Já o etanol segue com valores baixos no mercado paulista, onde algumas usinas precisarem vender estoque por conta de alto volume nos tanques
Os preços do açúcar cristal branco seguem em alta no estado de São Paulo. Pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) indicam que esse cenário se deve à retração na oferta por parte das usinas, devido à seca e às queimadas, e à ligeira melhora na demanda.
Diante disso, o indicador Cepea/Esalq cor Icumsa de 130 a 180, opera na casa de R$ 140 por saca de 50 kg, patamar que não era verificado desde o início de maio deste ano.
No campo, dados da União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (Unica) apontam que São Paulo produziu 2,073 milhões de toneladas de açúcar na segunda quinzena de agosto, volume 11,82% inferior ao registrado no mesmo período de 2023.
Etanol
Já os preços do etanol seguem enfraquecidos no mercado paulista. Entre 9 e 13 de setembro, o indicador Cepea/Esalq do etanol hidratado fechou em R$ 2,4061/litro (líquido de ICMS e PIS/Cofins), baixa de 4,07% frente à semana anterior. Para o etanol anidro, o indicador fechou a R$ 2,8551/litro, valor líquido de impostos (PIS/Cofins), queda de 2,75% em igual comparativo.
Segundo pesquisadores do Cepea, algumas usinas do estado de São Paulo precisaram vender o etanol em estoque ao longo da semana passada, devido ao elevado volume nos tanques.
Diante disso, agentes dessas unidades estiveram um pouco mais flexíveis nos valores de negociação do biocombustível, segundo análise do Cepea.
Do lado comprador, parte das distribuidoras teve sucesso nas aquisições envolvendo volumes maiores – nesses casos, demandantes conseguiram preços mais baixos que os pedidos por vendedores, de acordo com o centro de estudos.
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse nesta segunda-feira (16) que, em algum momento, o orçamento terá que prever recursos a desastres decorrentes das mudanças climáticas.
“Em algum momento, vai ter que entrar no orçamento. Talvez o extraordinário não seja tão extraordinário daqui para frente”, declarou o ministro ao participar da premiação do jornal Valor Econômico a empresas que se destacaram pelo desempenho financeiro e práticas de sustentabilidade. “Vamos ter que levar em consideração isso de forma mais organizada”, acrescentou Haddad.
Conforme o ministro, será necessária uma adequação do orçamento prevendo recursos para ações de mitigação e adaptação se os gastos com eventos climáticos extremos tornarem-se recorrentes.
Ao falar do socorro após a tragédia climática no Rio Grande do Sul, cujos gastos extraordinários ficaram fora dos limites do arcabouço fiscal, Haddad descreveu a atuação do governo federal como “exemplar” do ponto de vista econômico. Conforme o ministro, os recursos liberados em apoio ao Rio Grande do Sul não violaram o espírito do arcabouço.
Ele destacou que, dois meses após o desastre, o Estado voltou a contratar e a bater recordes de arrecadação, em função da reativação da atividade econômica.
Haddad informou ainda que a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, apresentou nesta segunda em reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva um plano de combate aos incêndios que leva em consideração a experiência no enfrentamento das queimadas no Pantanal durante o ano passado.
A soja foi o segundo produto com maior aumento na movimentação no Porto de Rio Grande de janeiro a agosto, segundo a administração do complexo. A alta foi de 3,45%, para 5,917 milhões de toneladas.
A primeira posição foi ocupada pelo polietileno, com crescimento de 8,67%, para 428.884 toneladas.
Com aumento de 3,32%, o trigo ficou na terceira posição, com 2,455 milhões de toneladas movimentadas.
A movimentação de contêineres no complexo portuário de Rio Grande registrou aumento de 25.71%.
De janeiro a agosto foram movimentados 505.979 TEUs, unidade de medida referente a um contêiner de 20 pés.
O mês mais significativo foi o de junho, quando foram movimentados 77.432 TEUs, informou o porto.
Ouça o Diário Econômico, o podcast que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado do Brasil e do mundo, com a análise do time de economistas do PicPay.
No morning call de hoje, o economista do PicPay Igor Cadilhac destaca que, em dia de agenda esvaziada, ontem os investidores começaram a semana no aguardo das decisões de política monetária que vão saindo ao longo da semana.
Por aqui, nossa moeda valorizou mais de 1% e fechou em R$ 5,51 contra o dólar, menor nível das últimas três semanas.
O ano de 2024 está prestes a se tornar o ano com o maior número de focos de incêndio da história de São Paulo. De acordo com o Instituto de Pesquisas Espaciais, já são quase 7.200 focos registrados no estado.
Na propriedade do produtor Jorge Toledo, na região de Monções, no oeste paulista, por exemplo, o fogo se alastrou rapidamente. Por lá, 100 hectares de Áreas de Preservação Permanentes (APPs) e 200 hectares de cana-de-açúcar foram queimados.
“Quanto às APPs, é um prejuízo que eu não sei mensurar e nem sei como retornará. Na cana, a perda de produtividade foi entre 30% e 40%. Além disso, vamos ter de reformar toda a pastagem, porque foi toda queimada […]. Financeiramente ainda não sei falar o número certo [de prejuízo], mas foi muito alto”.
Cana vira pó
De acordo com a Organização de Associações de Produtores de Cana do Brasil (Orplana), mais de 181 mil hectares da cultura foram queimados em São Paulo até agora. O prejuízo já supera um bilhão de reais, incluindo manejo e custos de replantio.
O CEO da entidade, José Guilherme Nogueira, as plantas de cana maiores, com mais idade, ainda são possíveis de colher, mesmo com uma perda de biomassa estimada em cerca de 50%. “Mas na palhada, se perde totalmente a cana; aquela cana de dois, três, quatro meses vira pó”.
Seringal perdido
A temperatura acima de 30ºC, a unidade relativa abaixo de 30% e as rajadas de vento estão contribuindo para que os incêndios se propaguem facilmente.
O fogo se espalhou da propriedade do Jorge Toledo para a fazenda vizinha, em Turiúba. Assim, atingiu o seringal do produtor Juliano Bini.
“Seis alqueires de mato queimou em cerca de 20 minutos e se alastrou. Minha seringueira é plantada em volta do mato e se espalhou. Não tivemos o que fazer. Teve gente que precisou cuidar de salvar pasto, gado, benfeitoria, mas a seringueira, como é mais difícil de combater o fogo porque não dá para andar com o caminhão e com o trator em volta da árvore, não teve como salvar”.
Ao todo, Bini perdeu 15 mil pés de seringueira, uma árvore que demora cerca de nove anos para começar a produzir o látex. “O fogo corre pelo chão, ‘cozinha’ a árvore e fecha os seus vasos. Com isso, ela para de produzir. Por isso o prejuízo é tão grande, porque não tem o que fazer, é preciso arrancar”.
Incêndios sem precedentes
A história dos produtores se repete em outros pontos do estado de São Paulo. Entre 22 e 24 de agosto, os focos de calor se concentraram em áreas de uso agropecuário, conforme o Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam).
“Em um curtíssimo espaço de tempo, apareceram dezenas de focos de incêndio no estado de São Paulo. Esse é um um fenômeno que não existe precedente e também não tem explicação na natureza. Fogo em geral acontece no estado de São Paulo, na região central do Brasil, muitas vezes causados por raio, por outros fenômenos, além das queimadas provocadas para reformar pastagem, mas nunca nessa intensidade e em um prazo tão curto de tempo”, diz o diretor do órgão, André Guimarães.
Dano emocional
As cenas do fogo consumindo as lavouras representam uma ameaça à oferta de alimentos e energia, mas também à saúde pública, fauna e flora, bem como ao equilíbrio do ecossistema. Além disso, têm impacto emocionalmente os produtores que há anos estão instalados na mesma propriedade, assistindo a tudo se destruir.
“Pela primeira vez na vida eu achei bom meu pai não estar lúcido para ele não enxergar isso aqui. Ele não está sabendo o que que está acontecendo. É triste demais chegar e ver a propriedade destruída. Não sobrou nem cobra aqui, não tem mais nada”, relata o produtor Jorge Toledo.
O mercado físico do boi gordo iniciou a semana apresentando preços firmes. O viés ainda é de alta dos preços no curto prazo, em linha com a posição das escalas de abate, que seguem encurtadas em grande parte do país, disse o analista da consultoria Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias.
Segundo ele, a oferta mais restrita vai dando o tom para o mercado neste momento, em um momento de demanda bastante aquecida. As exportações de carne bovina ainda estão bastante representativas, com o país caminhando para estabelecer um novo recorde de embarques.
Preços médios da arroba do boi
Mato Grosso do Sul: R$ 259,66
Mercado atacadista
Foto: Wenderson Araujo/CNA
O mercado atacadista apresentou preços acomodados. É menor o espaço para alta dos preços durante a segunda quinzena do mês, período de menor apelo ao consumo.
O quarto traseiro ainda é precificado a R$ 19,50 por quilo no interior paulista. O quarto dianteiro segue no patamar de R$ 14,75 por quilo no interior de São Paulo. A ponta de agulha permanece cotada a R$ 15,00 por quilo.
Câmbio
O dólar comercial encerrou a sessão em queda de 1,01%, sendo negociado a R$ 5,5095 para venda e a R$ 5,5075 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,4975 e a máxima de R$ 5,5805.
O mercado de milho do estado do Rio Grande do Sul registrou negócios pontuais na semana passada, segundo informações divulgadas pela TF Agroeconômica. “Mercado lento. Nas indicações, manutenção: Santa Rosa a R$ 63,00; Não-Me-Toque a R$ 64,00; Marau e Gaurama R$ 64,50; Arroio do Meio, Lajeado e Frederico Westphalen a R$ 66,00 e Montenegro a R$ 67,00. Vendedores a partir de R$ 63,00 no FOB interior. Não ouvimos negócios nesta sexta-feira”, comenta.
Em Santa Catarina o porto enfraquece e os compradores se retiram. “Produtores com pedidas ao menos R$ 2,00 acima, em que compradores hoje indicam a partir de R$ 60,00 no interior e R$ 63,00/64,00 CIF fábricas. Rumores de negócios a R$ 64,00/64,50 no CIF oeste. Nas indicações, Chapecó a R$ 62,00; Campos Novos R$ 64,00; Rio do Sul a R$ 64,00; Videira R$ 63,00. Em negócios ao oeste, viu-se milho sendo negociado entre R$ 63,00 até 64,00 CIF, a depender do vencimento, onde corretores relatam negócios em pelo menos 5 mil toneladas”, completa.
Preços balcão estabilizam no Paraná e negócios permanecem ao norte, com indicações R$ 1,00 melhores. “Mercado com negócios pontuais reportados. No porto, indicações a R$ 63,00 set/64,00 nov/65,00 dez. No norte, indicações a R$ 57,00 (+1,00); Cascavel a R$ 56,00 (+2,00); Campos Gerais R$ 59,00 (+1,00); Guarapuava a R$ 58,00; Londrina R$ 57,50. Preços balcão no sudoeste a R$ 52,00; norte a R$ 54,00; oeste R$ 54,00 e centro-oeste R$ 55,00. Rumores de novos negócios na ferrovia Maringá, a R$ 62,00 outubro”, informa.
No Mato Grosso do Sul é a seca que mexe com os preços. “Em Maracaju, indicações de R$ 53,00 (+1,00); Dourados a R$ 54,00 (+R$ 1,00); Naviraí R$ 54,00 (-R$ 1,00) e São Gabriel a R$ 49,00. Produtores iniciam ofertas FOB a R$ 52,00 com maior parte das pedidas concentradas em R$ 55,00, base interior. Negócios pontuais em Naviraí, onde uma indústria levou 2 mil tons entrega setembro/pgto final do mês a R$ 54,00”, conclui.
A segunda temporada do especial Cerrado Sem Fogo, começa a ser exibida nesta terça-feira (17), a partir das 18h40, em todas as telas do Canal Rural.
A série de quatro reportagens, produzidas pela equipe de jornalismo do Canal Rural Bahia, liderada pelo repórter, Vinicius Ramos, com imagens de Guilherme Soares e produção de Carla Letícia, aborda um dos assuntos mais sensíveis e prejudiciais a toda socidade nos últimos meses.
Os materiais produzidos pela afiliada, têm como destaque os seguintes temas centrais: prevenção e combate, os impactos ao meio ambiente e à saúde, os danos na produção agrícola, além do empenho de produtores e entidades do setor na luta contra essa ameaça.
A equipe de reportagem ouviu relatos de pessoas que são direta ou indiretamente impactadas em todo o Matopiba e especialistas.
Foto: Divulgação/ Canal Rural BA/ Marca Comunicação
Queimadas no Brasil
Em agosto, o Brasil registrou o maior número de queimadas desde 2007. Foram quase 70 mil (68.635) focos de incêndios de acordo com dados do Programa Queimadas do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), e o nosso Cerrado é um dos biomas mais afetados.
Às 18h40 desta terça, a estreia terá transmissão na TV para todo o país e poderá ser revista nas redes sociais da emissora, como o YouTube e Instagram.
O projeto Cerrado Sem Fogo é uma campanha do Canal Rural Bahia com apoio da Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa), JCO Bioprodutos, Grupo Progresso e Sindicato dos Produtores Rurais de Luís Eduardo Magalhães.
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O relatório de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) marcou o mercado do milho na semana passada.
O órgão fez um pequeno ajuste para cima na produção do cereal norte-americano, de 384,74 para 385,73 milhões de toneladas.
Em contrapartida, a produção mundial diminuiu de 1219,82 para 1218,57 bilhões de toneladas, o que impactou os estoques finais globais. Diante desses números e de outros fatores, acompanhe a análise da plataforma Grão Direto sobre o pode mexer com os preços do cereal.
O que esperar do mercado?
China diminuindo as compras: o USDA revisou para baixo as projeções de importação do país asiático, de 23 para 21 milhões de toneladas. Esse movimento pode sinalizar o início de uma redução significativa nas importações do cereal, já que há expectativa de que o país alcance a autossuficiência na produção, impactando diretamente a demanda pelo produto brasileiro.
Produtores resistentes: após realizar vendas expressivas de milho para quitar dívidas, o produtor brasileiro agora adota uma postura mais cautelosa em relação às novas vendas, o que pressiona os compradores a oferecerem preços mais atrativos. “Ainda há um grande volume de milho a ser negociado no Brasil, o que representa um risco, especialmente com o avanço da colheita nos Estados Unidos, que deve oferecer milho competitivo para o mercado internacional”, diz a Grão Direto.
Plantio da safra verão: o ritmo de plantio de milho segue avançando, principalmente nos estados do Paraná, de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul. De acordo com a Emater/RS-Ascar, a semeadura alcançou 37% da área total, contra 44% do mesmo período do ano anterior em território gaúcho. Até o momento, as condições das lavouras são satisfatórias, favorecendo a germinação e o desenvolvimento inicial das áreas já semeadas. No entanto, para o restante do Brasil, ainda existem muitas incertezas em relação ao plantio do cereal devido ao clima instável, já que a cultura é bastante sensível à falta de umidade.
Exportações brasileiras: o USDA reduziu de 50 para 48 milhões de toneladas a expectativa de exportações brasileiras, diante da menor produção e do ritmo lento de exportações até o momento. Apesar da queda, o número ainda continua muito distante do projetado pela Conab, de 36 milhões de toneladas. Há um consenso de mercado de que os números devem ficar em torno de 40 a 42 milhões de toneladas, cerca de 30% a menos.
De acordo com os cenários citados acima, as cotações brasileiras poderão ter uma semana de continuidade de alta nos preços pela terceira vez consecutiva, conforme projeção da Grão Direto.
Conforme a análise da plataforma Grão Direto desta segunda-feira (16), o relatório de oferta e demanda da soja mostrou uma leve redução na safra norte-americana, de 124,9 para 124,8 milhões de toneladas. Enquanto isso, a produção global registrou aumento, passando de 428,73 para 429,2 milhões de toneladas, afetando os estoques finais globais.
Além disso, os números apontam que as vendas dos Estados Unidos superaram expectativas, totalizando 2,11 milhões de toneladas, com a China sendo o principal destino.
A safra brasileira 2024/25 está atrasada devido ao tempo seco, com semeaduras ainda isoladas em diferentes áreas do país. Em Chicago, o contrato de soja para setembro de 2024 fechou a US$ 10,06 o bushel (+1,72%).
No mercado brasileiro, os preços foram positivos, apesar do recuo de 0,36% do dólar, que terminou a R$ 5,57. O contrato com vencimento em março de 2025 também teve uma leve alta de 0,29%, fechando a US$ 10,39 o bushel.
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Afinal, o que esperar do mercado?
Foto: Agência Brasil
Decisões importantes sobre taxas de juros nos EUA e no Brasil estão previstas para quarta-feira (18). Nos EUA, espera-se uma redução mínima de 0,25 ponto percentual, a primeira desde o início da pandemia. No Brasil, há possibilidade de aumento das taxas devido às projeções de inflação. Essas decisões podem enfraquecer o dólar de forma global, fortalecendo o real e impactando o mercado da commodity.
Além disso, o Festival de Outono na China que vai até quarta-feira, reduzirá a atividade de compras no país, o que pode afetar negativamente as exportações brasileiras e americanas de soja.
Enquanto isso, as exportações de soja do Brasil mostram sinais de desaceleração, com queda de 15,5% em relação ao ano passado. Ainda assim, o total exportado deve alcançar cerca de 5 milhões de toneladas até o final do mês.
O início da safra no Brasil gera preocupações devido à escassez de chuvas, o que pode atrasar o plantio e aumentar os prêmios de risco. As condições climáticas serão cruciais para o desempenho da safra e para as cotações do grão.