domingo, agosto 9, 2026

Autor: Redação

AgroNewsPolítica & Agro

Preço da banana nanica registra alta em Bom Jesus da Lapa (BA)


A escassez na oferta e a alta qualidade da fruta local foram os principais fatores


Foto: Canva

Os preços da banana nanica em Bom Jesus da Lapa (BA) apresentaram aumento ao longo da semana passada. A escassez na oferta e a alta qualidade da fruta local foram os principais fatores que impulsionaram o valor da variedade na região, onde a demanda esteve aquecida.

Segundo informações do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), a oferta de banana nanica caiu ainda mais na Bahia, o que, aliado à maior procura, elevou os preços. Entre os dias 9 e 13 de setembro, a banana de primeira qualidade foi comercializada a R$ 2,67/kg, um aumento de 10% em comparação com a semana anterior.





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Soja: mercado deve ter preços melhores no Brasil



O cenário está mais favorável para a soja no mercado brasileiro nesta quarta-feira (18). O dólar opera perto da estabilidade, mas Chicago tem bons ganhos neste início de dia. Os prêmios seguem firmes e a comercialização tende a ganhar ritmo com uma possível melhora nos preços domésticos.

Os produtores demonstram preocupação com o início do plantio, especialmente em função do clima seco. Além disso, é importante acompanhar a decisão sobre a política monetária nos Estados Unidos, que pode marcar o início de um ciclo de cortes nas taxas de juros.

Na última terça-feira (17), o mercado apresentou pouca movimentação. Os preços se mantiveram praticamente estáveis, com alguns ajustes negativos pontuais. A Bolsa de Chicago registrou volatilidade, enquanto o dólar apresentou uma queda.

Os produtores optaram por se afastar dos negócios, retendo o produto disponível a espera de
melhores preços. A indústria não consegue cobrir as pedidas dos vendedores. Assim, a comercialização ficou travada.

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Números

  • Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos seguiu em R$ 133,00
  • Na região das Missões (RS), a cotação estabilizou em R$ 132,00 a saca
  • No Porto de Rio Grande (RS), o preço se manteve em R$ 138,00
  • Em Cascavel (PR), a saca permaneceu em R$ 134,00
  • No porto de Paranaguá (PR), o preço não variou: R$ 139,00
  • Em Rondonópolis (MT), a saca ficou em R$ 130,00
  • Em Dourados (MS), o preço decresceu de R$ 128,00 para R$ 127,00
  • Em Rio Verde (GO), a saca seguiu em R$ 126,00

Conab

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) projeta aumento da área plantada, de 3%, podendo chegar a 47,401 milhões de hectares em 2024/25. A produtividade tende a apresentar recuperação, após problemas climáticos nos principais estados produtores brasileiros.

A combinação de maior área e melhor desempenho nas lavouras resulta na projeção de uma colheita em torno de 166,281 milhões de toneladas, 12,82% superior à safra 2023/2024.

Chicago

Os contratos com entrega em novembro operam a US$ 10,20 1/2 por bushel, com valorização de 1,44% sobre o dia anterior.

O mercado é impulsionado pelo calor e pela seca no Brasil. Os investidores monitoram as queimadas e a estiagem que afetam o país e que podem ameaçar a semeadura da oleaginosa no maior exportador do grão do mundo.

Além disso, a seca coloca em risco as projeções do governo de uma produção recorde na
próxima temporada.

Prêmios

Os preços Fob da soja subiram na quinta-feira nos portos brasileiros. A combinação de prêmios melhores e alta dos contratos futuros na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) garantiu a elevação dos referenciais na exportação.

Os prêmios de exportação da soja para outubro estavam em +150 e +170 centavos de dólar sobre Chicago no final da segunda no Porto de Paranaguá.

Para fevereiro de 2024, o prêmio era de +60 a +70. Para março de 2025, o prêmio estava em +25 a +35 pontos, conforme dados de Safras & Mercado.

O preço FOB (flat price) para fevereiro ficou entre US$ 403,90 e US$ 407,60 a tonelada na quarta. No dia anterior, a cotação oscilou entre R$ 401,60 e R$ 407,10.



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Eventos climáticos precisam ser levados em consideração na elaboração do Orçamento, diz presidente



O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o governo federal precisa levar em consideração episódios como os incêndios e mudanças climáticas para a elaboração do novo orçamento da União. De acordo com ele, há ainda uma série de propostas que a gestão precisa estabelecer no combate aos incêndios, mas nenhuma delas será enviada ao Congresso sem uma discussão prévia com o Parlamento.

“É muito importante que, na hora que a gente for discutir novamente o novo orçamento, a gente vai ter que saber que tem coisa nova que aconteceu e a gente não pode continuar com a mesma regra que a gente tinha estabelecido há tantos e tantos anos”, disse Lula, durante reunião com chefes dos Três Poderes nesta terça-feira (17), no Palácio do Planalto.

“Mudou, o clima mudou, as necessidades das pessoas, mudou a vida das pessoas”, completou o petista. Segundo o chefe do Executivo, é preciso fazer com que o Brasil se transforme numa economia definitivamente desenvolvida e ambientalmente justa.

Sobre os incêndios, Lula afirmou que o governo ainda precisa criar um Conselho Nacional de Emergência Climática, uma Autoridade Nacional Climática e um comitê científico para cuidar de tais coisas. “É preciso que a gente assuma a responsabilidade de que se você não envolver a sociedade, as instituições e mesmo as personalidades da sociedade civil que são especialistas, fica tudo mais fácil”, disse.

“Tenho por hábito que, o que a gente for mandar de projeto de lei para o Congresso Nacional, seja PEC ou não, temos que discutir com os governadores dos Estados, com as lideranças do Congresso Nacional para que a gente tome atitude de nenhum projeto nosso chegar mais cru na Cassa Legislativa e depois a gente passar mais tempo explicando o projeto do que se a gente tivesse explicado”, acrescentou.



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Exportação pode ser carro-chefe de ciclo econômico de crescimento, diz Haddad



O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse nesta terça-feira (17) que a exportação pode ser o carro-chefe de um novo ciclo econômico de crescimento. “O setor exportador é muito importante e tende a ser o carro-chefe desse ciclo econômico”, disse,
durante reunião no Palácio do Planalto para anúncios de novos projetos da ApexBrasil.

De acordo com Haddad, há três razões para se pensar sobre isso. A primeira, segundo ele, é porque a reforma tributária vai eliminar a exportação de tributos, que seria um “mal” da economia brasileira.

“Ninguém consegue se livrar da cumulatividade de tributos do nosso atual sistema tributário”, observou o ministro.

“Vocês vão poder trabalhar o preço real da mercadoria em condições de igualdade competitiva com os seus concorrentes que estão instalados em outros países. Então isso vai ser um ganho de produtividade para a economia brasileira que poucos conseguem estimar com precisão, mas ninguém diz que é menos do que 10% do PIB o impacto do crescimento nos próximos anos. Ou seja, se em dez anos a gente ia crescer 2,5%, com a reforma tributária vamos crescer 3,5%. Esse é o efeito da reforma tributária esperado”, argumentou.

Crédito para exportação

A segunda questão apontada pelo ministro é o crédito para exportação. Ele citou a criação de instrumentos inovadores e disse que o cardápio apresentado para financiar o exportador está só está no começo.

“Estamos abrindo a possibilidade de uma integração financeira com os mercados que recebem os nossos produtos e vamos poder financiá-los a baixíssimo custo”, disse, acrescentando que, mesmo com a confirmação da redução das taxas de juros americanas, haverá diversificação das fontes brasileiras de financiamento, com o intuito de buscar os melhores negócios para os produtos domésticos.

Seguro

A terceira menção feita por Haddad foi em relação ao seguro. Ele citou a reestruturação que está sendo feita na Agência Brasileira Gestora de Fundos Garantidores e Garantias (ABGF), depois de a instituição ter entrado na lista de privatizações do governo anterior. “Estava sem pessoal, acanhada. Nós estamos reestruturando a ABGF este ano para ser uma grande promotora de garantias para as exportações brasileiras”, relatou.

De acordo com ele, essa mudança vai impactar, sobretudo, o pequeno e o médio exportador, que no Brasil ainda participa pouco da parte exportadora na comparação com os países da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

“O Brasil pode ampliar muito a sua falta de exportação se o pequeno tiver as garantias que são dadas aos grandes exportadores. E a ABGF está se preparando para esse salto de qualidade envolvendo uma equipe nova, uma reformulação, uma diversificação de produtos para garantir que você tenha um produto de qualidade, você tenha um preço, não vai ser por falta de apoio que você vai deixar de colocar a sua produção no exterior”, discorreu Haddad. “Eu penso que essa questão tributo, crédito e seguro é um tripé muito importante que o Brasil nunca encarou definitivamente para transformar”, continuou.



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Conab e BB assinam acordo para desenvolvimento e divulgação de informações



A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e o Banco do Brasil (BB) anunciaram nesta terça-feira (17), em, nota a assinatura de um acordo de cooperação técnica para desenvolvimento de informações entre as instituições.

De acordo com o comunicado, o objetivo é desenvolver atividades de colaboração técnico-científica para elaboração e divulgação de informações agropecuárias e participação conjunta em feiras e eventos do agronegócio.

“A partir desta parceria, nós vamos, além de dar uma robustez para os nossos dados, ser mais assertivos. Isso é bom para o nosso produtor, é bom para o governo e também para outros países que dependem do que a gente produz aqui”, afirmou o presidente da Conab, Edegar Pretto, em nota.

O acordo vai abranger as atividades de pesquisa, desenvolvimento, treinamento, transferência de tecnologia para elaboração e divulgação de informações agropecuárias.

Ainda segundo o documento assinado, estão previstas ações promocionais conjuntas em feiras e eventos que as instituições definirem como estratégicas. O acordo tem validade de 36 meses, podendo ser prorrogado mediante a celebração de Termo Aditivo.

“Esta parceria inédita entre Conab e Banco do Brasil vai possibilitar, dentre outras iniciativas, a melhoria de processos e a geração e divulgação de informações com subsídios mais qualificados e enriquecidos, contribuindo para o aprimoramento da previsibilidade e da administração no campo, para o planejamento financeiro, para os controles e a gestão de riscos, para as tomadas de decisão e a atuação em geral nas diversas atividades do dia a dia no campo”, analisou o vice-presidente de agronegócio e agricultura familiar do Banco do Brasil, Luiz Gustavo Braz Lage.

“Acho importante a união de forças e expertise dessas duas grandes instituições, importantes e estratégicas para o país. Temos várias outras oportunidades e vamos avançando nessa parceria.”



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Fed e Copom em direções opostas



Ouça o Diário Econômico, o podcast que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado do Brasil e do mundo, com a análise do time de economistas do PicPay.

No morning call de hoje, o economista do PicPay Igor Cadilhac destaca a chegada da Super Quarta, com decisão de juros no Brasil e nos Estados Unidos, que devem vir em direções opostas.

Enquanto o Fed deve começar o ciclo de cortes, o mercado espera que o Banco Central opte por voltar a subir a Selic.

Nesse cenário, o câmbio teve um alívio mais uma vez.



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AgroNewsPolítica & Agro

Embargo da UE: Impactos no comércio agro


Com essa moratória, o setor agropecuário brasileiro enfrenta um desafio significativo




A União Europeia, que é um mercado importante para o Brasil, importa uma variedade de produtos agropecuários
A União Europeia, que é um mercado importante para o Brasil, importa uma variedade de produtos agropecuários – Foto: Pixabay

Isan Rezende, Presidente da Federação dos Engenheiros Agrônomos do Estado de Mato Grosso (FEAGRO MT) e do Instituto do Agronegócio, alertou sobre uma possível ameaça ao comércio agropecuário brasileiro em uma postagem no LinkedIn. No Fórum Internacional da Agropecuária (FIAP), evento paralelo ao G20, um representante da União Europeia anunciou que a moratória, ou embargo comercial unilateral, que proíbe a compra de produtos agropecuários de áreas desmatadas após 2018, entrará em vigor no final de dezembro deste ano. Esta decisão foi reafirmada após o G20 recusar o pedido de reconsideração da medida.

A União Europeia, que é um mercado importante para o Brasil, importa uma variedade de produtos agropecuários, incluindo soja, óleo de palma, carne bovina, café, chocolate, borracha e madeira. De janeiro a agosto de 2024, as importações europeias dessas matérias-primas totalizaram 31,9 bilhões de dólares, o que representa 14,1% das exportações brasileiras.

Com essa moratória, o setor agropecuário brasileiro enfrenta um desafio significativo. A decisão de não revisar a imposição pode levar a uma redução nas exportações para a União Europeia, impactando severamente a economia agrícola do país. Se as negociações e ajustes não forem realizados com urgência, o Brasil pode enfrentar uma “curva perigosa” nos anos de 2025 e 2026, com possíveis consequências graves para o setor agropecuário. A situação demanda atenção imediata e estratégias eficazes para mitigar os impactos e assegurar a continuidade das exportações para um mercado tão relevante para o Brasil.
 





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Mudanças climáticas podem aumentar preços de alimentos ainda em 2024



A resiliência dos produtores de alimentos vai ter um grande desafio, caso as variações súbitas de clima, com sequência de períodos de calor e frio intensos e o impacto da seca, que facilita disseminação de fogo, continuem a afetar o país.

É o que adianta o economista Thiago de Oliveira, da Companhia de Entrepostos e Armazéns e São Paulo (Ceagesp), ao alertar que os eventos climáticos podem afetar os preços do varejo ainda em 2024.

De acordo com Oliveira, a pressão sobre os preços aos consumidores afeta mais os cítricos, como laranjas e limões, que têm clima seco e instável como condições que podem impactar a produtividade e afetar o tempo de colheita.

Essas condições podem favorecer o avanço do Cancro Cítrico ou Greening, doença bacteriana transmitida pelo inseto Psilídeo. A doença tem presença em todas as regiões produtoras do estado de São Paulo e causou a erradicação de mais de 2 milhões de pés este ano.

“Se não houver uma melhora considerável na umidade, haverá um aumento de custo considerável. Estamos falando do meio de outubro, com impacto primeiro nos preços do atacado e pouco depois nas redes de varejo, já chegando ao consumidor”, explica o economista.

Aumento também nos legumes

No estado, as hortaliças, tanto folhas como legumes, podem ter impacto em dezembro. Esses produtos tiveram boa oferta nas últimas semanas, pois o clima seco favorece a maturação e colheita, mas é ruim para os ciclos de plantio e crescimento das plantas. Esses produtos, assim como os cítricos, têm uma tendência de aumento de consumo nos meses de calor.

Oliveira destacou que o último ano foi marcado pela inconstância, com o que chamou de flutuação de sazonalidade. Em resumo, tanto o frio quanto o calor não vieram quando eram esperados ou com as frequências esperadas, dificultando o planejamento do produtor rural.

“O pequeno produtor perde mais, pois diferente do grande, não tem mais de uma cultura na propriedade. Quando o módulo de produção é pequeno, não há capital de giro nem condições de investimento. Isso ainda não se reflete em endividamento, isso porque os produtores estão arriscando menos e deixam de buscar capital para plantar áreas maiores”, diz Oliveira.

Preços dos alimentos estavam caindo

Os valores de comercialização de frutas e verduras têm vindo de um histórico de queda recente, tanto de acordo com o controle da Ceagesp quanto o do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), que registrou recuo nos últimos dois meses nos custos de produtos da cesta básica, com destaque para tomate e batata.

Os dados com os quais o Ceagesp trabalha apontam tendência positiva, com chuvas suficientes para garantir boa produção. Oliveira ressalta que isso pode mudar e depende, também, se serão distribuídas em todas as áreas de produção de alimentos e ao longo do período, o que não ocorreu nas últimas semanas.



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Chuvas retornam ao Centro-Oeste em setembro


Esse retorno das chuvas é um alívio para os produtores da região




O retorno das chuvas permitirá que os produtores ajustem suas estratégias de plantio e melhorem as condições do solo
O retorno das chuvas permitirá que os produtores ajustem suas estratégias de plantio e melhorem as condições do solo – Foto: Pixabay

De acordo com informações compartilhadas por Fabio Meneghin, fundador da Veeries, os modelos climáticos indicam a volta das chuvas ao Centro-Oeste do Brasil na última semana de setembro. Regiões do Oeste e Central de Mato Grosso devem receber alguns volumes de precipitação, enquanto o Mato Grosso do Sul pode contar com chuvas mais intensas. Goiás, no entanto, terá que aguardar até outubro para ver a chegada das chuvas.

Esse retorno das chuvas é um alívio para os produtores da região, que esperam por melhores condições de umidade para o plantio da soja. A cautela é evidente este ano devido à recente quebra da soja precoce na safra passada, o que tem gerado preocupação entre os agricultores. No Paraná, as chuvas já começaram e devem se consolidar nos próximos dias, o que ajudará a impulsionar o início do plantio, especialmente no Oeste do estado.

O retorno das chuvas permitirá que os produtores ajustem suas estratégias de plantio e melhorem as condições do solo, o que é essencial para garantir uma boa produtividade na nova safra. As condições de umidade adequadas são fundamentais para minimizar os riscos associados a eventos climáticos adversos e assegurar o sucesso das culturas.

Em conclusão com a iminente chegada das chuvas, espera-se que o cenário agrícola no Centro-Oeste e no Paraná se estabilize, oferecendo uma chance para que os produtores iniciem o plantio com melhores perspectivas de sucesso. A recuperação das condições de umidade não só proporcionará alívio imediato, mas também poderá impactar positivamente a produtividade das próximas safras. 
 





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AgroNewsPolítica & Agro

Preços do feijão-carioca mantêm-se firmes


Os produtores estão enfrentando uma série de desafios




A expectativa é de que o plantio avance no Paraná
A expectativa é de que o plantio avance no Paraná – Foto: Divulgação

De acordo com o Instituto Brasileiro de feijão e Pulses (IBRAFE), o mercado de feijão-carioca está enfrentando um período de baixa atividade comercial, mas os preços permanecem estáveis. Embora o varejo esteja mais tranquilo do que o habitual para esta época do mês, o que tem levado a uma redução no volume de negócios, os preços não têm cedido. A razão principal para essa estabilidade é a resistência dos produtores em vender, mesmo com a demanda limitada.

Os produtores estão enfrentando uma série de desafios, como condições climáticas adversas e uma redução na área cultivada, além de problemas com pragas como a mosca branca. Esses fatores têm contribuído para uma menor oferta no mercado. Adicionalmente, muitos produtores estão armazenando suas safras em câmaras frias. Esse armazenamento mantém a qualidade do feijão superior, mesmo quando o produto escurece lentamente, o que leva muitos a preferirem esperar por condições de mercado mais favoráveis antes de vender.

A expectativa é de que o plantio avance no Paraná, dependendo da quantidade de chuvas que a região receber. Essa previsão de um aumento na oferta no futuro próximo pode influenciar as decisões de venda dos produtores. A qualidade superior do feijão armazenado nas câmaras frias também desempenha um papel importante, já que os produtores estão optando por manter seus estoques até que o mercado ofereça melhores oportunidades para negociações mais vantajosas.

Em resumo, apesar da atual calmaria no mercado de feijão-carioca e da redução nas transações comerciais, os preços permanecem firmes. A combinação de desafios climáticos, menor área cultivada e problemas com pragas, aliada à qualidade superior do feijão armazenado, está mantendo o equilíbrio dos preços.
 





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