 20% demandará 5,2 bilhões de litros adicionais. Para o diesel verde, um aumento de 3% exigirá 1,9 bilhão de litros, enquanto as companhias aéreas precisarão implementar um percentual de SAF de até 10% até 2037, com uma mistura inicial de 1% em 2027. A implementação desses investimentos e ajustes é crucial para alcançar as metas de  descarbonização e reduzir a pegada de carbono do Brasil.
 





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Saiba qual é a rodovia mais cara para abastecer no Brasil



O mais recente Índice de Preços Edenred Ticket Log (IPTL), levantamento que consolida o comportamento de preços das transações nos postos de combustível, revelou que, no fechamento de agosto, a BR-101 segue sendo a rodovia mais cara para abastecer, independente do tipo de combustível.

Nela, a gasolina foi comercializada a R$ 6,28, o etanol a R$ 4,75, o diesel comum a R$ 6,14 e o diesel S-10 a R$ 6,03. O levantamento considera o comparativo entre a BR-101, Régis Bittencourt, Presidente Dutra e Fernão Dias, que estão entre as maiores do Brasil.

“Na BR-101, o preço médio registrado para o etanol foi 11,76% mais alto do que a média nacional, que fechou o mês a R$ 4,25. Enquanto isso, o preço da gasolina se encontrou igual (R$ 6,28) e o diesel abaixo (comum a R$ 6,10 e tipo S-10 a R$ 6,18). Os valores altos comercializados na rodovia não são uma novidade de agosto, mas os postos da BR-101, quando comparados aos de outras rodovias, comercializam, ao longo do ano, os combustíveis pelos valores mais elevados”, analisa o diretor-geral de Mobilidade da Edenred Brasil, Douglas Pina. 

A Fernão Dias foi onde se encontrou o preço mais baixo para ambos os tipos de diesel, R$ 5,80 para o comum e R$ 5,93 para o S-10, enquanto a Presidente Dutra comercializou a gasolina mais barata, R$ 6,03, mesmo após aumento de 1,68%.

Já o litro médio mais barato para o etanol foi registrado nos postos de abastecimento da Régis Bittencourt, a R$ 4,13.

O IPTL é um índice de preços de combustíveis levantado com base nos abastecimentos realizados nos 21 mil postos credenciados da Edenred Ticket Log, que administra um milhão de veículos, com uma média de oito transações por segundo.



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Incêndios atingem 49 fazendas e 20 municípios de MT



O Corpo de Bombeiros de Mato Grosso, juntamente com o Batalhão de Emergências Ambientais (BEA) do estado monitorava por satélite, até o domingo (15) a ocorrência de focos de incêndio em 49 fazendas, distribuídas em 20 municípios do estado.

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Conforme nota do Corpo de Bombeiros, as propriedades rurais com focos de incêndio estão nos municípios de Tabaporã, Nova Maringá, Diamantino, Santa Rita do Trivelato, Itanhangá, Santa Carmen, Alto Paraguai, União do Sul, Luciara, Vila Rica, Canabrava do Norte, São Félix do Araguaia, Querência, Confresa, Santa Terezinha, Porto Alegre do Norte, Cocalinho, Campinápolis, Santa Cruz do Xingu e Ribeirão Cascalheira.

Além disso, o BEA monitorava, neste domingo, incêndios na Área de Proteção Ambiental dos Meandros do Rio Araguaia, em Cocalinho; na Terra Indígena Apiaká Kayabi Munduruku, em Juara; na Terra Indígena Capoto Jarinã, em Peixoto de Azevedo, e na Aldeia Utiariti, em Campo Novo do Parecis. “O Corpo de Bombeiros só não entrou nos locais porque é necessária autorização dos órgãos federais”, cita, na nota.

A instituição informou ainda que, em Mato Grosso, foram registrados 888 focos de calor no domingo, conforme última checagem às 17h, no Programa BDQueimadas do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Desses, 479 se concentram na Amazônia, 362 no Cerrado e 47 no Pantanal. Os dados são do Satélite de Referência (Aqua Tarde).

O governo de Mato Grosso decretou estado de emergência em virtude da seca severa e dos incêndios florestais em mais de 50 municípios.

Dados do Inpe mostram que Mato Grosso liderou em número de focos de incêndio acumulados de janeiro a agosto deste ano, com 24.880, dos 123 mil focos registrados em todo o país. No último mês, foram detectados 13.610 focos de incêndio no estado, de 69 mil reportados no Brasil.



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