domingo, agosto 9, 2026

Autor: Redação

AgroNewsPolítica & Agro

Mercado de algodão em pluma segue lento


Dificuldade na negociação está relacionada a qualidade do produto





Foto: Canva

O mercado de algodão em pluma no Brasil continua com um ritmo de negócios lento, impactado pela falta de sintonia entre a qualidade dos lotes e os preços praticados. Enquanto os agentes do setor priorizam o cumprimento de contratos já firmados, muitos comerciantes enfrentam dificuldades para encontrar algodão que atenda às especificações de qualidade desejadas, mesmo com a disposição de pagar valores mais altos.

Segundo informações do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), a dificuldade na negociação está relacionada tanto à qualidade do produto disponível quanto à disparidade entre os valores ofertados e pedidos. Alguns vendedores mostram flexibilidade nos preços, mas muitos compradores ainda oferecem valores abaixo do esperado.

De acordo com estimativas da Conab, a produção brasileira de algodão deve crescer 15,1%, alcançando 3,654 milhões de toneladas. Globalmente, o USDA prevê um aumento de 2,5% na safra 2024/25, com o Brasil se mantendo na liderança das exportações, com um market share de 29%.





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Brasil agora pode exportar feno e fibra de coco para o Canadá



O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) anunciou a abertura de mercados no Canadá para exportações de feno e fibra de coco do Brasil. Em nota publicada nesta quarta-feira (18), o ministério afirma “que recebeu com satisfação o anúncio, pelas autoridades sanitárias canadenses”.

Com a aprovação, a importação de feno para alimentação animal e de fibra de coco do Brasil não exigirá necessidade de certificação fitossanitária.

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Essa não é a primeira vez no ano em que ocorre uma abertura de mercado entre os dois países. Ainda em 2024, o Canadá autorizou a entrada de grãos secos de destilaria (DDG ou DDGS), gelatina e colágeno de origem suína, e mastigáveis de origem aviária, caprina e bovina de origens brasileiras para o país.

Segundo o Mapa, nos primeiros sete meses deste ano, o Brasil exportou mais de US$ 604 milhões em produtos agrícolas para o Canadá.

O ministério também comemorou a 112ª abertura de mercado em 2024. “Com essas novas autorizações, o agronegócio brasileiro atinge a sua 112ª abertura de mercado em 2024, totalizando 190 aberturas em 58 destinos desde o início de 2023”.



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Força Nacional combaterá incêndios florestais em seis estados


O ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, autorizou, nesta quarta-feira (18) o uso da Força Nacional de Segurança Pública em municípios dos estados do Amazonas, do Pará, de Rondônia, de Mato Grosso, de Roraima e do Acre para atuar no combate a incêndios florestais, por 90 dias.

A medida foi publicada no Diário Oficial da União (DOU).

O texto explica que os profissionais da Força Nacional vão trabalhar em articulação com os órgãos de segurança pública e defesa social destes seis estados e da União, bem como com os órgãos e entidades públicas responsáveis pela proteção do meio ambiente, nestas localidades.

Especificamente, os efetivos de polícia judiciária e de polícia técnico-científica da Força Nacional de Segurança Pública atuarão em apoio às polícias civis dos estados e à Polícia Federal na investigação e combate das causas de surgimento de incêndios por ação humana.

Os municípios que contarão com o emprego da Força Nacional são:

  • Amazonas: Apuí, Boca do Acre, Humaitá, Lábrea, Manicoré e Novo Aripuanã;
  • Pará: Altamira, Itaituba, Jacareacanga, Novo Progresso, Ourilândia do Norte e São Félix do Xingu;
  • Rondônia: Candeias do Jamari, Nova Mamoré e Porto Velho;
  • Mato Grosso: Aripuanã, Colniza e Nova Maringá;
  • Roraima: Caracaraí; 
  • Acre: Feijó.

A quantidade de agentes ainda será definida pela Secretaria Nacional de Segurança Pública, do Ministério da Justiça e Segurança Pública.



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preço sobe 100% e robusta opera na casa dos R$ 1.500



Os preços do café robusta seguem renovando os recordes reais e, pela primeira vez, vêm fechando acima de R$ 1.500 por saca de 60 kg desde o final da semana passada.

Segundo pesquisadores do Cepea, o movimento de alta nas cotações da variedade é observado desde o último trimestre de 2023, quando o Indicador Cepea/Esalq do robusta operava na casa dos R$ 740/sc – ou seja, de lá para cá, a valorização do café é de 100%.

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Pesquisadores do Cepea relembram que o impulso aos preços do robusta vem do clima adverso, que atrapalhou a safra brasileira e deve derrubar também a produção do Vietnã (maior produtor mundial da variedade).

Além disso, foram verificados problemas com o fluxo de mercadorias através do globo, que encarece o frete e atrapalha os envios da Ásia para a Europa. Ainda de acordo com pesquisadores do Cepea, por usa vez, o início da safra 25/26 brasileira preocupa, tendo em vista o clima seco e quente, tanto nas áreas de arábica quanto de robusta.



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Chuva impulsiona o início do plantio da soja na área da Coopavel (PR)


Após período de seca, a área de abrangência da Cooperativa Coopavel, que atua no oeste e sudoeste do Paraná, recebeu chuvas volumosas no último final de semana, garantindo o início da semeadura da soja.

As precipitações começaram no sábado (14) pela manhã, com 20 milímetros. Durante a noite, a chuva apareceu novamente e no domingo se estendeu ao longo do dia. No acumulado, foram 76 milímetros.

Até o momento, a área plantada chega a 1% e pode chegar a 2% ou 3%. Para este ano, a expectativa é que sejam cultivados 411 mil hectares, ante 405 mil hectares em 2023.

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Situação no Paraná

Foto: Pedro Silvestre

No Paraná, a região que inclui o Norte, Noroeste, Oeste e Centro-Oeste do estado, pôde iniciar o plantio da soja a partir do dia 1º de setembro. Embora o plantio tivesse sinal verde para iniciar, a escassez tem atrasado o início da semeadura.

O presidente da Aprosoja-PR, Eduardo Cassiano, comenta que um número reduzido de produtores começou o plantio na última quinta-feira. Essa decisão foi influenciada pela previsão de chuva, que acabou se confirmando em algumas áreas espalhadas pelo estado. Mesmo assim, a maioria dos produtores segue no aguardo de mais chuvas para garantir condições mais favoráveis para o plantio.

Confira o fim do vazio sanitário nas outras áreas do estado:

  • Paraná:
    • Região 1: 21 de junho a 19 de setembro
    • Região 2: 02 de junho a 31 de agosto
    • Região 3: 22 de junho a 20 de setembro



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disparidade entre preços reduz liquidez



A liquidez no mercado do arroz em casca no Rio Grande do Sul está bastante fraca – as exceções são os negócios com destino às exportações. De acordo com pesquisadores do Cepea, esse cenário se deve à maior disparidade entre os preços de compra e de venda.

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No campo, chuvas intensas que ocorreram em todo o estado na semana passada prejudicaram o transporte do grão e dificultaram a preparação do solo para as atividades de pré-plantio que, em algumas microrregiões sul-rio-grandenses, tende a se iniciar nos próximos dias.

Segundo pesquisadores do Cepea, isso tem gerado preocupações entre os produtores de arroz, devido aos possíveis atrasos no início do cultivo da nova safra.



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Pela 1ª vez o mundo precisa da América Latina, por alimentos e transição energética



O presidente do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e ex-presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, afirmou nesta quarta-feira (18) que, pela primeira vez, o mundo precisa da América Latina (AL), por alimentos e transição energética.

“Toda essa posição de investimento em relação à energia não vai subir sem a América Latina. Os minerais estão aqui e a capacidade de gerar energia limpa precisa dos países da América Latina”, frisou, em participação via videoconferência no seminário organizado pelo Lide, em São Paulo.

Goldfajn também salientou a necessidade de mais inovações ligadas à energia e biodiversidade, como estratégia para impulsionar o crescimento e a produtividade. O presidente do BID ainda afirmou que a América Latina é favorecida por ser uma região mais democrática que outras presentes no G20. “Tem menos conflitos e, se tem algo que mudou nos últimos anos, é um pouco mais de estabilidade”, disse. Ele pondera que há exceções, e destaca que a região não tem mais tantos problemas hiperinflacionários.

A percepção da América Latina, disse, é que é uma região em que é possível ter as cadeias de crescimento, que hoje estão muito fragmentadas. Ele destacou que o Brasil está bem posicionado “num ponto muito relevante”, de investimentos climáticos e salientou o papel do setor privado nos investimentos, mas que precisam da atuação do governo para “garantir as regras do jogo e ambiente fértil”.

Goldfajn ainda disse que o Produto Interno Bruto (PIB) da América Latina seria quatro vezes maior se tivesse o mesmo nível de produtividade da Ásia. “A produtividade cresceu 1,4% nas economias avançadas e 2,3% na Ásia emergente”, afirmou. “O que a gente cresceu de 1,6% do PIB de 1960 para cá foi porque acumulou outros fatores, mas não gerou produtividade”.



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AgroNewsPolítica & Agro

Preço da banana nanica registra alta em Bom Jesus da Lapa (BA)


A escassez na oferta e a alta qualidade da fruta local foram os principais fatores


Foto: Canva

Os preços da banana nanica em Bom Jesus da Lapa (BA) apresentaram aumento ao longo da semana passada. A escassez na oferta e a alta qualidade da fruta local foram os principais fatores que impulsionaram o valor da variedade na região, onde a demanda esteve aquecida.

Segundo informações do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), a oferta de banana nanica caiu ainda mais na Bahia, o que, aliado à maior procura, elevou os preços. Entre os dias 9 e 13 de setembro, a banana de primeira qualidade foi comercializada a R$ 2,67/kg, um aumento de 10% em comparação com a semana anterior.





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Soja: mercado deve ter preços melhores no Brasil



O cenário está mais favorável para a soja no mercado brasileiro nesta quarta-feira (18). O dólar opera perto da estabilidade, mas Chicago tem bons ganhos neste início de dia. Os prêmios seguem firmes e a comercialização tende a ganhar ritmo com uma possível melhora nos preços domésticos.

Os produtores demonstram preocupação com o início do plantio, especialmente em função do clima seco. Além disso, é importante acompanhar a decisão sobre a política monetária nos Estados Unidos, que pode marcar o início de um ciclo de cortes nas taxas de juros.

Na última terça-feira (17), o mercado apresentou pouca movimentação. Os preços se mantiveram praticamente estáveis, com alguns ajustes negativos pontuais. A Bolsa de Chicago registrou volatilidade, enquanto o dólar apresentou uma queda.

Os produtores optaram por se afastar dos negócios, retendo o produto disponível a espera de
melhores preços. A indústria não consegue cobrir as pedidas dos vendedores. Assim, a comercialização ficou travada.

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Números

  • Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos seguiu em R$ 133,00
  • Na região das Missões (RS), a cotação estabilizou em R$ 132,00 a saca
  • No Porto de Rio Grande (RS), o preço se manteve em R$ 138,00
  • Em Cascavel (PR), a saca permaneceu em R$ 134,00
  • No porto de Paranaguá (PR), o preço não variou: R$ 139,00
  • Em Rondonópolis (MT), a saca ficou em R$ 130,00
  • Em Dourados (MS), o preço decresceu de R$ 128,00 para R$ 127,00
  • Em Rio Verde (GO), a saca seguiu em R$ 126,00

Conab

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) projeta aumento da área plantada, de 3%, podendo chegar a 47,401 milhões de hectares em 2024/25. A produtividade tende a apresentar recuperação, após problemas climáticos nos principais estados produtores brasileiros.

A combinação de maior área e melhor desempenho nas lavouras resulta na projeção de uma colheita em torno de 166,281 milhões de toneladas, 12,82% superior à safra 2023/2024.

Chicago

Os contratos com entrega em novembro operam a US$ 10,20 1/2 por bushel, com valorização de 1,44% sobre o dia anterior.

O mercado é impulsionado pelo calor e pela seca no Brasil. Os investidores monitoram as queimadas e a estiagem que afetam o país e que podem ameaçar a semeadura da oleaginosa no maior exportador do grão do mundo.

Além disso, a seca coloca em risco as projeções do governo de uma produção recorde na
próxima temporada.

Prêmios

Os preços Fob da soja subiram na quinta-feira nos portos brasileiros. A combinação de prêmios melhores e alta dos contratos futuros na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) garantiu a elevação dos referenciais na exportação.

Os prêmios de exportação da soja para outubro estavam em +150 e +170 centavos de dólar sobre Chicago no final da segunda no Porto de Paranaguá.

Para fevereiro de 2024, o prêmio era de +60 a +70. Para março de 2025, o prêmio estava em +25 a +35 pontos, conforme dados de Safras & Mercado.

O preço FOB (flat price) para fevereiro ficou entre US$ 403,90 e US$ 407,60 a tonelada na quarta. No dia anterior, a cotação oscilou entre R$ 401,60 e R$ 407,10.



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Eventos climáticos precisam ser levados em consideração na elaboração do Orçamento, diz presidente



O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o governo federal precisa levar em consideração episódios como os incêndios e mudanças climáticas para a elaboração do novo orçamento da União. De acordo com ele, há ainda uma série de propostas que a gestão precisa estabelecer no combate aos incêndios, mas nenhuma delas será enviada ao Congresso sem uma discussão prévia com o Parlamento.

“É muito importante que, na hora que a gente for discutir novamente o novo orçamento, a gente vai ter que saber que tem coisa nova que aconteceu e a gente não pode continuar com a mesma regra que a gente tinha estabelecido há tantos e tantos anos”, disse Lula, durante reunião com chefes dos Três Poderes nesta terça-feira (17), no Palácio do Planalto.

“Mudou, o clima mudou, as necessidades das pessoas, mudou a vida das pessoas”, completou o petista. Segundo o chefe do Executivo, é preciso fazer com que o Brasil se transforme numa economia definitivamente desenvolvida e ambientalmente justa.

Sobre os incêndios, Lula afirmou que o governo ainda precisa criar um Conselho Nacional de Emergência Climática, uma Autoridade Nacional Climática e um comitê científico para cuidar de tais coisas. “É preciso que a gente assuma a responsabilidade de que se você não envolver a sociedade, as instituições e mesmo as personalidades da sociedade civil que são especialistas, fica tudo mais fácil”, disse.

“Tenho por hábito que, o que a gente for mandar de projeto de lei para o Congresso Nacional, seja PEC ou não, temos que discutir com os governadores dos Estados, com as lideranças do Congresso Nacional para que a gente tome atitude de nenhum projeto nosso chegar mais cru na Cassa Legislativa e depois a gente passar mais tempo explicando o projeto do que se a gente tivesse explicado”, acrescentou.



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